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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Bingo!


BINGO!!! Consegui terminar o cartão e terminei o desafio. Foi um desafio giro e que deu alguma luta, mas, principalmente, fez-me ler livros que não ainda teriam sido lidos se não fosse por ele...

Aqui fica o cartão preenchido e os links para as opiniões:

domingo, 8 de dezembro de 2013

Opinião: "Jesus Cristo bebia cerveja"

www.wook.pt/ficha/jesus-cristo-bebia-cerveja/a/id/13998501?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor: Afonso Cruz
Editor: Alfaguara
Edição/reimpressão: Abril de 2012
ISBN:  9789896721336
Páginas: 252

Sinopse: Uma pequena aldeia alentejana transforma-se em Jerusalém graças ao amor de uma rapariga pela sua avó, cujo maior desejo é visitar a Terra Santa. Um professor paralelo a si mesmo, uma inglesa que dorme dentro de uma baleia, uma rapariga que lê westerns e crê que a sua mãe foi substituída pela própria Virgem Maria, são algumas das personagens que compõem uma história comovente e irónica sobre a capacidade de transformação do ser humano e sobre as coisas fundamentais da vida: o amor, o sacrifício, e a cerveja.

Jesus Cristo bebia cerveja é o novo e esperado romance de uma das vozes mais fortes e originais da literatura portuguesa actual, a que é impossível ficar indiferente.

A minha opinião: Depois de ter lido, no ano passado, A Boneca de Kokoschka, percebi que não tardaria muito a voltar a ler Afonso Cruz... E, agora que terminei Jesus Cristo bebia cerveja, cheguei à conclusão que o autor é o meu autor português contemporâneo preferido e os seus livros passaram a ser compras obrigatórias daqui em diante.

A história de Jesus Cristo bebia cerveja é contemporânea, mas, ao mesmo tempo, é intemporal, e podia passar-se tanto no passado como no futuro, num Alentejo "Enterior Desquecido e Ostracizado", onde a pobreza e a solidão engolem as pessoas, removendo-lhes a esperança e a vontade.

A acção da história tem um compasso lento, como lento é o passar do tempo naquela aldeia alentejana imaginada pelo autor. Rosa e a avó vivem sozinhas num monte, marcadas por um passado triste e trágico, e sem esperança de uma vida melhor. A avó, cada vez mais velha e doente, tem como sonho visitar a Terra Santa e é o professor Borja que, encantado com Rosa, formula o plano de transformar a aldeia da inglesa em Jerusalém, por forma a proporcionar à avó o concretizar do seu sonho antes de morrer. Inacreditavelmente, o que parecia uma ideia completamente disparatada, acaba por ser bem recebida por (quase) todos e o plano é posto em prática. Mas até os melhores planos nem sempre correm como se espera, e este tem um final, sem dúvida, surpreendente.

Ao longo de toda a história são referidos os westerns que Rosa adora ler e o autor incluiu um pequeno conto que é o western preferido de Rosa e que acaba por explicar o final de Jesus Cristo bebia cerveja. Um pormenor que achei delicioso!

Classificação: 5

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Este livro conta para o Desafio Book Bingo 2013 (autor português).

domingo, 3 de novembro de 2013

Opinião: "Ensaio sobre a Cegueira"

www.wook.pt/ficha/ensaio-sobre-a-cegueira/a/id/58858?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho
Edição/reimpressão: Agosto de 2008
ISBN: 9789722110211
Páginas: 312

Sinopse: Uma cidade é devastada por uma epidemia instantânea de "cegueira branca". Face a este surto misterioso, os primeiros indivíduos a serem infectados são colocados pelas autoridades governamentais em quarentena, num hospital abandonado. Cada dia que passa aparecem mais pacientes, e esta recém-criada "sociedade de cegos" entra em colapso. Tudo piora quando um grupo de criminosos, mais poderoso fisicamente, se sobrepõe aos fracos, racionando-lhes a comida e cometendo actos horríveis. Há, porém, uma testemunha ocular a este pesadelo: uma mulher, cuja visão não foi afectada por esta praga, que acompanha o seu marido cego para o asilo. Ali, mantendo o seu segredo, ela guia sete desconhecidos que se tornam, na sua essência, numa família. Ela leva-os para fora da quarentena em direcção às ruas deprimentes da cidade, que viram todos os vestígios de uma civilização entrar em colapso. A viagem destes é plena de perigos, mas a mulher guia-os numa luta contra os piores desejos e fraquezas da raça humana, abrindo-lhes a porta para um novo mundo de esperança, onde a sua sobrevivência e redenção final reflectem a tenacidade do espírito humano. (daqui)

A minha opinião: Apesar de ter ido a correr comprar o livro depois de ter visto o filme, acabei por adiar a sua leitura, por um lado porque, como já sabia a história, tive medo de arrastar a leitura e, por outro, porque já sabia que a história era pesada...

Mas a verdade é que, apesar de a história ser pesada e de já a conhecer (porque o filme está muito fiel ao livro), a leitura foi fluída e compulsiva do início ao fim. E confirmou aquilo de que já desconfiava: gosto muito da escrita de Saramago. Só tenho pena de não o ter "descoberto" mais cedo...

Em Ensaio sobre a Cegueira, Saramago cria um cenário apocalíptico, resultante de um súbito e inexplicável surto de cegueira que eventualmente afecta toda a população. Os cegos são rapidamente isolados do resto da população e votados a um quase total abandono e, embora de início sejam capazes de manter uma espécie de sociedade semi-organizada, quando é atingida a sobrepopulação, instala-se o caos, agravado pela constituição de um gangue de criminosos organizados que obrigam os restantes cegos a actos abomináveis, fazendo-os trocar a sua dignidade por comida. Quando a precária sociedade dos cegos internados colapsa, estes partem e percebem que não resta mais ninguém que veja.

Na verdade há uma pessoa que vê, que nunca perdeu a visão, a mulher do médico. E é ela que irá guiar um grupo de sete pessoas pelas ruas em busca de abrigo e comida. Mas como ela própria constata várias vezes, tanto enquanto estava internada, como depois livre nas ruas, o ditado "em terra de cegos, quem tem olho é rei" não é tão verdadeiro quanto isso...  Porque ser a única que vê quando todos os outros estão cegos tanto é uma bênção como uma maldição. Ela vê o caos por todo o lado, a sujidade e a decadência e, por mais que tente ajudar, não pode arriscar anunciar a sua visão pois seria humanamente impossível a uma mulher valer a toda a população.

Gostei muito do facto do autor não ter situado a história nem espacial, nem temporalmente, o que lhe confere uma intemporalidade que a tornará sempre actual. Também as personagens nunca são nomeadas, são apenas o primeiro cego, a sua mulher, o médico, a mulher do médico, a rapariga dos óculos escuros, o velho da venda preta e o rapazinho estrábico, para referir apenas os mais importantes. Penso que todos estes pormenores acabam por realçar a possibilidade de que este cenário se poderia passar em qualquer cidade, em qualquer país, e passar-se-ia exactamente da mesma forma. E que, independentemente do desenvolvimento da sociedade e dos avanços da tecnologia, no fundo somos muito básicos e todo o nosso desenvolvimento e tecnologia são inúteis perante a falta de algo tão básico como a visão. E esse é um cenário bastante assustador, perceber como é fácil perdemos a nossa humanidade, aquilo que nos separa dos animais irracionais. Mas, ao mesmo tempo, permite-nos toda uma nova perspectiva sobre aquilo que realmente importa e sobre a importância de nos agarrarmos à nossa humanidade.

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2013 e Book Bingo 2013 (prémio Nobel).

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Opinião: "Os Trabalhos de Hércules"

Título original: The Labours of Hercules
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #26
Tradutor: John Almeida
Colecção: Obras de Agatha Christie nº61
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Maio de 2010
ISBN: 9789892308142
Páginas: 272

Sinopse: Hercule Poirot está a pensar muito seriamente em reformar-se e dar por terminada a sua brilhante carreira detectivesca. A verdade é que o talentoso belga acalenta um sonho: cultivar abóboras-meninas. Todavia, quando um amigo o compara a Hércules, o herói grego, o grande detective fica perplexo mas acaba por considerar que têm, sim, algo em comum: foram ambos responsáveis por livrar a sociedade de alguns dos seus mais temíveis monstros. Poirot decide então despedir-se em grande e aceitar apenas mais doze trabalhos, doze casos que correspondam em magnificência aos doze trabalhos de Hércules. Cada um deles ficará nos anais do crime como um feito heróico de dedução.

Considerada a melhor colecção de contos de Agatha Christie, Os Trabalhos de Hércules usa um tema unificador para mostrar doze exemplos das capacidades formidáveis das "celulazinhas cinzentas"de Hercule Poirot.

Os Trabalhos de Hércules (The Labours of Hercules) foi originalmente publicado em 1947 na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. 
 
A minha opinião: Numa altura em que começa a contemplar a hipótese de se reformar muito em breve, Poirot é comparado, por um amigo, a Hércules. E é assim que lhe surge uma idéia que rapidamente se torna num plano: tal como Hércules teve que ultrapassar doze trabalhos, também Hercule resolverá mais doze casos e só então se reformará.

Confesso que não me recordo muito bem de todos os trabalhos de Hércules, mas é bastante óbvio que os doze casos de Poirot têm todos semelhanças com os mesmos. Vou fazer uma breve referência a cada um deles:
  1. O Leão de Nemeia - Poirot é contratado para investigar um estranho caso de rapto de cães pequineses. Os cães são sempre raptados na presença de testemunhas e devolvidos depois de pago o resgate pedido. Como consegue o raptor desaparecer com os cães no meio de tantas pessoas e qual o verdadeiro motivo por detrás dos raptos é o que Poirot irá descobrir.
  2. A Hidra de Lerna - um homem desesperado recorre a Poirot para que o ajude. Na sua pequena aldeia corre o boato de que assassinou a sua mulher, que morreu há um ano. O homem garante que a sua mulher morreu de causas naturais e Poirot viaja até à aldeia e lança alguns boatos também para forçar a Hidra a mostrar a sua cabeça central.
  3. A Corça de Arcádia - um jovem mecânico bem apessoado relembra a Poirot um jovem pastor em Arcádia e quando este lhe pede que descubra o paradeiro da jovem por quem se apaixonou e que desapareceu misteriosamente, Poirot inicia a busca da bela "corça".
  4. O Javali de Erimanto - numa estância suiça, cujo acesso se faz apenas por um funicular que misteriosamente se avaria, Poirot tem de descobrir qual dos hóspedes ou dos funcionários é um perigoso assassino, um javali, em fuga da justiça.
  5. Os Estábulos de Augias - o jovem, e recentemente nomeado primeiro-ministro, vê o início do seu mandato ameaçado por revelações acerca do seu sogro, o anterior e demissionário primeiro-ministro, que irão ser publicadas num jornal. Poirot terá de adaptar e modernizar a solução de Hércules para conseguir limpar estes estábulos modernos.
  6. As Aves de Estinfália - novamente num hotel, desta feita na fictícia Herzoeslováquia, Poirot ajuda um cavalheiro inglês, envolvido numa situação muito desagradável precisamente devido ao seu cavalheirismo. E prova que, por vezes, as aves de mau agoiro não são bem aquelas de quem desconfiamos.
  7. O Touro de Creta - uma jovem abandonada pelo noivo pede ajuda a Poirot para que o faça mudar de ideias. É que o jovem está convencido que está a enlouquecer e pretende cortar todos os laços com a noiva para a poupar, mas ela não acredita na sua loucura. Será Poirot a descobrir a verdade e a livrar a aldeia do seu próprio touro de Creta.
  8. As Éguas de Diomedes - Poirot é contactado por um jovem médico que se deparou com uma festa na qual os convidados consumiram cocaína. Contudo, o médico não quer recorrer à polícia para proteger uma das convidadas. A jovem em causa, tal como as suas três irmãs, tem a fama de ser estouvada, justificável pelo facto de terem sido criadas apenas pelo pai. Cabe a Poirot a tarefa de descobrir o fornecedor da droga e parar a destruição que estas estão a causar.
  9. O Cinturão de Hipólita - um quadro de Rubens é roubado, em plena luz do dia e na presença de testemunhas, da galeria onde se encontrava exposto. E é por se encontrar a investigar esse caso que Poirot acaba a investigar também o caso de uma colegial desaparecida no comboio que a levaria à nova escola e que mais tarde reaparece, mas sem qualquer memória do que se passou. Conseguirá Poirot resolver ambos os casos?
  10. O Gado de Gerião - uma personagem da primeira história reaparece e pede ajuda a Poirot porque está preocupada com uma sua amiga envolvida numa seita cujos membros têm o curioso hábito de morrer depois de deixarem toda a sua fortuna à seita. Serão essas mortes apenas estranhas coincidências, ou haverá mão criminosa?
  11. As Maçãs das Hespérides - Poirot é contratado para recuperar o famoso e infame cálice do Papa Bórgia, roubado ao seu legítimo dono há dez anos.
  12. A Captura de Cérbero - Poirot reencontra em Londres a condessa Vera Rosakoff, agora gerente do bar nocturno da moda, o Inferno, decorado a rigor com direito ao cão Cérbero de guarda à entrada. Quando começa a frequentar o clube, Poirot apercebe-se que há negócios obscuros a ocorrer no Inferno e cabe a ele revelá-los.

Já aqui disse que não propriamente fã de contos, mas até apreciei estes, não só porque são todos protagonizados por Hercule Poirot, o meu detective preferido, mas também porque acaba por haver um fio condutor que os liga. Julgo que os teria apreciado bastante mais se me lembrasse melhor da mitologia grega... 

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Vintage Mystery Reading 2013 (Repeat Offenders), Cruisin' thru the Cozies 2013, Mystery/Crime 2013, Mount TBR 2013 e Book Bingo 2013 (contos).

sábado, 31 de agosto de 2013

Opinião: "A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata"

Título original: The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society
Autor: Mary Ann Shaffer e Annie Barrows
Tradutor: Ana Mendes Lopes
Editor: Suma de Letras
Edição/reimpressão: Março de 2010
ISBN: 9789896720155
Páginas: 377

Sinopse: Londres, 1946. Depois do sucesso estrondoso do seu primeiro livro, a jovem escritora Juliet Ashton procura duas coisas: um assunto para o seu novo livro, e, embora não o admita abertamente, um homem com quem partilhar a vida e o amor pelos livros.

É com surpresa que um dia Juliet recebe uma carta de um senhor chamado Dawsey Adams, residente na ilha britânica de Guernsey, a comunicar que tem um livro que outrora pertenceu a Juliet.

Curiosa por natureza, Juliet começa a corresponder-se com vários habitantes da ilha. É assim que descobre que Guernsey foi ocupada pelas tropas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial, e que as pessoas com quem agora se corresponde formavam um clube secreto a que davam o nome de Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. O que nasceu como um mero álibi para encobrir um inocente jantar de porco assado transformou-se num refúgio semanal, pleno de emoção e sentido, no meio de uma guerra absurda e cruel.

Fascinada pela história da dita Sociedade Literária, e ainda mais pelos seus novos amigos, Juliet parte para Guernsey. O que encontra na ilha mudará a sua vida para sempre.


Uma história comovente sobre o poder da amizade, dos livros e do amor.

A minha opinião: A última frase da sinopse resume perfeitamente esta história. É, sem dúvida, uma história sobre o poder do amor e da amizade e da importância que os livros podem ter ao aproximar as pessoas em tempos difíceis, funcionado como uma espécie de tábua de salvação, mantendo-as sãs e permitindo-lhes agarrarem-se à sua humanidade.

É um romance epistolar, um formato de que gosto bastante, e tem início no final da Segunda Guerra Mundial, quando Juliet Ashton se encontra em tournée de promoção do seu livro e é pela correspondência que mantém com os seus melhores amigos, Sophie e Sidney (que é também o seu editor), que ficamos a saber o estado devastador em que a cidade de Londres ainda se encontra e de que forma as pessoas estão, aos poucos, a tentar retomar as suas vidas.

Juliet encontra-se com bloqueio de escritor, sem saber muito bem sobre o que escrever de seguida, quando recebe uma carta de Dawsey Adams, um habitante da ilha de Guernsey que se encontra na posse de um livro que outrora lhe pertenceu, e é desta forma que Juliet fica a saber da existência da Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. Rapidamente passa a trocar correspondência não só com Dawsey, mas com vários outros membros da Sociedade. E as histórias que estes lhe contam são tão reais como são comoventes e afiguram-se como exactamente aquilo sobre o que Juliet quer escrever.

Mas o interesse de Juliet não é apenas como escritora, ela passa a encarar as pessoas da ilha como amigos, um sentimento reforçado quando se desloca até lá para os conhecer. E talvez aí encontre finalmente aquilo de que nem sabia que andava à procura.

Adorei este livro. A história é muito comovente até porque tem um fundo de verdade (a ilha de Guernsey esteve realmente sobre ocupação das tropas alemãs) e é particularmente tocante para amantes de livros e leituras. Porque é um hino ao poder dos livros em situações difíceis (um poder que posso atestar) e ao poder da amizade, pois foi a reunião em torno de (e com a desculpa de) livros que permitiu o desabrochar de amizades improváveis, indispensáveis para sobreviver com sanidade a uma época em que nada parecia fazer sentido.

Gostei muito que as autoras não tivessem caído na tentação fácil de demonizar todos os alemães, nem tivessem pintado todos os habitantes da ilha como pobres vítimas com as quais tínhamos de simpatizar. Porque o mundo é mesmo assim, não é a preto e branco, é em tons de cinzento, e em todos os lados há bons e maus.

Um livro que vou recomendar vezes sem conta a todos aqueles que, como eu, têm a paixão pela leitura e pelos livros! 

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Book Bingo 2013 (título com comida), What's in a Name 6 (cozinha), Mount TBR 2013, e Monthly Key Word Challenge (food).

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Opinião: "Percy Jackson and The Sea of Monsters"

Autor:
Série: Percy Jackson #2
Editor: Puffin Books
Edição/reimpressão: Abril de 2007
ISBN: 9780141319148
Páginas: 266

Sinopse: You can't tell by looking at me that my dad is Poseidon, God of the Sea.

It's not easy being a half-blood these days. You mortals can't even see the monsters we have to fight all the time. So when a game of dodgeball turned into a death match against an ugly gang of cannibal giants, I couldn't exactly ask my gym teacher for help.

And that was just for starters. This is the one where Camp Half-Blood is under attack, and unless I get my hands on the Golden Fleece, the whole camp will be invaded by monsters. Big ones.

Can Percy survive the treacherous Sea of Monsters and restore order to Half-Blood Hill?

A minha opinião: E pronto, agora que comecei a série, não vou descansar enquanto não a ler toda... Neste segundo livro, Percy está a um dia de terminar o ano escolar sem nenhum incidente digno de nota. O que, considerando o seu historial, é um grande feito! Mas, como é óbvio, ainda não é desta que o Percy consegue... E durante a aula de Educação Física, num jogo de dodgeball (jogo do mata) em que a equipa de Percy joga contra a equipa do rufião da turma, rapidamente o nome do jogo em português passa a ser bastante literal... É que alguns dos jogadores da equipa contrária, e que se haviam apresentado como alunos de uma outra escola de visita, são na verdade gigantes monstros canibais intentos em matar Percy. Felizmente Percy consegue derrotar os monstros com a ajuda da sua fiel espada Riptide, do seu amigo Tyson (um jovem sem-abrigo e com uma mentalidade bastante infantil, cujo único amigo é Percy) e de Annabeth.

Os três partem imediatamente para o Campo Half-Blood, mas aí deparam-se novamente com uma batalha entre os mestiços e os monstros que estão a invadir o campo. Como é que os monstros conseguiram penetrar a barreira protectora do campo? A explicação, infelizmente, é terrífica. Alguém envenenou a árvore com o espiríto de Thalia, a fonte da protecção, e esta está a morrer.

A única hipótese para curar a árvore e assegurar a protecção do Campo é encontrar o tosão de ouro e, com ele, curar a árvore. O problema é que este se encontra algures no Mar dos Monstros, conhecido entre nós, meros mortais, como o Triângulo das Bermudas.

E é o início de mais uma demanda em que Percy vai descobrir verdades incómodas, reencontrar amigos e inimigos, combater monstros, formar alianças inesperadas e descobrir o verdadeiro sentido de família. Gostei bastante de acompanhar Percy e companhia em mais uma aventura e vou, sem dúvida continuar a seguir a série. Estou muito curiosa em saber como se vai concretizar a profecia...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2013, Book Bingo 2013 (volume duma série).

domingo, 25 de agosto de 2013

Opinião: "Cai o pano - O último caso de Poirot"

Título original: Curtain: Poirot's last case
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #39
Tradutor: Salvador Guerra
Colecção: Obras de Agatha Christie nº76
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Maio de 2013
ISBN: 9789892323442
Páginas: 224
Origem: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: Hercule Poirot regressa à mansão de Styles, palco do seu primeiro caso. Na casa está reunido um grupo que muito agrada ao Capitão Hastings. O seu choque é, pois, imenso quando Poirot anuncia que, entre eles, se encontra um assassino implacável. Nenhum dos convidados tem perfil de criminoso, muito pelo contrário. Com o passar dos anos, a saúde do detetive deteriorou-se. Será que as suas célebres celulazinhas cinzentas vão desapontá-lo pela primeira vez?

Cai o pano: O último caso de Poirot (Curtain: Poirot’s last case) foi originalmente publicado em 1975 na Grã-Bretanha, tendo sido editado no mesmo ano nos Estados Unidos.

A minha opinião: Cai o pano: O último caso de Poirot é, tal como o nome indica, o último caso de Poirot. E nele encontramos um Poirot muito envelhecido e debilitado pela doença, um Poirot que aceitou a sua iminente mortalidade, mas que nem por isso aceita deixar um assassino escapar impune...

É que, apesar do seu corpo se encontrar em rápido e evidente declínio, o seu cérebro continua a 100% e, por isso, Poirot recorre à ajuda do seu velho amigo Capitão Hastings e pede que este se junte a ele no local onde tudo começou, a mansão de Styles. Styles foi transformada numa hospedaria e é aí que Poirot informa Hastings que um dos hospedes de Styles é um assassino em série. E pede a Hastings que o ajude, sendo os seus olhos e ouvidos na casa, uma vez que Poirot está praticamente confinado à cama e já só se move numa cadeira de rodas. Contudo, recusa-se a revelar a identidade do assassino, o que faz com que Hastings acabe por desconfiar de tudo e de todos...

Será Hastings capaz de auxiliar Poirot a capturar o assassino antes que este reclame a sua próxima vítima? Mas como, se nem sabe de quem se trata? A situação torna-se ainda mais desesperante para o pobre Capitão Hastings porque a sua filha é uma das hóspedes de Styles...

Gostei de regressar a Styles, quase como se, ao terminar a história de Poirot onde a mesma começou, fosse o completar de um círculo, de uma jornada que, felizmente, ainda continuo a acompanhar (porque não estou a ler os livros por ordem...). A mansão volta a ser uma espécie de personagem, com o seu ambiente opressivo e maligno a impregnar os seus habitantes. Tenho um fraquinho por velhas mansões inglesas, já se sabe!

O mistério está muito bem construído e explicado, mas outra coisa não seria de esperar de Agatha Christie e foi uma leitura bastante agradável. Só não lhe dou 5 porque acaba por ter pouco Poirot, mas neste caso não havia outra forma possível... 

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Book Bingo 2013 (clássico), Cruisin' thru the Cozies 2013 e Mystery/Crime 2013.

domingo, 18 de agosto de 2013

Opinião: "Sedução Intensa"

Título original: It Happened One Autumn
Autor: Lisa Kleypas
Série: Wallflowers #2
Tradutor: Cláudia Ramos e Helena Ramos
Editor: 5 Sentidos
Edição/reimpressão: Outubro de 2012
ISBN: 9789720043955
Páginas: 352

Sinopse: Quatro jovens da sociedade elegante de Londres partilham um objetivo comum: usar os seus encantos femininos para arranjarem marido. E assim nasce um ousado esquema de sedução e conquista. 

Num refinado baile londrino, Lillian Bowman depressa descobre que a sua educação tipicamente americana não está propriamente na moda. E encontra no insuportável Marcus, Lord Westcliff, o seu crítico mais implacável. Pena que seja um excelente partido... 

Quando Lillian cai acidentalmente nos braços de Marcus, vê-se consumida por uma súbita paixão por um homem que julgava detestar. O tempo parece parar e o corpo da jovem cede ao erotismo do momento, descobrindo sensações que nem sonhava existirem. 

Marcus, conhecido pela sua constância, também se vê perdido num turbilhão sensual. Cada toque de Lillian é pura tortura, cada beijo o faz gemer por mais. Mas como pode ele pensar em aceitar uma mulher tão pouco adequada para sua noiva? 

A minha opinião: Li o primeiro livro desta série no ano passado e depressa me apaixonei pelas suas personagens e pela autora. Por isso, não tardei muito a comprar o segundo livro. No entanto, circulou o rumor que a série não iria continuar a ser publicada em português e fiquei tão triste/danada que acabei por adiar a sua leitura... Felizmente parece que não passou de um rumor e, depois de comprar o terceiro livro, iniciei finalmente a leitura do segundo!

Sedução Intensa conta-nos a história de Lilian e Marcus, cujo romance iminente já havia ficado no ar no primeiro livro da série. E é uma história de amor muito divertida que me fez rir alto e bom som (felizmente estava sozinha nestas ocasiões) e que, de certa forma, faz lembrar o Orgulho e Preconceito. Isto porque Lillian e Marcus detestam-se e não têm pejo em demonstrá-lo sempre que podem. Lillian acha Marcus um aristocrata antiquado e convencido e Marcus acha que a Lillian é uma nova-rica sem modos e cujo único objectivo na vida é casar o dinheiro do seu pai com um título. Mas quer o destino que a família de Lillian vá passar a temporada de Outono à casa de família de Lord Westcliff e a convivência entre ambos acaba por lhes provar o quanto estavam enganados.

Há ainda um cheirinho a magia (o trocadilho foi intencional) com a existência de um perfume que parece acentuar o amor verdadeiro, um novo jogo de rounders e uma personagem que se vem a revelar um verdadeiro cafajeste... E reencontramos as restantes encalhadas, Annabelle (em permanente lua de mel), Evie e Daisy.

Palpita-me que não vou esperar tanto tempo para ler o próximo até porque quero muito saber que volta é que a autora vai dar ao par da Evie. É que ele tem muito de que se redimir e a Evie merece o melhor! 

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2013 e Book Bingo 2013 (autor descoberto em 2012).

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Opinião: "Letal"

Título original: Lethal
Autor: Sandra Brown
Tradutor: Lídia Geer
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2013
ISBN: 9789897260407
Páginas: 456

Sinopse: Quando a filha de quatro anos lhe diz que está um homem doente no seu jardim, Honor Gillette corre a ajudá-lo. Mas esse «doente» revela ser Lee Coburn, o homem acusado de assassinar sete pessoas na noite anterior. Perigoso, desesperado e armado, ele promete a Honor que ela e a filha não irão magoar-se se ela fizer tudo o que ele lhe pedir. Honor não tem alternativa a não ser aceitar a sua palavra.
Em breve Honor descobre que nem as pessoas mais próximas de si são de confiança. Coburn afirma que o seu falecido marido possuía algo extremamente valioso que coloca Honor e a filha em perigo. Coburn está ali para levar consigo esse objeto - a qualquer custo. Dos escritórios do FBI em Washington D.C. a um velho barco no litoral da Louisiana, Coburn e Honor fogem das pessoas que juraram protegê-los e desvendam uma teia de corrupção e depravação que os ameaça não só a eles, mas à própria sociedade.

A minha opinião: E mais uma vez, Sandra Brown não desiludiu! Letal é um thriller de acção rápida, como a autora já nos habituou, e onde desconfiamos constantemente de tudo e de todos...

Honor Gillette é uma jovem viúva que encontra um homem ferido no seu jardim. Mas esse homem, Lee Coburn, está em fuga e é acusado da morte de sete pessoas e não é por acaso que foi à sua casa. Coburn acredita que o marido de Honor escondeu algo que precisa desesperadamente de encontrar e não se coíbe de ameaçar a filha de Honor para que esta colabore consigo.

Como é típico nos livros da autora, as coisas nunca são o que parecem e Honor acaba por se aliar a Coburn na sua busca enquanto, ao mesmo tempo, luta por sobreviver e proteger os que mais ama. E na sua fuga alucinante, dá por si a desconfiar das pessoas que conhece desde sempre e a confiar num completo estranho.

Embora o romance esteja mais uma vez presente, achei-o mais morno do que nos outros livros que já li da autora. O que não significa que não me tenha agradado, achei as cenas românticas doces, mas não tão quentes como esperava.

Não sendo o meu preferido, não posso deixar de o recomendar aos fãs de Sandra Brown como eu!

Uma nota final para a capa. Embora a doca seja apropriada à história, a mãe e a filha da imagem não se adequam mesmo nada, uma vez que Emily, a filha de Honor, tem apenas 4 anos...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Mystery/Crime 2013 e Book Bingo 2013 (autor favorito).

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Opinião: "Uma Noite de Amor"

Título original: One Night for Love
Autor: Mary Balogh
Série: Bedwyn Prequels #1
Tradutor: Rui Azeredo
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2012
ISBN: 9789892312354
Páginas: 368

Sinopse: Numa manhã perfeita de Maio... 
Neville Wyatt, conde de Kilbourne, aguarda a sua noiva no altar. Mas, para espanto geral, em vez da bela jovem que todos conhecem aparece uma mendiga andrajosa. Perante a nata da aristocracia, o perplexo conde olha para ela e declara que é Lily, a sua mulher! Ao olhar para aquela que em tempos desposou, que amou e perdeu nos campos de batalha de Portugal, ele compromete-se a honrar o seu compromisso...apesar do abismo que agora os separa.

Até que Lily fala com franqueza... 
E afirma querer começar de novo… e que Neville a ame verdadeiramente. Para isso, sabe que terá de estar à altura das expectativas dele, o que a leva a aceitar ser dama de companhia da sua tia e aprender as boas maneiras. A determinada Lily rapidamente conquista a admiração da alta sociedade, demonstrando ser uma condessa à altura do seu conde. Por seu lado, Neville está disposto a tudo para provar à sua formidável mulher que o que sentiu por ela no campo de batalha foi muito mais que desejo, muito mais do que o arrebatamento de…

Uma noite de amor.

A minha opinião: Li há uns meses o meu primeiro livro da autora e percebi que não havia de passar muito tempo até ler um segundo... Infelizmente, não gostei tanto deste como gostei do anterior. E o livro até tinha tanto potencial, com uma parte da história a passar-se em Portugal na época das invasões francesas, mas essa parte acaba por ser secundária, o que é pena.

Contudo, o meu maior problema com este livro foram mesmo as personagens que, simplesmente, não me agarraram... Não posso elaborar muito porque acabaria por revelar demasiado, mas achei que faltou aquela picardia entre o casal típica destes romances. Neville e Lily são demasiado bonzinhos, demasiado delico-doces para o meu gosto. São pessoas que se amam, mas de mundos demasiado diferentes e forçados pelas circunstâncias a separarem-se. Até a identidade do vilão e o grande segredo foram óbvios demasiado cedo...

Mas não vou desistir da autora até porque já tenho ali à minha espera a continuação e estou curiosa por saber o que a autora reservou para a Lauren.

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Book Bingo 2013 (título com número), Mount TBR 2013 e Monthly Key Word Challenge (night).

domingo, 28 de julho de 2013

Opinião: "Em Parte Incerta"

Título original: Gone Girl
Autor: Gillian Flynn
Tradutor: Fernanda Oliveira
Editor: Bertrand Editora
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2013
ISBN: 9789722525572
Páginas: 520

Sinopse: O casamento pode dar cabo de uma pessoa...
Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o 5º aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas…
Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo - mas será mesmo um assassino?
Entretanto, todos os casais da cidade já se perguntam, se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa de prata escondida atrás do armário de Amy?
Com uma escrita incisiva e a sua habitual perspicácia psicológica, Gillian Flynn dá vida a um thriller rápido e muito negro que confirma o seu estatuto de uma das melhores escritoras do género.

A minha opinião: Este livro é verdadeiramente o chamado mindfuck. Confesso que não estava preparada para o murro no estômago que constituiu esta leitura, que é tão mais perturbadora quanto percebemos que a realidade que descreve não é necessariamente ficção...

Ainda que a sinopse contenha imprecisões (claramente foi mal traduzida, mas podem encontrar o original aqui) não quero escrever muito sobre a história porque isso seria negar o prazer da sua descoberta a quem ainda não o leu. Posso dizer que, para mim, este é um dos casos em que o hype que se gerou à volta deste livro é perfeitamente justificado e percebo perfeitamente o porquê de ter sido tão falado e destacado e de ter ganho tantos prémios.

Uma história contemporânea sobre casais e relações, que nos deixa a pensar até que ponto é verdadeiramente possível conhecer a pessoa com quem partilhamos uma vida, com quem dormimos todas as noites, aquela que, supostamente, será a nossa alma gémea.

Até agora, esta é a minha leitura do ano, e estará, sem dúvida, no meu top 10 dos melhores livros lidos em 2013. Fico a aguardar ansiosamente pela adaptação cinematográfica... E vou querer ler mais livros desta autora!

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Book Bingo 2013 (mistério) e Mystery/Crime 2013.

domingo, 21 de julho de 2013

Opinião: "Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo"

Título original: The Lightning Thief
Autor:
Série: Percy Jackson #1
Tradutor: Dina Antunes
Editor: Casa das Letras
Edição/reimpressão: Janeiro de 2010
ISBN: 9789724619378
Páginas: 328

Sinopse: Percy Jackson está prestes a ser expulso do colégio interno... novamente. E esse é o menor dos seus problemas. Ultimamente, criaturas fantásticas e os deuses do Olimpo parecem estar a sair das páginas de mitologia para entrarem na sua vida. E o pior de tudo é que ele parece ter enfurecido alguns deles. O raio-mestre de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito.
Agora, Percy e os seus amigos têm apenas dez dias para encontrar e devolver o símbolo do poder de Zeus e restabelecer a paz no Olimpo. Para o conseguir terá de fazer bem mais do que descobrir o ladrão: terá de enfrentar o pai que o abandonou, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora e poderosa do que os próprios deuses.

A minha opinião: Há três anos (desde que o livro foi lançado por cá) que o meu irmão me anda a chatear para ler esta série. O que, tendo em conta que ele não é propriamente um leitor assíduo, é um feito assinalável. Agora que o segundo filme vai estrear, achei que era a altura ideal para iniciar esta série.

O universo criado por Rick Riordan é muito interessante, pois é um universo em que os deuses gregos não só são reais, como continuam a governar do alto do Olimpo e a influenciar o destino dos humanos. O que significa também que todas as criaturas mitológicas são reais. E porque os maus hábitos nunca se curam, a tendência dos deuses para se envolverem com humanos e gerarem descendência continua até hoje...

Num instante o mundo de Percy altera-se radicalmente: descobre que é um mestiço, metade deus, metade humano, e como se isso não bastasse, há monstros atrás dele que o querem matar. Percy tem de partir numa missão para descobrir quem está por trás do roubo no Olimpo, do qual é o principal suspeito, encontrar o que foi roubado e evitar uma guerra entre deuses que terá consequências desastrosas para humanos e mestiços. E tudo isso enquanto tenta sobreviver...

Gostei bastante deste livro e deste universo (sempre adorei mitologia grega) e estou muito curiosa por ver que novas aventuras Percy e Annabeth terão, até porque há um inimigo poderoso que é revelado neste livro e que ainda lhes trará muitos dissabores, estou certa. O segundo livro vai ser lido muito, muito em breve... 

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2013, Book Bingo 2013 (sugerido).

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Opinião: "A Casa dos Espíritos"

Título original: La casa de los espíritus
Autor: Isabel Allende
Série: Tripartite #3
Tradutor: 
Editor: Difel
Edição/reimpressão: Julho de 2002
ISBN: 9789722900706
Páginas: 360

Sinopse: O relato da vida de Esteban Trueba, da mulher, dos filhos legítimos e naturais, e dos netos vai levar-nos do começo do século até à actualidade; é toda uma dinastia de personagens à volta das quais a narrativa vai gravitando sem perder de vista os outros - mesmo depois de mortos. O temperamento colérico do fundador, a hipersensibilidade fantasista da sua mulher e a evolução social do país - que reflecte e pode muito bem simbolizar qualquer país latino-americano - tornam difíceis as relações familiares, marcadas pelo drama e a extravagância e conduzem a um final surpreendente e cruel, que deixa no entanto aberto o caminho de uma trabalhosa reconciliação.
No panorama da actual literatura hispano-americana, nennhum nome de mulher tinha conseguido até agora ocupar um lugar cimeiro. Faltava pois uma romancista. A impecável desenvoltura estilística, a lucidez histórica e social e a coerência estética, patentes em A Casa dos Espíritos fazem do primeiro romance de Isabel, um livro inesquecível.
 

A minha opinião: Este é um dos livros que indico sempre que me perguntam qual o meu livro preferido. Mas a verdade é que, apesar de saber que o tinha adorado, não me recordava muito bem da sua história. Por isso, e com o incentivo de precisar de uma releitura para o desafio Book Bingo, parti para a minha segunda leitura de A Casa dos Espíritos.

Não pensei que fosse possível, mas a verdade é que gostei mais dele agora que o reli. Não consigo precisar quando o li pela primeira vez, mas foi há mais de 10 anos, sem dúvida. Tenho a certeza, porém, que só agora apreendi muitas subtilezas que me haviam escapado na primeira leitura. E provavelmente muitas ficaram ainda por descobrir numa terceira leitura...

Já anteriormente referi a minha predilecção por sagas familiares e esta é, sem dúvida uma das minhas preferidas. Isabel Allende leva-nos numa viagem pela história da família Trueba, história essa que inevitavelmente está interligada com a história do país onde se passa, o Chile.

Há uma predominância evidente das mulheres desta família, fortes e determinadas, com o pormenor delicioso de todas terem nomes sinónimos de branco (uma cor associada à pureza): Clara, Blanca e Alba - avó, mãe e neta (e ainda a bisavó Nívea). É através da história destas mulheres e desta família que Allende nos dá a conhecer também a história de um povo e de um país em mudança. Uma história que é também a sua e a da sua família (o seu pai era primo direito de Salvador Allende).

Gostei do pormenor da autora não ter nomeado personagens-chave da história do Chile, como Salvador Allende (referido apenas como o "Candidato" e mais tarde o "Presidente") e Pablo Neruda (o "Poeta"), o que, na minha opinião, permite eternizar ainda mais a história e alertar para a triste possibilidade de que a história se poderá repetir com outros protagonistas nos mesmos papéis. E tendo Portugal em comum com o Chile um passado de ditadura (que felizmente não vivi), foi particularmente arrepiante ler a parte final do livro, pois não é difícil imaginar que o mesmo se passou por cá...

Mas não posso terminar esta opinião sem referir a personagem masculina (obviamente há mais, mas esta é a que verdadeiramente se destaca): Esteban Trueba. Um selfmade man, que subiu a pulso e nunca teve medo de arregaçar as mangas e trabalhar, dedicado à sua família, mas arreigado às suas ideias e costumes, simultaneamente cruel e apaixonado. Acaba por perceber tarde de mais os erros que cometeu e paga caro pela sua obstinação e arrogância, colhendo o que semeou, e vendo aqueles de quem mais gosta a pagar pelos seus pecados.

Podia dizer muito mais sobre este livro, mas a opinião já vai longa... Digo apenas que vou continuar a indicá-lo como um dos meus livros preferidos e fico com a certeza que esta não será a última vez que o leio. E agora façam um favor a vós próprios e vão lê-lo também! E se já o leram, releiam-no, vale bem a pena!

Classificação: 5

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Este livro conta para o Desafio Book Bingo 2013 (releitura).

sábado, 6 de julho de 2013

Opinião: "Emoções Proibidas"

Título original: Everything Forbidden
Autor: Jess Michaels
Série: Albright Sisters #1
Tradutor: José Lourenço
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Junho de 2013
ISBN: 9789897260674
Páginas: 256
Origem: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: Durante vários verões Miranda Albright viu - horrorizada, mas vergonhosamente excitada - o seu perverso vizinho Ethan Hamon, o notório conde de Rothschild, «entreter» uma sucessão de amantes nos terrenos da sua propriedade. Agora que o pai dela morreu, deixando para trás uma montanha de dívidas, Miranda deve fazer o impensável. Ethan prometeu apoiar as suas irmãs mais novas, financeira e socialmente, por um preço escandalosamente caro: Miranda deve oferecer-se completamente ao conde durante três meses, sem remorsos e sem restrições. Noventa dias e noites de sensualidade desenfreada esperam-na nos braços de um galã que vê a sua submissão como nada mais do que um grande jogo erótico. Porém, nem Miranda nem Ethan percebem que fogo arde por detrás de um rubor inocente. E assim que a paixão dela é desencadeada pelos lábios e pelo toque de Ethan, é a aluna que vai ensinar ao professor os caminhos do prazer proibido... e do amor.

A minha opinião: Devo confessar que quando me deparei com uma cena de sexo no prólogo, revirei os olhos e fiquei logo de pé atrás com este livro. Felizmente estava enganada e Emoções Proibidas acabou por não ser apenas mais um livro de sexo com um bocadinho de romance à mistura. Pelo contrário, o sexo é predominante no início da história, mas à medida que esta avança, perde o protagonismo e é o romance que domina.

E é aqui que penso que reside a grande diferença entre este livro e outros do género que já li. É verdade que a relação entre os protagonistas de início é somente sexual e começa por ser apenas uma relação comercial (o que me deixou um bocadinho desconfortável), mas à medida que se vão conhecendo e passando mais tempo juntos, o sexo passa a incluir intimidade e o amor acontece.

Só tenho um pequeno reparo a fazer à última cena que, embora tenha sido muito romântica, me pareceu irreal. Não posso acreditar que, naquela época, um membro da nobreza fizesse uma declaração pública daquela forma....

Mas tirando essa cena, acabei por gostar bastante da história de amor entre Miranda e Ethan e achei as cenas mais quentes entre ambos bem escritas. Esta é, sem dúvida, uma autora que vou querer voltar a ler. Estou particularmente curiosa com a história de Penelope, a segunda irmã, que se meteu num sarilho dos grandes no final deste livro. Mal posso esperar por ver o que a autora tem reservado para ela. Só espero que a Quinta Essência não demore muito a publicá-lo (a série está a ser publicada fora de ordem por cá, este é o primeiro e já foram publicados os livros 2.5 e 3 da série - Tabu e Força do Desejo).

Classificação: 4

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Este livro conta para o Desafio Book Bingo 2013 (livre).

domingo, 30 de junho de 2013

Opinião: "Morte na Praia"

Título original: Evil Under the Sun
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #23
Tradutor: José Lourenço
Colecção: Obras de Agatha Christie nº5
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Abril de 2008
ISBN: 9789724127651
Páginas: 192

Sinopse: Numa ilha da costa de Devon, em plena época balnear, desenham-se os contornos de um triângulo amoroso. Por uma (in)feliz coincidência, Poirot encontra-se bem perto do desenrolar da acção. De férias e decidido a aproveitar ao máximo (ou tanto quanto o detective belga se permite) os efeitos benéficos do sol e do ar marítimo, Poirot cedo abdica desses propósitos para dedicar toda a sua atenção ao excêntrico grupo que com ele partilha o hotel. Mas escondem-se motivos sombrios por detrás da aparente frivolidade destas relações sociais, e nada nem ninguém parece conseguir demover o assassino das suas sinistras intenções.

A minha opinião: A acção de Morte na Praia fez-me lembrar uma tragédia grega. O ambiente de desgraça iminente é rapidamente perceptível, inclusivé por Poirot que o admite a certa altura. É referido logo no primeiro capítulo que "o mal está debaixo do Sol" (a tradução literal do título original) e Poirot dá o mote quando exemplifica que todas as pessoas ali presentes têm um motivo para ali se encontrarem, por estarem de férias, por ser Agosto e por em Agosto as pessoas de férias irem para a beira-mar, o que por si só constituiria um álibi para alguém que quisesse assassinar um inimigo que soubesse que ali se encontraria.

E o mal acaba por acontecer debaixo do Sol... Uma antiga actriz, que apesar de casada, continuava a cultivar paixões, aparece morta. Ninguém parecia gostar dela, nem o marido, nem a enteada, nem a sua mais recente conquista. E a juntar a esta lista de suspeitos há ainda a amiga de infância do marido que sempre o amou, a mulher do seu amante e um reverendo fanático, entre outros. Suspeitos não faltam, e motivos também não, mas só Poirot conseguirá ver para lá das ilusões e descobrirá a verdade!

Apesar de não ser um dos meus favoritos, Morte na Praia é um mistério muito competente, em que todas as pontas são atadas e onde Poirot, desta feita a solo, se encontra em grande forma.

Classificação: 4

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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Opinião: "O Mundo Sem Nós"

Título original: The World Without Us
Autor:
Tradutor: José Pedro Barreto
Editor: Estrela Polar
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2008
ISBN: 9789728929770
Páginas: 332

Sinopse: Em O Mundo Sem Nós, Alan Weisman aborda de forma absolutamente original o impacto da humanidade no planeta: sugere-nos uma antevisão da Terra sem a nossa presença.

Quais os vestígios do Homem que permanecerão e quais os que desaparecerão?

Como vão os nossos cabos, os nossos oleodutos, esfarelar-se progressivamente num estranho pó vermelho?

Por que razão certos edifícios, certas pontes, resistirão mais à usura do tempo que outros?

Que animais proliferarão e que raças se extinguirão?

Porque fica Nova Iorque submersa pelas águas em menos de uma semana?

Alan Weisman tem uma investigação amplamente documentada; baseia-se na evolução de territórios actualmente virgens - as florestas que envolvem Chernobyl, a zona desmilitarizada que separa as duas Coreias, etc. -, cruza as opiniões dos especialistas com as observações dos autóctones, e convida-nos a uma instrutiva viagem à volta da Terra... sem nós!

A minha opinião: O Mundo Sem Nós foi o livro que escolhi como leitura de Maio do Monthly Key Challenge 2013, mas acabou por só ser lido em Junho... Já o tenho há bastante tempo, mas a sua leitura acabava por ser sempre adiada. Agora que o li, percebi que tinha saudades de ler não ficção.

O autor partiu de uma simples premissa, o que aconteceria ao mundo se, de repente, o Homem não existisse? O que aconteceria às restantes espécies animais e vegetais? E às nossas contruções, infraestruturas e monumentos? E ao se debruçar sobre este assunto, o autor acaba por expôr muitas das nossas faltas, muitas que já nos encontramos a pagar e cuja factura ainda iremos pagar por muito tempo, e algumas que não sabemos ainda se não serão irreparáveis. E aponta o dedo ao consumismo desenfreado e ao desrespeito pelo impacto que temos no nosso planeta.

E alerta-nos para algumas situações bastante preocupantes, das quais gostaria de salientar as seguintes:
  • os exfoliantes que usamos e cujos grânulos são, na verdade, polietileno, ou seja, plástico. “Estão a vender plástico destinado a ir para o cano de esgoto, para os rios, para o oceano. Partículas minúsculas de plástico para serem engolidas por pequenas criaturas marinhas”. O autor refere que há alternativas viáveis como partículas de sementes de jojoba, casca de noz, sementes de uva, caroços de damasco, açúcar não-refinado e sal marinho e indica até uma marca que as utiliza: St. Ives Apricot Scrub. Nunca tinha pensado nisto, mas vou passar a procurar marcas de exfoliantes 100% naturais. 
  •  a manipulação química que permitiu a criação dos PCP (e outros que o autor também indica), utilizados em plásticos, fertizantes, solventes, etc., que tendo sido desenvolvidos pela sua durabilidade, têm o efeito perverso de permanecer nos solos, de estarem a envenenar a fauna polar e de mostrarem poucos ou nenhuns sinais de biodegradação.
  • a manipulação genética, que criou espécies animais e vegetais geneticamente modificadas que agora ameaçam a biodiversidade natural por se imiscuirem com ela e por a estarem a alterar através de cruzamentos genéticos.
  •  o perigo do acumular de resíduos químicos e nucleares, para os quais o Homem não encontrou ainda solução definitiva e que são armazenados no subterrâneo, o que é assustador a tantos níveis... Mesmo que se consiga controlar tudo o que pode correr mal, o que acontecerá se ocorrer um sismo e todos aqueles resíduos forem libertados na natureza?
Há muitos mais exemplos que podia dar, mas estes foram os que mais me marcaram. No entanto, não pensem que o tom do livro é pessimista, porque não é. Na verdade, o autor conclui, baseado não só na história natural do planeta, mas também na observação de locais como Chernobyl e a zona desmilitarizada entre as duas Coreias, livres da intervenção humana, que o nosso planeta irá sobreviver sem nós. Fauna e flora adaptar-se-ão e ocuparão o espaço que hoje ocupamos. Mas não tenham ilusões, o mundo sobreviverá sem nós, mas nunca mais será igual. O nosso impacto continuará a revelar-se por milhões de anos.

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2013, Monthly Key Word Challenge (world), Book Bingo 2013 (não ficção) e Spring Reading Thing 2013.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Opinião: "Clouds of Witness"

Autor: Dorothy L. Sayers
Série: Lord Peter Wimsey #2
Editor: Open Road
Edição/reimpressão: Julho de 2012
ISBN: 9781453262467
Páginas: 252
Origem: Requisitado no NetGalley

Sinopse: When blood stains his family name, Lord Peter fights to save what he holds most dear

After three months in Corsica, Lord Peter Wimsey has begun to forget that the gray, dangerous moors of England ever existed. But traveling through Paris, he receives a shock that jolts him back to reality. He sees it in the headlines splashed across every English paper-his brother Gerald has been arrested for murder.

The trouble began at the family estate in Yorkshire, where Gerald was hunting with the man soon to be his brother-in-law, Captain Denis Cathcart. One night, Gerald confronts Cathcart with allegations about his unsavory past, leading the captain to call off the wedding. Just a few hours later, Cathcart is dead, with Gerald presumed to be the only one who could have fired the fatal shot. The clock is ticking, and only England's premier sleuth can get to the bottom of this murky mystery.

This ebook features an illustrated biography of Dorothy L. Sayers including rare images from the Marion E. Wade Center at Wheaton College.

A minha opinião: Quando Lord Peter Wimsey tem conhecimento da tragédia que atingiu a sua família, não hesita em regressar imediatamente a Inglaterra e não descansa enquanto não descobre toda a verdade sobre o que aconteceu naquela noite fatal. O caso parece bastante simples para a polícia: Gerald, o irmão de Peter, é acusado do assassinato de Denis Cathcart, o noivo da irmã de ambos, Mary. Peter não acredita na culpa do irmão, mas o facto de ter tido uma discussão prévia com Cathcart e de ter sido encontrado por Mary tombado sobre o corpo, parecem ser todas as provas de que a polícia precisa para o acusar... E as declarações de Mary no momento da descoberta do corpo parecem reforçar a sua culpabilidade.

Mas certamente que Mary não acredita na culpa do seu próprio irmão, certo? E o que se passa com ela que se encontra permanentemente indisposta e incapaz de falar? E porque é que Gerald se recusa a revelar onde se encontrava à hora do crime? Que segredos escondia o noivo assassinado e quem mais teria motivos para querer a sua morte? Estas são algumas das questões que Lord Peter se propõe responder, contando, para isso, com a sempre preciosa ajuda do Inspector Parker.

Gostei bastante do puzzle e da sua resolução, mas devo admitir que o processo de resolução do mesmo foi um pouquinho entediante. E talvez por isso tenha demorado tanto tempo (quase um mês) a ler um livro tão pequeno. Também a forma que a autora escolheu para nos contar a história, recorrendo a uma notícia de jornal para nos descrever o crime inicialmente e a uma carta para desvendar o final, não é das minhas preferidas, prefiro quando a acção nos é descrita no presente e a podemos vivenciar mais intensamente.

Isto não significa que vá desistir da série porque tenciono continuar a acompanhar os casos desvendados por este charmoso detective amador.

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Book Bingo 2013 (e-book), Cruisin' thru the Cozies 2013, Mystery/Crime 2013Vintage Mystery Reading 2013 (Criminosos de Casa de Campo) e Spring Reading Thing 2013.

domingo, 5 de maio de 2013

Opinião: "O Jardim dos Segredos"

Título original: The Forgotten Garden
Autor: Kate Morton
Tradutor: Cristina Correia
Editor: Porto Editora
Edição/reimpressão: Janeiro de 2010
ISBN: 9789720041722
Páginas: 552

Sinopse: Uma criança perdida. Nas vésperas da Primeira Guerra Mundial uma criança é encontrada só, num barco que se dirigia à Austrália. A mulher misteriosa que prometera tomar conta dela tinha desaparecido sem deixar rasto.

Um terrível segredo. No seu 21.º aniversário, Nell Andrews descobre algo que mudará a sua vida para sempre. Décadas depois, embarca em busca da verdade, numa demanda que a conduz até à costa da Cornualha e à bela e misteriosa Mansão Blackhurst, em tempos propriedade da aristocrática família Mountrachet.

Uma herança misteriosa. Com o falecimento de Nell, a neta Cassandra recebe uma herança surpreendente. A Casa da Falésia e o seu jardim abandonado são famosos nas redondezas pelos segredos que ocultam - segredos sobre a família Mountrachet e a sua governanta, Eliza Makepeace, uma escritora de obscuros contos de fadas. É aqui que Cassandra irá por fim desvelar a verdade sobre a sua família e resolver o mistério de uma pequena criança perdida.

A minha opinião: Devo confessar que estava um bocadinho apreensiva quando iniciei esta leitura. Isto porque adorei O Segredo da Casa de Riverton e não queria criar demasiadas expectativas com O Jardim dos Segredos. Afinal, não são todos os autores que conseguem manter a mesma qualidade de livro para livro... Mas nada havia a temer, Kate Morton é uma dessas autoras! Apesar de ter gostado mais de O Segredo da Casa de Riverton, esta foi uma leitura apaixonante.

O livro segue uma estrutura semelhante, com um segredo do passado a ser desvendado aos poucos e com a história a passar-se em diferentes épocas, alternando sobretudo entre o presente (2005), o passado (1900's) e o passado recente (1975). A história começa com uma criança abandonada num navio a caminho da Austrália. A menina pensa estar a participar num jogo e nunca revela o seu nome nem as suas origens. Acaba por ser adoptada pelo capitão do porto e a sua mulher que a criam como se fosse filha deles e a baptizam de Nell. Apenas aos 21 anos sabe a verdade e é aí que tudo muda na sua vida. Em 2005 é a sua neta Cassandra que acaba por desvendar o segredo, viajando até à Cornualha, local onde se encontram as verdadeiras origens de Nell.

À semelhança de O Segredo da Casa de Riverton, a história de O Jardim dos Segredos é também agridoce porque é inevitável não pensar como tudo poderia ter sido diferente se... Não vou completar porque não quero spoilar ninguém. Mas para mim a maior lição que se pode tirar desta história é que devemos aproveitar as coisas boas que temos e não nos agarrar ao passado e ao que podia ter sido. E fica a dúvida se, por vezes, a ignorância não será uma bênção...

Não quero contar muito da história porque é o desvendar progressivo dos segredos que lhe dá o seu encanto, mas posso dizer que a achei mais previsível (cedo antevi onde iria parar e quando o maior dos segredos é finalmente desvendado, já eu desconfiava o que era) e é por isso que prefiro O Segredo da Casa de Riverton (que me apanhou completamente de surpresa). Mesmo assim é uma leitura que recomendo sem reservas. Quando terminei a vontade era voltar imediatamente a ler...

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2013, Monthly Key Word Challenge (garden), Book Bingo 2013 (ficção histórica) e Spring Reading Thing 2013.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Opinião: "Dash & Lily's Book of Dares"

Autores:
Editor: MIRA Ink
Edição/reimpressão: Outubro de 2012
ISBN: 9781848451728
Páginas: 260
Origem: Requisitado no NetGalley

Sinopse: "I've left some clues for you. If you want them, turn the page. If you don't, put the book back on the shelf, please."

Lily has left a red notebook full of challenges on a favorite bookstore shelf, waiting for just the right guy to come along and accept its dares. But is Dash that right guy? Or are Dash and Lily only destined to trade dares, dreams, and desires in the notebook they pass back and forth at locations across New York? Could their in-person selves possibly connect as well as their notebook versions? Or will they be a comic mismatch of disastrous proportions?

Rachel Cohn and David Levithan have written a love story that will have readers perusing bookstore shelves, looking and longing for a love (and a red notebook) of their own.

A minha opinião: Quando vi este livro disponível no NetGalley não hesitei em requisitá-lo, e quando o meu pedido foi aceite, mal podia acreditar... Afinal já tinha visto tantas opiniões positivas sobre os livros escritos em conjunto por





Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Book Bingo 2013 (young adult) e Spring Reading Thing 2013.