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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Opinião: "Caminhos Sombrios"

Título original: Mean Streak
Autor: Sandra Brown
Tradutor: Inês Castro
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2016
ISBN: 9789897414152
Páginas: 416


Sinopse: Emory Charbonneau é uma grande pediatra, respeitada entre os colegas e estimada pela sociedade. Depois de uma discussão com o marido, Jeff, a jovem médica prepara-se para uma maratona e desaparece nas montanhas da Carolina do Norte. Quando Jeff comunica o seu desaparecimento à polícia, todas as pistas que Emory deixou desapareceram. O nevoeiro e o gelo põem um fim às buscas.
Emory recobra a consciência, com um misterioso ferimento na cabeça, num local estranho. E na companhia de um homem cujo passado é tão sombrio que ele não quer sequer dizer-lhe o seu nome. Sem telefone, sem internet, sem ninguém por perto, mas movida pelo medo, Emory está determinada a escapar a todo o custo do cativeiro.
Inesperadamente, no entanto, os dois têm um encontro perigoso com pessoas que seguem um código de justiça própria. No centro da disputa está uma jovem desesperada a quem Emory não pode virar costas, mesmo que isso signifique violar a lei.
Quando o esquema do marido é revelado e o FBI se aproxima do seu captor, Emory começa a perguntar-se se o homem sem nome não será, na verdade, o seu salvador.


A minha opinião: Emory Charbonneau é uma pediatra prestigiada e prepara-se para partir para as montanhas da Carolina do Norte durante o fim de semana, onde irá treinar para uma maratona. Mas, antes de partir, discute com o marido Jeff, que a acusa de estar obcecada com os treinos e a tenta convencer a não ir.

Contudo, ela vai. Só que algo corre mal e Emory acorda numa cabana desconhecida, com um homem desconhecido. O homem diz-lhe que a encontrou caída e inconsciente, possivelmente devido a uma queda. Mas também se recusa a dizer-lhe o seu nome e informa-a que não tem telefone e que não a pode levar à cidade enquanto o nevoeiro estiver tão cerrado. E Emory não pode deixar de temer ter sido ele a atacá-la para a raptar...

Ele tem os seus motivos para estar fora da rede e Emory pode revelar-se uma complicação de que ele não precisava. Porém, ele não a podia deixar inconsciente na montanha onde acabaria por morrer. Ela desperta nele instintos protectores que ele não consegue ignorar, mas o plano é, assim que consiga garantir a segurança dela, deixá-la partir e seguir com a sua vida. Se ao menos a atracção entre eles não fosse tão intensa...

Quando as buscas por Emory atraem a atenção do FBI, torna-se claro que há mais sobre ele do que ele quer que se saiba. Mas quando se torna óbvio que Emory se encontra em perigo, conseguirá ele salvá-la?

Gosto sempre dos livros de Sandra Brown, mas quando a história envolve proximidade forçada e a possibilidade do herói ser, afinal, o vilão, é mais que certo que vou adorar! Caminhos Sombrios não foi excepção e deixou-me na expectativa do princípio ao fim. Adorei todas as voltas e reviravoltas que a autora deu para nos despistar e adorei a tensão entre a Emory e o... não posso dizer. 😉

Calafrio continua a ser o meu preferido, mas este entrou para o pódio!


Classificação: 5

Fonte

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Opinião: "Duas Irmãs, Um Duque"

Título original: The Duke Is Mine
Autor: Eloisa James
Série: Fairy Tales #3
Tradutor: Carmo Vasconcelos Romão
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Agosto de 2014
ISBN: 9789897261404
Páginas: 364


Sinopse: Ele é um duque em busca da noiva perfeita.
Ela é uma senhora… mas está longe de ser perfeita.
Tarquin, o poderoso duque de Sconce, sabe perfeitamente que a decorosa e elegantemente esguia Georgiana Lytton dará uma duquesa adequada. Então, porque não consegue parar de pensar na sua irmã gémea, a curvilínea, obstinada e nada convencional Olivia? Não só Olivia está prometida em casamento a outro homem, como o flirt impróprio, embora inebriante, entre ambos torna a inadequação dela ainda mais clara.
Decidido a encontrar a noiva perfeita, ele afasta metodicamente Olivia dos seus pensamentos, permitindo que a lógica e o dever triunfem sobre a paixão... Até que, na sua hora mais sombria, Quin começa a questionar-se se a perfeição tem alguma coisa a ver com amor.
Para ganhar a mão de Olivia ele teria de desistir de todas as suas crenças e entregar o coração, corpo e alma...
A menos que já seja demasiado tarde.


A minha opinião: Vou despachar já o que não gostei e que é único e exclusivo da edição portuguesa: como é que é possível que uma edição que indica ter um revisor na ficha técnica, tenha tantas gralhas? A sério, é que é página sim, página não... E a tradução também deixa um pouco a desejar. Algumas das expressões forma de tal forma traduzidas à letra que não tive dúvida de como a autora as escreveu originalmente...

Mas a história é fantástica! Para começar, uma protagonista gordinha que foi criada para ser uma duquesa e que passou a vida a ouvir dizer que tinha de comer menos e a ser forçada a fazer dietas pela mãe que encontra um protagonista que adora as suas curvas e pneus e que não a quereria de outra forma. E a autora faz um excelente trabalho a demonstrar que queremos sempre ser como não somos, já que a irmã gordinha desejava ter a figura esbelta da irmã que, por sua vez inveja as curvas dela.

A protagonista é Olivia Lytton que está praticamente desde sempre prometida a Rupert Blakemore, marquês de Montsurrey. Rupert tem limitações que decorreram do parto, o que faz com que seja conhecido como tolinho. Como é filho único o seu pai arranjou o seu casamento com Olivia, sabendo o quanto os pais desta querem ter uma filha duquesa. Aliás, tanto Olivia como a sua irmã gémea Georgiana foram educadas sob as orientações de O Espelho dos Elogios, que a mãe encara como a bíblia para formar senhoras.

Mas agora Rupert decide que só casará depois de conseguir glória em combate, como os seus antepassados, e o pai, ciente de não o conseguir demover, resolve enviá-lo para Portugal, o mais longe possível do combate, e formalizar o noivado de Rupert com Olivia antes da sua partida.

Com isso resolvido, só falta arranjar um marido para Georgiana e, nem de propósito, chega um convite para a propriedade do viúvo duque de Sconce, Tarquin Brook-Chatfield. Tarquin sabe que é seu dever gerar um herdeiro e, para isso terá de voltar a casar. Contudo, já não confia em si mesmo para escolher uma mulher, pelo que encarrega a mãe de o fazer. Esta tem uma série de testes planeados para escolher a futura duquesa, e Georgiana parece ser a candidata mais favorável. Mas então porque é que é Olivia que lhe prende a atenção?

Olivia não só se sente imediatamente atraída por Tarquin como percebe a atracção dele por ela, por isso tenta afastar-se o mais possível dos ensinamentos do Espelho com a esperança de que ele perceba como ela é errada para ele. Afinal, ela nunca poderá trair dessa forma a irmã nem Rupert, de quem gosta como se fosse seu irmão e cuja honra e reputação defende com unhas e dentes. Mas nem mesmo assim consegue afastar Tarquin cuja atracção por ela só parece aumentar...

Ainda podia dizer muito mais sobre Duas Irmãs, Um Duque, mas já me estou a alongar e não quero spoilar ninguém. Tive pena que a autora tivesse escolhido a forma que escolheu para resolver a situação dos protagonistas, mas talvez fosse a única possível... E só me fez gostar ainda mais deles!

Ah, já me esquecia de referir que o conto de fadas no qual Duas Irmãs, Um Duque se baseia é A Princesa e a Ervilha. A referência é, neste livro, ainda mais subtil do que nos anteriores da série, mas está lá.


Classificação: 5

Fonte

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Opinião: "Ligações Arriscadas"

Título original: Friction
Autor: Sandra Brown
Tradutor: Luís Filipe Silva
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2017
ISBN: 9789897416712
Páginas: 400


Sinopse: Crawford Hunt acabou de preparar o quarto novo da filha. Em tons de rosa, a cor preferida de Georgia. No dia seguinte, se tudo correr bem em tribunal, a sua menina voltará para casa depois de quatro anos de ausência.

Após a morte da mulher, Crawford – ranger de profissão – mergulhou numa profunda depressão. Mas desde então fez tudo ao seu alcance para dar a volta por cima. O seu destino encontra-se agora nas mãos da juíza Holly Spencer.

Porém, tudo aquilo que ele conseguiu com tanto esforço vai ser posto à prova na sala de audiências, quando um homem armado dispara contra Holly. Instintivamente, o ranger protege-a. Não podia saber que estava a pôr em causa o seu futuro com Georgia… pois, por um lado, acaba de mergulhar num mistério do qual dificilmente sairá ileso. Por outro, vai comprometer a própria Holly. A juíza faz tudo para reprimir os seus sentimentos mas revela-se incapaz de negar a surpreendente – e altamente inapropriada – atração que sente pelo ranger.

Sob o peso de tamanha responsabilidade, Crawford sente o seu mundo descarrilar de novo. Não pode perder a filha... mas para poder recuperar a sua vida de outrora, precisa desesperadamente de pôr fim a uma situação impossível.

Um vertiginoso thriller sobre a importância dos laços de família e os segredos que estamos dispostos a guardar para os proteger...


A minha opinião: A vida de Crawford Hunt está finalmente prestes a entrar nos eixos. Está na audiência final que determinará se lhe será, ou não, devolvida a custódia da sua filha Georgia. Há quatro anos, depois da morte da mulher, da qual se culpa, decidiu que não podia cuidar da filha e entregou-a aos sogros. E ainda bem, porque passou por um mau bocado, com bastante bebida à mistura. Agora está restabelecido e sabe que pode ser um bom pai para a filha, mas os sogros recusam-se a devolver-lhe Georgia e estão a lutar por custódia total.

Durante a audiência, quando parece que a juíza Holly Spencer vai decidir contra ele, um homem mascarado irrompe pela sala e começa a disparar, matando o guarda da sala. Os instintos de ranger do Texas de Crawford falam mais alto e ele põe-se à frente da juíza para a proteger. Consegue que o homem falhe e, quando ele se põe em fuga, apanha a arma do guarda e persegue-o pelo tribunal. Acaba por o apanhar no telhado, onde o tenta convencer a largar a arma e render-se, mas não consegue e o homem acaba por ser abatido pela polícia.

E aí começa o seu verdadeiro tormento. É que se antes a juíza já parecia inclinada a rejeitar-lhe a custódia, agora sabe que nunca mais recuperará Georgia. E o seu sogro faz questão de lhe dizer que vai usar aquilo que descreve como uma acção irresponsável e impensada para garantir isso mesmo. Por isso, desesperado, Crawford vai a casa de Holly para lhe exigir que lhe diga qual ia ser a sua decisão. A tensão do dia mistura-se com uma intensa tensão sexual entre os dois e acabam por enrolar-se ali mesmo no sofá da sala dela.

Só que a ameaça parece ainda existir, pois Crawford suspeita que o homem que morreu no telhado do tribunal não era o atirador. Será ele capaz de proteger Holly enquanto lida com a intensa atracção que sentem um pelo outro sem arruinar as suas hipóteses de recuperar a filha? E Holly, poderão a sua carreira e reputação sobreviver no fim de tudo? Quem a quererá ver morta? Mas será mesmo ela o alvo?

Gostei muito de Ligações Arriscadas, mas também Sandra Brown ainda nunca me desiludiu... Crawford e Holly são excelentes protagonistas e a tensão sexual entre eles rebenta a escala. E a relação dele com a filha é tão ternurenta! A miúda é o máximo! O mistério, como sempre, é compulsivo e muito bem entrelaçado. Muito bom!


Classificação: 4

Fonte

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Opinião: "Força do Desejo"

Título original: Nothing Denied
Autor: Jess Michaels
Série: Albright Sisters #3
Tradutor: Maria Emília Ferros Moura
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Março de 2012
ISBN: 9789898228802
Páginas: 228


Sinopse: Ao começar a sétima temporada fracassada, Beatrice Albright começa a perceber que a sua beleza não pode compensar a sua astúcia e modos desabridos. Mulher desesperada que ninguém quer, tem de procurar um homem com quem ninguém queira casar: o desprezado e misterioso marquês de Highcroft, Gareth Berenger. Consta que ele é um assassino, mas Beatrice tem muito mais medo da vida de solteirona - e da companhia da mãe - do que da má reputação de Berenger. Mas Gareth, embora intrigado com a proposta da interessante jovem, tem ele próprio uma proposta a fazer-lhe. Sendo um homem de gostos particulares, não casará com nenhuma mulher que não esteja disposta a satisfazê-los. A noiva tem de ser aventureira, não ter medo de nada e estar ansiosa por experimentar qualquer paixão e prazer que ele congemine, por muito chocantes e tabu. Se Beatrice concordar com um período experimental - se conseguir voluntariamente libertar-se das suas inibições - no fim casará com ele. E assim os dados estão lançados - enquanto Beatrice e Gareth embarcam numa viagem erótica onde o perigo os espera a cada esquina, a caminho de um mundo de delicioso êxtase onde nada é proibido… nada é negado.



A minha opinião: Depois das suas irmãs terem encontrado o amor, a felicidade e o prazer nos livros anteriores, Beatrice descobre que elas desistiram dela e planeiam levar a irmã mais nova, Winifred, para junto delas e para longe da mãe, aumentando assim, exponencialmente, as hipóteses dela de encontrar um bom partido. Beatrice encontra-se na sua sétima temporada e apercebe-se de que, se não tomar as rédeas do seu destino nas suas mãos, o seu futuro será passar os resto dos seus dias na companhia da mãe. E nada poderá ser pior do que isso...

Rapidamente percebe que a sua única hipótese será casar com alguém com quem ninguém mais queira casar. Esse alguém é Gareth Berenger, marquês de Highcroft. Consta que ele matou a sua primeira mulher, mas um assassino continua a ser preferível à sua mãe...

Gareth pode não ter matado a mulher, mas isso não significa que não se culpe pela morte dela. E é por isso que decidiu que nunca mais voltaria a casar. Contudo, agora que a sua avó morreu e deixou como a sua última vontade que o neto voltasse a casar, Gareth sabe que terá de cumprir o seu desejo...

Quando Beatrice o aborda com uma proposta de casamento, ele faz-lhe uma contraproposta: se ela concordar com um período experimental em que se submeta a tudo o que ele lhe peça, e se no final ainda o quiser, casará com ela.

Gareth acredita que Beatrice acabará por achar um dos seus pedidos demasiado e desistirá do acordo, mas a verdade é que ele parece despertar nela um desejo e uma paixão que nem ela sabia existir. E, apesar dos seus gostos sado-masoquistas, ele é terno e faz sempre do prazer dela uma prioridade.

Tal como os livros anteriores da série, Força do Desejo começa com uma relação exclusivamente carnal entre os protagonistas que, lentamente, se transforma em amor. As cenas são escaldantes e muito bem escritas e é cativante acompanhar o percurso dos personagens. Julgo que a autora nunca chegou a escrever a história da Winifred, mas espero que ainda o venha a fazer.



Classificação: 4

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Opinião: "O Último Minuto"

Título original: Deadline
Autor: Sandra Brown
Tradutor: Lídia Geer
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2015
ISBN: 9789897261640
Páginas: 464


Sinopse: Dawson Scott é um jornalista muito respeitado recentemente regressado do Afeganistão. Assombrado por tudo o que viveu, sofre de neurose de guerra, o que é uma ameaça para todos os aspetos da sua vida. Um dia recebe o telefonema de uma fonte dentro do FBI. Houve um novo desenvolvimento numa história que começou há quarenta anos. Poderá ser a GRANDE história da carreira de Dawson, na qual ele tem um interesse pessoal.

Em breve Dawson está a investigar o desaparecimento e alegado homicídio do ex-fuzileiro naval Jeremy Wesson, filho biológico do casal de terroristas que permanece na lista dos Mais Procurados do FBI. Dawson dá então por si a gostar cada vez mais da ex-mulher de Wesson, Amelia, e dos seus dois filhos. Porém, quando a ama de Amelia aparece morta, o caso toma um novo rumo surpreendente, com o próprio Dawson a tornar-se suspeito. Assombrado pelos seus próprios demónios, Dawson inicia a perseguição dos famosos criminosos... e da verdade surpreendente e secreta sobre si próprio.


A minha opinião: Uau. Acho que O Último Minuto é bem capaz de ser o meu livro preferido de Sandra Brown a seguir a Calafrio...

Mais uma vez a autora entrelaça várias histórias aparentemente sem ligação, para no final, bum, reviravolta completamente inesperada e é assim que tudo se conjuga!

A história tem início em 1976, com o ataque surpresa de várias agências de segurança norte-americanas aos Comandos da Rectidão Divina, um grupo de terroristas domésticos. O ataque não correu como planeado e todos os elementos terroristas morreram numa troca de disparos (que também fez vítimas do lado dos agentes de segurança) com excepção do seu líder e da amante dele que conseguiram fugir. E, como se veio a descobrir depois de entrarem na casa, ela tinha dado à luz...

Trinta e sete anos depois, Dawson Scott é atraído a Savannah, na Geórgia, para acompanhar o julgamento de um homem acusado de matar a mulher e o amante dela. Dawson sofre de perturbação de stresse pós-traumático depois de estar nove meses no Afeganistão como repórter de guerra. Está a ter dificuldade a adaptar-se à vida normal e só aceita ir para Savannah depois de saber que, apesar do corpo do amante se encontrar desaparecido, foi encontrado o seu ADN na cena do crime e corresponde ao do bebé dos membros foragidos dos Comandos da Rectidão Divina.

Mas como podia Jeremy Wesson, um capitão dos Marines, veterano de guerra condecorado, ser filho de terroristas domésticos cujos alvos eram, precisamente, as instituições norte-americanas? É isso que Dawson se propõe investigar. Teria Jeremy escapado à influência dos pais ou tratar-se-ia de um plano paciente e maléfico?

Infelizmente, a forma que Dawson tem de se aproximar de Jeremy (cujo corpo, afinal, não foi encontrado) é através da ex-mulher dele, Amelia Nolan. Dawson não sabe se ela é inocente em tudo isto, mas sabe que, quer seja quer não, há uma forte probabilidade de Jeremy, se estiver vivo, voltar pelos filhos de ambos. E é por isso que aluga a casa ao lado da casa de férias para onde Amelia levou os dois filhos para os tentar proteger do escândalo.

Contudo, a sua vigia tem uma consequência inesperada e Dawson dá por si cada vez mais atraído por Amelia e pelos filhos dela. Também os miúdos gostam imediatamente de Dawson e, vê-los brincar com ele como não conseguiam brincar com o pai, torna Dawson ainda mais atraente aos olhos de Amelia.

Por mais que tentem, e embora não consigam evitar a desconfiança mútua, Dawson e Amelia não conseguem resistir à atracção. Mas há várias questões que os podem manter afastados: Amelia pode não ser tão inocente como parece; Jeremy pode estar vivo e à espreita; Dawson tem perturbação de stresse pós-traumático, algo com que Amelia já teve de lidar antes; e o que será feito dos pais de Jeremy?

Adorei O Último Minuto! Mais uma vez a autora consegue o balanço perfeito entre romance e suspense. Adorei a Amelia e o Dawson e a forma como não conseguem evitar cair nos braços um do outro. E confesso que não estava nada à espera da revelação final... Bravo, Sandra Brown!

Photo by Adam Kontor from Pexels


Classificação: 5

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Opinião: "Tornado"

Título original: Low Pressure
Autor: Sandra Brown
Tradutor: Lídia Geer
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Março de 2014
ISBN: 9789897261121
Páginas: 484

Sinopse: Bellamy Lyston tinha apenas doze anos quando a irmã mais velha, Susan, foi morta num dia de feriado tempestuoso em finais de Maio. Atualmente, dezoito anos mais tarde, Bellamy escreveu um livro de grande sucesso que se baseia no assassínio de Susan. Uma vez que o livro se tinha inspirado no trágico acontecimento que continua a amargurar a sua família, ela decidiu publicá-lo sob um pseudónimo, a fim de os proteger de uma publicidade indesejada. Mas quando um repórter oportunista descobre que o livro é baseado em factos verídicos, a identidade de Bellamy é revelada a par do escândalo da família. Além disso, Bellamy torna-se alvo de alguém sem escrúpulos que, ou por querer que a verdade subjacente ao assassinato de Susan continue por desvendar ou, ainda mais ameaçador, por estar determinado a vingar-se por um homem acusado e condenado injustamente. Para poder identificar quem anda a assediá-la, Bellamy vê-se confrontada com os fantasmas do seu passado, entre os quais se inclui Dent Carter, o namorado instável e irresponsável de Susan - um dos primeiros suspeitos de ter cometido o crime. Dent, com esta e outras máculas no seu passado, está firmemente decidido a limpar o seu nome, para o que precisa da memória bloqueada de Bellamy. Contudo, as suas recordações, até então bloqueadas - depois de desbloqueadas - constituem novos perigos imprevisíveis.

A minha opinião: Tornado não foi o meu livro preferido de Sandra Brown, mas isso não significa que não o tenha adorado. Só significa que a autora elevou demasiado a fasquia...

Quando Bellamy Lyston tinha apenas doze anos, um tornado destruiu a cidade, mas a maior destruição foi descoberta nos destroços: a sua irmã Susan foi assassinada. No meio do caos e da confusão determinar álibis não é propriamente fácil, mas eventualmente a polícia lá encontra e prende o culpado. Mas os eventos dessa tarde continuam a assombrar Bellamy e ela tenta expurgá-los escrevendo um livro baseado neles. Claro que o livro é escrito como ficção e sob um pseudónimo, mas um jornalista sensacionalista resolve investigar e expõe-a como a verdadeira autora do livro, bem como a veracidade dos eventos descritos. E, de repente, Bellamy vê-se forçada a promover o livro. Contudo, quando uma encomenda assustadora lhe aparece em casa, ela resolve abandonar tudo e regressar a casa.

A sua família não ficou contente com toda a atenção que o livro de Bellamy desenterrou, mas a doença do pai dela está a piorar, pelo que têm outras prioridades de momento. E quando o pai lhe pede que descubra o que realmente aconteceu à irmã naquele dia, como pode ela recusar-lhe o seu último pedido?

Investigar o assassinato da irmã implica confrontar Dent Carter, o namorado de Susan por quem Bellamy tinha um fraquinho. Ele chegou a ser suspeito, mas tinha um álibi, contudo nunca se livrou realmente da suspeita. Isto porque o homem que foi preso nunca confessou e a investigação foi, de certa forma, apressada, pelo que nunca houve um sentido de encerramento em relação ao caso.

Ao início, Dent não quer nada com os Lyston, mas depois resolve aproveitar a oportunidade para limpar o seu nome de uma vez por todas. Só não estava a contar com a imensa atracção que sente por Bellamy. E se ao início parece de muito mau gosto interessar-se pela irmã mais nova da antiga namorada que foi assassinada, a verdade é que a relação de Dent e Susan não era bem aquilo que Bellamy pensava. Nem a verdadeira Susan correspondia à imagem que tinham dela. E a verdade é que talvez hajam mais pessoas com motivo para a matar do que a polícia considerou...

Como já disse, gostei muito. Mas talvez o facto do crime investigado ser um caso antigo lhe tenha tirado alguma da urgência que gosto nestes livros. E também o perseguidor de Bellamy nunca me assustou particularmente (embora me tenha enojado bastante...). Mas confesso que não descobri quem matou a Susan...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

Opinião: "Tabu"

Título original: Taboo
Autor: Jess Michaels
Série: Albright Sisters #2.5
Tradutor: Maria Emília Ferros Moura
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Julho de 2011
ISBN: 9789898228499
Páginas: 240

Sinopse: Cassandra Willows fez nome como uma das mais procuradas costureiras de Londres e como criadora de «brinquedos» íntimos muito apreciados nos quartos das damas e dos cavalheiros da elite. Mas o seu êxito não pode aliviar a culpa e a dor devido a uma traição devastadora.
Nathan Manning, conde de Blackhearth, nunca irá perdoar à bela Cassandra tê-lo abandonado sem uma palavra no dia em que iam fugir. Agora está de volta a Londres e desejoso de vingança. Munido de memórias escandalosas e provocantes, o belo e vingativo conde chantageia a sua ex-amante, forçando-a a um romance ilícito... e reacende o fogo ardente que antes consumira ambos.
Mas ao perderem-se no êxtase erótico renascido, Nathan e Cassandra estão a tentar a sorte - ficando vulneráveis a um passado que ainda ameaça destruir as suas vidas e a sua paixão; à mercê de segredos sombrios e tácitos que são chocantemente, perigosamente… tabu.

A minha opinião: Em jovens, Nathan Manning e Cassandra Willows apaixonaram-se perdidamente. Mas ela era filha de um costureiro e ele era conde, pelo que a única solução para ficarem juntos era fugirem para casar em Gretna Green. Só que Cassandra não apareceu na noite combinada, há quatro anos e, com o desgosto e a mágoa, Nathan partiu para a Índia.

Contudo, agora está de volta e é quando se encontra com a mãe e as irmãs em casa da tia que a revê. E dois sentimentos destacam-se imediatamente: luxúria e raiva. E não perde tempo a procurá-la e a chantangeá-la para que volte à sua cama. É que, apesar de estar tão longe, na Índia, ele manteve-se informado sobre a vida dela e sabe que ela complementa o seu negócio de costura com a criação de brinquedo eróticos muito apreciados pela sociedade londrina. A exposição deste ramo do seu negócio seria a sua ruína, já que seria repudiada pela sociedade, pelo que Cassandra não tem outro remédio senão ceder à chantagem de Nathan. Não que seja um grande sacrifício...

Só que quanto mais tempo passam juntos, mais fortes e insistentes se tornam os antigos sentimentos que nutriam um pelo outro. Mas Nathan não sabe o verdadeiro motivo pelo qual ela faltou ao encontro naquela noite e ela não tem coragem de lhe contar. E se o casamento de ambos já teria sido dificilmente aceite pela sociedade há quatro anos, actualmente seria impossível.

Gosto cada vez mais da autora, que consegue equilibrar perfeitamente as cenas eróticas (que são muitas) com a história e com o romance. Também gostei dos protagonistas, embora tenha tido dificuldade em superar o facto do herói chantagear a heroína para se deitar com ele, ainda que entenda os seus motivos.

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

sábado, 29 de agosto de 2015

Opinião: "Milagre de Amor"

www.wook.pt/ficha/milagre-de-amor/a/id/13174201?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: When Beauty Tamed the Beast
Autor: Eloisa James
Série: Fairy Tales #2
Tradutor: Maria Manuela Novais Santos
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Julho de 2012
ISBN: 9789897260162
Páginas: 372

Sinopse: Se ao menos o vestido de Miss Linnet Berry Thrynne não tivesse sido tão decotado, ou se ela não tivesse sido apanhada a beijar aquele príncipe...

Mas agora que todos pensam que Linnet está grávida do príncipe - e, por isso, ninguém a irá desposar - mais vale ela dar uma alegria ao seu pai desesperado e consentir casar com uma «besta». Um cirurgião brilhante, com reputação de perder a paciência - e uma ferida que se julga tê-lo deixado... incapaz - Piers, conde de Montague, deve receber de braços abertos uma futura noiva que tem já no ventre um herdeiro de sangue azul. Mas Piers não se deixa enganar pelo subterfúgio da senhora, e apesar de Linnet ser diabolicamente inteligente e encantadora, com uma beleza que ofusca o Sol, não haverá casamento da bela com o monstro. No entanto, Linnet acha o belo homem intrigante, e é óbvio a olho nu que «incapaz» não significa «desinteressado»...

A minha opinião: Milagre de Amor (detesto o título, já agora; qual era o problema com Quando a Bela Domou a Besta?) é um recontar da história da Bela e o Monstro. Tinha curiosidade em saber como a autora iria abordar a questão do Monstro, pois parecia-me algo difícil de fazer sem recorrer ao paranormal, mas a autora conseguiu-o de forma brilhante!

A Bela da história é Linnet Berry Thrynne, uma jovem debutante caída em desgraça. E a sua desgraça resume-se ao facto de toda a sociedade londrina acreditar que esta espera um bebé de um príncipe. Boato que ganhou força por três motivos: uma intoxicação alimentar, uma escolha de vestuário infeliz e ter sido apanhada a beijá-lo. Na verdade Linnet nunca se interessou minimamente pelo príncipe, na verdade nunca sentiu desejo por homem algum, e só namoriscou com ele porque isso a libertava de ter de namoriscar com outros...

É a sua tia que se lembra da solução perfeita: casá-la com o conde Piers Yelverton. Piers é filho único e sofreu um acidente em criança que o deixou coxo e impotente, e o seu pai, o duque de Windebank, aceitaria de braços abertos uma futura nora que lhe garantisse a continuidade da linhagem. Mas para além dos defeitos físicos, Piers tem também um mau feitio lendário o que, tudo em conjunto, lhe garantiu a alcunha de monstro.

Assim, Linnet parte para o País de Gales na companhia do seu futuro sogro, para conhecer o seu futuro marido. Só que Piers não tem qualquer intenção de casar, muito menos com alguém escolhido pelo pai, de quem se encontra afastado e, sendo um médico brilhante, percebe imediatamente que ela não espera criança nenhuma...  Mas é então que algo estranho acontece: Piers resolve alinhar na farsa porque se diverte com a situação e porque, incompreensivelmente, fazer a corte a Linnet parece ser algo que lhe surge naturalmente; e Linnet sente-se, pela primeira vez, atraída por um homem.

Gostei muito do evoluir do romance entre os protagonistas, especialmente do modo como a Linnet nunca se ter importado com o facto do Piers ser coxo, de lhe responder sempre à letra e nunca se deixar abalar pelo seu mau feitio. E gostei muito também do facto de, se por um lado o que primeiro atraiu Piers ter sido a beleza da Linnet, foi só quando ele realmente a começou a conhecer e a admirar as suas qualidades que realmente se apaixonou por ela. Não há cá amor à primeira vista, se bem que no caso dela tenha sido muito próximo disso...

Adorei também o enredo secundário ao romance propriamente dito: o reaproximar dos pais do Piers, a revelação do quanto o seu primo Sébastien era realmente importante para ele, e o funcionar diário do hospital que Piers tem a funcionar numa parte da sua propriedade. E depois há pormenores absolutamente deliciosos como as aulas de natação que o Piers dá à Linnet e o facto da Linnet, que é uma ávida leitora, ter lido todos os romances que havia para ler e ter começado a ler os livros de medicina do Piers (penso que todos nos podemos rever na situação...).

Esta foi mais uma fantástica versão de um conto de fadas que tinha muitas dúvidas se poderia ser tornado credível, mas a autora consegue-o magnificamente. Espero que ela continue a escrever esta série e a dar o seu cunho pessoal a histórias que todos conhecemos.

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2015 e Mount TBR 2015

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Opinião: "O Fruto Proibido"

www.wook.pt/ficha/o-fruto-proibido/a/id/5789009?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Delicious
Autor: Sherry Thomas
Tradutor: Eugénia Antunes
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Abril de 2010
ISBN: 9789898228284
Páginas: 336

Sinopse: Famosa em Paris, mal-afamada em Londres. Verity Durant é tão conhecida pelos seus dotes culinários quanto pela sua vida amorosa. Contudo, essa será a menor das surpresas que espera o seu novo empregador quando este chega a Fairleigh Park, a propriedade que acaba de herdar após a inesperada morte do seu irmão.
Para Stuart Somerset, uma estrela política em ascensão, Verity Durant é apenas um nome e a comida é apenas comida, até degustar o primeiro prato confeccionado por ela. Até então, a única vez que experimentara tamanho despertar dos sentidos fora numa perigosa noite de paixão com uma estranha que desaparecera com a madrugada. Dez anos de espera pelo prato principal é muito tempo, mas quando Verity Durant entra na sua vida, apenas uma coisa conseguirá satisfazer Stuart. O apetite dele pela luxúria será vingança ou o mais excepcional dos acepipes - o amor? O passado de Verity alberga um segredo que poderá devorá-los a ambos, ao mesmo tempo que tentam alcançar o mais delicioso dos frutos…
 

A minha opinião: Este é o segundo livro de Sherry Thomas que leio e voltou a agradar-me bastante. O Fruto Proibido é mais do que um romance de época, há toda uma contextualização histórica e uma caracterização da sociedade que o torna uma leitura mesmo muito interessante. 

A história começa com a morte do irmão de Stuart Somerset. Ao contrário de Stuart, que é a imagem da propriedade e da correcção, o seu irmão era uma homem que vivia para os prazeres da vida. E ao herdar a propriedade do irmão, Stuart herda também Verity Durant, a sua famosa cozinheira.

Para Stuart a comida é apenas uma necessidade e não um prazer, já que é um homem prático e nada dado a paixões, com excepção de uma noite há dez anos quando passou a única noite apaixonada da sua vida com uma desconhecida que, de manhã, havia desaparecido. Essa mulher também não o esqueceu e está determinada em despertar-lhe os sentidos e proporcionar-lhe prazer através da sua comida, sem revelar a sua identidade, e antes de abandonar a propriedade e Stuart para sempre.

De início Stuart tenta resistir ao efeito sensual da comida de Verity, mas é inútil, e rapidamente acaba obcecado não só pela comida, mas também pela misteriosa cozinheira. Mas o que acontecerá quando descobrir que a mulher misteriosa por quem se apaixonou à dez anos e a sua cozinheira sensual são a mesma pessoa?

Para além disso, Stuart tem também de lidar com o fantasma da sua relação com o pai e com o irmão e Verity tem um passado misterioso e um segredo pelo qual morreria. Um final feliz só será possível se Stuart e Verity forem capazes de se reconciliar com o passado, mas serão eles capazes?

Um romance histórico bastante intricado, mas muito bom, com personagens bastante interessantes e com descrições capazes de nos deixar com água na boca. Uma autora que vou continuar a ler com prazer. 

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2014 e TBR Pile 2014.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Opinião: "Uma noite no Expresso do Oriente"

www.wook.pt/ficha/uma-noite-no-expresso-do-oriente/a/id/15677364?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: A Night on the Orient Express
Autor: Veronica Henry
Tradutor: Dina Antunes
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Abril de 2014
ISBN: 9789897261169
Páginas: 336
Origem: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: O Expresso do Oriente. Luxo. Mistério. Romance.

Para o grupo de passageiros que se instala nos seus lugares e bebe os primeiros goles de champanhe, a viagem de Londres até Veneza é mais do que a viagem de uma vida.
Uma missão misteriosa; uma promessa feita a um amigo moribundo; uma proposta inesperada; um segredo que remonta a vida inteira... Enquanto o comboio segue viagem, revelações, confissões e encontros amorosos têm lugar no cenário mais romântico e infame do mundo.


A minha opinião: Um dos meus livros favoritos é Um Crime no Expresso do Oriente da Agatha Christie por isso, quando descobri a existência deste livro, um romance contemporâneo passado exactamente no mesmo cenário, soube que teria de o ler!

A sinopse não é muito reveladora (o que neste caso não é mau), pelo que parti para a sua leitura sem grandes expectativas, excepto o facto de saber que ia regressar a um cenário que adoro. Finda a leitura, posso dizer que gostei mesmo muito desta história e que fiquei com ainda mais vontade de fazer a mesma viagem dos personagens.

Uma noite no Expresso do Oriente dá-nos a conhecer uma série de personagens, à medida que nos revela o antes, o durante e o após a sua viagem no Expresso do Oriente. E, como não podia deixar de ser, essa viagem será decisiva para todos eles, embora por motivos diferentes.

Mais do que um romance, é uma história sobre pessoas, de diferentes sexos, idades e condições sociais, cuja única coisa em comum é o facto de se encontrarem todos, na mesma data, a bordo do Expresso do Oriente. E é impossível não torcer para que todos eles encontrem aquilo que procuram com esta viagem...

A informação sobre a autora contida no livro indica que a mesma foi guionista de cinema, e nota-se. A história é muito visual e não é muito difícil imaginá-la adaptada ao cinema, o que, neste caso, resulta em cheio. Espero que a Quinta Essência continue a apostar na autora, gostava de ler mais livros dela.

Classificação: 4

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Opinião: "Sedução Perigosa"

www.wook.pt/ficha/seducao-perigosa/a/id/15724215?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Something Reckless
Autor: Jess Michaels
Série: Albright Sisters #2
Tradutor: Carmo Vasconcelos Romão
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Maio de 2014
ISBN: 9789897261213
Páginas: 248
Origem: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: Depois de testemunhar uma cena chocante e de viver um casamento desastroso, Penelope Norman tornou-se uma voz para aquelas que lutam contra o excesso sensual dos nobres. E Jeremy Vaughn, duque de Kilgrath foi secretamente escolhido para silenciá-la.
O duque acredita que pode seduzir a bela hipócrita e fazê-la parar a sua luta preocupante... ou pelo menos colocá-la em posição de a chantagear. Assim, finge estar do lado dela durante o dia e à noite escreve-lhe cartas eróticas e visita a sua cama para a ensinar nas actividades pecaminosas que ela tanto teme. Mas quanto mais se aproximam, mais Jeremy percebe que a frustrante e tentadora Penelope tem a vantagem em todos os jogos que disputam. Especialmente os do coração.

A minha opinião: Na minha opinião do livro anterior da série referi que mal podia esperar por ler o seguinte, já que a sua protagonista, Penelope, se tinha metido num grande sarilho no final. E a verdade é que, na altura, pensei que a autora a iria livrar do sarilho, mas não. Penelope casou mesmo com o visconde Norman e, obviamente, foi infeliz. Mas, no início de Sedução Perigosa, Penelope é uma jovem viúva, novamente metida num grande sarilho...

Desta feita porque, numa reunião com outras senhoras, Penelope fala apaixonadamente da situação injusta da mulher em relação ao homem, a quem tudo é permitido e aceite, enquanto da mulher se espera um comportamento irrepreensível e que olhe para o lado e não levante ondas. E, inadvertidamente, acaba por se tornar no rosto de um movimento de defesa da moral e dos bons costumes, contra a devassidão e a luxúria dos homens da sociedade.

Claro que estes não acham piada nenhuma à situação, tendo de lidar com a pressão e as represálias das suas mulheres, e um grupo em particular resolve tomar medidas para resolver o assunto. E é assim que Jeremy Vaughn se vê encarregado da missão.

A sua estratégia é simples. Fingir que é um sedutor reformado, que apoia a causa de Penelope e que a quer ajudar na mesma e, desse modo, conquistar a sua confiança, enquanto, ao mesmo tempo, a seduz anonimamente com cartas de teor erótico. E quando a sedução for bem sucedida, ameaçar denunciá-la como hipócrita, caso não abandone a causa.

Mas já se sabe como as coisas funcionam nestas histórias, não é? E se Penelope começa a sentir emoções que nunca antes havia sentido e se entrega livremente à sedução, também Jeremy experiencia emoções até aí desconhecidas e começa a duvidar se será realmente capaz de cumprir o plano até ao fim. Serão eles capazes de encontrar um meio-termo que lhes permita ser felizes?

Gostei bastante desta história e dos protagonistas. A Penelope tem uma espécie de trauma decorrente de ter descoberto como a relação da irmã e do cunhado começou e por os ter apanhado numa situação extremamente comprometedora que a tornou bastante desconfiada em relação ao sexo (e convenhamos que o casamento não ajudou...). Já o Jeremy sempre viveu uma vida de libertino e nunca tinha considerado outro tipo de vida, nem mesmo após o casamento por amor do seu irmão que renunciou completamente aos velhos hábitos, o que fez com que Jeremy se tivesse afastado dele. Mas, devagar, à medida que se conhecem melhor e que se tornam amigos, Penelope começa a perceber que o sexo e a sensualidade são normais e desejáveis numa relação, enquanto Jeremy se apercebe que, quando há amor e intimidade, a relação assume todo um outro nível.

E por falar na Miranda e no Ethan, estes surgem também na história e gostei de ver o quão protector o Ethan é em relação à Penelope, mesmo depois da forma como ela o tratou. E como as irmãs resolvem as suas diferenças e retomam a relação que antes tinham.

Uma história que prende com cenas mesmo muito escaldantes, mas muito bem escritas e com personagens cativantes, que li apenas num dia, algo que nem me consigo lembrar da última vez que fiz... 

Classificação: 4

terça-feira, 1 de abril de 2014

Opinião: "O Beijo Encantado"

www.wook.pt/ficha/o-beijo-encantado/a/id/11449709?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: A Kiss at Midnight
Autor: Eloisa James
Série: Fairy Tales #1
Tradutor: Maria Manuela Novais Santos
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Outubro de 2011
ISBN: 978989228666
Páginas: 400

Sinopse: Forçada pela madrasta a ir a um baile, Kate conhece um príncipe… E decide que ele é tudo menos encantado. Segue-se um esgrimir de vontades, mas ambos sabem que a atração irresistível que sentem um pelo outro não os levará a lado nenhum. Gabriel está prometido a outra mulher - uma princesa que o ajudará a alcançar as suas ambições implacáveis.
Gabriel gosta da noiva, o que é uma surpresa agradável, mas não a ama. Obviamente, deve cortejar a sua futura princesa, e não a beldade espirituosa e pobre que se recusa a mostrar-se embevecida.
Apesar das madrinhas e dos sapatinhos de cristal, este é um conto de fadas em que o destino conspira para destruir qualquer oportunidade de Kate e Gabriel poderem ser felizes para sempre. 
A menos que um príncipe abdique de tudo o que o torna nobre…
A menos que o dote de um coração indisciplinado triunfe sobre uma fortuna…
A menos que um beijo encantado ao bater da meia-noite mude tudo.

A minha opinião: Esta foi a minha estreia com a autora e estou rendida! O Beijo Encantado é baseado na história da Gata Borralheira e adorei a volta que a autora lhe deu.

Aqui a Cinderela só aguenta todas as humilhações da madrasta para proteger os rendeiros e empregados da propriedade e, quando finalmente se decide a partir, só quer ser independente, não tem qualquer interesse em casar. A meia-irmã não é má, é só tolinha. As ratazanas são cães. A fada madrinha não tem magia, mas tem um sentido de humor apuradíssimo e é acutilante nas suas observações. E o príncipe só anda à procura de uma princesa porque precisa do dote dela para manter o castelo e os seus habitantes.

Tudo começa quando as ratazanas, como são conhecidos pelo pessoal da casa os cães de Victoria, a meia-irmã de Kate, a mordem na cara e fazem com que lhe seja impossível deslocar-se com o seu noivo até ao castelo do tio deste, o príncipe Gabriel, para que ele abençoe a união. É então que Mariana, a madrasta má, decide enviar Kate no lugar de Victoria...

Apesar das parecenças físicas, Kate e Victoria não podiam ser mais diferentes e Kate está convencida que não irá enganar ninguém, mas, para seu espanto, a farsa parece resultar. Excepto para a sua madrinha que conhece no castelo e que a reconheceu imediatamente. E para o príncipe, que apesar de estar noivo de uma rica princesa russa que irá chegar ao castelo em poucos dias, é incapaz de resistir à atracção que sente pela suposta noiva do seu sobrinho. E quando descobre que Kate não é Victoria, resistir-lhe torna-se ainda mais complicado...

Kate sabe que o seu futuro agora que encontrou a sua madrinha será muito mais risonho e que apaixonar-se por Gabriel é um tremendo erro, pois nunca poderão ficar juntos, mas o amor não é racional e é mais forte do que ela... Gabriel, por sua vez, sabe que um príncipe honrado é aquele que sacrifica a sua felicidade pela dos que de si dependem, que o futuro de todos no castelo depende do seu casamento com uma noiva rica e que essa noiva nunca poderá ser a pobretanas Kate, mas o coração quer o que o coração quer.

Parece uma situação impossível, será que Kate e Gabriel conseguirão ter o seu felizes para sempre?

Gostei mesmo muito desta versão de uma história que todos conhecemos. A Kate é uma protagonista fantástica, forte, determinada, inteligente, sem papas na língua, não se deixa vergar por ninguém e é extremamente fiel aos seus princípios. Mas o Gabriel não lhe fica atrás, embora ao início pareça ser um engatatão convencido, cedo percebemos que essa é apenas uma fachada, que o verdadeiro Gabriel é apaixonado, inteligente, extremamente bondoso e preocupado com aqueles de quem gosta e capaz de se sacrificar pelo bem comum.

Foi uma leitura compulsiva, não consegui parar de ler enquanto não soube como terminaria a história de Kate e Gabriel. Entretanto descobri que a autora escreveu um conto focado em Wick (que vou ler em breve), um personagem do qual gostei muito também, e fiquei muito contente por este também ter direito ao seu final feliz.

Uma série a seguir, sem dúvida. Só espero que a editora continue a publicá-la...

Classificação: 5

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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Opinião: "Todos os Teus Beijos"

Título original: His Every Kiss
Autor: Laura Lee Guhrke
Série: Guilty #2
Tradutor: Carmo Vasconcelos Romão
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Maio de 2013
ISBN: 9789897260612
Páginas: 336
Origem: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: Todos conhecem Dylan Moore - o seu brilhante talento e a sua busca pelo prazer - mas ninguém sabe o tormento que esconde. Apenas uma mulher se apercebe da força que impele a alma de Dylan, uma mulher que o persegue em sonhos e desperta nele paixões que nenhuma outra despertou. 
Desgraçada e agora muito pobre, Grace Cheval nada quer ter com o sedutor que a deseja. Quando Dylan lhe oferece o emprego de precetora para a filha que há pouco encontrou, sabe que as suas intenções não são honradas. Porém, é-lhe difícil resistir a este homem tão carismático e devolve-lhe os beijos apaixonados com todo o ardor. Atrever-se-á Dylan a esperar que esta beldade orgulhosa e intrépida derreta o gelo que envolve o seu coração?

A minha opinião: Este é o primeiro livro da autora que leio e, apesar de ser já o segundo livro de uma série, pode perfeitamente ser lido isolado. Todos os Teus Beijos tem como protagonistas duas almas atormentadas: Dylan, outrora um brilhante compositor, mas que agora, devido a uma queda de um cavalo, vive permanentemente com um gemido no ouvido que o impede de compor; e Grace, que deixou tudo e todos por amor, mas acabou sozinha e desencantada. Conhecem-se quando Dylan, completamente desesperado, tenta pôr fim à própria vida e é impedido por Grace. E nesse momento, o gemido na cabeça de Dylan cessa e consegue ouvir silêncio. Mas quando se recupera do choque, já Grace desapareceu e só cinco anos depois se voltarão a encontrar.

Nem um nem outro se esqueceram desse dia e Dylan nunca desistiu de encontrar a mulher que lhe devolveu, ainda que apenas por momentos, o silêncio e a esperança de poder voltar a compor. Mas Grace não tem qualquer intenção de voltar a ser uma musa, pois sabe bem o sofrimento que daí advém, e é por isso que, apesar de desesperada por dinheiro, tem todas as intenções de rejeitar as suas propostas. Contudo, Dylan troca-lhe as voltas ao fazer-lhe uma proposta perfeitamente honrada: ser a perceptora da filha de oito anos que acabou de descobrir que tem...

Obviamente que, assim que Grace se muda para a casa de Dylan para iniciar as suas funções de perceptora, a atracção entre ambos é cada vez maior e assistimos a toda a dança entre Dylan que tenta seduzir e Grace que tenta fortemente resistir à sedução.

Gostei do facto de existir uma criança na história e que esta realmente participe na acção. Isabel é uma criança extremamente inteligente e tem saídas hilariantes. Ao mesmo tempo parece demasiado adulta nas suas atitudes, mas a autora fornece uma justificação satisfatória para o porquê de ser assim.

É um romance ternurento, com ambos os protagonistas a terem de enfrentar os seus medos, dúvidas e preconceitos para poderem ficar juntos. Uma autora que vou voltar a ler.

Classificação: 4

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Este livro conta para o Desafio Monthly Key Word Challenge (kiss).

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Opinião: "Letal"

Título original: Lethal
Autor: Sandra Brown
Tradutor: Lídia Geer
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2013
ISBN: 9789897260407
Páginas: 456

Sinopse: Quando a filha de quatro anos lhe diz que está um homem doente no seu jardim, Honor Gillette corre a ajudá-lo. Mas esse «doente» revela ser Lee Coburn, o homem acusado de assassinar sete pessoas na noite anterior. Perigoso, desesperado e armado, ele promete a Honor que ela e a filha não irão magoar-se se ela fizer tudo o que ele lhe pedir. Honor não tem alternativa a não ser aceitar a sua palavra.
Em breve Honor descobre que nem as pessoas mais próximas de si são de confiança. Coburn afirma que o seu falecido marido possuía algo extremamente valioso que coloca Honor e a filha em perigo. Coburn está ali para levar consigo esse objeto - a qualquer custo. Dos escritórios do FBI em Washington D.C. a um velho barco no litoral da Louisiana, Coburn e Honor fogem das pessoas que juraram protegê-los e desvendam uma teia de corrupção e depravação que os ameaça não só a eles, mas à própria sociedade.

A minha opinião: E mais uma vez, Sandra Brown não desiludiu! Letal é um thriller de acção rápida, como a autora já nos habituou, e onde desconfiamos constantemente de tudo e de todos...

Honor Gillette é uma jovem viúva que encontra um homem ferido no seu jardim. Mas esse homem, Lee Coburn, está em fuga e é acusado da morte de sete pessoas e não é por acaso que foi à sua casa. Coburn acredita que o marido de Honor escondeu algo que precisa desesperadamente de encontrar e não se coíbe de ameaçar a filha de Honor para que esta colabore consigo.

Como é típico nos livros da autora, as coisas nunca são o que parecem e Honor acaba por se aliar a Coburn na sua busca enquanto, ao mesmo tempo, luta por sobreviver e proteger os que mais ama. E na sua fuga alucinante, dá por si a desconfiar das pessoas que conhece desde sempre e a confiar num completo estranho.

Embora o romance esteja mais uma vez presente, achei-o mais morno do que nos outros livros que já li da autora. O que não significa que não me tenha agradado, achei as cenas românticas doces, mas não tão quentes como esperava.

Não sendo o meu preferido, não posso deixar de o recomendar aos fãs de Sandra Brown como eu!

Uma nota final para a capa. Embora a doca seja apropriada à história, a mãe e a filha da imagem não se adequam mesmo nada, uma vez que Emily, a filha de Honor, tem apenas 4 anos...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Mystery/Crime 2013 e Book Bingo 2013 (autor favorito).

sábado, 6 de julho de 2013

Opinião: "Emoções Proibidas"

Título original: Everything Forbidden
Autor: Jess Michaels
Série: Albright Sisters #1
Tradutor: José Lourenço
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Junho de 2013
ISBN: 9789897260674
Páginas: 256
Origem: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: Durante vários verões Miranda Albright viu - horrorizada, mas vergonhosamente excitada - o seu perverso vizinho Ethan Hamon, o notório conde de Rothschild, «entreter» uma sucessão de amantes nos terrenos da sua propriedade. Agora que o pai dela morreu, deixando para trás uma montanha de dívidas, Miranda deve fazer o impensável. Ethan prometeu apoiar as suas irmãs mais novas, financeira e socialmente, por um preço escandalosamente caro: Miranda deve oferecer-se completamente ao conde durante três meses, sem remorsos e sem restrições. Noventa dias e noites de sensualidade desenfreada esperam-na nos braços de um galã que vê a sua submissão como nada mais do que um grande jogo erótico. Porém, nem Miranda nem Ethan percebem que fogo arde por detrás de um rubor inocente. E assim que a paixão dela é desencadeada pelos lábios e pelo toque de Ethan, é a aluna que vai ensinar ao professor os caminhos do prazer proibido... e do amor.

A minha opinião: Devo confessar que quando me deparei com uma cena de sexo no prólogo, revirei os olhos e fiquei logo de pé atrás com este livro. Felizmente estava enganada e Emoções Proibidas acabou por não ser apenas mais um livro de sexo com um bocadinho de romance à mistura. Pelo contrário, o sexo é predominante no início da história, mas à medida que esta avança, perde o protagonismo e é o romance que domina.

E é aqui que penso que reside a grande diferença entre este livro e outros do género que já li. É verdade que a relação entre os protagonistas de início é somente sexual e começa por ser apenas uma relação comercial (o que me deixou um bocadinho desconfortável), mas à medida que se vão conhecendo e passando mais tempo juntos, o sexo passa a incluir intimidade e o amor acontece.

Só tenho um pequeno reparo a fazer à última cena que, embora tenha sido muito romântica, me pareceu irreal. Não posso acreditar que, naquela época, um membro da nobreza fizesse uma declaração pública daquela forma....

Mas tirando essa cena, acabei por gostar bastante da história de amor entre Miranda e Ethan e achei as cenas mais quentes entre ambos bem escritas. Esta é, sem dúvida, uma autora que vou querer voltar a ler. Estou particularmente curiosa com a história de Penelope, a segunda irmã, que se meteu num sarilho dos grandes no final deste livro. Mal posso esperar por ver o que a autora tem reservado para ela. Só espero que a Quinta Essência não demore muito a publicá-lo (a série está a ser publicada fora de ordem por cá, este é o primeiro e já foram publicados os livros 2.5 e 3 da série - Tabu e Força do Desejo).

Classificação: 4

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Este livro conta para o Desafio Book Bingo 2013 (livre).

domingo, 30 de setembro de 2012

Opinião: "Entrega Total"

Título original: Total Surrender
Autor: Cheryl Holt
Tradutor: Maria Emília Ferros Moura
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Agosto de 2012
ISBN: 9789897260223
Páginas: 408
Origem: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: Com os últimos bens perdidos ao jogo pelo seu dissoluto irmão, Lady Sarah Compton viajou até uma festa numa casa de campo para desfrutar de um derradeiro momento de graciosidade e de beleza. Contudo, ignora que a ocasião é igualmente um famoso evento, em que membros da aristocracia podem realizar todas as suas fantasias sensuais e caprichos eróticos. Tão-pouco se apercebe de que o homem maravilhoso que entrou furtivamente no seu quarto é nem mais nem menos do que Michael Stevens, um libertino que dá e recebe ousadamente prazer...
Filho bastardo de um conde, Michael Stevens usufrui da sua reputação como o mais famoso sedutor de Londres. Contudo, não faz ideia de como atuar perante a beleza ruiva que quase confundira com uma nova conquista, nem de como uma ingénua poderia ter sido convidada para uma reunião onde a entediada elite de Londres satisfaz os seus desejos carnais. Quando Lady Sarah Compton recusa seguir o aviso de Michael - o de abandonar a casa para seu bem - nasce uma forte atração e ele anseia por ser o seu tutor na arte da paixão...

A minha opinião: Entrega Total é um romance sensual e, não sendo o primeiro que leio, devo dizer que o género ainda não me convenceu. Quer-me parecer que há um enfoque excessivo nas relações sexuais entre as personagens, e depois acaba por haver pouco desenvolvimento das mesmas. Mas talvez seja algo inerente ao género e o problema seja meu...

Quanto à história propriamente dita, Sarah é uma "jovem" de 25 anos, solteira e virgem, cujo irmão se entregou aos vícios e perdeu praticamente tudo ao jogo. Para mudar de ares, Sarah aceita ir passar uma temporada ao campo, à casa de Pamela Blair. Acabada de chegar, e enquanto toma banho, descobre que um homem se encontra no seu quarto. O homem começa a tomar certas liberdades, até perceber que, ao contrário do que lhe fora dito, Sarah não havia solicitado um encontro íntimo com ele. O homem em causa é Michael Stevens, um libertino que se encontra na casa (tal como toda a gente, excepto Sarah) para participar em encontros sexuais com os restantes hóspedes. Rapidamente Michael percebe que foi montada uma armadilha a Sarah para que fosse encontrada numa situação comprometedora e alerta-a nesse sentido, recomendado-lhe que abandone a casa o mais rapidamente possível.

Mas Sarah fica encantada com Michael e recusa-se a deixar a casa. Cedo se prova que Michael tinha razão e a sua intervenção é providencial para a safar de algumas situações complicadas.

Claro que o facto de Michael intervir na protecção da honra de Sarah só faz com que ela fique ainda mais encantada e acabe por lhe propor que tenham uma aventura, puramente sexual, no tempo em que ambos se encontram na casa. Conservar a sua virtude não tem qualquer importância para Sarah, uma vez que não tenciona casar. Michael acaba por aceitar e é aí que temos as cenas mais quentes do livro.

Ora bem, até aqui tudo bem para mim, foi já depois de saídos da casa, quando se separam, que Michael tem finalmente a atitude de patife que sempre disse ser. Não vou dizer qual é para não spoilar, mas é mesmo muito má onda. E o pior de tudo é a facilidade com que a Sarah o perdoa, mesmo sem que ele lhe peça desculpa. *revira olhos* É que nem sequer temos direito a uma epifania da parte dele, do género "Deus meu, que fui eu fazer? Nunca me perdoarei! Passarei o resto dos meus dias a compensar o mal que te fiz, e nunca mais deixarei que te falte nada!". Não, tivemos apenas um breve lampejo de pensamento, mas não se chegou a fazer luz porque, afinal, ela estava ali, e estava nua...

Em todo o caso, gostei. Foi uma leitura levezinha e compulsiva, mesmo o que me estava a apetecer. E fiquei curiosa para ler o livro anterior que é a história do irmão de Michael, James. Se bem que por uma coisa que é revelada neste livro, ele é bem capaz de se revelar um patife como o irmão...

Classificação: 3

domingo, 2 de setembro de 2012

Opinião: "A Casa dos Sonhos"

Título original: The Cornish House
Autor: Liz Fenwick
Tradutor: Raquel Dutra Lopes
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Julho de 2012
ISBN: 9789897260100
Páginas: 432
Origem: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: Quando a artista Maddie herda uma casa na Cornualha, logo após a morte do marido, ela espera que isso seja o novo começo de que ela e enteada Hannah precisam desesperadamente.

Trevenen é linda, mas negligenciada, uma casa rica em história. Maddie está encantada com ela e determinada a saber o máximo sobre o seu passado. Quando descobre as histórias das gerações de mulheres que viveram lá antes, Maddie começa a sentir que a sua vida está de alguma forma ligada àquelas paredes. 

Mas o sonho de Maddie de uma vida tranquila no campo está muito longe da realidade que enfrenta. Ainda a lutar com a sua dor e com Hannah, Maddie é incapaz de encontrar inspiração para a sua pintura e percebe que pode enfrentar a perspectiva de ter de vender Trevenen, agora que começou a amá-la. 

E enquanto Maddie e Hannah desvendam o passado de Trevenen, a casa revela segredos que ficaram ocultos durante gerações.
Um livro maravilhoso cheio de romance e mistério.

A minha opinião: Devo começar por dizer que não sou nada lamechas. Não tenho a lágrima fácil e, por isso, geralmente os livros que emocionam toda a gente a mim não me fazem nada. Mas A Casa dos Sonhos deixou-me com a lágrima no canto do olho. Talvez porque o tom do livro não é lamechas, mas a sua história e as suas personagens são muito reais.

A história gira à volta de uma casa, Trevenen, e confesso que adoro histórias em que a casa onde se passam acaba por ser, ela própria, uma espécie de personagem. Maddie, recentemente viúva, descobre que herdou uma propriedade na Cornualha e muda-se para lá com a enteada Hannah. A relação entre ambas tem vindo a degradar-se progressivamente desde a morte do marido de Maddie e pai de Hannah. Afinal, Hannah é uma adolescente abandonada pela mãe de quem não se lembra e que perdeu o pai após uma doença prolongada e que se vê totalmente dependente de alguém com quem não tem qualquer laço de sangue...

Maddie tem fantasmas no passado, com os quais vai ter de lidar enquanto tenta reconstruir a sua vida e a sua relação com Hannah. Surgem novas amizades e até, quem sabe, um novo amor. Mas estará Maddie preparada para voltar a amar? Conseguirá Hannah ultrapassar os seus problemas de abandono e aceitar que a vida tem de continuar? E conseguirá ela aceitar que Maddie ame alguém que não o seu pai? E que ruídos são aqueles que se ouvem à noite? Estará Trevenen assombrada?

Este foi o romance de estreia de Liz Fenwick e julgo que foi uma estreia auspiciosa. A autora aborda temas difíceis como a adopção, o abandono, o luto e a perda, de uma forma realista, mas sem entrar em moralismos. E mostra-nos que o caminho para a recuperação se torna mais fácil quando deixamos de olhar apenas para o nosso umbigo e percebemos que a nossa dor também é a dor de outras pessoas. E que se as deixarmos entrar, o partilhar dessa mesma dor é um primeiro passo para a conseguir ultrapassar. Porque é mais o que nos une do que o que nos separa.

Vi no site da autora que esta se encontra a escrever uma prequela de A Casa dos Sonhos, intitulada August Rock, na qual nos conta a história de duas personagens que surgem, ainda que muito brevemente, em A Casa dos Sonhos. Sem dúvida, vou querer ler!

Uma última nota para a edição que deveria ser revista numa possível reedição do livro. Surgem nomes trocados e a forma de apresentação dos diálogos torna-os confusos, tendo tido de, por várias vezes, lê-los duas e três vezes até perceber quem estava a dizer o quê.

Classificação: 4

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Opinião: "Obsessão"

Título original: Charade
Autor: Sandra Brown
Tradutor: Lídia Geer
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2012
ISBN: 9789898228734
Páginas: 470

Sinopse: Um milagre da medicina proporciona à estrela de televisão Cat Delaney mais do que um novo coração. Com a sua segunda oportunidade de vida, Cat troca Hollywood por San Antonio, onde apresenta um programa de televisão em prol de crianças com necessidades especiais. É nesta cidade que conhece Alex Pierce, um antigo polícia que optou por escrever romances policiais - o primeiro homem a vê-la como uma mulher depois da sua cirurgia. Mas o novo mundo de Cat torna-se assustador quando «acidentes» fatais começam a ceifar a vida de outras pessoas que receberam transplantes do coração e alguém começa a seguir todos os seus movimentos. Cat não tarda a aperceber-se de que Alex talvez – ou talvez não – seja o seu aliado mais importante e que o seu novo coração lhe custa um preço terrível: uma teia de segredos e alguém determinado a acabar com a sua vida.
Com o seu novo mundo a tornar-se cada vez mais assustador e um perseguidor misterioso a seguir cada um dos seus movimentos, Cat é apanhada num labirinto sombrio de traição e segredos... e talvez veja demasiado tarde a máscara que esconde o rosto de um assassino.

A minha opinião: Sandra Brown não desilude! Mais uma vez a autora trás-nos uma história de mistério, de leitura compulsiva, muito quente e sensual. Embora não tenha sido tão imprevisível como outros que já li da autora, é uma leitura muito agradável e, sim, obsessiva, que não posso deixar de recomendar.

Obsessão fala-nos de um assunto original, o transplante de órgãos, neste caso o transplante de coração. Cat Delaney é a protagonista e conhecemo-la quando recebe um transplante de coração. Logo de seguida, a autora levanta o véu sobre os potenciais dadores: um marido encontra a mulher com o amante e comete um assassinato passional, uma mulher dá à luz e há um enorme acidente na estrada que o companheiro percorre para chegar ao hospital, e dois motociclistas têm um grave acidente quando fogem do chefe do gangue. Qual destes será o coração que Cat recebe?

Após receber o transplante que lhe permite voltar a sonhar com um futuro, Cat deixa Hollywood e a fama que a sua carreira de actriz lhe granjeou e aceita mudar-se para San Antonio e dar a cara por um novo projecto, um programa de televisão local onde se promove a adopção de crianças com um passado traumatizante. Sendo ela própria órfã e tendo passado pelo sistema, Cat compreende bem o que é ser uma destas crianças e abraça o projecto de coração.

Em San Antonio, Cat conhece Alex Pierce, um homem que a atrai como nenhum outro a havia atraído antes. Mas será que Alex é mesmo o que parece? E ao confiar nele, não estará Cat a pôr em risco o seu coração?

E como se não bastasse, Cat começa a receber anonimamente recortes de jornais com notícias de transplantados que morreram em acidentes estranhos na mesma data em que haviam recebido um transplante de coração. A mesma data em que Cat recebeu o seu. Parece que alguém anda a eliminar todos as pessoas que receberam transplantes de coração naquela data, o que significa que Cat será a próxima vítima...

Gostei da forma como a autora abordou a velha questão das características do dador poderem ou não passar para o transplantado. Foi uma abordagem que não pretendeu dar uma opinião, nem estabelecer uma verdade absoluta e que me agradou bastante.

Também a forma como o sistema americano de adopções e de famílias de acolhimento foi muito bem abordada. Não o demonizando, também não o louvou, mostrando que, apesar de muitas vezes falhar, a maioria das pessoas que nele trabalha tenta fazer o seu melhor.

As cenas mais quentes também estão muito bem escritas e são, de facto bastante calientes. A atracção mútua entre Cat e Alex é credível e torci para que as piores suspeitas não se confirmassem e Cat pudesse ter um final feliz.

Fico a aguardar ansiosamente pelo próximo livro de Sandra Brown!

Classificação: 4

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Este livro conta para o Desafio Mystery & Suspense 2012.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Opinião: "De Malibu, Com Amor"

Título original: One of Those Malibu Nights
Autor:
Série: Mac Reilly #1
Tradutor: Inês Castro
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Julho de 2012
ISBN: 9789897260087
Páginas: 346
Fonte: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: Em Malibu, Mac Reilly é um especialista em crimes relacionados com o mundo do cinema. No entanto, o detetive certamente não esperava deparar com uma mulher em negligée preto a apontar-lhe uma arma. Assim que se esquivou da bala, a desconhecida fugiu. Quem poderia ser aquela beldade misteriosa? Ao mesmo tempo, é anunciado o desaparecimento de Allie Ray, estrela de cinema, querida da América. Mac está convencido de que os dois casos se encontram relacionados... Mas como prová-lo? Para o ajudar, conta com a sua noiva eterna, a sublime Sunny Alvarez. Ambos irão envolver-se numa investigação que os leva da Califórnia às praias do México, das ruas de Roma ao interior da França em busca de um assassino e de uma atriz que quer a todo o custo recuperar o anonimato...

A minha opinião: De Malibu, com Amor é um romance levezinho. A autora dá-lhe um pozinhos de mistério, mas poucos, e acaba por ser algo previsível.

Mac Reilly é um detective privado que se vê envolvido com várias personagens, todas elas relacionadas, que lhe pedem ajuda e o contratam para os proteger. E é à medida que Mac vai investigando que se vai apercebendo da interligação entre os casos e acaba por estabelecer laços com clientes que se tornam amigos.

Gostei de Mac, mas não gostei da sua namorada, Sunny. Achei-a um pouco fútil e que obsessão era aquela com o casamento? A sério? O homem que ama, também a ama, mas isso não chega, tem de casar... E como ele não a pede em casamento, amua e foge para Roma. Ah, e o motivo que parece estar por trás de não ficarem juntos, o facto dos cães de ambos não se darem bem... a sério? A cadela dela é que é a peste e nunca me pareceu que a Sunny não conseguisse viver sem a cadela, logo seria fácil resolver a situação não é? Não me interpretem mal, não estou a dizer que devesse abandonar a cadela, claro que não, mas com certeza não seria muito difícil arranjar-lhe um novo lar...

Também as constantes referências a marcas de roupas e acessórios me irritaram. Eu percebo que o mundo em que a história se passa é glamoroso, mas acho que foi demais...

Um aspecto que gostei no livro é que nos mostra como é viver com a fama. Ser uma figura pública não devia significar não ter direito a privacidade, mas infelizmente muitas vezes significa.

Este não é o único livro com Mac e Sunny como protagonistas, pelo que provavelmente lerei os seguintes.

Classificação: 3

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Este livro conta para o Desafio What's in a Name 5 (algo que verias no céu).