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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Opinião: "The Tragedy Paper"

www.wook.pt/ficha/the-tragedy-paper/a/id/14958720?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor: Elizabeth LaBan
Editor: Alfred A. Knopf BFYR
Edição/reimpressão: Janeiro de 2013
ISBN: 9780375870408
Páginas: 320
Origem: Oferecido no NetGalley

Sinopse: Tim Macbeth is a 17-year-old albino and a recent transfer to the prestigious Irving School, where the motto is, "Enter here to be and find a friend." Tim does not expect to find a friend; all he really wants to do is escape his senior year unnoticed. Despite his efforts to blend into the background, he finds himself falling for the quintessential "it" girl, Vanessa Sheller, girlfriend of Irving's most popular boy. To Tim's surprise, Vanessa is into him, too, and she can kiss her social status goodbye if anyone finds out. Tim and Vanessa enter into a clandestine relationship, but looming over them is the Tragedy Paper, Irving's version of a senior year thesis, assigned by the school's least forgiving teacher.

The story unfolds from two alternating viewpoints: Tim, the tragic, love-struck figure, and Duncan, a current senior, who uncovers the truth behind Tim and Vanessa's story and will consequently produce the greatest Tragedy Paper in Irving's history.

A minha opinião: The Tragedy Paper estava disponível para download no NetGalley e, depois de ler a sinopse, resolvi arriscar. E posso dizer que não me arrependi. É um livro dedicado a um público mais jovem (young adult), mas consegui identificar-me com as personagens, pois afinal, também já passei por muitas das coisas por que eles passam. Não todas, felizmente...

É que o título foi muito bem escolhido, na minha opinião, pois ao longo da história, há sempre uma sensação de tragédia iminente. O livro acaba por ter dois protagonistas, Tim e Duncan. Tim é um rapaz de 17 anos, albino, que nunca realmente se enquadrou na escola nem com os outros miúdos da sua idade, e que vai estudar para a Irving School no seu último ano antes da faculdade. Acaba por conhecer e se apaixonar por uma colega, Vanessa, uma rapariga linda que, surpresa das surpresas, também parece gostar dele. Mas Vanessa namora com o rapaz mais popular da escola e os seus encontros têm de ser secretos.

Como convém às escolas particulares de prestígio, a Irving School tem algumas tradições. Uma é o Tragedy Paper, uma espécie de tese que todos os finalistas têm de entregar e cujo tema é, bem, a tragédia. Outra é um jogo dos finalistas, organizado por uma comissão cujos membros são escolhidos entre os alunos do ano anterior que vão ao jogo dos finalistas desse ano e que são responsáveis depois por organizar o jogo do seu ano e por escolher os membros da próxima comissão.

Duncan foi um desses alunos e é a ele que agora cabe a tarefa de organizar o jogo. Mas percebemos que algo (uma tragédia?) aconteceu no jogo do ano anterior o que faz com que Duncan não esteja propriamente ansioso por repetir a experiência... Também percebemos que, o que quer que tenha acontecido, Duncan sente-se culpado, e vamos sabendo ao mesmo tempo que ele, o que realmente aconteceu, pela voz de Tim que deixou a sua história gravada em CDs para Duncan ouvir.

Esta é uma história de tragédia, de como as más escolhas e as más decisões podem mudar a nossa vida para sempre, mas é também uma história de esperança e redenção. Gostei da história e particularmente da forma como a mesma nos é contada.

Classificação: 3

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Este livro conta para o Desafio Fall Into Reading 2012.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Opinião: "White Collar Christmas"

Autor: Misty Evans
Editor: Auto-publicado
Edição/reimpressão: Novembro de 2010
ASIN: B004DNWS2S
Formato: Ebook (Kindle)
Páginas: 31
Origem: Gratuito na Amazon

Sinopse: Rookie FBI agent, Sara Amos, is on her first undercover op, posing as a chauffeur to sexy art forgerer Alexander Batisto. She wants to shed her rookie status and bring Batisto’s criminal ring down, but when she unexpectedly finds herself falling for the seductive art forgerer, her investigation takes a weird twist.

Batisto is not who he says he is…and he’s got a big surprise under the Christmas tree for Sara.


A minha opinião: Com White Collar Christmas dei início a uma temporada de leituras natalícias que resolvi fazer este ano. É um pequeno conto sobre uma agente novata do FBI, Sara Amos, que se encontra na sua primeira operação infiltrada como motorista de Alexander Batisto, um falsificador de arte. Mas Batisto é mais do que aquilo que parece à primeira vista e a atracção entre ambos pode significar o fim da carreira de Sara... Que caminho irá Sara seguir, o do dever ou o do coração?

Lê-se bem e continua gratuito na Amazon. Mas tirando o facto de se passar na altura do Natal, não é assim muito natalício...

Classificação: 3

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Este livro conta para o Desafio Fall Into Reading 2012.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Balanço final do desafio Fall Into Reading 2012


ATTENTION: This post will be written in Portuguese and English.

Começa o Inverno e termina o Fall Into Reading...

Este ano portei-me muito bem e, para além de ter lido os 6 livros da lista, li mais 4 livros e 3 contos.

Assim, da lista inicial li:
O Segredo de Sophia, de Susanna Kearsley - terminado
O Deus das Moscas, de William Golding - terminado
The Scarlet Letter, de Nathaniel Hawthorne - terminado
Silver Bay - A Baía do Desejo, de Jojo Moyes - terminado
4th of July, de James Patterson - terminado
Olhos Verdes, de Luísa Costa Gomes - terminado

Para além destes li:
The Great Gift, de Misty Wright
Meant for Her, de Amy Gamet
Dead Until Dark, de Charlaine Harris
The Tragedy Paper, de Elizabeth LaBan

E estes foram os contos lidos neste Outono:
Mean, de Renata F. Barcelos
My Favorite Corpse, de Kathy Carmichael 
White Collar Christmas, de Misty Evans

Os meus preferidos foram O Segredo de Sophia, Silver Bay - A Baia do Desejo e 4th of July. O que mais me desiludiu foi The Scarlet Letter, pois achei que iria gostar muito mais do que gostei...

Obrigada à Katrina por organizar o desafio mais uma vez e vemo-nos na Primavera!


Winter begins and Fall Into Reading ends...

This year I did really good and, in addiction to the 6 books on my initial list, I read another 4 books and 3 short stories.

From my initial list:
The Winter Sea, by Susanna Kearsley - finished
Lord of the Flies, by William Golding - finished
The Scarlet Letter, by Nathaniel Hawthorne - finished
Silver Bay, by Jojo Moyes - finished
4th of July, by James Patterson - finished
Olhos Verdes, by Luísa Costa Gomes - finished

I also read:
The Great Gift, by Misty Wright
Meant for Her, by Amy Gamet
Dead Until Dark, by Charlaine Harris
The Tragedy Paper, by Elizabeth LaBan

And these were the short stories read this Fall:
Mean, by Renata F. Barcelos
My Favorite Corpse, by Kathy Carmichael 
White Collar Christmas, by Misty Evans

My favorites were The Winter Sea, Silver Bay and 4th of July. The one that disappointed me the most was The Scarlet Letter because I thought I would like it a lot more than I did...

Thanks to Katrina for organizing the challenge again and I'll see you in the Spring!

Opinião: "Dead Until Dark"

Autor: Charlaine Harris
Série: Sookie Stackhouse #1
Editor: Gollancz
Edição/reimpressão: 2006
ISBN: 9780575089365
Páginas: 326

Sinopse: Sookie Stackhouse is a small-time cocktail waitress in small-town Louisiana. She's quiet, keeps to herself, and doesn't get out much. Not because she's not pretty. She is. It's just that, well, Sookie has this sort of 'disability'. She can read minds. And that doesn't make her too dateable. And then along comes Bill. He's tall, dark, handsome - and Sookie can't 'hear' a word he's thinking. He's exactly the kind of guy she's been waiting for all her life.

But Bill has a disability of his own: He's a vampire. Worse than that, hangs with a seriously creepy crowd, with a reputation for trouble - of the murderous kind.

And when one of Sookie's colleagues is killed, she begins to fear she'll be next ...

A minha opinião: Cada vez mais me convenço que há livros que têm uma altura certa para serem lidos. Este foi um desses livros. Comecei a ver a série televisiva True Blood, inspirada nestes livros, e ainda vi pelo menos duas temporadas, mas não tinha qualquer intenção de ler os livros até uma amiga me ter convencido a ler porque ia gostar. Ora esta é a amiga que me apresentou ao universo do Senhor dos Anéis, do Twilight e é também uma Potterhead... Por isso fui logo a correr comprar o primeiro livro da série. Contudo, nunca me apeteceu lê-lo até agora. É que praticamente me saltou da estante para os braços, a vontade de o ler era tanta que não valia a pena resistir.

E gostei. Bastante. Tanto que já encomendei o segundo livro e estou com vontade de voltar a ver a adaptação televisiva. Este primeiro livro não foi propriamente uma surpresa, pois a primeira temporada de True Blood é bastante fiel ao livro. Mas gostei mais do livro, achei que a história é contada de uma forma mais calma e menos espalhafatosa que na série. Acho que não vale a pena resumir a história porque já está resumida na sinopse, mas gostei bastante da premissa da história: como seria o mundo se, porque foi inventado sangue sintético, os vampiros se revelassem e passassem a ser cidadãos de pleno direito? E o facto da protagonista não ser uma humana qualquer, mas uma humana que lê pensamentos sem que ninguém saiba como nem porquê também me pareceu uma ideia interessante.

A personagem que mais me surpreendeu foi mesmo o Jason, irmão de Sookie e que, ao contrário do Jason da série televisiva, não é um tolinho pouco inteligente. Gosto mais do Jason dos livros e acho que há grande potencial para esta personagem.

Uma personagem de que senti falta, e que foi criada para a série televisiva, é a Tara, porque realmente achei estranho que a Sookie não tenha uma única amiga e confidente. Mas compreendo que seja difícil manter amizades quando se sabe o que as pessoas pensam a todo o momento...

Mas a minha personagem favorita (e já era no True Blood) é o Sam. Adoro a forma apaixonada como ajuda e defende as pessoas de quem gosta e também o seu jeito descontraído de ser. Passei a leitura a desejar que a cena da revelação do seu segredo à Sookie, e que já tinha visto na série, fosse retirada do livro... É tão boa!

Ora portanto, uma série com um mundo que, penso, ir-se-á tornar cada vez mais complexo e personagens interessantes, também elas complexas e bem caracterizadas. Uma leitura divertida, ideal para descontrair e abstrair-nos dos problemas do dia-a-dia.

Classificação: 4

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Opinião: "Olhos Verdes"

Autor: Luísa Costa Gomes
Colecção: Mil Folhas nº21
Editor: Público
Edição/reimpressão: Setembro de 2002
ISBN: 8496075079
Páginas: 194

Sinopse: Olhos Verdes trata da aparência e do acaso. Os seus personagens fazem parte do mundo das aparências: trabalham em profissões ou têm inclinações que implicam uma evasão da realidade: Pedro Levi é modelo de roupa interior; Eva Simeão é viciada em TV; o seu ex-marido, Paulo Mateus, deslumbrou-se com a América, que é "outro mundo"; João Baptista Daniel, perseguido por Eva mas não se interessando por esta, é director de marquetingue; Beatriz, sua mulher, é revisora gráfica ("Passa a melhor parte do seu dia a tornar mais pitoresca a realidade"); as irmãs Fonseca, Maria do Céu e Maria das Dores, oscilam entre o esteticismo e o esoterismo; Ísis, amiga de Eva, dedica-se ao disaine; Lourenço é fotógrafo; Anadir é a rainha dos jingles publicitários... Com todos eles, Luísa Costa Gomes pinta um nervoso retrato dos seres da sociedade contemporânea, que se entrecruzam casualmente e se evadem da realidade. Um longo capítulo dedicado a George Berkeley, o filósofo britânico que tentou demonstrar que a realidade material só existe na percepção que temos dela, tenta enquadrar a narrativa numa moldura teórica. Luísa Costa Gomes criou um romance dinâmico, interessante e cheio de humor, que se reflecte em muitas das suas linhas: "Tinha saudades dele a partir do metro e quarenta de distância"... "As pessoas são capazes de suportar tudo, desde que o possam suportar confortavelmente sentadas"... "O Bem vale mais que o Mal porque há de menos. É a lei da oferta e da procura."

A minha opinião: Olhos Verdes não segue uma estrutura narrativa linear. Centra-se em dois personagens predominantes, Pedro Levi e Eva Simeão, mas não se fica por estes, há toda uma série de outros personagens (uns mais secundários que outros) que vamos conhecendo à medida que se relacionam com Pedro e Eva e uns com os outros. É uma história sobre pessoas e sobre as suas complexidades. Pedro e Eva são personagens muito humanas, neuróticas e desajustadas, sempre em busca de algo inatingível, quer se trate de uma obsessão com um vizinho ou da procura de uma cura. E a obsessão com a imagem é algo que está sempre presente nas acções e pensamentos dos personagens.

Apesar da escrita fragmentada, estava a gostar do livro até chegar ao capítulo V. Até pensei que este teria sido um livro interessante para estudar nas aulas de português do secundário pois, por vezes pareceu-me adivinhar significados escondidos que seria giro analisar. Então qual é o problema? É que o capítulo V é a coisa mais surreal de sempre. Do nada, a autora resolve presentear-nos com a biografia do filósofo George Berkeley. Sim, leram bem, são 42 páginas (num livro com 194) única e exclusivamente com a biografia de uma personagem que nunca havia sido mencionada antes. Bom, mas há um motivo para isso que percebemos no capítulo seguinte, certo? Não, não há. E apesar da explicação dada na sinopse para a existência deste capítulo, a mim não me convence e continuo a achar que o mesmo é totalmente desnecessário. Com certeza haveria uma outra forma menos massuda e até mais eficaz de atingir o mesmo efeito, não?

E o pior é o que o capítulo anterior termina num cliffhanger e passei 42 páginas à espera de finalmente saber o que tinha acontecido... Eis que inicio o último capítulo e deparo-me com a descrição do Assalto ao Aeroporto. Sim, o filme com o Bruce Willis. Ah pois é, depois de uma biografia nada melhor que o argumento de um filme. o_O

Pronto se resolverem ler, não digam que não avisei e preparem-se para uma experiência verdadeiramente esquizofrénica. E estão à vontadinha para saltar o capítulo V, a não ser que apreciem biografias de filósofos do século XVIII. Depois não digam que não avisei...

 Classificação: 2

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Este livro conta para os Desafios Fall Into Reading 2012, Color Coded 2012 e Mount TBR 2012.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Opinião: "My Favorite Corpse"

Autor: Kathy Carmichael
Editor: MacGowan Press
Edição/reimpressão: 2012
ISBN: 9780985363437
Formato: Ebook (Kindle)
Páginas: 55
Origem: Ganho no Member Giveaway do Library Thing

Sinopse: My Favorite Corpse centers around Ashley, the owner of a mystery-themed inn located on the Eastern Shore of Mobile Bay. An amateur sleuth, Ashley finds a corpse washed to shore at her inn's private beach. She must learn what happened before her guests begin checking out. While Ashley’s mystery weekend guests usually enjoy the occasional dead body, they prefer the never-previously-animated kind.  

A minha opinião: My Favorite Corpse é um conto cheio de potencial, mas infelizmente não achei que tivesse concretizado tudo o que prometia. Ashley, a dona de um pousada dedicada ao tema do crime, encontra um corpo na praia. E volta a encontrá-lo mais tarde num banco de jardim. Isto porque sempre que tenta ir chamar ajuda, o corpo desaparece. Poderá Ashley confiar em Trevor, o hóspede por quem tem um fraquinho, mas que não a leva a sério? Como poderá Ashley convencer a polícia se o corpo insiste em desaparecer? E quem será o estranho misterioso que aparece a rondar a pousada?

Pois é, tinha potencial, mas para mim falhou porque nada nos é explicado no final. Compreendo que faz parte de uma série e percebo que algumas coisas ficassem por responder, mas acho que, no mínimo as questões relativas ao corpo deviam ter sido respondidas. Afinal, é ele que dá título ao conto...

Classificação: 2

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Este livro conta para o Desafio Fall Into Reading 2012.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Opinião: "4th of July"

Autor: James Patterson
Série: O Clube das Investigadoras #4
Editor: Vision
Edição/reimpressão: 2006
ISBN: 9780446613361
Páginas: 448

Sinopse: The Bestselling New Detective Series of the Decade Just Got Hotter, Deadlier, and More Suspenseful. In a deadly late-night showdown, San Francisco police lieutenant Lindsay Boxer fires her weapon... and sets off a dramatic chain of events that leaves a police force disgraced, a family destroyed, and Lindsay herself at the mercy of twelve jurors. During a break in the trial, she retreats to a picturesque town that is reeling from a string of grisly murders - crimes that bear a link to a haunting, unsolved case from her rookie years.Now, with her friends in the Women's Murder Club, Lindsay must battle for her life on two fronts: in a trial rushing to a climax, and against an unknown adversary willing to do anything to hide the truth about the homicides - including kill again?

A minha opinião: (Contém spoilers para quem não leu os anteriores livros da série) Já tinha saudades das mulheres do Clube das Investigadoras... Agora lido no original, uma vez que a série deixou de ser publicada por cá...

No terceiro livro o clube viu-se privado de um dos seus membros e agora as amigas estão a tentar seguir com as suas vidas em frente e lidar com a perda de Jill. Lindsay tem em mãos um caso muito semelhante a um dos primeiros casos em que trabalhou e que nunca conseguiu resolver. E é por isso que, apesar de estar de folga e numa das reuniões do clube, não hesita em juntar-se a Jacobi na perseguição de uma pista. Mas tudo acaba por correr horrivelmente mal e Lindsay vê-se do outro lado, acusada em tribunal.

Para fugir a todo o mediatismo em volta do caso, Linsday refugia-se em casa da irmã numa pequena cidade costeira. Mas até suspensa não consegue evitar ser polícia e acaba por se envolver na investigação de uma série de assassinatos que têm vindo a acontecer na cidade. É que também estes assassinatos têm características em comum com o caso que Lindsay nunca conseguiu resolver... O que será que as vítimas têm em comum? Estarão estes crimes relacionados com o caso de Lindsay? E como é possível que estejam relacionados com a série de crimes do início da história, se os culpados já foram encontrados?

Lindsay conta com a preciosa ajuda de Claire e Cindy, bem como da sua advogada, Yuki, para resolver os casos. Isto ao mesmo tempo que lida com o julgamento e com o facto do assassino querer fazer dela a próxima vítima.

Na capa da minha edição é referido que este é, inquestionavelmente, o melhor livro da série e não posso deixar de concordar. A forma como o autor interliga tudo é magistral. Devo confessar que não estava nada à espera do twist final e nunca desconfiei da identidade do assassino.

Só tenho um pequeno reparo a fazer que é o facto da história ser muito centrada na Lindsay e as restantes membros do clube terem uma participação muito reduzida. Mas talvez agora que o clube tem novamente quatro membros venhamos a ver mais das outras meninas nos próximos livros. Uma série que vou, sem dúvida, continuar a seguir.

Classificação: 5

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Este livro conta para o Desafio Fall Into Reading 2012, What's in a Name 5 (algo que encontras num calendário) e Mystery & Suspense 2012.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Opinião: "Silver Bay - A Baía do Desejo"

Título original: Silver Bay
Autor: Jojo Moyes
Tradutor: Elsa T. S. Vieira
Editor: Porto Editora
Edição/reimpressão: Março de 2009
ISBN: 9789720041944
Páginas: 416

Sinopse: Mike Dormer chega a Silver Bay, uma pacata vila costeira da Austrália, com um único e secreto intuito que abalará por completo a vida dos seus habitantes.

Mas Silver Bay reserva-lhe um destino diferente.

Liza McCullen e a sua filha Hannah, de dez anos, residem no familiar Hotel Silver Bay - tão excêntrico como a sua proprietária Kathleen - onde Mike se hospeda. As suas personalidades enigmáticas exercerão um fascínio inexplicável sobre o pragmático executivo londrino, que se deixará envolver irremediavelmente pelos membros da pequena comunidade de Silver Bay e pela magia que descobre no seu modo de vida. Em pouco tempo, Mike sentir-se-á dividido entre a culpa e o desejo, a responsabilidade... e a paixão inesperada. Paralelamente, a vida de Liza sofrerá uma reviravolta inevitável.

Prisioneiros de uma perigosa teia de segredos e mentiras, estarão eles preparados para enfrentar os acontecimentos que se avizinham?

A minha opinião: A vontade de ler este livro foi despertada quando li a opinião da Célia no Estante de Livros. Quero dizer, uma história de amor e família, com segredos revelados e que ainda por cima mete golfinhos e baleias? Parecia escrito para mim! A partir daí estive sempre atenta para ver se conseguia apanhar uma promoção e adquiri-lo a um preço mais simpático. E não é que era um dos livros do dia na Feira do Livro este ano no único dia em que lá consegui ir? Ah pois é, veio logo comigo para casa!

Silver Bay é o nome de uma pequena vila na Austrália, um local mágico, mas até agora resguardado do progresso. Contudo, tudo isso está prestes a mudar pois uma empresa inglesa tem um projecto para um mega resort no local. E é esse projecto que leva Mike Dormer, incógnito, a Silver Bay. O que ele não esperava era apaixonar-se pela vila e pelas pessoas que rapidamente o adoptam como um dos seus. E especialmente não esperava apaixonar-se por Liza McCullen e pela sua filha Hannah...

E é ao ver a vila pelos olhos dos locais que Mike começa a perceber que o empreendimento (e o acréscimo de turistas e de actividades náuticas) trará mais mal do que bem e será particularmente nocivo para as baleias, possivelmente causando com que estas se afastem e alterem o seu percurso migratório. E quando testemunha pessoalmente o quanto a interferência humana é nociva para as baleias, Mike decide encontrar um local alternativo para o empreendimento. Mas quando a sua verdadeira identidade é revelada, toda a vila se revolta contra Mike e trata-o como um traidor. Conseguirá Mike recuperar a confiança das pessoas de Silver Bay, salvar a vila e reconquistar a mulher que ama?

Quem segue as minhas opiniões aqui no blog já percebeu com certeza que tenho uma especial predilecção por histórias familiares, especialmente se houver um pouco de mistério à mistura. E é isso que podemos encontrar em Silver Bay, sendo que a família aqui não se limita à que habita o Hotel Silver Bay, estende-se também aos observadores de baleias, frequentadores assíduos do hotel e que constituem, assim, uma família alargada. E quanto ao mistério, este apresenta-se na forma de um segredo do passado do qual apenas têm conhecimento Liza, Hannah e Kathleen, a tia de Liza e proprietária do hotel. A paixão de Liza pelas baleias (e restante vida marinha em geral) é comovente e, de certo modo, contagia as restantes personagens. Hannah é uma miúda fantástica, também ela capaz de lutar apaixonadamente por aquilo em que acredita e que defende. Mike sofre uma transformação ao longo da história passando de um homem de certa forma apático e conformado, a um homem apaixonado e capaz dos maiores sacrifícios para proteger os que ama. Mas a minha personagem favorita foi Kathleen, uma mulher sem papas na língua e com uma percepção incomum (como diria uma amiga minha, ela apanha umas ondas..., mas apanha-as sempre).

Adorei esta história e fiquei com muita vontade de ler os outros livros de Jojo Moyes publicados por cá.  

Classificação: 5

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Este livro conta para o Desafio Fall Into Reading 2012 e Color Coded 2012.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Opinião: "Mean"

Autor: Renata F. Barcelos
Editor: Smashwords Edition
Edição/reimpressão: 2012
ASIN: B008DCVATM
Formato: Ebook (Kindle)
Páginas: 60
Origem: Ganho no Member Giveaway do Library Thing

Sinopse: Cassandra Connelly looks like a normal twenty-four-year-old girl. She seems sweet and shy. She works hard in two jobs and still finds time to do volunteer work. Nonetheless, there's something wrong within her. She has a lot of anger boiling inside, and a very problematic past, making her a dark, twisted woman.

She hides her true self from the world, but there's someone Cassandra hates so much, she has been thinking of doing something unspeakable: killing this person.

To her, killing this person is absolutely necessary, for he or she should not be alive. However, since she is still not sure about doing it or not, she seeks help. She goes to a psychiatrist in order to make a decision: should she continue hiding her meanness and being a normal girl, or should she let the meanness win and kill this person she believes deserves to die?

In this contemporary piece of fiction, we'll find out how badly child abuse and a dysfunctional family can transform a life for worse, much worse.


A minha opinião: Uma jovem mulher procura acompanhamento psicológico e, aos poucos, conta a sua história. Que sente maldade dentro dela, que essa maldade sempre lá esteve, mas que ultimamente tem sido mais difícil resistir-lhe.

Conta como cresceu numa família disfuncional, com uma mãe deprimida e abusiva para ela e para os irmãos, e um pai permissivo e ausente que fingia não saber o que se passava, e como tudo culminou no dia em que a mãe matou o pai e torturou os filhos durante horas.

E conta como sente vontade de matar a única pessoa que podia ter evitado tudo o que aconteceu. A terapia servirá, no fundo, para decidir se irá, ou não, agir em conformidade com a maldade que tem dentro de si e matar essa pessoa.

Achei a premissa da história bastante interessante e a execução bem conseguida. Gostei da escrita da autora e da forma como a história nos é contada (um monólogo dividido pelas diferentes sessões de terapia). Fico curiosa por ler uma história mais desenvolvida desta autora.

Classificação: 3

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Este livro conta para o Desafio Fall Into Reading 2012.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Opinião: "The Scarlet Letter"

Autor: Nathaniel Hawthorne
Colecção: Penguin Popular Classics
Editor: Penguin Books
Edição/reimpressão: 1994
ISBN: 9780140620801
Páginas: 224

Sinopse: The Scarlet Letter is the tragic story of a woman's shame and the cruel treatment she suffers at the hands of the Puritan society in which she lives.

A settler in New England, Hester Prynne has waited two years for her husband, an ageing English scholar, to join her. He arrives to find her in the pillory, a small baby in her arms. She must, as a punishement for her adultery, wear a scarlet 'A' embroidered on her breast and is consequently ostracized by her contemptuous neighbours.

Sworn to keep secret the identity of both her husband and her lover, Hester slowly wins the respect of society by her charitable acts. Her own strenght and the moral cowardice of the man who allows her to face guilt and shame alone are brought into sharp contrast in a dramatic and harrowing conclusion.

A minha opinião: Nem sei bem por onde hei-de começar... Talvez por dizer que achei este livro um daqueles casos em que a ideia até é boa, mas a concretização deixa muito a desejar. A escrita do autor é aborrecida e variadas vezes dava por mim a divagar de tal forma que nem me lembrava do que tinha acabado de ler. Acho mesmo que este poderá ser um dos raros casos em que a adaptação cinematográfica é superior ao livro, mas terei de ver o filme primeiro para tirar a teima.

Em primeiro lugar, caso estejam a pensar lê-lo também, ficam já a saber que podem saltar a introdução do autor. E porque sou amiguinha até vos faço um resumo. Basicamente o autor fala dos seus antepassados e do "desprezo" que sente pelos falsos moralismos puritanos (sendo que teve antepassados puritanos) e da sua carreira que o levou até à Custom House. E é aí que terá encontrado um pedaço de tecido escarlate bordado a linha dourada, na forma da letra A, e um manuscrito escrito pelo seu predecessor e onde era relatada a história que inspirou o livro. E com isto já vos poupei a leitura de 40 páginas que parecem demorar 40 dias a ler...

Em relação à história propriamente dita, esta começa com a humilhação pública de Hester Prynne, condenada por adultério, uma vez que está na colónia há dois anos à espera que o seu marido se junte a ela, e surgiu grávida. Hester está no pelourinho com um bebé nos braços e um 'A' pregado no peito e continua a recusar-se a revelar o nome do seu amante. No público encontra-se um homem de idade, desconhecido na colónia, mas que se apresenta como sendo um médico. De volta à cadeia, a bebé não sossega e o médico é chamado para a ver. É aqui que ficamos a saber que se trata do marido de Hester, finalmente chegado à colónia. Conversam e o marido confessa a sua própria culpa na desgraça de Hester, por ter casado com uma mulher tão jovem. Diz-lhe que estão pagos, mas que ainda irá descobrir a identidade do seu amante e com ele ajustar contas, e exige-lhe segredo em relação à sua verdadeira identidade.

Passam sete anos e a filha de Hester, Pearl, entretanto cresceu, mas praticamente apenas tem contacto com a mãe e revela-se uma criança de certo modo selvagem e muito temperamental. Penso que o autor quis transformar a criança numa espécie de prolongamento da letra escarlate, enquanto símbolo vivo da vergonha da mãe, mas para mim exagerou. Pearl sai-se com tiradas completamente desajustadas para a sua idade e parece quase ter uma intuição sobrenatural que me pareceu muito forçada.

A identidade do amante foi muito fácil de adivinhar e este serviu para mostrar o quanto a vergonha e o pecado escondidos podem ser muito mais prejudiciais do que revelados. A sua saúde é consumida por ambos, mas não tem coragem de revelar o segredo e, assim, aliviar a sua consciência.

A temática do moralismo e do pecado está presente em toda a história e a sociedade puritana é fortemente atacada pelo autor. E posso dizer que o tema e a história até me agradaram, mas a escrita do autor fez com que a leitura deste livro fosse uma tarefa penosa e não a actividade prazenteira que poderia ter sido...

Classificação: 2

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Este livro conta para o Desafio Fall Into Reading 2012, Mount TBR 2012, What's in a Name 5 (algo que possa estar num bolso) e Color Coded 2012.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Opinião: "Meant for Her"

Autor: Amy Gamet
Série: Love and Danger #1
Editor: Auto-publicado
Edição/reimpressão: Agosto de 2012
ISBN: 0988218208
Formato: Ebook (Kindle)
Páginas: 156
Origem: Ganho no Member Giveaway do Library Thing

Sinopse: A code that only she can break…
A man that only she was made for…

A raging fire consumes a Florida hotel room, leaving behind the charred remains of a mystery man and the key to a safe deposit box. What’s inside leads investigators to Julie Trueblood, a woman who is not what she seems, and a secret that only she can decipher.

Julie’s life has been devastated once before, and she has spent the last ten years trying to separate herself from history. The fire forces open the door to her past, bringing her face-to-face with her greatest fears, and her only hope for the future.

As the Navy investigator on the case, Hank Jared realizes he’s three steps behind the moment he walks in the door. While he works to unravel the truth behind his assignment, passion ignites between him and Julie. Will he choose the love of a woman he doesn’t completely trust, or the Navy career he has worked for his entire life?

A minha opinião: Gostei bastante deste livro. A história é empolgante, as personagens memoráveis e a leitura compulsiva.

"Meant for her" conta-nos a história de Julie, uma mulher com um passado perturbado. A sua mãe morreu de cancro e o seu pai, que trabalhava para a Marinha dos EUA, foi acusado de traição e fugiu para parte incerta. Ela era apenas uma miúda quando isto aconteceu e foi a sua tia Gwen quem a criou e a ajudou a recuperar. Agora o seu pai aparece morto e Hank, o oficial da Marinha enviado para investigar, é tudo aquilo que Julie sempre quis, mas Julie não sabe se pode confiar nele... Mas será Julie apenas uma vitima inocente ou esteve em conluio com o seu pai todos estes anos? Poderá Hank confiar nela? Em fuga, mas sem saberem bem de quem, a atracção entre Hank e Julie apenas se torna mais forte.

Esta é uma história divertida, doce e emocionante. Achei o seu estilo reminiscente de Sandra Brown, mas sem as cenas quentes, e gostei muito de todos os twists na história.

Sendo o primeiro livro de Amy Gamet, devo dizer que fiquei bem impressionada. Vou definitivamente ficar à espera de um novo livro e mal posso esperar por ler a história de Gwen, até porque a autora deixou uma ponta solta que deverá ser resolvida na continuação.


A versão kindle do livro continua grátis na Amazon aqui.

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Fall Into Reading 2012 e Mystery & Suspense 2012.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Opinião: "O Deus das Moscas"

Título original: The Lord of Flies 
Autor: William Golding
Tradutor: Luís de Sousa Rebelo
Colecção: Mil Folhas nº7
Editor: Público
Edição/reimpressão: Maio de 2002
ISBN: 8481305065
Páginas: 224

Sinopse: Com 14 milhões de cópias vendidas só nos países de língua inglesa, O Deus das Moscas toma lugar de pleno direito no círculo restrito das obras da grande literatura que conseguem realizar tiragens de bestseller de enorme consumo. Romance de estreia do então pouco conhecido William Golding, o livro foi publicado em Inglaterra, em 1954, graças ao caloroso apoio de T. S. Eliot, mas o grande sucesso chega com a edição económica publicada nos Estados Unidos em 1959, que se torna um verdadeiro objecto de culto, sobretudo junto do público jovem.
Ainda que de cativante haja bem pouco no romance: na sequência de um desastre aéreo ocorrido durante um conflito planetário, um grupo de meninos e rapazes encontra-se numa ilha deserta sem qualquer adulto. Pareceria a situação ideal para experimentar uma organização social fundada na liberdade natural, mas a pouco e pouco o grupo é invadido pelos medos e pelas inseguranças dos seus vários elementos, que afrouxam o controlo racional e deixam vir à tona um instinto agressivo e selvagem: um instinto capaz de destruir qualquer forma de colaboração ou solidariedade e que conduz a um desfecho trágico que, a partir de um certo momento, parece ser verdadeiramente inevitável.
Romance de tese sobre a naturalidade do mal, O Deus das Moscas é todavia toda uma perfeita máquina narrativa, na qual as dinâmicas incansáveis do entrecho se fundem com uma subtil e aturada análise da psicologia infantil e com uma profunda mas desolada reflexão sobre os fundamentos antropológicos da violência e da ânsia de poder.

A minha opinião: A sinopse indica que o romance tem pouco de cativante e não podia concordar mais... O Deus das Moscas conta-nos a história de um grupo de rapazes e meninos que, devido a um acidente de avião se vêem perdidos numa ilha deserta entregues a si próprios e sem qualquer adulto. Rapidamente elegem um chefe, Rafael, que decide que a tarefa primordial é manter sempre um fogo a arder para funcionar como aviso a potenciais barcos que passassem ao largo. Logo nessa primeira noite é possível ver que será muito difícil organizar o grupo de rapazes, pois à primeira sugestão que alguém faz, agem todos sem pensar e completamente desorganizados, e acabam por deitar fogo à ilha.

Para além de Rafael outros rapazes se destacam: Bucha é a voz da razão, mas a quem ninguém dá ouvidos até ser tarde demais; Jack é uma espécie de número dois que assume o comando dos caçadores; e Simão que é também equilibrado, mas incapaz de se expressar convenientemente.

Não demora muito até que os rapazes abandonem as responsabilidades e se entreguem à liberdade que a ilha lhes proporciona. E daí até regredirem à selvajaria é um pulinho... O final foi um autêntico murro no estômago e deixou-me a pensar o que aconteceria se o mesmo sucedesse actualmente, com os miúdos de hoje. Será que pelo menos saberiam fazer fogo?

Embora perceba perfeitamente o porquê deste livro se ter tornado um clássico, não me cativou. Nunca me liguei verdadeiramente a nenhuma das personagens. E uma coisa que me irritou bastante na tradução foi o facto de terem traduzido o nome de todas as personagens à excepção de Jack.

Outra coisa que não percebo é o porquê deste livro estar na lista de livros banidos. É certo que é violento, mas não me parece mais violento que certos filmes que passam ao Domingo à tarde...

Classificação: 2

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2012, What's in a Name 5 (rastejante arrepiante) e Fall Into Reading 2012.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Opinião: "The Great Gift"

Autor: Misty Wright
Editor: iVisionary Media
Edição/reimpressão: Agosto de 2012
ASIN: B00903F3FU
Formato: Ebook (Kindle)
Páginas: 187
Origem: Ganho no Member Giveaway do Library Thing

Sinopse: Alyssa is 26 and doesn't like the way all men mistreat her. She decides a change is needed and applies to be a jillaroo on a cattle station named The Oasis, which is located in outback Australia.

She meets a cowboy, Kent, who is a rodeo champion. They agree on a bet. Eventually both want out, but neither wants to be first.

Through a series of adventures that stretch from the city to a fast-flowing river in the outback where Kent must save Alyssa from drowning, love germinates in the middle of a storm.

In her heart, Alyssa is a woman who adores the city's nightlife, but as the sun sets on each day, the Australian outback becomes more enticing and the excitement of the city fades. Then she inadvertently saves The Oasis.

Love is growing between Alyssa and Kent, but then Brandt, Alyssa's obsessive ex-boyfriend, tracks her down. Can Kent save her one last time?

A minha opinião: "The Great Gift" é um romance contemporâneo levezinho sobre uma mulher desiludida com o amor e com os homens que deixa tudo para trás e aceita um trabalho no interior da Austrália onde finalmente encontra o amor.

Achei que a história tinha potencial, mas tive problemas com algumas coisas. Em primeiro lugar, não percebi a necessidade de um prólogo quando este é apenas um resumo do primeiro capítulo. Depois há a personagem principal, Alyssa, acerca da qual ficamos a saber, repetidas vezes, que é uma beleza estonteante, mas vá-se lá saber porquê, só atrai canalhas... E ela pode ser bastante irritante por vezes... Quer dizer, ela já se queimou antes, mas mesmo assim apaixona-se à primeira vista por um tipo que acabou de conhecer? Acabou de o conhecer e já contempla uma relação com ele? E começa imediatamente a fazer-lhe perguntas pessoais quando devia interrogá-lo sobre o emprego... Ela alterna entre estar completamente apaixonada e pensar que os homens são escumalha. E a forma como se passa com as pessoas, mesmo tendo acabado de as conhecer é irritante.

Gostei mais do Kent, ainda que o tivesse achado um tudo nada demasiado misterioso. Achei o final um bocado esquisito, mas não posso explicar porquê sem entrar em spoilers. Mas gostei quando o vilão reaparece e gostei do motivo por detrás das suas acções.

De um modo geral, achei que a história tinha potencial, mas as personagens, especialmente Alyssa, precisavam de ser mais coerentes.

Classificação: 2

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Este livro conta para o Desafio Fall Into Reading 2012.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Opinião: "O Segredo de Sophia"

Título original: Sophia's Secret
Autor: Susanna Kearsley
Tradutor: Jorge Almeida e Pinho
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Junho de 2012
ISBN: 9789892319445
Páginas: 512
Origem: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: Carrie McClelland é uma escritora de sucesso a braços com o pior inimigo de qualquer artista: um bloqueio criativo. Em busca de inspiração, ela decide mudar de cenário e visitar a Escócia, onde se apaixona pelas belas paisagens e pelo Castelo de Slain, um lugar em ruínas que lhe transmite uma inexplicável sensação de pertença e bem-estar. Tudo parece atraí-la para aquele lugar, até mesmo o seu coração, que vacila sempre que encontra Graham Keith, um homem que acaba de conhecer mas lhe é, também, estranhamente familiar.
Com o castelo como cenário e uma das suas antepassadas - Sophia - como heroína, Carrie começa o seu novo romance. E rapidamente dá por si a escrever com uma rapidez invulgar e com um imaginário tão intrigante que a leva a perguntar-se se estará a lidar apenas com a sua imaginação. Será a "sua" Sophia tão ficcional como ela pensa?
À medida que a sua escrita ganha vida própria, as memórias de Sophia transportam Carrie para as intrigas do século XVIII e para uma incrível história de amor perdida no tempo. Depois de três séculos de esquecimento, o "segredo de Sophia" tem de ser revelado.

A minha opinião: Gosto muito de histórias com segredos do passado e por isso fiquei muito curiosa para ler O Segredo de Sophia. E não fiquei nada decepcionada! A história prendeu-me logo de início e a leitura tornou-se compulsiva à medida que me ia aproximando do final.

Carrie McClelland é uma bem sucedida escritora de romances históricos cuja musa a parece ter abandonado. Ao viajar de carro para Petterhead, a fim de conhecer o filho recém-nascido da sua agente, Jane, Carrie sente-se impelida a fazer um desvio para o Castelo de Slains. Algo naquele lugar parece atraí-la, mas acaba por pedir indicações a um transeunte que passa com o seu cão e segue caminho.

Contudo, não consegue tirar Slains da cabeça, acaba por lá voltar com Jane, decide que esse é o local indicado para escrever o seu novo romance e arrenda uma pequena casa.

Ao pensar em nomes para a protagonista do seu livro, decide utilizar o nome de um antepassado seu, Sophia, e enquadra-a no acontecimento verídico que teve lugar em Slains, a preparação da tentativa de recuperação do trono por parte dos apoiantes do rei Jaime. Quando começa a escrever fá-lo compulsivamente, quase em transe. O mais estranho é quando Carrie se apercebe que aquilo que escreve aconteceu mesmo... Será que Carrie herdou as memórias de Sophia? Será a memória algo transmissível nos genes de geração em geração?

A história alterna entre o passado e o presente, ou seja, a história de Sophia e a história de Carrie. E de como, por vezes a realidade ultrapassa a ficção e Carrie se vê a passar por situações semelhantes às que Sophia passou.

Não quero contar muito mais porque acho que este livro merece ser lido e a sua história descoberta à medida que se vai lendo. São duas belíssimas histórias de amor, uma no presente e outra no passado, que a autora desvenda e interliga de forma magistral. Quero só acrescentar que acabei por descobrir o segredo de Sophia, mas que não foi por isso que perdeu o encanto. E há uma descoberta, mesmo no final, que fui fazendo ao mesmo tempo que Carrie, e que achei deliciosa.

Fiquei com vontade de ler mais livros de Susanna Kearsley. Espero que esta seja uma autora em que a Asa continue a apostar.

Classificação: 5

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Este livro conta para o Desafio Fall Into Reading 2012.

sábado, 22 de setembro de 2012

Desafio Fall Into Reading 2012


ATTENTION: This post will be written in Portuguese and English.

Vou participar neste desafio pelo terceiro ano consecutivo. É organizado pelo blog Callapidder Days, e consiste, basicamente, em ler no Outono (de 22 de Setembro a 21 de Dezembro). Quem quiser participar, pode consultar as regras e inscrever-se.

Este ano vou, mais uma vez, aproveitar este desafio para tentar terminar os restantes desafios em que me inscrevi em 2012. Tal como pedem as regras, aqui fica a lista de livros que pretendo ler:
O Segredo de Sophia, de Susanna Kearsley - terminado
The Scarlet Letter, de Nathaniel Hawthorne - terminado
Silver Bay - A Baía do Desejo, de Jojo Moyes - terminado
4th of July, de James Patterson - terminado
Olhos Verdes, de Luísa Costa Gomes - terminado
O Deus das Moscas, de William Golding - terminado
Esta lista é apenas provisória e poderá ser alterada ao longo do desafio.


I'm going to participate in this challenge for the third straight year. It's hosted by Callapidder Days and it consists, basicaly of reading in the Fall (September 22nd, through December 21th). If you're interested in participating, here are the rules, just sign in.

Once again I'm gonna use this challenge to finish the other challenges I've sign up for in 2012. As stated by the rules, here is the list of books I plan to read:

The Winter Sea, by Susanna Kearsley - finished
The Scarlet Letter, by Nathaniel Hawthorne - finished
Silver Bay, by Jojo Moyes - finished
4th of July, by James Patterson - finished
Olhos Verdes, by Luísa Costa Gomes - finished
Lord of the Flies, by William Golding - finished
This list can be altered throughout the challenge.