Autor: Liz Fenwick
Tradutor: Raquel Dutra Lopes
Editor: Quinta Essência
Edição: Junho de 2014
ISBN: 9789897261305
Páginas: 368
Sinopse: Fugir no dia do próprio casamento nunca parece bem.
Quando a pressão do futuro casamento se torna demasiada, Jude foge da igreja, deixando um bom homem no altar, a sua mãe furiosa e os convidados com mexericos suficiente para durar um ano. Culpada e envergonhada, Jude foge para Pengarrock, uma mansão em ruínas na Cornualha, no cimo de uma falésia, onde aceita um emprego a catalogar a extensa biblioteca da família Trevillion. A casa é um refúgio bem-vindo para Jude, cheia de história e segredos, mas quando seu novo proprietário chega, torna-se claro que Pengarrock não é amada por todos. Quando Jude sucumbe ao feitiço da casa, descobre um enigma familiar decorrente de uma terrível tragédia que teve lugar séculos antes: ao que parece, há algures um tesouro perdido. E quando Pengarrock é posta à venda, parece que o tempo está a esgotar-se para a casa e para Jude…
A minha opinião: Um Amor na Cornualha é a prequela de A Casa dos Sonhos, e conta-nos a história de duas personagens que surgem brevemente nesse livro.
A protagonista é Jude Warren, uma americana que foge do seu próprio casamento no dia da cerimónia e vai para a Inglaterra, para onde ela e o noivo se iam mudar após o casamento. Apesar do seu noivo John ser uma excelente pessoa, ela percebeu que estava a casar-se mais para fazer a vontade à mãe do que propriamente por ser algo que queria fazer. E que estava a confundir amizade com amor...
Jude aceita um emprego em Pengarrock, uma mansão decrépita na Cornualha, a catalogar a biblioteca de Petroc Trevillion. Ela apaixona-se pelo local e está determinada em salvar a propriedade da ruína financeira. Nem que, para isso, tenha de resolver um mistério familiar com séculos de existência e recuperar um tesouro perdido.
Só que vai ter de lidar com Tristan Trevillion, o filho de Petroc e herdeiro de Pengarrock, que chega determinado a fazer o que tem de ser feito para evitar a falência do pai, incluindo vender a mansão. E, se ao início a relação de ambos é de desconfiança mútua, eventualmente chegam à conclusão que ambos querem o mesmo: salvar a mansão. E que, se trabalharem juntos, as suas hipóteses aumentam consideravelmente.
Gostei mais do primeiro livro, mas ainda assim gostei bastante deste. A Jude é um mulher que parte para muito longe da casa para se descobrir e, ao fazê-lo descobre o lugar e as pessoas a que pertence. E consegue avançar com a sua vida sem deixar assuntos pendentes. O Tristan é um homem amargurado ao início, amaldiçoado com um sentido prático que o pai, infelizmente, nunca possuiu e que fez com que os dois se tivessem afastado. Contudo, com a ajuda de Jude, acabam por conseguir restabelecer uma relação. O romance acaba por não ser o principal neste livro, mas, ainda assim, gostei.
Classificação: 4
Enredos: viagem de autoconhecimento, famílias afastadas, mistério secular.












