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domingo, 21 de julho de 2013

Opinião: "Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo"

Título original: The Lightning Thief
Autor:
Série: Percy Jackson #1
Tradutor: Dina Antunes
Editor: Casa das Letras
Edição/reimpressão: Janeiro de 2010
ISBN: 9789724619378
Páginas: 328

Sinopse: Percy Jackson está prestes a ser expulso do colégio interno... novamente. E esse é o menor dos seus problemas. Ultimamente, criaturas fantásticas e os deuses do Olimpo parecem estar a sair das páginas de mitologia para entrarem na sua vida. E o pior de tudo é que ele parece ter enfurecido alguns deles. O raio-mestre de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito.
Agora, Percy e os seus amigos têm apenas dez dias para encontrar e devolver o símbolo do poder de Zeus e restabelecer a paz no Olimpo. Para o conseguir terá de fazer bem mais do que descobrir o ladrão: terá de enfrentar o pai que o abandonou, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora e poderosa do que os próprios deuses.

A minha opinião: Há três anos (desde que o livro foi lançado por cá) que o meu irmão me anda a chatear para ler esta série. O que, tendo em conta que ele não é propriamente um leitor assíduo, é um feito assinalável. Agora que o segundo filme vai estrear, achei que era a altura ideal para iniciar esta série.

O universo criado por Rick Riordan é muito interessante, pois é um universo em que os deuses gregos não só são reais, como continuam a governar do alto do Olimpo e a influenciar o destino dos humanos. O que significa também que todas as criaturas mitológicas são reais. E porque os maus hábitos nunca se curam, a tendência dos deuses para se envolverem com humanos e gerarem descendência continua até hoje...

Num instante o mundo de Percy altera-se radicalmente: descobre que é um mestiço, metade deus, metade humano, e como se isso não bastasse, há monstros atrás dele que o querem matar. Percy tem de partir numa missão para descobrir quem está por trás do roubo no Olimpo, do qual é o principal suspeito, encontrar o que foi roubado e evitar uma guerra entre deuses que terá consequências desastrosas para humanos e mestiços. E tudo isso enquanto tenta sobreviver...

Gostei bastante deste livro e deste universo (sempre adorei mitologia grega) e estou muito curiosa por ver que novas aventuras Percy e Annabeth terão, até porque há um inimigo poderoso que é revelado neste livro e que ainda lhes trará muitos dissabores, estou certa. O segundo livro vai ser lido muito, muito em breve... 

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2013, Book Bingo 2013 (sugerido).

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Opinião: "Visto do Céu"

Título original: The Lovely Bones
Autor: Alice Sebold
Tradutor: Ribeiro da Fonseca
Editor: Casa das Letras
Edição/reimpressão: 2009
ISBN: 9789724619477
Páginas: 264

Sinopse: Susie Salmon tem o olhar vivo e irrequieto dos seus catorze anos. Observa o desenrolar da vida: os colegas da escola, a família, o lento passar dos meses e das estações. Está tudo muito calmo, tudo parece muito acolhedor. Um único pormenor desmente tanta placidez: é que, de facto, Susie já morreu. Estranhamente, o céu parece-se muito com o recreio da escola, nem sequer faltam os baloiços. A pouco e pouco, Susie compreende que é o centro das atenções: os colegas comentam os rumores sobre o seu desaparecimento, a família ainda acredita que ela poderá ser encontrada, o assassino tenta esconder as pistas do seu crime...

A minha opinião: Um olhar diferente sobre a vida após a morte. Visto do céu conta-nos a história de Susie Salmon, uma jovem de 14 anos que é violada e assassinada por um vizinho e que, a partir daí, passa a observar a sua família, amigos e até o seu assassino do seu céu. Mas é também, e sobretudo, uma história sobre as diferentes formas de lidar com a perda de um ente querido e sobre o impacto que uma vida (ou, neste caso, a sua ausência) tem em tantas outras vidas. Apesar de ser uma história triste, a forma como a autora a conta não é piegas, nem promove a lágrima fácil. No final, o sentimento predominante foi a esperança. Esperança na capacidade de cura do ser humano, na sua capacidade de ultrapassar a perda e de se reinventar e, em última análise, de sobreviver.


Classificação: 4