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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Opinião: "A Cama da Paixão"

Título original: The Marriage Bed
Autor: Laura Lee Guhrke
Série: Guilty #3
Tradutor: Sónia Mota Maia
Editor: Livros d'Hoje
Edição/reimpressão: Junho de 2010
ISBN: 9789722041126
Páginas: 312


Sinopse: Londres, 1833. Quando numa noite Lady Viola conheceu o galante visconde John Hammond foi amor à primeira vista. Vendo-se repentinamente envolvida numa relação séria, só se apercebeu da chocante verdade após o casamento: o seu amado John nunca tinha gostado dela verdadeiramente, casando com ela apenas pela sua fortuna... e o pior, é que ele não via nada de errado nisso. Desolada, Viola jurou nunca mais permitir que o canalha que a tinha enganado se voltasse a deitar com ela.
John, na verdade, nunca teve a intenção de ferir a bela e determinada mulher que se tornou numa estranha para ele. Agora, depois de anos de um casamento faz de conta, ele precisa de um herdeiro, e vê-se confrontado com um intrigante e atraente desafio: ter de seduzir a sua própria mulher. Ele tem de convencer Viola a regressar ao seu leito matrimonial, mas desta vez pode ser ele o único a perder o coração.


A minha opinião: Basta olhar para as críticas a este livro no Goodreads para perceber que é o mais odiado da série (e possivelmente o mais odiado da autora). E eu percebo porquê... John Hammond não é um herói facilmente redimido...

Há nove anos, Lady Viola apaixonou-se perdidamente por John Hammond e estava preparada para viver feliz para sempre quando descobriu que ele, afinal, só se casou com ela por causa da sua fortuna... Desde aí têm vivido vidas separadas, ela dedicando-se à caridade e ele dedicando-se a uma série de amantes. Estavam ambos conformados com a situação, mas agora tudo mudou...

É verdade que John seduziu Viola porque precisava da sua fortuna para salvar o património da família, mas nunca a quis magoar. Todavia foi precisamente o que aconteceu quando ela descobriu a verdade e o expulsou definitivamente da sua cama e da sua vida. Conformado com o facto do título e do património dos Hammond ficar em boas mãos com o seu primo, aceitou o facto do seu casamento ser apenas a fingir e avançou com a sua vida. Mas agora recebeu a notícia de que o seu primo e o filho dele morreram ambos, o que significa que será o seu outro primo idiota o herdeiro dos Hammond. E isso ele não pode permitir que aconteça... O que significa que tem de convencer a sua mulher a dar-lhe uma segunda hipótese...

Viola compreende o dilema de John, mas não está disposta a recebê-lo de volta. A dor da traição dele é ainda muito forte e ela não consegue esquecer, quanto mais perdoar. Mas John está determinado a reconquistá-la, até porque a mulher que agora reencontra é muito mais atraente do que a jovem que seduziu há nove anos. John dá por si a ser seduzido enquanto tenta seduzir. Será ele a terminar de coração partido desta vez? Ou conseguirá convencer Viola a dar-lhe uma segunda hipótese, provando-lhe que mudou e que ela é mais importante do que qualquer fortuna ou título?

Como já referi, a redenção do Hammond não é fácil, mas a autora consegue fazê-lo. Gostei do facto da Viola não ceder facilmente e fazê-lo suar para voltar a cair nas suas boas graças. E, sinceramente, acabei por gostar dele e por torcer por eles os dois. Mas a verdade é que ele foi um idiota na forma como lidou com ela descobrir a verdade no início e só me apetecia bater-lhe...

Adorei reencontrar o Anthony e a Daphne, sem dúvida o meu casal favorito desta série! Há um quarto livro, mas, infelizmente, não foi editado em Portugal, pelo que vou ter de o tentar arranjar em inglês.


Classificação: 3

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Opinião: "Prazeres Proibidos"

Título original: Guilty Pleasures
Autor: Laura Lee Guhrke
Série: Guilty #1
Tradutor: Sónia Mota Maia
Editor: Livros d'Hoje
Edição/reimpressão: Maio de 2009
ISBN: 9789722038188
Páginas: 320


Sinopse: Toda a mulher tem os seus prazeres proibidos…

Para a delicada e tímida Daphne Wade, o mais apetecível prazer proibido é observar discretamente o seu patrão, o duque de Tremore, enquanto este trabalha numa escavação na sua herdade. Daphne foi contratada para restaurar os tesouros de valor incalculável que Anthony tem estado a desenterrar, mas não é fácil para uma mulher concentrar-se no seu trabalho quando o seu atraente patrão está sempre em tronco nu. Apesar dele não reparar nela, quem a pode censurar por, mesmo assim, se ter apaixonado desesperadamente por ele?
Quando a irmã de Anthony, Viola, decide transformar esta jovem e simples mulher de óculos dourados numa provocante beldade, ele declara a tarefa impossível. Daphne fica arrasada quando sabe… mas está determinada a provar que ele está errado. Agora, uma vigorosa e cativante Daphne sai da sua concha e o feitiço vira-se contra o feiticeiro. Será que Anthony conseguirá perceber que a mulher dos seus sonhos esteve sempre ali?


A minha opinião: Prazeres Proibidos foi uma delícia de ler! Daphne Wade adora o seu trabalho, restaurar artefactos, mas o principal atractivo é poder observar o patrão, Anthony Courtland, duque de Tremore, a escavar em tronco nu... Ela é completamente apaixonada por ele, mas ele parece nem reparar nela...

Quando Viola, a irmã dele, se oferece para lhe fazer uma transformação, afirmando que, por detrás da timidez e dos óculos se encontra uma bela jovem, Anthony não acredita que tal seja possível. E Viola ouve-o. A partir daí, é como que se algo se tivesse soltado dentro dela e a transformação não é apenas física. Comunica a Anthony que se irá embora daí a um mês e não se coíbe de lhe dizer o que pensa dele.

Anthony é um duque, e não está habituado a ser contrariado. Não percebe porque é que Daphne, de repente, quer abandonar tudo aquilo porque têm trabalhado e, para quê? Para arranjar um marido? Não que deva ser muito difícil, afinal Daphne tem muitas qualidades e não são todas relativas à restauração... Mas será demasiado tarde para Anthony perceber o que sempre esteve à sua frente? E conseguirá convencer Daphne que não está apenas a tentar enganá-la para ficar?

A história é deliciosa e adorei a Daphne e o Anthony, que não pude deixar de imaginar como o Indy e a Marion de Os Salteadores da Arca Perdida.

Fonte

Eles são tão fofos e gostei tanto quando ela começou a não se importar com a opinião dele e passou a fazer e a dizer aquilo que lhe apetecia. Ele nunca teve hipótese...

Fonte


Classificação: 4

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Opinião: "A menina que não sabia ler"

www.wook.pt/ficha/a-menina-que-nao-sabia-ler/a/id/8288647?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Florence and Giles
Autor: John Harding
Tradutor: Não é indicado
Editor: Livros d'Hoje
Edição/reimpressão: Junho de 2010
ISBN: 9789722040884
Páginas: 288

Sinopse: 1891. Nova Inglaterra. Numa mansão distante e decadente, onde nada é o que parece, dois irmãos são deixados à mercê de criados e regras ditadas por um tio negligente. A jovem Florence, de apenas 12 anos, passa os dias a tomar conta do seu irmão mais novo Giles e a deambular pelos corredores, numa rotina entediante e desinteressante. Até que, um dia, a menina encontra na mansão um lugar proibido: uma biblioteca fechada e empoeirada, pela qual se apaixona. 

Mas naquela casa existem segredos sombrios que não deveriam ser revelados. Porque é que Florence sonha sempre com uma mulher misteriosa que insiste em ameaçar o seu irmão? Que segredo esconde a nova preceptora e porque Florence tem dela um medo sobrenatural? E porque é que o seu tio não permite que ela aprenda a ler? Florence precisa de encontrar muitas respostas - sejam elas inventadas ou não, e soluções nem sempre fáceis para proteger Giles, e o seu amor pelos livros, antes que alguém descubra quem ousou abrir as portas daquele mundo literário.

A minha opinião: Mais um livro que li por causa da Comunidade de Leitores. A sinopse apontava para uma história mesmo ao meu gosto e até foi, mas apenas até ao final que, para mim, estragou tudo...

Bem, mas comecemos pelo início. A menina que não sabia ler conta-nos a história de Florence, uma menina de 12 anos que vive sozinha com o meio-irmão mais novo Giles e os empregados da casa. Tanto o pai de ambos como as suas mães já morreram e Florence tem apenas uma breve lembrança do pai e da madrasta. Estão agora à guarda de um tio que nunca conheceram e que não se preocupa particularmente com nenhum deles.

Os dias são monótonos, especialmente porque o tio não consente que Florence aprenda a ler. Mas depois de descobrir a biblioteca, Florence apaixona-se pelos livros e acaba por aprender a ler sozinha e em segredo. E, depois de Giles ter partido para a escola, divide os dias entre as suas leituras secretas e as visitas do vizinho Theo.

Contudo Giles não se adapta à escola e regressa a casa. E aquilo que deveria ter sido uma época feliz, acaba por se revelar algo muito diferente com a chegada da nova perceptora de Giles...

Florence sempre teve pesadelos com uma mulher debruçada sobre a cama do seu irmão e a ameaçá-lo, mas desta vez não se trata de um pesadelo... Florence está bem acordada quande vê a perceptora na posição da mulher do seu sonho e a fazer exactamente o mesmo.

A partir daí assistimos a uma batalha entre a perceptora misteriosa e que parece ter poderes sobrenaturais e a pequena Florence determinada a proteger o irmão a qualquer custo.

Até aqui estava a gostar bastante da história até porque, ao contrário da Florence, percebi logo a identidade da perceptora. E se há algo que não posso apontar ao autor é que seja previsível, pois a história definitivamente não tomou o rumo que eu esperava. Infelizmente, não gostei do rumo que tomou...

Eu podia compreender muitas das atitudes da Florence, mas há algo que não consigo perdoar. Perdi completamente a empatia que tinha com ela e o que era uma personagem com a qual me conseguia identificar acabou por se revelar totalmente diferente daquilo que parecia. O que acaba por chocar ainda mais considerando que tem apenas 12 anos...

E depois há demasiadas coisas que ficam por contar. Afinal como morreram os seus pais? O motivo pelo qual o tio não deixou Florence aprender a ler é realmente aquele que é referido? E porque despreza ele os sobrinhos? E os fenómenos paranormais que Florence presenciou, estavam apenas na sua imaginação ou não?

Enfim, demasiadas pontas soltas para o meu gosto, mais aquele acontecimento no final que não consigo perdoar fizeram-me baixar consideravelmente a classificação de uma leitura que, até ao final, estava a ser bastante agradável.

Classificação: 3


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Este livro conta para o Desafio Monthly Motif Challenge 2015 (Library Love)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Opinião: "O Guardião de Livros"

Autor: Cristina Norton
Editor: Livros d'Hoje
Edição/reimpressão: Maio de 2010
ISBN:
9789722040761
Páginas: 320

Sinopse: Uma escrava muda conta um segredo guardado durante 200 anos; um escravo apaixona-se por quem não deve; uma carioca leva um português a descobrir as delícias do sexo; um cientista judeu a quem são confiados dois livros raros naufraga nas ilhas Malvinas. Estas são algumas das personagens deste romance, que nos narra a vida de Luís Joaquim dos Santos Marrocos, um bibliotecário hipocondríaco que, em 1811, atravessa o Atlântico rumo ao Brasil acompanhado por 76 caixotes cujo conteúdo era verdadeiramente precioso: no seu interior seguia a Real Biblioteca do Palácio de Ajuda, inicialmente esquecida no cais de Belém aquando da saída apressada da Corte portuguesa para o Brasil em 1808. A chegada ao Rio de Janeiro não foi fácil para Marrocos ao deparar-se com uma cidade onde nada o seduzia, - nem a comida, nem os cheiros, nem o calor - e com uma corte endividada, amante de cerimónias grandiosas e grosseira nos seus costumes diários. Mas tudo mudou quando conheceu Ana de Souza Murça. 


A minha opinião: O romance histórico é um género que tenho vindo a apreciar cada vez mais. E a sinopse deste livro simplesmente encantou-me. O relato da viagem de um bibliotecário português que atravessa o Atlântico com os livros da Real Biblioteca até ao Brasil pareceu-me uma maravilhosa premissa. Mas a verdade é que tive dificuldade em prender-me à história precisamente até à chegada em cena de Ana de Souza Murça. Como diz a sinopse, tudo mudou a partir daí, Luís deixou de ser tão hipocondríaco e começa finalmente a sentir-se em casa, e a habituar-se a tudo o que até aí detestava no Brasil: o calor, a comida, as pessoas. Até aí (e desde que chegara ao Brasil) foi-me difícil criar empatia com Luís, excepto na sua enorme paixão pelos livros, mas a desgraça que lhes acontece fez-me simpatizar tanto com Luís como com Ana.

A autora fez um excelente trabalho de pesquisa, tendo-se baseado na correspondência de Luís com a sua família em Portugal, da qual aproveitou alguns excertos em capítulos a que chamou Crónicas da Corte e este foi o maior problema que tive com o livro. Nunca fui grande fã de História, mas gosto de romances históricos precisamente porque a História surge naturalmente nestes, como enquadramento, como contexto no qual se passa a estória que nos é contada. E isso também acontece aqui, principalmente nos capítulos de correspondência de Luís com o pai, parecendo-me normal que Luís contasse as novidades da Corte nas suas cartas e, por isso, as informações históricas aí incluídas parecem-me perfeitamente naturais. Já as referidas Crónicas da Corte, embora sejam excertos verídicos da correspondência de Luís, retirados do contexto pareceram-me pedaços aleatórios de informação histórica sem relevância para a estória. Mas esta é uma questão meramente pessoal, que não prejudicou o resto da leitura.

Gostei muito do início, da descrição das invasões francesas e do seu impacto na vida dos portugueses, abandonados por uma Corte que se refugiou no Brasil. Também a questão da escravatura é abordada neste romance numa perspectiva que me agradou.

Em resumo, esta foi uma leitura agradável e gostei da escrita e do trabalho de pesquisa da autora. 

Classificação: 2

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Este livro foi ganho num passatempo do blog Páginas Desfolhadas, em parceria com a editora Livros d'Hoje. Obrigada a ambos.