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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Opinião: "No Good Duke Goes Unpunished"

Autor: Sarah MacLean
Série: The Rules of Scoundrels #3
Editor: Avon
Edição/reimpressão: Novembro de 2013
ISBN: 9780062065407
Páginas: 400


Sinopse: A rogue ruined . . .

He is the Killer Duke, accused of murdering Mara Lowe on the eve of her wedding. With no memory of that fateful night, Temple has reigned over the darkest of London’s corners for twelve years, wealthy and powerful, but beyond redemption. Until one night, Mara resurfaces, offering the one thing he’s dreamed of . . . absolution.

A lady returned . . .

Mara planned never to return to the world from which she’d run, but when her brother falls deep into debt at Temple’s exclusive casino, she has no choice but to offer Temple a trade that ends in her returning to society and proving to the world what only she knows...that he is no killer.

A scandal revealed . . .

It’s a fine trade, until Temple realizes that the lady—and her past—are more than they seem. It will take every bit of his strength to resist the pull of this mysterious, maddening woman who seems willing to risk everything for honor . . . and to keep from putting himself on the line for love.


A minha opinião: Há doze anos Temple (William Harrow, Marquês de Chapin, e herdeiro do ducado de Lamont) acordou numa cama estranha coberto de sangue e sem memória do que se passou nessa noite. A cama era de Mara Lowe, a jovem com quem o seu pai se iria casar nesse dia e que Temple nunca tinha conhecido. Todos acreditam que Temple a matou e se livrou do corpo, incluindo Temple.

E, por isso, ele tem passado os últimos doze anos a castigar-se pelo seu pecado. No clube de jogo The Fallen Angel, do qual é sócio, Temple é a última hipótese que os jogadores têm de recuperar o que perderam: se o vencerem numa luta no ringue. Até hoje, ninguém conseguiu.

Christopher Lowe, o irmão da mulher que Temple supostamente matou, quer ter a oportunidade de ver a sua dívida perdoada, mas, por ser quem é, Temple recusa lutar com ele. E é aí que recebe uma visita do além na sua casa...

A verdade é que Mara enganou Temple para escapar ao casamento com o pai dele. O seu plano era fingir que tinha perdido a virgindade e, assim, o seu futuro marido perderia o interesse nela e não a procuraria. Por isso, ela droga Temple e leva-o para o quarto onde se beijam até ele apagar e ela cobre-o com sangue de porco na cama. Mas claro que sendo completamente inexperiente, ela usa tanto sangue que todos pensam que ele a matou.

E aqui ela está mesmo muito mal. Sabendo o que todos pensavam, ela nunca se chegou à frente para o inocentar e deixou-o arcar com a culpa e o estigma todos estes anos. Mas agora ela procura Temple e propõe-lhe inocentá-lo em troca dele perdoar a dívida do irmão. Temple aceita, mas tem condições próprias.

Descobrir que não é o assassino que todos pensam que é desperta em Temple uma mixórdia de sentimentos: alívio, raiva, desejo de vingança. Ele pensa que nunca conseguirá perdoar Mara e ela, que até então nunca sentiu a necessidade de obter o perdão dele, ao conhecer o homem que injustiçou, percebe que não o merece.

Não é fácil gostar de Mara, até porque é muito fácil gostar de Temple. Mas é aqui que a autora é genial. Ao mostrar-nos os motivos que a levaram a agir como agiu, conseguimos compreender e até empatizar. E o Temple é fantástico do início ao fim. Ele só queria vingança, mas à medida que vai conhecendo Mara, e a vida que tem levado nestes doze anos (ela fundou um orfanato fingindo ser viúva), acaba por se apaixonar. 

Não estava à espera, mas este acabou por ser o meu preferido da série, pelo menos, até agora. Afinal, o final trás uma revelação para o próximo livro que eu nunca iria adivinhar...


Classificação: 5


Tropes: luxúria à primeira vista, inimigos a amantes, herói torturado, heroína difícil de gostar, amigos que são família 


Fonte

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Opinião: "One Good Earl Deserves a Lover"

Autor: Sarah MacLean
Série: The Rules of Scoundrels #2
Editor: Avon
Edição/reimpressão: Janeiro de 2013
ISBN: 9780062065391
Páginas: 385


Sinopse: Lady Philippa Marbury is . . . odd

The brilliant, bespectacled daughter of a double marquess cares more for books than balls, for science than the season, and for laboratories than love. She's looking forward to marrying her simple fiancé and living out her days quietly with her dogs and her scientific experiments. But before that, Pippa has two weeks to experience all the rest—fourteen days to research the exciting parts of life. It's not much time, and to do it right she needs a guide familiar with London's darker corners.

She needs . . . a Scoundrel

She needs Cross, the clever, controlled partner in London's most exclusive gaming hell, with a carefully crafted reputation for wickedness. But reputations often hide the darkest secrets, and when the unconventional Pippa boldly propositions him, seeking science without emotion, she threatens all he works to protect. He is tempted to give Pippa precisely what she wants . . . but the scoundrel is more than he seems, and it will take every ounce of his willpower to resist giving the lady more than she ever imagined.


A minha opinião: One Good Earl Deserves a Lover é o segundo livro da série e a sua história tem início logo a seguir ao final do primeiro. Os protagonistas são Lady Philippa Marbury (a irmã de Penelope, a heroína do primeiro) e Cross (Jasper Arlesey, conde de Harlow, e sócio do clube de jogo The Fallen Angel, juntamente com Temple, Chase e Bourne, o herói do primeiro livro).

Pippa está noiva de Lord Castleton e o casamento realizar-se-á em catorze dias. Mas Pippa é uma cientista e, antes de aceitar ser sua mulher, necessita saber exactamente o que sucede entre um homem e uma mulher casados. Mais precisamente, o que sucede no leito matrimonial…

E para isso, resolve pesquisar no pouco tempo que lhe resta. E solicita a ajuda de Cross, que procura no clube do qual também é sócio o seu cunhado. Afinal, Cross também tem uma mente analítica, já que é ele o contabilista do clube, e a sua reputação de sedutor é lendária entre as senhoras da sociedade. E ela não pretende que ele a arruíne, apenas que lhe dê umas lições…

Cross, cujo nome deriva da enorme cruz que carrega nos ombros derivada de um erro do passado que ele julga ter-lhe custado o futuro, bem tenta livrar-se dela, mas se há uma coisa que Pippa é, é persistente. E a ideia de que ela possa recorrer a outro para obter as lições que pretende é algo que Cross não pode permitir.

E é assim que Pippa se vê completamente seduzida por Cross sem que ele lhe toque com um dedo sequer. Apenas a sua voz e os seus comandos são suficientes. E quanto mais conhece Pippa, mais encantado Cross fica. E são as características dela que os outros acham estranhas que ele acha mais encantadoras…

Mas quando o passado de Cross ameaça a felicidade futura de Pippa, ele não hesita em protegê-la e em chegar-se à frente para fazer o que devia ter feito há sete anos, mas era demasiado imaturo para perceber a importância da responsabilidade.

Gostei muito de Cross e de Pippa. São um casal invulgar e perfeitos um para o outro (ela admira a estrutura óssea dele e ele admira todas as estranhezas dela). E a forma como ela o salva de fazer o derradeiro sacrifício é fantástica! 

Desta feita cada capítulo começa com um excerto do diário cientifico de Pippa, facto que adorei. E voltei a adorar os restantes sócios do The Fallen Angel, sempre prontos para dar uma mãozinha para assegurar a felicidade dos restantes...


Classificação: 4


Tropes: pela ciência, lições de sedução, nem precisa de lhe tocar, herói torturado, estás melhor sem mim, amigos que são família 



domingo, 28 de março de 2021

Opinião: "A Rogue by Any Other Name"

Autor: Sarah MacLean
Série: The Rules of Scoundrels #1
Editor: Avon
Edição/reimpressão: Março de 2012
ISBN: 9780062065384
Páginas: 387


Sinopse: What a scoundrel wants, a scoundrel gets. . .

A decade ago, the Marquess of Bourne was cast from society with nothing but his title. Now a partner in London's most exclusive gaming hell, the cold, ruthless Bourne will do whatever it takes to regain his inheritance—including marrying perfect, proper Lady Penelope Marbury.

A broken engagement and years of disappointing courtships have left Penelope with little interest in a quiet, comfortable marriage, and a longing for something more. How lucky that her new husband has access to an unexplored world of pleasures.

Bourne may be a prince of London's illicit underworld, but he vows to keep Penelope untouched by its wickedness—a challenge indeed as the lady discovers her own desires, and her willingness to wager anything for them . . . .even her heart.


A minha opinião: Há dez anos Michael Lawer, o Marquês de Bourne perdeu tudo excepto o título para o homem em quem o seu falecido pai confiou para ser seu guardião. Aproveitando a ingenuidade e a confiança do jovem marquês, o Visconde Langford manipulou-o a apostar tudo num jogo de cartas e deixou-o sem nada. Uma traição ainda mais penosa por se tratar do pai do seu melhor amigo, Thomas Alles. 

O desejo de vingança e a vontade de recuperar as terras que perdeu alimentaram Michael que, actualmente tem uma fortuna consideravelmente maior do que a que perdeu, ainda que se tenha retirado da sociedade civilizada. Em sociedade com outros três homens, ele é dono da mais famosa casa de jogo de Londres, o que lhe dá acesso, não só a riqueza, mas também a poder... 

Finalmente a oportunidade para redenção surge quando Langford perde as suas terras num jogo de cartas para outro vizinho que as junta ao dote da sua filha mais velha, Lady Penelope Marbury. A sua antiga amiga de infância. Com quem tem agora de casar para recuperar as suas terras... 

Penelope nunca esqueceu o seu amigo, nem perdeu a esperança de o ver regressar à sua casa de família. Não esperava reencontrá-lo no mesmo dia em que, inexplicavelmente, o seu outro amigo de infância, Tommy, a pede em casamento e em que descobre que o seu dote foi reforçado... Ela esteve noiva um dia, mas o noivado foi terminado e o seu antigo noivo acabou por casar com a mulher que realmente amava. Depois disso, Penelope decide que só casará por amor, o que a leva a rejeitar os pedidos que recebe. 

Michael está na antiga casa da sua família a decidir os seus próximos passos quando se depara com Penelope sozinha a deambular. A oportunidade é demasiado boa para desperdiçar e ele rapta-a para forçar o casamento. O que acaba por acontecer já que, ainda que a "virtude" de Penelope não tenha sido perdida, ao passarem a noite juntos, a sua reputação perdeu-se. 

Ele não tem interesse num casamento a sério e pretende dar a Penelope liberdade para fazer o que quiser, mas ela tem duas irmãs mais novas e exige que finjam que o casamento deles é uma união por amor até que as irmãs assegurem as suas próprias uniões. Mas, quanto mais tempo passam juntos, menos têm de fingir... Contudo, a sua união com Penelope acaba por dar a Michael a arma que precisa para conseguir a sua vingança. Infelizmente, também significará a desgraça de Tommy e isso é algo que Penelope nunca conseguirá perdoar. No final, o que será mais importante para Michael, a vingança ou o amor? 

Gostei tanto da história destes dois! Adorei a inclusão da correspondência entre eles no início de cada capítulo, que nos dá uma melhor perspectiva da sua amizade e também da amizade deles com o Tommy. A Penelope é fantástica e revela-se uma mulher muito forte e determinada. E adorei a relação do Michael com os sócios e amigos. Adorei o facto deles terem percebido o que ele sentia pela Penelope antes dele próprio se aperceber e de como manipularam situações para o forçar a tomar decisões. Estou muito curiosa para saber o que a autora lhes reservou, sobretudo depois de ler aquele epílogo... 


Classificação: 4


Tropes: amigos a amantes, vingança, casamento forçado, amigos que são família