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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Opinião: "O Símbolo Perdido"

Título original: The Lost Symbol
Autor: Dan Brown
Série: Robert Langdon #3
Tradutor: Carlos Pereira, Ester Cortegano, Fernanda Oliveira e Marta Teixeira Pinto
Editor: Bertrand Editora
Edição/reimpressão: Outubro de 2009
ISBN: 9789722520140
Páginas: 576

Sinopse: Washington, D.C.: Robert Langdon, simbologista de Harvard, é convidado à última hora para dar uma palestra no Capitólio. Contudo, pouco depois da sua chegada, é descoberto no centro da Rotunda um estranho objecto com cinco símbolos bizarros.
Robert Langdon reconhece-o: trata-se de um convite ancestral para um mundo perdido de saberes esotéricos e ocultos.

Quando Peter Solomon, eminente maçom e filantropo, é brutalmente raptado, Langdon compreende que só poderá salvar o seu mentor se aceitar o misterioso apelo.

Langdon vê-se rapidamente arrastado para aquilo que se encontra por detrás das fachadas da cidade mais poderosa da América: câmaras ocultas, templos e túneis. Tudo o que lhe era familiar se transforma num mundo sombrio e clandestino, habilmente escondido, onde segredos e revelações da Maçonaria o conduzem a uma única verdade, impossível e inconcebível.

Trama de história veladas, símbolos secretos e códigos enigmáticos, tecida com brilhantismo, O Símbolo Perdido é um thriller surpreendente e arrebatador que nos surpreende a cada página.

O segredo mais extraordinário e chocante é aquele que se esconde diante dos nossos olhos…

A minha opinião:
Para começar quero dizer que gosto dos livros de Dan Brown. Não, nunca ganhará um Nobel, nem terá grandes méritos literários, mas entretém e aprendo sempre muito com os seus livros. No entanto, este livro não me encheu completamente as medidas... Talvez tivesse as expectativas demasiado altas, talvez o facto de andar cansada (preciso desesperadamente de férias!!!) e adormecer com facilidade justifiquem esta leitura não ter sido completamente satisfatória.

Mas voltando à leitura, ao contrário dos livros anteriores do autor, este não me agarrou imediatamente à história. De facto, só a cerca de 200 páginas do final é que ganhei entusiasmo pelo livro... A premissa é boa e semelhante às duas aventuras anteriores de Robert Langdon: desvendar um mistério escondido numa cidade num curto espaço de tempo. Depois de Roma e Paris, desta feita o segredo esconde-se em Washington. E talvez o meu maior problema com este livro resida precisamente aí: enquanto nos livros anteriores Langdon percorria a cidade em busca da próxima pista, neste parece que todas as pistas lhe são fornecidas ao início, só tem de desvendá-las enquanto foge...

Também a personagem feminina não me cativou como Victoria Vetra e Sophie Neveu. Aliás, se tivesse de ler mais uma vez que Katherine "prendeu o cabelo atrás das orelhas" acho que gritava... Felizmente que à medida que a acção avançava deixou de se preocupar se estava despenteada :)

Foi educativo no que refere à Maçonaria que, confesso, desconhecia quase por completo (o autor indica ao início que todos os rituais referidos no livro são reais), e fiquei com vontade de conhecer Washington, embora não tão apaixonadamente como aconteceu com Paris e Roma...

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Mystery & Suspense 2011 e Spring Reading Thing 2011.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Balanço final do desafio Spring Reading Thing 2011

ATTENTION: This post will be written in Portuguese and English.

Com a chegada do Verão chega ao fim o desafio Spring Reading Thing. Nesta Primavera tinha-me proposto ler 6 livros (incluindo o que já tinha começado). Acabei por ler 7 livros e encontro-me a mais de metade do oitavo. No entanto, acabei por não ser fiel à lista inicial e dois dos livros ficaram pelo caminho (mas serão lidos em breve):

The Twinning Murders, de Shelly Frome (terminar) - terminado
Vidas Trocadas, de Sandra Brown - terminado
A Mulher do Viajante no Tempo, de Audrey Niffenegger
O Símbolo Perdido, de Dan Brown - em leitura
A Torre e a Morte, de Michael Innes - terminado
Mrs Dalloway, de Virginia Woolf 

Assim, a lista de livros que li para o desafio é a seguinte (cliquem no título para ler a minha opinião): 
The Twinning Murders, de Shelly Frome (terminado)
Vidas Trocadas, de Sandra Brown
A Torre e a Morte, de Michael Innes
Jane Eyre, de Charlotte Brontë
Vasto Mar de Sargaços, de Jean Rhys
The Five People You Meet in Heaven, de Mitch Albom
A Música do Acaso, de Paul Auster
O Símbolo Perdido, de Dan Brown (em leitura)

Os livros de que mais gostei foram, sem dúvida, Vidas Trocadas e Jane Eyre. Sandra Brown é oficialmente uma das minhas autoras favoritas e não é por acaso que Jane Eyre é um clássico intemporal... Dois livros que irei reler, sem dúvida!

O livro de que menos gostei foi de A Música do Acaso. Irritou-me ao ponto de ter de parar de ler tal era a irritação que o personagem principal me causava...

Obrigada à Katrina por organizar este desafio e até ao Outono!
 

With the arrival of Summer, the Spring Reading Thing challenge ends. This Spring I challenged myself to read 6 books (including the one I had already started). I ended up reading 7 books and am half way through the 8th but I didn't stick with the original list and didn't read two of the books on that list (they will soon be read):
The Twinning Murders, by
Shelly Frome (terminar) - finished
The Switch, by Sandra Brown - finished
The Time Traveler's Wife, by Audrey Niffenegger
The Lost Symbol, by Dan Brown - currently reading
Lament for a Maker, by Michael Innes - finished
Mrs Dalloway, by Virginia Woolf 

So the books I read for this challenge were (click on the titles to read my reviews - in portuguese):  
The Twinning Murders, by Shelly Frome (finished)
The Switch, by Sandra Brown
Lament for a Maker, by Michael Innes
Jane Eyre, by Charlotte Brontë
Wide Sargasso Sea, by Jean Rhys
The Five People You Meet in Heaven, by Mitch Albom
The Music of Chance, by Paul Auster
The Lost Symbol, by Dan Brown (currently reading)

My favorites were, without a doubt, The Switch and Jane Eyre. Sandra Brown is oficially one of my favorite authors and there is a reason why Jane Eyre is a timeless classic... Two books I will re-read for sure!

My least favorite book was The Music of Chance. It irritated me to the point where I had to stop reading such was the irritation the main character caused in me...

Thanks to Katrina for organizing this challenge and I'll see you in the Fall!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Opinião: "A Música do Acaso"

Título original: The Music of Chance
Autor: Paul Auster
Tradutor: Ana Patrão
Colecção: Grandes Narrativas nº 38
Editor: Editorial Presença
Edição/reimpressão: Agosto de 1997
ISBN: 9789722315517
Páginas: 231

Sinopse:
A Música do Acaso é um dos mais intrigantes romances de Paul Auster. Nele conta-se a história de alguém que inesperadamente recebe uma herança, decide abandonar tudo e viajar sem rumo. Disposto a continuar enquanto tiver dinheiro, não estabelece nenhum ponto de chegada, deixando-se conduzir pelo acaso. Este torna-se a força motriz que determina a sua vida, transformando-a numa sucessão de acontecimentos aparentemente sem significado. Assente sobre este jogo perverso, o autor desenrola a história dos seus personagens de acordo com os seus próprios temas-obsessões, definindo o indivíduo simultaneamente pela sua impotência e pela sua capacidade de viajar até aos limites da solidão.

A minha opinião: Este deve ter sido um dos livros mais estranhos que já li... Surreal parece-me a palavra que melhor o descreve. Nunca um livro tinha tido esta reacção em mim: por várias vezes tive de parar de ler porque as acções do personagem principal irritavam-me de tal maneira que tinha de parar e pensar, "calma é só um livro"...


Basicamente conta-nos a história de Jim Nashe que, após ter recebido uma herança, resolve vender tudo o que tem, despacha a filha para casa da irmã, compra um carro e decide percorrer o país no carro enquanto o dinheiro durar. Este desprendimento, para mim, só seria justificado se o protagonista tivesse vivido uma experiência traumatizante (a morte de um ente querido ou uma experiência de quase morte, por exemplo) ou se esta viagem coincidisse com uma viagem de auto-descoberta, em que percebesse quem é e o que realmente importa na vida. Mas não, o protagonista inicia uma viagem de auto-destruição, com sucessivos tiros no pé dos quais não retira qualquer lição e que nem sequer o parecem incomodar minimamente.

A dada altura, quando o dinheiro começa a escassear, conhece Jack Pozzi, um jogador de póquer profissional e vê nele uma oportunidade de ganhar mais dinheiro e, assim adiar a inevitável decisão de o que fazer com a sua vida quando o dinheiro acabar. Claro que tudo corre horrivelmente mal e, a partir daí, Nashe vê-se metido num buraco do qual não consegue sair e o que é que faz? Continua a escavar... Até o fim foi anti-apoteótico, mas nessa altura já não queria saber, só queria que acabasse...

Apesar de não ter gostado da história, gostei do estilo da escrita do autor e não posso negar que tem imaginação, só me parece que não é para mim. Aliás, tenho a sensação que Paul Auster é um daqueles autores que, ou se ama, ou se odeia. Ainda tenho outro livro dele por ler cá por casa por isso ainda lhe vou dar uma segunda hipótese, mas não será para breve.
 
Classificação: 1

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Este livro conta para o Desafio Spring Reading Thing 2011.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Opinião: "The Five People You Meet in Heaven"

Autor: Mitch Albom
Editor: Time Warner Paperbacks
Edição/reimpressão: 2004
ISBN: 0751536148
Páginas: 232 

Sinopse: On his eighty-third birthday, Eddie, a lonely war veteran, dies in a tragic accident trying to save a little girl from a falling cart. With his final breath, he feels two small hands in his - and then nothing. He awakens in the afterlife, where he learns that heaven is not a lush Garden of Eden but a place where your earthly life is explained to you by five people who were in it. These people may have been loved ones or distant strangers. Yet each of them changed your path for ever.

A minha opinião: The Five People You Meet in Heaven é uma fábula cuja principal moral é a de que não há vidas insignificantes. Todas as pessoas acabam por tocar outras pessoas, e ser tocadas por elas, de uma maneira ou de outra. Não descobre a pólvora, mas relembra-nos aquilo que, no fundo, já sabemos: que as nossas acções, por mais pequenas, têm consequências, não só para nós, mas também para os outros, por vezes influenciam até pessoas que não conhecemos.

Conta-nos a história de Eddie, que morre no dia do seu 83º aniversário ao tentar salvar uma menina. Ao chegar ao céu é-lhe dito que irá encontrar 5 pessoas e que essas mesmas pessoas irão ajudá-lo a perceber o significado da sua vida na Terra. E só aí Eddie percebe que a sua vida, ao contrário do que pensava, não foi insignificante, pelo contrário, teve muita importância para muita gente, especialmente para as famílias que ajudou a manter seguras simplesmente por fazer o seu trabalho de manutenção nas atracções do parque de diversões onde trabalhava.

Gostei muito da noção de céu imaginada pelo autor, mas depois de ter lido algumas opiniões sobre o livro, estava à espera de uma história que me comovesse, o que não aconteceu.

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios What's in a Name 4 (Categoria Number) e Spring Reading Thing 2011.

domingo, 22 de maio de 2011

Opinião: "Vasto Mar de Sargaços"

Título original: Wide Sargasso Sea
Autor: Jean Rhys
Tradutor: José Carlos Costa Marques
Editor: Grupo Cofina (Biblioteca Sábado)
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2009
ISBN: 9788461292127
Páginas: 180

Sinopse: (Atenção - contém spoilers para quem ainda não leu Jane Eyre) Perdida entre estranhos numas Antilhas tão fascinantes como opressivas, vítima de diversos infortúnios familiares e minada pela incompreensão e desprezo do marido, Antoinette vai perdendo tudo o que amava, incluindo a segurança necessária para manter o equilíbrio mental... Este extraordinário romance desenvolve-se paralelamente ao clássico gótico de Charlotte Brontë Jane Eyre, e procura reescrever a história da primeira mulher de Edward Fairfax Rochester, a «louca do sótão». A voz torbulenta de Antoinette, silenciada no romance de Brontë, oferece ao leitor uma possibilidade de compreender as causas dessa loucura que o romance vitoriano se empenhou em manter escondida...

A minha opinião: (Atenção - contém spoilers para quem ainda não leu Jane Eyre) Depois de ter lido (e adorado) Jane Eyre, e uma vez que já tinha o livro, não resisti a ler de seguida a sua prequela. Gostei da hipótese proposta por Jean Rhys para o porquê da loucura da primeira mulher de Mr. Rochester (uma vez que a sua verdadeira história, a ter alguma vez sido pensada, morreu com Charlotte Brontë) e confesso que acabei por simpatizar bastante mais com ela.

O livro está dividido em três partes. A primeira é-nos narrada por Antoinette e nela ficamos a conhecer a sua infância e adolescência, nada fáceis pois Antoinette era filha de esclavagistas e, após o fim da escravatura e totalmente na miséria após a morte do seu pai, sofreu por não se integrar nem com os negros que lhe chamavam branca-preta, nem com os ingleses que a julgavam uma "selvagem". A segunda é narrada por Mr. Rochester que, sem saber muito bem como, se vê casado com uma mulher que mal conhece e que tenta amar, mas não consegue por nunca a chegar a compreender e também pela mágoa de se sentir enganado por ela, pela família dela e pela sua própria família. A terceira parte volta a ser narrada por Antoinette quando já se encontra no sótão de Thornfield Hall. Esta foi a parte de que mais gostei, mas infelizmente é também a mais curta, pois revela-nos o que passa pela cabeça de Antoinette/Blanche em alguns dos momentos-chave de Jane Eyre. Tive pena que Jean Rhys não tivesse explorado mais esta parte.

Apesar de ter ficado com muita pena de Antoinette, consigo perceber o comportamento de Mr. Rochester. Antoinette era uma mulher que nunca tinha sido verdadeiramente amada, nunca se tinha sentido desejada e agarrou-se desesperadamente à esperança de felicidade com Mr. Rochester e tentou "obrigá-lo" a amá-la, acabando por lhe sair o tiro pela culatra. Quanto a Mr. Rochester, tenho a sensação que as coisas poderiam ter sido muito diferentes se lhe tivessem contado a verdade desde o início, pois ao descobrir as mentiras e os enganos, acabou por descarregar toda a sua mágoa e frustração na pessoa que menos culpa tinha. 

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios What's in a Name 4 (Categoria Size) e Spring Reading Thing 2011.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Opinião: "Jane Eyre"

Título original: Jane Eyre
Autor: Charlotte Brontë
Tradutor: Alice Rocha
Colecção: Obras Literárias Escolhidas nº 17
Editor: Editorial Presença
Edição/reimpressão: Março de 2011
ISBN: 9789722345033
Páginas: 596

Sinopse: Jane Eyre é uma obra-prima da literatura inglesa, a autobiografia ficcionada de uma jovem que, depois de uma infância e adolescência desprovidas de afecto, se torna preceptora em Thornfield Hall e se apaixona pelo seu proprietário, Mr. Rochester. Plenamente correspondida nos seus sentimentos, Jane julga ter encontrado o amor por que ansiara toda a vida, mas Thornfield Hall esconde um segredo tenebroso que ameaça ensombrar a sua felicidade. Numa atmosfera misteriosa e inesquecível, acompanhamos esta heroína de espírito puro e apaixonado, que se recusa a aceitar o lugar que a sociedade lhe reservou e trava uma luta interior constante para se manter fiel às suas convicções e a si própria. Considerado muito à frente do seu tempo, este romance eleva-se à esfera da genialidade pela forma soberba como retrata a sociedade da época, pela inteligência e originalidade da prosa, pela intensidade emocional que impregna cada uma das suas páginas.

A minha opinião: Há muito tempo que queria ler Jane Eyre, pois achava que iria gostar da história. Felizmente não estava enganada, adorei! Já muito se escreveu sobre este livro e não posso dizer muito mais sem revelar alguns spoilers (infelizmente Jane Eyre já se tornou de tal forma parte do imaginário popular que acabei por partir para a sua leitura sabendo de antemão um dos seus grandes spoilers...), mas posso dizer que tudo me cativou nesta obra, não só a história (adorei as interligações e a autora não deixa pontas soltas), como também as personagens e o estilo da escrita. Jane Eyre e Mr. Rochester são personagens que vão ficar comigo para sempre.

De facto, gostei tanto que, tendo o livro cá por casa, não resisti a ler de seguida Vasto Mar de Sargaços (escrito como uma prequela de Jane Eyre)... Recomendadíssimo.
 
Classificação: 5

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Este livro conta para o Desafio Spring Reading Thing 2011.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Opinião: "A Torre e a Morte"

Título original: Lament for a Maker
Autor: Michael Innes
Série: Inspector Appleby Mysteries #3
Tradutor: Joel Lima e Cruz Barreto
Colecção: 9mm nº11
Editor: Público
Edição/reimpressão: Agosto de 2005
ISBN: 8498192668
Páginas: 320

Sinopse: Quando o Lord de Erchany, Ranald Guthrie, cai das muralhas do seu castelo, numa noite de tempestade em pleno Inverno, o lendário e perspicaz detective John Appleby é chamado para investigar o caso. Ao longo do livro, são apresentadas várias hipóteses que tentam explicar este estranho "acidente", mas só uma é a verdadeira... A Torre e a Morte (1938) é um dos melhores policiais do escocês Michael Innes (1906-1994), pseudónimo de John Innes Stewart, que não resiste a confundir os factos com elementos fantásticos e surreais.

A minha opinião: Mais um livrinho da saudosa colecção 9mm do jornal Público... A Torre e a Morte conta-nos, como o título indica, a história de uma morte que acontece numa torre (daaah!), mas é nas circunstâncias que rodeiam essa morte que reside o mistério. Terá sido uma queda, suicídio ou homicídio? Cada uma das hipóteses parece ser válida à medida que a história nos é contada por diferentes narradores, todos eles personagens da história e cujos relatos dizem respeito à parte da história que vivenciaram.

Assim, a história é-nos revelada por personagens tão diferentes como Ewan Bell, o sapateiro que cita os escritores antigos; Noel Gylby, um jovem que se vê metido nesta história após um acidente numa noite de tempestade de neve e que se vê forçado a abrigar-se em Erchany onde mantém um diário através do qual ficamos a saber o que passou durante a sua estadia aí; Aljo Wedderburn, o advogado que é o primeiro a formular uma teoria para explicar a morte; o inspector John Applebie que, sem ter sido chamado directamente para o caso, fica tão curioso com o mesmo que não resiste a investigá-lo; e uma outra personagem que não vou revelar quem é porque seria um spoiler.

Como é referido na sinopse, é Ranald Guthrie quem morre na torre. Senhor do castelo de Erchany, tem um feitio detestável que faz com que ninguém na aldeia mais próxima simpatize com ele. A única pessoa que parece gostar dele é Christine Mathers, a sua "sobrinha" (esta é uma questão que suscita dúvidas ao longo do livro, pelo que não vou ser explícita neste ponto), mas esta vê mudanças repentinas no tio que não consegue explicar e que a fazem crer que está louco. Para além do mais Christine está apaixonada, e é correspondida, por Neil Lindsay, descendente da família rival dos Guthrie e, por isso, Ranald é contra o casamento. Na altura da morte existem vários suspeitos por perto, e todos parecem ter motivo.

Não me posso alongar mais sem entrar em spoilers, mas esta é uma história muito densa, recheada de pormenores que, no fim, se entrelaçam perfeitamente. Informações que são casualmente referidas a certa altura acabam por se revelar pormenores essenciais mais à frente, pelo que é necessário ler este livro com uma atenção redobrada. Confesso que gosto mais de histórias com um só narrador, mas gostei deste A Torre e a Morte, gostei de todas as reviravoltas, especialmente as últimas que me fizeram ler sem parar até chegar ao final. Mas teria passado bem com menos ratos, muito menos ratos...

Classificação: 3

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Opinião: "Vidas Trocadas"

Título original: The Switch
Autor: Sandra Brown
Tradutor: Margarida Malcato
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2011
ISBN: 9789898228468
Páginas: 460

Sinopse: (Atenção - contém spoilers) As gémeas Melina e Gillian Lloyd são praticamente iguais, ambas empresárias de sucesso e solteiras. Mas numa coisa são diferentes: Melina é impulsiva, enquanto Gillian gosta de ponderar bem as suas decisões. Além disso, Gillian quer um filho. Sentindo o relógio biológico a avançar inexoravelmente, opta por se submeter a uma inseminação artificial, utilizando esperma de um dador anónimo. A história começa no dia em que ela faz a inseminação.
Nesse dia, Melina acompanha, na sua qualidade de relações públicas, o coronel da NASA Christopher «Chefe» Hart à cerimónia de entrega de um prémio. Mas terá sido mesmo Melina?
A vida do coronel choca, depois interliga-se, com a das gémeas. Uma partida aparentemente inofensiva acaba em catástrofe. Na manhã seguinte a terem trocado de identidades, Melina recebe uma notícia terrível: a irmã fora brutalmente assassinada — e o coronel, apesar de inocente, é o principal suspeito. O que parece de início ser um homicídio de fácil resolução acaba por conduzi-los às montanhas do Novo México onde um louco, cujos planos diabólicos requerem a substituição de Gillian por Melina, está a criar uma «nova ordem mundial». Mesmo que seja apenas parcialmente bem-sucedido, as consequências serão catastróficas e afectarão o mundo inteiro.

A minha opinião: Confirma-se. Sandra Brown é uma das minhas autoras favoritas. Aliás, no que toca ao género policial contemporâneo, é a minha autora preferida. Sendo o terceiro livro que leio da autora, esta consegue surpreender-me a cada nova leitura. Cada história é diferente, a autora não se limita a seguir um modelo dando-nos mais do mesmo, cria novas fórmulas e consegue surpreender. E, embora tenha adivinhado a grande reviravolta na história, a autora reservara-me um autêntico murro no estômago na forma de uma outra reviravolta de que não estava mesmo nada à espera.

Não vou referir nada sobre a história pois acho que a sinopse já revela demasiado. Optei por iniciar a leitura sem ler a sinopse e não me arrependi. Mas acho que o título podia ter tido uma tradução mais literal e ser apenas "A Troca" pois o próprio título, Vidas Trocadas, já me parece demasiado revelador.

Tenho de fazer menção aos problemas de revisão desta edição, problemas que, infelizmente, já começam a ser normais... Mas para além dos "normais" problemas de revisão, desta feita houve um que me chateou particularmente e que posso contar sem revelar nada de importante: logo ao início é referido um grupo designado por DIA (Defesa dos Índios Americanos), que a meio passa a ser DNA (Defesa dos Nativos Americanos?) e no final volta a ser DIA.

Em suma, estou rendida à autora e vou, com certeza, continuar a comprar os seus livros compulsivamente à medida que forem sendo editados. Ah e adorei o pormenor do marcador que vem com o livro ser um calendário.

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Mystery & Suspense 2011 e Spring Reading Thing 2011.

sábado, 2 de abril de 2011

Opinião: "The Twinning Murders"

Autor: Shelly Frome
Editor: Beckham Publications Group
Edição/reimpressão: 2010
ISBN: 9780982794326
Páginas: 228

Sinopse:
The Twinning Murders is a modern day classic mystery centering on the ventures of Emily Ryder, a thirty-something rambler and tour guide. The story opens just before she embarks on this year’s Twinning: a ritual exchange between her historic New England home and its sister village deep in Dartmoor, a wild upland area in the west of England.
Presently, Emily becomes involved in a suspicious death that affects her personally. A few days later, at the Twinning itself, her main client meets the same fate. As Emily’s world continues to unravel, and though she has little help, she finds herself compelled to piece together the games being played on both sides of the Atlantic.

A minha opinião: Eu queria muito ter gostado deste livro... A sinopse fazia prever um mistério "acolhedor" mesmo ao meu gosto! Mas, infelizmente, houve demasiadas coisas na história com as quais tive problemas. O livro começa com Emily a encontrar um homem, Doc, que trabalha para a empresa que quer desenvolver um condomínio na cidade. De seguida testemunha a morte, ao que tudo indica acidental, do homem que foi como um pai para ela. Mas algumas das coisas que Doc lhe havia dito anteriormente, aliadas ao facto do homem que morreu ser o mais feroz opositor à construção do condomínio na cidade, levam Emily a desconfiar que a sua morte não foi um acidente. Contudo, e porque assumiu o compromisso de levar os irmãos Curtis (Harriet, Silas e Pru) até à cidade de Lydfield-in-the-Moor, na Grã-Bretanha, para participar no intercâmbio entre cidades "geminadas", vê-se forçada a partir e a deixar as investigações nas mãos de Babs, uma antiga colega de liceu e de Will, o "faz-tudo" contratado pela sua mãe para reparar o B&B que possui. Na Grã-Bretanha acaba por acontecer outro crime, que está relacionado com o primeiro, mas só no final nos é explicada qual a ligação e qual o motivo por detrás dos assassinatos.

Como já referi, tive alguns problemas com a história. Apesar de se tratar da sua cidade natal, Emily não parece ter amigos na mesma, apenas conhecidos, sendo Babs o mais parecido com uma amiga, mas Emily não parece gostar particularmente dela, nem ter muita paciência para ela. E Emily é descrita como desportiva (fez parte da equipa de futebol do liceu), bonita, extrovertida e aventureira. Tem tudo para ser popular. Como é possível que não tenha amigos? Para além de Babs, Emily só parece confiar em Will, um homem que mal conhece e que não é da cidade, mas isso eu até aceito, pois uma vez que Emily começa quase imediatamente a desconfiar de todas as pessoas da cidade, confiar num estranho faz sentido. Mas depois não confia totalmente, não conta tudo, parece determinada em fazer tudo e em descobrir tudo sozinha...

Enfim, foi uma história que não me prendeu. As personagens têm muito pouco (ou nenhum) desenvolvimento, e isso fez com que não me conseguisse relacionar com nenhuma delas, nem sequer com Emily. E, não sei se acontece com mais alguém, mas comigo, se não me consigo relacionar com uma personagem, também não me preocupa o que lhe acontece.

Gostei da escrita do autor e da premissa da história, mas infelizmente, não me consegui relacionar com ela.

Classificação: 1

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Este livro foi-me enviado pelo UK and Beyond Book Tours, para crítica englobada na Virtual Book Tour do livro.

Este livro conta para os Desafios Mystery & Suspense 2011What's in a Name 4 (Categoria Evil) e Spring Reading Thing 2011.

domingo, 20 de março de 2011

Desafio Spring Reading Thing 2011

ATTENTION: This post will be written in Portuguese and English.

O desafio Spring Reading Thing é semelhante ao desafio Fall Into Reading, mas com a diferença de acontecer na Primavera. Também é organizado pelo blog Callapidder Days e consiste, basicamente, em ler na Primavera (de 20 de Março a 20 de Junho). As regras são muito simples e foi por isso que decidi participar.

Nesta Primavera proponho-me ler 5 livros e terminar o que estou a ler neste momento. Tal como pedem as regras, aqui fica a lista:  
The Twinning Murders, de
Shelly Frome (terminar) - terminado
Vidas Trocadas, de Sandra Brown - terminado
A Mulher do Viajante no Tempo, de Audrey Niffenegger
O Símbolo Perdido, de Dan Brown
A Torre e a Morte, de Michael Innes - terminado
Mrs Dalloway, de Virginia Woolf
 
Esta lista é apenas provisória e poderá ser alterada ao longo do desafio.
 

The Spring Reading Thing challenge is similar to the Fall Into Reading challenge, only it happens in the Spring. It's also hosted by Callapidder Days and it consists, basicaly of reading in the Spring (March 20th, through June 20th). The rules are very simple and that is why I decided to participate.

This Spring I challenged myself to read 5 books and finish the one I'm currently reading. As stated by the rules, here is the list of books I plan to read:
The Twinning Murders, by
Shelly Frome (terminar) - finished
The Switch, by Sandra Brown - finished
The Time Traveler's Wife, by Audrey Niffenegger
The Lost Symbol, by Dan Brown
Lament for a Maker, by Michael Innes - finished
Mrs Dalloway, by Virginia Woolf 

This list can be altered throughout the challenge.