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segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Opinião: "A Soma de Todos os Beijos"

Título original: The Sum of All Kisses
Autor: Julia Quinn
Série: Smythe-Smith Quartet #3
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Julho de 2019
ISBN: 9789892345741
Páginas: 320


Sinopse: Ele acha-a enervante…
Se há coisa que Hugh Prentice não suporta é uma mulher teatral. Ele é um génio da matemática, um homem sério e pouco dado a dramatismos. Lady Sarah Pleinsworth representa tudo aquilo que ele detesta. Claro, ela até pode ter os seus encantos, mas depois do duelo que o deixou marcado para sempre, Hugh já desistiu de procurar o amor.

Ela acha que ele é doido varrido…
Sarah nunca perdoará Hugh pelo mal que causou à família dela. E mais, não quer ter NADA a ver com esse homem. E não, não é por causa do ferimento na perna, longe disso… é que ele é simplesmente de-tes-tá-vel! Mas quando ambos se veem forçados a passar uma semana juntos, depressa percebem que as primeiras impressões não são de fiar. E quando o primeiro beijo dá lugar ao segundo e ao terceiro, o brilhante matemático acaba por lhes perder a conta… e a jovem, por uma vez na vida, fica sem fala.

Terceiro volume do quarteto Smythe-Smith, A Soma de Todos os Beijos é uma obra hilariante e tremendamente romântica, bem ao estilo de Julia Quinn.


A minha opinião: Este livro é centrado em Hugh Prentice, figura central dos livros anteriores da série, já que é por causa do duelo entre ele e Daniel Smythe-Smith, na sequência do qual Hugh sofre uma lesão permanente na perna, que Daniel se vê forçado a deixar Inglaterra para evitar a fúria do pai de Hugh.

Agora temos a sua perspectiva desses acontecimentos e ficamos a saber que ele só se culpa a si mesmo, já que foi ele quem desafiou Daniel, e que julga não merecer estar na companhia de pessoas boas e decentes, já que não se considera uma delas.

Contudo, agora que Daniel regressou a Inglaterra e o parece ter perdoado, sente-se na obrigação de aceitar os convites não só para o casamento dele, mas também para o da prima dele, Honoria. O que significa que terá de socializar com Sarah Pleinsworth, que acha uma mulher francamente irritante.

Também Sarah não suporta Hugh, que culpa pelo facto de ainda ser solteira. Afinal, se não fosse o escândalo do seu primo Daniel, teria tido oportunidade de participar nas temporadas londrinas e, certamente, teria conseguido um pretendente.

Mas quanto mais tempo passam juntos, mais percebem que a ideia que tinham um do outro estava errada. Hugh não é irascível e vingativo como ela pensava, mas está em dor constante, que lhe serve de lembrança de como uma decisão impensada pode ter consequências devastadoras.

A Sarah é um bocadinho irritante, mas ele depressa percebe que, quando se trata de defender aqueles de quem gosta, é apaixonada e impulsiva.

Gostei do livro e até gostei do casal, mas não consigo gostar tanto destes primos como gosto dos irmãos Bridgerton. Falta aqui qualquer coisa, embora não consiga identificar exactamente o quê…


Classificação: 4


Enredos: inimigos a amantes, proximidade forçada, família.



domingo, 17 de outubro de 2021

Opinião: "Uma Noite Inesquecível"

Título original: A Night Like This
Autor: Julia Quinn
Série: Smythe-Smith Quartet #2
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Abril de 2018
ISBN: 9789892341774
Páginas: 320


Sinopse: Ela pode não ser quem todos pensam que é…. 

Mas Anne Wynter não se tem dado mal no papel de precetora de três meninas da sociedade. Não deseja ser o centro das atenções e muito menos participar no horroroso concerto anual da família Smythe-Smith, mas não tem alternativa. E nem a música infernal ofusca a mágica troca de olhares com o conde de Winstead. E, embora saiba que não há lugar na sociedade para um romance entre uma precetora e um nobre, Anne é incapaz de se conter…. 

Ele pode correr perigo de morte… 

Mas não é isso que vai impedir Daniel Smythe-Smith de se apaixonar. Fascinado pela enigmática Anne, está determinado a conquistá-la, nem que isso implique passar os seus dias com uma menina de dez anos que julga ser um unicórnio. Mas Daniel tem um inimigo disposto a tudo para o matar… e quando a segurança da sua amada é comprometida, o conde tudo fará para garantir um final feliz para ambos. 

Pleno de romance (e de peripécias, claro!), o segundo volume da série Quarteto Smythe-Smith vai derreter o coração dos fãs de Julia Quinn.


A minha opinião: Daniel Smythe-Smith regressa a Inglaterra do seu exílio de três anos na Europa na noite do concerto anual da família. Não querendo retirar o protagonismo à irmã e às primas, decide só revelar o seu regresso no final do concerto, mas esgueira-se para a porta da sala de concertos. Está ridiculamente feliz por estar de regresso a casa e tem saudades da família. Espreita com ternura a irmã mais nova, Honoria, as primas Iris e Daisy e, ao piano... Ele não reconhece a mulher sentada ao piano, mas de uma coisa tem certeza: não é sua prima!

Após o concerto, ele está determinado em encontrar a encantadora mulher e beijá-la. O que acaba por fazer. Infelizmente, é interrompido pela chegada de Honoria e de Marcus Holroyd, o seu melhor amigo. E quando os vê a beijarem-se, o instinto protector de irmão mais velho é mais forte do que ele e acaba por atacar Marcus.

A misteriosa mulher é Anne Wynter, a perceptora das suas primas, que se viu forçada a participar no concerto em substituição de Sarah, que fingiu estar doente. Quando a briga começou, ela escondeu-se na primeira sala que encontrou e agora está lá presa enquanto ouve a confusão que ocorre lá fora. É aí que percebe que o homem que deixou que a beijasse é o recém-regressado conde de Winstead. O que torna o que aconteceu ainda mais estúpido e perigoso. Se fossem descobertos, ela perderia o emprego e quaisquer futuras perspectivas... O que, no caso dela, seria ainda mais problemático, uma vez que ela já se encontra a fingir ser outra pessoa...

Mas Daniel está encantado e determinado em provar-lhe que o seu interesse é verdadeiro, e que não se importa com o facto de ela ser uma perceptora e ele um conde. Nem que, para isso, tenha de passar tempo com as três primas como desculpa para estar junto dela.

Contudo, parece que a ameaça que levou Daniel ao exílio não está afinal ultrapassada, e quando um ataque a ele acaba por colocar Anne em perigo, ele não hesitará em fazer tudo o que pode para a proteger.

Será um final feliz entre um conde e uma perceptora realmente possível? O que acontecerá quando Daniel descobrir que Anne não é quem diz ser e o motivo que a levou a fingir ser outra pessoa? E conseguirá Daniel eliminar a ameaça, não só à segurança, mas também à felicidade de ambos?

Gostei bastante desta história, mas faltou-lhe qualquer coisa. Talvez intensidade. Ainda que goste dos Smythe-Smith, ficam um bocadinho aquém dos Bridgerton... Adorei, porém, a paciência do Daniel com as três primas e a forma como alinhou em todas as actividades só para poder passar tempo com Anne. Estou muito curiosa com o próximo livro...


Classificação: 4


Enredos: classes diferentes, identidade falsa, família, perigo, amor à primeira vista.



quinta-feira, 30 de abril de 2020

Opinião: "Um Pedacinho de Céu"

Título original: Just Like Heaven
Autor: Julia Quinn
Série: Smythe-Smith Quartet #1
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Abril de 2017
ISBN: 9789892338460
Páginas: 344


Sinopse: Quem conhece Honoria Smythe-Smith sabe que, para lá das suas inúmeras qualidades, a jovem tem algumas... enfim... particularidades, nomeadamente:
1. É uma entusiástica (e péssima!) violinista
2. Fica fora de si sempre que alguém diz “Bicho”
3. NÃO está apaixonada (não está!) pelo melhor amigo do irmão

Já Marcus Holroyd, conde de Chatteris, é o seu oposto. É um rapaz tímido e responsável, mais conhecido por:
1. Ser lamentavelmente dado a entorses do tornozelo
2. Carregar o fardo de ser um dos solteirões mais cobiçados
3. NÃO estar (de todo!) apaixonado pela irmã do melhor amigo

Juntos...
1.São grandes amigos
2. Comem quantidades escandalosas de bolo de chocolate
3. Sobrevivem ao pior espetáculo musical do mundo

Julia Quinn tem para eles planos que incluem...
1. Uma febre mortífera
2. Momentos (muito!) embaraçosos
3. Um final desesperadamente romântico


A minha opinião: Devo começar por dizer que me sinto enganada! O casal protagonista de Once Upon a Tower de Eloisa James vai ao casamento de Honoria e Marcus, os protagonistas deste livro, motivo pelo qual fui logo ler este livro a seguir, julgando que os iria reencontrar. Infelizmente, isso não acontece, pois a autora não inclui o casamento... 

Tirando isso, adorei tudo neste livro. As Smythe-Smith podem não ser os Bridgertons, mas são igualmente encantadoras! E adorei o facto da acção ser simultânea à da série anterior. Neste caso, passa-se na mesma altura em que Colin regressa a Inglaterra. 

Honoria Smythe-Smith está desesperada por casar, não só porque é a única forma de deixar de actuar no quarteto da família, mas também porque a sua mãe se quer mudar para Bath e Honoria quer uma família própria, numerosa e barulhenta. Já não é a sua primeira temporada, mas embora tenham havido potenciais interessados, nunca recebeu nenhuma proposta. 

Honoria não sabe, mas o responsável por não ter tido propostas é Marcus Holroyd. Marcus é o melhor amigo de Daniel, o irmão de Honoria, e conhece-a desde que ela tinha 6 anos e tentava desesperadamente ser incluída nas brincadeiras deles. Quando Daniel é forçado a deixar Inglaterra faz Marcus prometer que não deixará a irmã casar com um idiota. E ele leva as suas promessas muito a sério... 

Eles reencontram-se quando ela vai passar uns tempos na casa de campo dos pais de uma amiga, que são vizinhos de Marcus. Quando ele torce o tornozelo por causa dela, ela sente-se terrivelmente responsável. E insiste em ir visitá-lo com a amiga para garantir que está bem. Mas quando, ao regressarem a casa desta, a amiga declara que estarão casados até ao final da temporada, Honoria percebe que já não pensa em Marcus como se fosse um irmão e, assustada, regressa a Londres. 

Contudo, recebe uma mensagem urgente da governanta de Marcus informando-a que ele piorou bastante e não descansa enquanto não convence a mãe a viajar para lá. Quando chegam a situação é pior do que ambas podiam imaginar, mas parece ser exactamente o que a sua mãe precisava. Ela pode não conseguir fazer nada para ajudar o filho, mas fará tudo o que puder para salvar o seu melhor amigo. Quanto a Honoria, ela só sai da cabeceira da cama de Marcus quando este está fora de perigo. 

Marcus nunca teve ninguém que realmente se preocupasse com ele, o que torna a devoção de Honoria ainda mais importante para si. Mas, à medida que começa a recuperar, vai-se apercebendo que o que sente por ela não é apenas gratidão. E que há muito que deixou de pensar nela como a irmãzinha de Daniel... Agora só precisa de a convencer que é ele o homem certo para ela! 

Pelo meio ainda há um concerto tão atribulado como desafinado, um regresso muito esperado, uma briga, uma reconciliação e uma declaração muito pública de alguém muito tímido. 

Um excelente começo de uma série que promete. Mal posso esperar por saber o que a autora reservou para as restantes "artistas" do quarteto. 


Classificação: 5


Fonte