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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Opinião: "Inferno"

Título original: Inferno
Autor:
Série: Robert Langdon #4
Tradutor: Fernanda Oliveira, Ana Lourenço e Tânia Ganho
Editor: Bertrand 
Edição/reimpressão: Julho de 2013
ISBN: 9789722526449
Páginas: 552

Sinopse: «Procura e encontrarás.»

É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objeto macabro encontrado escondido entre os seus pertences.
Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas.
Tendo como guia apenas alguns versos do «Inferno», a obra-prima de Dante, épica e negra, veem-se obrigados a decifrar uma sequência de códigos encerrados em alguns dos artefactos mais célebres da Renascença - esculturas, quadros, edifícios -, de modo a poderem encontrar a solução de um enigma que pode, ou não, ajudá-los a salvar o mundo de uma ameaça terrível…
Passado num cenário extraordinário, inspirado por um dos mais funestos clássicos da literatura, Inferno é o romance mais emocionante e provocador que Dan Brown já escreveu, uma corrida contra o tempo de cortar a respiração, que vai prender o leitor desde a primeira página e não o largará até que feche o livro no final.

A minha opinião: Tinha ficado decepcionada com o livro anterior da série, O Símbolo Perdido, e talvez tenha sido por isso que demorei tanto tempo a ler este. Mas com a aproximação da estreia da sua adaptação cinematográfica não podia esperar mais.

E a verdade é que o autor se redimiu neste livro. Embora seja uma história diferente e até um pouco estranha, o espírito dos primeiros livros está cá.

Robert Langdon acorda num quarto de hospital em Florença, mas a última coisa de que se lembra é de estar em Harvard há dois dias. Não faz ideia do que lhe aconteceu nesse meio tempo, nem o que faz em Itália, mas a sua amnésia pode ser explicada pela ferida de bala que tem na cabeça. O que também pode explicar as estranhas visões que tem com médicos da peste e cadáveres por todo o lado. Enquanto está a ser observado por médicos, o seu quarto é atacado e parece que quem o tentou matar antes está determinado em terminar o trabalho.

Robert consegue fugir com a ajuda de uma médica, Sienna Brooks, e é com a sua ajuda que irá reconstruir o seu trajecto dos últimos dois dias e tentar perceber quem e porque é que o querem matar. Tudo parece estar relacionado com a obra-prima de Dante, Inferno, em cujas estrofes se encontram as pistas que possibilitarão impedir o plano maquiavélico de um louco genial de libertar uma praga no mundo.

Não tendo sido o meu favorito da série, gostei bastante. A corrida contra o tempo por entre corredores de museus e monumentos, utilizando passagens secretas e o intelecto e conhecimento de Robert estão presentes e são fundamentais. Gostei do que aprendi sobre Dante e a sua obra-prima e fiquei ainda com mais vontade de visitar Florença. E, oh meu Deus, aquele final! Sempre quero ver como é que o autor dá a volta àquilo no próximo livro...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2016 e TBR Pile 2016

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Opinião: "O Símbolo Perdido"

Título original: The Lost Symbol
Autor: Dan Brown
Série: Robert Langdon #3
Tradutor: Carlos Pereira, Ester Cortegano, Fernanda Oliveira e Marta Teixeira Pinto
Editor: Bertrand Editora
Edição/reimpressão: Outubro de 2009
ISBN: 9789722520140
Páginas: 576

Sinopse: Washington, D.C.: Robert Langdon, simbologista de Harvard, é convidado à última hora para dar uma palestra no Capitólio. Contudo, pouco depois da sua chegada, é descoberto no centro da Rotunda um estranho objecto com cinco símbolos bizarros.
Robert Langdon reconhece-o: trata-se de um convite ancestral para um mundo perdido de saberes esotéricos e ocultos.

Quando Peter Solomon, eminente maçom e filantropo, é brutalmente raptado, Langdon compreende que só poderá salvar o seu mentor se aceitar o misterioso apelo.

Langdon vê-se rapidamente arrastado para aquilo que se encontra por detrás das fachadas da cidade mais poderosa da América: câmaras ocultas, templos e túneis. Tudo o que lhe era familiar se transforma num mundo sombrio e clandestino, habilmente escondido, onde segredos e revelações da Maçonaria o conduzem a uma única verdade, impossível e inconcebível.

Trama de história veladas, símbolos secretos e códigos enigmáticos, tecida com brilhantismo, O Símbolo Perdido é um thriller surpreendente e arrebatador que nos surpreende a cada página.

O segredo mais extraordinário e chocante é aquele que se esconde diante dos nossos olhos…

A minha opinião:
Para começar quero dizer que gosto dos livros de Dan Brown. Não, nunca ganhará um Nobel, nem terá grandes méritos literários, mas entretém e aprendo sempre muito com os seus livros. No entanto, este livro não me encheu completamente as medidas... Talvez tivesse as expectativas demasiado altas, talvez o facto de andar cansada (preciso desesperadamente de férias!!!) e adormecer com facilidade justifiquem esta leitura não ter sido completamente satisfatória.

Mas voltando à leitura, ao contrário dos livros anteriores do autor, este não me agarrou imediatamente à história. De facto, só a cerca de 200 páginas do final é que ganhei entusiasmo pelo livro... A premissa é boa e semelhante às duas aventuras anteriores de Robert Langdon: desvendar um mistério escondido numa cidade num curto espaço de tempo. Depois de Roma e Paris, desta feita o segredo esconde-se em Washington. E talvez o meu maior problema com este livro resida precisamente aí: enquanto nos livros anteriores Langdon percorria a cidade em busca da próxima pista, neste parece que todas as pistas lhe são fornecidas ao início, só tem de desvendá-las enquanto foge...

Também a personagem feminina não me cativou como Victoria Vetra e Sophie Neveu. Aliás, se tivesse de ler mais uma vez que Katherine "prendeu o cabelo atrás das orelhas" acho que gritava... Felizmente que à medida que a acção avançava deixou de se preocupar se estava despenteada :)

Foi educativo no que refere à Maçonaria que, confesso, desconhecia quase por completo (o autor indica ao início que todos os rituais referidos no livro são reais), e fiquei com vontade de conhecer Washington, embora não tão apaixonadamente como aconteceu com Paris e Roma...

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Mystery & Suspense 2011 e Spring Reading Thing 2011.