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terça-feira, 26 de outubro de 2021

Opinião: "A Última Carta de Amor"

Título original: The Last Letter from Your Lover
Autor: Jojo Moyes
Tradutor: Cristina M. Queiroz
Editor: Porto Editora
Edição/reimpressão: Junho de 2012
ISBN: 9789720043702
Páginas: 456


Sinopse: Algumas palavras podem terminar uma relação ou fazer renascer um amor perdido.

Inglaterra, 1960. Quando Jennifer Stirling, uma mulher de vinte e sete anos, acorda no hospital, após um trágico acidente de automóvel, não tem qualquer lembrança da sua vida passada. Não reconhece o marido, não recorda a sua própria casa e tão-pouco se identifica com a vida que lhe dizem ser a sua. Quando encontra uma carta apaixonada, escrita por um homem que assina apenas «B» e que lhe pede para abandonar o marido, irá a todo o custo tentar descobrir a identidade desse homem, enquanto enfrenta os preconceitos sociais estabelecidos. 

Anos volvidos, em 2003, uma outra mulher, Ellie, descobre nos arquivos poeirentos do jornal onde trabalha a mesma carta enigmática. Fica de imediato obcecada pela história, que lhe permitirá escrever um artigo que relance a sua carreira e talvez até a ajude a lidar com a sua própria vida amorosa. Afinal, se aquela história tiver tido um final feliz, quem lhe garantirá que o homem com quem se envolveu não acabe também por deixar a mulher? 

Uma história de amor apaixonante e arrebatadora, com um final absolutamente inesperado.


A minha opinião: Demorei quase um mês a ler este livro porque, no início, ficamos logo a saber que uma das personagens, Ellie Haworth, tem um caso com um homem casado. E nem sequer foi enganada, porque sabia perfeitamente que ele era casado quando se envolveu com ele... Os amigos tentam fazê-la ver que ele nunca vai deixar a mulher, como ela não gostaria que lhe acontecesse a ela, e Ellie ainda se zanga com eles... Não gostei da Ellie... Felizmente a linha temporal do passado agradou-me muito mais, ainda que também tenha traição... 

Tudo começa quando Ellie encontra, no arquivo do jornal onde trabalha, uma carta apaixonada de um homem que pede à mulher que ama que deixe o marido e parta com ele. A carta é de 1960, está apenas assinada com "B" e endereçada ao Apartado 13. Não é muito, mas Ellie fica obcecada em descobrir quem a enviou, a quem, e como terminou a história deles. 

Entretanto, em 1960, Jennifer Stirling acorda no hospital sem memória. Teve um acidente e, quando recupera, faz o que se espera dela e regressa à casa que não reconhece com o marido de que não se lembra e tenta continuar com a vida que não lhe parece ser a sua. Só quando encontra a carta que Ellie irá encontrar no futuro sente finalmente que algo faz sentido na sua vida. E faz de tudo para tentar encontrar o homem que a escreveu, ainda que não se lembre dele... 

Gostei bastante da história da Jennifer e do seu romance. Ainda que ela tenha sido infiel ao marido, as suas circunstâncias não eram exactamente as mesmas da Ellie. Afinal, naquela época era esperado que fosse uma mulher troféu, e ela encontrou alguém que a amava verdadeiramente e com quem poderia ter uma relação de igualdade. E ela tentou fazer a coisa certa. Várias vezes. 

Já a Ellie, faz a coisa errada repetidamente. Na sua busca pela verdade sobre a carta, sobre a qual tem de escrever um artigo que pode muito bem ser a sua última hipótese de manter o emprego (a idiota tem descurado o trabalho desde que começou o caso), conta com a ajuda de Rory, que trabalha no arquivo do jornal. Há uma imediata afinidade entre eles, ele está claramente interessado, mas a idiota continua com a ilusão de que a sua relação com o homem casado ainda pode resultar. Mereceu o que lhe aconteceu e o Rory devia tê-la feito implorar mais... 

O final tem uma reviravolta muito agradável. Não é o meu livro preferido da autora, mas vale só pelas cartas do "B". Como a linha temporal do presente comprova, emails e mensagens de texto não são a mesma coisa... 


Classificação: 4


Enredos: dupla linha temporal, amor proibido, traição, mistério. 


Fonte

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Opinião: "O Meu Coração Entre Dois Mundos"

Título original: Still Me
Autor: Jojo Moyes
Série: Me Before You #3
Tradutor: Ana Maria Chaves e Márcia Montenegro
Editor: Porto Editora
Edição/reimpressão: Outubro de 2018
ISBN: 9789720030979
Páginas: 472


Sinopse: Quando Lou Clark chega a Nova Iorque está convencida de que vai conseguir recomeçar uma nova vida e sente-se confiante para enfrentar todos os desafios, apesar dos milhares de quilómetros que a separam de Sam. Lou está determinada a aproveitar o mais possível a situação em que se encontra – vive e trabalha em Manhattan para uma família super-rica e vê-se inserida na alta sociedade nova-iorquina. E é assim que conhece Joshua Ryan, um homem que lhe traz recordações do passado. Em breve, Lou ver-se-á perturbada por aquele encontro, o que a leva a questionar-se sobre quem é a verdadeira Lou Clark e como poderá reconciliar as duas partes de um coração separado por um oceano.

Jojo Moyes dá vida, uma vez mais, a Lou Clark – a personagem de Viver depois de ti e Viver sem ti -, através de uma história que nos fala de lealdade, escolhas e, sobretudo, esperança.


A minha opinião: (Contém spoilers para o livro anterior e alguns para este) Como fiz para os livros anteriores da série, vou começar por fazer alguns reparos em relação à edição portuguesa:
  • a tradução do título. Embora seja até bastante apropriado à história, teria gostado muito mais se tivesse sido Ainda Eu
  • a capa. Ainda que a modelo da capa não corresponda à minha imagem da Lou, é uma boa capa que representa bastante bem a história. 
Tinha grandes expectativas para o final da história da Lou. Infelizmente, fiquei um bocadinho decepcionada... Pensei que fosse uma confirmação do amor entre a Lou e o Sam e, embora seja, não gostei da forma como a autora lá chegou. 

Começa onde o anterior terminou, com Lou a chegar a Nova Iorque onde será uma espécie de dama de companhia. A adaptação não é muito fácil, pois não só os novos patrões são de um mundo à parte, a sua nova patroa, a segunda mulher de um empresário rico, e imigrante na América, começa a depender em demasia dela. Lou acaba enredada numa teia de enganos e decepções na qual não sabe muito bem como navegar. 

Como se isso não bastasse, a diferença de horários e a natureza do trabalho de ambos faz com que a comunicação com o Sam não seja fácil. E quando ele a vem visitar não corre muito bem. E ainda há a nova colega do Sam da qual a Lou não consegue deixar de sentir ciúmes... 

E depois há o pormenor que quase me fez desistir do livro: numa festa na qual a patroa insiste que Lou a acompanhe, ela conhece um homem que podia ser um sósia do Will. A sério??? Não podia ser só alguém que a fizesse lembrar-se dele, não, tinha de ser fisicamente parecido... Tão desnecessário... 

Enfim, o Sam faz porcaria (que decepção Sam! E eu que era tão tua fã...), a Lou começa a adaptar-se à sua nova vida só para ver o tapete ser puxado de debaixo dos seus pés e acaba por se envolver com o doppelganger do Will. Mas as parecenças dele com o Will que a Lou e nós conhecemos são apenas físicas e ela lá acaba por se aperceber disso. 

No final, Lou tem de escolher entre conformar-se ou ser fiel a si mesma e todos sabemos o que o Will teria querido que ela escolhesse. É um final apropriado para a sua jornada, uma jornada de auto-conhecimento e independência. Continuo a adorar a Lou, mas acho que ela merecia melhor... 

O que realmente fez a história valer a pena, para mim, foram as personagens secundárias: a irmã da Lou, também ela numa viagem de auto-conhecimento, a mãe, o pai, o avô e o sobrinho, a filha do Will e a vizinha idosa com o seu cãozinho chamado Dean Martin. Todos eles foram absolutamente deliciosos. 

Espero que a autora não continue a história. Eu, provavelmente, não irei ler. 


Classificação: 4


Fonte

domingo, 15 de julho de 2018

Opinião: "Viver Sem Ti"

Título original: After You
Autor: Jojo Moyes
Série: Me Before You #2
Tradutor: Ana Maria Chaves e Márcia Montenegro 
Editor: Porto Editora
Edição/reimpressão: Setembro de 2016
ISBN: 9789720048851
Páginas: 408


Sinopse: Como seguir em frente depois de se perder a pessoa amada? 
Como construir uma vida que valha a pena ser vivida?

Louisa Clark já não é uma jovem banal a viver uma vida banal. O tempo que passou com Will Traynor transformou-a, sendo agora uma pessoa diferente que tem de enfrentar a vida sem ele. Quando um insólito acidente obriga Lou a regressar a casa dos pais, é impossível não sentir que está de volta ao ponto de partida.
Lou sabe que precisa de um empurrão que a traga de novo à vida. E é assim que acaba por ir parar ao grupo de apoio Seguir em Frente, cujos membros partilham sentimentos, alegrias, frustrações e bolos intragáveis. Serão também eles que a levarão até Sam Fielding - um paramédico que trabalha entre a vida e a morte, e o único homem que talvez seja capaz de a compreender. Mas eis que uma personagem do passado de Will surge de repente e lhe altera todos os planos, lançando-a num futuro muito diferente…. Para Lou Clark, a vida depois de Will Traynor significa reaprender a apaixonar-se, com todos os riscos que isso implica.

Em Viver Sem Ti, Jojo Moyes traz-nos duas famílias, tão reais como a nossa, cujas alegrias e tristezas nos tocarão profundamente ao longo de uma história feita de surpresas.


A minha opinião: (Contém spoilers para o livro anterior) Como fiz para o livro anterior vou começar por despachar os problemas que tenho com a edição portuguesa:
  • a tradução do título. Depois de terem feito asneira com o título do livro anterior (traduziram Me Before You por Viver Depois de Ti) conseguiram safar-se bem com a tradução deste. Mas a verdade é que ambos significam precisamente o mesmo e não era suposto...
  • a capa. É bem melhor que a anterior, mas ainda assim é tão genérica...
Agora que já desabafei, Viver Sem Ti é tão bom! Começa um ano e meio depois da morte de Will. Depois de ter tentado seguir o pedido de Will e viver a vida intensamente, Lou acabou por regressar a Inglaterra e, depois de ter usado o dinheiro que ele lhe deixou para comprar um apartamento em Londres, trabalha agora num bar no aeroporto onde tem de usar um uniforme ridículo e aturar um patrão intragável.

Lou vive com culpa de sobrevivente e é isso que faz no fundo, sobrevive em vez de viver. Sofre com a perda de Will e sente que o está a desapontar por não cumprir o seu pedido, mas não consegue mudar. Está presa na rotina. Até que um dia tem um acidente e cai do telhado do prédio e todos pensam ter sido uma tentativa de suicídio. Incluindo o paramédico que a socorre. E a sua família...

Quando recupera do acidente, Lou aceita procurar ajuda e é assim que começa a frequentar as reuniões do grupo de apoio Seguir em Frente, cujos membros passaram todos por uma perda difícil de superar. E é através de um dos membros do grupo que o paramédico que a socorreu naquela noite volta a entrar na sua vida. O seu nome é Sam Fielding e parece ser o único que realmente compreende o que Lou está a passar. Poderá Sam ser a segunda hipótese de Lou?

Mas o que acontecerá quando uma personagem do passado de Lou reaparecer com uma oportunidade única na vida?

Continuo a adorar a Lou e fiquei tão contente quando soube que a autora ia continuar a história dela... Não foi o murro no estômago que foi o primeiro livro (nem poderia nunca ser...), mas aborda um assunto importante e que a sociedade tem dificuldade em compreender: o tempo de luto não é igual para toda a gente. Não existe um tempo apropriado para ultrapassar a morte de alguém que amamos. Na verdade nunca ultrapassamos, só aprendemos a viver com isso. E a pressão para que avancemos com a nossa vida é contra-produtiva.

Apesar de Lou não ter tido ainda o seu feliz para sempre, tem um feliz por agora. Estou muito curiosa para ler o último livro da série, Still Me, mas, por algum motivo, apesar de já ter sido publicado há um ano e meio, ainda não foi publicado em Portugal...

Fonte


Classificação: 5

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Opinião: "Viver Depois de Ti"

Título original: Me Before You
Autor: Jojo Moyes
Série: Me Before You #1
Tradutor: Ana Maria Chaves e Márcia Montenegro 
Editor: Porto Editora
Edição/reimpressão: Maio de 2013
ISBN: 9789720045775 
Páginas: 424

Sinopse: Lou Clark sabe muitas coisas. Sabe quantos passos deve dar entre a paragem do autocarro e a sua casa. Sabe que trabalha na casa de chá The Buttered Bun e sabe que não está apaixonada pelo namorado, Patrick. O que ela não sabe é que vai perder o emprego e que todas as suas certezas vão ser postas em causa.
Will Traynor sabe que o acidente de motociclo lhe tirou o desejo de viver. Sabe que agora tudo lhe parece triste e inútil e sabe como pôr fim a este sofrimento. O que não sabe é que Lou vai irromper na sua vida com toda a energia e vontade de viver. E nenhum deles sabe que as suas vidas vão mudar para sempre.

Em Viver depois de ti, Jojo Moyes aborda um tema difícil e controverso com sensibilidade e realismo, obrigando-nos a refletir sobre o direito à liberdade de escolha e as suas consequências.

A minha opinião: Deixem-me começar por despachar o que não gostei e que é exclusivo da edição portuguesa:
  • a tradução do título. Mas em que mundo é que Me Before You se traduz por Viver Depois de Ti? A sério, às vezes acho que fazem de propósito para chatear... E agora sempre quero ver como é que fazem para traduzir o título da sequela, Me After You...
  • a capa. Não é propriamente feia, mas este livro merecia algo melhor que uma imagem genérica de uma mulher a correr no campo rodeada por pássaros, já que isso não tem ABSOLUTAMENTE NADA a ver com a história... Eu compreendo que as editoras não queiram gastar muito dinheiro com as capas, mas podiam ter seguido a via da edição original e ter feito a capa apenas com as letras do título. Ou talvez com uma ilustração de uns collants às riscas amarelas e pretas. A sério, um bocadinho de imaginação e de cuidado aos pormenores não ficava nada mal...
  • a edição que li, e que é a primeira, precisava de uma pequena revisão, já que tem algumas gralhas.
Tirando isso, adorei tudo em Me Before You (vou usar o título original, porque me recuso a usar o português). É a história de Lou Clark que, após perder o único emprego que teve, num café da vila, e depois de passar por várias experiências no mercado de trabalho através do centro de emprego, acaba por aceitar tomar conta de um inválido. Os contornos do emprego são, no mínimo estranhos. Afinal, Lou não tem qualquer formação nem experiência na prestação de cuidados ao contrário de outros candidatos e é-lhe comunicado que o emprego será apenas por seis meses. Mas Lou precisa mesmo do emprego até porque a sua família também depende dele...

Contudo, Will Traynor não é um inválido qualquer. Ele ficou quadriplégico depois de ser atropelado por uma moto, mas antes era um homem que vivia para a adrenalina, quer a que retirava dos negócios, quer a que buscava em actividades radicais. Ficar preso a uma cadeira de rodas, com mobilidade apenas acima do pescoço e num dedo foi para ele um destino pior que a morte...

Apesar de ao início a convivência entre ambos ser difícil, a alegria e extravagância de Lou acabam por ser um bálsamo para Will, tornando os seus dias um bocadinho mais suportáveis. E Will parece ser o único que vê potencial em Lou (nem mesmo o namorado dela, Patrick, lhe dá o valor que ela merece) e incentiva-a a sonhar mais alto e a lutar para conseguir aquilo que quer, mesmo que ela própria não soubesse que o queria antes de o conhecer.

Aos poucos desenvolvem uma amizade que evolui para algo mais, mas conseguirá Lou convencer Will de que o que têm é suficiente?

Me Before You é um autêntico murro no estômago e a autora faz um trabalho brilhante na caracterização que faz do dia-a-dia de uma pessoa com quadriplegia, bem como da forma como é visto pelos que o rodeiam, mesmo por aqueles que lhe são mais próximos. Mas não se fica por aí e mostra-nos também o quanto a família de Will é afectada pelo que lhe aconteceu. E pega em assuntos tabu, como o romance com um inválido e o suicídio assistido e trata-os com uma sensibilidade que é tocante.

Adorei a Lou e o Will e mal posso esperar para ler a continuação (vou esperar pela tradução portuguesa apenas porque a minha mãe também é fã da autora e não lê em inglês...). Jojo Moyes está a tornar-se uma das minhas autoras favoritas e tenho pena que não lhe seja dado o devido valor pelo facto de ser uma mulher... Ela não escreve ficção feminina, ela escreve ficção, ponto. E fá-lo incrivelmente bem.

Ah, o livro foi este ano adaptado ao cinema (ainda não vi, mas quero muito ver) e há uma nova edição com a capa alusiva ao filme. Gosto muito mais do que da que tenho...


Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Opinião: "Retrato de Família"

Título original: Sheltering Rain
Autor: Jojo Moyes
Tradutor:
Editor: Porto Editora
Edição/reimpressão: Maio de 2011
ISBN: 9789720041951
Páginas: 416

Sinopse: 1953, Isabel II é coroada. A comunidade inglesa em Hong Kong reúne-se para celebrar o acontecimento. Para Joy, trata-se apenas de mais uma reunião enfadonha, idêntica a tantas outras. Mas a sua vida transformar-se-á nessa mesma noite ao conhecer o jovem oficial da Marinha Edward Ballantyne. A impulsiva proposta de casamento após um breve encontro parece ser a resposta a todos os desejos de Joy.

Mais de quarenta anos volvidos, Joy e Edward vivem na Irlanda e a sua relação com Kate, a filha, e Sabine, a neta de dezasseis anos, é distante e fria. Em Londres, Kate tenta resolver mais uma das suas inúmeras crises amorosas e, numa tentativa de proteger Sabine, decide que ela vá passar umas férias com os avós.

Para surpresa geral, Sabine parece adaptar-se bem à vida no campo e ao difícil temperamento da avó. Até que o súbito agravamento do estado de saúde de Edward obriga Kate a um inesperado regresso à casa de família, reabrindo as velhas feridas que a separam de Joy. Que segredos afastam mãe e filha? Poderá Sabine unir duas gerações tão diferentes, ou cairá também ela no silêncio que as separa?

A minha opinião: Retrato de Família tem início em 1953, quando a comunidade inglesa em Hong Kong está reunida para ouvir a coroação de Isabel II. Joy não está particularmente interessada na coroação, mas é nessa noite que conhece Edward, um jovem oficial da marinha, embora em circunstâncias bastante constrangedoras, uma vez que bebeu demasiado e acabou a vomitar...

No dia seguinte ele procura-a para saber como ela se sente e acabam por descobrir uma paixão comum por cavalos, e acabam também noivos.

Quarenta e quatro anos depois, o casal vive na Irlanda e prepara-se para receber em casa a sua neta Sabine. No entanto, Sabine e os avós mal se conhecem pois a sua mãe Kate afastou-se de casa quando ainda estava grávida e só voltou três vezes depois disso. O convívio entre Sabine e os avós é complicado de início, pois Sabine está muito habituada a ser independente e em casa dos avós não faltam regras. E depois há o facto de Edward se encontrar gravemente doente e da avó começar a comportar-se de forma cada vez mais estranha. Felizmente que tem Thom, Mrs. H e Annie a quem recorrer.

Entretanto, em Londres, Kate começa a questionar a sua vida e as suas escolhas. E o efeito das mesmas em Sabine. Quando o seu pai piora, Kate regressa a casa e enfrenta o passado. E quem sabe se o seu regresso à Irlanda não será exactamente aquilo de que precisava?

Esta é uma história familiar, com segredos e mistérios, e que vamos conhecendo aos poucos. Gosto muito deste tipo de histórias, mas faltou algo nesta para me encantar verdadeiramente. Acho que teria gostado mais se a história do passado, em Hong Kong, tivesse sido mais desenvolvida... Gostei, mas não adorei. Mas há que ter em conta que este foi o primeiro livro da autora e já tive oportunidade de confirmar que a prática, neste caso, levou mesmo à perfeição!

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2014, Mount TBR 2014 e What's in a Name? 2014 (Type or element of weather

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Opinião: "Silver Bay - A Baía do Desejo"

Título original: Silver Bay
Autor: Jojo Moyes
Tradutor: Elsa T. S. Vieira
Editor: Porto Editora
Edição/reimpressão: Março de 2009
ISBN: 9789720041944
Páginas: 416

Sinopse: Mike Dormer chega a Silver Bay, uma pacata vila costeira da Austrália, com um único e secreto intuito que abalará por completo a vida dos seus habitantes.

Mas Silver Bay reserva-lhe um destino diferente.

Liza McCullen e a sua filha Hannah, de dez anos, residem no familiar Hotel Silver Bay - tão excêntrico como a sua proprietária Kathleen - onde Mike se hospeda. As suas personalidades enigmáticas exercerão um fascínio inexplicável sobre o pragmático executivo londrino, que se deixará envolver irremediavelmente pelos membros da pequena comunidade de Silver Bay e pela magia que descobre no seu modo de vida. Em pouco tempo, Mike sentir-se-á dividido entre a culpa e o desejo, a responsabilidade... e a paixão inesperada. Paralelamente, a vida de Liza sofrerá uma reviravolta inevitável.

Prisioneiros de uma perigosa teia de segredos e mentiras, estarão eles preparados para enfrentar os acontecimentos que se avizinham?

A minha opinião: A vontade de ler este livro foi despertada quando li a opinião da Célia no Estante de Livros. Quero dizer, uma história de amor e família, com segredos revelados e que ainda por cima mete golfinhos e baleias? Parecia escrito para mim! A partir daí estive sempre atenta para ver se conseguia apanhar uma promoção e adquiri-lo a um preço mais simpático. E não é que era um dos livros do dia na Feira do Livro este ano no único dia em que lá consegui ir? Ah pois é, veio logo comigo para casa!

Silver Bay é o nome de uma pequena vila na Austrália, um local mágico, mas até agora resguardado do progresso. Contudo, tudo isso está prestes a mudar pois uma empresa inglesa tem um projecto para um mega resort no local. E é esse projecto que leva Mike Dormer, incógnito, a Silver Bay. O que ele não esperava era apaixonar-se pela vila e pelas pessoas que rapidamente o adoptam como um dos seus. E especialmente não esperava apaixonar-se por Liza McCullen e pela sua filha Hannah...

E é ao ver a vila pelos olhos dos locais que Mike começa a perceber que o empreendimento (e o acréscimo de turistas e de actividades náuticas) trará mais mal do que bem e será particularmente nocivo para as baleias, possivelmente causando com que estas se afastem e alterem o seu percurso migratório. E quando testemunha pessoalmente o quanto a interferência humana é nociva para as baleias, Mike decide encontrar um local alternativo para o empreendimento. Mas quando a sua verdadeira identidade é revelada, toda a vila se revolta contra Mike e trata-o como um traidor. Conseguirá Mike recuperar a confiança das pessoas de Silver Bay, salvar a vila e reconquistar a mulher que ama?

Quem segue as minhas opiniões aqui no blog já percebeu com certeza que tenho uma especial predilecção por histórias familiares, especialmente se houver um pouco de mistério à mistura. E é isso que podemos encontrar em Silver Bay, sendo que a família aqui não se limita à que habita o Hotel Silver Bay, estende-se também aos observadores de baleias, frequentadores assíduos do hotel e que constituem, assim, uma família alargada. E quanto ao mistério, este apresenta-se na forma de um segredo do passado do qual apenas têm conhecimento Liza, Hannah e Kathleen, a tia de Liza e proprietária do hotel. A paixão de Liza pelas baleias (e restante vida marinha em geral) é comovente e, de certo modo, contagia as restantes personagens. Hannah é uma miúda fantástica, também ela capaz de lutar apaixonadamente por aquilo em que acredita e que defende. Mike sofre uma transformação ao longo da história passando de um homem de certa forma apático e conformado, a um homem apaixonado e capaz dos maiores sacrifícios para proteger os que ama. Mas a minha personagem favorita foi Kathleen, uma mulher sem papas na língua e com uma percepção incomum (como diria uma amiga minha, ela apanha umas ondas..., mas apanha-as sempre).

Adorei esta história e fiquei com muita vontade de ler os outros livros de Jojo Moyes publicados por cá.  

Classificação: 5

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Este livro conta para o Desafio Fall Into Reading 2012 e Color Coded 2012.