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segunda-feira, 21 de julho de 2025

Opinião: "Ave de Mau Agoiro"

Título original: Olycksfågeln
Autor: Camilla Läckberg
Série: Fjällbacka #4
Tradutor: Ricardo Gonçalves
Editor: Dom Quixote
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2013
ISBN: 9789722048095
Páginas: 406


Sinopse: Um trágico acidente de viação. Uma vítima mortal.
Patrick Hedström é chamado ao local do acidente para tomar conta da ocorrência enquanto os habitantes de Tanumshede se concentram num evento sem precedentes na pequena localidade: é ali que vão decorrer as filmagens de um Reality Show televisivo que já fez sucesso noutras pequenas cidades da Suécia. Uma oportunidade única para promover a região.
Ao mesmo tempo que Patrick Hedström tenta resolver o enigma que resultou do acidente de viação, as câmaras captam cada movimento dos participantes do programa televisivo, jovens problemáticos e irreverentes cuja convivência se torna mais difícil a cada momento, aproximando-se rapidamente do ponto de ruptura. Quando uma festa termina com a morte de um dos concorrentes que se tornou particularmente impopular, os colegas e a equipa de produção passam a ser os suspeitos óbvios. Haverá um assassino entre eles?


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Opinião: "Teia de Cinzas"

Título original: Stenhuggaren
Autor: Camilla Läckberg
Série: Fjällbacka #3
Tradutor: Ricardo Gonçalves (do inglês)
Editor: Dom Quixote
Edição/reimpressão: Agosto de 2012
ISBN: 9789722045117
Páginas: 488


Sinopse: Outono em Fjällbacka.
Um pescador que acabou de recolher os ovos de lagosta que lançara ao mar está em estado de choque. No deck do barco jaz agora à sua frente o corpo inerte de uma menina.
Enquanto Erica Falk desespera no seu papel de mãe, Patrick Hedstrom é mais uma vez chamado a desvendar o mistério daquela morte que vai afectar de forma devastadora a vida de muita gente que lhe é próxima. E enquanto a investigação vai decorrendo, os mistérios continuam: que pasta negra era aquela que a menina tinha no estômago quando foi autopsiada? Quem atirou cinza para um bebé que ficara por um momento num carrinho à porta da loja onde a mãe tinha ido fazer compras? Que cinzas eram aquelas que atiraram à bebé do próprio Patrick Hedstrom? Perguntas a que só a investigação da competente equipa liderada por Patrick Hedstrom poderá responder.


A minha opinião: Em Teia de Cinzas voltamos a Fjällbacka, onde Patrick Hedström e Erica Falk se encontram a lidar com a realidade de serem pais de uma menina, Maja. Está a ser particularmente difícil para Erica lidar com a maternidade e o facto de Patrick se refugiar no trabalho não ajuda... Felizmente, tem Charlotte, a sua nova amiga que, para além de um menino da idade de Maja, tem uma filha mais velha, Sara, por isso tem experiência e conselhos para lhe dar.

Entretanto, Patrick é chamado porque um pescador encontrou o corpo de uma menina. Mas, quando lá chega, reconhece-a: é Sara...

Quem poderia querer matar uma menina tão nova? E qual a ligação do presente à história de um canteiro passada nos anos 20, que vamos conhecendo em capítulos alternados à história principal?

E quando a própria filha de Patrick e Erica é ameaçada, conseguirá Patrick apanhar o assassino antes que seja tarde?

Gostei muito de Teia de Cinzas e continuo a adorar seguir a história de Patrick e Erica. Mas confesso que fiquei desiludida por ver que também na Finlândia há vizinhos do Inferno... Pensava que era uma coisa mais dos países do Sul... Confesso que, embora tenha desconfiado da identidade do assassino, não desconfiei dos motivos... Mais uma vez a autora aborda temas actuais da sociedade e não tem medo de meter o dedo na ferida...

Também a história da irmã de Erica, Anna, sofre desenvolvimentos chocantes neste livro, que termina com uma revelação que pede que não demore muito a ler o próximo...

Embora o título da tradução portuguesa não seja de todo descabido, teria preferido que tivessem utilizado a tradução do título original: O Canteiro. Embora perceba que pudesse levar os potenciais compradores a achar que se relacionava com flores... Talvez O Mestre de Cantaria?


Classificação: 4

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Opinião: "Gritos do Passado"

Título original: Predikanten
Autor: Camilla Läckberg
Série: Fjällbacka #2
Tradutor: Ricardo Gonçalves (do inglês)
Editor: Dom Quixote
Edição/reimpressão: Novembro de 2010
ISBN: 9789722043489
Páginas: 432

Sinopse: Numa manhã de um Verão particularmente quente, um rapazinho brinca nas rochas em Fjällbacka - o pequeno porto turístico onde decorreu a acção de A Princesa de Gelo - quando se depara com o cadáver de uma mulher. A polícia confirma rapidamente que se tratou de um crime, mas o caso complica-se com a descoberta, no mesmo sítio de dois esqueletos.
O inspector Patrick Hedström é encarregado da investigação naquele período estival em que o incidente poderia fazer fugir os turistas, mas, sem testemunhas, sem elementos determinantes, a polícia não pode fazer mais do que esperar os resultados das análises dos serviços especiais.
Entretanto, Erica Falk, nas últimas semanas de gravidez, decide ajudar Patrick pesquisando informações na biblioteca local e novas revelações começam a dar forma ao quadro: os esqueletos são certamente de duas jovens desaparecidas há mais de vinte anos, Mona e Siv.
Volta assim à ribalta a família Hult, cujo patriarca, Ephraim, magnetizava as multidões acompanhado dos dois filhos, os pequenos Gabriel e Johannes, dotados de poderes curativos. Depois dessa época, e de um estranho suicídio, a família dividiu-se em dois ramos que agora se odeiam.
Ao mesmo tempo que Patrick reúne as peças do puzzle, sabe-se que Jenny, uma adolescente de férias num parque de campismo, desapareceu. A lista cresce….

A minha opinião: Gritos do Passado é o segundo livro da série policial Fjällbacka, que se passa na cidade com o mesmo nome, na Suécia. O investigador volta a ser o inspector Patrick Hedström que se encontra, de momento, de férias, à espera do nascimento do seu primeiro filho com Erica Falk, que já conhecemos do primeiro livro.

Mas a descoberta do corpo nu e mutilado de uma jovem na Fenda do Rei faz com que Patrick tenha de voltar ao trabalho. E como se não bastasse, o corpo da jovem encontra-se por cima de dois esqueletos. Que se vem a descobrir serem os esqueletos de duas jovens desaparecidas há mais de vinte anos. O principal suspeito do desaparecimento das raparigas matou-se na altura, portanto não pode ter sido ele a transportar os corpos para a Fenda do Rei. E a rapariga morta agora apresenta ferimentos semelhantes aos dos esqueletos das outras raparigas. Mas o que pode ter levado o assassino a parar de matar durante tantos anos?

A investigação do caso conduz, inevitavelmente, à família Hult, uma família no mínimo estranha. O patriarca, Ephraim, já falecido, era um famoso pregador em cujas assembleias usava os seus filhos, que afirmava terem puderes curativos, para curar todos os tipos de maleitas. Curiosamente, quando uma das suas seguidoras morreu e lhe deixou todas as suas posses, Ephraim reformou-se e os filhos perderam os poderes... Mas se para Gabriel, que nunca se sentiu confortável no papel de curador, perder os poderes foi uma benção, para Johannes foi uma perda da qual nunca se recompôs realmente.

A relação entre os irmãos nunca foi boa, mas depois de Gabriel fornecer à polícia a informação que a fez desconfiar de Johannes e do suicídio deste, os dois lados da família separaram-se irremediavelmente. Mas agora vêem-se forçados a confrontar os esqueletos no armário e a possibilidade de que um deles seja o assassino.

Como se não bastasse tudo isso, Patrick ainda tem de lidar com a necessidade de apoiar Erica, com um chefe irreconhecível e com um colega incompetente. E depois desaparece outra rapariga... Conseguirá Patrick descobrir a identidade do assassino a tempo de a salvar?

Gostei de voltar a Fjällbacka e de rever Patrick e Erica. Ela tem um papel menos relevante neste livro e, sinceramente, gostei mais dela no primeiro livro. Vou dar-lhe o benefício da dúvida e atribuir a sua atitude de capacho às hormonas de grávida, mas irritou-me tanto que se deixasse enredar pela família e conhecidos para que os hospedasse em sua casa, possibilitando-lhes, assim, férias à borla... A sério, se for mesmo essa a cultura na Suécia, é de loucos.

Gostei mais do Patrick, que continua um investigador muito competente. E, apesar de por vezes se deixar envolver demasiado no caso, ele está lá pela Erica. Mas palpita-me que este caso lhe tenha deixado marcas...

A história da irmã da Erica também tem desenvolvimentos e deverá ter um foco maior no próximo livro, considerando a forma como as coisas ficaram. Não percebo porque é tão difícil a Anna reconhecer que precisa de ajuda e aceitar a que Erica lhe oferece...

Mal posso esperar para ver como lidam Patrick e Erica com o bebé!

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2016TBR Pile 2016 e What's in a Name? 2016 (Profession - o título original é Pregador)

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Opinião: "A Princesa de Gelo"

www.wook.pt/ficha/a-princesa-de-gelo/a/id/14828338?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Isprinsessan
Autor: Camilla Läckberg
Série: Fjällbacka #1
Tradutor: Ricardo Gonçalves (do inglês)
Editor: Dom Quixote
Edição/reimpressão: Novembro de 2010
ISBN: 9789722041454
Páginas: 400

Sinopse: De regresso à cidadezinha onde nasceu depois da morte dos pais, a escritora Erica Falk encontra uma comunidade à beira da tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex, é só o princípio do que está para vir. 
Com os pulsos cortados e o corpo mergulhado na água congelada da banheira, tudo leva a crer que Alex se suicidou.
Quando começa a escrever uma evocação da carismática Alex, Erica, que não a via desde a infância, vê-se de repente no centro dos acontecimentos. Ao mesmo tempo, Patrik Hedström, que investiga o caso, começa a perceber que as coisas nem sempre são o que parecem.

Mas só quando ambos começam a trabalhar juntos é que vem ao de cima a verdade sobre aquela cidadezinha com um passado profundamente perturbador...

A minha opinião: A Princesa de Gelo é o primeiro livro de uma série policial passada na cidade de Fjällbacka, na Suécia. Esta é a minha estreia nos mistérios policiais escandinavos, tão em voga actualmente, e posso dizer que fiquei fã! Na verdade, apetece-me bater a mim própria por ter demorado tanto tempo a ler este livro, uma vez que já o tenho na estante há mais de um ano...

A história inicia-se com a descoberta do corpo de Alex, que aparentemente se suicidou na banheira. A descoberta do corpo é feita por Erica Falk, a sua melhor amiga na infância, mas de quem se afastou na adolescência. Erica e Alex perderam completamente o contacto quando Alex e os seus pais deixaram repentinamente a cidade, mas agora Alex tinha voltado a frequentá-la aos fins de semana.

Eventualmente, o caso é declarado um homicídio e um dos detectives encarregados do caso é Patrik Hedström, antigo colega de escola de Erica, e por quem sempre teve um fraquinho. Por isso, agora que o destino os voltou a reunir, e que ambos estão livres e desimpedidos (ele divorciado e ela solteira), Patrik decide não perder mais tempo e convida Erica para jantar.

Este foi um dos pontos fortes da história para mim, a forma como acompanhamos o desenvolvimento da relação entre ambos, ao mesmo tempo que ambos investigam o assassinato de Alex. Os suspeitos abundam, bem como os segredos, tornando-se rapidamente evidente que ninguém conhecia realmente Alex, nem a sua amiga e sócia, nem o seu marido. Alex tinha um caso extra-conjugal e estava grávida, o que aponta logo para dois potenciais suspeitos. Mas há também um segredo do seu passado, passível de explicar o porquê de se ter afastado de Erica na adolescência e de ter abandonado a cidade, uma estranha ligação à família mais poderosa da cidade e uma ainda mais estranha ligação ao bêbado da cidade. Parece óbvio que apenas desvendando todos os segredos de Alex serão capazes de encontrar a razão porque foi morta e, assim, identificar o assassino.

Outra coisa que me agradou bastante foi o facto da autora não se ter centrado apenas no mistério. Para além do desenvolvimento da relação entre Patrik e Erica, temos ainda os problemas de Patrik no trabalho ao ter de lidar com um chefe incompetente e ansioso por reclamar créditos alheios e, quanto a Erica, esta tem de lidar com a morte repentina dos pais e com o marido abusivo da irmã que a manipula completamente.

Ora bem, se gostei tanto, porque é que não lhe dei a classificação máxima? Por um lado porque o mistério foi previsível, embora não tenha identificado o assassino muito antes de este nos ser revelado. Por outro, porque achei que houve ali alguma incoerência na personagem do cunhado de Erica. Não quero revelar demasiado, mas digamos apenas que, de acordo com aquilo que a autora nos revela sobre ele, quando se dá um certo acontecimento, não me convence que ele não tenha reagido. Tendo em conta que é o primeiro livro da série, tenho a certeza que ainda vamos vê-lo, mas mesmo assim, seria expectável uma reacção imediata da sua parte.

Em todo o caso, foi uma estreia bastante auspiciosa com a autora e tenho grandes expectativas para o resto da série.

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2014, Mount TBR 2014, Monthly Key Challenge 2014 (princess) e What's in a Name? 2014 (position of .