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sábado, 3 de janeiro de 2015

Desafios de Leitura 2014 - Balanço Final

Findo o ano, é altura de fazer o balanço de como correram os desafios de leitura em que me inscrevi em 2014:

Mount TBR 2014

O único desafio que teve direito ao seu próprio post de encerramento. Correu muitíssimo bem: tinha definido um objectivo de 12 livros e acabei por ler 27!


Vintage Mystery Bingo 2014

Cumpri. Tinha-me proposto ler 6 livros e, assim, completar uma linha do cartão de bingo e consegui. 

Estes foram os livros que li para este desafio:

Monthly Key Word Challenge 2014

Cumpri e li os 12 livros necessários:
  1. As Horas Distantes (The Distant Hours) de Kate Morton - Clock
  2. Meia-noite no Jardim do Bem e do Mal (Midnight in the Garden of Good and Evil) de John Berendt - Night
  3. A Cor do Hibisco (Purple Hibiscus) de Chimamanda Ngozi Adichie - Flower
  4. A Princesa de Gelo de Camilla Läckberg - Princess
  5. A morte de Lorde Edgware (Lord Edgware Dies) de Agatha Christie - Death
  6. One More Day de Fabio Volo - Day
  7. The Accidental Prince de Michelle Willingham - Prince
  8. Amor e Chocolate (The Chocolate Run) de Dorothy Koomson - Run
  9. As Dez Figuras Negras (Ten Little Niggers) de Agatha Christie - Number
  10. The Sea Sisters de Lucy Clarke - Ocean
  11. Candy Houses de Shiloh Walker - House
  12. Holiday Kisses de Alison Kent, Jaci Burton, HelenKay Dimon e Shannon Stacey - Kiss

Monthly Motif Word Challenge 2014

Cumpri e li os 12 livros necessários:
  1. As Horas Distantes (The Distant Hours) de Kate Morton - Around the World
  2. Meia-noite no Jardim do Bem e do Mal (Midnight in the Garden of Good and Evil) de John Berendt - Award Winner
  3. O Beijo Encantado (A Kiss at Midnight) de Eloisa James - Fairy tales
  4. As Investigações de Poirot (Poirot Investigates) de Agatha Christie - Short & Sweet
  5. A morte de Lorde Edgware (Lord Edgware Dies) de Agatha Christie - Mystery, Murder, & Mayhem
  6. Cidades de Papel (Paper Towns) de John Green - A Long Journey
  7. Dexter is Delicious de Jeff Lindsay - Assassins, Warriors, & Rebels
  8. Living Dead in Dallas de Charlaine Harris - Alternate Reality
  9. As Dez Figuras Negras (Ten Little Niggers) de Agatha Christie - Book to Movie
  10. The Tales of Beedle the Bard de J.K. Rowling - The Witching Hour
  11. Crime na Mesopotâmia (Murder in Mesopotamia) de Agatha Christie - An Oldie but a Goodie
  12. Maybe This Christmas de Sarah Morgan - That's a Wrap 

TBR Pile 2014

Prova mais que superada! Inicialmente tinha-me inscrito no segundo nível, A Friendly Hug, que pressupunha a leitura de 11 a 20 livros. Fui aumentando esse objectivo e acabei por ultrapassar o nível mais elevado: li 58 livros que se enquadram nas regras do desafio. A distribuição entre ebooks e livros físicos foi equilibrada: 31-27.


What's in a Name? 2014

Cumpri e li os 6 livros correspondentes a cada uma das categorias:
  1. As Horas Distantes (The Distant Hours) de Kate Morton - a reference to time
  2. A Princesa de Gelo de Camilla Läckberg - a position of royalty 
  3. Dexter is Delicious de Jeff Lindsay - a forename or names
  4. As Dez Figuras Negras (Ten Little Niggers) de Agatha Christie - a number written in letters
  5. Retrato de Família (Sheltering Rain) de Jojo Moyes - a type or element of weather
  6. The French for Christmas de Fiona Valpy - a school subject

Netgalley & Edelweiss 2014

Superado também! Tinha-me inscrito no nível Silver - 25 livros e acabei por ler 43 (embora já não tenha conseguido submeter a opinião do último no site...).

Cruisin' Thru the Cozies 2014

O único desafio em que falhei estrondosamente. Do meu objectivo de ler 7 a 12 livros (nível 2 - Investigator), li apenas 5... Acho que este ano não estava virada para os cozy mysteries... Estes foram os que li:

Goodreads Reading Challlenge 2014

Por último, o desafio do Goodreads, que também me correu muito bem! No início de 2014 desafiei-me a ler 45 livros, acabei por ir aumentando esse número, e terminei o ano com 95 livros lidos, o valor mais elevado de sempre!

Alguns desses livros eram contos ou novelas, mas mesmo assim estou orgulhosa do meu resultado!

domingo, 28 de dezembro de 2014

Opinião: "Holiday Kisses"

Autores: Alison Kent, Jaci Burton, HelenKay Dimon, Shannon Stacey
Séries: Kent Brothers #2, Holloway #1  
Editor: Carina Press
Edição/reimpressão: Novembro de 2013
ISBN: 9780373002078
Páginas: 400
Origem: Requisitado no NetGalley

Sinopse: It's Beginning to Look a Lot like…Love! 

A man gives the gift of trust and receives a second chance at love in return. A woman helps to heal the wounded heart of a soldier. A couple finds that true love knows no distance. And a young widow learns that there can be two great loves in a lifetime. Love, romance and passion come together in this collection of four seasonal novellas.

A minha opinião: Holiday Kisses é composto por quatro diferentes novelas, cada uma escrita por uma autora diferente:

This Time Next Year de Alison Kent - Brenna Keating está a caminho da casa da avó para passar com ela o Natal antes de partir durante um ano para efectuar trabalho missionário. Mas tem um acidente de carro e é salva pelo vizinho da avó, Dillon Craig, que é um ex-médico do exército e que agora vive uma vida de recluso. O tempo não permite que Dillon leve Brenna até casa da sua avó e têm de ficar juntos em casa dele. E a atracção entre ambos é difícil de negar, especialmente quando estão ambos confinados no mesmo espaço. Brenna parece ser mesmo aquilo de que Dillon precisa para finalmente superar os traumas de guerra, mas com a partida iminente de Brenna, poderão ter um futuro juntos? O romance é fofinho e gostei da perspectiva. 3 estrelas

Classificação natalícia:
   

A Rare Gift de Jaci Burton - A última coisa de que Wyatt Kent precisa, depois do seu casamento desastroso, é de se sentir assim tão atraído pela irmã da sua ex-mulher... E o facto de, por estar a trabalhar na ampliação do jardim de infância dela, passar tanto tempo na sua companhia não ajuda nada... Ainda por cima, ela parece determinada em não lhe fazer a vida fácil e em seduzi-lo em cada oportunidade que tem... O romance é muito giro e sensual, mas de natalício tem muito pouco. 4 estrelas
 
Classificação natalícia:
 

It's Not Christmas Without You de HelenKay Dimon - A última coisa que Carrie Anders esperava quando reparou na venda de árvores de Natal perto da sua casa era que o vendedor fosse o seu ex-namorado Austin Thomas. Ela já tinha decidido não voltar a casa para o Natal porque tinha medo de já não conseguir regressar se o revisse, e agora vê-o de cada vez que vai à janela... O problema nunca foi a falta de amor, mas será que Carrie conseguirá que Austin o perceba finalmente? Gostei bastante da Carrie, mas tive sérios problemas com o Austin ao início porque certos comportamentos e atitudes dele roçaram o assédio (como o seu próprio irmão lhe mencionou frequentemente) e isso fez com que não conseguisse gostar tanto desta história como das outras. 2 estrelas

Classificação natalícia:
 

Mistletoe & Margaritas de Shannon Stacey - Passaram-se dois anos desde que Claire Rutledge perdeu o marido e agora parece estar a perder o juízo pois, de repente, começou a ter sonhos eróticos com o seu amigo (e melhor amigo do seu falecido marido) Justin McCormick. Justin apaixonou-se por Claire ao mesmo tempo que o seu melhor amigo, mas nunca pôde agir em conformidade com os seus sentimentos. E mesmo agora que Claire é viúva e parece cada vez mais interessada nele, Justin não consegue deixar de pensar que está a trair o melhor amigo. Conseguirá Claire convencê-lo a dar-lhes uma hipótese? Gostei muito desta história e do casal protagonista. 4 estrelas

Classificação natalícia:
 

Classificação: 3

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Opinião: "Candy Houses"

Autor: Shiloh Walker
Série: Grimm's Circle #1
Editor: Samhain Publishing
Edição/reimpressão: Outubro de 2009
ASIN: B002R2OF50
Formato: Ebook (Kindle)
Páginas: 116
Origem: Gratuito na Amazon

Sinopse: So you think you know fairy tales? Guess again.

Greta didn’t get her happy ending her first time around. And now that she’s a Grimm—special kind of guardian angel and official ass-kicker in the paranormal world—romance is hard to find. Besides, there’s only ever been one man who made her heart race, and the fact that he did scared her right out of his arms. Now Rip is back. And just in time too, because Greta needs his help.

On a mission he knows is going to test all of his strengths and skills, the last person Rip expected to see is the one woman who broke his heart. Working together seems to be their only hope. But, when faced with a danger neither of them anticipated, the question is, how will they face the danger to their hearts—assuming they survive, of course.

A minha opinião: Candy Houses foi mais um dos livros que apanhei gratuitos na Amazon (mas que entretanto já não está gratuito) e, como o seu título me servia para um dos desafios em que me inscrevi, resolvi lê-lo agora.

É o primeiro de uma série paranormal cujos protagonistas são Grimm, uma espécie de anjos da guarda, mas que têm muito pouco de angelical... De um modo muito simplificado, a missão dos Grimm é combater as criaturas que conseguem penetrar na nossa dimensão e que se alimentam da alma dos humanos. Para além de não envelhecerem e de serem bastante difíceis de matar, não têm nenhum poder extraordinário, para além da força e resistência, mas cada um deles tem uma espécie de dom que os torna únicos e diferentes dos outros.

A protagonista é Greta, anteriormente conhecida como Gretel, e se o nome vos soa familiar é porque provavelmente já ouviram falar dela e do seu irmão Hensel. Sim, nesta série os contos de fadas são reais, mas não aconteceram exactamente da forma como foram escritos. Na verdade a casinha na floresta não era feita de doces nem habitada por uma bruxa, mas sim por uma mulher bondosa que acolheu a Greta e a protegeu da negligência da madrasta e dos abusos que sofria às mãos do irmão Hans. Essa mulher era também ela uma Grimm e é ela que mostra um novo caminho à Greta.

Mas isso foi há muitos anos e actualmente Greta tem outros problemas com que lidar. Descobriu uma jovem com um livro que lhe permite invocar as criaturas demoníacas sem que saiba o que está a fazer e tem de a salvar e descobrir e eliminar a origem dos livros. E como se isso não bastasse, o único homem (ou Grimm, neste caso) que alguma vez mexeu com ela está de volta à sua vida...

Esse Grimm é Rip (também ele personagem de um conto, mas não vou revelar qual é, porque é uma revelação na história) e também ele nunca esqueceu Greta. E agora que tem uma nova oportunidade com ela, será que a conseguirá convencer a dar-lhe uma hipótese? E será que se conseguirão manter vivos tempo suficiente para isso?

Gostei da história, embora tenha achado que a mitologia Grimm podia ter sido melhor caracterizada. Mas não ponho de parte ler o próximo livro e ver se algumas coisas que ficaram por explicar serão explicadas aí.

Classificação: 3

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Este livro conta para o Desafio Monthly Key Challenge 2014 (House)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Opinião: "The Sea Sisters"

www.wook.pt/ficha/the-sea-sisters/a/id/13169729?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor: Lucy Clarke
Editor: Harper
Edição/reimpressão: Abril de 2013
ISBN: 9780007481347
Páginas: 392
Origem: Cópia não corrigida oferecida pela editora 

Sinopse: There are some currents in the relationship between sisters that run so dark and so deep, it’s better for the people swimming on the surface never to know what’s beneath . . .

Katie’s carefully structured world is shattered by the news that her headstrong younger sister, Mia, has been found dead in Bali – and the police claim it was suicide.

With only the entries of Mia’s travel journal as her guide, Katie retraces the last few months of her sister’s life, and – page by page, country by country – begins to uncover the mystery surrounding her death.

What she discovers changes everything. But will her search for the truth push their sisterly bond – and Katie – to breaking point?

The Sea Sisters is a compelling story of the enduring connection between sisters.

A minha opinião: The Sea Sisters é uma história familiar, mais concretamente, é a história de duas irmãs, Katie e Mia. Elas cresceram juntas com a mãe na Cornualha, depois do pai as ter abandonado e, após a morte da mãe, vivem agora juntas em Londres. Já foram em tempos íntimas e inseparáveis, mas agora parecem não se conseguir entender...

Katie, a mais velha, sempre foi a irmã certinha, enquanto Mia sempre foi impetuosa e mais uma vez dá provas disso mesmo quando, do nada, anuncia que irá viajar durante um ano, entre outros destinos, pela América e Austrália. Katie não fica particularmente preocupada, afinal é mesmo o tipo de coisa que Mia faria e, para além disso, não irá sozinha, o seu amigo de infância Finn irá com ela.

Mas apenas cinco meses depois da partida de Mia, Katie é acordada pela polícia com a notícia de que Mia morreu em Bali. E que foi um suicídio. Katie não consegue acreditar que a irmã se tenha matado e quando recebe os pertences de Mia e neles encontra um diário de viagem, resolve refazer a viagem dela e tentar encontrar respostas para as muitas perguntas que tem.

E é nessa viagem que Katie, ao reconstituir os últimos meses de vida da irmã, acaba por finalmente a perceber e conhecer. E será também uma jornada determinante para a própria Katie, porque a fará questionar a sua própria vida e tomar decisões que farão com que nada volte a ser como era. E à medida que percebe o que aconteceu a Mia, os segredos são desvendados, o ressentimento desvanece-se e a culpa atenua-se. E o mesmo é válido para a Mia.

A história é-nos contada em capítulos alternados entre a Katie e a Mia e vamos descobrindo o que realmente aconteceu à Mia ao mesmo tempo que a Katie. Gostei bastante desta história e das suas protagonistas. A autora faz um excelente trabalho ao mostrar-nos como as voltas que a vida dá e as escolhas que fazemos podem afastar-nos das pessoas de que mais gostamos e como, por vezes, é necessária uma tragédia para que nos reconciliemos.

Não vou contar mais porque o prazer da leitura deste livro está na descoberta. Dos segredos e do que realmente aconteceu. O único motivo porque não lhe dou classificação máxima é porque nenhuma das revelações foi realmente surpreendente. Mas gostei bastante e gostava muito de ver este livro editado por cá, pois penso que agradaria bastante a fãs de Kate Morton e Jojo Moyes.

Classificação: 4

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Este livro conta para o Desafio Monthly Key Challenge 2014 (Ocean)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Opinião: "As Dez Figuras Negras"

www.wook.pt/ficha/as-dez-figuras-negras/a/id/11449750?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: And Then There Were None / Ten Little Niggers
Autor: Agatha Christie
Tradutor: Isabel Alves
Colecção: Obras de Agatha Christie nº15
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Abril de 2008
ISBN: 9789724132877
Páginas: 192

Sinopse: Dez desconhecidos, que aparentemente nada têm em comum, são atraídos pelo enigmático U. N. Owen a uma mansão situada numa ilha da costa de Devon. Durante o jantar, a voz do anfitrião invisível acusa cada um dos convidados de esconder um segredo terrível, e nessa mesma noite um deles é assassinado.
A tensão aumenta à medida que os sobreviventes se apercebem de que não só o assassino está entre eles como se prepara para ir atacando uma e outra vez… O que se segue é uma obra-prima de terror. À medida que cada um dos hóspedes é brutalmente assassinado, as suas mortes vão sendo "celebradas" através do desaparecimento de uma de dez estátuas, as "dez figuras negras".
Restará alguém para um dia contar o que de facto se passou naquela ilha?

A minha opinião: Genial! Simplesmente genial! Um dos meus livros preferidos de sempre! É um enorme prazer confirmar que a autora ainda me consegue surpreender.

Em As Dez Figuras Negras não há um detective, há sim, um conjunto de dez personagens, todos estranhos, que foram atraídos até à Ilha do Negro, na costa de Devon. Quando os oito convidados chegam à ilha são recebidos pelo mordomo e a sua mulher, que lhes informam que os Owen, que também ainda não conhecem, só chegarão à ilha no dia seguinte.

Em cada um dos quartos está pendurada uma lengalenga infantil, sobre os dez meninos negros, e no centro da mesa de jantar há dez figuras de louça, representando os dez meninos negros da lengalenga. No final do jantar, quando se encontram todos reunidos, ouve-se uma voz e essa voz acusa cada um dos presentes de ser responsável pela morte de alguém. Obviamente todos eles negam a acusação e a voz era apenas uma gravação, mas é então que um deles morre e uma das figuras negras de louça desaparece... E mais estranho ainda, a morte corresponde à descrição da lengalenga infantil...

Na manhã seguinte há mais uma morte correspondente à descrição e menos uma figura de louça na mesa. Completamente isolados e sem possibilidade de abandonar a ilha ou pedir auxílio, e à medida as mortes se sucedem, os sobreviventes têm de encarar o facto que não só que o assassino se encontra na ilha, mas também que provavelmente é um deles...

A história é fenomenal, incrivelmente bem pensada e imaginativa e com todos os pormenores a encaixarem perfeitamente. As diferentes formas que a autora encontra para fazer as mortes corresponderem à lengalenga são geniais e, para além disso, há um sentimento de tragédia iminente que nos angustia e torna a leitura compulsiva, sempre na expectativa de saber quem será a próxima vítima e como morrerá. E se alguma delas sobreviverá. E quem está por detrás das mortes.

Vou-me repetir, mas é mesmo genial. Não o posso recomendar mais.

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Vintage Mystery BINGO 2014 (Locked Room), Cruisin' thru the Cozies 2014, TBR Pile 2014, Mount TBR 2014, Monthly Key Challenge 2014 (Number), Monthly Motif Challenge 2014 (Book to Movie) e What's in a Name? 2014 (Number written in letters

sábado, 6 de setembro de 2014

Opinião: "Amor e Chocolate"

www.wook.pt/ficha/amor-e-chocolate/a/id/220015?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: The Chocolate Run
Autor: Dorothy Koomson
Tradutor: Irene Ramalho
Editor: Porto Editora
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2013
ISBN: 9789720041128
Páginas: 416

Sinopse: Amber Salpone não queria sentir-se atraída pelo amigo Greg Walterson, mas não consegue evitar. E, de cada vez que a atracção se concretiza em algo mais, a aventura secreta fica mais perto de se tornar numa relação séria, o que, sendo ele um mulherengo e tendo ela fobia ao compromisso, constitui um grande problema.
Enquanto Amber luta para aceitar o que passou a sentir por Greg, apercebe-se também de que ela e Jen, a sua melhor amiga, estão cada vez mais afastadas. Pouco a pouco, à medida que as duras verdades das vidas de todos vão sendo reveladas, Amber tem de enfrentar o facto de o chocolate não curar tudo e, por vezes, fugir não é opção...

A minha opinião: No final da leitura só conseguia pensar "mas porque é que demorei tanto tempo a ler um livro desta autora?". De facto, demorei demasiado tempo a tirar a limpo o porquê do enorme sucesso desta autora, mas agora percebo... E a parte boa é que tenho muitos livros da autora para conhecer!

Amor e Chocolate é uma história de amor de certa forma incomum. É-nos contada na primeira pessoa por Amber e, por isso, só temos acesso à sua visão dos acontecimentos e aos seus pensamentos. E partilhamos as suas dúvidas e angústias.

No início da história, Amber enfrenta a embaraçosa manhã após ter ido para a cama com o seu amigo Greg. Amber e Greg são amigos há três anos, desde que a sua melhor amiga, Jen, começou a namorar com o melhor amigo dele, Matt, e Amber nunca pensou nele dessa forma. Não que ele não tivesse tentado, mas Greg é um mulherengo e Amber nunca o levou a sério.

Contudo, agora Greg está determinado em provar-lhe que mudou e que está verdadeiramente interessado nela, e Amber acaba por se envolver cada vez mais com ele, sempre à espera do inevitável dia em que tudo termine, ele volte a sair com inúmeras mulheres e a amizade entre eles termine. E, tendo em conta que os seus melhores amigos são um casal, e para evitar constrangimentos futuros, resolvem manter a relação em segredo até perceberem no que vai dar.

Foi muito giro assistir ao desenvolver da relação entre a Amber e o Greg sendo que, uma vez que só temos acesso ao ponto de vista da Amber, não podemos deixar de partilhar as suas dúvidas e angústias, por não sabermos o que se passa do ponto de vista do Greg.

Curiosamente, à medida que a relação entre ambos se vai desenvolvendo, a relação entre Amber e Jen vai-se degradando, Jen começa a mudar e Amber começa a questionar se a amizade entre ambas é realmente tão forte e verdadeira como sempre pensou. Ao mesmo tempo, começa a formar-se uma amizade com as suas colegas de trabalho que não existia antes e que foi divertida de seguir.

Gostei do facto da autora ter centrado a história no romance que cresceu da amizade e não ter recorrido ao facto da Amber ser negra e o Greg branco para incutir dramatismo na história. Nem ao facto da Amber ser assim para o anafadito (ela passa a vida a pensar em chocolate e a comê-lo e não se preocupa minimamente com isso, está perfeitamente confortável na sua pele). São factos mencionados, mas não contribuem significativamente para a história.

Definitivamente vou ler outro livro da autora muito em breve. A sua escrita, perspectiva e sentido de humor agradaram-me imenso e espero poder confirmar que não se tratou de caso único.

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Monthly Key Word Challenge 2014 (run), Mount TBR 2014 e TBR Pile 2014.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Opinião: "The Accidental Prince"

www.wook.pt/ficha/the-accidental-prince/a/id/14387390?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor: Michelle Willingham
Série: Accidental #4
Colecção: Harlequin Historical
Editor: Harlequin
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2013
ISBN: 9780373297283
Páginas: 288
Origem: Requisitado no NetGalley

Sinopse: His runaway princess
Princess Serena of Badenstein intends to flee—from her violent father and from the man to whom she's been pledged in a political marriage of convenience.

Karl von Lohenberg is without a country, a title—and a bride if he lets Serena get away. A ruthless man, he takes her to a secluded island, hell-bent on seduction. Only, he discovers a broken woman behind the prim princess facade. The time they spend together mends her spirit and touches his soul, but how will she react when she finds out how he's deceived her?

A minha opinião: O protagonista de The Accidental Prince já foi um dos personagens do livro anterior da série, no qual descobriu que, ao contrário do que sempre acreditara, não era o príncipe herdeiro de Lohenberg, mas sim o filho bastardo do rei, trocado pelo filho legítimo pela sua mãe que fiquei com a ideia que enlouqueceu. Não tendo lido o livro anterior, não fiquei a par dos pormenores, mas deu para perceber que o legítimo herdeiro apareceu e reclamou a sua posição, e Karl foi afastado para uma pequena propriedade nos limites da fronteira do reino.

O problema é que Karl foi criado como príncipe, e é só isso que sabe ser, por isso resolve levar a cabo um plano desesperado: raptar Serena, a princesa herdeira de Badenstein, à qual se encontra prometido, e convencê-la a casar-se com ele antes que a notícia do seu novo estatuto atinja o reino de Badenstein, assegurando, assim, o futuro estatuto de rei consorte.

Serena planeia aproveitar a ausência do seu pai para fugir de casa e da vida que não escolheu e não quer para si. Mas quando é interceptada pelo príncipe ao qual se encontra prometida em casamento, não tem outra hipótese senão aceitar acompanhá-lo até ter oportunidade de seguir o seu caminho sozinha, uma vez que não tem qualquer intenção de levar a cabo o casamento de conveniência arranjado pelo pai.

Karl leva Serena para a ilha de Vertraumen, território pertencente ao reino do seu pai, e onde costumava ir quando era pequeno, mas depressa se apercebe que a ilha está em grandes dificuldades, depois de anos de inundações consequentes, com a economia em colapso e a população a abandoná-la em busca de melhores condições.

A proximidade entre Karl e Serena acaba por os fazer verem-se um ao outro (e até a si mesmos) de uma outra perspectiva e se o interesse de Karl começou por ser apenas pelo título e a posição que Serena lhe garantiriam, acaba por perceber que nada disso lhe interessa afinal, e que o mais importante é garantir a felicidade e a segurança de Serena, mesmo que isso signifique perdê-la para sempre.

Já Serena acaba conquistada pelo homem e não pelo príncipe, mas está determinada em afastar-se de vez da sua vida antiga e em iniciar uma vida simples e comum, uma vida na qual está convencida que Karl não terá lugar.

Há cenas divertidas, como a adaptação da Serena a não ter aias, o que a força a passar a primeira noite em Vertraumen acordada e sentada por não conseguir despir-se e tirar o espartilho, bem como a aposta que o Karl faz com ela de que não conseguirá viver 3 dias como uma mulher do povo, que dá origem a uma série de episódios engraçados.

Pelo meio surgem os protagonistas do livro anterior da série, o meio-irmão de Karl e legítimo herdeiro do trono de Lohenberg com a sua futura esposa, enviados à ilha não só para ajudar a sua população, mas também para resolver a delicada situação diplomática causada por Karl ao raptar Serena.

Antes de poderem sonhar com um futuro juntos, ambos têm de acertar contas com o passado, Karl tem de chegar a termos com a sua nova situação, e Serena tem de encontrar forças para enfrentar o pai, sem medos, e romper com aquilo que de si era esperado.

Um bom romance de época, com personagens fortes e credíveis e pelas quais não podemos deixar de torcer para que tenham o seu final feliz. Li uma cópia de leitura avançada que tinha alguns problemas de continuidade na história, mas é provável que as mesmas tenham sido corrigidas na versão final.
Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2014, Monthly Key Challenge 2014 (prince) e 2014 Netgalley & Edelweiss Reading.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Opinião: "One More Day"

www.wook.pt/ficha/o-dia-que-faltava/a/id/2108213?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Il giorno in più
Autor: Fabio Volo
Editor: Mondadori
Edição/reimpressão: Setembro de 2013
ISBN: 9781480426474
Páginas: 116
Origem: Requisitado no NetGalley

Sinopse: With almost five millions copies sold in Italy, Fabio Volo’s books have made him the unquestionable king of Italian romantic comedy. Experience his wonderful novels, for the first time, in English.

Giacomo cannot lead a more enviable lifestyle. He is young, has inherited an apartment, is doing well at work, is good with women, and always manages escape any sort of commitment. But he feels trapped in a monotonous life that shows no signs of changing . . . Who knew success could be so boring? His routine is finally interrupted when a captivating young woman invites him to coffee, and so begins a modern love story that takes into account the realities of modern relationships.

A minha opinião: Fabio Volo tem três livros editados em Portugal (incluindo este), e tinha curiosidade em ler alguma coisa dele pelo que, quando vi este livro disponível no NetGalley, não pude deixar de o requisitar...

Não faço ideia se o facto de ter lido uma tradução para o inglês fez alguma diferença, mas a verdade é que, até mais de metade do livro, estava a achar a história um bocadinho chata e o protagonista ainda mais chato... Felizmente as coisas começam a compor-se, talvez no último terço da história, e acabei por gostar deste One More Day (O Dia Que Faltava). Julgo mesmo que foi quando o título fez sentido que a leitura se tornou mais prazeirosa.

Giacomo tem, à primeira vista, tudo aquilo podia desejar: profissionalmente a vida corre-lhe muito bem, tem uma situação financeira confortável e tem bastante sucesso com as mulheres. Mas há algo que falta na sua vida, algo que nem ele consegue identificar.

Giacomo apanha o eléctrico para o trabalho e todos os dias nele viaja também uma jovem mulher, com quem Giacomo nunca falou, mas com a qual passa a viagem a fantasiar. Um dia a mulher passa por ele ao sair do eléctrico e convida-o para ir beber um café com ela e Giacomo aceita. E é então que ela lhe confessa que também reparou nele, e que reparou nele a reparar nela, e comunica-lhe que esta foi a sua última viagem no eléctrico, pois aceitou um emprego em Nova Iorque.

A obsessão de Giacomo com Michela, a mulher do eléctrico, atinge o seu pico então, quer porque o seu dia perdeu aquilo que lhe dava ânimo (vê-la e fantasiar com ela), quer porque se recrimina constantemente por nunca a ter abordado quando teve hipótese. Influenciado pela amiga Sílvia, Giacomo acaba por viajar para Nova Iorque munido apenas da morada do local de trabalho de Michela. 

E é quando se dá o reencontro que Michela revela que tinha esperança que ele a tentasse encontrar. Decidem passar os próximos nove dias, até que Giacomo regresse a Itália, a fingir que são noivos, um noivado a tempo certo, que terminará ao nono dia, e desta forma, evitarem todos os constrangimentos das novas relações entre pessoas que se estão a conhecer.

E, no fundo, é isso mesmo que fazem, conhecem-se um ao outro no decorrer do seu noivado falso, não trocam só intimidades, mas também têm conversas profundas, revelam segredos, trocam confidências, são absolutamente honestos um com o outro. Foi muito refrescante ver o iniciar e evoluir da sua relação, até porque também sou uma firme crente na necessidade de haver honestidade total para que uma relação resulte. Mas esta é uma relação com prazo de validade e o que acontecerá quando Giacomo se aperceber que os dias que teve com Michela não são suficientes?

O meu maior problema com este livro é o facto da história ser contada na primeira pessoa pelo protagonista Giacomo, e eu só comecei a simpatizar com ele quando ele se começa a relacionar com a Michela em Nova Iorque. Até lá, achei-o um choninhas de primeira, mimado e cobarde, e até percebo que houve circunstâncias que determinaram que assim fosse, mas nunca consegui importar-me com ele o suficiente. Gostei mais da Michela, embora ache que ela confiava demasiado no destino...

Foi sobretudo após a separação dos dois que a história verdadeiramente me agarrou, principalmente porque é aí que a mudança que se opera no Giacomo é realmente visível.

Resumindo, gostei deste romance contemporâneo, com algo de conto de fadas dos tempos modernos, mas não me identifiquei com o protagonista e, dessa forma, não consegui realmente torcer por ele. Ah, e a grande revelação do final? Vi-a chegar a milhas de distância. O que não significa que não tenha sido um bom toque final...

O grande ensinamento do livro? Se passarmos a vida a fantasiar, mas nunca fizermos nada para tentar concretizar essas fantasias, nunca saberemos o que poderia ter sido, e podemos perder a melhor coisa que alguma vez nos aconteceria.

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2014, Monthly Key Challenge 2014 (day) e 2014 Netgalley & Edelweiss Reading.

sábado, 21 de junho de 2014

Opinião: "A morte de Lorde Edgware"

www.wook.pt/ficha/a-morte-de-lorde-edgware/a/id/40866?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Lord Edgware Dies
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #9
Tradutor: Tânia Ganho
Colecção: Obras de Agatha Christie nº3
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Abril de 2008
ISBN: 9789724126548
Páginas: 240

Sinopse: Poirot estava presente quando Jane Wilkinson manifestou o desejo de se livrar do marido, o aristocrata Lorde Edgware, e terminar um casamento há muito fracassado. Foi também na presença de Poirot, que o próprio confirmou o desejo de conceder o divórcio a Jane. Tudo isto não passaria de um episódio meramente passional se não envolvesse um homicídio. Agora que o corpo de Edgware é encontrado sem vida na sua própria biblioteca, todos os olhares recaem sobre a viúva e a Scotland Yard não vai descansar enquanto não resolver a questão.
Mas, para Poirot, os factos não são assim tão fáceis de explicar e, por uma só vez, o detective belga sente-se ludibriado. Afinal, como poderia Jane ter assassinado Lorde Edgware e, ao mesmo tempo, jantar com amigos? E qual poderia ser o seu motivo, já que o aristocrata concordara finalmente com o divórcio?


A minha opinião: Quando eu penso que Agatha Christie já não me vai conseguir surpreender, eis que ela me prova como estava enganada...

A história tem início na noite em que Poirot e Hastings assistem ao espectáculo de Carlotta Adams, uma actriz talentosa e popular, e que termina com uma série de imitações, inclusive a da actriz Jane Wilkinson que, curiosamente, se encontra também nessa noite a assistir ao espectáculo. De facto, Jane fica tão impressionada com o espectáculo que convida Carlotta e também Poirot e Hastings para a sua suite onde se junta um curioso grupo de pessoas.

E aí tem uma conversa em privado com Carlotta (que não presenciamos) e pede a Poirot que a ajude a conseguir o divórcio. Isto porque Jane é, na verdade, Lady Edgware, mas quer desesperadamente divorciar-se para poder casar novamente, desta vez com um duque...

Embora relutante de início, Poirot acaba por aceitar o pedido de Jane e ao visitar Lorde Edgware, fica a saber que este está de acordo em conceder o divórcio à mulher. No dia seguinte, Lorde Edgware está morto e a principal suspeita é a sua mulher... Há testemunhas que a viram nessa noite em casa de Lorde Edgware e a reunir-se com ele, mas esta tem um álibi. Nessa noite esteve presente num jantar e tem várias testemunhas. Imediatamente a suspeita recai sobre Carlotta, mas antes que Poirot consiga falar com ela, também ela aparece morta...

Este não é um caso fácil de deslindar, nem mesmo para Poirot, já que a principal suspeita tem um álibi e a outra suspeita, para além de morta (e portanto sem forma de apresentar uma explicação), parece não ter qualquer motivo... E que motivo poderia ter Jane, já que o marido havia aceitado o divórcio? Mas pessoas com motivo para querer matar Lorde Edgware é coisa que não falta, contudo a identificação de Jane como a assassina parece apontar para que apenas ela (ou alguém fazendo-se passar por ela) tenha tido oportunidade... Felizmente que Poirot e as suas célulazinhas cinzentas não brincam em serviço e acaba por desvendar todo o caso. E confesso que não estava nada à espera daquela explicação...

Mais um excelente mistério da rainha do policial. Um dos meus favoritos!

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Vintage Mystery BINGO 2014 (Man in the Title), Cruisin' thru the Cozies 2014, TBR Pile 2014, Mount TBR 2014, Monthly Key Challenge 2014 (death) e Monthly Motif Challenge 2014 (Mystery, Murder, & Mayhem).

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Opinião: "A Princesa de Gelo"

www.wook.pt/ficha/a-princesa-de-gelo/a/id/14828338?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Isprinsessan
Autor: Camilla Läckberg
Série: Fjällbacka #1
Tradutor: Ricardo Gonçalves (do inglês)
Editor: Dom Quixote
Edição/reimpressão: Novembro de 2010
ISBN: 9789722041454
Páginas: 400

Sinopse: De regresso à cidadezinha onde nasceu depois da morte dos pais, a escritora Erica Falk encontra uma comunidade à beira da tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex, é só o princípio do que está para vir. 
Com os pulsos cortados e o corpo mergulhado na água congelada da banheira, tudo leva a crer que Alex se suicidou.
Quando começa a escrever uma evocação da carismática Alex, Erica, que não a via desde a infância, vê-se de repente no centro dos acontecimentos. Ao mesmo tempo, Patrik Hedström, que investiga o caso, começa a perceber que as coisas nem sempre são o que parecem.

Mas só quando ambos começam a trabalhar juntos é que vem ao de cima a verdade sobre aquela cidadezinha com um passado profundamente perturbador...

A minha opinião: A Princesa de Gelo é o primeiro livro de uma série policial passada na cidade de Fjällbacka, na Suécia. Esta é a minha estreia nos mistérios policiais escandinavos, tão em voga actualmente, e posso dizer que fiquei fã! Na verdade, apetece-me bater a mim própria por ter demorado tanto tempo a ler este livro, uma vez que já o tenho na estante há mais de um ano...

A história inicia-se com a descoberta do corpo de Alex, que aparentemente se suicidou na banheira. A descoberta do corpo é feita por Erica Falk, a sua melhor amiga na infância, mas de quem se afastou na adolescência. Erica e Alex perderam completamente o contacto quando Alex e os seus pais deixaram repentinamente a cidade, mas agora Alex tinha voltado a frequentá-la aos fins de semana.

Eventualmente, o caso é declarado um homicídio e um dos detectives encarregados do caso é Patrik Hedström, antigo colega de escola de Erica, e por quem sempre teve um fraquinho. Por isso, agora que o destino os voltou a reunir, e que ambos estão livres e desimpedidos (ele divorciado e ela solteira), Patrik decide não perder mais tempo e convida Erica para jantar.

Este foi um dos pontos fortes da história para mim, a forma como acompanhamos o desenvolvimento da relação entre ambos, ao mesmo tempo que ambos investigam o assassinato de Alex. Os suspeitos abundam, bem como os segredos, tornando-se rapidamente evidente que ninguém conhecia realmente Alex, nem a sua amiga e sócia, nem o seu marido. Alex tinha um caso extra-conjugal e estava grávida, o que aponta logo para dois potenciais suspeitos. Mas há também um segredo do seu passado, passível de explicar o porquê de se ter afastado de Erica na adolescência e de ter abandonado a cidade, uma estranha ligação à família mais poderosa da cidade e uma ainda mais estranha ligação ao bêbado da cidade. Parece óbvio que apenas desvendando todos os segredos de Alex serão capazes de encontrar a razão porque foi morta e, assim, identificar o assassino.

Outra coisa que me agradou bastante foi o facto da autora não se ter centrado apenas no mistério. Para além do desenvolvimento da relação entre Patrik e Erica, temos ainda os problemas de Patrik no trabalho ao ter de lidar com um chefe incompetente e ansioso por reclamar créditos alheios e, quanto a Erica, esta tem de lidar com a morte repentina dos pais e com o marido abusivo da irmã que a manipula completamente.

Ora bem, se gostei tanto, porque é que não lhe dei a classificação máxima? Por um lado porque o mistério foi previsível, embora não tenha identificado o assassino muito antes de este nos ser revelado. Por outro, porque achei que houve ali alguma incoerência na personagem do cunhado de Erica. Não quero revelar demasiado, mas digamos apenas que, de acordo com aquilo que a autora nos revela sobre ele, quando se dá um certo acontecimento, não me convence que ele não tenha reagido. Tendo em conta que é o primeiro livro da série, tenho a certeza que ainda vamos vê-lo, mas mesmo assim, seria expectável uma reacção imediata da sua parte.

Em todo o caso, foi uma estreia bastante auspiciosa com a autora e tenho grandes expectativas para o resto da série.

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2014, Mount TBR 2014, Monthly Key Challenge 2014 (princess) e What's in a Name? 2014 (position of .

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Opinião: "A Cor do Hibisco"

www.wook.pt/ficha/a-cor-do-hibisco/a/id/8646619?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Purple Hibiscus
Autor: Chimamanda Ngozi Adichie 
Tradutor: Tânia Ganho
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Julho de 2010
ISBN: 9789892308531
Páginas: 272

Sinopse: Os limites do mundo da jovem Kambili são definidos pelos muros da luxuosa propriedade da família e pelas regras de um pai repressivo. O dia-a-dia é regulado por horários: rezar, dormir, estudar e rezar ainda mais. A sua vida é privilegiada mas o ambiente familiar é tudo menos harmonioso. O pai tem expectativas irreais para a mulher e os filhos, e pune-os severamente quando se mostram menos que perfeitos.
Quando um golpe militar ameaça fazer desmoronar a Nigéria, o pai de Kambili envia-a, juntamente com o irmão, para casa da tia. É aí, nessa casa cheia de energia e riso, que ela descobre todo um novo mundo onde os livros não são proibidos, os aromas a caril e a noz-moscada impregnam o ar, e a alegria dos primos ecoa.
Esta visita vai despertá-la para a vida e o amor e acabar de vez com o silêncio sufocante que a amordaçava. Mas a sua desobediência vai ter consequências inesperadas...
Uma obra sobre a ânsia pela liberdade, o amor e o ódio, e a linha ténue que separa a infância da idade adulta, que marcou a estreia de uma escritora extraordinária.


A minha opinião: A Cor do Hibisco foi uma leitura difícil para mim, pelo menos no ínicio. Não porque não tenha gostado da escrita da autora (que adorei) ou da história (que é extremamente poderosa), mas devido aos temas que aborda: fanatismo religioso e violência doméstica. Apenas um já seria suficiente para me deixar bastante incomodada, mas os dois juntos foi dose...

A história é-nos contada por Kambili, a filha mais nova numa família composta pelo Pai, a Mãe e o seu irmão Jaja. Por fora parecem a família perfeita, o Pai é dono de várias fábricas e de um jornal independente e é um filantropo reconhecido internacionalmente. Mas por dentro das quatro paredes, a realidade é outra. A Mãe, Jaja e Kambili vivem num regime de medo, constantemente preocupados em cumprir as estipulações do Pai e em satisfazer as suas expectativas. Contudo, o Pai é um fanático religioso com a ilusão de ter a perfeita família católica e não hesita em recorrer a castigos corporais sempre que acha que a mulher ou os filhos não estão a ter o comportamento apropriado.

No entanto, esta é a única realidade que Jaja e Kambili conhecem, é o normal para eles, e é só quando vão passar uns dias a casa da tia e dos primos que praticamente não conhecem, que se começam a aperceber que a realidade que conhecem não é a norma para todos. E é quando comparamos Jaja e Kambili aos seus primos que percebemos realmente o quanto estão afectados pela sua situação familiar. São crianças apáticas, tristes, que não riem, não brincam, só fazem aquilo que o Pai lhes estipula no horário. E, se inicialmente são os seus primos a ressentirem-se com eles por serem ricos e por terem uma vida fácil e protegida (ah, a ironia!), rapidamente a situação se inverte e de invejosos os primos passam a invejados pela liberdade, felicidade e amor que têm. Jaja e Kambili podem ter uma casa apetrechada com os mais modernos aparelhos electrónicos (como aparelhagem e televisão por satélite), mas não têm permissão para os utilizar. Na casa da tia, as dificuldades são muitas, a comida é simples, todos têm de fazer a sua parte para ajudar e não há dinheiro para luxos, mas há alegria, há música, há risos e há amor.

A situação é ainda mais revoltante porque todos parecem invejar a vida da Mãe, de Jaja e de Kambili. A sociedade glorifica o Pai por ter o único jornal contra o regime e pelas suas inúmeras obras de caridade, mas ninguém parece ver (ou fingem que não vêem) o que realmente se passa naquela casa.

Sinto que, por mais que esmiúce aqui a história, nunca lhe conseguirei fazer justiça, até porque a autora consegue, de forma magistral, mostrar as racionalizações que as vítimas de violência doméstica fazem e que lhes permitem conseguir lidar com a situação que vivem. Algo que é particularmente patente em Kambili que, mesmo no fim de tudo ainda pensa no Pai com carinho.

Descobri mais uma autora obrigatória e só não lhe dei classificação 5 pela dificuldade que tive em lidar com a história no início. Mas o problema foi meu, que não tenho estômago para hipocrisias, por isso não deixem de lhe dar uma hipótese.

Classificação: 4

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sexta-feira, 7 de março de 2014

Opinião: "Meia-noite no Jardim do Bem e do Mal"

Título original: Midnight in the Garden of Good and Evil
Autor: John Berendt
Tradutor: Paula Reis
Editor: Planeta Editora
Edição/reimpressão: 1996
ISBN: 9789727310388
Páginas: 312

Sinopse: "Meia-noite no Jardim do Bem e do Mal" é a reconstrução como romance de um drama real - o julgamento de Jim Williams, antiquário famoso que matou seu assistente, o jovem Danny Hansford. Em torno desta trama - um assassinato com aspectos de paixão, violência e homossexualidade - Berendt criou um magnífico mosaico de personagens, misturando ficção a minuciosa reportagem. O escritor, que viveu oito anos em Savannah, faz do leitor um voyeur dos seus habitantes. Alguns exóticos, como a sedutora drag queen Lady Chablis, outros atraentes e humanos. Todos absolutamente fascinantes. (daqui)

A minha opinião: Este livro foi o exemplo perfeito da importância de nos informarmos bem sobre de que trata um livro antes de o comprarmos... Ora bem, Meia-noite no Jardim do Bem e do Mal foi adquirido em 2010, na Feira do Livro de Lisboa, porque era livro do dia, porque me lembrava de ter visto o anúncio do filme baseado no livro quando passou na televisão e me parecia ser o tipo de história de que iria gostar, e porque gostei da capa. Eu sei, eu sei, nunca julgues um livro pela sua capa...

Então qual foi o problema? É que, ao contrário daquilo que eu pensava, Meia-noite no Jardim do Bem e do Mal não é um livro de ficção. É sim, o relato romanceado dos anos que o autor passou em Savannah e das curiosas "personagens" com quem por lá conviveu. E é nisto que consiste a primeira parte do livro (todas as suas 137 páginas...), um desfile interminável de "personagens" caricatas, muitas delas sem qualquer relação umas com as outras.

Felizmente na segunda parte há um morto e um julgamento e a narrativa ganha algum ritmo. Provavelmente foi o que me fez continuar a leitura, pois se a primeira parte se tivesse prolongado por muito mais tempo, acho que teria desistido. Talvez o facto de ter ido ao engano tenha prejudicado a leitura, mas simplesmente, este livro não foi para mim.

Baseada apenas no pouco que me lembro do anúncio do filme, julgo que este será um dos poucos casos em que o filme é melhor que o livro, mas como ainda não vi, não posso afirmar.

E sim, eu tenho noção que não devia ficar contente por morrer alguém num livro de não-ficção, mas foi mais forte do que eu... Sim, já sei que vou parar ao Inferno, mas pelo menos estou quentinha e tenho muita companhia! 

Classificação: 2

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Este livro conta para os Desafios Monthly Key Word Challenge 2014 (night), Monthly Motif 2014 (Award Winner), Mount TBR 2014 e TBR Pile 2014.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Opinião: "As Horas Distantes"

www.wook.pt/ficha/as-horas-distantes/a/id/10916420?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: The Distant Hours
Autor: Kate Morton
Tradutor: Cristina Correia
Editor: Porto Editora
Edição/reimpressão: Janeiro de 2012
ISBN: 9789720043559
Páginas: 528

Sinopse: Tudo começa quando uma carta, perdida há mais de meio século, chega finalmente ao seu destino...

Evacuada de Londres, no início da II Guerra Mundial, a jovem Meredith Burchill é acolhida pela família Blythe no majestoso Castelo de Milderhurst. Aí, descobre o prazer dos livros e da fantasia, mas também os seus perigos.


Cinquenta anos depois, Edie procura decifrar os enigmas que envolvem a juventude da sua mãe e a sua relação com as excêntricas irmãs Blythe, que permaneceram no castelo desde então. Há muito isoladas do mundo, elas sofrem as consequências de terríveis acontecimentos que modificaram os seus destinos para sempre.


No interior do decadente edifício, Edie começa a deslindar o passado de Meredith. Mas há outros segredos escondidos nas paredes do edifício. A verdade do que realmente aconteceu nas horas distantes do Castelo de Milderhurst irá por fim ser revelada...

A minha opinião: Esta não é uma opinião fácil de escrever para mim... Porque a verdade é que, tendo lido e adorado os dois livros anteriores da autora, as expectativas que tinha quando iniciei esta leitura eram muito elevadas. E acabei decepcionada. Não é que As Horas Distantes seja mau, longe disso, mas não é tão bom como O Segredo da Casa de Riverton e O Jardim Secreto, para mim nunca teve aquele factor wow dos anteriores. Achei-o demasiado previsível e, de certa forma demasiado certinho. Previsível porque acabei por prever praticamente todas as reviravoltas na história e, embora não tenha previsto a reviravolta final, quando se começou a desenrolar a minha reacção foi um revirar de olhos... A autora resolveu, com essa reviravolta final, fechar completamente o círculo, o que me deu a tal sensação de que a história era demasiado certinha... Tenho a certeza que, caso tivesse lido este livro antes dos anteriores o teria adorado, mas é esse o problema das expectativas, não é?

Quanto à história propriamente dita, segue a fórmula anterior: um segredo familiar do passado é progressivamente desvendado por uma personagem do presente que, apesar de não ter uma relação directa com a família em questão, acaba por ter uma relação indirecta e descobre o quanto essa família influenciou a sua própria.

Tal como indica a sinopse, tudo começa com a chegada de uma carta. Uma carta que apenas chega ao seu destino 50 anos depois de ter sido enviada e que revela a Edie que a sua mãe foi uma das crianças evacuadas de Londres para o campo na altura da II Guerra Mundial. A sua mãe nunca tinha falado no assunto e mesmo agora recusa-se a revelar muito, dizendo-lhe apenas que foi evacuada para o Castelo de Milderhurst, onde viveu com as três irmãs Blythe, filhas do famoso autor Raymond Blythe, que escreveu o livro responsável pela paixão de Edie pelos livros, "A Verdadeira História do Homem de Lama".

Por acaso, Edie acaba por ir parar a Milderhurst, onde visita o castelo e conhece as três irmãs, Persephone, Seraphina e Juniper. E fica a saber que Juniper sofreu um desgosto de amor há cinquenta anos que a deixou afectada psicologicamente. A curiosidade de Edie é cada vez maior, já que ninguém parece querer falar dessa época, nem as irmãs Blythe (Percy e Saffy vigiam constantemente June, parecendo que não querem que, inadvertidamente, conte algo a Edie), nem a sua mãe, o que leva Edie a iniciar uma investigação sobre o passado dela e das irmãs Blythe.

Quando finalmente tudo é revelado, não pude deixar de ficar com a sensação, que já tinha tido nos livros anteriores, que tanto sofrimento poderia ter sido evitado se apenas as pessoas falassem umas com as outras, se esclarecessem eventos e mal-entendidos... Mas suponho que é disso que as grandes histórias são feitas, não é? Não achei que esta fosse uma grande história, mas ainda assim, é muito boa. Se nunca leram nada desta autora, comecem por este. Não sendo o seu melhor, a partir daí será sempre a melhorar!

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Monthly Key Word Challenge 2014 (clock), Monthly Motif 2014 (Around the World), Mount TBR 2014TBR Pile 2014 e What's in a Name? 2014 (reference to time).

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Desafio Monthly Key Word Reading 2014



This post is written in Portuguese and English

Este foi um dos desafios que mais gozo me deu em 2013. Por isso mesmo, vou voltar a participar em 2014!

O Desafio Monthly Key Word Reading é organizado pelo blog Bookmark to Blog e consiste em ler um livro por mês cujo título inclua uma ou mais das palavras-chave para aquele mês.

Regras:
* O título pode ser uma variante de uma das palavras-chave.
*As palavras-chave podem ser adaptadas. Por exemplo se a palavra-chave é "família", o título pode conter as palavras "irmã" ou "mãe".

As palavras para cada mês são:
JAN - Anjo, Segredo, Relógio, Preto, Dia, Selvagem
FEV - Ela, Vida, Noite, Vermelho, Escuro, Ilha
MAR - Sempre, Dentro, Tempestade, Céu, Flor, Ficar
ABR - Estrela, Luz, Nunca, Princesa, Pausa, Limpo
MAI - Amanhecer, Morte, Fim, Perdido, Lindo, E
JUN - Cor, Além, Dia, Sítio, Campa, Estrada
JUL - Colisão, Navio, Príncipe, Sussurro, Sol, De
AGO - Esquecido, Baixo, Verdade, Correr, Perigo, Eu
SET - Número, Levar, Sombra, Gelo, Quem, Depois
OUT - Oceano, Sangue, Ainda/Parado, Fora, O/A, Destino
NOV - Dentro, Som, Azul, Casa, Meu, Último
DEZ - Beijo, Fogo, Ruína, Branco, Promessa, Infinito

Para mais informações, ou se estiverem interessados em participar, cliquem na imagem à direita no blog.


This was one of the challenges I had more fun with in 2013. That's why I'll be participating again in 2014!

The Monthly Key Word Reading Challenge is organized by Bookmark to Blog and it consists of reading one book each month whose title includes one or more of the key words for that month.

Guidelines:
* The title you choose can be a variation on one of the key words. For example- your title could include the word 'snowing' or 'snowflake' even though the key word is 'snow.'
*Key words can be tweaked. For example- You could read "Cinder" or "Ashes" for the key word 'Fire' and that would be just fine. If the key word is 'family' then your title could include the word 'sister' or 'mother.'If the key word is 'food' then your title could include the word 'cake.'

The words for each month are:
JAN - Angel, Secret, Clock, Black, Day, Wild
FEB - Her, Life, Night, Red, Dark, Island
MAR - Forever, Inside, Storm, Sky, Flower, Stay
APR - Star, Light, Never, Princess, Break, Clear
MAY - Dawn, Death, End, Lost, Beautiful, And
JUN - Color, Beyond, Day, Place, Grave, Road
JUL - Crash, Ship, Prince, Whisper, Sun, Of
AUG - Forgotten, Down, True, Run, Danger, Me
SEP - Number, Take, Shadow, Ice, Who, After
OCT - Ocean, Blood, Still, Out, The, Fate
NOV - Into, Sound, Blue, House, My, Last
DEC - Kiss, Fire, Ruin, White, Promise, Infinity

For more informations, or to join in, check the button on the right.