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domingo, 29 de junho de 2014

Opinião: "Carmilla"

www.wook.pt/ficha/carmilla/a/id/174586?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Carmilla
Autor: Sheridan Le Fanu
Tradutor: Mafalda Silva
Colecção: Biblioteca de Verão nº16
Editor: QuidNovi
Edição/reimpressão: Agosto de 2010
ISBN: 9789895547555
Páginas: 96

Sinopse: Para os amantes do vampirismo, esta história escrita 30 anos antes do Drácula, contém ricos ingredientes: uma vampira sedutora e cruel, o dilema da imortalidade e o ambiente gótico.
A relação entre Laura, filha do General von Spielsdorf*, com a estranha, Carmilla, numa altura em que os camponeses começam a adoecer, torna o enredo angustiante.

*A sinopse está incorrecta, embora o General von Spielsdorf seja uma personagem importante, Laura não é sua filha e o nome do seu pai nunca é mencionado.

A minha opinião: Carmilla é mais um dos contos que saíram com o DN/JN no Verão de 2010 e que estão quase todos ainda por ler... Foi o livro sorteado para o Random Reads de Junho, pelo que saltou à frente de todos os outros na pilha TBR.

É uma história de vampiros ou, neste caso, de uma vampira, Carmilla, mas é muito subtil. Os ataques são contados sempre numa perspectiva em que a realidade se mistura com o sonho, pelo que, embora já calculemos o que se está a passar, nunca o presenciamos verdadeiramente.

Gostei do conto, mas esteve longe de ser angustiante. Compreendo que o fosse na época em que foi escrito (1871), mas actualmente não o é. Mas está bem escrito e o ambiente gótico é bem conseguido.

Algumas coisas ficaram por explicar, nomeadamente, gostava que o autor tivesse explicado melhor quem era a suposta mãe da Carmilla e o porquê de a ajudar, e como é que a Carmilla se transformou numa vampira.

Há também uma sugestão de lesbianismo (que imagino que fosse algo muito à frente na época), resultante do poder de sugestão da vampira (que só ataca jovens mulheres), mas que também nunca é concretizado.

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2014 e TBR Pile 2014.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Opinião: "o apocalipse dos trabalhadores"

Autor: Valter Hugo Mãe
Editor: QuidNovi
Edição/reimpressão: Julho de 2008
ISBN: 9789896280659
Páginas: 184

Sinopse: A maria da graça - mulher-a-dias em Bragança esquecida do mundo - tem a ambição, não tão secreta como isso, de morrer de amor; e por isso sonha recorrentemente com a entrada no Paraíso, onde vai à procura do senhor Ferreira, seu antigo patrão, que, apesar de sovina e abusador, lhe falou de Goya, Rilke, Bergman ou Mozart como homens que impressionaram o próprio Deus. Mas às portas do céu acotovelam-se mercadores de souvenirs em brigas constantes e são pedro não faz mais do que a enxotar dali a cada visita. 
Tal como a maria da graça, todas as personagens deste livro buscam o seu paraíso; e, aflitas com a esperança, ou esperança nenhuma, de um dia serem felizes, acham que a felicidade vale qualquer risco, nem que seja para as lançar alegremente no abismo. 
o apocalipse dos trabalhadores é um retrato do nosso tempo, feito da precariedade e dessa esperança difícil. Um retrato desenhado através de duas mulheres-a-dias, um reformado e um jovem ucraniano que reflectem sobre os caminhos sinuosos do engenho e da vontade humana num Portugal com cada vez mais imigrantes e sobre como isso parece perturbar a sociedade.

A minha opinião: Depois de ter lido O filho de mil homens, a vontade de voltar a Valter Hugo Mãe concretizou-se com este o apocalipse dos trabalhadores. Não gostei tanto, estranhei bastante mais a escrita, mas curiosamente, e como pensei inicialmente, não foi a falta de maiúsculas que me fez confusão. Foi sim o facto do texto ser todo corrido. A narração mistura-se com o diálogo, que se mistura com a descrição, que, por sua vez se mistura com o pensamento das personagens. E foi particularmente difícil em relação aos diálogos, na medida em que várias vezes tive dificuldade em perceber quem dizia o quê e tinha de reler para tentar perceber.

Mas não deixa de ser um livro que se lê rapidamente. Há uma fluência na escrita que faz com que avancemos na leitura sem nos darmos conta. E ao mesmo tempo há uma profundidade na mesma que faz com que tenhamos, por vezes, de parar para assimilar o que lemos.

É uma história de amores, de como encontramos o amor nos sítios (e nas pessoas) mais improváveis. O apocalipse de que nos fala o título é a revelação do amor, poderoso e devastador, mudando a vida daqueles que atinge. E neste caso, atinge os trabalhadores, duas mulheres-a-dias/carpideiras, mulheres desencantadas com a vida, que julgam que o amor não é para elas, mas que a vida se encarrega de provar erradas. E atinge também os homens que amam, mesmo sem querer, um patrão velho e maldito que toma liberdades com a empregada e um jovem trabalhador de Leste forçado a abandonar o país e a família em busca de uma vida melhor e que encontra numa portuguesa gorda o consolo e a companhia que havia deixado no seu país.

A leitura deste livro leva-me a concluir que o forte do autor são as personagens. Dá-lhes uma profundidade tal que quase se tornam reais aos nossos olhos. São sempre personagens sofridas, com o peso do mundo às costas e cujo infortúnio acompanhamos.

Valter Hugo Mãe é um autor que vou, sem dúvida, continuar a ler.

Classificação: 3

sábado, 17 de setembro de 2011

Opinião: "Daisy Miller"

Título original: Daisy Miller
Autor: Henry James
Tradutor: Francisco Santos
Colecção: Biblioteca de Verão nº26
Editor: QuidNovi
Edição/reimpressão: 2010
ISBN: 9789895547654
Páginas: 96

Sinopse: Winterbourne é um ilustre e rico jovem norte-americano que se apaixona pela bela Daisy, uma bela e impertinente rapariga, cujos comportamentos não se ajustam aos códigos rígidos e moralmente aceites pela sociedade europeia.

A minha opinião: Não gostei particularmente deste conto de Henry Miller. A Daisy irritou-me porque parecia querer chocar só por chocar. Se as suas atitudes fossem motivadas por um sentimento verdadeiro, ainda conseguia perceber, mas não. E depois agia como se não percebesse que estava a fazer algo de mal (de acordo com as convenções sociais da época) e fiquei sem perceber se era parvinha ou se era sonsa.

Também não gostei particularmente de Winterbourne. A facilidade com que desculpava as atitudes de Daisy só porque esta era muito bela. Como se a beleza desculpasse a tontice...

Da edição nem vou falar porque quem fez esta colecção sabe que é de muito fraca qualidade...

Classificação: 2

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Opinião: "O Fan­tasma de Can­ter­ville e outros con­tos"

Título original: The Canterville Ghost and Other Stories
Autor: Oscar Wilde
Tradutor: Ana Ribeiro
Colecção: Biblioteca de Verão nº2
Editor: QuidNovi
Edição/reimpressão: 2010
ISBN: 9789895547418
Páginas: 96


Sinopse: A família americana Otis decide mudar-se para o castelo de Canterville, onde habita um fantasma atormentado há mais de trezentos anos. Mas, tudo altera a existência do fantasma quando conhece a jovem Virgínia Otis. Este livro contempla ainda outros contos: Esfinge sem Segredo, O Reizinho, O Aniversário da Infanta, O Pescador e a Alma e O Foguete de Lágrimas.

A minha opinião: Seca! Confesso que não sou particularmente fã de contos, aliás acho que o único livro de contos de que gostei foi Eva Luna de Isabel Allende, mas tendo em conta o autor, tinha algumas expectativas em relação a este livro. Contudo fiquei bastante desiludida com o mesmo, nenhum dos contos me tocou, alguns foram mesmo chatos e custaram-me bastante a ler. Não gostei, mas não vou desistir ainda do autor...

Classificação: 1