Título original: The Confessor
Autor: Daniel Silva
Série: Gabriel Allon #3
Tradutor: Maria João Freire de Andrade
Editor: Bertrand Editora
Edição/reimpressão: Outubro de 2005
ISBN: 9722514393
Páginas: 356
Sinopse: Gabriel Allon, restaurador de arte, tenta esquecer o seu passado nos serviços secretos. Mas Benjamin Stern, seu amigo, um professor que se tornou muito conhecido com o seu trabalho sobre o Holocausto, é assassinado em Munique. Allon volta a ser chamado.
A Polícia alemã parece certa de que Stern foi morto por extremistas de direita. Allon duvida. Sobretudo porque desapareceu tudo o que fazia parte da investigação de Stern para o livro que estava a escrever.
Entretanto, o novo Papa, em Roma, passeia pelo jardim enquanto reflecte num plano perigoso que tenciona accionar. Se for bem sucedido, revolucionará a Igreja. Mas se falhar, poderá destruí-la.
Os destinos destes dois homens vão cruzar-se. Segredos há muito enterrados, feitos impensáveis, virão à superfície. E a vida de ambos irá alterar-se irremediavelmente.
A minha opinião: Nunca pensei que demoraria tanto tempo a ler este livro. Na verdade, quando lhe peguei, pensei que o iria devorar rapidamente, mas a malvada da constipação que não me larga não me deixou com grande ânimo para leituras... Finalmente terminei-o, mas como o li quase todo em Dezembro, foi contabilizado nas leituras de 2010.
Gostei bastante deste livro e, apesar de ser o terceiro livro de uma série e não ter lido os dois primeiros, não me senti perdida na história até porque o autor faz referência a factos passados nos livros anteriores sempre que esses factos são relevantes. Mas vou, sem dúvida, querer ler os restantes livros da série para ter uma melhor ideia do que se passou.
Quanto à história propriamente dita, inicia-se com o assassinato de Benjamin Stern, um professor israelita a viver em Munique, amigo de Gabriel Allon, também ele israelita e ex-membro dos serviços secretos israelitas, a viver sob uma falsa identidade como restaurador de arte em Veneza. Embora a morte de Benjamin tenha sido atribuída a extremistas de direita, Gabriel não acredita e decide investigar por conta própria. E o que encontra é uma vasta conspiração no seio da igreja católica romana para esconder um segredo terrível e vergonhoso.
É um thriller ao estilo dos de Dan Brown, mas com um ritmo mais lento, mais compassado. O que é que faltou, na minha opinião? Um pouco mais de romance, isto porque a cena do beijo é muito fraquinha... Sabem qual é, a cena há muito aguardada em que os protagonistas masculino e feminino finalmente cedem à atracção que sentem um pelo outro e se beijam, e que geralmente ocorre, ou imediatamente antes do clímax da acção quando não sabem se sobreviverão, ou quando o perigo já passou e constatam que ambos sobreviveram. Aqui quase não se dá por ela. E é pena.
Enfim, gostei, mas não adorei. Mas vou, sem dúvida, ler mais livros do autor.
Classificação: 3
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Balanço final do desafio Fall Into Reading 2010
ATTENTION: This post will be written in Portuguese and English.
Hoje começa o Inverno, o que significa que o desafio Fall Into Reading 2010 terminou ontem.
Como já suspeitava, fui demasiado optimista... Dos 5 livros que me propus ler, apenas li 2:
Rebecca, de Daphne du Maurier (terminar) - terminado
Uma Voz na Noite, de Sandra Brown - terminado
Contudo, li um outro livro e iniciei um segundo (do qual já vou quase a meio), pelo que julgo que o balanço de leitura neste Outono foi positivo!
Assim, esta é a lista de livros que li para o desafio:
Rebecca, de Daphne du Maurier (terminado)
Uma Voz na Noite, de Sandra Brown
A Medida do Mundo, de Daniel Kehlmann
O Confessor, de Daniel Silva (iniciado)
Gostei de todos eles, mas se tivesse de escolher um preferido seria Uma Voz na Noite. Sandra Brown está a tornar-se uma das minhas autoras preferidas. A forma como entrelaça romance com mistério e suspense é genial!
Quanto aos livros que ficaram pelo caminho, o Heat Wave estava encomendado, mas acabou por não chegar (mas ainda não desisti dele...), o Jogo de Espelhos espero ainda conseguir ler até ao final do ano, e O Doutor Jivago terá de ficar para o ano.
A parte do desafio de que mais gostei (para além da leitura propriamente dita) foi responder às perguntas que a organizadora do desafio, a Katrina, colocava semanalmente no blog Callapidder Days.
Portanto obrigada, Katrina, pela organização deste desafio. Para o ano vou voltar a participar, sem dúvida, e vou também participar no desafio da Primavera (se não me esquecer entretanto, é claro...).
A Medida do Mundo, de Daniel Kehlmann
O Confessor, de Daniel Silva (iniciado)
Gostei de todos eles, mas se tivesse de escolher um preferido seria Uma Voz na Noite. Sandra Brown está a tornar-se uma das minhas autoras preferidas. A forma como entrelaça romance com mistério e suspense é genial!
Quanto aos livros que ficaram pelo caminho, o Heat Wave estava encomendado, mas acabou por não chegar (mas ainda não desisti dele...), o Jogo de Espelhos espero ainda conseguir ler até ao final do ano, e O Doutor Jivago terá de ficar para o ano.
A parte do desafio de que mais gostei (para além da leitura propriamente dita) foi responder às perguntas que a organizadora do desafio, a Katrina, colocava semanalmente no blog Callapidder Days.
Portanto obrigada, Katrina, pela organização deste desafio. Para o ano vou voltar a participar, sem dúvida, e vou também participar no desafio da Primavera (se não me esquecer entretanto, é claro...).
Today Winter starts which means the Fall Into Reading 2010 challenge ended yesterday.
As I suspected, I was too optimistic... Of the 5 books I planned to read I only read 2:
As I suspected, I was too optimistic... Of the 5 books I planned to read I only read 2:
Rebecca, by Daphne du Maurier (finish) - finished
However, I did read another book and started another (and I'm almost reaching half of it), so I think the balance of my reading this Fall is positive!
So, this is the list of books I read for the challenge:
Rebecca, by Daphne du Maurier (finished)
Hello, Darkness, by Sandra Brown
Measuring the World, by Daniel Kehlmann
The Confessor, by Daniel Silva (started)
I liked them all, but if I had to pick a favorite it would be Hello, Darkness. Sandra Brown is becoming one of my favorite authors. The way she intertwines romance with mistery and suspense is brilliant!
Hello, Darkness, by Sandra Brown
Measuring the World, by Daniel Kehlmann
The Confessor, by Daniel Silva (started)
I liked them all, but if I had to pick a favorite it would be Hello, Darkness. Sandra Brown is becoming one of my favorite authors. The way she intertwines romance with mistery and suspense is brilliant!
As for the books that didn't get read, I had Heat Wave ordered but it didn't arrive (but I haven't given up on it yet...), I still hope to read They Do It With Mirrors till the end of the year, and Doctor Zhivago will have to wait till next year.
The part of the challenge I liked the best (besides doing the actual reading) was answering the questions Katrina, the organizer of the challenge, placed weekly on her blog Callapidder Days.
So thanks Katrina for organizing this challenge. Next year I'll participate again, no doubt, and I'll also participate in the Spring challenge too (if I don't forget it till then, of course...).
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Opinião: "A Medida do Mundo"
Título original: Die Vermessung der Welt
Autor: Daniel Kehlmann
Tradutor: Maria das Mercês Peixoto
Colecção: Grandes Narrativas nº 348
Editor: Editorial Presença
Edição/reimpressão: Março de 2007
ISBN: 9789722337151
Páginas: 224
Sinopse: Este romance, ao retratar as personalidades de dois gigantes do Iluminismo alemão, Alexander von Humboldt e Carl Friedrich Gauss, configura de alguma forma uma magnífica fábula do Século das Luzes. A narração começa quando os dois eminentes sábios se encontram em Berlim, no ano de 1828. O autor recria as vidas dos dois homens, revisitando os meios políticos, científicos e culturais da época, com uma arte inexcedível para dar colorido às situações, captar as idiossincrasias de duas personalidades tão diferentes e tudo isto com uma equilibrada economia de expressão, qualidades que propiciam humor e divertimento, suscitando, por outro lado, inevitáveis reflexões sobre as limitações humanas. Humboldt, aristocrata e asceta, fanático da medida, torna-se um dos fundadores da moderna geografia graças às suas incansáveis explorações pelo mundo, enquanto Gauss, o Príncipe das Matemáticas, prefere ficar sentado à secretária fazendo cálculos, exilado de um futuro a que sente pertencer. Apesar destas incomensuráveis diferenças, ambos têm em comum o anseio de transformar o mundo em cálculos verificáveis pela Razão, outras tantas fórmulas para desvendar os segredos do Universo. A Medida do Mundo manteve-se durante cerca de um ano à cabeça das tabelas de vendas na Alemanha, onde vendeu até agora mais de um milhão de exemplares, destronando sucessivamente Harry Potter e O Código Da Vinci. Com este seu romance já traduzido em 34 países, Daniel Kehlmann é considerado um renovador da literatura de ficção em língua alemã.
A minha opinião: Desconhecia totalmente a existência deste livro até o mesmo ter sido o Livro da Semana da Editorial Presença e simplesmente não resisti, tive de aproveitar a promoção... E porquê? Porque sendo geógrafa, Humbolt é uma figura incontornável na minha área e, embora tivesse uma ideia geral do seu trabalho, pensei que esta seria a forma ideal de saber mais sobre o seu percurso de vida.
E, de facto, o autor faz um excelente trabalho de recriação dos sentimentos e motivações por detrás das decisões e actos dos dois protagonistas, Humboldt e Gauss. Contudo esta não é uma história muito fácil de ler, pelo menos para mim não foi, uma vez que a história não é contada cronologicamente, o que ainda se torna mais confuso quando são dois protagonistas.
No fundo esta é a história de uma forte amizade entre dois génios completamente diferentes: Humbolt é optimista, atlético, aventureiro, tem sede de conhecimento e descoberta pela experimentação e exploração, enquanto Gauss é melancólico, extremamente pessimista, privilegia o raciocínio lógico e abomina o "trabalho de campo". Mas apesar de tão diferentes, têm também pontos em comum como a paixão pelo rigor, a excentricidade (cada qual à sua maneira) e a dificuldade de viver em sociedade e de acordo com as regras de comportamento da mesma.
Gostei muito deste livro, mas tenho pena que não tivesse sido mais desenvolvido, até porque o autor deixa no ar um "boato" que acabei por não conseguir perceber se seria verdadeiro ou uma liberdade artística do autor.
Deixo aqui as fotos dos protagonistas do livro, com os links para as respectivas páginas da Wikipédia (basta clicar nos nomes).
Autor: Daniel Kehlmann
Tradutor: Maria das Mercês Peixoto
Colecção: Grandes Narrativas nº 348
Editor: Editorial Presença
Edição/reimpressão: Março de 2007
ISBN: 9789722337151
Páginas: 224
Sinopse: Este romance, ao retratar as personalidades de dois gigantes do Iluminismo alemão, Alexander von Humboldt e Carl Friedrich Gauss, configura de alguma forma uma magnífica fábula do Século das Luzes. A narração começa quando os dois eminentes sábios se encontram em Berlim, no ano de 1828. O autor recria as vidas dos dois homens, revisitando os meios políticos, científicos e culturais da época, com uma arte inexcedível para dar colorido às situações, captar as idiossincrasias de duas personalidades tão diferentes e tudo isto com uma equilibrada economia de expressão, qualidades que propiciam humor e divertimento, suscitando, por outro lado, inevitáveis reflexões sobre as limitações humanas. Humboldt, aristocrata e asceta, fanático da medida, torna-se um dos fundadores da moderna geografia graças às suas incansáveis explorações pelo mundo, enquanto Gauss, o Príncipe das Matemáticas, prefere ficar sentado à secretária fazendo cálculos, exilado de um futuro a que sente pertencer. Apesar destas incomensuráveis diferenças, ambos têm em comum o anseio de transformar o mundo em cálculos verificáveis pela Razão, outras tantas fórmulas para desvendar os segredos do Universo. A Medida do Mundo manteve-se durante cerca de um ano à cabeça das tabelas de vendas na Alemanha, onde vendeu até agora mais de um milhão de exemplares, destronando sucessivamente Harry Potter e O Código Da Vinci. Com este seu romance já traduzido em 34 países, Daniel Kehlmann é considerado um renovador da literatura de ficção em língua alemã.
A minha opinião: Desconhecia totalmente a existência deste livro até o mesmo ter sido o Livro da Semana da Editorial Presença e simplesmente não resisti, tive de aproveitar a promoção... E porquê? Porque sendo geógrafa, Humbolt é uma figura incontornável na minha área e, embora tivesse uma ideia geral do seu trabalho, pensei que esta seria a forma ideal de saber mais sobre o seu percurso de vida.
E, de facto, o autor faz um excelente trabalho de recriação dos sentimentos e motivações por detrás das decisões e actos dos dois protagonistas, Humboldt e Gauss. Contudo esta não é uma história muito fácil de ler, pelo menos para mim não foi, uma vez que a história não é contada cronologicamente, o que ainda se torna mais confuso quando são dois protagonistas.
No fundo esta é a história de uma forte amizade entre dois génios completamente diferentes: Humbolt é optimista, atlético, aventureiro, tem sede de conhecimento e descoberta pela experimentação e exploração, enquanto Gauss é melancólico, extremamente pessimista, privilegia o raciocínio lógico e abomina o "trabalho de campo". Mas apesar de tão diferentes, têm também pontos em comum como a paixão pelo rigor, a excentricidade (cada qual à sua maneira) e a dificuldade de viver em sociedade e de acordo com as regras de comportamento da mesma.
Gostei muito deste livro, mas tenho pena que não tivesse sido mais desenvolvido, até porque o autor deixa no ar um "boato" que acabei por não conseguir perceber se seria verdadeiro ou uma liberdade artística do autor.
Deixo aqui as fotos dos protagonistas do livro, com os links para as respectivas páginas da Wikipédia (basta clicar nos nomes).
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Opinião: "Uma Voz na Noite"
Tradutor: Lídia Geer
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Outubro de 2010
ISBN: 9789898228390
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Outubro de 2010
ISBN: 9789898228390
Páginas: 450
Sinopse: A história apaixonante de uma mulher assombrada pelo passado e presa num pesadelo que ameaça destruir o seu futuro. Uma narrativa brilhante, rápida, cheia de tensão sexual, por uma das autoras mais populares da América.
Para Paris Gibson, o seu popular programa de rádio nocturno é ao mesmo tempo uma fuga e o seu contacto real com o mundo exterior.
Desde que se mudou para Austin para mitigar a dor dos passados erros trágicos, Paris leva uma vida solitária, ganhando vida apenas quando apresenta o seu programa. Para os ouvintes fiéis, é uma amiga sensata e de confiança, que não só acede aos seus pedidos de música, como ouve também os seus problemas e, ocasionalmente, dá conselhos.
O mundo de isolamento de Paris é, porém, gravemente ameaçado quando um ouvinte - um homem que se identifica apenas como «Valentino» - lhe diz que os conselhos que deu à mulher que ele ama a levaram a abandoná-lo e que agora ele próprio pretende vingar-se. Primeiro, planeia matar a rapariga, que já raptou, dali a 72 horas, e a seguir virá atrás de Paris.
Com a ajuda da polícia de Austin, Paris entra numa corrida contra o tempo, num esforço para encontrar Valentino antes de ele poder cumprir a ameaça de matar - e de matar de novo. Para seu espanto, descobre que uma das pessoas com quem tem de trabalhar é o psicólogo criminal Dean Malloy, um homem com quem partilha um passado que teve um efeito catastrófico na vida de ambos. A sua presença desperta paixões antigas, obrigando Paris a confrontar as memórias dolorosas que tentava esquecer.
Enquanto o relógio continua a avançar, e as ameaças de Valentino de se aproximar se vão tornando realidade, Paris vê-se de repente obrigada a lidar com um assassino que, afinal, pode não ser um desconhecido.
Para Paris Gibson, o seu popular programa de rádio nocturno é ao mesmo tempo uma fuga e o seu contacto real com o mundo exterior.
Desde que se mudou para Austin para mitigar a dor dos passados erros trágicos, Paris leva uma vida solitária, ganhando vida apenas quando apresenta o seu programa. Para os ouvintes fiéis, é uma amiga sensata e de confiança, que não só acede aos seus pedidos de música, como ouve também os seus problemas e, ocasionalmente, dá conselhos.
O mundo de isolamento de Paris é, porém, gravemente ameaçado quando um ouvinte - um homem que se identifica apenas como «Valentino» - lhe diz que os conselhos que deu à mulher que ele ama a levaram a abandoná-lo e que agora ele próprio pretende vingar-se. Primeiro, planeia matar a rapariga, que já raptou, dali a 72 horas, e a seguir virá atrás de Paris.
Com a ajuda da polícia de Austin, Paris entra numa corrida contra o tempo, num esforço para encontrar Valentino antes de ele poder cumprir a ameaça de matar - e de matar de novo. Para seu espanto, descobre que uma das pessoas com quem tem de trabalhar é o psicólogo criminal Dean Malloy, um homem com quem partilha um passado que teve um efeito catastrófico na vida de ambos. A sua presença desperta paixões antigas, obrigando Paris a confrontar as memórias dolorosas que tentava esquecer.
Enquanto o relógio continua a avançar, e as ameaças de Valentino de se aproximar se vão tornando realidade, Paris vê-se de repente obrigada a lidar com um assassino que, afinal, pode não ser um desconhecido.
A minha opinião: Ufa! Confesso que após terminar a leitura deste Uma Voz na Noite me sentia cansada... Tal como em Calafrio, também aqui a acção se desenvolve a um ritmo alucinante, mas não existe aquela sensação de claustrofobia. Isso não significa que não tenha gostado de Uma Voz na Noite porque simplesmente adorei! Sandra Brown está a tornar-se uma das minhas autoras favoritas.
Apesar de também gostar muito do título original (Hello, Darkness), gostei muito da tradução encontrada pois adapta-se perfeitamente à história. Paris Gibson, a voz na noite a que se refere o título, é a estrela de um programa radiofónico nocturno de sucesso no qual mantém uma interactividade com os seus ouvintes, atendendo os seus telefonemas, conversando com eles e até aconselhando-os. Contudo, e apesar da fama, Paris faz questão de manter a sua privacidade, recusando-se a partilhar com o público algo mais que a sua voz.
Uma noite tudo muda para Paris quando atende o telefonema de um ouvinte, Valentino, que a culpa pelo facto de ter sido abandonado pela mulher que ama e lhe anuncia que a raptou e que a matará dentro de setenta e duas horas. Indecisa sobre a veracidade do telefonema, ainda assim Paris resolve contactar as autoridades de Austin e é assim que reencontra Dean Malloy, alguém que julgava ter ficado no seu passado, mas com quem partilha uma história que vamos ficando a conhecer, aos poucos, em flashbacks. Dean é um psicólogo criminal que trabalha na polícia e que é encarregue de averiguar a veracidade da ameaça de Valentino, ameaça essa que se revela verdadeira e que acaba por pôr em risco, também, a vida de Paris.
E mais não conto para não estragar as surpresas. E são muitas ao longo deste livro, característica que me parece ser habitual na autora. Mais uma vez me deixou a desconfiar de tudo e todos e sempre que parecia eliminar um suspeito da lista, acabava por surgir mais um pormenor que o voltava a tornar suspeito. Adorei o final, enganou-me bem, pois apesar de ter suspeitado da identidade do Valentino por várias vezes ao longo do livro, naquela altura já estava perfeitamente convencida da sua inocência.
Um outro pormenor que adoro nos livros de Sandra Brown é o facto de, apesar de existir um "grande" culpado cuja identidade se pretende descobrir, praticamente nenhuma personagem é completamente inocente, todas têm um segredo a esconder, todas têm comportamentos e acções condenáveis, até os heróis/heroínas. Ou seja, todos os personagens são reais, com virtudes e defeitos e por isso são credíveis, pois podiam perfeitamente existir na realidade.
Para terminar gostaria apenas de referir que, embora me pareça que a tradução esteja muito bem feita, esta edição apresenta bastantes gralhas que distraem bastante a leitura, pelo menos para mim. Parece-me que faltou uma revisão cuidada e penso que seria tão fácil como alguém ter lido o livro antes de este ter sido impresso...
Apesar de também gostar muito do título original (Hello, Darkness), gostei muito da tradução encontrada pois adapta-se perfeitamente à história. Paris Gibson, a voz na noite a que se refere o título, é a estrela de um programa radiofónico nocturno de sucesso no qual mantém uma interactividade com os seus ouvintes, atendendo os seus telefonemas, conversando com eles e até aconselhando-os. Contudo, e apesar da fama, Paris faz questão de manter a sua privacidade, recusando-se a partilhar com o público algo mais que a sua voz.
Uma noite tudo muda para Paris quando atende o telefonema de um ouvinte, Valentino, que a culpa pelo facto de ter sido abandonado pela mulher que ama e lhe anuncia que a raptou e que a matará dentro de setenta e duas horas. Indecisa sobre a veracidade do telefonema, ainda assim Paris resolve contactar as autoridades de Austin e é assim que reencontra Dean Malloy, alguém que julgava ter ficado no seu passado, mas com quem partilha uma história que vamos ficando a conhecer, aos poucos, em flashbacks. Dean é um psicólogo criminal que trabalha na polícia e que é encarregue de averiguar a veracidade da ameaça de Valentino, ameaça essa que se revela verdadeira e que acaba por pôr em risco, também, a vida de Paris.
E mais não conto para não estragar as surpresas. E são muitas ao longo deste livro, característica que me parece ser habitual na autora. Mais uma vez me deixou a desconfiar de tudo e todos e sempre que parecia eliminar um suspeito da lista, acabava por surgir mais um pormenor que o voltava a tornar suspeito. Adorei o final, enganou-me bem, pois apesar de ter suspeitado da identidade do Valentino por várias vezes ao longo do livro, naquela altura já estava perfeitamente convencida da sua inocência.
Um outro pormenor que adoro nos livros de Sandra Brown é o facto de, apesar de existir um "grande" culpado cuja identidade se pretende descobrir, praticamente nenhuma personagem é completamente inocente, todas têm um segredo a esconder, todas têm comportamentos e acções condenáveis, até os heróis/heroínas. Ou seja, todos os personagens são reais, com virtudes e defeitos e por isso são credíveis, pois podiam perfeitamente existir na realidade.
Para terminar gostaria apenas de referir que, embora me pareça que a tradução esteja muito bem feita, esta edição apresenta bastantes gralhas que distraem bastante a leitura, pelo menos para mim. Parece-me que faltou uma revisão cuidada e penso que seria tão fácil como alguém ter lido o livro antes de este ter sido impresso...
Classificação: 4
domingo, 31 de outubro de 2010
Opinião: "Rebecca"
Título original: Rebecca
Autor: Daphne du Maurier
Tradutor: Lucinda Santos Silva
Colecção: Obras Literárias Escolhidas nº 4
Editor: Editorial Presença
Edição/reimpressão: Março de 2009
ISBN: 9789722341035
Páginas: 400
Sinopse: Publicado em 1938, Rebecca é talvez o romance por que Daphne du Maurier é hoje mais lembrada. O seu sucesso junto do público foi imediato: conheceu 28 reedições em quatro anos só na Grã-Bretanha e a versão cinematográfica assinada por Alfred Hitchcock em 1940 venceu dois Óscares. Ao longo das décadas, Rebecca tem sido avaliado pela crítica à luz de diferentes abordagens, mas, como todos os clássicos, continua a desafiar as categorizações comuns. Ao lê-lo entramos numa atmosfera onírica, sombria, alimentada por segredos que os códigos sociais obrigam a permanecer ocultos e que se concentram na misteriosa mansão Manderley. É para esta mansão que a narradora, uma jovem passiva e humilde, vai viver com o viúvo Maxim de Winter, ao aceitar o seu pedido de casamento. Mas então descobre que a memória da falecida esposa, Rebecca, se encontra ainda bem viva e que esta era tudo o que ela nunca será. À medida que o elíptico enredo se desenvolve, levantando algumas questões ambivalentes, ela terá de redefinir a sua identidade num cenário em que os sonhos ameaçam tornar-se pesadelos…
A minha opinião: Depois de ler opiniões bastante positivas sobre este livro, como a da Fernanda do As Leituras da Fernanda, percebi que teria de ler este livro. E não me arrependo mesmo nada...
Tal como um cozinhado em lume lento, esta é uma história em que a tensão se acumula lentamente. Tal como é referido na sinopse, a protagonista muda-se para Manderley, a propriedade de Maxim De Winter, depois de casarem. Contudo, logo à chegada percebe que a presença de Rebecca, a falecida Mrs De Winter, ainda se faz sentir por todo o lado e por todos à sua volta... E para agravar, Rebecca era tudo aquilo que a protagonista não é...
Esta história é um exemplo perfeito de como, por vezes, somos nós, com os nossos medos e inseguranças, os responsáveis pela nossa própria infelicidade.
Uma das coisas que me suscitou mais curiosidade foi o facto da protagonista, logo ao início, referir que nunca mais regressaram a Manderley. E ao longo da leitura várias foram as hipóteses que me passaram pela cabeça, mas confesso que nunca imaginei o motivo... Mas adorei o facto da autora apenas revelar este motivo nos últimos parágrafos do livro.
Fiquei mesmo muito curiosa por ver a adaptação cinematográfica de Hitchcock (de que deixo aqui o trailer) e sem dúvida vou querer ler mais livros da autora.
Classificação: 4
Autor: Daphne du Maurier
Tradutor: Lucinda Santos Silva
Colecção: Obras Literárias Escolhidas nº 4
Editor: Editorial Presença
Edição/reimpressão: Março de 2009
ISBN: 9789722341035
Páginas: 400
Sinopse: Publicado em 1938, Rebecca é talvez o romance por que Daphne du Maurier é hoje mais lembrada. O seu sucesso junto do público foi imediato: conheceu 28 reedições em quatro anos só na Grã-Bretanha e a versão cinematográfica assinada por Alfred Hitchcock em 1940 venceu dois Óscares. Ao longo das décadas, Rebecca tem sido avaliado pela crítica à luz de diferentes abordagens, mas, como todos os clássicos, continua a desafiar as categorizações comuns. Ao lê-lo entramos numa atmosfera onírica, sombria, alimentada por segredos que os códigos sociais obrigam a permanecer ocultos e que se concentram na misteriosa mansão Manderley. É para esta mansão que a narradora, uma jovem passiva e humilde, vai viver com o viúvo Maxim de Winter, ao aceitar o seu pedido de casamento. Mas então descobre que a memória da falecida esposa, Rebecca, se encontra ainda bem viva e que esta era tudo o que ela nunca será. À medida que o elíptico enredo se desenvolve, levantando algumas questões ambivalentes, ela terá de redefinir a sua identidade num cenário em que os sonhos ameaçam tornar-se pesadelos…
A minha opinião: Depois de ler opiniões bastante positivas sobre este livro, como a da Fernanda do As Leituras da Fernanda, percebi que teria de ler este livro. E não me arrependo mesmo nada...
Tal como um cozinhado em lume lento, esta é uma história em que a tensão se acumula lentamente. Tal como é referido na sinopse, a protagonista muda-se para Manderley, a propriedade de Maxim De Winter, depois de casarem. Contudo, logo à chegada percebe que a presença de Rebecca, a falecida Mrs De Winter, ainda se faz sentir por todo o lado e por todos à sua volta... E para agravar, Rebecca era tudo aquilo que a protagonista não é...
Esta história é um exemplo perfeito de como, por vezes, somos nós, com os nossos medos e inseguranças, os responsáveis pela nossa própria infelicidade.
Uma das coisas que me suscitou mais curiosidade foi o facto da protagonista, logo ao início, referir que nunca mais regressaram a Manderley. E ao longo da leitura várias foram as hipóteses que me passaram pela cabeça, mas confesso que nunca imaginei o motivo... Mas adorei o facto da autora apenas revelar este motivo nos últimos parágrafos do livro.
Fiquei mesmo muito curiosa por ver a adaptação cinematográfica de Hitchcock (de que deixo aqui o trailer) e sem dúvida vou querer ler mais livros da autora.
Classificação: 4
Etiquetas:
Colecção Obras Literárias Escolhidas,
Daphne du Maurier,
DSF Fall Into Reading 2010,
DSF Thriller e Suspense 2010,
Editorial Presença,
Opiniões
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Desafio Fall Into Reading 2010
ATTENTION: This post will be written in Portuguese and English.
Descobri este desafio através da página do facebook da Quinta Essência e não descansei enquanto não descobri do que se tratava. É um desafio organizado pelo blog Callapidder Days que consiste, basicamente, em ler no Outono (de 22 de Setembro a 20 de Dezembro). As regras são muito simples e foi por isso que decidi participar, ainda que o desafio já tenha começado.
Uma vez que, infelizmente, não sou uma leitora particularmente rápida, proponho-me ler, neste período, 4 livros e terminar o que estou a ler neste momento. Tal como pedem as regras, aqui fica a lista:
Rebecca, de Daphne du Maurier (terminar) - terminado
Rebecca, de Daphne du Maurier (terminar) - terminado
Heat Wave, de Richard Castle
Uma Voz na Noite, de Sandra Brown - terminado
O Doutor Jivago, de Boris Pasternak
Jogo de Espelhos, de Agatha Christie
Esta lista é apenas provisória e poderá ser alterada ao longo do desafio.
E pronto, acho que é só isto. Ainda vão a tempo de se inscreverem (obviamente!) e, caso o façam, indiquem aqui nos comentários.
I found out about this challenge through facebook and I couldn't rest till I found out more about it. It's a challenge hosted by Callapidder Days and it consists, basicaly of reading in the Fall (September 22nd, through December 20th). The rules are very simple and that is why, even though it has already started, I decided to participate.
Since, sadly, I'm not a fast reader, I challenged myself to read 4 books and finish the one I'm currently reading. As stated by the rules, here is the list of books I plan to read:
Rebecca, by Daphne du Maurier (finish) - finished
Heat Wave, by Richard Castle
Doctor Zhivago, by Boris Pasternak
They Do It With Mirrors, by Agatha Christie
This list can be altered throughout the challenge.
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