Mostrar mensagens com a etiqueta DSF Monthly Key Word 2013. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta DSF Monthly Key Word 2013. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Desafio Monthly Key Word Reading 2013 - Terminado!



This post is written in Portuguese and English

Mais um desafio terminado! O objectivo do Desafio Monthly Key Word Reading, organizado pelo blog Bookmark to Blog, era ler um livro por mês cujo título incluísse uma ou mais das palavras-chave para aquele mês. Uma vez que as traduções dos títulos para português, por vezes, não têm nada a ver com o título original, utilizei os títulos originais como referência.

Estes foram as palavras que escolhi e os livros que li:


Another challenge finished! The goal of the Monthly Key Word Reading Challenge, organized by Bookmark to Blog, was to read one book each month whose title included one or more of the key words for that month.

These were the words I've chosen and the books I read:

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Opinião: "Miracle Road"

www.wook.pt/ficha/miracle-road/a/id/15086012?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor: Emily March
Série: Eternity Springs #7
Editor: Ballantine Books
Edição/reimpressão: Novembro de 2013
ISBN: 9780345542281
Páginas: 352
Origem: Requisitado no NetGalley

Sinopse: After tragedy strikes his team, college basketball coach Lucca Romano arrives in the haven of Eternity Springs to reassess his life. Even a winning record and big offers can’t dent the wall of guilt that Lucca has built around himself. Nothing can—except maybe a vibrant new neighbor who won’t give up on him.

Schoolteacher Hope Montgomery believes in miracles. She has to believe—because giving up would mean crumbling under the greatest loss a parent can endure. Hope understands Lucca’s suffering; she lives it herself every day. However, the high school team needs his coaching expertise, so she sets out to draw him from his cold, solitary shell and into the warmth of life in their small Rocky Mountain town. But when a weak moment leads to consequences that shake Hope’s faith, it’s up to Lucca to put aside his heartache and show the teacher that here in Eternity Springs broken hearts can heal—just in time for Christmas.

A minha opinião: Este livro foi o início perfeito para a minha temporada de leituras natalícias! Eu que nem sou propriamente fã de romances contemporâneos, deixei-me envolver de tal forma pela história e pelos personagens, que não descansei enquanto não terminei a leitura.

Apesar de já ser o sétimo livro da série, e de não ter lido nenhum dos anteriores, cada um é focado num casal, pelo que podem perfeitamente ser lidos em separado. Aquilo que é comum nesta série é o local onde se passam as histórias: Eternity Springs. É a perfeita pequena cidade onde todos gostávamos de viver, mas que, infelizmente, é fictícia... Em Eternity Springs há um verdadeiro sentido de comunidade e, apesar de todos saberem da vida uns dos outros, ninguém se intromete na vida de ninguém a não ser quando é por uma boa causa.

É em Eternity Springs que Lucca e Hope se conhecem. Ambos sofreram uma tragédia e, aos poucos, acabam por se aproximar um do outro, e o que começa como uma amizade forte entre duas pessoas que compreendem o que o outro está a passar e se entre-ajudam e apoiam mutuamente, acaba por se tornar um grande amor. Gostei de Lucca e Hope como protagonistas e gostei da forma gradual como se apaixonaram e como aprenderam a lidar com os seus fantasmas e a avançar com as suas vidas.

Para além do casal protagonista há ainda um elenco de personagens secundárias bastante divertidas, sobretudo a mãe e os irmãos de Lucca. Gostei particularmente da Gabi e fiquei contente quando vi que o próximo livro será a sua história. Pobre Gabi, bem que merece o seu final feliz!

A cópia que li tinha algumas gralhas e nomes trocados, mas uma vez que era uma cópia de leitura avançada, suponho que tenham sido corrigidos na versão final.
Classificação: 3

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para o Desafio Monthly Key Word Challenge (road).

Classificação natalícia: 


domingo, 1 de dezembro de 2013

Opinião: "O Signo dos Quatro"

www.wook.pt/ficha/o-signo-dos-quatro/a/id/12964011?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: The Sign of Four
Autor: Sir Arthur Conan Doyle
Série: Sherlock Holmes #3
Colecção: Colecção Sherlock Holmes #9
Editor: Global Notícias
Edição/reimpressão: 2009
ISBN: 9789895545667
Páginas: 120

Sinopse: O Signo dos Quatro é um romance escrito por Sir Arthur Conan Doyle, publicado originalmente pela Lippincott's Magazine em Fevereiro de 1890, sendo a primeira edição em formato de livro publicada em Outubro do mesmo ano. É a segunda história da saga do célebre detective Sherlock Holmes. Mary Morstan pede auxílio a Holmes para descobrir o que aconteceu ao seu pai, que morrera dez anos antes. Quatro anos após a morte do pai, ela começou a receber anualmente uma pérola de grande valor. Até que um dia recebeu um bilhete a marcar um encontro.

A minha opinião: Já antes tinha lido dois livros de Sir Arthur Conan Doyle (embora um fosse de contos), mas não gostei tanto como estava à espera... Mas porque adoro a série Sherlock, e porque a terceira temporada está quase, quase a estrear, e esta história será adaptada num dos episódios, resolvi lê-la agora. E devo dizer que gostei bastante mais do que dos anteriores.

A história começa com o pedido de auxílio de Mary Morstan, órfã à dez anos, e que há seis anos recebe misteriosamente, cada ano, uma pérola bastante valiosa. Sempre se interregou sobre quem e porquê lhe mandava as pérolas, mas agora que recebeu uma carta da pessoa que as envia, a marcar um encontro, Mary recorre a Sherlock para que a acompanhe e ajude a desvendar o mistério.

Sherlock descobre que o mistério está relacionado com Bombaim, local onde o pai de Mary esteve destacado, e com um dos seus colegas que, por coincidência ou não, morreu uma semana depois do pai de Mary. Depois de mais uma morte, Sherlock terá de desvendar qual o significado de O Signo dos Quatro, frase escrita no bilhete encontrado junto ao corpo.

Gostei da história e dos personagens principais, Holmes e Watson, e estou muito curiosa por saber que volta vão dar os autores da série para a adequarem aos tempos de hoje. Sem dúvida vou ler mais livros desta série muito em breve.

Classificação: 4

-------------------------------------------------------------------

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Opinião: "Mrs. McGinty está morta"

Título original: Mrs. McGinty's Dead
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #28
Tradutor: Isabel Alves
Colecção: Obras de Agatha Christie nº57
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Junho de 2009
ISBN: 9789892304786
Páginas: 224

Sinopse: Mrs. McGinty está morta. 
                    Como é que ela morreu? 
                                                                       De joelhos como eu. 

Assim reza um jogo infantil… infelizmente para a verdadeira Mrs. McGinty, o que deveria ser apenas uma brincadeira de crianças assumiu contornos bem reais. Foi encontrada morta, os seus aposentos destruídos. O assassino procurava algo com tal desespero que chegou a levantar as tábuas do soalho. O que terá motivado tão bárbaras acções?

Poderá a resposta estar num recorte de jornal que a vítima guardara dois dias antes da sua morte? Com um assassino desesperado à solta, Hercule Poirot terá de se manter vivo a todo o custo para descobrir…

Mrs. McGinty Está Morta (Mrs. McGinty’s Dead) foi originalmente publicado em 1952 na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.  

A minha opinião: Poirot é contactado pelo comissário Spence que lhe pede auxílio pois está convencido que ajudou a condenar um homem inocente. O caso parece muito simples, e todas as provas parecem apontar para a culpa de James Bentley, mas Spence não acredita e quer evitar a sua execução.

Assim, Poirot desloca-se a Broadhinny, o local do crime e onde morava a vítima, Mrs. McGinty. Para além do rendimento que obtinha ao alugar um quarto a Bentley, Mrs. McGinty trabalhava como mulher-a-dias em várias casas da aldeia. No decurso das suas investigações, Poirot descobre que a chave do caso poderá estar num recorde de jornal que Mrs. McGinty tinha guardado dois dias antes de morrer. O dito recorte era uma retrospectiva sobre quatro mulheres vítimas de tragédias passadas. Teria Mrs. McGinty reconhecido alguma das mulheres e sido assassinada antes que pudesse falar? E teria o assassino incriminado James Bentley? Conseguirá Poirot descobrir a verdade a tempo de evitar outra morte?

Eu sou suspeita, mas ainda não li um livro de Agatha Christie de que não tivesse gostado. E gostei de Mrs. McGinty Está Morta, apesar de não ser dos meus preferidos. A autora é, mais uma vez, exímia a fazer-nos suspeitar de tudo e de todos e a pensar que todas as mulheres da aldeia poderão ser uma das quatro mulheres referidas no recorte de jornal. Um bom mistério para fãs do género como eu. 

Classificação: 4 

-------------------------------------------------------------------

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Opinião: "Todos os Teus Beijos"

Título original: His Every Kiss
Autor: Laura Lee Guhrke
Série: Guilty #2
Tradutor: Carmo Vasconcelos Romão
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Maio de 2013
ISBN: 9789897260612
Páginas: 336
Origem: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: Todos conhecem Dylan Moore - o seu brilhante talento e a sua busca pelo prazer - mas ninguém sabe o tormento que esconde. Apenas uma mulher se apercebe da força que impele a alma de Dylan, uma mulher que o persegue em sonhos e desperta nele paixões que nenhuma outra despertou. 
Desgraçada e agora muito pobre, Grace Cheval nada quer ter com o sedutor que a deseja. Quando Dylan lhe oferece o emprego de precetora para a filha que há pouco encontrou, sabe que as suas intenções não são honradas. Porém, é-lhe difícil resistir a este homem tão carismático e devolve-lhe os beijos apaixonados com todo o ardor. Atrever-se-á Dylan a esperar que esta beldade orgulhosa e intrépida derreta o gelo que envolve o seu coração?

A minha opinião: Este é o primeiro livro da autora que leio e, apesar de ser já o segundo livro de uma série, pode perfeitamente ser lido isolado. Todos os Teus Beijos tem como protagonistas duas almas atormentadas: Dylan, outrora um brilhante compositor, mas que agora, devido a uma queda de um cavalo, vive permanentemente com um gemido no ouvido que o impede de compor; e Grace, que deixou tudo e todos por amor, mas acabou sozinha e desencantada. Conhecem-se quando Dylan, completamente desesperado, tenta pôr fim à própria vida e é impedido por Grace. E nesse momento, o gemido na cabeça de Dylan cessa e consegue ouvir silêncio. Mas quando se recupera do choque, já Grace desapareceu e só cinco anos depois se voltarão a encontrar.

Nem um nem outro se esqueceram desse dia e Dylan nunca desistiu de encontrar a mulher que lhe devolveu, ainda que apenas por momentos, o silêncio e a esperança de poder voltar a compor. Mas Grace não tem qualquer intenção de voltar a ser uma musa, pois sabe bem o sofrimento que daí advém, e é por isso que, apesar de desesperada por dinheiro, tem todas as intenções de rejeitar as suas propostas. Contudo, Dylan troca-lhe as voltas ao fazer-lhe uma proposta perfeitamente honrada: ser a perceptora da filha de oito anos que acabou de descobrir que tem...

Obviamente que, assim que Grace se muda para a casa de Dylan para iniciar as suas funções de perceptora, a atracção entre ambos é cada vez maior e assistimos a toda a dança entre Dylan que tenta seduzir e Grace que tenta fortemente resistir à sedução.

Gostei do facto de existir uma criança na história e que esta realmente participe na acção. Isabel é uma criança extremamente inteligente e tem saídas hilariantes. Ao mesmo tempo parece demasiado adulta nas suas atitudes, mas a autora fornece uma justificação satisfatória para o porquê de ser assim.

É um romance ternurento, com ambos os protagonistas a terem de enfrentar os seus medos, dúvidas e preconceitos para poderem ficar juntos. Uma autora que vou voltar a ler.

Classificação: 4

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para o Desafio Monthly Key Word Challenge (kiss).

sábado, 31 de agosto de 2013

Opinião: "A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata"

Título original: The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society
Autor: Mary Ann Shaffer e Annie Barrows
Tradutor: Ana Mendes Lopes
Editor: Suma de Letras
Edição/reimpressão: Março de 2010
ISBN: 9789896720155
Páginas: 377

Sinopse: Londres, 1946. Depois do sucesso estrondoso do seu primeiro livro, a jovem escritora Juliet Ashton procura duas coisas: um assunto para o seu novo livro, e, embora não o admita abertamente, um homem com quem partilhar a vida e o amor pelos livros.

É com surpresa que um dia Juliet recebe uma carta de um senhor chamado Dawsey Adams, residente na ilha britânica de Guernsey, a comunicar que tem um livro que outrora pertenceu a Juliet.

Curiosa por natureza, Juliet começa a corresponder-se com vários habitantes da ilha. É assim que descobre que Guernsey foi ocupada pelas tropas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial, e que as pessoas com quem agora se corresponde formavam um clube secreto a que davam o nome de Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. O que nasceu como um mero álibi para encobrir um inocente jantar de porco assado transformou-se num refúgio semanal, pleno de emoção e sentido, no meio de uma guerra absurda e cruel.

Fascinada pela história da dita Sociedade Literária, e ainda mais pelos seus novos amigos, Juliet parte para Guernsey. O que encontra na ilha mudará a sua vida para sempre.


Uma história comovente sobre o poder da amizade, dos livros e do amor.

A minha opinião: A última frase da sinopse resume perfeitamente esta história. É, sem dúvida, uma história sobre o poder do amor e da amizade e da importância que os livros podem ter ao aproximar as pessoas em tempos difíceis, funcionado como uma espécie de tábua de salvação, mantendo-as sãs e permitindo-lhes agarrarem-se à sua humanidade.

É um romance epistolar, um formato de que gosto bastante, e tem início no final da Segunda Guerra Mundial, quando Juliet Ashton se encontra em tournée de promoção do seu livro e é pela correspondência que mantém com os seus melhores amigos, Sophie e Sidney (que é também o seu editor), que ficamos a saber o estado devastador em que a cidade de Londres ainda se encontra e de que forma as pessoas estão, aos poucos, a tentar retomar as suas vidas.

Juliet encontra-se com bloqueio de escritor, sem saber muito bem sobre o que escrever de seguida, quando recebe uma carta de Dawsey Adams, um habitante da ilha de Guernsey que se encontra na posse de um livro que outrora lhe pertenceu, e é desta forma que Juliet fica a saber da existência da Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. Rapidamente passa a trocar correspondência não só com Dawsey, mas com vários outros membros da Sociedade. E as histórias que estes lhe contam são tão reais como são comoventes e afiguram-se como exactamente aquilo sobre o que Juliet quer escrever.

Mas o interesse de Juliet não é apenas como escritora, ela passa a encarar as pessoas da ilha como amigos, um sentimento reforçado quando se desloca até lá para os conhecer. E talvez aí encontre finalmente aquilo de que nem sabia que andava à procura.

Adorei este livro. A história é muito comovente até porque tem um fundo de verdade (a ilha de Guernsey esteve realmente sobre ocupação das tropas alemãs) e é particularmente tocante para amantes de livros e leituras. Porque é um hino ao poder dos livros em situações difíceis (um poder que posso atestar) e ao poder da amizade, pois foi a reunião em torno de (e com a desculpa de) livros que permitiu o desabrochar de amizades improváveis, indispensáveis para sobreviver com sanidade a uma época em que nada parecia fazer sentido.

Gostei muito que as autoras não tivessem caído na tentação fácil de demonizar todos os alemães, nem tivessem pintado todos os habitantes da ilha como pobres vítimas com as quais tínhamos de simpatizar. Porque o mundo é mesmo assim, não é a preto e branco, é em tons de cinzento, e em todos os lados há bons e maus.

Um livro que vou recomendar vezes sem conta a todos aqueles que, como eu, têm a paixão pela leitura e pelos livros! 

Classificação: 5

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios Book Bingo 2013 (título com comida), What's in a Name 6 (cozinha), Mount TBR 2013, e Monthly Key Word Challenge (food).

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Opinião: "Uma Noite de Amor"

Título original: One Night for Love
Autor: Mary Balogh
Série: Bedwyn Prequels #1
Tradutor: Rui Azeredo
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2012
ISBN: 9789892312354
Páginas: 368

Sinopse: Numa manhã perfeita de Maio... 
Neville Wyatt, conde de Kilbourne, aguarda a sua noiva no altar. Mas, para espanto geral, em vez da bela jovem que todos conhecem aparece uma mendiga andrajosa. Perante a nata da aristocracia, o perplexo conde olha para ela e declara que é Lily, a sua mulher! Ao olhar para aquela que em tempos desposou, que amou e perdeu nos campos de batalha de Portugal, ele compromete-se a honrar o seu compromisso...apesar do abismo que agora os separa.

Até que Lily fala com franqueza... 
E afirma querer começar de novo… e que Neville a ame verdadeiramente. Para isso, sabe que terá de estar à altura das expectativas dele, o que a leva a aceitar ser dama de companhia da sua tia e aprender as boas maneiras. A determinada Lily rapidamente conquista a admiração da alta sociedade, demonstrando ser uma condessa à altura do seu conde. Por seu lado, Neville está disposto a tudo para provar à sua formidável mulher que o que sentiu por ela no campo de batalha foi muito mais que desejo, muito mais do que o arrebatamento de…

Uma noite de amor.

A minha opinião: Li há uns meses o meu primeiro livro da autora e percebi que não havia de passar muito tempo até ler um segundo... Infelizmente, não gostei tanto deste como gostei do anterior. E o livro até tinha tanto potencial, com uma parte da história a passar-se em Portugal na época das invasões francesas, mas essa parte acaba por ser secundária, o que é pena.

Contudo, o meu maior problema com este livro foram mesmo as personagens que, simplesmente, não me agarraram... Não posso elaborar muito porque acabaria por revelar demasiado, mas achei que faltou aquela picardia entre o casal típica destes romances. Neville e Lily são demasiado bonzinhos, demasiado delico-doces para o meu gosto. São pessoas que se amam, mas de mundos demasiado diferentes e forçados pelas circunstâncias a separarem-se. Até a identidade do vilão e o grande segredo foram óbvios demasiado cedo...

Mas não vou desistir da autora até porque já tenho ali à minha espera a continuação e estou curiosa por saber o que a autora reservou para a Lauren.

Classificação: 3

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios Book Bingo 2013 (título com número), Mount TBR 2013 e Monthly Key Word Challenge (night).

domingo, 30 de junho de 2013

Opinião: "Morte na Praia"

Título original: Evil Under the Sun
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #23
Tradutor: José Lourenço
Colecção: Obras de Agatha Christie nº5
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Abril de 2008
ISBN: 9789724127651
Páginas: 192

Sinopse: Numa ilha da costa de Devon, em plena época balnear, desenham-se os contornos de um triângulo amoroso. Por uma (in)feliz coincidência, Poirot encontra-se bem perto do desenrolar da acção. De férias e decidido a aproveitar ao máximo (ou tanto quanto o detective belga se permite) os efeitos benéficos do sol e do ar marítimo, Poirot cedo abdica desses propósitos para dedicar toda a sua atenção ao excêntrico grupo que com ele partilha o hotel. Mas escondem-se motivos sombrios por detrás da aparente frivolidade destas relações sociais, e nada nem ninguém parece conseguir demover o assassino das suas sinistras intenções.

A minha opinião: A acção de Morte na Praia fez-me lembrar uma tragédia grega. O ambiente de desgraça iminente é rapidamente perceptível, inclusivé por Poirot que o admite a certa altura. É referido logo no primeiro capítulo que "o mal está debaixo do Sol" (a tradução literal do título original) e Poirot dá o mote quando exemplifica que todas as pessoas ali presentes têm um motivo para ali se encontrarem, por estarem de férias, por ser Agosto e por em Agosto as pessoas de férias irem para a beira-mar, o que por si só constituiria um álibi para alguém que quisesse assassinar um inimigo que soubesse que ali se encontraria.

E o mal acaba por acontecer debaixo do Sol... Uma antiga actriz, que apesar de casada, continuava a cultivar paixões, aparece morta. Ninguém parecia gostar dela, nem o marido, nem a enteada, nem a sua mais recente conquista. E a juntar a esta lista de suspeitos há ainda a amiga de infância do marido que sempre o amou, a mulher do seu amante e um reverendo fanático, entre outros. Suspeitos não faltam, e motivos também não, mas só Poirot conseguirá ver para lá das ilusões e descobrirá a verdade!

Apesar de não ser um dos meus favoritos, Morte na Praia é um mistério muito competente, em que todas as pontas são atadas e onde Poirot, desta feita a solo, se encontra em grande forma.

Classificação: 4

-------------------------------------------------------------------

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Opinião: "O Mundo Sem Nós"

Título original: The World Without Us
Autor:
Tradutor: José Pedro Barreto
Editor: Estrela Polar
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2008
ISBN: 9789728929770
Páginas: 332

Sinopse: Em O Mundo Sem Nós, Alan Weisman aborda de forma absolutamente original o impacto da humanidade no planeta: sugere-nos uma antevisão da Terra sem a nossa presença.

Quais os vestígios do Homem que permanecerão e quais os que desaparecerão?

Como vão os nossos cabos, os nossos oleodutos, esfarelar-se progressivamente num estranho pó vermelho?

Por que razão certos edifícios, certas pontes, resistirão mais à usura do tempo que outros?

Que animais proliferarão e que raças se extinguirão?

Porque fica Nova Iorque submersa pelas águas em menos de uma semana?

Alan Weisman tem uma investigação amplamente documentada; baseia-se na evolução de territórios actualmente virgens - as florestas que envolvem Chernobyl, a zona desmilitarizada que separa as duas Coreias, etc. -, cruza as opiniões dos especialistas com as observações dos autóctones, e convida-nos a uma instrutiva viagem à volta da Terra... sem nós!

A minha opinião: O Mundo Sem Nós foi o livro que escolhi como leitura de Maio do Monthly Key Challenge 2013, mas acabou por só ser lido em Junho... Já o tenho há bastante tempo, mas a sua leitura acabava por ser sempre adiada. Agora que o li, percebi que tinha saudades de ler não ficção.

O autor partiu de uma simples premissa, o que aconteceria ao mundo se, de repente, o Homem não existisse? O que aconteceria às restantes espécies animais e vegetais? E às nossas contruções, infraestruturas e monumentos? E ao se debruçar sobre este assunto, o autor acaba por expôr muitas das nossas faltas, muitas que já nos encontramos a pagar e cuja factura ainda iremos pagar por muito tempo, e algumas que não sabemos ainda se não serão irreparáveis. E aponta o dedo ao consumismo desenfreado e ao desrespeito pelo impacto que temos no nosso planeta.

E alerta-nos para algumas situações bastante preocupantes, das quais gostaria de salientar as seguintes:
  • os exfoliantes que usamos e cujos grânulos são, na verdade, polietileno, ou seja, plástico. “Estão a vender plástico destinado a ir para o cano de esgoto, para os rios, para o oceano. Partículas minúsculas de plástico para serem engolidas por pequenas criaturas marinhas”. O autor refere que há alternativas viáveis como partículas de sementes de jojoba, casca de noz, sementes de uva, caroços de damasco, açúcar não-refinado e sal marinho e indica até uma marca que as utiliza: St. Ives Apricot Scrub. Nunca tinha pensado nisto, mas vou passar a procurar marcas de exfoliantes 100% naturais. 
  •  a manipulação química que permitiu a criação dos PCP (e outros que o autor também indica), utilizados em plásticos, fertizantes, solventes, etc., que tendo sido desenvolvidos pela sua durabilidade, têm o efeito perverso de permanecer nos solos, de estarem a envenenar a fauna polar e de mostrarem poucos ou nenhuns sinais de biodegradação.
  • a manipulação genética, que criou espécies animais e vegetais geneticamente modificadas que agora ameaçam a biodiversidade natural por se imiscuirem com ela e por a estarem a alterar através de cruzamentos genéticos.
  •  o perigo do acumular de resíduos químicos e nucleares, para os quais o Homem não encontrou ainda solução definitiva e que são armazenados no subterrâneo, o que é assustador a tantos níveis... Mesmo que se consiga controlar tudo o que pode correr mal, o que acontecerá se ocorrer um sismo e todos aqueles resíduos forem libertados na natureza?
Há muitos mais exemplos que podia dar, mas estes foram os que mais me marcaram. No entanto, não pensem que o tom do livro é pessimista, porque não é. Na verdade, o autor conclui, baseado não só na história natural do planeta, mas também na observação de locais como Chernobyl e a zona desmilitarizada entre as duas Coreias, livres da intervenção humana, que o nosso planeta irá sobreviver sem nós. Fauna e flora adaptar-se-ão e ocuparão o espaço que hoje ocupamos. Mas não tenham ilusões, o mundo sobreviverá sem nós, mas nunca mais será igual. O nosso impacto continuará a revelar-se por milhões de anos.

Classificação: 4

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2013, Monthly Key Word Challenge (world), Book Bingo 2013 (não ficção) e Spring Reading Thing 2013.

domingo, 5 de maio de 2013

Opinião: "O Jardim dos Segredos"

Título original: The Forgotten Garden
Autor: Kate Morton
Tradutor: Cristina Correia
Editor: Porto Editora
Edição/reimpressão: Janeiro de 2010
ISBN: 9789720041722
Páginas: 552

Sinopse: Uma criança perdida. Nas vésperas da Primeira Guerra Mundial uma criança é encontrada só, num barco que se dirigia à Austrália. A mulher misteriosa que prometera tomar conta dela tinha desaparecido sem deixar rasto.

Um terrível segredo. No seu 21.º aniversário, Nell Andrews descobre algo que mudará a sua vida para sempre. Décadas depois, embarca em busca da verdade, numa demanda que a conduz até à costa da Cornualha e à bela e misteriosa Mansão Blackhurst, em tempos propriedade da aristocrática família Mountrachet.

Uma herança misteriosa. Com o falecimento de Nell, a neta Cassandra recebe uma herança surpreendente. A Casa da Falésia e o seu jardim abandonado são famosos nas redondezas pelos segredos que ocultam - segredos sobre a família Mountrachet e a sua governanta, Eliza Makepeace, uma escritora de obscuros contos de fadas. É aqui que Cassandra irá por fim desvelar a verdade sobre a sua família e resolver o mistério de uma pequena criança perdida.

A minha opinião: Devo confessar que estava um bocadinho apreensiva quando iniciei esta leitura. Isto porque adorei O Segredo da Casa de Riverton e não queria criar demasiadas expectativas com O Jardim dos Segredos. Afinal, não são todos os autores que conseguem manter a mesma qualidade de livro para livro... Mas nada havia a temer, Kate Morton é uma dessas autoras! Apesar de ter gostado mais de O Segredo da Casa de Riverton, esta foi uma leitura apaixonante.

O livro segue uma estrutura semelhante, com um segredo do passado a ser desvendado aos poucos e com a história a passar-se em diferentes épocas, alternando sobretudo entre o presente (2005), o passado (1900's) e o passado recente (1975). A história começa com uma criança abandonada num navio a caminho da Austrália. A menina pensa estar a participar num jogo e nunca revela o seu nome nem as suas origens. Acaba por ser adoptada pelo capitão do porto e a sua mulher que a criam como se fosse filha deles e a baptizam de Nell. Apenas aos 21 anos sabe a verdade e é aí que tudo muda na sua vida. Em 2005 é a sua neta Cassandra que acaba por desvendar o segredo, viajando até à Cornualha, local onde se encontram as verdadeiras origens de Nell.

À semelhança de O Segredo da Casa de Riverton, a história de O Jardim dos Segredos é também agridoce porque é inevitável não pensar como tudo poderia ter sido diferente se... Não vou completar porque não quero spoilar ninguém. Mas para mim a maior lição que se pode tirar desta história é que devemos aproveitar as coisas boas que temos e não nos agarrar ao passado e ao que podia ter sido. E fica a dúvida se, por vezes, a ignorância não será uma bênção...

Não quero contar muito da história porque é o desvendar progressivo dos segredos que lhe dá o seu encanto, mas posso dizer que a achei mais previsível (cedo antevi onde iria parar e quando o maior dos segredos é finalmente desvendado, já eu desconfiava o que era) e é por isso que prefiro O Segredo da Casa de Riverton (que me apanhou completamente de surpresa). Mesmo assim é uma leitura que recomendo sem reservas. Quando terminei a vontade era voltar imediatamente a ler...

Classificação: 5

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2013, Monthly Key Word Challenge (garden), Book Bingo 2013 (ficção histórica) e Spring Reading Thing 2013.

domingo, 31 de março de 2013

Opinião: "Um Homem com Sorte"

Título original: The Lucky One
Autor: Nicholas Sparks
Tradutor: Saul Barata
Colecção: Grandes Narrativas nº 411
Editor: Editorial Presença
Edição/reimpressão: Junho de 2010
ISBN: 9789722340380
Páginas: 288

Sinopse: Durante a maior parte da sua vida, Logan Thibault foi um homem que em tudo se podia considerar comum. Porém, nada de comum havia naquilo que estava prestes a acontecer-lhe. Quando encontra uma fotografia de uma mulher durante a guerra do Iraque, Logan Thibault passa, inexplicavelmente, a ser um homem com a sorte do seu lado, que sobrevive, sem ferimentos graves, a situações de indescritível perigo. A fotografia, que nunca ninguém chegou a reclamar, começa a ser encarada como um talismã e, de regresso aos EUA, Thibault não consegue deixar de pensar na mulher que lhe salvou a vida. Decidido a encontrá-la, percorre o país à sua procura, mas, assim que a encontra, desenrolar dos acontecimentos foge rapidamente ao seu controlo, e o segredo que transporta consigo poderá custar-lhe tudo aquilo que lhe é querido. Nicholas Sparks traz-nos neste romance uma sublime história sobre a força avassaladora do destino que se sobrepõe a tudo e dá sentido até aos momentos mais inexplicáveis da vida.

A minha opinião: Ler um livro de Nicholas Sparks é como assistir ao que gosto de chamar de filme de Domingo à tarde, geralmente romances (podem ser dramas ou comédias românticas) que não nos acrescentam muito, mas entretêm. E o autor não desilude mais uma vez. Este livro foi mesmo o que precisava depois de Outlander.

Em Um Homem com Sorte, Nicholas Sparks conta-nos uma história repartida pelo ponto de vista dos três personagens principais: Logan Thibault, um ex-militar com uma sorte fora do comum, uma vez que em todo o tempo que combateu no Iraque, nunca se feriu com gravidade, e cuja boa sorte foi atribuída pelos companheiros ao facto de manter consigo a fotografia de uma mulher que encontrou nas areias do deserto e que nunca foi reclamada; Beth Green, a mulher da fotografia; e Keith Clayton, o ex-marido de Beth.

Quando regressa aos Estados Unidos, Thibault empreende uma viagem pelo país em busca da mulher da fotografia e, quando a encontra, acaba por se apaixonar, não só por ela, mas por toda a sua família. Mas ela tem um ex-marido extremamente possessivo e habituado a levar sempre a sua adiante...

Também aqui surge aquilo que me parece ser imagem de marca do autor, a sensação de inevitabilidade do destino, de que os protagonistas são feitos um para o outro e destinados a ficar juntos, mas que aqui é ainda mais acentuada pelo pormenor da fotografia. A verdade é que resulta e o autor consegue criar um romance credível, ainda que saibamos que só acontece nos livros e nos filmes...

Um Homem com Sorte também já foi adaptado ao cinema (embora tenha dificuldade em imaginar o Zac Efron como Thibault) e, como me apercebi agora que ainda não vi as adaptações dos dois livros anteriores do autor que li, prevejo uma temporada de adaptações cinematográficas de livros de Nicholas Sparks para breve.

Classificação: 4

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios Monthly Key Word Reading (luck), Mount TBR 2013Book Bingo 2013 (emprestado) e Spring Reading Thing 2013.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Opinião: "Not Even for Love"

Autor: Sandra Brown
Editor: Warner Books
Edição/reimpressão: Maio de 2003
ISBN: 9780446531627
Páginas: 186

Sinopse: On the surface, Jordan Hadlock has it all. A great job managing the English newsstand in the old quarter of Lucerne, Switzerland. And the rich and renowned Swiss industrialist Helmut Eckherdt intent on marrying her, even though she hasn't said yes. What more could she ask for? A clap of thunder and a pounding on her door soon give her an answer.
     Reeves Grant appears seeking shelter from a sudden downpour, but the real storm is inside Jordan and the passion they share that night. The next morning he disappears without a trace.
     Still reeling from the encounter, Jordan plays hostess at Helmut's lavish dinner party, where she receives two more shocks. Helmut announces that he and Jordan are to be wed - at the very same moment she spies Reeves Grant snapping pictures of the event and her new "fiancé."
     Now Jordan is moving toward the altar with a man she likes but doesn't love. And working on a feature of the wealthy Helmut - often only inches away from her - is photojournalist Reeves Grant, bringing with him all the memories of the emotions she felt one special night, emotions she can't help reliving whenever he is near.
     In NOT EVEN FOR LOVE, Sandra Brown, as always, captures the wild fluctuations between doubt and desire in complex relationships... as she offers us the engrossing tale of a woman who must learn to trust her instincts to discover exactly who she is and what she wants.

A minha opinião: Este foi outro dos livros de Sandra Brown que ganhei no Goodreads. E está autografado!


Confirma-se mais uma vez que o o romance contemporâneo é um género que não me assiste. O que não significa que não tenha gostado. Sandra Brown é uma excelente autora, e acho que nunca vai escrever um livro de que eu não goste.

A sinopse é bastante completa, pelo que não há muito mais que possa dizer sobre a história. O romance entre a Jordan e o Reeves é convincente e ternurento. E escaldante em certas cenas. Gostei que a autora não tivesse escolhido o caminho fácil de tornar o rival no mau da fita. Helmut é um bocado presunçoso e está habituado a levar sempre a sua avante, mas não é mau tipo. E isso justifica a dificuldade da Jordan em terminar o noivado que nunca aceitou. A picardia e os desenganos entre a Jordan e o Reeves são divertidos e tornam a leitura compulsiva.

Em suma, para apreciadores de romances contemporâneos, parece-me uma excelente aposta.

Classificação: 3

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios Monthly Key Word Reading (love), Mount TBR 2013What's in a Name 6 (emoção) e Book Bingo 2013 (ganhei em passatempo).

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Opinião: "Hidden Fires"

Autor: Sandra Brown
Editor: Warner Vision
Edição/reimpressão: Outubro de 1994
ISBN: 9780446364157
Páginas: 356

Sinopse: In a Texas of cattle and railroads, family dynasties and ambitious schemers, Sandra Brown's classic historical romance brings readers a riveting story...

The moment preacher's daughter Lauren Holbrook walked into the Texas mansion, she suspected she had been tricked. Instead of becoming wealthy Olivia Lockett's secretary, the matriarch presented her with a scandalous offer: to marry, in name only, the Lockett dynasty's heir -- playboy rebel Jared Lockett. Lauren could not know Olivia's real motive, but she was achingly aware of her feelings for Jared. Now, in spite of terrible risks, she had to trust her reckless husband -- and fight to make their marriage as strong as her love.

A minha opinião: Para quem não sabe, Sandra Brown começou a sua carreira como autora de romances históricos, sob vários pseudónimos. Este foi um desses livros, publicado originalmente sob o pseudónimo Laura Jordan. Ganhei o livro no Goodreads e, para ser sincera estava um bocadinho receosa, porque a Sandra Brown é uma das minhas autoras favoritas. Mas afinal não tinha nada que recear...

Hidden Fires é a história de um casamento de conveniência, entre Lauren, uma jovem órfã e desamparada e Jared, um rebelde playboy. Embora o casamento não agrade nem a um nem ao outro, porque este é um casamento com prazo de validade, ambos vêem nele uma saída. Para Lauren significará independência financeira e para Jared permitirá limpar a sua imagem junto dos parceiros de negócios. E como é costume nestas histórias, Jared acha que Lauren é uma oportunista e Lauren acha-o um bruto, mas a atracção entre ambos é palpável.

Gostei da história. Lauren é uma heroína forte, determinada e corajosa, mas também vulnerável e apaixonada quando tem de ser. O Jared é o típico bad boy com um bom coração que, com a ajuda da heroína, volta ao bom caminho. As cenas em que implicam e discutem, mas ao mesmo tempo estão mortinhos para cair nos braços um do outro são muito divertidas. Gostei particularmente do momento em que a cabeça da Lauren praticamente explode com a constatação de que é uma lady na mesa e uma louca na cama ("mas, mas, não é suposto que as mulheres gostem assim tanto, pois não?"). Já o Jared tem ali um momento mais infeliz e que me deixou bastante chateada com ele (se tivesses contado à Lauren o plano, evitavas todo o sofrimento do final, não era menino Jared? E olha que a tua explicação a mim não me tinha convencido tão facilmente...), mas no geral é um bom protagonista.

Embora prefira os romances com mistério que a autora escreve agora, acho que as editoras portuguesas podiam também apostar nos seus romances históricos. Eu comprava.

Classificação: 4

-------------------------------------------------------------------

Este livro conta para os Desafios Monthly Key Word Reading (fire), Mount TBR 2013What's in a Name 6 (perdido ou achado) e Book Bingo 2013 (noutra língua).

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Desafio Monthly Key Word Reading 2013

ATTENTION: This post will be writen in Portuguese and English.


Um dos meus propósitos para 2013 é conseguir diminuir o número de livros que tenho cá em casa por ler. Descobri que os desafios de leitura são uma boa maneira de o conseguir e, como este ano resultou bem, tenho procurado desafios que possa utilizar para esse objectivo no próximo ano.

O Desafio Monthly Key Word Reading parece-me ser mesmo do que preciso. Por isso, tal como vários outros bloggers portugueses, vou participar. Este desafio é organizado pelo blog Bookmark to Blog e consiste em ler um livro por mês cujo título inclua uma ou mais das palavras-chave para aquele mês. As palavras-chave encontram-se no quadro abaixo.

Regras:
* O título pode ser uma variante de uma das palavras-chave.
*As palavras-chave podem ser adaptadas. Por exemplo se a palavra-chave é "família", o título pode conter as palavras "irmã" ou "mãe".

Para mais informações, ou se estiverem interessados em participar, cliquem na imagem à direita no blog.


One of my resolutions for 2013 is to diminish the number of books I have to be read. Having found out that reading challenges are a great way to do this, and since this year it worked really well, I have been searching for challenges I can use to achieve my goal for next year.

The Monthly Key Word Reading Challenge seems to be just what I need. So this is me signing up for it. It's organized by Bookmark to Blog and it consists of reading one book each month whose title includes one or more of the key words for that month. The key words are listed above.

Guidelines:
* The title you choose can be a variation on one of the key words. For example- your title could include the word 'snowing' or 'snowflake' even though the key word is 'snow.'
*Key words can be tweaked. For example- You could read "Cinder" or "Ashes" for the key word 'Fire' and that would be just fine. If the key word is 'family' then your title could include the word 'sister' or 'mother.'If the key word is 'food' then your title could include the word 'cake.'

For more informations, or to join in, check the button on the right.