Mostrar mensagens com a etiqueta DSF Mount TBR 2016. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta DSF Mount TBR 2016. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Desafios de Leitura 2016 - Balanço Final

Agora que finalmente publiquei todas as opiniões do ano passado que ainda tinha em atraso, é tempo de fazer o balanço de como correram os desafios de leitura em que me inscrevi em 2016:

Mount TBR 2016

Cumpri. Tinha-me proposto a ler 12 livros e foram mesmo 12 que li:
  1. Must Love Breeches de Angela Quarles
  2. Flirting with Fire de Kate Meader
  3. A Jangada de Pedra de José Saramago
  4. Viver Depois de Ti de Jojo Moyes
  5. Ligeiramente Perverso de Mary Balogh
  6. Tabu de Jess Michaels
  7. Tornado de Sandra Brown
  8. Anjos Rebeldes de Libba Bray
  9. A Bela e o Vilão de Julia Quinn
  10. Gritos do Passado de Camilla Läckberg
  11. A Rapariga no Comboio de Paula Hawkins
  12. Inferno de Dan Brown
Mas falhei nos checkpoints, já que só fiz um...


What's in a Name? 2016

Cumpri e li os 6 livros correspondentes a cada uma das categorias:
  1. A Pousada da Jamaica (Jamaica Inn) de Daphne du Maurier - um país
  2. Must Love Breeches de Angela Quarles - uma peça de roupa
  3. In Bed with the Competition de J.K. Coi - uma peça de mobiliário
  4. Gritos do Passado (The Preacher) de Camilla Läckberg - uma profissão
  5. Christmas In July de Abbie St. Claire - um mês do ano
  6. A Cowboy Under Her Christmas Tree de Patricia Mason e Joann Baker - um título com a palavra "árvore"

TBR Pile 2015

Cumpri. Estava inscrita no terceiro nível, First Kiss, que pressupunha a leitura de 21 a 30 livros e acabei por ler 31. A distribuição entre ebooks e livros físicos é que não foi lá muito equilibrada: 21-10.


Monthly Key Word 2016

Só li 5 dos 12 livros necessários:
  1. Santa Baby, I Want A Bad Boy For Christmas de Justine Elvira - Jan. - Bad
  2. Before We Kiss de Susan Mallery - Fev. - Kiss
  3. Flirting with Fire de Kate Meader - Mar. - Fire
  4. Until We Touch de Susan Mallery - Set. - Touch
  5. Snowflakes, Exes and Ohs de Melanie James - Dez. - Snow

Monthly Motif Word 2016

Só li 3 dos 12 livros necessários:
  1. Christmas Cover-Up de Lynette Eason - Who Dunnit?
  2. Taking the Score de Kate Meader - New Releases
  3. Must Love Breeches de Angela Quarles - Take a Trip

Netgalley & Edelweiss 2016

Inscrevi-me no nível Gold - 50 livros, mas acabei por ler apenas 18...


Goodreads Reading Challlenge 2016

Por último, o desafio do Goodreads, que cumpri. Desafiei-me a ler 75 livros em 2016 e li 76.


Em 2017 decidi participar apenas no desafio do Goodreads...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Opinião: "Inferno"

Título original: Inferno
Autor:
Série: Robert Langdon #4
Tradutor: Fernanda Oliveira, Ana Lourenço e Tânia Ganho
Editor: Bertrand 
Edição/reimpressão: Julho de 2013
ISBN: 9789722526449
Páginas: 552

Sinopse: «Procura e encontrarás.»

É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objeto macabro encontrado escondido entre os seus pertences.
Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas.
Tendo como guia apenas alguns versos do «Inferno», a obra-prima de Dante, épica e negra, veem-se obrigados a decifrar uma sequência de códigos encerrados em alguns dos artefactos mais célebres da Renascença - esculturas, quadros, edifícios -, de modo a poderem encontrar a solução de um enigma que pode, ou não, ajudá-los a salvar o mundo de uma ameaça terrível…
Passado num cenário extraordinário, inspirado por um dos mais funestos clássicos da literatura, Inferno é o romance mais emocionante e provocador que Dan Brown já escreveu, uma corrida contra o tempo de cortar a respiração, que vai prender o leitor desde a primeira página e não o largará até que feche o livro no final.

A minha opinião: Tinha ficado decepcionada com o livro anterior da série, O Símbolo Perdido, e talvez tenha sido por isso que demorei tanto tempo a ler este. Mas com a aproximação da estreia da sua adaptação cinematográfica não podia esperar mais.

E a verdade é que o autor se redimiu neste livro. Embora seja uma história diferente e até um pouco estranha, o espírito dos primeiros livros está cá.

Robert Langdon acorda num quarto de hospital em Florença, mas a última coisa de que se lembra é de estar em Harvard há dois dias. Não faz ideia do que lhe aconteceu nesse meio tempo, nem o que faz em Itália, mas a sua amnésia pode ser explicada pela ferida de bala que tem na cabeça. O que também pode explicar as estranhas visões que tem com médicos da peste e cadáveres por todo o lado. Enquanto está a ser observado por médicos, o seu quarto é atacado e parece que quem o tentou matar antes está determinado em terminar o trabalho.

Robert consegue fugir com a ajuda de uma médica, Sienna Brooks, e é com a sua ajuda que irá reconstruir o seu trajecto dos últimos dois dias e tentar perceber quem e porque é que o querem matar. Tudo parece estar relacionado com a obra-prima de Dante, Inferno, em cujas estrofes se encontram as pistas que possibilitarão impedir o plano maquiavélico de um louco genial de libertar uma praga no mundo.

Não tendo sido o meu favorito da série, gostei bastante. A corrida contra o tempo por entre corredores de museus e monumentos, utilizando passagens secretas e o intelecto e conhecimento de Robert estão presentes e são fundamentais. Gostei do que aprendi sobre Dante e a sua obra-prima e fiquei ainda com mais vontade de visitar Florença. E, oh meu Deus, aquele final! Sempre quero ver como é que o autor dá a volta àquilo no próximo livro...

Classificação: 4

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2016 e TBR Pile 2016

domingo, 29 de janeiro de 2017

Opinião: "A Rapariga no Comboio"

https://www.wook.pt/livro/a-rapariga-no-comboio-paula-hawkins/16448613?a_aid=4e767b1d5a5e5
Título original: The Girl on the Train
Autor:
Tradutor:
Editor: Topseller
Edição/reimpressão: Junho de 2015
ISBN: 9789898800541
Páginas: 320

Sinopse: O ÊXITO DE VENDAS MAIS RÁPIDO DE SEMPRE. 
O LIVRO QUE VAI MUDAR PARA SEMPRE O MODO COMO VEMOS A VIDA DOS OUTROS.

TODOS OS DIAS, RACHEL APANHA O COMBOIO...
No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. 
Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.

ATÉ QUE UM DIA...
Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada. 
Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos. 
 
DE LEITURA COMPULSIVA, ESTE É O THRILLER DO MOMENTO, ABSORVENTE, PERTURBADOR E ARREPIANTE.
 
A minha opinião: A estreia da adaptação cinematográfica deste livro motivou-me a finalmente lê-lo. E posso perceber o porquê do burburinho à sua volta... 
 
A Rapariga no Comboio é um thriller diferente, cuja história nos é desvendada progressivamente pela perspectiva de três mulheres, todas elas narradoras não-confiáveis. Rachel é a rapariga no comboio, alcoólica divorciada que nunca ultrapassou o final do seu casamento e a nova relação do ex-marido; Anna, a nova mulher do ex-marido de Rachel que sofre com o facto desta continuar a ser um fantasma que lhe assombra a relação; e Megan, a mulher que Rachel observa do comboio todos os dias e que desaparece.
 
E é o desaparecimento de Megan que despoleta toda a acção de A Rapariga no Comboio, pois antes dela desaparecer Rachel observa algo que a faz procurar a polícia por poder ser uma pista. Mas a sua obsessão e o seu comportamento acabam por a tornar uma suspeita...
 
À medida que investiga, Rachel vai-se apercebendo (e nós também) que as coisas não são bem o que parecem e que a projecção de idealidade dos nossos vizinhos pode por vezes mascarar realidades bem diferentes...
 
Mas a sua obsessão em descobrir a verdade pode colocá-la em perigo, principalmente quando ninguém acredita nela...
 
Não vou contar mais porque não quero revelar demasiado e estragar a história, mas recomendo. Mal posso esperar pelo próximo livro da autora. 
 
Classificação: 5
 
-------------------------------------------------------------------
 
Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2016 e TBR Pile 2016

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Mount TBR: Checkpoint #3


2016 has not been a challenge year for me... In fact, I completely forgot to do my checkpoints #1 and #2. And I'm late with #3... But better late than never, right? And it seems like I'll still be able to complete this challenge after all, so here's how the first nine months of the year went:

1. Tell us how many miles you've made it up your mountain (# of books read). If you're really ambitious, you can do some intricate math and figure out how the number of books you've read correlates to actual miles up Pike's Peak, Mt. Ararat, etc. 
I've read 10 books out of 12, so I'm almost to the top.

These are the books I read until the end of September: 
  1. Must Love Breeches by Angela Quarles
  2. Flirting with Fire by Kate Meader
  3. The Stone Raft by José Saramago 
  4. Me Before You by Jojo Moyes
  5. Slightly Wicked by Mary Balogh
  6. Taboo by Jess Michaels
  7. Low Pressure by Sandra Brown
  8. Rebel Angels by Libba Bray
  9. When He Was Wicked by Julia Quinn
  10. The Preacher by Camilla Läckberg
All books counted for other challenges.

2. Complete ONE (or more if you like) of the following:

A. Who has been your favorite character so far? And tell us why, if you like.
Lou Clark from Me Before You by Jojo Moyes. I loved Lou! And I cannot wait to know what the author has in store for her in the sequel...

B. Pair up two of your reads. But this time we're going for opposites. One book with a male protagonist and one with a female protagonist. One book with "Good" in the title and one with "Evil." Get creative and show off a couple of your books.
I really couldn't come up with a single pairing...

C. Which book (read so far) has been on your TBR mountain the longest? Was it worth the wait? Or is it possible you should have tackled it back when you first put it on the pile? Or tossed it off the edge without reading it all?
The book that has been the longest on my shelf is The Preacher, a resident since December 2012.

D. Choose 1-4 titles from your stacks and using a word from the title, do an image search. Post the first all-eyes-friendly picture associated with that word.
Flirting - Flirting with Fire by Kate Meader:
Fonte

Taboo - Taboo by Jess Michaels:
Fonte

Wicked - When He Was Wicked by Julia Quinn:
Fonte

Preacher - The Preacher by Camilla Läckberg:
Fonte

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Opinião: "Gritos do Passado"

Título original: Predikanten
Autor: Camilla Läckberg
Série: Fjällbacka #2
Tradutor: Ricardo Gonçalves (do inglês)
Editor: Dom Quixote
Edição/reimpressão: Novembro de 2010
ISBN: 9789722043489
Páginas: 432

Sinopse: Numa manhã de um Verão particularmente quente, um rapazinho brinca nas rochas em Fjällbacka - o pequeno porto turístico onde decorreu a acção de A Princesa de Gelo - quando se depara com o cadáver de uma mulher. A polícia confirma rapidamente que se tratou de um crime, mas o caso complica-se com a descoberta, no mesmo sítio de dois esqueletos.
O inspector Patrick Hedström é encarregado da investigação naquele período estival em que o incidente poderia fazer fugir os turistas, mas, sem testemunhas, sem elementos determinantes, a polícia não pode fazer mais do que esperar os resultados das análises dos serviços especiais.
Entretanto, Erica Falk, nas últimas semanas de gravidez, decide ajudar Patrick pesquisando informações na biblioteca local e novas revelações começam a dar forma ao quadro: os esqueletos são certamente de duas jovens desaparecidas há mais de vinte anos, Mona e Siv.
Volta assim à ribalta a família Hult, cujo patriarca, Ephraim, magnetizava as multidões acompanhado dos dois filhos, os pequenos Gabriel e Johannes, dotados de poderes curativos. Depois dessa época, e de um estranho suicídio, a família dividiu-se em dois ramos que agora se odeiam.
Ao mesmo tempo que Patrick reúne as peças do puzzle, sabe-se que Jenny, uma adolescente de férias num parque de campismo, desapareceu. A lista cresce….

A minha opinião: Gritos do Passado é o segundo livro da série policial Fjällbacka, que se passa na cidade com o mesmo nome, na Suécia. O investigador volta a ser o inspector Patrick Hedström que se encontra, de momento, de férias, à espera do nascimento do seu primeiro filho com Erica Falk, que já conhecemos do primeiro livro.

Mas a descoberta do corpo nu e mutilado de uma jovem na Fenda do Rei faz com que Patrick tenha de voltar ao trabalho. E como se não bastasse, o corpo da jovem encontra-se por cima de dois esqueletos. Que se vem a descobrir serem os esqueletos de duas jovens desaparecidas há mais de vinte anos. O principal suspeito do desaparecimento das raparigas matou-se na altura, portanto não pode ter sido ele a transportar os corpos para a Fenda do Rei. E a rapariga morta agora apresenta ferimentos semelhantes aos dos esqueletos das outras raparigas. Mas o que pode ter levado o assassino a parar de matar durante tantos anos?

A investigação do caso conduz, inevitavelmente, à família Hult, uma família no mínimo estranha. O patriarca, Ephraim, já falecido, era um famoso pregador em cujas assembleias usava os seus filhos, que afirmava terem puderes curativos, para curar todos os tipos de maleitas. Curiosamente, quando uma das suas seguidoras morreu e lhe deixou todas as suas posses, Ephraim reformou-se e os filhos perderam os poderes... Mas se para Gabriel, que nunca se sentiu confortável no papel de curador, perder os poderes foi uma benção, para Johannes foi uma perda da qual nunca se recompôs realmente.

A relação entre os irmãos nunca foi boa, mas depois de Gabriel fornecer à polícia a informação que a fez desconfiar de Johannes e do suicídio deste, os dois lados da família separaram-se irremediavelmente. Mas agora vêem-se forçados a confrontar os esqueletos no armário e a possibilidade de que um deles seja o assassino.

Como se não bastasse tudo isso, Patrick ainda tem de lidar com a necessidade de apoiar Erica, com um chefe irreconhecível e com um colega incompetente. E depois desaparece outra rapariga... Conseguirá Patrick descobrir a identidade do assassino a tempo de a salvar?

Gostei de voltar a Fjällbacka e de rever Patrick e Erica. Ela tem um papel menos relevante neste livro e, sinceramente, gostei mais dela no primeiro livro. Vou dar-lhe o benefício da dúvida e atribuir a sua atitude de capacho às hormonas de grávida, mas irritou-me tanto que se deixasse enredar pela família e conhecidos para que os hospedasse em sua casa, possibilitando-lhes, assim, férias à borla... A sério, se for mesmo essa a cultura na Suécia, é de loucos.

Gostei mais do Patrick, que continua um investigador muito competente. E, apesar de por vezes se deixar envolver demasiado no caso, ele está lá pela Erica. Mas palpita-me que este caso lhe tenha deixado marcas...

A história da irmã da Erica também tem desenvolvimentos e deverá ter um foco maior no próximo livro, considerando a forma como as coisas ficaram. Não percebo porque é tão difícil a Anna reconhecer que precisa de ajuda e aceitar a que Erica lhe oferece...

Mal posso esperar para ver como lidam Patrick e Erica com o bebé!

Classificação: 4

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2016TBR Pile 2016 e What's in a Name? 2016 (Profession - o título original é Pregador)

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Opinião: "A Bela e o Vilão"

Título original: When He Was Wicked
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #6
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Março de 2015
ISBN: 9789892329239
Páginas: 352

Sinopse: Libertino. Devasso. Debochado. Três adjetivos que podiam descrever Michael Stirling na perfeição. Bem conhecido nas festas londrinas, quer desempenhasse o papel de sedutor ou o papel de seduzido, uma coisa era certa: nunca entregava o coração. Ele teria até acrescentado a palavra “pecador” ao seu cartão de visita se não achasse que isso mataria a pobre mãe.
Mas ninguém é imune ao amor. Quando a seta de cupido atinge Michael, dá início a uma longa e tortuosa paixão – pois o alvo dos seus afetos, Francesca Bridgerton, tem casamento marcado com o seu primo.
Mas isso foi antes. Agora, Francesca está novamente livre. Infelizmente, ela vê Michael apenas como um ombro amigo – até à fatídica noite em que lhe cai inocentemente nos braços, e a paixão se revela mais poderosa e intensa do que o mais perverso dos segredos…

A minha opinião: E heis que tenho um novo favorito nesta série! A Célia do Estante de Livros já me tinha dito que eu ia gostar, e não estava enganada...

Por isso, vou já despachar os reparos à edição portuguesa para poder passar a fangirlar:
  1. Mas que raio de título é este? É suposto o Michael ser o vilão? Porque não é. Nem sequer faz sentido usar essa palavra no contexto da história... Qual era o mal de "Quando Ele Era Perverso?"
  2. A capa é bonita, mas seria mais adequada a um romance contemporâneo. Mas não é a pior...
A história tem início depois dos eventos de Amor e Enganos. Francesca casou-se com o homem que ama, John Stirling, o Conde de Kilmartin. E foi nessa noite que Michael Sterling, o primo de John, conheceu a mulher por quem se apaixonou. Infelizmente, essa mulher é Francesca... E assim começa o tormento de Michael, que adora o primo e usa outras mulheres para tentar esquecer Francesca, mas sem sucesso. Os três acabam por formar um trio inseparável e Francesca e Michael tornam-se grandes amigos. Mas apenas dois anos depois de casarem, John morre durante o sono.

Francesca está grávida, mas perde a criança, o que significa que Michael é agora o Conde de Kilmartin... Mas quando todos esperam que ele ocupe o lugar do primo, inclusive Francesca, o peso da culpa por estar a roubar a vida do primo é demasiado e ele foge para a Índia.

Quatro anos depois, Michael regressa a Londres e descobre que nem o tempo nem a distância foram suficientes para diminuir o seu amor por Francesca. Mas quando ela lhe comunica a sua intenção de voltar a casar, pois quer ter filhos, Michael percebe que o seu pesadelo está só a começar...

Francesca sentiu a falta de Michael. Afinal, ela não perdeu só o marido, perdeu também o melhor amigo. E nunca percebeu porquê... E agora que ele está de volta ela começa a reparar nele de uma forma que nunca antes tinha feito. Mas ela não pode pensar no primo do falecido marido dessa forma, pois não?

E é precisa uma ajudinha do mais improvável dos cupidos, Colin Bridgerton, que por esta altura está com os seus próprios problemas (a acção é simultânea à de A Grande Revelação), para que estes tolinhos finalmente se entendam.

Adorei tanto esta história! O Michael é um protagonista fantástico que na verdade nunca faz justiça à sua reputação de perverso (tirando, talvez, na cama) e a Francesca é uma mulher forte, apaixonada e decidida, que adora a família, mas tem noção de que é diferente. Eles entendem-se tão bem e complementam-se de uma forma fantástica. Eu adoro histórias de amor entre amigos, e esta definitivamente vai para o top!

Classificação: 5

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Opinião: "Anjos Rebeldes"

Título original: Rebel Angels
Autor: Libba Bray
Série: Gemma Doyle #2
Tradutor:
Editor: Asa
Edição/reimpressão: Junho de 2014
ISBN: 9789892327624
Páginas: 480

Sinopse: Ah, o Natal! Gemma Doyle está desejosa das férias fora da Academia Spence, de passar o tempo com as amigas na cidade, de ir a bailes elegantes e, numa nota sombria, de cuidar do pai doente. Quando se prepara para entrar no Ano Novo de 1896, um jovem bonito, Lorde Denby, parece estar interessado em conquistar Gemma. No entanto, no meio das distrações de Londres, as visões de Gemma intensificam-se - visões de três raparigas vestidas de branco, a quem algo terrível aconteceu, algo que só os reinos podem explicar...

A atração é forte, e em pouco tempo, Gemma, Felicity e Ann estão a transformar flores em borboletas no mundo encantado dos reinos a que só Gemma pode levá-las. Para grande alegria delas, a sua querida Pippa também está lá, ansiosa por completar o círculo de amizade.

Mas nem tudo está bem nos reinos - ou fora dele. O misterioso Kartik reapareceu, dizendo a Gemma que ela deve encontrar o Templo e vincular a magia, ou algo terrível irá acontecer-lhe. Gemma está disposta a fazer-lhe a vontade, apesar dos perigos que isso acarreta, pois isso significa que irá encontrar-se com a maior amiga da sua mãe - e agora sua inimiga, Circe. Até Circe ser destruída, Gemma não pode viver o seu destino. Mas encontrar Circe revela-se uma tarefa muito perigosa.

A minha opinião: (Contém spoilers para os livros anteriores da série) Passaram dois meses desde os acontecimentos de Uma Grandiosa e Terrível Beleza. As férias de Natal aproximam-se e Gemma mal pode esperar. Não só está desejosa por rever a família, mas também por deixar a Academia Spence durante algumas semanas. Se ao menos se conseguisse livrar dos pesadelos...

Mas também Felicity e Ann a pressionam para voltar aos reinos e depois Kartik diz-lhe que quando ela quebrou as Ruínas do Oráculo para libertar a mãe, quebrou também o vínculo da Ordem que mantinha a magia presa nos reinos. E que a única forma de voltar a vincular a magia é reclamá-la no Templo. O problema é que ninguém sabe onde o Templo fica...

Quando finalmente regressam aos reinos, as amigas ficam radiantes ao ver que Pippa ainda lá está, mais linda do que nunca! Mas Gemma não consegue afastar a sensação de que Pippa deveria ter atravessado, tal como a sua mãe fez. E à medida que o tempo passa e que Pippa tem comportamentos cada vez mais estranhos, mais forte essa sensação se torna.

Entretanto têm ainda que lidar com as respectivas famílias e com os eventos sociais que é suposto frequentarem. O pai de Gemma está cada vez pior e o seu irmão desespera para o ajudar. Felicity parece ter uma família ideal, mas as aparências podem iludir. E Ann alinha na ideia maluca de Felicity de fingir ter descoberto ser descendente da nobreza russa, o que só pode acabar mal...

Quando Gemma começa a ter visões e a nova professora da Spence aparece em Londres e parece muito interessada na antiga vítima de Circe que está internada em Bethlem e que pode ser a chave para encontrar o Templo, Gemma recorre ao único adulto em que pode confiar: a professora Moore.

E como se não bastasse, os Rakshana, ordem da qual Kartik é membro, parecem ter motivos ocultos... 

O peso da responsabilidade está a começar a afectar Gemma, ainda para mais quando tem o vislumbre de um futuro normal, já que Lorde Simon Denby parece interessado nela. Mas será mesmo um futuro normal o que está destinado para ela?

Mal posso esperar por ler o último livro desta trilogia, mas posso ter de o ler em inglês, já que não está ainda publicado em português. Agora que a identidade de Circe foi desvendada e que o confronto entre ela e Gemma é não só inevitável, mas também iminente, quero muito saber o que vai acontecer... Para além do mais o futuro das três amigas preocupa-me, afinal não era fácil ser uma mulher no final do século XIX...

E OMD, quero tanto saber como vai ficar a relação entre a Gemma e o Kartik. Por um lado, quero tanto que eles fiquem juntos! Por outro lado, já dei milhentas voltas à cabeça e não consigo conceber um cenário credível que permita que isso aconteça e isso parte-me o coração... Também quero muito que a Felicity e a Ann tenham um final feliz. Elas merecem, caraças! Deixa-me lá ir mandar um mail à Asa para ver se vale a pena esperar pela tradução portuguesa ou não...

Classificação: 4

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Opinião: "Tornado"

Título original: Low Pressure
Autor: Sandra Brown
Tradutor: Lídia Geer
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Março de 2014
ISBN: 9789897261121
Páginas: 484

Sinopse: Bellamy Lyston tinha apenas doze anos quando a irmã mais velha, Susan, foi morta num dia de feriado tempestuoso em finais de Maio. Atualmente, dezoito anos mais tarde, Bellamy escreveu um livro de grande sucesso que se baseia no assassínio de Susan. Uma vez que o livro se tinha inspirado no trágico acontecimento que continua a amargurar a sua família, ela decidiu publicá-lo sob um pseudónimo, a fim de os proteger de uma publicidade indesejada. Mas quando um repórter oportunista descobre que o livro é baseado em factos verídicos, a identidade de Bellamy é revelada a par do escândalo da família. Além disso, Bellamy torna-se alvo de alguém sem escrúpulos que, ou por querer que a verdade subjacente ao assassinato de Susan continue por desvendar ou, ainda mais ameaçador, por estar determinado a vingar-se por um homem acusado e condenado injustamente. Para poder identificar quem anda a assediá-la, Bellamy vê-se confrontada com os fantasmas do seu passado, entre os quais se inclui Dent Carter, o namorado instável e irresponsável de Susan - um dos primeiros suspeitos de ter cometido o crime. Dent, com esta e outras máculas no seu passado, está firmemente decidido a limpar o seu nome, para o que precisa da memória bloqueada de Bellamy. Contudo, as suas recordações, até então bloqueadas - depois de desbloqueadas - constituem novos perigos imprevisíveis.

A minha opinião: Tornado não foi o meu livro preferido de Sandra Brown, mas isso não significa que não o tenha adorado. Só significa que a autora elevou demasiado a fasquia...

Quando Bellamy Lyston tinha apenas doze anos, um tornado destruiu a cidade, mas a maior destruição foi descoberta nos destroços: a sua irmã Susan foi assassinada. No meio do caos e da confusão determinar álibis não é propriamente fácil, mas eventualmente a polícia lá encontra e prende o culpado. Mas os eventos dessa tarde continuam a assombrar Bellamy e ela tenta expurgá-los escrevendo um livro baseado neles. Claro que o livro é escrito como ficção e sob um pseudónimo, mas um jornalista sensacionalista resolve investigar e expõe-a como a verdadeira autora do livro, bem como a veracidade dos eventos descritos. E, de repente, Bellamy vê-se forçada a promover o livro. Contudo, quando uma encomenda assustadora lhe aparece em casa, ela resolve abandonar tudo e regressar a casa.

A sua família não ficou contente com toda a atenção que o livro de Bellamy desenterrou, mas a doença do pai dela está a piorar, pelo que têm outras prioridades de momento. E quando o pai lhe pede que descubra o que realmente aconteceu à irmã naquele dia, como pode ela recusar-lhe o seu último pedido?

Investigar o assassinato da irmã implica confrontar Dent Carter, o namorado de Susan por quem Bellamy tinha um fraquinho. Ele chegou a ser suspeito, mas tinha um álibi, contudo nunca se livrou realmente da suspeita. Isto porque o homem que foi preso nunca confessou e a investigação foi, de certa forma, apressada, pelo que nunca houve um sentido de encerramento em relação ao caso.

Ao início, Dent não quer nada com os Lyston, mas depois resolve aproveitar a oportunidade para limpar o seu nome de uma vez por todas. Só não estava a contar com a imensa atracção que sente por Bellamy. E se ao início parece de muito mau gosto interessar-se pela irmã mais nova da antiga namorada que foi assassinada, a verdade é que a relação de Dent e Susan não era bem aquilo que Bellamy pensava. Nem a verdadeira Susan correspondia à imagem que tinham dela. E a verdade é que talvez hajam mais pessoas com motivo para a matar do que a polícia considerou...

Como já disse, gostei muito. Mas talvez o facto do crime investigado ser um caso antigo lhe tenha tirado alguma da urgência que gosto nestes livros. E também o perseguidor de Bellamy nunca me assustou particularmente (embora me tenha enojado bastante...). Mas confesso que não descobri quem matou a Susan...

Classificação: 4

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

Opinião: "Tabu"

Título original: Taboo
Autor: Jess Michaels
Série: Albright Sisters #2.5
Tradutor: Maria Emília Ferros Moura
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Julho de 2011
ISBN: 9789898228499
Páginas: 240

Sinopse: Cassandra Willows fez nome como uma das mais procuradas costureiras de Londres e como criadora de «brinquedos» íntimos muito apreciados nos quartos das damas e dos cavalheiros da elite. Mas o seu êxito não pode aliviar a culpa e a dor devido a uma traição devastadora.
Nathan Manning, conde de Blackhearth, nunca irá perdoar à bela Cassandra tê-lo abandonado sem uma palavra no dia em que iam fugir. Agora está de volta a Londres e desejoso de vingança. Munido de memórias escandalosas e provocantes, o belo e vingativo conde chantageia a sua ex-amante, forçando-a a um romance ilícito... e reacende o fogo ardente que antes consumira ambos.
Mas ao perderem-se no êxtase erótico renascido, Nathan e Cassandra estão a tentar a sorte - ficando vulneráveis a um passado que ainda ameaça destruir as suas vidas e a sua paixão; à mercê de segredos sombrios e tácitos que são chocantemente, perigosamente… tabu.

A minha opinião: Em jovens, Nathan Manning e Cassandra Willows apaixonaram-se perdidamente. Mas ela era filha de um costureiro e ele era conde, pelo que a única solução para ficarem juntos era fugirem para casar em Gretna Green. Só que Cassandra não apareceu na noite combinada, há quatro anos e, com o desgosto e a mágoa, Nathan partiu para a Índia.

Contudo, agora está de volta e é quando se encontra com a mãe e as irmãs em casa da tia que a revê. E dois sentimentos destacam-se imediatamente: luxúria e raiva. E não perde tempo a procurá-la e a chantangeá-la para que volte à sua cama. É que, apesar de estar tão longe, na Índia, ele manteve-se informado sobre a vida dela e sabe que ela complementa o seu negócio de costura com a criação de brinquedo eróticos muito apreciados pela sociedade londrina. A exposição deste ramo do seu negócio seria a sua ruína, já que seria repudiada pela sociedade, pelo que Cassandra não tem outro remédio senão ceder à chantagem de Nathan. Não que seja um grande sacrifício...

Só que quanto mais tempo passam juntos, mais fortes e insistentes se tornam os antigos sentimentos que nutriam um pelo outro. Mas Nathan não sabe o verdadeiro motivo pelo qual ela faltou ao encontro naquela noite e ela não tem coragem de lhe contar. E se o casamento de ambos já teria sido dificilmente aceite pela sociedade há quatro anos, actualmente seria impossível.

Gosto cada vez mais da autora, que consegue equilibrar perfeitamente as cenas eróticas (que são muitas) com a história e com o romance. Também gostei dos protagonistas, embora tenha tido dificuldade em superar o facto do herói chantagear a heroína para se deitar com ele, ainda que entenda os seus motivos.

Classificação: 4

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

Opinião: "Ligeiramente Perverso"

Título original: Slightly Wicked
Autor:
Bedwyn Saga #2
Tradutor: Ana Sofia Pereira
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Março de 2014
ISBN: 9789892325682
Páginas: 368

Sinopse: A família Bedwyn está de volta. Estes seis irmãos e irmãs são capazes de tudo para concretizarem os seus sonhos… até de mandar às urtigas as normas rígidas da alta sociedade britânica, na qual continuam a fazer os possíveis por não ferir demasiado os sentimentos alheios.

É difícil resistir a Lord Rannulf Bedwyn. Para Judith Law, ele é um sonho tornado realidade. É com este belo desconhecido que a jovem decide passar a única noite de paixão da sua vida. Na manhã seguinte, ela submete-se resignadamente ao deprimente papel de dama de companhia de uma tia rica. Judith nunca pensou voltar a ver o homem a quem se entregou de forma tão arrebatada... e imprópria, muito menos encontrá-lo sob o mesmo teto e a cortejar a sua prima. Só que as aparências iludem. Rannulf não esqueceu a noite que passaram juntos. E Judith luta consigo mesma e com essa memória, à qual não pode ceder sob pena de perder a proteção da tia, o seu único sustento após a ruína da família. Quando um escândalo ameaça destruir a sua já frágil existência, Rannulf não hesita em recorrer ao poder e influência dos Bedwyn para a salvar. Os sentimentos de ambos estão ao rubro. Mas qual o futuro de uma relação que começou com uma paixão despudorada e culminou em humilde gratidão? Poderá o verdadeiro amor nascer de algo ligeiramente perverso?

A minha opinião: Judith Law sempre se sentiu deslocada na sua própria família. Mas sentia-se satisfeita com a vida que tinha. Infelizmente, porque o seu irmão desfalcou as finanças da família, ela vê-se agora forçada a abandonar o lar para servir de dama de companhia da sua tia rica. Uma das coisas que a torna tão diferente da família é o facto de ser sonhadora e é por isso que, quando a diligência na qual segue descarrila enquanto ela sonha com salteadores, e um cavalheiro se aproxima a cavalo e se oferece para a levar consigo e procurar ajuda, ela aceita.

Rannulf Bedwyn encontrava-se a caminho da propriedade da avó quando se deparou com a diligência acidentada. E a sua intenção era apenas certificar-se de que não haviam feridos e seguir em busca de auxílio. Mas uma certa passageira ruiva mexe com ele e não resiste a oferecer-lhe boleia.

Judith resolve aproveitar esta última oportunidade do destino para uma aventura antes de passar o resto da vida em casa da tia e apresenta-se como Claire Campbell, uma actriz de teatro da província. Mas também Rannulf se apresenta com um nome falso, Ralf Bedard, e encanta-se com ela de tal forma que lhe sugere que partilhem um quarto quando chegarem à estalagem, até porque ela lhe confessa não ter dinheiro para pagar um quarto.

Judith sabe que não o devia fazer, mas também sabe que esta é a sua única oportunidade para experimentar uma noite de paixão antes de se resignar a uma existência invisível e sem ocorrências. E aceita. Mas a tempestade continua e a noite acaba por se prolongar por mais um dia e uma noite e quando Ralf lhe anuncia que pretende seguir viagem com ela e prolongar a relação até que ambos estejam satisfeitos, Judith não tem outro remédio senão fugir e apanhar uma nova diligência. E Ralf segue para casa da avó.

Aí a avó comunica-lhe que o quer ver casado antes de morrer, o que o assusta porque é bastante visível que a saúde da avó se está a deteriorar. E acaba por lhe prometer considerar cortejar a jovem que ela escolheu, Julianne Effingham. Que é só a prima da Judith...

Quando ele finalmente a vê em casa da tia, embora não a tivesse reconhecido imediatamente, já que a tia é uma megera e a faz usar vestidos sem forma e o cabelo coberto, percebe que foi enganado. Mas também percebe porquê. E, embora saiba que é a prima quem deve cortejar, é Judith o alvo das suas atenções...

Gostei tanto de voltar a conviver com esta família. Gosto tanto deles... A Judith e o Ralf são um casal fantástico e a forma como ele a faz perceber que é bela e talentosa é tão querida. E as avós, OMD, eu lia um livro só sobre elas! Espero não voltar a demorar tanto tempo para conviver novamente com os Bedwyn...

Classificação: 4

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Opinião: "Viver Depois de Ti"

Título original: Me Before You
Autor: Jojo Moyes
Série: Me Before You #1
Tradutor: Ana Maria Chaves e Márcia Montenegro 
Editor: Porto Editora
Edição/reimpressão: Maio de 2013
ISBN: 9789720045775 
Páginas: 424

Sinopse: Lou Clark sabe muitas coisas. Sabe quantos passos deve dar entre a paragem do autocarro e a sua casa. Sabe que trabalha na casa de chá The Buttered Bun e sabe que não está apaixonada pelo namorado, Patrick. O que ela não sabe é que vai perder o emprego e que todas as suas certezas vão ser postas em causa.
Will Traynor sabe que o acidente de motociclo lhe tirou o desejo de viver. Sabe que agora tudo lhe parece triste e inútil e sabe como pôr fim a este sofrimento. O que não sabe é que Lou vai irromper na sua vida com toda a energia e vontade de viver. E nenhum deles sabe que as suas vidas vão mudar para sempre.

Em Viver depois de ti, Jojo Moyes aborda um tema difícil e controverso com sensibilidade e realismo, obrigando-nos a refletir sobre o direito à liberdade de escolha e as suas consequências.

A minha opinião: Deixem-me começar por despachar o que não gostei e que é exclusivo da edição portuguesa:
  • a tradução do título. Mas em que mundo é que Me Before You se traduz por Viver Depois de Ti? A sério, às vezes acho que fazem de propósito para chatear... E agora sempre quero ver como é que fazem para traduzir o título da sequela, Me After You...
  • a capa. Não é propriamente feia, mas este livro merecia algo melhor que uma imagem genérica de uma mulher a correr no campo rodeada por pássaros, já que isso não tem ABSOLUTAMENTE NADA a ver com a história... Eu compreendo que as editoras não queiram gastar muito dinheiro com as capas, mas podiam ter seguido a via da edição original e ter feito a capa apenas com as letras do título. Ou talvez com uma ilustração de uns collants às riscas amarelas e pretas. A sério, um bocadinho de imaginação e de cuidado aos pormenores não ficava nada mal...
  • a edição que li, e que é a primeira, precisava de uma pequena revisão, já que tem algumas gralhas.
Tirando isso, adorei tudo em Me Before You (vou usar o título original, porque me recuso a usar o português). É a história de Lou Clark que, após perder o único emprego que teve, num café da vila, e depois de passar por várias experiências no mercado de trabalho através do centro de emprego, acaba por aceitar tomar conta de um inválido. Os contornos do emprego são, no mínimo estranhos. Afinal, Lou não tem qualquer formação nem experiência na prestação de cuidados ao contrário de outros candidatos e é-lhe comunicado que o emprego será apenas por seis meses. Mas Lou precisa mesmo do emprego até porque a sua família também depende dele...

Contudo, Will Traynor não é um inválido qualquer. Ele ficou quadriplégico depois de ser atropelado por uma moto, mas antes era um homem que vivia para a adrenalina, quer a que retirava dos negócios, quer a que buscava em actividades radicais. Ficar preso a uma cadeira de rodas, com mobilidade apenas acima do pescoço e num dedo foi para ele um destino pior que a morte...

Apesar de ao início a convivência entre ambos ser difícil, a alegria e extravagância de Lou acabam por ser um bálsamo para Will, tornando os seus dias um bocadinho mais suportáveis. E Will parece ser o único que vê potencial em Lou (nem mesmo o namorado dela, Patrick, lhe dá o valor que ela merece) e incentiva-a a sonhar mais alto e a lutar para conseguir aquilo que quer, mesmo que ela própria não soubesse que o queria antes de o conhecer.

Aos poucos desenvolvem uma amizade que evolui para algo mais, mas conseguirá Lou convencer Will de que o que têm é suficiente?

Me Before You é um autêntico murro no estômago e a autora faz um trabalho brilhante na caracterização que faz do dia-a-dia de uma pessoa com quadriplegia, bem como da forma como é visto pelos que o rodeiam, mesmo por aqueles que lhe são mais próximos. Mas não se fica por aí e mostra-nos também o quanto a família de Will é afectada pelo que lhe aconteceu. E pega em assuntos tabu, como o romance com um inválido e o suicídio assistido e trata-os com uma sensibilidade que é tocante.

Adorei a Lou e o Will e mal posso esperar para ler a continuação (vou esperar pela tradução portuguesa apenas porque a minha mãe também é fã da autora e não lê em inglês...). Jojo Moyes está a tornar-se uma das minhas autoras favoritas e tenho pena que não lhe seja dado o devido valor pelo facto de ser uma mulher... Ela não escreve ficção feminina, ela escreve ficção, ponto. E fá-lo incrivelmente bem.

Ah, o livro foi este ano adaptado ao cinema (ainda não vi, mas quero muito ver) e há uma nova edição com a capa alusiva ao filme. Gosto muito mais do que da que tenho...


Classificação: 5

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Opinião: "A Jangada de Pedra"

www.wook.pt/ficha/a-jangada-de-pedra/a/id/16393940?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho
Edição/reimpressão: Janeiro de 2000
ISBN: 9789722121002
Páginas: 350

Sinopse: Em A Jangada de Pedra (…) o escritor recorre a um estratagema típico. Uma série de acontecimentos sobrenaturais culmina na separação da Península Ibérica que começa a vogar no Atlântico, inicialmente em direcção aos Açores. A situação criada por Saramago dá-lhe um sem-número de oportunidades para, no seu estilo muito pessoal, tecer comentários sobre as grandezas e pequenezas da vida, ironizar sobre as autoridades e os políticos e, talvez muito especialmente, com os actores dos jogos de poder na alta política. O engenho de Saramago está ao serviço da sabedoria.

Real Academia Sueca, 8 de Outubro de 1998

Sinopse retirada daqui 

A minha opinião: Comprei esta edição de A Jangada de Pedra porque o produto da sua venda foi integralmente destinado às vítimas do sismo no Haiti em 2010. Mas porque entretanto até já conhecia a história porque vi a sua adaptação cinematográfica em 2002, lá foi ficando na pilha dos livros por ler...

Contudo agora uma combinação de factores (estava na lista de livros propostos para leitura na Comunidade de Leitores e o meu kindle morreu) fez com que chegasse finalmente a sua vez. E a verdade é que ainda me lembrava bem da história, mas posso dizer que este é um dos raros casos em que gostei mais do filme...

A premissa é tão irreal e fantástica que, só por si, vale a pena: uma série de acontecimentos estranhos, aparentemente não relacionados, culminam no surgimento de uma falha nos Pirinéus, exactamente no ponto que separa a Península Ibérica da França. Primeiro foram os cães de Cerbère (uma comuna francesa dos Pirinéus Orientais) que começaram a ladrar quando nunca antes o tinham feito no preciso momento em que Joana Carda riscou o chão em Portugal com uma vara de negrilho. Depois foi Joaquim Sassa que, ao passear numa praia do Porto, pegou numa pedra pesada e atirou-a ao mar, mas a pedra viajou muito mais longe do que deveria considerando o seu tamanho e peso e a força do homem que a atirou. Ao mesmo tempo, em Espanha, Pedro Orce começou a sentir a terra tremer e não mais deixou de o sentir, mesmo que todos os sismógrafos nada registem. E no dia seguinte, em Portugal, José Anaiço começou a ser constantemente seguido por um bando de estorninhos. E depois Maria Guavaira, em Espanha mais uma vez, descobre um pé de meia velho e decide desmanchá-lo para aproveitar a lã azul, mas descobre que, por mais que desmanche, a meia não diminui de tamanho.

À medida que o tempo passa, e apesar dos estudos e tentativas da engenharia para o impedir, a falha nos Pirinéus vai aumentando, até que a Península Ibérica se separa de vez do resto da Europa e inicia uma viagem para Oeste. A Península, assim chamada por hábito já que é agora uma ilha, parece vaguear à deriva pelo Atlântico, o que gera uma inquietação na população e uma desorientação nos dirigentes políticos de Portugal e Espanha, mas também do resto da Europa e, eventualmente, dos Estados Unidos da América. Pode a Península continuar a fazer parte da Europa quando se afasta cada vez mais dela?

Entretanto, depois de ver uma notícia sobre Pedro Orce, Joaquim Sassa decide meter-se no seu Dois Cavalos e ir à procura dele. Mas, pelo caminho, ouve a história de José Anaiço e resolve procurá-lo primeiro. E quando ambos contam uma ao outro as suas respectivas histórias, resolvem ir juntos em busca de Pedro Orce. Já reunidos os três em Espanha resolvem regressar a Portugal onde os encontra Joana Carda com a sua vara de negrilho. E há uma imediata ligação entre ela e José Anaiço. Ela insiste em mostrar-lhes o risco que fez com a vara no chão e que não desaparece de maneira nenhuma. E é precisamente aí que um dos cães de Cerbère os encontra e os guia até à casa de Maria Guaivara que tem uma imediata ligação com Joaquim Sassa.

E é aí que decidem partir até aos Pirinéus para verem a falha deslocando-se agora numa viatura que tem literalmente Dois Cavalos. Dois casais, um homem idoso e um cão, todos eles causa ou consequência da separação da Península, pois quem sabe se foram as suas acções que causaram a falha ou se foi a falha a causar os estranhos fenómenos que experimentaram? Mas, um pouco à semelhança do que se passava com o resto da população, todos eles foram bastante afectados pela deriva da jangada de pedra e pela incerteza de onde irá ela parar...

Embora tenha gostado muito de ler A Jangada de Pedra, confesso que me foi impossível não comparar o livro ao filme, que adorei. É que, apesar de já ter visto o filme há 14 anos, foi daqueles que marcou e lembrava-me ainda do principal que dele retirei: ao ver-se afastada da Europa, a população viu despoletar em si um sentimento de identidade ibérica, muito para além da nacionalidade portuguesa ou espanhola, e o nascimento, talvez, de uma nova nação, a Ibéria. Ora isso não surge no livro e para mim diminuiu o impacto do final do mesmo. Há também uma alteração na identidade do José Anaiço que no filme é espanhol que, embora ache desnecessária, até entendo o porquê de ter sido feita, pois achei que o facto de ambos os casais serem constituídos por um elemento português e um elemento espanhol era mais um factor que contribuía para o despoletar desta nova identidade.

Ainda assim gostei mesmo muito. Embora não seja uma leitura rápida nem fácil, é muito agradável e prazenteira. A atenção ao pormenor e a forma como tudo está ligado é testemunho do génio do autor e eu mal posso esperar por ler os seus livros que ainda me faltam ler.

Classificação: 4

-------------------------------------------------------------------
Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2016 e TBR Pile 2016

terça-feira, 3 de maio de 2016

Opinião: "Flirting with Fire"

Autor: Kate Meader
Série: Hot in Chicago #1
Editor: Pocket Books
Edição/reimpressão: Março de 2015
ISBN: 9781476785943
Páginas: 394

Sinopse: The first installment in Hot in Chicago, a brand-new, sizzling series from Kate Meader that follows a group of firefighting foster siblings and their blazing hot love interests!

Savvy PR guru Kinsey Taylor has always defined herself by her career, not her gender. That is, until she moved from San Francisco to Chicago to be with her fiancé who thought she wasn’t taking her “job” of supporting him in his high-powered career seriously enough—and promptly dumped her for a more supportive and “feminine” nurse. Now, as the new assistant press secretary to Chicago’s dynamic mayor, she’s determined to keep her eye on the prize: no time to feel inferior because she’s a strong, kick-ass woman, and certainly no time for men.

But that all changes when she meets Luke Almeida, a firefighter as searingly sexy as he is quick-tempered. He’s also the second oldest of the Firefightin’ Dempseys, a family of foster siblings who have committed their lives to the service—if Luke’s antics don’t get him fired first. When Luke goes one step too far and gets into a bar brawl with the Chicago Police Department, Kinsey marches into Luke’s firehouse and lays down the law on orders from the mayor. But at Engine Co. 6, Luke Almeida is the law. And he’s not about to let Kinsey make the rules.

Classificação: 5

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios Monthly Key Word 2016 (fire), Mount TBR 2016TBR Pile 2016.

Opinião: "Must Love Breeches"

Autor: Angela Quarles
Série: Must Love Time Travel #1
Editor: Unsealed Room Press
Edição/reimpressão: Setembro de 2014
ISBN: 9780990540007
Páginas: 309

Sinopse: She's finally met the man of her dreams. There's only one problem: he lives in a different century.

HOW FAR WOULD YOU TRAVEL FOR LOVE?

A mysterious artifact zaps Isabelle Rochon to pre-Victorian England, but before she understands the card case’s significance a thief steals it. Now she must find the artifact, navigate the pitfalls of a stiffly polite London, keep her time-traveling origins a secret, and resist her growing attraction to Lord Montagu, the Vicious Viscount so hot, he curls her toes.

To Lord Montagu nothing makes more sense than keeping his distance from the strange but lovely Colonial. However, when his scheme for revenge reaches a stalemate, he convinces Isabelle to masquerade as his fiancée. What he did not bargain on is being drawn to her intellectually as well as physically.

Lord Montagu’s now constant presence overthrows her equilibrium and her common sense. Isabelle thought all she wanted was to return home, but as passion flares between them, she must decide when her true home—as well as her heart—lies.

A minha opinião: Já li este livro há mais de um mês o que, infelizmente, significa que já não recordo todos os seus detalhes e temo que isso se reflicta nesta opinião. O que é uma pena, porque eu adorei Must Love Breeches! A sério, gostei tanto que, embora o tenha terminado em Março, estou convicta que estará no Top 3 das minhas leituras de 2016 no final do ano. Para já, ocupa o 1º lugar!

A história começa quando a heroína da história, Isabelle Rochon, uma americana a viver e a trabalhar em Londres, se encontra num baile de reencenação organizado pelo British Museum onde trabalha. Ao contrário das outras mulheres que se encontram no baile, Isabelle abdicou da sensualidade e da comodidade pela veracidade histórica e enverga um vestido igual ao que as mulheres usariam num baile na Inglaterra pré-Vitoriana. A única inexactidão a que não conseguiu resistir foi levar consigo a bolsa de prata para cartões de visita que encontrou debaixo das tábuas da casa que comprou enquanto a estava a restaurar que, embora seja da época, não era um acessório usado pelas mulheres em bailes.

E é precisamente quando esfrega o polegar na gravação da bolsa ao mesmo tempo que pensa para si mesma se não seria fantástico estar realmente naquele baile, mas em 1834, que a sala começa a rodar... Isabelle pensa que já bebeu mais do que a conta, mas repara noutra moça vestida de forma historicamente correcta e não resiste a meter conversa. E a tirar-lhe uma foto com o telemóvel.

A rapariga apresenta-se como Miss Ada Byron e Isabelle presume que ela está mascarada de Ada Byron Lovelace. Mas a rapariga não sai da personagem nem por nada... E quando o primo dela aparece a solicitar uma apresentação, Isabelle começa a achar que eles estão a levar a reencenação demasiado a sério... Mas está disposta a deixar passar, já que Lord Montagu é extremamente atraente.

Só que, de repente, Isabelle começa a aperceber-se de que todos no baile estão a ser demasiado historicamente correctos e ela não consegue encontrar ninguém conhecido. Está-se tudo a tornar demasiado estranho e ela decide ir para casa. Mas quando sai do baile, Londres parece diferente de alguma forma: não há nem um carro na rua, mas há cavalos e carruagens e a estação de metro desapareceu! E como se não bastasse, um miúdo de rua rouba-lhe a bolsa de prata e enquanto ela o perseguia é atropelada por uma carruagem, bate com a cabeça e perde os sentidos... E quando acorda em casa de Ada, percebe que, de alguma forma viajou no tempo e está em 1834...

Adaptar-se à época não é propriamente fácil, mesmo para uma historiadora como Isabelle. Felizmente que consegue convencer Ada da verdade, mostrando-lhe a fotografia que lhe tirou com o telemóvel no baile, angariando assim uma aliada e uma amiga. Isabelle convence-se que foi através da bolsa de prata que viajou para o passado e por isso precisa recuperá-la para regressar a casa. E para isso precisa da ajuda não só de Ada, mas também do primo dela.

Lord Phineas Montagu não consegue deixar de pensar na intrigante colonial que está a viver com a sua prima Ada. E percebe que ela pode ser precisamente aquilo de que ele precisa. É que Phineas precisa desesperadamente de limpar a sua reputação e que melhor forma de o fazer do que com uma noiva falsa? E quem melhor do que Isabelle, nova em Londres, com uma reputação impecável e sem nada a perder?

Mas o noivado falso implica passarem tempo juntos e a atracção que sentem um pelo outro é cada vez maior e mais intensa. Phineas é, nas palavras de Isabelle, como ter o Mr. Darcy e o Mr. Knightley na mesma sala! É um cavalheiro (mas é também um implacável sedutor...), é um homem de honra (apesar da sua reputação), e é um homem que respeita os desejos e a vontade da Isabelle, mesmo que isso signifique perdê-la... E a Isabelle é tudo aquilo que ele precisava. Ela vê para além da reputação dele como o Visconde Vicioso, esforça-se para compreender os motivos dele para agir como age e ajuda-o a atingir os seus objectivos, mesmo que isso possa significar que ela fique comprometida. Foram claramente feitos um para o outro, mas a vida de Isabelle está a uma distância de mais de 200 anos...

Com excepção de um pequeníssimo pormenor no final (que não posso revelar porque é um spoiler) adorei tudo neste livro. A Isabelle é uma heroína fantástica! Ela usa óculos, adora ler, tem um gato e recompensa-se com vinho e chocolate negro! É uma mulher independente, forte e bem resolvida apesar de tudo por que já passou, é inteligente e desenrascada, mas é também capaz de pedir ajuda quando sabe que dela precisa. E ao encontrar-se numa época em que as mulheres não tinham direitos, só deveres, a adaptação não é fácil. Mas o Phineas ajuda...

OMD, o Phineas entrou directamente para a minha galeria de homens ficcionais preferidos, onde já figuravam o Mr. Darcy e o Mr. Knightley. A começar pelo nome, que estranhamente funciona. Se inicialmente me tivessem dito que ia acabar a suspirar por um protagonista chamado Phineas eu não acreditava, mas aconteceu. Ele é fantástico por todos os motivos que já enunciei e, apesar de inicialmente achar que a Isabelle é louca, acaba por se convencer de que é apenas excêntrica, e acaba por apreciar as suas excentricidades. Afinal, ela não é como nenhuma mulher que ele conheceu até aí... Mas será o amor dele suficiente para a fazer ficar?

E as personagens secundárias também são fantásticas! A Ada é realmente a Ada Byron (mais tarde Lovelace), filha de Lord Byron de cujas obras a autora inclui pequenos excertos no início de cada capítulo. Através dela, a Isabelle e nós próprios interagimos com uma série de personagens reais e assistimos a eventos históricos. E não posso deixar de referir a Katy, a melhor amiga da Isabelle no presente e que é a protagonista do próximo livro da série. Mal posso esperar por o ler...

Angela Quarles é uma autora que não conhecia, mas agradeço a quem deu a dica num grupo do facebook de que este livro era fantástico e estava em promoção, porque de outra forma iria continuar sem a conhecer. Adorei a sua escrita, o seu sentido de humor, a sensualidade que imprimiu às cenas entre os protagonistas, o facto da história ser contada na perspectiva de ambos, enfim, adorei tudo! Só não gostei muito do tal pormenor final que já referi, mas ao pesquisar a restante obra da autora, acabei por perceber o porquê do mesmo.

Ufa, para quem achava que já não ia ter muito a dizer sobre este livro, acabei por escrever um testamento... Penso que isso diz muito sobre o quanto gostei dele. Recomendo muitíssimo, especialmente a fãs do Outlander.

Classificação: 5

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2016, TBR Pile 2016What's in a Name? 2016 (An item of clothing) e Monthly Motif 2016 (Take a Trip).

sábado, 19 de dezembro de 2015

Desafio Mount TBR 2016


This post is written in Portuguese and English

Este desafio é organizado pelo blogue My Reader's Block e consiste em ler, em 2016, livros que tenham vindo parar às nossas estantes antes de 1 de Janeiro de 2016.

Este ano fui demasiado optimista e acabei por não conseguir ler o número de livros que  tinha planeado pelo que vou ser mais modesta nos meus planos para o próximo ano e vou tentar atingir apenas o primeiro nível, Pike's Peak, e ler 12 livros.

Como já referi, só contam livros possuídos antes de 1 de Janeiro de 2016, não sendo permitidas ARCs (Cópias de Leitura Avançada), nem livros da biblioteca; nem releituras são permitidas desde que já tenham sido lidas há muito tempo e já se possua o livro antes de 1 de Janeiro de 2016. Os livros escolhidos podem ser utilizados noutros desafios e não há obrigatoriedade de fazer uma lista prévia, pelo que irei escolhendo ao longo do ano. Apesar da Bev permitir que ebooks contem para o desafio, não vou contar com eles.

Para mais informações, ou se estiverem interessados em participar, cliquem na imagem à direita no blog.


This challenge is organized by My Reader's Block blog and it consists of reading, in 2016, books that have made their way into our bookcases prior to January 1, 2016.

I was overly optimist this year and ended up not being able to read the number of books I had planed to, so I'll be more modest in my plans for next year and try for the first level, Pike's Peak, and read 24 books.

Like I said before, books must be owned prior to January 1, 2016. No ARCs, no library books and no rereads allowed. Rereads are allowed as long as they have been read a long time ago and are owned prior to January 1, 2016. The books can crossover into other challenges and you don't have to pick what you want to read ahead of time so I'll just pick them throughout the year. Even though Bev allows us to count ebooks for the challenge, I'll only count paper books.

For more informations, or to join in, check the button on the right.