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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Opinião: "Once Upon a Tower"

Autor: Eloisa James
Série: Fairy Tales #5
Editor: Avon
Edição/reimpressão: Maio de 2013
ISBN: 9780062223883
Páginas: 416


Sinopse: Once upon a time…

A duke fell in love

Gowan Stoughton of Craigievar, Duke of Kinross, values order and self-control above all else. So when he meets a lady as serene as she is beautiful, he promptly asks for her hand in marriage.

With a lady

Edie—whose passionate temperament is the opposite of serene—had such a high fever at her own debut ball that she didn’t notice anyone, not even the notoriously elusive Duke of Kinross. When her father accepts his offer… she panics.

And when their marriage night isn’t all it could be, she pretends.

In a tower.

But Edie’s inability to hide her feelings makes pretending impossible, and when their marriage implodes, she retreats to a tower—locking Gowan out.

Now Gowan faces his greatest challenge. Neither commands nor reason work with his spirited young bride. How can he convince her to give him the keys to the tower…

When she already has the keys to his heart?


A minha opinião: Gowan Craigievar, Duque de Kinross, precisa de se casar. Afinal, tem uma meia-irmã pequena que precisa de uma mãe. Encontrando-se em Londres em negócios, a oportunidade é perfeita para procurar uma noiva. Não que ele pense grande coisa das mulheres inglesas, mas num baile em casa de Lorde Gilchrist conhece a filha deste, Edith, uma jovem bela e recatada, e fica completamente encantado. De tal forma que, no dia seguinte, faz uma oferta de casamento ao pai dela. 
Na verdade, Edie, como gosta de ser chamada, é tudo menos recatada, mas estava tão febril na noite do seu baile de apresentação que nem se lembra como é que o Duque de Kinross é. E agora vai casar-se com ele! Decide então escrever-lhe uma carta na qual lhe expõe o que espera do casamento. E recebe uma resposta particularmente espirituosa... 
Uma das principais preocupações de Edie é garantir que continua a ter tempo para praticar o violoncelo. É a sua grande paixão e uma das poucas coisas que tem em comum com o pai. Felizmente, Gowan não vê inconveniente e, depois de a ouvir tocar, percebe que a música faz parte dela. 
Parece que o casamento deles tem tudo para ser feliz, até à noite de núpcias em que Edie tem dores insuportáveis e, não querendo magoar o marido, finge. Afinal, é normal que a primeira vez seja dolorosa para a mulher, certo? Só que a próxima vez continua a ser insuportável e a seguinte também, e Edie continua a fingir...
Porém Gowan é um homem orgulhoso e, quando descobre a decepção, não reage da melhor forma. E Edie muda-se de violoncelo e bagagens para a torre da propriedade do marido. Conseguirá Gowan entrar na torre e reconquistar a sua mulher? 
Gostei muito desta história, claramente inspirada em Romeu e Julieta (felizmente só a parte da corte e não o final) e em Rapunzel. O Gowan, sempre tão certinho e próprio, tem de aprender a separar o homem do cargo e Edie é a pessoa certa para o ensinar. E Edie, para quem a música sempre foi o mais importante, aprende com Gowan que há outras coisas igualmente importantes. 
Achei refrescante a abordagem da autora à vida sexual da protagonista. A verdade é que, para algumas mulheres, o acto é bastante doloroso. Especialmente a primeira vez...
Também adorei as personagens secundárias, especialmente a madrasta da Edie. E fiquei tão feliz por tudo se ter resolvido para ela... 

Classificação: 4


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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Opinião: "Seduced by a Pirate"

Autor: Eloisa James
Série: Fairy Tales #4.5
Editor: Avon Impulse
Edição/reimpressão: Outubro de 2012
ISBN: 9780062259912
Páginas: 100


Sinopse: Sir Griffin Barry leapt out of the bedchamber window at age seventeen after a very disappointing wedding night, drank a bit too much at the pub and woke to find that he'd joined the crew of a pirate ship! Years later, he has become one of the most feared pirates on the high seas, piloting the Flying Poppy, a ship he named after the wife whom he fondly (if vaguely) remembers.

What happens when a pirate decides to come home to his wife — if she is his wife — given that the marriage was never consummated? And what happens when that pirate strolls through his front door and is met by... well, that's a surprise!


A minha opinião: Esta novela conta-nos a história do pirata Sir Griffin Barry, primo do protagonista do livro anterior, James Ryburn, e dono do Flying Poppy. Aos dezassete anos, Griffin casou com uma mulher de vinte que apenas conheceu no altar. Foi um casamento de conveniência, em que ela forneceria o dinheiro e ele o título. Mas quando a viu, tão bela e obviamente mais velha e vivida, bloqueou de tal forma que lhe afectou o desempenho na noite de núpcias. Envergonhado, saltou para janela e embebedou-se num bar, onde foi raptado e forçado à vida de pirataria.

Isso foi há catorze anos, mas agora ele está de volta e está determinado a reconquistar a mulher que nunca esqueceu, de tal forma que baptizou o seu navio com o seu nome e tatuou uma papoila debaixo do olho em sua honra. Só que ela, não só quer anular o casamento, como tem uma surpresa à espera dele...

Conseguirá este casamento de conveniência começar do zero e ter uma chance? Conseguirá Griffin adaptar-se à vida em terra e em sociedade? E conseguirá a sua mulher ser a viscondessa que se espera que seja?

Gostei muito desta novela. Quando o Griffin regressa e se depara com uma situação inesperada, a sua reacção foi exactamente aquela que devia ter sido. Ele pode não ter gostado, mas aceitou. E fica mais determinado do que nunca a conquistar a mulher com quem casou. Muito, muito bom!


Classificação: 4


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domingo, 23 de junho de 2019

Opinião: "The Ugly Duchess"

Autor: Eloisa James
Série: Fairy Tales #4
Editor: Avon
Edição/reimpressão: Agosto de 2012
ISBN: 9780062197962
Páginas: 258


Sinopse: How can she dare to imagine he loves her... when all London calls her The Ugly Duchess?

Theodora Saxby is the last woman anyone expects the gorgeous James Ryburn, heir to the Duchy of Ashbrook, to marry. But after a romantic proposal before the prince himself, even practical Theo finds herself convinced of her soon-to-be duke's passion.

Still, the tabloids give the marriage six months.

Theo would have given it a lifetime... until she discovers that James desired not her heart, and certainly not her countenance, but her dowry. Society was shocked by their wedding; it's scandalized by their separation.

Now James faces the battle of his lifetime, convincing Theo that he loved the duckling who blossomed into the swan.

And Theo will quickly find that for a man with the soul of a pirate, All's Fair in Love - or War.


A minha opinião: Devo iniciar dizendo que comecei por ler a tradução portuguesa deste livro, de seu nome Tudo Vale no Amor. Contudo, a tradução soava-me tão estranha que tive de desistir e ler a versão original. Sinceramente, não sei o que se passou, já que a tradutora foi a mesma do livro anterior, mas havia ali qualquer coisa que me estava a fazer confusão...

Em relação à história propriamente dita, Eloisa James ainda nunca me desapontou. The Ugly Duchess é uma história de que gostei mesmo muito. James Ryburn e Theodora Saxby são amigos de infância. Ele sempre foi muito protector em relação a ela, já que foram criados como irmãos. Mas agora James é informado pelo seu pai de que terá de convencer Theodora de que a ama e casar-se com ela, já que conseguiu perder não só toda a sua fortuna, como também parte do dote dela.

James não o quer fazer, mas não pelo motivo que o seu pai pensa. Não é por não a achar bonita nem atraente, mas sim porque a última coisa que quer é enganar a sua melhor amiga. Ele sabe que, mais cedo ou mais tarde, ela descobrirá a verdade e nunca lhe perdoará. Relutantemente acaba por aceitar com uma condição: o pai passará para o seu nome todo o dinheiro e propriedades passando a viver de uma mesada.

Theo (como gosta de ser chamada) sabe que nunca conseguirá atrair pretendentes com o seu aspecto, mas felizmente tem o dote que o seu pai lhe deixou. Mas agora James começa a cortejá-la e fá-la sentir-se bela e atraente. O seu interesse tem de ser genuíno uma vez que ele não necessita do seu dinheiro...

Surpreendentemente, a corte de Daisy (como ele lhe chama) não é nada difícil para James. Ele nunca a achou feia, mas nunca havia realmente reparado nela. Agora não consegue reparar em mais nada... Como é que ele nunca tinha reparado nela antes?

Embora toda a sociedade londrina lhes dê seis meses, a verdade é que quando o enlace se dá, os sentimentos dele são tão verdadeiros como os dela... Infelizmente, o estado de graça não dura muito, já que ao segundo dia de casamento Theo descobre a verdade. E expulsa James de casa, indicando nunca mais o querer ver nem saber dele.

Destroçado, James parte a bordo do Percival, um barco que fazia parte dos seus bens. Aí acaba por ser capturado por um pirata, Sir Griffin Barry, comandante do Flying Poppy e seu primo. E negoceia a sua vida e a dos seus homens oferecendo-se para se juntar a Barry como pirata, renomeando o Percival, Poppy Two. Mas só se tornaria verdadeiramente um pirata depois de saber da notícia da morte do pai. Nesse dia decidiu nunca mais voltar a Inglaterra e tornou-se Jack Hawk.

Entretanto, Theo foi, aos poucos, conquistando o seu lugar na sociedade. E se lhe haviam chamado A Duquesa Feia quando casou com James, ela reinventou-se como um cisne. Com um guarda roupa inovador desenhado por ela, ela redefiniu a moda e as suas regras passaram a ser as regras a seguir. E agora está pronta a seguir em frente. James está desaparecido há quase sete anos, mas para que possa voltar a casar, ele terá de ser declarado legalmente morto...

Depois de ser gravemente ferido, James decide regressar a Inglaterra e reconquistar a mulher que nunca esqueceu, a sua mulher, Daisy. E regressa precisamente durante a audiência para declarar a sua morte. Mas como pode aquele homem musculado, com voz rouca, de cabeça rapada e com a tatuagem de uma papoila debaixo do olho ser James? E conseguirá ele reconquistar a única mulher que sempre quis? E como lidará a sociedade com um Duque que foi pirata?

Gostei muito da história, mas houve uma coisa que me irritou profundamente. Mas como se trata de um spoiler, seleccionem o texto se quiserem ler: quando o James se tornou Jack Hawk, envolveu-se com mulheres em todos os portos por onde passou, enquanto a Daisy se manteve fiel a ele durante sete anos. E isso irritou-me tanto... Ainda se ele tivesse baptizado o navio Daisy ou tatuado uma margarida debaixo do olho... 

Mas pronto, ainda assim, recomendo e muito. É muito bom!


Classificação: 4


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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Opinião: "Winning the Wallflower"

Autor: Eloisa James
Série: Fairy Tales #2.5
Editor: Avon Impulse
Edição/reimpressão: Dezembro de 2011
ISBN: 9780062191823
Páginas: 126 (116)


Sinopse: It could only happen in a fairy tale.
Lady Lucy Towerton:
Plain and tall. (According to the lady herself.)
Titled and irreproachably proper. (According to her fiancé.)

Until, overnight, she becomes

Lady Lucy Towerton:
Heiress. (Thanks to an aged aunt’s bequest.)
Belle of the ball. (So say the fortune hunters of the ton.)

In charge of her own destiny (finally!), Lucy breaks her engagement and makes up her mind never to be proper again…

NOTE: This novella is related to The Duke Is Mine and includes Olivia Lytton.


A minha opinião: Devia ter lido esta novela antes do terceiro livro da série, Duas Irmãs, Um Duque, mas passou-me... Isto porque é aqui que Olivia aparece pela primeira vez, já que é amiga da protagonista, Lucy. Ambas têm uma particularidade que não as torna propriamente populares no mercado matrimonial, mas enquanto Olivia é redonda, Lucy é muito alta.

Apesar disso, Lady Lucy Towerton está noiva de Mr. Cyrus Ravensthorpe. Ele não tem título, mas é rico, e a família dela está falida... Contudo, agora uma tia que ela mal conhecia nomeou-a como sua herdeira, o que aumenta exponencialmente as suas perspectivas matrimoniais. Obviamente que a sua mãe lhe ordena que termine o noivado imediatamente, mas a verdade é que Olivia não o quer fazer... Ravensthorpe é lindo e mais alto do que ela e, apesar de não ter demonstrado realmente um verdadeiro interesse nela desde que estão noivos, a perspectiva de casar com o candidato preferido da sua mãe é agonizante. Por isso está determinada a deixar-se apanhar numa situação comprometedora com o noivo.

Cyrus é um homem com uma missão: recuperar o lugar na sociedade de que a sua mãe abdicou por amor. Casar com Lucy é mais um passo no seu plano para o conseguir. Mas agora perdeu-a... E, quando ela o confronta, obrigando-o a confessar porque é que a tinha escolhido, vê-a realmente pela primeira vez. E percebe que a quer e não apenas como mais um passo no seu plano, motivo pelo qual decide cortejá-la como deve de ser e convencê-la a dar-lhe uma segunda hipótese.

O facto de passar a ter perspectivas e escolhas faz com que Lucy perca as suas inibições. Está determinada a casar por amor e não hesita em exigir de Cyrus tudo aquilo a que tem direito. Conseguirá ele convencer Lucy que ela é mais importante do que o seu plano?

Mais uma vez a autora dá-nos uma fantástica história. Fez-me lembrar Orgulho e Preconceito e, talvez por isso, tenha gostado tanto dela. Adorei a transformação da Lucy e a reviravolta que o Cyrus dá quando percebe o que tinha e que perdeu. Tão bom!


Classificação: 4


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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Opinião: "Duas Irmãs, Um Duque"

Título original: The Duke Is Mine
Autor: Eloisa James
Série: Fairy Tales #3
Tradutor: Carmo Vasconcelos Romão
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Agosto de 2014
ISBN: 9789897261404
Páginas: 364


Sinopse: Ele é um duque em busca da noiva perfeita.
Ela é uma senhora… mas está longe de ser perfeita.
Tarquin, o poderoso duque de Sconce, sabe perfeitamente que a decorosa e elegantemente esguia Georgiana Lytton dará uma duquesa adequada. Então, porque não consegue parar de pensar na sua irmã gémea, a curvilínea, obstinada e nada convencional Olivia? Não só Olivia está prometida em casamento a outro homem, como o flirt impróprio, embora inebriante, entre ambos torna a inadequação dela ainda mais clara.
Decidido a encontrar a noiva perfeita, ele afasta metodicamente Olivia dos seus pensamentos, permitindo que a lógica e o dever triunfem sobre a paixão... Até que, na sua hora mais sombria, Quin começa a questionar-se se a perfeição tem alguma coisa a ver com amor.
Para ganhar a mão de Olivia ele teria de desistir de todas as suas crenças e entregar o coração, corpo e alma...
A menos que já seja demasiado tarde.


A minha opinião: Vou despachar já o que não gostei e que é único e exclusivo da edição portuguesa: como é que é possível que uma edição que indica ter um revisor na ficha técnica, tenha tantas gralhas? A sério, é que é página sim, página não... E a tradução também deixa um pouco a desejar. Algumas das expressões forma de tal forma traduzidas à letra que não tive dúvida de como a autora as escreveu originalmente...

Mas a história é fantástica! Para começar, uma protagonista gordinha que foi criada para ser uma duquesa e que passou a vida a ouvir dizer que tinha de comer menos e a ser forçada a fazer dietas pela mãe que encontra um protagonista que adora as suas curvas e pneus e que não a quereria de outra forma. E a autora faz um excelente trabalho a demonstrar que queremos sempre ser como não somos, já que a irmã gordinha desejava ter a figura esbelta da irmã que, por sua vez inveja as curvas dela.

A protagonista é Olivia Lytton que está praticamente desde sempre prometida a Rupert Blakemore, marquês de Montsurrey. Rupert tem limitações que decorreram do parto, o que faz com que seja conhecido como tolinho. Como é filho único o seu pai arranjou o seu casamento com Olivia, sabendo o quanto os pais desta querem ter uma filha duquesa. Aliás, tanto Olivia como a sua irmã gémea Georgiana foram educadas sob as orientações de O Espelho dos Elogios, que a mãe encara como a bíblia para formar senhoras.

Mas agora Rupert decide que só casará depois de conseguir glória em combate, como os seus antepassados, e o pai, ciente de não o conseguir demover, resolve enviá-lo para Portugal, o mais longe possível do combate, e formalizar o noivado de Rupert com Olivia antes da sua partida.

Com isso resolvido, só falta arranjar um marido para Georgiana e, nem de propósito, chega um convite para a propriedade do viúvo duque de Sconce, Tarquin Brook-Chatfield. Tarquin sabe que é seu dever gerar um herdeiro e, para isso terá de voltar a casar. Contudo, já não confia em si mesmo para escolher uma mulher, pelo que encarrega a mãe de o fazer. Esta tem uma série de testes planeados para escolher a futura duquesa, e Georgiana parece ser a candidata mais favorável. Mas então porque é que é Olivia que lhe prende a atenção?

Olivia não só se sente imediatamente atraída por Tarquin como percebe a atracção dele por ela, por isso tenta afastar-se o mais possível dos ensinamentos do Espelho com a esperança de que ele perceba como ela é errada para ele. Afinal, ela nunca poderá trair dessa forma a irmã nem Rupert, de quem gosta como se fosse seu irmão e cuja honra e reputação defende com unhas e dentes. Mas nem mesmo assim consegue afastar Tarquin cuja atracção por ela só parece aumentar...

Ainda podia dizer muito mais sobre Duas Irmãs, Um Duque, mas já me estou a alongar e não quero spoilar ninguém. Tive pena que a autora tivesse escolhido a forma que escolheu para resolver a situação dos protagonistas, mas talvez fosse a única possível... E só me fez gostar ainda mais deles!

Ah, já me esquecia de referir que o conto de fadas no qual Duas Irmãs, Um Duque se baseia é A Princesa e a Ervilha. A referência é, neste livro, ainda mais subtil do que nos anteriores da série, mas está lá.


Classificação: 5

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sábado, 29 de agosto de 2015

Opinião: "Milagre de Amor"

www.wook.pt/ficha/milagre-de-amor/a/id/13174201?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: When Beauty Tamed the Beast
Autor: Eloisa James
Série: Fairy Tales #2
Tradutor: Maria Manuela Novais Santos
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Julho de 2012
ISBN: 9789897260162
Páginas: 372

Sinopse: Se ao menos o vestido de Miss Linnet Berry Thrynne não tivesse sido tão decotado, ou se ela não tivesse sido apanhada a beijar aquele príncipe...

Mas agora que todos pensam que Linnet está grávida do príncipe - e, por isso, ninguém a irá desposar - mais vale ela dar uma alegria ao seu pai desesperado e consentir casar com uma «besta». Um cirurgião brilhante, com reputação de perder a paciência - e uma ferida que se julga tê-lo deixado... incapaz - Piers, conde de Montague, deve receber de braços abertos uma futura noiva que tem já no ventre um herdeiro de sangue azul. Mas Piers não se deixa enganar pelo subterfúgio da senhora, e apesar de Linnet ser diabolicamente inteligente e encantadora, com uma beleza que ofusca o Sol, não haverá casamento da bela com o monstro. No entanto, Linnet acha o belo homem intrigante, e é óbvio a olho nu que «incapaz» não significa «desinteressado»...

A minha opinião: Milagre de Amor (detesto o título, já agora; qual era o problema com Quando a Bela Domou a Besta?) é um recontar da história da Bela e o Monstro. Tinha curiosidade em saber como a autora iria abordar a questão do Monstro, pois parecia-me algo difícil de fazer sem recorrer ao paranormal, mas a autora conseguiu-o de forma brilhante!

A Bela da história é Linnet Berry Thrynne, uma jovem debutante caída em desgraça. E a sua desgraça resume-se ao facto de toda a sociedade londrina acreditar que esta espera um bebé de um príncipe. Boato que ganhou força por três motivos: uma intoxicação alimentar, uma escolha de vestuário infeliz e ter sido apanhada a beijá-lo. Na verdade Linnet nunca se interessou minimamente pelo príncipe, na verdade nunca sentiu desejo por homem algum, e só namoriscou com ele porque isso a libertava de ter de namoriscar com outros...

É a sua tia que se lembra da solução perfeita: casá-la com o conde Piers Yelverton. Piers é filho único e sofreu um acidente em criança que o deixou coxo e impotente, e o seu pai, o duque de Windebank, aceitaria de braços abertos uma futura nora que lhe garantisse a continuidade da linhagem. Mas para além dos defeitos físicos, Piers tem também um mau feitio lendário o que, tudo em conjunto, lhe garantiu a alcunha de monstro.

Assim, Linnet parte para o País de Gales na companhia do seu futuro sogro, para conhecer o seu futuro marido. Só que Piers não tem qualquer intenção de casar, muito menos com alguém escolhido pelo pai, de quem se encontra afastado e, sendo um médico brilhante, percebe imediatamente que ela não espera criança nenhuma...  Mas é então que algo estranho acontece: Piers resolve alinhar na farsa porque se diverte com a situação e porque, incompreensivelmente, fazer a corte a Linnet parece ser algo que lhe surge naturalmente; e Linnet sente-se, pela primeira vez, atraída por um homem.

Gostei muito do evoluir do romance entre os protagonistas, especialmente do modo como a Linnet nunca se ter importado com o facto do Piers ser coxo, de lhe responder sempre à letra e nunca se deixar abalar pelo seu mau feitio. E gostei muito também do facto de, se por um lado o que primeiro atraiu Piers ter sido a beleza da Linnet, foi só quando ele realmente a começou a conhecer e a admirar as suas qualidades que realmente se apaixonou por ela. Não há cá amor à primeira vista, se bem que no caso dela tenha sido muito próximo disso...

Adorei também o enredo secundário ao romance propriamente dito: o reaproximar dos pais do Piers, a revelação do quanto o seu primo Sébastien era realmente importante para ele, e o funcionar diário do hospital que Piers tem a funcionar numa parte da sua propriedade. E depois há pormenores absolutamente deliciosos como as aulas de natação que o Piers dá à Linnet e o facto da Linnet, que é uma ávida leitora, ter lido todos os romances que havia para ler e ter começado a ler os livros de medicina do Piers (penso que todos nos podemos rever na situação...).

Esta foi mais uma fantástica versão de um conto de fadas que tinha muitas dúvidas se poderia ser tornado credível, mas a autora consegue-o magnificamente. Espero que ela continue a escrever esta série e a dar o seu cunho pessoal a histórias que todos conhecemos.

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2015 e Mount TBR 2015

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Opinião: "Storming the Castle"

Autor: Eloisa James
Série: Fairy Tales #1.5
Editor: HarperCollins
Edição/reimpressão: Janeiro de 2011
ISBN: 9780062074058
Páginas: 137 (93)

Sinopse: An exclusive eBook original novella with bonus excerpts from "A Kiss At Midnight" and the forthcoming "When Beauty Tamed the Beast" from "New York Times" bestselling author Eloisa James. Featuring the handsome and mysterious Wick from "A Kiss At Midnight."
 
What Miss Phillipa Damson needs is a good, old fashioned knight in shining armor. What she has is a fiancé she never wanted and a compelling urge to run away. But if she manages to escape, will she find her happily ever after?

A minha opinião: (Contém spoilers para quem não leu o anterior livro da série) Fiquei tão contente quando descobri que a autora tinha escrito um conto focado no Wick! Ele foi uma das minhas personagens favoritas em O Beijo Encantado e, sinceramente, com tudo aquilo por que ele passou, se alguém merecia um final feliz, era o Wick!

O conto tem início algum tempo após o final de O Beijo Encantado, e Kate e Gabriel estão a ter problemas com o seu primogénito, Jonas. O bebé não pára de chorar, não come e está a definhar, fazendo temer o pior.

Phillipa Damson vive numa povoação próxima do castelo e, quando confrontada com o casamento iminente com um pretendente que não escolheu, resolve fugir e esconder-se no castelo. Aí é empregada como ama do pequeno Jonas e utiliza os conhecimentos que adquiriu a auxiliar o seu tio, que é médico, para aos poucos, devolver a saúde ao bebé.

E, como é óbvio, gera-se uma enorme e imediata atracção entre Wick e Phillipa, mas embora ela tente a todo o custo tentar Wick, este mantém-se firme na convicção de que nunca poderá haver nada entre eles, uma vez que ela é uma moça de boas famílias e ele um bastardo. E é giro ver como o Wick, que no livro anterior tentou tantas vezes ser a voz da razão e fazer o seu irmão perceber que as coisas entre ele e Kate podiam resultar, se encontra agora do outro lado e se recusa a ver uma saída, mesmo quando Gabriel e Kate lhe tentam abrir os olhos.

Apesar de ter passado o conto a tentar perceber se seria ou não baseado num conto de fadas e não ter chegado a nenhuma conclusão, é o próprio Wick que, no final, desvenda esse mistério (não vou dizer qual é para não estragar a surpresa).

Uma série de que estou a gostar muito e que vou continuar a seguir. Só espero que continue a ser publicada em português...
Classificação: 4

terça-feira, 1 de abril de 2014

Opinião: "O Beijo Encantado"

www.wook.pt/ficha/o-beijo-encantado/a/id/11449709?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: A Kiss at Midnight
Autor: Eloisa James
Série: Fairy Tales #1
Tradutor: Maria Manuela Novais Santos
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Outubro de 2011
ISBN: 978989228666
Páginas: 400

Sinopse: Forçada pela madrasta a ir a um baile, Kate conhece um príncipe… E decide que ele é tudo menos encantado. Segue-se um esgrimir de vontades, mas ambos sabem que a atração irresistível que sentem um pelo outro não os levará a lado nenhum. Gabriel está prometido a outra mulher - uma princesa que o ajudará a alcançar as suas ambições implacáveis.
Gabriel gosta da noiva, o que é uma surpresa agradável, mas não a ama. Obviamente, deve cortejar a sua futura princesa, e não a beldade espirituosa e pobre que se recusa a mostrar-se embevecida.
Apesar das madrinhas e dos sapatinhos de cristal, este é um conto de fadas em que o destino conspira para destruir qualquer oportunidade de Kate e Gabriel poderem ser felizes para sempre. 
A menos que um príncipe abdique de tudo o que o torna nobre…
A menos que o dote de um coração indisciplinado triunfe sobre uma fortuna…
A menos que um beijo encantado ao bater da meia-noite mude tudo.

A minha opinião: Esta foi a minha estreia com a autora e estou rendida! O Beijo Encantado é baseado na história da Gata Borralheira e adorei a volta que a autora lhe deu.

Aqui a Cinderela só aguenta todas as humilhações da madrasta para proteger os rendeiros e empregados da propriedade e, quando finalmente se decide a partir, só quer ser independente, não tem qualquer interesse em casar. A meia-irmã não é má, é só tolinha. As ratazanas são cães. A fada madrinha não tem magia, mas tem um sentido de humor apuradíssimo e é acutilante nas suas observações. E o príncipe só anda à procura de uma princesa porque precisa do dote dela para manter o castelo e os seus habitantes.

Tudo começa quando as ratazanas, como são conhecidos pelo pessoal da casa os cães de Victoria, a meia-irmã de Kate, a mordem na cara e fazem com que lhe seja impossível deslocar-se com o seu noivo até ao castelo do tio deste, o príncipe Gabriel, para que ele abençoe a união. É então que Mariana, a madrasta má, decide enviar Kate no lugar de Victoria...

Apesar das parecenças físicas, Kate e Victoria não podiam ser mais diferentes e Kate está convencida que não irá enganar ninguém, mas, para seu espanto, a farsa parece resultar. Excepto para a sua madrinha que conhece no castelo e que a reconheceu imediatamente. E para o príncipe, que apesar de estar noivo de uma rica princesa russa que irá chegar ao castelo em poucos dias, é incapaz de resistir à atracção que sente pela suposta noiva do seu sobrinho. E quando descobre que Kate não é Victoria, resistir-lhe torna-se ainda mais complicado...

Kate sabe que o seu futuro agora que encontrou a sua madrinha será muito mais risonho e que apaixonar-se por Gabriel é um tremendo erro, pois nunca poderão ficar juntos, mas o amor não é racional e é mais forte do que ela... Gabriel, por sua vez, sabe que um príncipe honrado é aquele que sacrifica a sua felicidade pela dos que de si dependem, que o futuro de todos no castelo depende do seu casamento com uma noiva rica e que essa noiva nunca poderá ser a pobretanas Kate, mas o coração quer o que o coração quer.

Parece uma situação impossível, será que Kate e Gabriel conseguirão ter o seu felizes para sempre?

Gostei mesmo muito desta versão de uma história que todos conhecemos. A Kate é uma protagonista fantástica, forte, determinada, inteligente, sem papas na língua, não se deixa vergar por ninguém e é extremamente fiel aos seus princípios. Mas o Gabriel não lhe fica atrás, embora ao início pareça ser um engatatão convencido, cedo percebemos que essa é apenas uma fachada, que o verdadeiro Gabriel é apaixonado, inteligente, extremamente bondoso e preocupado com aqueles de quem gosta e capaz de se sacrificar pelo bem comum.

Foi uma leitura compulsiva, não consegui parar de ler enquanto não soube como terminaria a história de Kate e Gabriel. Entretanto descobri que a autora escreveu um conto focado em Wick (que vou ler em breve), um personagem do qual gostei muito também, e fiquei muito contente por este também ter direito ao seu final feliz.

Uma série a seguir, sem dúvida. Só espero que a editora continue a publicá-la...

Classificação: 5

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