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quinta-feira, 9 de abril de 2020

Opinião: "The Fault in Our Stars"

Autor: John Green
Editor: Dutton Books
Edição/reimpressão: Janeiro de 2013
ISBN: 9780525426004
Páginas: 318


Sinopse: Despite the tumor-shrinking medical miracle that has bought her a few years, Hazel has never been anything but terminal, her final chapter inscribed upon diagnosis. But when a gorgeous plot twist named Augustus Waters suddenly appears at Cancer Kid Support Group, Hazel's story is about to be completely rewritten.

INSIGHTFUL, BOLD, IRREVERENT, AND RAW, The Fault in Our Stars is an award-winning author John Green's most ambitious and heartbreaking work yet, brilliantly exploring the funny, thrilling, and tragic business of being alive and in love.


A minha opinião: Hazel Grace é uma adolescente de 16 anos com cancro terminal. O seu cancro sempre foi terminal desde o seu diagnóstico aos 13, mas ela sobrevive graças a um medicamento experimental que mantém o cancro latente. Contudo, o seu cancro da tiróide alastrou aos pulmões e ela tem de recorrer a uma botija de oxigénio para respirar e, de vez em quando, os seus pulmões enchem-se de fluido e ela tem de ser internada para intervenção cirúrgica. Ninguém sabe por quanto tempo o medicamento vai continuar a funcionar, mas ela não tem medo da morte, tem medo do impacto da sua morte nos seus pais.

Por considerar que Hazel está deprimida, a sua mãe insiste que ela frequente um grupo de apoio a vítimas de cancro. Ela detesta ir, mas vai só para fazer a vontade à mãe. A única coisa boa das reuniões é conviver com Isaac, um adolescente de 17 anos com um tipo raro de cancro que já lhe custou um olho. Eles comunicam por suspiros, e isso é a única coisa que que torna as reuniões suportáveis.

Um dia, Isaac leva um amigo à reunião para o apoiar, uma vez que o cancro voltou e ele vai perder o outro olho. O amigo, Augustus Waters, tem 17 anos e teve cancro nos ossos, o que lhe custou uma perna. Ele não tira os olhos de Hazel e tem um sentido de humor refinado, pelo que quando a convida para ir a casa dele ver um filme, ela acaba por aceitar.

Eles conversam bastante e percebem que têm muito em comum, ainda que a sua abordagem à vida (e à morte) seja muito diferente. Enquanto Hazel encara a morte como uma inevitabilidade, e a sua única preocupação seja o seu efeito nos que sobrevivem, Gus está determinado em aproveitar ao máximo o tempo que tem e a ver sempre o melhor de cada situação.

Acabam por combinar ler o livro favorito um do OUTRO. Enquanto o livro que Hazel lê, por ser o primeiro de uma série, a leva a ler os restantes imediatamente, Gus fica decepcionado ao perceber que An Imperial Affliction, sobre uma adolescente que tem cancro, termina a meio de uma frase, o que significa que é impossível saber o que aconteceu à protagonista.

Gus surpreende Hazel ao dizer-lhe que contactou a assistente do autor do livro, que vive em reclusão em Amesterdão desde a sua publicação, para tentar descobrir o final da história. E que este disse que contaria o final a Hazel, mas apenas pessoalmente. E claro que Gus usa o seu desejo da fundação Make-a-wish para conseguir lá ir com ela...

Por esta altura é bastante evidente que se estão a apaixonar um pelo outro, mas Hazel sabe que, a qualquer momento, o medicamento pode deixar de funcionar, e quer poupar o inevitável desgosto a Gus. Claro que ele não se deixa convencer...

A viagem a Amesterdão não corre exactamente como previsto, já que o autor se revela um homem amargo e sem compaixão, mas é definitiva para definir a relação entre eles.

Infelizmente, está é uma história de amor, não é um romance, e tudo o que acontece depois de regressarem aos Estados Unidos é de uma tristeza incomparável. Mas não deixa de ser real...

Gostei muito desta história e dos seus protagonistas. Achei-os muito reais. Parece-me bastante credível que adolescentes com a experiência de vida que eles têm sejam mais maduros e com uma profundidade de pensamento maior do que os outros miúdos da idade deles. É uma história triste, mas acaba por conter uma grande verdade. Ninguém sabe quanto tempo tem de vida, por isso o importante é aproveitar o tempo que se tem e cultivar as relações que realmente interessam. 


Classificação: 4

Fonte

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Opinião: "Cidades de Papel"

www.wook.pt/ficha/cidades-de-papel/a/id/15692826?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Paper Towns
Autor: John Green
Tradutor: António Carlos Andrade
Colecção: Noites Claras nº 16
Editor: Editorial Presença
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2013
ISBN: 9789722349963
Páginas: 344

Sinopse: Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. As suas personalidades não podiam ser mais opostas, e foram justamente a irreverência e o espírito de aventura de Margo que sempre seduziram um Quentin muito mais tímido e reservado. Agora que se reencontraram, nas vésperas do baile de finalistas da escola que ambos frequentam, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot. Um romance entusiasmante, sobre a liberdade, o amor e o fim da adolescência.

A minha opinião: Cidades de Papel foi a minha estreia com o autor John Green e tinha muita curiosidade em ler algo dele, sobretudo porque o sigo no twitter e no tumblr e ele tem um sentido de humor fantástico. Que, felizmente, transparece nesta história.

A história é-nos contada na primeira pessoa, e sempre na perspectiva de Quentin Jacobsen, Q para os amigos, e começa quando ele e a sua vizinha e amiga Margo Roth Spiegelman têm ambos 9 anos e, ao deambularem pelas ruas da urbanização onde vivem, encontram um cadáver, de um homem que se havia suicidado. Este é um acontecimento que os marca e os define, como se prova adiante.

No presente, Q é finalista do secundário e já entrou na faculdade e no curso que queria. Actualmente dá-se com os miúdos da Banda, pese embora não pertença à mesma, mas já não se dá com Margo Roth Spiegelman, que é agora uma das miúdas fixes. Claro que, para Q, ela é A miúda, pois o fraquinho que tinha por ela em miúdo não diminuiu nem um bocadinho com o passar do tempo.

Numa noite como tantas outras, Margo Roth Spiegelman surge à janela do quarto de Q, como costumava fazer quando eram miúdos, e pede-lhe que lhe dê boleia pois tem uma lista de 11 coisas a fazer essa noite e o seu pai tirou-lhe a chave do carro. Q acaba por concordar e acompanha Margo Roth Spiegelman no concretizar de uma série de tarefas cujo objectivo vai da vingança ao perdão, passando por um reconectar com Q, principalmente quando o leva ao topo de um edifício de onde têm uma vista privilegiada das cidades de papel, que é como Margo Roth Spiegelman chama às urbanizações que pululam por todo o lado nos subúrbios das cidades. Ao final da noite, Q têm esperança que o pouco tempo de secundário que lhes resta será diferente.

Mas, no dia seguinte, Margo Roth Spiegelman desapareceu. E se, ao início, ninguém parece dar muita importância ao facto (até porque já o havia feito várias vezes antes), a última noite que passou com ela e que, agora, começa a parecer-se bastante com a noite em que resolveu os seus assuntos inacabados, faz com que Q tema que Margo Roth Spiegelman tenha desaparecido para se suicidar. E, porque esta deixou pistas sobre o seu paradeiro, fica obcecado em encontrá-la.

Nessa sua cruzada, acaba por, inadvertidamente, destruir o fosso entre miúdos fixes e miúdos não fixes e por perceber muito sobre Margo Roth Spiegelman, sobre os seus amigos e sobre si próprio.

Gostei bastante da história, mas gostei ainda mais da escrita do autor. Os diálogos são fantásticos, assim como fantásticos são também alguns dos monólogos interiores de Q. É uma história sobre crescer, aceitar e lidar com a mudança, mas é sobretudo, a meu ver, uma história sobre amizade. Pois embora os supostos amigos de Margo Roth Spiegelman se tenham vindo a revelar completamente falsos (com uma excepção), os amigos de Q estiveram sempre lá para ele, ajudando-o na sua busca, mesmo que por vezes não a compreendessem. Por que é isso que os amigos fazem, ajudam-se uns aos outros, mesmo que às vezes não compreendam o porquê.

Uma nota final só para dizer que achei a revelação final do que são as cidades de papel completamente deliciosa, até porque a desconhecia. E fiquei curiosa por saber se em Portugal também existirão cidades de papel...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2014, TBR Pile 2014 e Monthly Motif Challenge 2014 (A Long Journey).