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segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Opinião: "A Soma de Todos os Beijos"

Título original: The Sum of All Kisses
Autor: Julia Quinn
Série: Smythe-Smith Quartet #3
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Julho de 2019
ISBN: 9789892345741
Páginas: 320


Sinopse: Ele acha-a enervante…
Se há coisa que Hugh Prentice não suporta é uma mulher teatral. Ele é um génio da matemática, um homem sério e pouco dado a dramatismos. Lady Sarah Pleinsworth representa tudo aquilo que ele detesta. Claro, ela até pode ter os seus encantos, mas depois do duelo que o deixou marcado para sempre, Hugh já desistiu de procurar o amor.

Ela acha que ele é doido varrido…
Sarah nunca perdoará Hugh pelo mal que causou à família dela. E mais, não quer ter NADA a ver com esse homem. E não, não é por causa do ferimento na perna, longe disso… é que ele é simplesmente de-tes-tá-vel! Mas quando ambos se veem forçados a passar uma semana juntos, depressa percebem que as primeiras impressões não são de fiar. E quando o primeiro beijo dá lugar ao segundo e ao terceiro, o brilhante matemático acaba por lhes perder a conta… e a jovem, por uma vez na vida, fica sem fala.

Terceiro volume do quarteto Smythe-Smith, A Soma de Todos os Beijos é uma obra hilariante e tremendamente romântica, bem ao estilo de Julia Quinn.


A minha opinião: Este livro é centrado em Hugh Prentice, figura central dos livros anteriores da série, já que é por causa do duelo entre ele e Daniel Smythe-Smith, na sequência do qual Hugh sofre uma lesão permanente na perna, que Daniel se vê forçado a deixar Inglaterra para evitar a fúria do pai de Hugh.

Agora temos a sua perspectiva desses acontecimentos e ficamos a saber que ele só se culpa a si mesmo, já que foi ele quem desafiou Daniel, e que julga não merecer estar na companhia de pessoas boas e decentes, já que não se considera uma delas.

Contudo, agora que Daniel regressou a Inglaterra e o parece ter perdoado, sente-se na obrigação de aceitar os convites não só para o casamento dele, mas também para o da prima dele, Honoria. O que significa que terá de socializar com Sarah Pleinsworth, que acha uma mulher francamente irritante.

Também Sarah não suporta Hugh, que culpa pelo facto de ainda ser solteira. Afinal, se não fosse o escândalo do seu primo Daniel, teria tido oportunidade de participar nas temporadas londrinas e, certamente, teria conseguido um pretendente.

Mas quanto mais tempo passam juntos, mais percebem que a ideia que tinham um do outro estava errada. Hugh não é irascível e vingativo como ela pensava, mas está em dor constante, que lhe serve de lembrança de como uma decisão impensada pode ter consequências devastadoras.

A Sarah é um bocadinho irritante, mas ele depressa percebe que, quando se trata de defender aqueles de quem gosta, é apaixonada e impulsiva.

Gostei do livro e até gostei do casal, mas não consigo gostar tanto destes primos como gosto dos irmãos Bridgerton. Falta aqui qualquer coisa, embora não consiga identificar exactamente o quê…


Classificação: 4


Enredos: inimigos a amantes, proximidade forçada, família.



domingo, 17 de outubro de 2021

Opinião: "Uma Noite Inesquecível"

Título original: A Night Like This
Autor: Julia Quinn
Série: Smythe-Smith Quartet #2
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Abril de 2018
ISBN: 9789892341774
Páginas: 320


Sinopse: Ela pode não ser quem todos pensam que é…. 

Mas Anne Wynter não se tem dado mal no papel de precetora de três meninas da sociedade. Não deseja ser o centro das atenções e muito menos participar no horroroso concerto anual da família Smythe-Smith, mas não tem alternativa. E nem a música infernal ofusca a mágica troca de olhares com o conde de Winstead. E, embora saiba que não há lugar na sociedade para um romance entre uma precetora e um nobre, Anne é incapaz de se conter…. 

Ele pode correr perigo de morte… 

Mas não é isso que vai impedir Daniel Smythe-Smith de se apaixonar. Fascinado pela enigmática Anne, está determinado a conquistá-la, nem que isso implique passar os seus dias com uma menina de dez anos que julga ser um unicórnio. Mas Daniel tem um inimigo disposto a tudo para o matar… e quando a segurança da sua amada é comprometida, o conde tudo fará para garantir um final feliz para ambos. 

Pleno de romance (e de peripécias, claro!), o segundo volume da série Quarteto Smythe-Smith vai derreter o coração dos fãs de Julia Quinn.


A minha opinião: Daniel Smythe-Smith regressa a Inglaterra do seu exílio de três anos na Europa na noite do concerto anual da família. Não querendo retirar o protagonismo à irmã e às primas, decide só revelar o seu regresso no final do concerto, mas esgueira-se para a porta da sala de concertos. Está ridiculamente feliz por estar de regresso a casa e tem saudades da família. Espreita com ternura a irmã mais nova, Honoria, as primas Iris e Daisy e, ao piano... Ele não reconhece a mulher sentada ao piano, mas de uma coisa tem certeza: não é sua prima!

Após o concerto, ele está determinado em encontrar a encantadora mulher e beijá-la. O que acaba por fazer. Infelizmente, é interrompido pela chegada de Honoria e de Marcus Holroyd, o seu melhor amigo. E quando os vê a beijarem-se, o instinto protector de irmão mais velho é mais forte do que ele e acaba por atacar Marcus.

A misteriosa mulher é Anne Wynter, a perceptora das suas primas, que se viu forçada a participar no concerto em substituição de Sarah, que fingiu estar doente. Quando a briga começou, ela escondeu-se na primeira sala que encontrou e agora está lá presa enquanto ouve a confusão que ocorre lá fora. É aí que percebe que o homem que deixou que a beijasse é o recém-regressado conde de Winstead. O que torna o que aconteceu ainda mais estúpido e perigoso. Se fossem descobertos, ela perderia o emprego e quaisquer futuras perspectivas... O que, no caso dela, seria ainda mais problemático, uma vez que ela já se encontra a fingir ser outra pessoa...

Mas Daniel está encantado e determinado em provar-lhe que o seu interesse é verdadeiro, e que não se importa com o facto de ela ser uma perceptora e ele um conde. Nem que, para isso, tenha de passar tempo com as três primas como desculpa para estar junto dela.

Contudo, parece que a ameaça que levou Daniel ao exílio não está afinal ultrapassada, e quando um ataque a ele acaba por colocar Anne em perigo, ele não hesitará em fazer tudo o que pode para a proteger.

Será um final feliz entre um conde e uma perceptora realmente possível? O que acontecerá quando Daniel descobrir que Anne não é quem diz ser e o motivo que a levou a fingir ser outra pessoa? E conseguirá Daniel eliminar a ameaça, não só à segurança, mas também à felicidade de ambos?

Gostei bastante desta história, mas faltou-lhe qualquer coisa. Talvez intensidade. Ainda que goste dos Smythe-Smith, ficam um bocadinho aquém dos Bridgerton... Adorei, porém, a paciência do Daniel com as três primas e a forma como alinhou em todas as actividades só para poder passar tempo com Anne. Estou muito curiosa com o próximo livro...


Classificação: 4


Enredos: classes diferentes, identidade falsa, família, perigo, amor à primeira vista.



quinta-feira, 30 de abril de 2020

Opinião: "Um Pedacinho de Céu"

Título original: Just Like Heaven
Autor: Julia Quinn
Série: Smythe-Smith Quartet #1
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Abril de 2017
ISBN: 9789892338460
Páginas: 344


Sinopse: Quem conhece Honoria Smythe-Smith sabe que, para lá das suas inúmeras qualidades, a jovem tem algumas... enfim... particularidades, nomeadamente:
1. É uma entusiástica (e péssima!) violinista
2. Fica fora de si sempre que alguém diz “Bicho”
3. NÃO está apaixonada (não está!) pelo melhor amigo do irmão

Já Marcus Holroyd, conde de Chatteris, é o seu oposto. É um rapaz tímido e responsável, mais conhecido por:
1. Ser lamentavelmente dado a entorses do tornozelo
2. Carregar o fardo de ser um dos solteirões mais cobiçados
3. NÃO estar (de todo!) apaixonado pela irmã do melhor amigo

Juntos...
1.São grandes amigos
2. Comem quantidades escandalosas de bolo de chocolate
3. Sobrevivem ao pior espetáculo musical do mundo

Julia Quinn tem para eles planos que incluem...
1. Uma febre mortífera
2. Momentos (muito!) embaraçosos
3. Um final desesperadamente romântico


A minha opinião: Devo começar por dizer que me sinto enganada! O casal protagonista de Once Upon a Tower de Eloisa James vai ao casamento de Honoria e Marcus, os protagonistas deste livro, motivo pelo qual fui logo ler este livro a seguir, julgando que os iria reencontrar. Infelizmente, isso não acontece, pois a autora não inclui o casamento... 

Tirando isso, adorei tudo neste livro. As Smythe-Smith podem não ser os Bridgertons, mas são igualmente encantadoras! E adorei o facto da acção ser simultânea à da série anterior. Neste caso, passa-se na mesma altura em que Colin regressa a Inglaterra. 

Honoria Smythe-Smith está desesperada por casar, não só porque é a única forma de deixar de actuar no quarteto da família, mas também porque a sua mãe se quer mudar para Bath e Honoria quer uma família própria, numerosa e barulhenta. Já não é a sua primeira temporada, mas embora tenham havido potenciais interessados, nunca recebeu nenhuma proposta. 

Honoria não sabe, mas o responsável por não ter tido propostas é Marcus Holroyd. Marcus é o melhor amigo de Daniel, o irmão de Honoria, e conhece-a desde que ela tinha 6 anos e tentava desesperadamente ser incluída nas brincadeiras deles. Quando Daniel é forçado a deixar Inglaterra faz Marcus prometer que não deixará a irmã casar com um idiota. E ele leva as suas promessas muito a sério... 

Eles reencontram-se quando ela vai passar uns tempos na casa de campo dos pais de uma amiga, que são vizinhos de Marcus. Quando ele torce o tornozelo por causa dela, ela sente-se terrivelmente responsável. E insiste em ir visitá-lo com a amiga para garantir que está bem. Mas quando, ao regressarem a casa desta, a amiga declara que estarão casados até ao final da temporada, Honoria percebe que já não pensa em Marcus como se fosse um irmão e, assustada, regressa a Londres. 

Contudo, recebe uma mensagem urgente da governanta de Marcus informando-a que ele piorou bastante e não descansa enquanto não convence a mãe a viajar para lá. Quando chegam a situação é pior do que ambas podiam imaginar, mas parece ser exactamente o que a sua mãe precisava. Ela pode não conseguir fazer nada para ajudar o filho, mas fará tudo o que puder para salvar o seu melhor amigo. Quanto a Honoria, ela só sai da cabeceira da cama de Marcus quando este está fora de perigo. 

Marcus nunca teve ninguém que realmente se preocupasse com ele, o que torna a devoção de Honoria ainda mais importante para si. Mas, à medida que começa a recuperar, vai-se apercebendo que o que sente por ela não é apenas gratidão. E que há muito que deixou de pensar nela como a irmãzinha de Daniel... Agora só precisa de a convencer que é ele o homem certo para ela! 

Pelo meio ainda há um concerto tão atribulado como desafinado, um regresso muito esperado, uma briga, uma reconciliação e uma declaração muito pública de alguém muito tímido. 

Um excelente começo de uma série que promete. Mal posso esperar por saber o que a autora reservou para as restantes "artistas" do quarteto. 


Classificação: 5


Fonte

domingo, 28 de julho de 2019

Opinião: "Os Bridgerton Felizes Para Sempre"

Título original: The Bridgertons: Happily Ever After
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #9
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Outubro de 2016
ISBN: 9789892336732
Páginas: 304


Sinopse: ERA UMA VEZ UMA FAMÍLIA MUITO ESPECIAL…

Sob a batuta de uma matriarca formidável, os Bridgerton são mais do que uma família, eles são uma força da natureza. Ao longo de oito romances, leitores de todo o mundo riram à gargalhada, emocionaram-se, choraram e apaixonaram-se por estes oito irmãos, pelos seus tios e tias, sogras, sobrinhos e amigos (sem esquecer o cão obeso). De tal forma que, no final, todos os leitores ansiaram por mais.

E perguntaram à autora…

E agora? O que acontece a seguir? O Simon lê as cartas do pai? A Francesca e o Michael têm filhos? Quem consegue a desforra no jogo de palamalho?

Será que o “Fim” tem mesmo de ser o fim?

Também Julia Quinn ansiava responder a estas e outras questões. Por isso, decidiu continuar. Tudo o que ficou por contar é agora revelado em Os Bridgerton: Felizes Para Sempre… até mesmo a história secreta por detrás do amor perfeito de Violet Bridgerton.

Até sempre, Bridgertons!


A minha opinião: Depois de acompanharmos os amores e desamores dos oito irmãos Bridgerton, Julia Quinn resolveu dar aos seus fãs um miminho sob a forma de oito segundos epílogos, um para cada um dos livros da série, bem como uma pequena novela sobre os pais Bridgerton, Violet e Edmund.

Gostei muito de os ler, se bem que o meu preferido foi mesmo a novela sobre a história de amor que deu início a tudo, a história de Violet e Edmund.

Crónica de Paixões & Caprichos - ficamos a saber o conteúdo das cartas do pai de Simon, e porque motivo ele resolveu lê-las. Gostei muito de rever o Simon e a Daphne, bem como a sua prole. Também temos um vislumbre do Colin e da Penelope e dos filhos deles.

Peripécias do Coração - quem não se lembra do infame jogo de palamalho? Pois bem, não é por estarem casados e se amarem que Anthony e Kate deixaram de ser competitivos... Aliás, o jogo, com todos os jogadores originais, é agora um acontecimento anual. E continua tão divertido como o original!

Amor e Enganos - nesta versão da Cinderela, apenas uma das irmãs era malvada. Posy não só era boa, como foi fundamental para o final feliz de Benedict e Sophie. Por isso a autora achou que também ela merecia um final feliz. Eu também acho. E gostei muito de o ler.

A Grande Revelação - o título em Português diz tudo: neste livro é revelada a identidade da infame Lady Whistledown. Contudo, porque a revelação só é feita no final do livro, nunca assistimos à reacção de Eloise ao saber. E é isso que a autora nos dá neste epílogo.

Para Sir Phillip, Com Amor - quando casou com Phillip, Eloise tornou-se madrasta dos gémeos Amanda e Oliver. Adversários à altura dela, se alguém lhes iria conseguir dar a volta, seria Eloisa. Conseguiu, e bem. Aqui acompanhamos Amanda, na primeira pessoa, e já adulta, enquanto esta se apaixona.

A Bela e o Vilão - o meu livro preferido da série só poderia ter um segundo epílogo que respondesse à questão que motivou a sua história: conseguiria Francesca ter, finalmente, o filho que tanto desejava? Este deixou-me de coração apertadinho... Mas fiquei tão feliz pela Francesca e pelo Michael no final!

Aquele Beijo - Hyacinth e Gareth juntam-se porque buscam diamantes escondidos na casa dele. No final, é a filha deles que os encontra, mas volta a escondê-los onde os encontrou nunca tendo revelado que os encontrara. Neste segundo epílogo ficamos a saber que Hyacinth nunca desistiu de os procurar...

A Caminho do Altar - o segundo epílogo começa onde o primeiro termina: com Lucy a dar à luz pela última vez. São gémeas e o parto é difícil. E se as meninas nascem saudáveis, Lucy tem complicações pós-parto. Felizmente Hyacinth está lá para apoiá-la e a Gregory. Obviamente que o final é feliz, mas o percurso é complicado.

O Amor Perfeito de Violet - a história de como Violet e Edmund Bridgerton se conheceram e se apaixonaram. Também assistimos à morte precoce de Edmund, o nascimento de Hyacinth, temos um vislumbre do baile onde Benedict conhece Sophie (e onde percebemos que os irmãos Bridgerton são tão protectores da mãe como eram das irmãs) e uma cena final onde Violet confidencia a Daphne que, embora tenha sentido sempre a falta do marido, foi e continua a ser feliz, com os filhos e os muitos netos!


Classificação: 4

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Opinião: "A Caminho do Altar"

Título original: On the Way to the Wedding
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #8
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Maio de 2016
ISBN: 9789892335292
Páginas: 400


Sinopse: Gregory Bridgerton procura a sua alma gémea. Acredita fervorosamente no amor verdadeiro, por isso não tem dúvidas de que saberá reconhecer a mulher da sua vida com facilidade. E, de facto, ao conhecer Hermione Watson, o jovem fica rendido.

Mas, oh... que tragédia!, a estonteante Hermione está apaixonada por outro. É aí que entra Lucy Abernathy, a melhor amiga dela, sempre disposta a ajudar. Mesmo quando percebe que ela própria sucumbiu ao incurável romantismo de Gregory.

Infelizmente, existe um outro “mas”... Pois Lucy está noiva, e tenciona colocar a honra acima dos seus sentimentos. Quanto a Gregory, no momento em que finalmente compreende que os desígnios do coração são mais intrincados do que pensava, já a sua amada vai a caminho do altar. Será que é demasiado tarde?

A Caminho do Altar é o oitavo volume da deliciosa série protagonizada pela família Bridgerton.


A minha opinião: Depois de ver os seus sete irmãos apaixonarem-se perdidamente, Gregory Bridgerton sabe que, mais tarde ou mais cedo, irá encontrar a mulher da sua vida. E, ao contrário dos irmãos Anthony e Colin, que lutaram afincadamente contra o destino, Gregory mal pode esperar por encontrar o amor. E agora, finalmente, encontrou-o. Assim que vê Hermione Watson sabe que encontrou a mulher com quem irá casar...

Mas Hermione tem muitos pretendentes e trata-o com a mesma indiferença com que trata os outros. Contudo, a melhor amiga dela, Lucy Abernathy, reconhece as qualidades de Gregory e oferece-se para o ajudar a cortejar Hermione. Lucy é uma rapariga prática que não acredita no amor. O que é bom, porque o tio lhe arranjou um noivado com um conde dez anos mais velho... Mas o romantismo de Gregory parece ser contagioso e a verdade é que, quanto mais tempo passa com ele enquanto planeiam aproximá-lo de Hermione, mais ela começa a questionar o seu futuro...

Hermione, no entanto, parecia só estar à espera do pretendente certo e, quando ele aparece, acaba por ser apanhada numa situação compremetedora... O que significa que as ilusões de Gregory são, para sempre, estilhaçadas. Mas, então, porque é que ele não se sente pior? Será que a mulher certa para ele é, afinal, Lucy? Ela retribui os seus sentimentos, porém, está comprometida com outro, e Lucy sempre foi uma mulher honrada. Conseguirá Gregory convencê-la a dar uma oportunidade a ele e ao amor?

Uma história com os Bridgerton é sempre boa, mas confesso que os livros do Gregory e da Hyacinth não me satisfizeram tanto como os anteriores. Talvez porque, como são os mais novos, sempre que apareciam nos livros dos irmãos eram ainda crianças e eu sinto que não os conheço tão bem...


Fonte

Tenho de fazer um reparo à capa da edição portuguesa: depois de terem usado uma modelo loura para a capa do anterior, agora que realmente faria sentido uma loura, já que é essa a cor do cabelo da Lucy, puseram uma morena...


Classificação: 5

sábado, 14 de julho de 2018

Opinião: "Aquele Beijo"

Título original: It's In His Kiss
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #7
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Agosto de 2015
ISBN: 9789892332093
Páginas: 352


Sinopse: Gareth St.Clair vive momentos difíceis. Após a morte do irmão, passa a ser o único herdeiro da fortuna do pai. Infelizmente, o ódio deste por Gareth é tanto que prefere desbaratar o seu património a vê-lo nas mãos do filho. Resta-lhe como legado um velho diário, escrito pela avó paterna, que poderá conter os segredos do seu passado e a chave para o seu futuro. O único problema é que… o diário foi escrito em italiano, uma língua que o jovem não domina de todo.
Por um golpe de sorte, Gareth conhece Hyacinth Bridgerton, a mais jovem menina do conhecido clã, que nunca recusa um desafio, embora o seu italiano deixe muito a desejar. Além disso, Gareth intriga-a, pois parece estar sempre a rir-se dela. Juntos, embrenham-se nas páginas do velho diário, mas aquilo que vão descobrir transcende as palavras escritas em papel, e manifesta-se sob a forma de um simples - mas inesquecível - beijo…


A minha opinião: Não é fácil ser a irmã mais nova dos Bridgerton. Que o diga Hyacinth Bridgerton... Não só é a mais nova de oito irmãos, como quatro deles são homens... Ainda por cima nunca conheceu o pai, já que a mãe estava grávida dela quando ele morreu. Hyacinth cresceu, assim, superprotegida por toda a família, mas isso não a impediu de herdar a famosa rebeldia dos Bridgerton...

Tal como a sua irmã Eloise, Hyacinth é inteligente, obstinada, desbocada e irrequieta, tudo qualidades que a colocam firmemente fora da lista de noivas potenciais para os lordes em busca de mulher. Contudo, Hyacinth herdou também a bondade da família e Lady Danbury é, para além da sua família, uma das suas pessoas favoritas. E é por isso que a vai visitar todas as semanas para lhe ler. E é numa dessas visitas que conhece o neto dela, Gareth St.Clair.

Gareth sempre teve uma relação difícil com o pai, mas agora que o seu irmão morreu e ele passou a ser o único herdeiro, essa relação complicou-se ainda mais. Tendo herdado o diário da sua avó paterna, tem esperança de encontrar nele a resposta para segredos do passado e, talvez também para o seu futuro. O problema é que o diário foi escrito em italiano, língua que ele não domina. E é quando visita a avó materna, Lady Danbury, que conhece Hyacinth que, nunca voltando costas a um desafio, aceita traduzir-lhe o diário. Só há um pequeno senão... Hyacinth não é tão fluente a italiano como deu a entender...

A tradução do diário converte-se numa caça ao tesouro o que força Gareth e Hyacinth a conviverem fora dos normais círculos sociais. E a verdade é que Gareth intriga Hyacinth, pois ele não parece intimidado pela inteligência e perspicácia dela. Aliás, parece até apreciar tanto essas qualidades nela como aprecia uma boa troca de comentários mordazes entre ambos. E é o primeiro homem capaz de a deixar sem palavras...

Gareth tem a reputação de ser tão bonito quanto é perverso e, certamente, não está à procura de mulher. Mas Hyacinth não é como nenhuma mulher que já conheceu. Ela não finge ser quem não é para tentar arranjar marido, pelo contrário, ela diz o que tem a dizer quando o tem a dizer, sendo completamente desprovida de filtro. E é tão bela quanto inteligente e Gareth adora quando consegue provocá-la e deixá-la sem resposta...

Julia Quinn não desaponta e Aquele Beijo, como os anteriores da série, é um livro fantástico. Mas é também, pelo menos até aqui, o livro mais leve. Nem Hyacinth nem Gareth são personagens particularmente atormentados e não há propriamente uma grande dificuldade que tenham de ultrapassar. São ambos jovens que se apaixonam no decorrer de uma aventura e foi divertido acompanhá-los.

Agora só me resta saber o que a autora reservou para o Gregory...

Fonte

Uma nota final para capa da edição portuguesa: quem é que é suposto ser a loura da capa? É que a Hyacinth, como todos os seus irmãos, tem cabelo castanho... E não me lembro de ela ter um cão...


Classificação: 5

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Opinião: "A Bela e o Vilão"

Título original: When He Was Wicked
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #6
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Março de 2015
ISBN: 9789892329239
Páginas: 352

Sinopse: Libertino. Devasso. Debochado. Três adjetivos que podiam descrever Michael Stirling na perfeição. Bem conhecido nas festas londrinas, quer desempenhasse o papel de sedutor ou o papel de seduzido, uma coisa era certa: nunca entregava o coração. Ele teria até acrescentado a palavra “pecador” ao seu cartão de visita se não achasse que isso mataria a pobre mãe.
Mas ninguém é imune ao amor. Quando a seta de cupido atinge Michael, dá início a uma longa e tortuosa paixão – pois o alvo dos seus afetos, Francesca Bridgerton, tem casamento marcado com o seu primo.
Mas isso foi antes. Agora, Francesca está novamente livre. Infelizmente, ela vê Michael apenas como um ombro amigo – até à fatídica noite em que lhe cai inocentemente nos braços, e a paixão se revela mais poderosa e intensa do que o mais perverso dos segredos…

A minha opinião: E heis que tenho um novo favorito nesta série! A Célia do Estante de Livros já me tinha dito que eu ia gostar, e não estava enganada...

Por isso, vou já despachar os reparos à edição portuguesa para poder passar a fangirlar:
  1. Mas que raio de título é este? É suposto o Michael ser o vilão? Porque não é. Nem sequer faz sentido usar essa palavra no contexto da história... Qual era o mal de "Quando Ele Era Perverso?"
  2. A capa é bonita, mas seria mais adequada a um romance contemporâneo. Mas não é a pior...
A história tem início depois dos eventos de Amor e Enganos. Francesca casou-se com o homem que ama, John Stirling, o Conde de Kilmartin. E foi nessa noite que Michael Sterling, o primo de John, conheceu a mulher por quem se apaixonou. Infelizmente, essa mulher é Francesca... E assim começa o tormento de Michael, que adora o primo e usa outras mulheres para tentar esquecer Francesca, mas sem sucesso. Os três acabam por formar um trio inseparável e Francesca e Michael tornam-se grandes amigos. Mas apenas dois anos depois de casarem, John morre durante o sono.

Francesca está grávida, mas perde a criança, o que significa que Michael é agora o Conde de Kilmartin... Mas quando todos esperam que ele ocupe o lugar do primo, inclusive Francesca, o peso da culpa por estar a roubar a vida do primo é demasiado e ele foge para a Índia.

Quatro anos depois, Michael regressa a Londres e descobre que nem o tempo nem a distância foram suficientes para diminuir o seu amor por Francesca. Mas quando ela lhe comunica a sua intenção de voltar a casar, pois quer ter filhos, Michael percebe que o seu pesadelo está só a começar...

Francesca sentiu a falta de Michael. Afinal, ela não perdeu só o marido, perdeu também o melhor amigo. E nunca percebeu porquê... E agora que ele está de volta ela começa a reparar nele de uma forma que nunca antes tinha feito. Mas ela não pode pensar no primo do falecido marido dessa forma, pois não?

E é precisa uma ajudinha do mais improvável dos cupidos, Colin Bridgerton, que por esta altura está com os seus próprios problemas (a acção é simultânea à de A Grande Revelação), para que estes tolinhos finalmente se entendam.

Adorei tanto esta história! O Michael é um protagonista fantástico que na verdade nunca faz justiça à sua reputação de perverso (tirando, talvez, na cama) e a Francesca é uma mulher forte, apaixonada e decidida, que adora a família, mas tem noção de que é diferente. Eles entendem-se tão bem e complementam-se de uma forma fantástica. Eu adoro histórias de amor entre amigos, e esta definitivamente vai para o top!

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Opinião: "Para Sir Phillip, Com Amor"

www.wook.pt/ficha/para-sir-phillip-com-amor/a/id/15840317?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: To Sir Phillip, With Love
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #5
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Julho de 2014
ISBN: 9789892327785
Páginas: 336

Sinopse: Sir Phillip sabia que Eloise Bridgerton tinha 28 anos e era, pois claro, uma solteirona. Foi por isso mesmo que pediu a sua mão em casamento. Sir Phillip partiu do princípio de que Eloise estaria desesperada por casar e não seria exigente ou caprichosa. Só que… estava enganado. No dia em que ela lhe aparece à porta, torna-se óbvio que é tudo menos modesta e recatada. E quando Eloise finalmente pára de falar, ele percebe, rendido, que o que mais deseja é… beijá-la.
É que, quando recebeu a tão inesperada proposta, Eloise ficou perplexa. Afinal, nem sequer se conheciam pessoalmente. Mas depois… o seu coração levou a melhor e quando dá por si está numa carruagem alugada, rumo àquele que pensa poder ser o homem dos seus sonhos. Só que… estava enganada. Embora Sir Phillip seja atraente, é certo, é também um bruto, o oposto dos gentis cavalheiros que a cortejam em Londres. Mas quando ele sorri… e quando a beija… o resto do mundo evapora-se e Eloise não consegue evitar a pergunta: será que este pesadelo de homem é, afinal, o homem dos seus sonhos?

A minha opinião: E depois da forma como o livro anterior da série termina, não podia esperar muito tempo até ler o seguinte...

Uma vez mais, começo com os reparos que, desta feita, até são bastante positivos:
  1. Pela primeira vez o título está bem traduzido! E não é tão lindo?
  2. Adoro a capa! Não sendo a minha capa favorita de sempre é, sem dúvida, a minha capa favorita da série. É bonita, elegante e ajusta-se à época na qual se passa a história.
  3. Infelizmente, e como já tinha referido na minha opinião do livro anterior, foi sol de pouca dura...

A história tem início imediatamente após o final de A Grande Revelação, no qual ficamos a saber que Eloise está desaparecida. E sabemos agora o que lhe aconteceu e porque motivo andava tão misteriosa... A verdade é que o casamento da sua melhor amiga Penelope com o seu irmão Colin forçou Eloise a repensar seriamente a sua vida e o seu futuro. Tendo rejeitado oito propostas de casamento, e aos 28 anos, Eloise estava de certo modo conformada com o seu destino de solteirona. Mas sempre imaginou esse futuro partilhado com Penelope e agora percebe que terá, afinal, de o enfrentar sozinha, o que não lhe agrada mesmo nada.

A solução surge no inesperado pedido de casamento por parte de Sir Phillip Crane, o viúvo da prima de Eloise, e com o qual ela se começou a corresponder há um ano, quando lhe escreveu a dar as condolências. Progressivamente a correspondência entre ambos passou a ser mais pessoal e, de certa forma, Sir Phillip fez a corte a Eloise através das suas cartas. Embora não se conheçam pessoalmente, Eloise decide que um casamento assente em companheirismo e respeito mútuo é melhor que nada e parte em segredo para o Gloucestershire, para a propriedade de Sir Phillip, para averiguar se quer ou não aceitar a proposta dele.

Sir Phillip já teve um casamento sem amor e agora pretende apenas encontrar uma mãe para os seus filhos e alguém que lhe governe a casa e foi nesse sentido que propôs casamento a Eloise. Nunca lhe passou pela cabeça que esta lhe aparecesse em casa sem avisar que vinha, nem que fosse tão directa e desbocada. E muito menos que se sentisse tão atraído por ela...

Também Eloise se sente atraída por Sir Phillip, ainda que este não corresponda em nada à versão que havia idealizado dele. Para começar tem dois filhos gémeos que nunca havia mencionado nas suas cartas. Não que isso importe muito, Eloise gosta de crianças e está habituada aos seus sobrinhos, mas pertencendo a uma família amorosa, não deixa de estranhar a relação fria e distante de Phillip com os filhos. Que, obviamente, tem uma explicação, mas que Phillip insiste em não fornecer imediatamente.

Os planos de Eloise de descobrir por ela se o casamento com Phillip é algo que pretende ou não fazer são gorados quando os quatro manos Bridgerton invadem a propriedade de Phillip e, bem, podem imaginar o caos que se segue, não é?

Gostei bem mais deste livro do que do anterior, embora não tenha destronado os meus favoritos. Mas gostei de ver a Eloise a ter o seu final feliz, gostei da personagem do Phillip e adorei os seus filhos. E fiquei a gostar ainda mais da Violet, a matriarca da família Bridgerton, por quem tenho agora ainda mais admiração e respeito!

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2015 e Mount TBR 2015.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Opinião: "A Grande Revelação"

www.wook.pt/ficha/a-grande-revelacao/a/id/15424313?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Romancing Mister Bridgerton
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #4
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Janeiro de 2014
ISBN: 9789892325279
Páginas: 376

Sinopse: O coração de Penelope Featherington sofre por Colin Bridgerton há… não pode ser!?? ...mais de dez anos?

Sim, essa é a triste verdade. Dez anos de uma vida solitária e enfadonha, animada apenas por devaneios apaixonados. Dez ingénuos anos em que julga conhecer Colin na perfeição. Mal ela sabe que o segredo que o seu amado esconde é a prova do quanto ele é muito (mesmo muito) mais do que aparenta…

Por seu lado, Colin está cansado da sua fama de mulherengo e irritado por ver o seu nome surgir constantemente na coluna de mexericos de Lady Whistledown. De regresso a Londres após uma temporada no estrangeiro, ele está decidido a mudar as coisas. Mas vai ser a realidade (ou melhor, Penelope) a surpreendê-lo… e de que maneira! Simultaneamente intimidado e atraído, Colin terá de perceber se ela é a sua maior ameaça ou o seu final feliz.

ps: sustenham a respiraçã, caras leitoras, este livro contém a chave do segredo mais bem guardado da sociedade londrina.

A minha opinião: Para não fugir do normal com esta série, começo já com os desabafos, para poder passar às partes boas:
  1. O título melhorou bastante em relação aos anteriores. Está apropriado, sim senhor. Mas mesmo assim não gosto. Acaba por dar logo a perceber de que revelação se trata assim que começamos a ler e isso não acontece com o título original. E não era tão mais bonito "Romanceando Mister Bridgerton"?
  2. Continuo a não ser fã das capas. Ainda que desta vez tenham acertado com a cor de cabelo da protagonista, não consigo ver a Penelope naquela modelo...
E agora cito o que escrevi na minha opinião do livro anterior:
Felizmente, e a julgar pela edição recente do quinto livro da série, fez-se luz na editora. Esperemos que seja para continuar...
Pois, parece que não porque já saiu o sexto livro da série e parece que voltámos ao mesmo...

A história tem início sensivelmente sete anos depois de Amor e Enganos. Penelope e Eloisa são agora consideradas solteironas e já não se espera delas que venham a arranjar marido. O que não incomoda minimamente Penelope já que esta sempre soube que o único homem com quem se poderia casar é o homem por quem se apaixonou aos dezasseis anos: Colin Bridgerton. E ele sempre a tratou como uma irmã...

Colin tem viajado pelo mundo nesses sete anos e só muito raramente regressa a casa e sempre por breves períodos de tempo. Neste momento está de regresso e, na primeira vez que se reencontram, numa festa em Bridgerton House, rapidamente constatam que a amizade entre ambos continua forte. E é nessa mesma festa que Lady Danbury se lembra de lançar o desafio de oferecer mil libras à pessoa que desmascarar Lady Whistledown (a autora das Crónicas da Sociedade que iniciam cada um dos capítulos).

A partir daí instala-se a loucura na sociedade londrina, com todos a tentarem perceber quem é, na verdade, Lady Whistledown. E, no meio de toda essa loucura, e incentivada por Lady Danbury, Penelope começa a sair da casca e a tornar-se mais assertiva e sem rodeios. E Colin começa a reparar que há muito mais em Penelope do que aquilo em que havia reparado... E que lhe é impossível parar de reparar nela e de a admirar. E não pode deixar de se perguntar como é que demorou tanto tempo a reparar no que sempre esteve à sua frente?

Do que tenho lido por aí, este é o livro preferido da série para muita gente, mas não é o meu. Não que não tenha gostado, adorei (o pior livro de Julia Quinn continua a ser melhor que a maioria...), mas o meu preferido, até agora, continua a ser Peripécias do Coração. Mas percebo porque tanta gente o adora, Colin e Penelope são um casal tão fofinho e a mudança no Colin é suficiente para pôr qualquer uma a suspirar... Contudo, apesar de ser um romance apaixonado, achei-o pouco sensual, pois só tem uma cena mais caliente e eu gostava que tivesse mais.

Mais uma vez a autora dá-nos um cheirinho do que aí vem e mal posso esperar para conhecer a história de Eloise...

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2015 e Mount TBR 2015.

domingo, 24 de agosto de 2014

Opinião: "Amor e Enganos"

www.wook.pt/ficha/amor-e-enganos/a/id/14875278?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: An Offer From a Gentleman
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #3
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Abril de 2013
ISBN: 9789892323060
Páginas: 384

Sinopse: Sophie Beckett tinha um plano ousado: fugir de casa para ir ao famoso baile de máscaras de Lady Bridgerton. Apesar de ser filha de um conde, ela viu todos os privilégios a que estava habituada serem-lhe negados pela madrasta, que a relegou para o papel de criada. Mas na noite da festa, a sorte está do seu lado. Sophie não só consegue infiltrar-se no baile como conhece o seu Príncipe Encantado. Depois de tanto infortúnio, ao rodopiar nos braços fortes do encantador Benedict Bridgerton, ela sente-se de novo como uma rainha. Infelizmente, todos os encantamentos têm um fim, e o seu tem hora marcada: a meia-noite. Desde essa noite mágica, também Benedict se rendeu à paixão. O jovem ficou até imune aos encantos das outras mulheres, exceção feita... talvez... aos de uma certa criada, que ele galantemente salva de uma situação desagradável. Benedict tinha jurado tudo fazer para encontrar e casar com a misteriosa donzela do baile, mas esta criada arrebatadora fá-lo vacilar. Ele está perante a decisão mais importante da sua vida. Tem de escolher entre a realidade e o sonho, entre o que os seus olhos veem e o que o seu coração sente. Ou talvez não...

A minha opinião: Deixem-me já despachar os desabafos, para poder passar às partes boas:
  1. Os títulos da série continuam do piorio... A sério, qual era o problema com "Uma Oferta de um Cavalheiro"?
  2. As capas são o horror! Não só não remetem para a época, como nem sequer representam a heroína que, adivinhem lá, é loura!
Felizmente, e a julgar pela edição recente do quinto livro da série, fez-se luz na editora. Esperemos que seja para continuar...

Em relação à história propriamente dita, é uma espécie de retelling da Gata Borralheira e a autora mantém o nível a que já nos habituou nos livros anteriores. Sophie é a filha ilegítima de um conde que a criou como sua protegida e que morreu poucos anos depois de ter casado com uma viúva já com duas filhas. A madrasta só ficou a saber da existência de Sophie depois do casamento e odeia-a desde então. Após a morte do conde, vê-se obrigada a manter Sophie com ela por forma a herdar, mas finge que o faz por bondade e Sophie passa a ser uma criada da casa. Na verdade, passa a ser uma escrava, pois não só não recebe pagamento pelo seu trabalho, como também não tem alternativa, uma vez que não tem outro sítio para onde ir...

No dia do baile de máscaras dos Bridgerton, ao qual a madrasta e as meias-irmãs irão, o pessoal da casa resolve proporcionar a Sophie uma noite da vida que devia ter tido e, com um vestido que pertencia à sua avó, uma máscara e sapatos da madrasta, Sophie atende o baile. Aí imediatamente chama a atenção de Benedict Bridgerton e passa uma noite encantada com ele. Mas à meia-noite todos tiram a máscara e Sophie vê-se forçada a fugir, deixando Benedict apenas com as recordações e uma das suas luvas.

Quando a luva acaba por levar Benedict a casa de Sophie, a sua madrasta junta os pontos e gera-se uma situação insuportável para Sophie que se vê forçada a fugir.

Dois anos depois, Sophie está a trabalhar numa casa de campo, na qual Benedict se encontra numa festa, e este salva-a do assédio do filho do patrão e leva-a para a sua casa no campo. Claro que não a reconhece o que, por um lado é um alívio, mas por outro é uma enorme mágoa para Sophie, para quem as memórias daquela noite foram a única coisa a que se pôde agarrar naqueles dois anos.

Benedict garante a Sophie que lhe arranjará trabalho na casa da mãe quando voltarem à cidade, mas Sophie não tenciona voltar para não correr o risco de reencontrar a madrasta ou as meias-irmãs. Mas quando Benedict adoece, Sophie não consegue deixar de ficar e cuidar dele. E quanto mais tempo passam juntos, mais Benedict se interroga se não será tempo de desistir de vez da mulher misteriosa do baile...

Não tendo sido o meu livro favorito da série, dos que li até agora, é ainda assim, mesmo muito bom. O Benedict é muito apaixonado e muito protector, como já tinha dado para perceber nos livro anteriores, e quando finalmente decide aquilo que quer, não há nada que o pare. O próximo livro é a história do Colin, que também dá um arzinho da sua graça aqui, e que tenho mesmo muita curiosidade para ler, especialmente considerando a forma como este livro termina...

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2014 e TBR Pile 2014.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Opinião: "Peripécias do Coração"

Título original: The Viscount Who Loved Me
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #2
Tradutor: Ana Álvares
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Setembro de 2012
ISBN: 9789892320144
Páginas: 384
Origem: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: A sensata Kate Sheffield está decidida a encontrar para a sua meia-irmã Edwina um marido de reputação impecável. Mal ela sabe que o visconde Anthony Bridgerton já traçou um plano... que inclui a belíssima jovem! E ele não está habituado a ser contrariado... Embora Anthony seja o solteirão mais cobiçado da temporada, a sua reputação de mulherengo perturba Kate. Ela terá de agir rapidamente, pois Edwina vê com muito bons olhos os avanços do visconde. Mas Edwina fez uma promessa que não está disposta a quebrar: nunca casará sem a bênção de Kate. Cabe, pois, a Anthony convencer aquela que (espera) será a sua futura cunhada. Ele é um homem determinado e seguro de si... e não contava encontrar uma adversária à sua altura. Frente a frente, Kate e Anthony apercebem-se de que têm mais em comum do que imaginaram. Mas o que os une ameaça separá-los para sempre.

A minha opinião: Ai, o que eu gosto desta família! Já tinha adorado o primeiro livro, mas acho que ainda gostei mais deste.

O Anthony já tinha dado um ar da sua graça em Crónica de Paixões & Caprichos e já lhe tinha achado um piadão no seu papel de irmão mais velho e super-protector. Mas agora ficamos a saber o porquê de ele ser assim, como a morte do pai o marcou profundamente e lhe enraizou o sentido de responsabilidade pela família. A história passa-se cerca de um ano após Crónica de Paixões & Caprichos e Anthony decide que é tempo de casar e conceber o herdeiro que dará continuidade ao título. Qualquer mulher lhe serve, pois não tem qualquer intenção de se apaixonar, por isso escolhe a sensação da temporada, Edwina Sheffield, para futura esposa. Só há um problema, Edwina só casará com alguém aprovado pela sua irmã Kate, e Kate nunca deixará a irmã casar com um libertino como Anthony...

Assim que Anthony e Kate se conhecem embirram logo um com o outro e, como são ambos muito teimosos, ambos juram conseguir atingir o seu objectivo: Anthony, casar com Edwina; e Kate, nunca permitir o casamento de ambos. Gera-se uma série de situações muito divertidas, enquanto ambos procuram atingir o seu objectivo ao mesmo tempo que lidam com sentimentos contraditórios. É que, ainda que saiba que Anthony não serve para a irmã, Kate não consegue deixar de pensar que seria perfeito para ela... E, para grande espanto de Anthony, é Kate que invade os seus sonhos e não a sua irmã.

A autora é mais uma vez fenomenal na criação de personagens reais, com problemas e traumas que as tornam imperfeitas, mas encantadoras. E é também mestre na introdução de cenas memoráveis de tão divertidas, mas também fundamentais no aprofundamento da relação entre os protagonistas. Refiro-me, claro está, à famosa cena do jogo de palamalho acerca da qual já tinha lido, mas estava longe de imaginar o quão memorável seria. Mas também a cena da trovoada na biblioteca foi marcante, apesar de não ter nada de divertido.

Adorei o facto da autora não ter utilizado o acontecimento marcante que se dá no final para produzir a epifânia no Anthony, mas antes ter utilizado o Benedict e o Colin para o fazer. Começo a perceber porque é que o Colin é um personagem tão amado...

Fiquei a saber no site da autora que ela escreveu um epílogo alternativo (e parece que se trata de uma desforra no palamalho...), e que todos os epílogos alternativos vão ser editados num só volume em breve. Vou encomendar de certeza!

Agora só me resta esperar pelo próximo livro, a história do Benedict. E parece que vai ser uma espécie de retelling da Gata Borralheira. Mal posso esperar!

Classificação: 5

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Opinião: "Crónica de Paixões & Caprichos"

Título original: The Duke and I
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #1
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Março de 2012
ISBN: 9789892317762
Páginas: 368

Sinopse: As mães casamenteiras da alta sociedade londrina, estão ao rubro. Simon Bassett, o atraente (e solteiro!) Duque de Hastings, está de volta Inglaterra. O jovem aristocrata mal sabe o que o espera pois a perseguição das enérgicas senhoras é implacável. Mas Simon não pretende abdicar da sua liberdade tão cedo…
Igualmente atormentada pela pressão social, a adorável Daphne Bridgerton sonha ainda com um casamento de amor, embora a sua espera por um príncipe encantado comece já a ser alvo de mexericos.
Juntos, os jovens decidem fugir de um noivado, o que garantirá paz e sossego a Simon e fará de Daphne a mais cobiçada jovem da temporada. 
Mas, entre salões de baile e passeios ao luar, a paixão entre ambos rapidamente deixa de ser ficção para se tornar bem real. E embora Daphne comece a pensar em alterar ligeiramente os seus planos iniciais, Simon debate-se com um segredo que pode ser fatal...

A minha opinião: Mas que história tão fofinha! Já há algum tempo que as extremamente favoráveis opiniões de algumas bloggers me tinham despertado a atenção para esta série. Mas na verdade, não esperava gostar tanto...

A autora é genial a criar uma história de amor, extremamente ternurenta, e onde não faltam os momentos de humor! A sério, há cenas verdadeiramente hilariantes como quando a mãe Bridgerton tenta falar com a Daphne sobre a noite de núpcias, ou quando a Daphne conta ao Simon o que percebeu dessa conversa. Priceless.

Também gostei muito das personagens, achei-as muito realistas, não são perfeitas, têm defeitos que condicionam a sua vida. E são amados apesar dos seus defeitos. Gostei muito do romance entre a Daphne e o Simon e, embora às vezes me apetecesse bater ao Simon, ele lá acabou por ver a luz...

E que dizer da família Bridgerton? Fantástica! Embora neste livro só tenhamos ficado a conhecer melhor os quatro irmãos mais velhos (Anthony, Benedict, Colin e Daphne) deu para perceber a união e o amor que sentem uns pelos outros e também pela mãe Violet, que pode ser chata e intrometida, mas só quer que os filhos sejam felizes. E a super-protecção dos três irmãos Bridgerton em relação à Daphne também é tão querida...

Gostei do pormenor de cada capítulo começar com um excerto das Crónicas da Sociedade de Lady Whistledown, espero que seja um pormenor que se mantenha nos próximos livros.

E por falar em próximos livros, segundo a jen7waters, a Asa vai publicar o segundo livro da série em Setembro. Vai chamar-se Peripécias do Coração e é a história do Anthony. Considerando o seu temperamento explosivo, a história promete! Quero, quero muito!

Só um pequeno aparte para falar da capa. Muito bonita, sim, mas mais uma vez quem é que é suposto ser a modelo da capa? Toda a família Bridgerton tem cabelo castanho, excepto a mãe que tem cabelo louro... É suposto ser a Violet quando era nova?

Classificação: 5