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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Mount TBR 2013 Final Checkpoint

It's still early but since I'm only planning on reading on my kindle till the end of the year, here's my final checkpoint on Mount TBR Reading Challenge 2013:

1. Tell us how many miles you made it up your mountain (# of books read). If you've planted your flag on the peak, then tell us and celebrate (and wave!). Even if you were especially athletic and have been sitting atop your mountain for months, please check back in and remind us quickly you sprinted up that trail. And feel free to tell us about any particularly exciting adventures you've had along the way.
I've read nineteen books, which means not only did I make it to the top of Pike's Peak, I danced around a bit!

These were the books I read:
  1. Hidden Fires, by Sandra Brown
  2. Not Even for Love, by Sandra Brown
  3. The Lucky One, by Nicholas Sparks
  4. The Forgotten Garden, by Kate Morton
  5. The World Without Us, by
  6. Mary Balogh
  7. Lisa Kleypas
  8. Mary Ann Shaffer and Annie Barrows
  9. Mary Balogh
  10. The Labours of Hercules,
  11. Sir Arthur Conan Doyle

2. My Life According to Mount TBR: Using the titles of the books you read this year, please associate each statement with a book read on your journey up the Mountain.
Are you male or female?: Mrs. McGinty's Dead
Describe yourself: If I could I'd be a member of The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society 
Describe where you currently live: In the The Forgotten Garden
If you could go anywhere where would you go?: To The Sea of Monsters
Your favorite form of transportation: Hidden Fires
What's the weather like?: Evil Under the Sun
Favorite time of day?: One Night for Love
Your relationships: Blindness
You fear: The World Without Us
What is the best advice you have to give?: Not Even for Love
If you could change your name, you would change it to: Percy Jackson 
My soul's present condition: The Labours of Hercules 

These were not that easy, but I think I've managed... I had a lot of fun participating again this year and I've already signed up for 2014!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Opinião: "O Signo dos Quatro"

www.wook.pt/ficha/o-signo-dos-quatro/a/id/12964011?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: The Sign of Four
Autor: Sir Arthur Conan Doyle
Série: Sherlock Holmes #3
Colecção: Colecção Sherlock Holmes #9
Editor: Global Notícias
Edição/reimpressão: 2009
ISBN: 9789895545667
Páginas: 120

Sinopse: O Signo dos Quatro é um romance escrito por Sir Arthur Conan Doyle, publicado originalmente pela Lippincott's Magazine em Fevereiro de 1890, sendo a primeira edição em formato de livro publicada em Outubro do mesmo ano. É a segunda história da saga do célebre detective Sherlock Holmes. Mary Morstan pede auxílio a Holmes para descobrir o que aconteceu ao seu pai, que morrera dez anos antes. Quatro anos após a morte do pai, ela começou a receber anualmente uma pérola de grande valor. Até que um dia recebeu um bilhete a marcar um encontro.

A minha opinião: Já antes tinha lido dois livros de Sir Arthur Conan Doyle (embora um fosse de contos), mas não gostei tanto como estava à espera... Mas porque adoro a série Sherlock, e porque a terceira temporada está quase, quase a estrear, e esta história será adaptada num dos episódios, resolvi lê-la agora. E devo dizer que gostei bastante mais do que dos anteriores.

A história começa com o pedido de auxílio de Mary Morstan, órfã à dez anos, e que há seis anos recebe misteriosamente, cada ano, uma pérola bastante valiosa. Sempre se interregou sobre quem e porquê lhe mandava as pérolas, mas agora que recebeu uma carta da pessoa que as envia, a marcar um encontro, Mary recorre a Sherlock para que a acompanhe e ajude a desvendar o mistério.

Sherlock descobre que o mistério está relacionado com Bombaim, local onde o pai de Mary esteve destacado, e com um dos seus colegas que, por coincidência ou não, morreu uma semana depois do pai de Mary. Depois de mais uma morte, Sherlock terá de desvendar qual o significado de O Signo dos Quatro, frase escrita no bilhete encontrado junto ao corpo.

Gostei da história e dos personagens principais, Holmes e Watson, e estou muito curiosa por saber que volta vão dar os autores da série para a adequarem aos tempos de hoje. Sem dúvida vou ler mais livros desta série muito em breve.

Classificação: 4

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Opinião: "Um Corpo na Biblioteca"

www.wook.pt/ficha/um-corpo-na-biblioteca/a/id/41249?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: The Body in the Library
Autor: Agatha Christie
Série: Miss Marple #3
Tradutor: Isabel Alves
Colecção: Obras de Agatha Christie nº16
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Maio de 2003
ISBN: 9789724133485
Páginas: 176

Sinopse: Ela era jovem, loura e usava demasiada maquilhagem. O coronel Bantry e a mulher, Dolly, nunca a tinham visto antes... de a encontrarem morta no tapete da sua biblioteca!
Quem é ela? Como é que foi ali parar? E qual a sua relação com outra jovem assassinada, cujo cadáver será posteriormente descoberto num carro incendiado? O respeitável casal Bantry convida a pessoa mais eficiente que conhece no que a mistérios diz respeito: Miss Jane Marple. E quando o enigma se adensa e a investigação aponta para vários suspeitos possíveis, a astuta solteirona faz jus à sua fama de implacável bisbilhoteira.


A minha opinião: Este é o segundo livro de Agatha Christie com Miss Marple como protagonista que leio e posso dizer que foi o que mais gostei. Porque finalmente consegui perceber aquilo que a distingue dos outros detectives amadores: o facto de saber tudo o que se passa na sua aldeia e utilizar esse conhecimento do comportamento humano aplicando-o ao caso em questão. Miss Marple tem sempre uma pequena história sobre um dos seus amigos ou conhecidos para ilustrar um ponto que quer provar, o que achei delicioso. Também adorei as estratégias que utiliza para levar as pessoas a desabafarem com ela, contando-lhe o que querem e o que não querem, sem mesmo se aperceberem de que o estão a fazer...

O crime é insólito. Uma jovem aparece morta na biblioteca dos Bantry, mas nem eles, nem ninguém na aldeia parece reconhecê-la. A investigação policial acaba por conduzir a um hotel da região, o Hotel Majestic, onde se encontra hospedado um velho amigo dos Bantry, Conway Jefferson, que não só conhecia a vítima, como acaba por fornecer um possível motivo para a sua morte. Terá sido pela sua ligação a Jefferson que o assassino escolheu a biblioteca dos Bantry para deixar o corpo? E qual a ligação deste crime com o corpo da jovem escuteira descoberto incinerado num carro roubado?

Jane Marple é chamada a investigar o caso por Mrs. Bantry que antevê, e bem, que numa aldeia pequena como St. Mary's Mead, se o caso não for resolvido rapidamente, a suspeita cairá para sempre sobre o coronel Bantry. E é aplicando o seu conhecimento da vida numa aldeia que Miss Marple desvenda, por fim, quem assassinou as duas jovens e porquê. Um bom mistério "aconchegante" ideal para ler nestes dias frios que temos tido.

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Vintage Mystery Reading 2013 (Scene of the Crime), Cruisin' thru the Cozies 2013, Mystery/Crime 2013 e Mount TBR 2013.

sábado, 23 de novembro de 2013

Opinião: "Morto Duas Vezes"

www.wook.pt/ficha/morto-duas-vezes/a/id/164697?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: The Case of the Late Pig 
Autor:
Série: Albert Campion #8
Tradutor: Maria Adelaide Namorado Freire
Colecção: 9mm nº19
Editor: Público
Edição/reimpressão: Setembro de 2005
ISBN: 8498194008
Páginas: 160

Sinopse: Primeiro fora a carta anónima e, logo a seguir o anúncio inserido em The Times informando que R. I. Peters, de 37 anos de idade, falecera. Albert Champion, o célebre e desenvolto detective recordava-se bem dele pois tinham sido colegas de escola, onde o tratavam carinhosamente por "Pig" Peters. No funeral encontrava-se outro ex-colega, Gilbert Whippet, que também recebera uma carta anónima idêntica à de Champion, ambas escritas na mesma máquina, mas.. com que finalidade? A resposta começou a surgir cinco meses depois quando o detective foi chamado a investigar um caso de assassínio ocorrido há poucas horas. É que o corpo da vítima era, sem dúvida nenhuma, o do já falecido "Pig" Peters!
Sinopse retirada daqui

A minha opinião: Gosto muito desta colecção que saiu com o Público em 2005, mas acho inaceitável o que se passou com este livro. É que até ter iniciado esta opinião, estava convencida que tinha lido o 13º livro da série More Work for the Undertaker, porque é esse o título original indicado. Contudo, ao começar a copiar a sinopse (tenho por hábito não a ler antes de iniciar a leitura), verifiquei que a mesma não correspondia à história que li. Graças ao Goodreads lá descobri que a história que li foi, afinal, The Case of the Late Pig, 8º livro da série. Por mais que tente, não consigo descobrir como raio é que este engano aconteceu, nem como é que ninguém deu por ele antes da impressão, mas enfim, aqui fica o devido aviso.

Este foi o primeiro livro desta autora que li, e posso dizer que gostei bastante e fiquei com vontade de ler mais livros com Albert Campion como protagonista. Relembrou-me o protagonista dos livros de Dorothy L. Sayers, Lord Peter Wimsey, na medida em que, tal como ele, também Albert Campion é um membro proeminente da sociedade londrina que utiliza as suas capacidades (inteligência, intuição e dedução) na resolução de mistérios.

A história tem início com a notícia da morte de um antigo colega de escola de Campion, Pig Peters, um rufião que lhe infernizou a vida a ele e aos seus colegas. Intrigado pela notícia e por um estranho bilhete anónimo, Campion acaba por ir ao funeral, onde encontra um outro colega de escola, Gilbert Whippet, também ele atraído ali por um bilhete anónimo.

Cerca de cinco meses mais tarde, Campion é contactado por Janet Pursuivant, que lhe pede que vá de imediato para Highwaters, pois ocorreu um crime. Aí chegado, encontra-se com o pai de Janet, o coronel Sir Leo Pursuivant, chefe da polícia da região, que o leva de imediato a ver o corpo. E qual não é o seu espanto quanto vê que o corpo em questão se trata de Pig Peters. Mas se Pig Peters morreu no dia anterior, quem foi enterrado há cinco meses?

Rapidamente Campion fica a saber que os anos em nada melhoraram o feitio de Pig Peters que, no fundo, continuava o mesmo rufião de sempre, coleccionando inimizades por onde passava. Ninguém parecia gostar dele, e há uma abundância de pessoas com motivo para o matar... E há ainda a questão do homem e da mulher que tinham estado no funeral e que agora estão em Highwaters. Saberão eles mais do que dizem? Há ainda um novo bilhete anónimo, recebido também, mais uma vez, por Whippet, que também se desloca a Highwaters.

Campion terá de resolver, não só o mistério da morte de Pig, mas também o mistério da morte de há cinco meses (nomeadamente de quem era o corpo e se se tratou de uma morte natural ou de crime), descobrir o autor dos bilhetes anónimos e evitar ser mais uma vítima do assassino.

Apesar de ter conseguido perceber quem era o assassino, houve alguns pormenores que me escaparam e, como gostei da escrita e do protagonista, vou tentar ler os livros anteriores da série. Até porque dá para perceber que Sir Leo e Janet já foram personagens de livros anteriores e fiquei curiosa de saber o que se passou entre Albert e Janet...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Vintage Mystery Reading 2013 (Dangerous Beasts), Cruisin' thru the Cozies 2013, Mystery/Crime 2013 e Mount TBR 2013.

domingo, 17 de novembro de 2013

Opinião: "A Festa das Bruxas"

www.wook.pt/ficha/a-festa-das-bruxas/a/id/9596235?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Hallowe'en Party
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #36
Tradutor: John Almeida
Colecção: Obras de Agatha Christie nº63
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2011
ISBN: 9789892310046
Páginas: 208

Sinopse: A famosa escritora de policiais Ariadne Oliver prepara-se para celebrar a Noite das Bruxas em casa de uma amiga. Outra das convidadas é Joyce, uma jovem fã de livros policiais, que confessa ter já assistido a um assassinato. Mas a sua fama de contadora de histórias mirabolantes faz com que ninguém lhe preste atenção. Porém, quando Joyce é encontrada morta nessa mesma noite, Mrs. Oliver questiona se esta última história seria mesmo fruto da sua imaginação. Quem de entre os convidados quereria silenciá-la? Mrs. Oliver não conhece ninguém melhor do que o seu amigo Hercule Poirot para responder a esta questão. Mas nem mesmo para o grande detective será fácil desmascarar o assassino...

A Festa das Bruxas (Hallowe'en Party) foi originalmente publicado em 1969 na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Foi adaptado para a televisão em 2010, com David Suchet no papel de Hercule Poirot. 

A minha opinião: Ariadne Oliver já não acha os assassinatos divertidos, mas isso não significa que esteja livre deles... Mais uma vez vê-se envolvida num assassinato e recorre a Poirot para tentar descobrir quem foi que matou a jovem Joyce. É que pouco antes de morrer, Joyce anunciou que tinha testemunhado um assassinato e Mrs. Oliver pensa que poderá ter sido esse o motivo pelo qual foi assassinada.

Poirot começa a sua investigação e rapidamente percebe que ninguém levava Joyce muito a sério, já que tinha o hábito de inventar histórias para ganhar protagonismo, e ninguém parece acreditar que tivesse mesmo testemunhado um assassinato. Mas se era só uma história inventada, porque foi Joyce assassinada? E se era verdade, quem foi que Joyce viu ser assassinado? É isso que Poirot terá de descobrir e, depois de mais um corpo surgir, terá de ser rápido para evitar mais uma morte.

Gosto bastante da Mrs. Oliver, mas neste livro nota-se que estar envolvida em tantos crimes na vida real começa a desgastá-la e, por isso, surge mais apagada, e até um pouco derrotada. Poirot é muito competente, como sempre, e no final tudo acaba por fazer sentido, mas não foi uma história que me deslumbrasse. O que não significa que não a recomende a fãs da autora e do detective das célulazinhas cinzentas... 

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios What's in a Name 6 (festa/celebração), Cruisin' thru the Cozies 2013, Mystery/Crime 2013 e Mount TBR 2013.

domingo, 3 de novembro de 2013

Opinião: "Ensaio sobre a Cegueira"

www.wook.pt/ficha/ensaio-sobre-a-cegueira/a/id/58858?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor: José Saramago
Editor: Editorial Caminho
Edição/reimpressão: Agosto de 2008
ISBN: 9789722110211
Páginas: 312

Sinopse: Uma cidade é devastada por uma epidemia instantânea de "cegueira branca". Face a este surto misterioso, os primeiros indivíduos a serem infectados são colocados pelas autoridades governamentais em quarentena, num hospital abandonado. Cada dia que passa aparecem mais pacientes, e esta recém-criada "sociedade de cegos" entra em colapso. Tudo piora quando um grupo de criminosos, mais poderoso fisicamente, se sobrepõe aos fracos, racionando-lhes a comida e cometendo actos horríveis. Há, porém, uma testemunha ocular a este pesadelo: uma mulher, cuja visão não foi afectada por esta praga, que acompanha o seu marido cego para o asilo. Ali, mantendo o seu segredo, ela guia sete desconhecidos que se tornam, na sua essência, numa família. Ela leva-os para fora da quarentena em direcção às ruas deprimentes da cidade, que viram todos os vestígios de uma civilização entrar em colapso. A viagem destes é plena de perigos, mas a mulher guia-os numa luta contra os piores desejos e fraquezas da raça humana, abrindo-lhes a porta para um novo mundo de esperança, onde a sua sobrevivência e redenção final reflectem a tenacidade do espírito humano. (daqui)

A minha opinião: Apesar de ter ido a correr comprar o livro depois de ter visto o filme, acabei por adiar a sua leitura, por um lado porque, como já sabia a história, tive medo de arrastar a leitura e, por outro, porque já sabia que a história era pesada...

Mas a verdade é que, apesar de a história ser pesada e de já a conhecer (porque o filme está muito fiel ao livro), a leitura foi fluída e compulsiva do início ao fim. E confirmou aquilo de que já desconfiava: gosto muito da escrita de Saramago. Só tenho pena de não o ter "descoberto" mais cedo...

Em Ensaio sobre a Cegueira, Saramago cria um cenário apocalíptico, resultante de um súbito e inexplicável surto de cegueira que eventualmente afecta toda a população. Os cegos são rapidamente isolados do resto da população e votados a um quase total abandono e, embora de início sejam capazes de manter uma espécie de sociedade semi-organizada, quando é atingida a sobrepopulação, instala-se o caos, agravado pela constituição de um gangue de criminosos organizados que obrigam os restantes cegos a actos abomináveis, fazendo-os trocar a sua dignidade por comida. Quando a precária sociedade dos cegos internados colapsa, estes partem e percebem que não resta mais ninguém que veja.

Na verdade há uma pessoa que vê, que nunca perdeu a visão, a mulher do médico. E é ela que irá guiar um grupo de sete pessoas pelas ruas em busca de abrigo e comida. Mas como ela própria constata várias vezes, tanto enquanto estava internada, como depois livre nas ruas, o ditado "em terra de cegos, quem tem olho é rei" não é tão verdadeiro quanto isso...  Porque ser a única que vê quando todos os outros estão cegos tanto é uma bênção como uma maldição. Ela vê o caos por todo o lado, a sujidade e a decadência e, por mais que tente ajudar, não pode arriscar anunciar a sua visão pois seria humanamente impossível a uma mulher valer a toda a população.

Gostei muito do facto do autor não ter situado a história nem espacial, nem temporalmente, o que lhe confere uma intemporalidade que a tornará sempre actual. Também as personagens nunca são nomeadas, são apenas o primeiro cego, a sua mulher, o médico, a mulher do médico, a rapariga dos óculos escuros, o velho da venda preta e o rapazinho estrábico, para referir apenas os mais importantes. Penso que todos estes pormenores acabam por realçar a possibilidade de que este cenário se poderia passar em qualquer cidade, em qualquer país, e passar-se-ia exactamente da mesma forma. E que, independentemente do desenvolvimento da sociedade e dos avanços da tecnologia, no fundo somos muito básicos e todo o nosso desenvolvimento e tecnologia são inúteis perante a falta de algo tão básico como a visão. E esse é um cenário bastante assustador, perceber como é fácil perdemos a nossa humanidade, aquilo que nos separa dos animais irracionais. Mas, ao mesmo tempo, permite-nos toda uma nova perspectiva sobre aquilo que realmente importa e sobre a importância de nos agarrarmos à nossa humanidade.

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2013 e Book Bingo 2013 (prémio Nobel).

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Opinião: "Mrs. McGinty está morta"

Título original: Mrs. McGinty's Dead
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #28
Tradutor: Isabel Alves
Colecção: Obras de Agatha Christie nº57
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Junho de 2009
ISBN: 9789892304786
Páginas: 224

Sinopse: Mrs. McGinty está morta. 
                    Como é que ela morreu? 
                                                                       De joelhos como eu. 

Assim reza um jogo infantil… infelizmente para a verdadeira Mrs. McGinty, o que deveria ser apenas uma brincadeira de crianças assumiu contornos bem reais. Foi encontrada morta, os seus aposentos destruídos. O assassino procurava algo com tal desespero que chegou a levantar as tábuas do soalho. O que terá motivado tão bárbaras acções?

Poderá a resposta estar num recorte de jornal que a vítima guardara dois dias antes da sua morte? Com um assassino desesperado à solta, Hercule Poirot terá de se manter vivo a todo o custo para descobrir…

Mrs. McGinty Está Morta (Mrs. McGinty’s Dead) foi originalmente publicado em 1952 na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.  

A minha opinião: Poirot é contactado pelo comissário Spence que lhe pede auxílio pois está convencido que ajudou a condenar um homem inocente. O caso parece muito simples, e todas as provas parecem apontar para a culpa de James Bentley, mas Spence não acredita e quer evitar a sua execução.

Assim, Poirot desloca-se a Broadhinny, o local do crime e onde morava a vítima, Mrs. McGinty. Para além do rendimento que obtinha ao alugar um quarto a Bentley, Mrs. McGinty trabalhava como mulher-a-dias em várias casas da aldeia. No decurso das suas investigações, Poirot descobre que a chave do caso poderá estar num recorde de jornal que Mrs. McGinty tinha guardado dois dias antes de morrer. O dito recorte era uma retrospectiva sobre quatro mulheres vítimas de tragédias passadas. Teria Mrs. McGinty reconhecido alguma das mulheres e sido assassinada antes que pudesse falar? E teria o assassino incriminado James Bentley? Conseguirá Poirot descobrir a verdade a tempo de evitar outra morte?

Eu sou suspeita, mas ainda não li um livro de Agatha Christie de que não tivesse gostado. E gostei de Mrs. McGinty Está Morta, apesar de não ser dos meus preferidos. A autora é, mais uma vez, exímia a fazer-nos suspeitar de tudo e de todos e a pensar que todas as mulheres da aldeia poderão ser uma das quatro mulheres referidas no recorte de jornal. Um bom mistério para fãs do género como eu. 

Classificação: 4 

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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Opinião: "Os Trabalhos de Hércules"

Título original: The Labours of Hercules
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #26
Tradutor: John Almeida
Colecção: Obras de Agatha Christie nº61
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Maio de 2010
ISBN: 9789892308142
Páginas: 272

Sinopse: Hercule Poirot está a pensar muito seriamente em reformar-se e dar por terminada a sua brilhante carreira detectivesca. A verdade é que o talentoso belga acalenta um sonho: cultivar abóboras-meninas. Todavia, quando um amigo o compara a Hércules, o herói grego, o grande detective fica perplexo mas acaba por considerar que têm, sim, algo em comum: foram ambos responsáveis por livrar a sociedade de alguns dos seus mais temíveis monstros. Poirot decide então despedir-se em grande e aceitar apenas mais doze trabalhos, doze casos que correspondam em magnificência aos doze trabalhos de Hércules. Cada um deles ficará nos anais do crime como um feito heróico de dedução.

Considerada a melhor colecção de contos de Agatha Christie, Os Trabalhos de Hércules usa um tema unificador para mostrar doze exemplos das capacidades formidáveis das "celulazinhas cinzentas"de Hercule Poirot.

Os Trabalhos de Hércules (The Labours of Hercules) foi originalmente publicado em 1947 na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. 
 
A minha opinião: Numa altura em que começa a contemplar a hipótese de se reformar muito em breve, Poirot é comparado, por um amigo, a Hércules. E é assim que lhe surge uma idéia que rapidamente se torna num plano: tal como Hércules teve que ultrapassar doze trabalhos, também Hercule resolverá mais doze casos e só então se reformará.

Confesso que não me recordo muito bem de todos os trabalhos de Hércules, mas é bastante óbvio que os doze casos de Poirot têm todos semelhanças com os mesmos. Vou fazer uma breve referência a cada um deles:
  1. O Leão de Nemeia - Poirot é contratado para investigar um estranho caso de rapto de cães pequineses. Os cães são sempre raptados na presença de testemunhas e devolvidos depois de pago o resgate pedido. Como consegue o raptor desaparecer com os cães no meio de tantas pessoas e qual o verdadeiro motivo por detrás dos raptos é o que Poirot irá descobrir.
  2. A Hidra de Lerna - um homem desesperado recorre a Poirot para que o ajude. Na sua pequena aldeia corre o boato de que assassinou a sua mulher, que morreu há um ano. O homem garante que a sua mulher morreu de causas naturais e Poirot viaja até à aldeia e lança alguns boatos também para forçar a Hidra a mostrar a sua cabeça central.
  3. A Corça de Arcádia - um jovem mecânico bem apessoado relembra a Poirot um jovem pastor em Arcádia e quando este lhe pede que descubra o paradeiro da jovem por quem se apaixonou e que desapareceu misteriosamente, Poirot inicia a busca da bela "corça".
  4. O Javali de Erimanto - numa estância suiça, cujo acesso se faz apenas por um funicular que misteriosamente se avaria, Poirot tem de descobrir qual dos hóspedes ou dos funcionários é um perigoso assassino, um javali, em fuga da justiça.
  5. Os Estábulos de Augias - o jovem, e recentemente nomeado primeiro-ministro, vê o início do seu mandato ameaçado por revelações acerca do seu sogro, o anterior e demissionário primeiro-ministro, que irão ser publicadas num jornal. Poirot terá de adaptar e modernizar a solução de Hércules para conseguir limpar estes estábulos modernos.
  6. As Aves de Estinfália - novamente num hotel, desta feita na fictícia Herzoeslováquia, Poirot ajuda um cavalheiro inglês, envolvido numa situação muito desagradável precisamente devido ao seu cavalheirismo. E prova que, por vezes, as aves de mau agoiro não são bem aquelas de quem desconfiamos.
  7. O Touro de Creta - uma jovem abandonada pelo noivo pede ajuda a Poirot para que o faça mudar de ideias. É que o jovem está convencido que está a enlouquecer e pretende cortar todos os laços com a noiva para a poupar, mas ela não acredita na sua loucura. Será Poirot a descobrir a verdade e a livrar a aldeia do seu próprio touro de Creta.
  8. As Éguas de Diomedes - Poirot é contactado por um jovem médico que se deparou com uma festa na qual os convidados consumiram cocaína. Contudo, o médico não quer recorrer à polícia para proteger uma das convidadas. A jovem em causa, tal como as suas três irmãs, tem a fama de ser estouvada, justificável pelo facto de terem sido criadas apenas pelo pai. Cabe a Poirot a tarefa de descobrir o fornecedor da droga e parar a destruição que estas estão a causar.
  9. O Cinturão de Hipólita - um quadro de Rubens é roubado, em plena luz do dia e na presença de testemunhas, da galeria onde se encontrava exposto. E é por se encontrar a investigar esse caso que Poirot acaba a investigar também o caso de uma colegial desaparecida no comboio que a levaria à nova escola e que mais tarde reaparece, mas sem qualquer memória do que se passou. Conseguirá Poirot resolver ambos os casos?
  10. O Gado de Gerião - uma personagem da primeira história reaparece e pede ajuda a Poirot porque está preocupada com uma sua amiga envolvida numa seita cujos membros têm o curioso hábito de morrer depois de deixarem toda a sua fortuna à seita. Serão essas mortes apenas estranhas coincidências, ou haverá mão criminosa?
  11. As Maçãs das Hespérides - Poirot é contratado para recuperar o famoso e infame cálice do Papa Bórgia, roubado ao seu legítimo dono há dez anos.
  12. A Captura de Cérbero - Poirot reencontra em Londres a condessa Vera Rosakoff, agora gerente do bar nocturno da moda, o Inferno, decorado a rigor com direito ao cão Cérbero de guarda à entrada. Quando começa a frequentar o clube, Poirot apercebe-se que há negócios obscuros a ocorrer no Inferno e cabe a ele revelá-los.

Já aqui disse que não propriamente fã de contos, mas até apreciei estes, não só porque são todos protagonizados por Hercule Poirot, o meu detective preferido, mas também porque acaba por haver um fio condutor que os liga. Julgo que os teria apreciado bastante mais se me lembrasse melhor da mitologia grega... 

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Vintage Mystery Reading 2013 (Repeat Offenders), Cruisin' thru the Cozies 2013, Mystery/Crime 2013, Mount TBR 2013 e Book Bingo 2013 (contos).

sábado, 12 de outubro de 2013

Mount TBR 2013 Checkpoint #3

So, while on my bloging hiatus, I somehow managed to completely miss Mount TBR 2013 Checkpoint #3... Although it wont count officially, I still wanted to do it, so here goes:

I'm not doing as great as I did last year but I'm still on track!

1. Tell us how many miles you've made it up your mountain (# of books read). If you're really ambitious, you can do some intricate math and figure out how the number of books you've read correlates to actual miles up Pike's Peak, Mt. Ararat, etc.
I've read twelve books so far, which means I've already made it to the top of Pike's Peak. Now I'll be strolling around the top for a bit, cause I still have plenty of books on my TBR pile to keep me busy till the end of the year...

These are the books I read so far:
Hidden Fires, by Sandra Brown
Not Even for Love, by Sandra Brown
The Lucky One, by Nicholas Sparks
The Forgotten Garden, by Kate Morton
The World Without Us, by


Mary Balogh
Lisa Kleypas

Mary Ann Shaffer and Annie Barrows
Mary Balogh


2. Complete ONE (or more if you like) of the following:
A. Who has been your favorite character so far? And tell us why, if you like.
Last checkpoint I picked Cassandra from The Forgotten Garden. Although she still makes the list of favorite characters of 2013, this time around I'm going to pick Juliet Ashton from The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society. She's an independent and passionate woman with whom I strongly identified. She's also responsible for one of my all time favorite quotes:
“I don't want to be married just to be married. I can't think of anything lonelier than spending the rest of my life with someone I can't talk to, or worse, someone I can't be silent with.”
B. What has been your most difficult read so far. And why? (Length? Subject matter? Difficult style? Out of your comfort zone reading?)
The answer is still The World Without Us simply because it's non fiction which means I don't get so engaged on the reading as I do with fiction and because it takes me longer to read cause I try to assimilate as much information as I can.

C. Which book (read so far) has been on your TBR mountain the longest? Was it worth the wait? Or is it possible you should have tackled it back when you first put it on the pile? Or tossed it off the edge without reading it all?
Again, still The World Without Us, a resident since 2008. It was worth the wait.

D. Choose 3-5 titles from your stacks and using a word from the title, do an image search. Post the first all-eyes-friendly picture associated with that word. 
Garden - The Forgotten Garden, by Kate Morton:

Autumn - Lisa Kleypas
 
Sea -

Pie - Mary Ann Shaffer and Annie Barrows

domingo, 1 de setembro de 2013

Opinião: "Um Verão Inesquecível"

Título original: A Summer to Remember
Autor: Mary Balogh
Série: Bedwyn Prequels #2
Tradutor: Margarida Luzia
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Agosto de 2012
ISBN: 9789892320021
Páginas: 368
Origem: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: Kit Butler é atrevido, perigoso, e um dos mais afamados solteirões de Londres, daí que casar seja a última coisa que lhe passa pela cabeça. Mas a sua família tem outros planos. Para contrariar o casamento que o pai lhe arranjou, Kit precisa de encontrar uma noiva... e depressa. Entra em cena Miss Lauren Edgeworth.
Lauren foi abandonada em pleno altar pelo seu noivo, Neville Wyatt. Destroçada, decide que não voltará a passar pelo mesmo: nunca casará. O encontro entre estas duas forças da natureza é tão intenso como uma tempestade de verão... e ambos engendram um plano secreto. Lauren concorda alinhar na farsa em troca de um verão recheado de paixão e aventura. No final, ela romperá o noivado - o que afastará possíveis pretendentes - deixando-os a ambos livres. Tudo corre na perfeição, até que Kit faz o impensável: apaixona-se por Lauren. E um verão já não é suficiente para ele. Mas o tempo não para e Kit sabe que terá de apelar a mais do que as suas vulgares armas de sedução para conseguir convencer Lauren a entregar-lhe o seu coração... na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, para o resto das suas vidas.

A minha opinião: Um Verão Inesquecível tem início alguns meses após o final de Uma Noite por Amor. Lauren encontra-se agora em Londres, a viver temporariamente com o duque e a duquesa de Portfrey enquanto decide o que fazer da sua vida. Depois de ter sido "abandonada" pelo seu noivo quando a esposa deste (que ele julgava morta) aparece na igreja no dia do seu casamento, Lauren não consegue continuar a viver perto do feliz casal. De facto, Lauren está decidida a estabelecer-se sozinha em Bath, a ser independente e a ter uma existência solitária e aprazível.

Mas claro que os melhores planos nunca correm como era suposto e eis que surge Kit Butler, o visconde Ravensberg, um dos mais famosos solteirões de Londres, mas cujo comportamento pouco cavalheiresco faz com que não seja propriamente cobiçado pelas famílias ilustres da cidade. Kit foi banido de casa da sua família há três anos e, desde então, nunca se importou com a reputação que granjeava. Mas agora o seu pai chamou-o de regresso a casa para a comemoração do aniversário da sua avó e pretende anunciar o noivado de Kit com a noiva do seu falecido irmão mais velho nessa data. Kit vê apenas uma solução, casar com uma jovem encantadora e irrepreensível, alguém a quem o seu pai não se possa opor, antes de regressar a casa. E Lauren é a escolhida.

Depois de algumas tentativas de sedução sem qualquer efeito em Lauren, e que o forçam a abrir-lhe o jogo, acabam por fazer um acordo: Lauren regressará a casa com ele como sua noiva apenas pelo tempo necessário para que resolva as coisas com a sua família, após o que Lauren terminará o falso noivado e instalar-se-á em Bath. Assim, Lauren consegue também ela escapar às constantes tentativas de arranjinhos por parte dos seus familiares. Em troca, Lauren pede a Kit que lhe proporcione um Verão memorável.

E um Verão memorável é o que ambos terão pois não só Lauren se começa finalmente a soltar e passa a apreciar coisas que, até então, lhe tinham passado completamente ao lado, por não serem comportamentos próprios de uma senhora, mas também Kit passa a desejar que o noivado não fosse falso afinal...

Gostei muito desta história. Já conhecia Lauren do livro anterior e se já aí tinha gostado mais dela do que de Lily, a protagonista de Uma Noite por Amor, agora que fiquei a saber os motivos para Lauren ser tão rígida e tão própria, ainda fiquei a gostar mais dela. E depois há o Kit, o rebelde por quem não pude deixar de me apaixonar um bocadinho, atormentado por escolhas do passado, e pelas suas consequências, e incapaz de se perdoar até a mulher certa surgir na sua vida.

A forma como Kit leva Lauren a soltar-se e a aprender a aproveitar a vida com coisas tão simples como nadar no lago ou subir a uma árvore são tão ternurentas, e a maneira como ela, de uma forma natural, consegue reaproximá-lo da sua família e curar-lhe as feridas é um prazer de ler. Adorei que a autora tenha mantido Lauren uma mulher forte e independente até ao fim, sem cair na tentação irritante de a tornar uma tolinha assim que o herói entra em cena... E adorei também que Kit, o herói com o início em cena mais escandaloso que já li, se tenha vindo a revelar o mais cavalheiresco e respeitador.

Um livro que se distinguiu para mim dos restantes no género e uma autora que quero continuar a ler. Muito bom!

Classificação: 4

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Este livro conta para o Desafio Mount TBR 2013.

sábado, 31 de agosto de 2013

Opinião: "A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata"

Título original: The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society
Autor: Mary Ann Shaffer e Annie Barrows
Tradutor: Ana Mendes Lopes
Editor: Suma de Letras
Edição/reimpressão: Março de 2010
ISBN: 9789896720155
Páginas: 377

Sinopse: Londres, 1946. Depois do sucesso estrondoso do seu primeiro livro, a jovem escritora Juliet Ashton procura duas coisas: um assunto para o seu novo livro, e, embora não o admita abertamente, um homem com quem partilhar a vida e o amor pelos livros.

É com surpresa que um dia Juliet recebe uma carta de um senhor chamado Dawsey Adams, residente na ilha britânica de Guernsey, a comunicar que tem um livro que outrora pertenceu a Juliet.

Curiosa por natureza, Juliet começa a corresponder-se com vários habitantes da ilha. É assim que descobre que Guernsey foi ocupada pelas tropas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial, e que as pessoas com quem agora se corresponde formavam um clube secreto a que davam o nome de Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. O que nasceu como um mero álibi para encobrir um inocente jantar de porco assado transformou-se num refúgio semanal, pleno de emoção e sentido, no meio de uma guerra absurda e cruel.

Fascinada pela história da dita Sociedade Literária, e ainda mais pelos seus novos amigos, Juliet parte para Guernsey. O que encontra na ilha mudará a sua vida para sempre.


Uma história comovente sobre o poder da amizade, dos livros e do amor.

A minha opinião: A última frase da sinopse resume perfeitamente esta história. É, sem dúvida, uma história sobre o poder do amor e da amizade e da importância que os livros podem ter ao aproximar as pessoas em tempos difíceis, funcionado como uma espécie de tábua de salvação, mantendo-as sãs e permitindo-lhes agarrarem-se à sua humanidade.

É um romance epistolar, um formato de que gosto bastante, e tem início no final da Segunda Guerra Mundial, quando Juliet Ashton se encontra em tournée de promoção do seu livro e é pela correspondência que mantém com os seus melhores amigos, Sophie e Sidney (que é também o seu editor), que ficamos a saber o estado devastador em que a cidade de Londres ainda se encontra e de que forma as pessoas estão, aos poucos, a tentar retomar as suas vidas.

Juliet encontra-se com bloqueio de escritor, sem saber muito bem sobre o que escrever de seguida, quando recebe uma carta de Dawsey Adams, um habitante da ilha de Guernsey que se encontra na posse de um livro que outrora lhe pertenceu, e é desta forma que Juliet fica a saber da existência da Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. Rapidamente passa a trocar correspondência não só com Dawsey, mas com vários outros membros da Sociedade. E as histórias que estes lhe contam são tão reais como são comoventes e afiguram-se como exactamente aquilo sobre o que Juliet quer escrever.

Mas o interesse de Juliet não é apenas como escritora, ela passa a encarar as pessoas da ilha como amigos, um sentimento reforçado quando se desloca até lá para os conhecer. E talvez aí encontre finalmente aquilo de que nem sabia que andava à procura.

Adorei este livro. A história é muito comovente até porque tem um fundo de verdade (a ilha de Guernsey esteve realmente sobre ocupação das tropas alemãs) e é particularmente tocante para amantes de livros e leituras. Porque é um hino ao poder dos livros em situações difíceis (um poder que posso atestar) e ao poder da amizade, pois foi a reunião em torno de (e com a desculpa de) livros que permitiu o desabrochar de amizades improváveis, indispensáveis para sobreviver com sanidade a uma época em que nada parecia fazer sentido.

Gostei muito que as autoras não tivessem caído na tentação fácil de demonizar todos os alemães, nem tivessem pintado todos os habitantes da ilha como pobres vítimas com as quais tínhamos de simpatizar. Porque o mundo é mesmo assim, não é a preto e branco, é em tons de cinzento, e em todos os lados há bons e maus.

Um livro que vou recomendar vezes sem conta a todos aqueles que, como eu, têm a paixão pela leitura e pelos livros! 

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Book Bingo 2013 (título com comida), What's in a Name 6 (cozinha), Mount TBR 2013, e Monthly Key Word Challenge (food).

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Opinião: "Percy Jackson and The Sea of Monsters"

Autor:
Série: Percy Jackson #2
Editor: Puffin Books
Edição/reimpressão: Abril de 2007
ISBN: 9780141319148
Páginas: 266

Sinopse: You can't tell by looking at me that my dad is Poseidon, God of the Sea.

It's not easy being a half-blood these days. You mortals can't even see the monsters we have to fight all the time. So when a game of dodgeball turned into a death match against an ugly gang of cannibal giants, I couldn't exactly ask my gym teacher for help.

And that was just for starters. This is the one where Camp Half-Blood is under attack, and unless I get my hands on the Golden Fleece, the whole camp will be invaded by monsters. Big ones.

Can Percy survive the treacherous Sea of Monsters and restore order to Half-Blood Hill?

A minha opinião: E pronto, agora que comecei a série, não vou descansar enquanto não a ler toda... Neste segundo livro, Percy está a um dia de terminar o ano escolar sem nenhum incidente digno de nota. O que, considerando o seu historial, é um grande feito! Mas, como é óbvio, ainda não é desta que o Percy consegue... E durante a aula de Educação Física, num jogo de dodgeball (jogo do mata) em que a equipa de Percy joga contra a equipa do rufião da turma, rapidamente o nome do jogo em português passa a ser bastante literal... É que alguns dos jogadores da equipa contrária, e que se haviam apresentado como alunos de uma outra escola de visita, são na verdade gigantes monstros canibais intentos em matar Percy. Felizmente Percy consegue derrotar os monstros com a ajuda da sua fiel espada Riptide, do seu amigo Tyson (um jovem sem-abrigo e com uma mentalidade bastante infantil, cujo único amigo é Percy) e de Annabeth.

Os três partem imediatamente para o Campo Half-Blood, mas aí deparam-se novamente com uma batalha entre os mestiços e os monstros que estão a invadir o campo. Como é que os monstros conseguiram penetrar a barreira protectora do campo? A explicação, infelizmente, é terrífica. Alguém envenenou a árvore com o espiríto de Thalia, a fonte da protecção, e esta está a morrer.

A única hipótese para curar a árvore e assegurar a protecção do Campo é encontrar o tosão de ouro e, com ele, curar a árvore. O problema é que este se encontra algures no Mar dos Monstros, conhecido entre nós, meros mortais, como o Triângulo das Bermudas.

E é o início de mais uma demanda em que Percy vai descobrir verdades incómodas, reencontrar amigos e inimigos, combater monstros, formar alianças inesperadas e descobrir o verdadeiro sentido de família. Gostei bastante de acompanhar Percy e companhia em mais uma aventura e vou, sem dúvida continuar a seguir a série. Estou muito curiosa em saber como se vai concretizar a profecia...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2013, Book Bingo 2013 (volume duma série).

domingo, 18 de agosto de 2013

Opinião: "Sedução Intensa"

Título original: It Happened One Autumn
Autor: Lisa Kleypas
Série: Wallflowers #2
Tradutor: Cláudia Ramos e Helena Ramos
Editor: 5 Sentidos
Edição/reimpressão: Outubro de 2012
ISBN: 9789720043955
Páginas: 352

Sinopse: Quatro jovens da sociedade elegante de Londres partilham um objetivo comum: usar os seus encantos femininos para arranjarem marido. E assim nasce um ousado esquema de sedução e conquista. 

Num refinado baile londrino, Lillian Bowman depressa descobre que a sua educação tipicamente americana não está propriamente na moda. E encontra no insuportável Marcus, Lord Westcliff, o seu crítico mais implacável. Pena que seja um excelente partido... 

Quando Lillian cai acidentalmente nos braços de Marcus, vê-se consumida por uma súbita paixão por um homem que julgava detestar. O tempo parece parar e o corpo da jovem cede ao erotismo do momento, descobrindo sensações que nem sonhava existirem. 

Marcus, conhecido pela sua constância, também se vê perdido num turbilhão sensual. Cada toque de Lillian é pura tortura, cada beijo o faz gemer por mais. Mas como pode ele pensar em aceitar uma mulher tão pouco adequada para sua noiva? 

A minha opinião: Li o primeiro livro desta série no ano passado e depressa me apaixonei pelas suas personagens e pela autora. Por isso, não tardei muito a comprar o segundo livro. No entanto, circulou o rumor que a série não iria continuar a ser publicada em português e fiquei tão triste/danada que acabei por adiar a sua leitura... Felizmente parece que não passou de um rumor e, depois de comprar o terceiro livro, iniciei finalmente a leitura do segundo!

Sedução Intensa conta-nos a história de Lilian e Marcus, cujo romance iminente já havia ficado no ar no primeiro livro da série. E é uma história de amor muito divertida que me fez rir alto e bom som (felizmente estava sozinha nestas ocasiões) e que, de certa forma, faz lembrar o Orgulho e Preconceito. Isto porque Lillian e Marcus detestam-se e não têm pejo em demonstrá-lo sempre que podem. Lillian acha Marcus um aristocrata antiquado e convencido e Marcus acha que a Lillian é uma nova-rica sem modos e cujo único objectivo na vida é casar o dinheiro do seu pai com um título. Mas quer o destino que a família de Lillian vá passar a temporada de Outono à casa de família de Lord Westcliff e a convivência entre ambos acaba por lhes provar o quanto estavam enganados.

Há ainda um cheirinho a magia (o trocadilho foi intencional) com a existência de um perfume que parece acentuar o amor verdadeiro, um novo jogo de rounders e uma personagem que se vem a revelar um verdadeiro cafajeste... E reencontramos as restantes encalhadas, Annabelle (em permanente lua de mel), Evie e Daisy.

Palpita-me que não vou esperar tanto tempo para ler o próximo até porque quero muito saber que volta é que a autora vai dar ao par da Evie. É que ele tem muito de que se redimir e a Evie merece o melhor! 

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2013 e Book Bingo 2013 (autor descoberto em 2012).

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Opinião: "Uma Noite de Amor"

Título original: One Night for Love
Autor: Mary Balogh
Série: Bedwyn Prequels #1
Tradutor: Rui Azeredo
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2012
ISBN: 9789892312354
Páginas: 368

Sinopse: Numa manhã perfeita de Maio... 
Neville Wyatt, conde de Kilbourne, aguarda a sua noiva no altar. Mas, para espanto geral, em vez da bela jovem que todos conhecem aparece uma mendiga andrajosa. Perante a nata da aristocracia, o perplexo conde olha para ela e declara que é Lily, a sua mulher! Ao olhar para aquela que em tempos desposou, que amou e perdeu nos campos de batalha de Portugal, ele compromete-se a honrar o seu compromisso...apesar do abismo que agora os separa.

Até que Lily fala com franqueza... 
E afirma querer começar de novo… e que Neville a ame verdadeiramente. Para isso, sabe que terá de estar à altura das expectativas dele, o que a leva a aceitar ser dama de companhia da sua tia e aprender as boas maneiras. A determinada Lily rapidamente conquista a admiração da alta sociedade, demonstrando ser uma condessa à altura do seu conde. Por seu lado, Neville está disposto a tudo para provar à sua formidável mulher que o que sentiu por ela no campo de batalha foi muito mais que desejo, muito mais do que o arrebatamento de…

Uma noite de amor.

A minha opinião: Li há uns meses o meu primeiro livro da autora e percebi que não havia de passar muito tempo até ler um segundo... Infelizmente, não gostei tanto deste como gostei do anterior. E o livro até tinha tanto potencial, com uma parte da história a passar-se em Portugal na época das invasões francesas, mas essa parte acaba por ser secundária, o que é pena.

Contudo, o meu maior problema com este livro foram mesmo as personagens que, simplesmente, não me agarraram... Não posso elaborar muito porque acabaria por revelar demasiado, mas achei que faltou aquela picardia entre o casal típica destes romances. Neville e Lily são demasiado bonzinhos, demasiado delico-doces para o meu gosto. São pessoas que se amam, mas de mundos demasiado diferentes e forçados pelas circunstâncias a separarem-se. Até a identidade do vilão e o grande segredo foram óbvios demasiado cedo...

Mas não vou desistir da autora até porque já tenho ali à minha espera a continuação e estou curiosa por saber o que a autora reservou para a Lauren.

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Book Bingo 2013 (título com número), Mount TBR 2013 e Monthly Key Word Challenge (night).

domingo, 21 de julho de 2013

Opinião: "Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo"

Título original: The Lightning Thief
Autor:
Série: Percy Jackson #1
Tradutor: Dina Antunes
Editor: Casa das Letras
Edição/reimpressão: Janeiro de 2010
ISBN: 9789724619378
Páginas: 328

Sinopse: Percy Jackson está prestes a ser expulso do colégio interno... novamente. E esse é o menor dos seus problemas. Ultimamente, criaturas fantásticas e os deuses do Olimpo parecem estar a sair das páginas de mitologia para entrarem na sua vida. E o pior de tudo é que ele parece ter enfurecido alguns deles. O raio-mestre de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito.
Agora, Percy e os seus amigos têm apenas dez dias para encontrar e devolver o símbolo do poder de Zeus e restabelecer a paz no Olimpo. Para o conseguir terá de fazer bem mais do que descobrir o ladrão: terá de enfrentar o pai que o abandonou, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora e poderosa do que os próprios deuses.

A minha opinião: Há três anos (desde que o livro foi lançado por cá) que o meu irmão me anda a chatear para ler esta série. O que, tendo em conta que ele não é propriamente um leitor assíduo, é um feito assinalável. Agora que o segundo filme vai estrear, achei que era a altura ideal para iniciar esta série.

O universo criado por Rick Riordan é muito interessante, pois é um universo em que os deuses gregos não só são reais, como continuam a governar do alto do Olimpo e a influenciar o destino dos humanos. O que significa também que todas as criaturas mitológicas são reais. E porque os maus hábitos nunca se curam, a tendência dos deuses para se envolverem com humanos e gerarem descendência continua até hoje...

Num instante o mundo de Percy altera-se radicalmente: descobre que é um mestiço, metade deus, metade humano, e como se isso não bastasse, há monstros atrás dele que o querem matar. Percy tem de partir numa missão para descobrir quem está por trás do roubo no Olimpo, do qual é o principal suspeito, encontrar o que foi roubado e evitar uma guerra entre deuses que terá consequências desastrosas para humanos e mestiços. E tudo isso enquanto tenta sobreviver...

Gostei bastante deste livro e deste universo (sempre adorei mitologia grega) e estou muito curiosa por ver que novas aventuras Percy e Annabeth terão, até porque há um inimigo poderoso que é revelado neste livro e que ainda lhes trará muitos dissabores, estou certa. O segundo livro vai ser lido muito, muito em breve... 

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2013, Book Bingo 2013 (sugerido).

terça-feira, 2 de julho de 2013

Mount TBR 2013 Checkpoint #2

Although I'm not doing as great as I did last year, I'm still on track!

1. Tell us how many miles you've made it up your mountain (# of books read). If you're really ambitious, you can do some intricate math and figure out how the number of books you've read correlates to actual miles up Pike's Peak, Mt. Ararat, etc.
I've read six books so far (one per month), which means I've already climbed half the distance: 2151m of Pike's Peak.

These are the books I read so far:
Hidden Fires, by Sandra Brown
Not Even for Love, by Sandra Brown
The Lucky One, by Nicholas Sparks
The Forgotten Garden, by Kate Morton
The World Without Us, by


Once again, all the books counted for other challenges.

2. Complete ONE (or more if you like) of the following:
A. Who has been your favorite character so far? And tell us why, if you like.
Even though I have a soft spot for Hercule Poirot, I'm gonna choose Cassandra from The Forgotten Garden. She's been through so much in her life and even though she had already given up, she was still able to grab the new chance of happiness that life gave her.
 
B. What has been your most difficult read so far. And why? (Length? Subject matter? Difficult style? Out of your comfort zone reading?)
The World Without Us simply because it's non fiction which means I don't get so engaged on the reading as I do with fiction and because it takes me longer to read cause I try to assimilate as much information as I can.

C. Which book (read so far) has been on your TBR mountain the longest? Was it worth the wait? Or is it possible you should have tackled it back when you first put it on the pile? Or tossed it off the edge without reading it all?
The book that has been the longest on my shelf is The World Without Us, a resident since 2008. It was worth the wait.

D. Using no more than two words from a single title, compose a sentence (musical lyric, bit of poetry, what-have-you) from title from your conquered TBR stack. If you are short of inspirational words...you may use some from your intended reads if needed. Filler words (the, and, with, etc.) or alternate tenses of verbs used in titles are acceptable for clarity.
Even if Hidden Under the Sun, One Lucky Garden is Forgotten Without Love
 
Hidden Fires, by Sandra Brown 
Not Even for Love, by Sandra Brown
The Lucky One, by Nicholas Sparks
The Forgotten Garden, by Kate Morton
The World Without Us, by

domingo, 30 de junho de 2013

Opinião: "Morte na Praia"

Título original: Evil Under the Sun
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #23
Tradutor: José Lourenço
Colecção: Obras de Agatha Christie nº5
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Abril de 2008
ISBN: 9789724127651
Páginas: 192

Sinopse: Numa ilha da costa de Devon, em plena época balnear, desenham-se os contornos de um triângulo amoroso. Por uma (in)feliz coincidência, Poirot encontra-se bem perto do desenrolar da acção. De férias e decidido a aproveitar ao máximo (ou tanto quanto o detective belga se permite) os efeitos benéficos do sol e do ar marítimo, Poirot cedo abdica desses propósitos para dedicar toda a sua atenção ao excêntrico grupo que com ele partilha o hotel. Mas escondem-se motivos sombrios por detrás da aparente frivolidade destas relações sociais, e nada nem ninguém parece conseguir demover o assassino das suas sinistras intenções.

A minha opinião: A acção de Morte na Praia fez-me lembrar uma tragédia grega. O ambiente de desgraça iminente é rapidamente perceptível, inclusivé por Poirot que o admite a certa altura. É referido logo no primeiro capítulo que "o mal está debaixo do Sol" (a tradução literal do título original) e Poirot dá o mote quando exemplifica que todas as pessoas ali presentes têm um motivo para ali se encontrarem, por estarem de férias, por ser Agosto e por em Agosto as pessoas de férias irem para a beira-mar, o que por si só constituiria um álibi para alguém que quisesse assassinar um inimigo que soubesse que ali se encontraria.

E o mal acaba por acontecer debaixo do Sol... Uma antiga actriz, que apesar de casada, continuava a cultivar paixões, aparece morta. Ninguém parecia gostar dela, nem o marido, nem a enteada, nem a sua mais recente conquista. E a juntar a esta lista de suspeitos há ainda a amiga de infância do marido que sempre o amou, a mulher do seu amante e um reverendo fanático, entre outros. Suspeitos não faltam, e motivos também não, mas só Poirot conseguirá ver para lá das ilusões e descobrirá a verdade!

Apesar de não ser um dos meus favoritos, Morte na Praia é um mistério muito competente, em que todas as pontas são atadas e onde Poirot, desta feita a solo, se encontra em grande forma.

Classificação: 4

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