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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Opinião: "Eva"

Autor: Arturo Pérez-Reverte
Série: Falcó #2
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Setembro de 2018
ISBN: 9789892343068
Páginas: 400


Sinopse: Em 1937, enquanto a Guerra Civil segue o seu trágico caminho, uma nova missão leva Lorenzo Falcó até Tânger, turbulenta encruzilhada de espiões, tráficos ilícitos e conspirações internacionais. O seu objetivo? Conseguir que o capitão de um navio carregado com ouro do Banco de Espanha mude de bandeira.
Espiões nacionalistas, republicanos e soviéticos, homens e mulheres defrontam-se numa guerra obscura e suja, à qual acabarão por regressar perigosos fantasmas do passado. Entre eles, Eva. Agente soviética, mulher perigosa, desafio irresistível para Falcó…
Após o êxito internacional de Falcó, realidade e ficção voltam a cruzar-se de forma magistral sob a pena talentosa de Arturo Pérez-Reverte, num livro onde, mais uma vez, não faltam aventuras, crime, e paixão…


A minha opinião: Li sem me aperceber que era o segundo de uma série, pelo que fiquei com a sensação de que, provavelmente, teria gostado mais se tivesse lido o primeiro.

O protagonista é Lorenzo Falcó, um espião ao serviço duma organização secreta apoiante de Franco durante a Guerra Civil Espanhola. A sua mais recente missão leva-o, em 1937, a Tânger que, na altura, se encontrava sob o estatuto de Zona Internacional de Tânger, um regime de administração conjunta por várias potências europeias (França, Espanha, Reino Unido e Itália), o que a tornava, naturalmente, um destino de elite para espiões.

A sua missão consiste em evitar que um navio carregado com ouro do Banco de Espanha parta com outra bandeira rumo à União Soviética. Ora, é precisamente para garantir que isso aconteça que também se encontra em Tânger Eva Neretva, espia soviética com quem Falcó tem uma relação de amor-ódio. Foi aqui que senti que me faltava contexto, uma vez que a história destes dois já vem do livro anterior.

Gostei, mas o tema não me cativou. Sinceramente, se o Falcó ia conseguir ou não cumprir a sua missão não me aqueceu nem arrefeceu. Mas o autor escreve muitíssimo bem e consegue descrever a cidade de Tânger em 1937 de tal forma que senti que lá estava.


Classificação: 3

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Opinião: "A Soma de Todos os Beijos"

Título original: The Sum of All Kisses
Autor: Julia Quinn
Série: Smythe-Smith Quartet #3
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Julho de 2019
ISBN: 9789892345741
Páginas: 320


Sinopse: Ele acha-a enervante…
Se há coisa que Hugh Prentice não suporta é uma mulher teatral. Ele é um génio da matemática, um homem sério e pouco dado a dramatismos. Lady Sarah Pleinsworth representa tudo aquilo que ele detesta. Claro, ela até pode ter os seus encantos, mas depois do duelo que o deixou marcado para sempre, Hugh já desistiu de procurar o amor.

Ela acha que ele é doido varrido…
Sarah nunca perdoará Hugh pelo mal que causou à família dela. E mais, não quer ter NADA a ver com esse homem. E não, não é por causa do ferimento na perna, longe disso… é que ele é simplesmente de-tes-tá-vel! Mas quando ambos se veem forçados a passar uma semana juntos, depressa percebem que as primeiras impressões não são de fiar. E quando o primeiro beijo dá lugar ao segundo e ao terceiro, o brilhante matemático acaba por lhes perder a conta… e a jovem, por uma vez na vida, fica sem fala.

Terceiro volume do quarteto Smythe-Smith, A Soma de Todos os Beijos é uma obra hilariante e tremendamente romântica, bem ao estilo de Julia Quinn.


A minha opinião: Este livro é centrado em Hugh Prentice, figura central dos livros anteriores da série, já que é por causa do duelo entre ele e Daniel Smythe-Smith, na sequência do qual Hugh sofre uma lesão permanente na perna, que Daniel se vê forçado a deixar Inglaterra para evitar a fúria do pai de Hugh.

Agora temos a sua perspectiva desses acontecimentos e ficamos a saber que ele só se culpa a si mesmo, já que foi ele quem desafiou Daniel, e que julga não merecer estar na companhia de pessoas boas e decentes, já que não se considera uma delas.

Contudo, agora que Daniel regressou a Inglaterra e o parece ter perdoado, sente-se na obrigação de aceitar os convites não só para o casamento dele, mas também para o da prima dele, Honoria. O que significa que terá de socializar com Sarah Pleinsworth, que acha uma mulher francamente irritante.

Também Sarah não suporta Hugh, que culpa pelo facto de ainda ser solteira. Afinal, se não fosse o escândalo do seu primo Daniel, teria tido oportunidade de participar nas temporadas londrinas e, certamente, teria conseguido um pretendente.

Mas quanto mais tempo passam juntos, mais percebem que a ideia que tinham um do outro estava errada. Hugh não é irascível e vingativo como ela pensava, mas está em dor constante, que lhe serve de lembrança de como uma decisão impensada pode ter consequências devastadoras.

A Sarah é um bocadinho irritante, mas ele depressa percebe que, quando se trata de defender aqueles de quem gosta, é apaixonada e impulsiva.

Gostei do livro e até gostei do casal, mas não consigo gostar tanto destes primos como gosto dos irmãos Bridgerton. Falta aqui qualquer coisa, embora não consiga identificar exactamente o quê…


Classificação: 4


Enredos: inimigos a amantes, proximidade forçada, família.



terça-feira, 26 de julho de 2022

Opinião: "No Café da Juventude Perdida"

Título original: Dans le café de la jeunesse perdue
Autor: Patrick Modiano
Tradutor: Isabel St. Aubyn
Editor: Asa
Edição/reimpressão: Outubro de 2014
ISBN: 9789892304540
Páginas: 112


Sinopse: Paris, anos 60. No café Condé reúnem-se poetas malditos, futuros situacionistas e estudantes. À nostalgia que impregna aquelas paredes junta-se um enigma personificado numa mulher: todas as personagens e histórias confluem na misteriosa Louki. Quatro homens contam-nos os seus encontros e desencontros com a filha de uma empregada do Molin-Rouge. Para quase todos eles, ela encarna o inalcançável objecto de desejo. Louki, tal como todos os boémios que vagueiam por uma Paris espectral, é uma personagem sem raízes, que inventa identidades e luta por construir um presente perpétuo. Modiano recria em redor da fascinante e comovente personagem desta mulher a Paris da sua juventude, enquanto constrói um maravilhoso romance sobre o poder da memória e a busca da identidade.


A minha opinião: Voltei a dar uma oportunidade a Patrick Modiano com este No Café da Juventude Perdida e, sinceramente, não é autor para mim. Consigo perceber o porquê da sua popularidade (o autor escreve muitíssimo bem), mas o seu estilo não é para mim…

No Café da Juventude Perdida passa-se na Paris dos anos 60 e tem como cenário principal o café Condé e que é um ponto de encontro de estudantes, poetas e artistas, todos eles insatisfeitos com a sociedade. A história é contada por quatro narradores e centra-se sobretudo na personagem Louki (também ela narradora da história).

Todos os narradores parecem encantados/obcecados com Louki e com o mistério de quem ela realmente é e de onde vem. O véu do mistério começa a ser levantado quando é ela a narradora, e continua com o narrador seguinte. A verdade é que a sua história é triste e trágica, o que talvez explique a persona que ela criou. Todos a amam e admiram e querem um pedaço dela, mas ninguém a conhece verdadeiramente. Não a pessoa real…

Quando comecei o livro pensei que fosse um retrato da época, contudo, é uma história de obsessão com uma mulher imaginada. Não fiquei a saber grande coisa sobre nenhum dos outros narradores, nem há nenhuma outra personagem que me tenha ficado na memória… Patrick Modiano escreve muito bem, mas não penso voltar a ler um dos seus livros.


Classificação: 2



domingo, 13 de fevereiro de 2022

Opinião: "Perguntem ao Polícia"

www.wook.pt/ficha/crime-de-luxo/a/id/15283664?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Ask a Policeman
Autores: The Detection Club (Anthony Berkeley, Milward Kennedy, Gladys Mitchell, John Rhode, Dorothy L. Sayers e Helen Simpson)
Tradutor: Salvador Guerra
Colecção: Crime à Hora do Chá nº3
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2016
ISBN: 9789892334455
Páginas: 312


Sinopse: Lord Comstock, o tirânico magnata da imprensa, é assassinado na sua casa de campo, o que deixa o ministro do Interior britânico perante um enorme dilema. Não era segredo nenhum que Comstock tinha uma longa lista de inimigos. Para complicar ainda mais as coisas, recebeu, poucas horas antes de morrer, a visita de um arcebispo, de um político, e de uma figura proeminente da Scotland Yard. Uma vez que a suspeita recai sobre todos, é quase impossível conduzir a investigação de forma imparcial. O ministro resolve então recorrer à ajuda de quatro detetives de renome: Mrs. Adela Bradley, Sir John Saumarez, Mr. Roger Sheringham e Lord Peter Wimsey. Todos diferentes, todos competentes, todos ilustres - e nenhum deles disposto a recorrer à polícia…

Um policial escrito a várias mãos não é tarefa fácil, mas os membros do Detection Club provaram mais uma vez serem capazes de combinar esforços com mestria e humor. Para além de uma introdução de Martin Edwards e de um maravilhoso prefácio de Agatha Christie, Perguntem ao Polícia conta com a colaboração de Anthony Berkeley, Milward Kennedy, Gladys Mitchell, John Rhode, Dorothy L. Sayers e Helen Simpson.


A minha opinião: A ideia era boa, mas infelizmente a execução deixou bastante a desejar. Perguntem ao Polícia é um policial escrito por seis membros do Detection Club, um clube cujos membros são, e foram, alguns dos mais prestigiados autores de policiais. John Rhode começa por estabelecer o cenário do crime: a vítima, as testemunhas, os suspeitos e o local, a hora e as circunstâncias do crime. Depois Helen Simpson, Gladys Mitchell, Anthony Berkeley e Dorothy L. Sayers apresentam, cada um, a sua resolução do mistério que, para tornar tudo ainda mais difícil, é apresentada, não por um detective da sua própria criação, mas por um da criação de um dos outros autores. Para finalizar, Milward Kennedy apresenta-nos a real resolução do crime.

Como referi, a ideia era boa, mas infelizmente é notório o facto de que cada um dos quatro autores que escreveram a sua versão não comunicaram entre si. Por este motivo, e como Milward Kennedy, que teve de atar todas as pontas, referiu na sua introdução ao capítulo final, vários factos apresentados nesses quatro capítulos eram contraditórios, o que obrigou o autor a uma enorme ginástica (e a ter de ignorar algumas coisas previamente indicadas como verdadeiras) e o leitor a uma enorme suspensão de descrença.

Creio que teria sido preferível apresentar as quatro opções e deixar o leitor escolher qual a que mais lhe agradava...

Também Agatha Chistie, que escreveu o prefácio incluído nesta edição, ficou pouco impressionada com o resultado final. E eu também. Esperava melhor.


Classificação: 3

domingo, 17 de outubro de 2021

Opinião: "Uma Noite Inesquecível"

Título original: A Night Like This
Autor: Julia Quinn
Série: Smythe-Smith Quartet #2
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Abril de 2018
ISBN: 9789892341774
Páginas: 320


Sinopse: Ela pode não ser quem todos pensam que é…. 

Mas Anne Wynter não se tem dado mal no papel de precetora de três meninas da sociedade. Não deseja ser o centro das atenções e muito menos participar no horroroso concerto anual da família Smythe-Smith, mas não tem alternativa. E nem a música infernal ofusca a mágica troca de olhares com o conde de Winstead. E, embora saiba que não há lugar na sociedade para um romance entre uma precetora e um nobre, Anne é incapaz de se conter…. 

Ele pode correr perigo de morte… 

Mas não é isso que vai impedir Daniel Smythe-Smith de se apaixonar. Fascinado pela enigmática Anne, está determinado a conquistá-la, nem que isso implique passar os seus dias com uma menina de dez anos que julga ser um unicórnio. Mas Daniel tem um inimigo disposto a tudo para o matar… e quando a segurança da sua amada é comprometida, o conde tudo fará para garantir um final feliz para ambos. 

Pleno de romance (e de peripécias, claro!), o segundo volume da série Quarteto Smythe-Smith vai derreter o coração dos fãs de Julia Quinn.


A minha opinião: Daniel Smythe-Smith regressa a Inglaterra do seu exílio de três anos na Europa na noite do concerto anual da família. Não querendo retirar o protagonismo à irmã e às primas, decide só revelar o seu regresso no final do concerto, mas esgueira-se para a porta da sala de concertos. Está ridiculamente feliz por estar de regresso a casa e tem saudades da família. Espreita com ternura a irmã mais nova, Honoria, as primas Iris e Daisy e, ao piano... Ele não reconhece a mulher sentada ao piano, mas de uma coisa tem certeza: não é sua prima!

Após o concerto, ele está determinado em encontrar a encantadora mulher e beijá-la. O que acaba por fazer. Infelizmente, é interrompido pela chegada de Honoria e de Marcus Holroyd, o seu melhor amigo. E quando os vê a beijarem-se, o instinto protector de irmão mais velho é mais forte do que ele e acaba por atacar Marcus.

A misteriosa mulher é Anne Wynter, a perceptora das suas primas, que se viu forçada a participar no concerto em substituição de Sarah, que fingiu estar doente. Quando a briga começou, ela escondeu-se na primeira sala que encontrou e agora está lá presa enquanto ouve a confusão que ocorre lá fora. É aí que percebe que o homem que deixou que a beijasse é o recém-regressado conde de Winstead. O que torna o que aconteceu ainda mais estúpido e perigoso. Se fossem descobertos, ela perderia o emprego e quaisquer futuras perspectivas... O que, no caso dela, seria ainda mais problemático, uma vez que ela já se encontra a fingir ser outra pessoa...

Mas Daniel está encantado e determinado em provar-lhe que o seu interesse é verdadeiro, e que não se importa com o facto de ela ser uma perceptora e ele um conde. Nem que, para isso, tenha de passar tempo com as três primas como desculpa para estar junto dela.

Contudo, parece que a ameaça que levou Daniel ao exílio não está afinal ultrapassada, e quando um ataque a ele acaba por colocar Anne em perigo, ele não hesitará em fazer tudo o que pode para a proteger.

Será um final feliz entre um conde e uma perceptora realmente possível? O que acontecerá quando Daniel descobrir que Anne não é quem diz ser e o motivo que a levou a fingir ser outra pessoa? E conseguirá Daniel eliminar a ameaça, não só à segurança, mas também à felicidade de ambos?

Gostei bastante desta história, mas faltou-lhe qualquer coisa. Talvez intensidade. Ainda que goste dos Smythe-Smith, ficam um bocadinho aquém dos Bridgerton... Adorei, porém, a paciência do Daniel com as três primas e a forma como alinhou em todas as actividades só para poder passar tempo com Anne. Estou muito curiosa com o próximo livro...


Classificação: 4


Enredos: classes diferentes, identidade falsa, família, perigo, amor à primeira vista.



quinta-feira, 4 de junho de 2020

Opinião: "Ligeiramente Perigoso"

Título original: Slightly Dangerous
Autor: Mary Balogh
Série: Bedwyn Saga #6
Tradutor: Maria João Delgado
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Janeiro de 2017
ISBN: 9789892337517
Páginas: 336


Sinopse: Wulfric Bedwyn, duque de Bewcastle, é um lobo solitário. A única coisa que o leva a aceitar o convite para uma festa privada é a expectativa de uma noite calma entre velhos amigos. Não contava encontrar mulheres, a grande maioria à caça de… um duque. E contava muito menos que o seu olhar se detivesse na única que não manifesta qualquer interesse por ele.

Christine Derrick é viúva e não tem paciência para jogos. Além disso, não está minimamente interessada em ser amante do gélido Wulfric. Mas as circunstâncias acabam por juntá-los em várias ocasiões, e a verdade é que a atração entre ambos é inegável. A personalidade efervescente e ousada de Christine surpreende o duque, e desperta nele um sentimento inédito. Agora, apenas o amor satisfará a ânsia que o consome…

O derradeiro volume da inesquecível saga Bedwyn é uma imperdível história de desencanto, amor e redenção. O desfecho perfeito para uma série inesquecível!


A minha opinião: E com Ligeiramente Perigoso, chega ao fim a saga dos irmãos Bedwin. E só faltava o mais velho, Wulfric Bedwin, o duque de Bewcastle.

Depois de todos os seus irmãos terem encontrado o amor nos seus respectivos parceiros, e de terem começado a constituir as suas próprias famílias, Wulfric dá por si a sentir-se só. Não que ele tenha qualquer ilusão de encontrar o amor como aconteceu aos irmãos, nem qualquer intenção de casar e produzir um herdeiro. Afinal, como sabemos de um livro anterior, ele tentou esse caminho antes e foi rejeitado. Wulfric está perfeitamente satisfeito em saber que o título passará para o seu irmão Aidan e, mais tarde, para o seu sobrinho, mas depois da morte da sua amante de há mais de dez anos, dá por si completamente sozinho.

O que explica porque é que aceitou o convite de um amigo para ir passar uns dias à propriedade da irmã deste no campo.

Christine Derrick é uma viúva que, depois da morte do marido, voltou para casa da mãe. Também é uma grande amiga de Melanie, Lady Renable, em casa de quem o duque de Bewcastle irá passar as próximas duas semanas, a convite do irmão desta, um facto do qual só foi informada praticamente na véspera e que a motiva a suplicar a Christine que também vá, por forma a manter o número de senhoras e cavalheiros certo.

Christine não tem vontade nenhuma de ir, até porque os seus cunhados, que a desprezam, também irão estar presentes, mas não consegue dizer que não a Melanie. Por isso aceita o convite e planeia passar as próximas duas semanas a ser o mais insuspeita possível.

Mas Christine não é uma mulher que consiga passar despercebida, por muito que tente, facto que lhe trouxe muitos dissabores no casamento, e rapidamente se torna a alma da festa. Wulfric também não consegue deixar de reparar nela, ainda que não consiga perceber exactamente o porque do seu encanto.

Com as duas semanas a chegar ao fim, acabam por passar a última noite juntos e Wulfric propõe-lhe  que se torne sua amante, proposta que Christine recusa imediatamente.

De regresso a Londres, Wulfric não consegue deixar de pensar em Christine e, num momento digno do Mr. Darcy, procura-a para a pedir em casamento. E é novamente recusado…

Conseguirão estes dois acertar as suas diferenças? Será Wulfric capaz de provar a Christine que pode ser tudo o que ela sempre quis num marido? E estará ela preparada para voltar a arriscar um casamento?

Gostei bastante do final desta série. O Wulfric faz lembrar o Mr. Darcy em muitas coisas e é igualmente satisfatório vê-lo mudar à medida que vai convivendo com Christine. Ela é um espírito livre e muito impulsiva, o que acaba por a deixar em muitos sarilhos. E geralmente, Wulfric está sempre lá para a ajudar… Adorei rever todos os irmãos Bedwin, bem como os seus respectivos maridos e mulheres e os seus filhos. E adorei a forma como não resistiram a intrometer-se para ajudar o irmão mais velho! Vou ter saudades desta família.


Classificação: 4


Fonte

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Opinião: "Um Pedacinho de Céu"

Título original: Just Like Heaven
Autor: Julia Quinn
Série: Smythe-Smith Quartet #1
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Abril de 2017
ISBN: 9789892338460
Páginas: 344


Sinopse: Quem conhece Honoria Smythe-Smith sabe que, para lá das suas inúmeras qualidades, a jovem tem algumas... enfim... particularidades, nomeadamente:
1. É uma entusiástica (e péssima!) violinista
2. Fica fora de si sempre que alguém diz “Bicho”
3. NÃO está apaixonada (não está!) pelo melhor amigo do irmão

Já Marcus Holroyd, conde de Chatteris, é o seu oposto. É um rapaz tímido e responsável, mais conhecido por:
1. Ser lamentavelmente dado a entorses do tornozelo
2. Carregar o fardo de ser um dos solteirões mais cobiçados
3. NÃO estar (de todo!) apaixonado pela irmã do melhor amigo

Juntos...
1.São grandes amigos
2. Comem quantidades escandalosas de bolo de chocolate
3. Sobrevivem ao pior espetáculo musical do mundo

Julia Quinn tem para eles planos que incluem...
1. Uma febre mortífera
2. Momentos (muito!) embaraçosos
3. Um final desesperadamente romântico


A minha opinião: Devo começar por dizer que me sinto enganada! O casal protagonista de Once Upon a Tower de Eloisa James vai ao casamento de Honoria e Marcus, os protagonistas deste livro, motivo pelo qual fui logo ler este livro a seguir, julgando que os iria reencontrar. Infelizmente, isso não acontece, pois a autora não inclui o casamento... 

Tirando isso, adorei tudo neste livro. As Smythe-Smith podem não ser os Bridgertons, mas são igualmente encantadoras! E adorei o facto da acção ser simultânea à da série anterior. Neste caso, passa-se na mesma altura em que Colin regressa a Inglaterra. 

Honoria Smythe-Smith está desesperada por casar, não só porque é a única forma de deixar de actuar no quarteto da família, mas também porque a sua mãe se quer mudar para Bath e Honoria quer uma família própria, numerosa e barulhenta. Já não é a sua primeira temporada, mas embora tenham havido potenciais interessados, nunca recebeu nenhuma proposta. 

Honoria não sabe, mas o responsável por não ter tido propostas é Marcus Holroyd. Marcus é o melhor amigo de Daniel, o irmão de Honoria, e conhece-a desde que ela tinha 6 anos e tentava desesperadamente ser incluída nas brincadeiras deles. Quando Daniel é forçado a deixar Inglaterra faz Marcus prometer que não deixará a irmã casar com um idiota. E ele leva as suas promessas muito a sério... 

Eles reencontram-se quando ela vai passar uns tempos na casa de campo dos pais de uma amiga, que são vizinhos de Marcus. Quando ele torce o tornozelo por causa dela, ela sente-se terrivelmente responsável. E insiste em ir visitá-lo com a amiga para garantir que está bem. Mas quando, ao regressarem a casa desta, a amiga declara que estarão casados até ao final da temporada, Honoria percebe que já não pensa em Marcus como se fosse um irmão e, assustada, regressa a Londres. 

Contudo, recebe uma mensagem urgente da governanta de Marcus informando-a que ele piorou bastante e não descansa enquanto não convence a mãe a viajar para lá. Quando chegam a situação é pior do que ambas podiam imaginar, mas parece ser exactamente o que a sua mãe precisava. Ela pode não conseguir fazer nada para ajudar o filho, mas fará tudo o que puder para salvar o seu melhor amigo. Quanto a Honoria, ela só sai da cabeceira da cama de Marcus quando este está fora de perigo. 

Marcus nunca teve ninguém que realmente se preocupasse com ele, o que torna a devoção de Honoria ainda mais importante para si. Mas, à medida que começa a recuperar, vai-se apercebendo que o que sente por ela não é apenas gratidão. E que há muito que deixou de pensar nela como a irmãzinha de Daniel... Agora só precisa de a convencer que é ele o homem certo para ela! 

Pelo meio ainda há um concerto tão atribulado como desafinado, um regresso muito esperado, uma briga, uma reconciliação e uma declaração muito pública de alguém muito tímido. 

Um excelente começo de uma série que promete. Mal posso esperar por saber o que a autora reservou para as restantes "artistas" do quarteto. 


Classificação: 5


Fonte

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Opinião: "Ligeiramente Indecente"

Título original: Slightly Sinful
Autor: Mary Balogh
Série: Bedwyn Saga #5
Tradutor: Ana Álvares
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Março de 2016
ISBN: 9789892334530
Páginas: 336


Sinopse: É no campo da Batalha de Waterloo, entre os soldados feridos, que Rachel York espera encontrar a salvação para si e para as suas amigas. Ludibriadas por um falso pretendente, as quatro encontram-se agora longe de casa, na penúria e obrigadas a viver num bordel.
Mas Rachel é uma jovem cheia de recursos e não se dá por vencida. A solução para todos os seus problemas – pensa – está num belo soldado moreno que perdeu a memória.
Pois para poder receber uma avultada herança, Rachel precisa de um marido. Basta convencer o soldado desconhecido a alinhar no jogo. O que ninguém sabe é que o jovem é nada menos que Lord Alleyne, o benjamim da família Bedwyn. Mas, por muita boa vontade que ele tenha, nada corre como planeado ao chegarem a Inglaterra. E a situação complica-se – quanto mais não seja pela crescente atração entre os falsos noivos, numa farsa que parece ser ligeiramente... indecente.


A minha opinião: Ligeiramente Indecente começa em simultâneo com os acontecimentos do livro anterior, Ligeiramente Tentador: com a batalha de Waterloo. Após a batalha, Rachel York e as suas amigas (quatro prostitutas que foram enganadas pelo noivo de Rachel que fugiu com as poupanças delas e também todo o dinheiro de Rachel) resolvem ir para o campo de batalha e pilhar os cadáveres.

Contudo, a teoria é bastante diferente da prática e, quando lá chega Rachel descobre que não é capaz de o fazer... Mas acaba por descobrir um homem jovem e completamente nu que, embora gravemente ferido, não está ainda morto. Começa a pedir ajuda, mas quando ninguém faz caso dela, diz que o homem ferido é o seu marido. E um sargento, também ele ferido, prontifica-se para os ajudar.

E é assim, que, ao invés de ajudar as amigas, que só se encontram naquela situação por causa dela, Rachel acaba por as sobrecarregar ao levar para a casa delas (onde se encontra a viver), um homem inconsciente e a lutar pela vida e um ex-soldado cego de uma vista.

Esse homem é, obviamente, Alleyne Bedwin, que foi presumido morto no livro anterior. Ele foi alvejado na coxa e, ao cair do cavalo bateu com a cabeça. Com o cuidado de Rachel e das outras mulheres, ele acaba por recuperar, mas não tem memória de quem é, nem do que estava a fazer no campo de batalha.

Quando percebe onde se encontra, assume que Rachel também é uma prostituta e ela não o corrige... Afinal, a atracção entre eles é intensa e ela já não tem nada a perder...

Mas elas não podem ficar em Bruxelas para sempre, e o que mais desejam é apanhar o pulha que as enganou, por isso engendram um plano. Rachel tem direito a uma herança ao casar, por isso vão viajar para Inglaterra e apresentar Jonathan (que é como chamam a Alleyne) como o marido dela. Depois de receber a herança, Jonathan pode partir em busca de respostas sobre que é e elas irão em busca de vingança... Mas o que acontecerá quando Rachel perceber que o tio não é o monstro que pensava? E será Alleyne capaz de partir quando ela já não precisar dele?

Gostei muito da história do Alleyne... Adorei o facto de ter sido ao perder a memória que percebeu realmente quem é e o que quer da vida. E a relação dele com a Rachel é fantástica! Também adorei as quatro senhoras do bordel que são espectaculares, especialmente quando abraçam tão convincentemente os seus papéis na farsa para o tio da Rachel! E o sargento Strickland também é uma personagem notável!

Já só me falta saber o que a autora reservou para o irmão mais velho, Wulfric Bedwyn, o Duque de Bewcastle. Aposto que vai ser bom!


Classificação: 4

Fonte

domingo, 28 de julho de 2019

Opinião: "Os Bridgerton Felizes Para Sempre"

Título original: The Bridgertons: Happily Ever After
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #9
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Outubro de 2016
ISBN: 9789892336732
Páginas: 304


Sinopse: ERA UMA VEZ UMA FAMÍLIA MUITO ESPECIAL…

Sob a batuta de uma matriarca formidável, os Bridgerton são mais do que uma família, eles são uma força da natureza. Ao longo de oito romances, leitores de todo o mundo riram à gargalhada, emocionaram-se, choraram e apaixonaram-se por estes oito irmãos, pelos seus tios e tias, sogras, sobrinhos e amigos (sem esquecer o cão obeso). De tal forma que, no final, todos os leitores ansiaram por mais.

E perguntaram à autora…

E agora? O que acontece a seguir? O Simon lê as cartas do pai? A Francesca e o Michael têm filhos? Quem consegue a desforra no jogo de palamalho?

Será que o “Fim” tem mesmo de ser o fim?

Também Julia Quinn ansiava responder a estas e outras questões. Por isso, decidiu continuar. Tudo o que ficou por contar é agora revelado em Os Bridgerton: Felizes Para Sempre… até mesmo a história secreta por detrás do amor perfeito de Violet Bridgerton.

Até sempre, Bridgertons!


A minha opinião: Depois de acompanharmos os amores e desamores dos oito irmãos Bridgerton, Julia Quinn resolveu dar aos seus fãs um miminho sob a forma de oito segundos epílogos, um para cada um dos livros da série, bem como uma pequena novela sobre os pais Bridgerton, Violet e Edmund.

Gostei muito de os ler, se bem que o meu preferido foi mesmo a novela sobre a história de amor que deu início a tudo, a história de Violet e Edmund.

Crónica de Paixões & Caprichos - ficamos a saber o conteúdo das cartas do pai de Simon, e porque motivo ele resolveu lê-las. Gostei muito de rever o Simon e a Daphne, bem como a sua prole. Também temos um vislumbre do Colin e da Penelope e dos filhos deles.

Peripécias do Coração - quem não se lembra do infame jogo de palamalho? Pois bem, não é por estarem casados e se amarem que Anthony e Kate deixaram de ser competitivos... Aliás, o jogo, com todos os jogadores originais, é agora um acontecimento anual. E continua tão divertido como o original!

Amor e Enganos - nesta versão da Cinderela, apenas uma das irmãs era malvada. Posy não só era boa, como foi fundamental para o final feliz de Benedict e Sophie. Por isso a autora achou que também ela merecia um final feliz. Eu também acho. E gostei muito de o ler.

A Grande Revelação - o título em Português diz tudo: neste livro é revelada a identidade da infame Lady Whistledown. Contudo, porque a revelação só é feita no final do livro, nunca assistimos à reacção de Eloise ao saber. E é isso que a autora nos dá neste epílogo.

Para Sir Phillip, Com Amor - quando casou com Phillip, Eloise tornou-se madrasta dos gémeos Amanda e Oliver. Adversários à altura dela, se alguém lhes iria conseguir dar a volta, seria Eloisa. Conseguiu, e bem. Aqui acompanhamos Amanda, na primeira pessoa, e já adulta, enquanto esta se apaixona.

A Bela e o Vilão - o meu livro preferido da série só poderia ter um segundo epílogo que respondesse à questão que motivou a sua história: conseguiria Francesca ter, finalmente, o filho que tanto desejava? Este deixou-me de coração apertadinho... Mas fiquei tão feliz pela Francesca e pelo Michael no final!

Aquele Beijo - Hyacinth e Gareth juntam-se porque buscam diamantes escondidos na casa dele. No final, é a filha deles que os encontra, mas volta a escondê-los onde os encontrou nunca tendo revelado que os encontrara. Neste segundo epílogo ficamos a saber que Hyacinth nunca desistiu de os procurar...

A Caminho do Altar - o segundo epílogo começa onde o primeiro termina: com Lucy a dar à luz pela última vez. São gémeas e o parto é difícil. E se as meninas nascem saudáveis, Lucy tem complicações pós-parto. Felizmente Hyacinth está lá para apoiá-la e a Gregory. Obviamente que o final é feliz, mas o percurso é complicado.

O Amor Perfeito de Violet - a história de como Violet e Edmund Bridgerton se conheceram e se apaixonaram. Também assistimos à morte precoce de Edmund, o nascimento de Hyacinth, temos um vislumbre do baile onde Benedict conhece Sophie (e onde percebemos que os irmãos Bridgerton são tão protectores da mãe como eram das irmãs) e uma cena final onde Violet confidencia a Daphne que, embora tenha sentido sempre a falta do marido, foi e continua a ser feliz, com os filhos e os muitos netos!


Classificação: 4

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Opinião: "Ligeiramente Tentador"

Título original: Slightly Tempted
Autor:
Bedwyn Saga #4
Tradutor: Maria do Carmo Romão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Julho de 2015
ISBN: 9789892331744
Páginas: 336


Sinopse: Vingança. É essa a palavra que paira na mente de Gervase Ashford, conde de Rosthorn, ao conhecer a bela Lady Morgan Bedwyn. Em circunstâncias normais, o jovem aristocrata não lhe teria dispensado mais do que um breve olhar de apreciação. Mas esta é uma situação em tudo excecional pois Morgan é irmã do seu pior inimigo. Na cabeça de Gervase começa a delinear-se um plano ligeiramente tentador…
Liberdade. À boa maneira da família Bedwyn, é esse o desejo de Lady Morgan. Há muito que a jovem acalenta o sonho de casar por amor, e está tudo menos disposta a ser um peão no jogo do conde. Mais, ela está decidida a mostrar-lhe que se meteu com a pessoa errada. Mas quando dá por si perdida em plena batalha de Waterloo, é em Gervase que encontra o tão desejado ombro amigo.

Para o conde, a situação revela-se perfeita. Entre ele e a realização do seu plano, existe apenas um obstáculo: a voluntariosa, obstinada e irresistível Morgan Bedwyn.


A minha opinião: Ligeiramente Tentador é diferente dos primeiros livros da série. O contexto histórico é muito desenvolvido e muito importante para a história. De facto, é fundamental para que o romance aconteça.

Morgan Bedwin está em Bruxelas com a família de uma amiga e, pela primeira vez, sente-se independente. Afinal, apenas o seu irmão Alleyne se encontra também lá, mas em trabalho, por isso ela tem mais liberdade do que alguma vez teve.

Gervase Ashford, conde de Rosthorn, está exilado no continente há nove anos. E o culpado é Wulfric Bedwin, conde de Bewcastle, e o irmão mais velho de Morgan. Por isso, quando Gervase descobre que a irmã mais nova dele está no mesmo baile que ele, resolve usá-la para se vingar. O seu plano é simples: seduzir Morgan e arruinar-lhe a reputação.

Mas Morgan não se revela fácil de seduzir, já que, mesmo sem saber quem Gervase é, nem qual o seu plano, desconfia do seu súbito interesse nela. E resiste à sua sedução, o que só o faz tentar mais... Apesar disso, acabam por desenvolver uma amizade. E quando as tropas de Napoleão avançam em direcção a Bruxelas, essa amizade fortalece-se ainda mais.

Alleyne insiste que a irmã regresse a Inglaterra, mas o filho da família com quem ela está é capitão no exército e esta insiste em ficar, pois não acredita que seja possível que as tropas de Napoleão alguma vez cheguem à cidade... Tudo se precipita na noite do baile da duquesa de Richmond. Todos os oficiais aí presentes recebem ordens de marcha e, de repente, toda a cidade tem de lidar com as consequências da batalha.

Mesmo depois da derrota de Napoleão em Waterloo, há que lidar com os mortos, os feridos e os desaparecidos. Um desses desaparecidos é Alleyne e é por isso que Morgan se recusa a partir para Inglaterra. Fica em casa da mulher de um oficial onde ajuda a cuidar dos soldados feridos que aí são acolhidos. O seu único amigo é Gervase e é a ele que recorre quando recebe a notícia de que o seu irmão foi presumido como morto, apesar do seu corpo não ter sido recuperado.

Gervase tenta ser um ombro amigo, mas quando ela procura o seu contacto humano como forma de afogar as mágoas, ele não consegue negá-la. Ele quer fazer a coisa certa, mas ela recusa-se. Regressam juntos a Inglaterra, o que só mancha ainda mais a reputação dela. Por isso, chegam a um acordo: fingirão um noivado que ela depois irá romper. Nesta altura já ele está caídinho por ela e resolve usar o noivado falso para lhe fazer uma corte a sério. Conseguirá ele conquistá-la?

Gostei bastante de Ligeiramente Tentador. O contexto histórico dá-lhe uma certa profundidade, mas também o torna mais pesado. Ler sobre o após-batalha em Bruxelas foi difícil, pois decerto, foi mesmo assim que tudo se passou. A Morgan e o Gervase fazem um par perfeito e adorei ver como toda a família dela se uniu para a apoiar quando ela precisou. E a família dele também!

Mal posso esperar por ler o próximo. Acho que será uma das minhas primeiras leituras de 2019!


Classificação: 4

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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Opinião: "A Caminho do Altar"

Título original: On the Way to the Wedding
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #8
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Maio de 2016
ISBN: 9789892335292
Páginas: 400


Sinopse: Gregory Bridgerton procura a sua alma gémea. Acredita fervorosamente no amor verdadeiro, por isso não tem dúvidas de que saberá reconhecer a mulher da sua vida com facilidade. E, de facto, ao conhecer Hermione Watson, o jovem fica rendido.

Mas, oh... que tragédia!, a estonteante Hermione está apaixonada por outro. É aí que entra Lucy Abernathy, a melhor amiga dela, sempre disposta a ajudar. Mesmo quando percebe que ela própria sucumbiu ao incurável romantismo de Gregory.

Infelizmente, existe um outro “mas”... Pois Lucy está noiva, e tenciona colocar a honra acima dos seus sentimentos. Quanto a Gregory, no momento em que finalmente compreende que os desígnios do coração são mais intrincados do que pensava, já a sua amada vai a caminho do altar. Será que é demasiado tarde?

A Caminho do Altar é o oitavo volume da deliciosa série protagonizada pela família Bridgerton.


A minha opinião: Depois de ver os seus sete irmãos apaixonarem-se perdidamente, Gregory Bridgerton sabe que, mais tarde ou mais cedo, irá encontrar a mulher da sua vida. E, ao contrário dos irmãos Anthony e Colin, que lutaram afincadamente contra o destino, Gregory mal pode esperar por encontrar o amor. E agora, finalmente, encontrou-o. Assim que vê Hermione Watson sabe que encontrou a mulher com quem irá casar...

Mas Hermione tem muitos pretendentes e trata-o com a mesma indiferença com que trata os outros. Contudo, a melhor amiga dela, Lucy Abernathy, reconhece as qualidades de Gregory e oferece-se para o ajudar a cortejar Hermione. Lucy é uma rapariga prática que não acredita no amor. O que é bom, porque o tio lhe arranjou um noivado com um conde dez anos mais velho... Mas o romantismo de Gregory parece ser contagioso e a verdade é que, quanto mais tempo passa com ele enquanto planeiam aproximá-lo de Hermione, mais ela começa a questionar o seu futuro...

Hermione, no entanto, parecia só estar à espera do pretendente certo e, quando ele aparece, acaba por ser apanhada numa situação compremetedora... O que significa que as ilusões de Gregory são, para sempre, estilhaçadas. Mas, então, porque é que ele não se sente pior? Será que a mulher certa para ele é, afinal, Lucy? Ela retribui os seus sentimentos, porém, está comprometida com outro, e Lucy sempre foi uma mulher honrada. Conseguirá Gregory convencê-la a dar uma oportunidade a ele e ao amor?

Uma história com os Bridgerton é sempre boa, mas confesso que os livros do Gregory e da Hyacinth não me satisfizeram tanto como os anteriores. Talvez porque, como são os mais novos, sempre que apareciam nos livros dos irmãos eram ainda crianças e eu sinto que não os conheço tão bem...


Fonte

Tenho de fazer um reparo à capa da edição portuguesa: depois de terem usado uma modelo loura para a capa do anterior, agora que realmente faria sentido uma loura, já que é essa a cor do cabelo da Lucy, puseram uma morena...


Classificação: 5

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Opinião: "Ligeiramente Escandalosa"

Título original: Slightly Scandalous
Autor:
Bedwyn Saga #3
Tradutor: Ana Sofia Pereira
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Novembro de 2014
ISBN: 9789892328805
Páginas: 368


Sinopse: Crescer no seio da família Bedwyn não é tarefa fácil; que o diga a jovem Freyja Bedwyn. Tendo passado a infância rodeada por quatro rapazes, habituou-se desde cedo a igualá-los em ousadia e independência. 
Mas o atrevimento - tolerável numa menina - é considerado inaceitável numa mulher. 

Quando, a meio de uma viagem a Bath, o quarto em que Freyja está hospedada é invadido por um atraente fugitivo, a jovem não tem meias-medidas e esmurra-o. Ele é Joshua Moore, o petulante marquês de Hallmere. Nessa noite mal adivinham que, dias depois, estarão... noivos. Para duas pessoas que anseiam por liberdade e parecem detestar-se, esta reviravolta é, no mínimo, inexplicável.

Entre o choque e a admiração, a alta sociedade não se cansa de especular sobre a origem de uma relação tão enigmática, excessiva, e ligeiramente escandalosa...


A minha opinião: A heroína de Ligeiramente Escandalosa é Freyja Bedwyn, que já conhecia de livros anteriores. E, para ser sincera, não gostava lá muito dela. Mas a autora faz um bom trabalho a explicar o porquê dela ser assim e, ainda que nunca venha a ser uma das minhas protagonistas preferidas, fiquei a gostar um bocadinho dela...

Em Ligeiramente Escandalosa, Freyja parte para Bath para evitar estar em casa quando o primeiro filho do vizinho (e o seu grande amor da adolescência) nascer. Embora tente convencer-se a si própria que não é inveja nem despeito o que sente, a verdade é que são ambos, portanto o melhor é estar bem longe de toda a felicidade vizinha.

Durante a viagem, Freyja tem de pernoitar numa estalagem duvidosa e, durante a noite, vê o seu quarto invadido por um homem que se esconde no seu armário e lhe pede para fingir que não o viu. Ela nem tem tempo de reagir pois os homens que o procuram surgem logo de seguida e, quando a tratam desrespeitosamente, ela expulsa-os do quarto. O homem resolve agradecer-lhe com um beijo e ela dá-lhe um murro no nariz e expulsa-o também.

O homem é Joshua Moore, marquês de Hallmere, e volta a ser esmurrado por Freyja, no dia seguinte, já em Bath, quando se voltam a encontrar. Ela causa uma cena, mas quando percebe que afinal foi um mal-entendido, passa pela humilhação de ter de se desculpar a ele.

Eventualmente os dois desenvolvem uma amizade muito baseada em ele meter-se com ela e ela ameaçar esmurrá-lo (e, ocasionalmente, tentar, de facto). E quando a tia dele chega a Bath determinada em casá-lo com a filha dela, ele propõe a Freyja que o ajude fingindo ser noiva dele. Mas o que era suposto ser uma situação temporária parece não ter fim à vista e nenhum deles parece ter pressa de romper o noivado...

Como já disse, a Freyja não é uma das minhas heroínas favoritas, mas gostei muito do Joshua. Ele é muito mais do que parece e passou por muito, mas não se tornou numa pessoa amarga, bem pelo contrário, é alegre e brincalhão e era precisamente disso que a Freyja precisava.

Não foi o meu favorito da série, mas eu gosto sempre de um falso noivado...


Classificação: 4

sábado, 14 de julho de 2018

Opinião: "Aquele Beijo"

Título original: It's In His Kiss
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #7
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Agosto de 2015
ISBN: 9789892332093
Páginas: 352


Sinopse: Gareth St.Clair vive momentos difíceis. Após a morte do irmão, passa a ser o único herdeiro da fortuna do pai. Infelizmente, o ódio deste por Gareth é tanto que prefere desbaratar o seu património a vê-lo nas mãos do filho. Resta-lhe como legado um velho diário, escrito pela avó paterna, que poderá conter os segredos do seu passado e a chave para o seu futuro. O único problema é que… o diário foi escrito em italiano, uma língua que o jovem não domina de todo.
Por um golpe de sorte, Gareth conhece Hyacinth Bridgerton, a mais jovem menina do conhecido clã, que nunca recusa um desafio, embora o seu italiano deixe muito a desejar. Além disso, Gareth intriga-a, pois parece estar sempre a rir-se dela. Juntos, embrenham-se nas páginas do velho diário, mas aquilo que vão descobrir transcende as palavras escritas em papel, e manifesta-se sob a forma de um simples - mas inesquecível - beijo…


A minha opinião: Não é fácil ser a irmã mais nova dos Bridgerton. Que o diga Hyacinth Bridgerton... Não só é a mais nova de oito irmãos, como quatro deles são homens... Ainda por cima nunca conheceu o pai, já que a mãe estava grávida dela quando ele morreu. Hyacinth cresceu, assim, superprotegida por toda a família, mas isso não a impediu de herdar a famosa rebeldia dos Bridgerton...

Tal como a sua irmã Eloise, Hyacinth é inteligente, obstinada, desbocada e irrequieta, tudo qualidades que a colocam firmemente fora da lista de noivas potenciais para os lordes em busca de mulher. Contudo, Hyacinth herdou também a bondade da família e Lady Danbury é, para além da sua família, uma das suas pessoas favoritas. E é por isso que a vai visitar todas as semanas para lhe ler. E é numa dessas visitas que conhece o neto dela, Gareth St.Clair.

Gareth sempre teve uma relação difícil com o pai, mas agora que o seu irmão morreu e ele passou a ser o único herdeiro, essa relação complicou-se ainda mais. Tendo herdado o diário da sua avó paterna, tem esperança de encontrar nele a resposta para segredos do passado e, talvez também para o seu futuro. O problema é que o diário foi escrito em italiano, língua que ele não domina. E é quando visita a avó materna, Lady Danbury, que conhece Hyacinth que, nunca voltando costas a um desafio, aceita traduzir-lhe o diário. Só há um pequeno senão... Hyacinth não é tão fluente a italiano como deu a entender...

A tradução do diário converte-se numa caça ao tesouro o que força Gareth e Hyacinth a conviverem fora dos normais círculos sociais. E a verdade é que Gareth intriga Hyacinth, pois ele não parece intimidado pela inteligência e perspicácia dela. Aliás, parece até apreciar tanto essas qualidades nela como aprecia uma boa troca de comentários mordazes entre ambos. E é o primeiro homem capaz de a deixar sem palavras...

Gareth tem a reputação de ser tão bonito quanto é perverso e, certamente, não está à procura de mulher. Mas Hyacinth não é como nenhuma mulher que já conheceu. Ela não finge ser quem não é para tentar arranjar marido, pelo contrário, ela diz o que tem a dizer quando o tem a dizer, sendo completamente desprovida de filtro. E é tão bela quanto inteligente e Gareth adora quando consegue provocá-la e deixá-la sem resposta...

Julia Quinn não desaponta e Aquele Beijo, como os anteriores da série, é um livro fantástico. Mas é também, pelo menos até aqui, o livro mais leve. Nem Hyacinth nem Gareth são personagens particularmente atormentados e não há propriamente uma grande dificuldade que tenham de ultrapassar. São ambos jovens que se apaixonam no decorrer de uma aventura e foi divertido acompanhá-los.

Agora só me resta saber o que a autora reservou para o Gregory...

Fonte

Uma nota final para capa da edição portuguesa: quem é que é suposto ser a loura da capa? É que a Hyacinth, como todos os seus irmãos, tem cabelo castanho... E não me lembro de ela ter um cão...


Classificação: 5

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Opinião: "A Tábua de Flandres"

https://www.wook.pt/livro/a-tabua-de-flandres-arturo-perez-reverte/2990597?a_aid=4e767b1d5a5e5
Título original: La tabla de Flandes
Autor: Arturo Pérez-Reverte
Tradutor: Maria do Carmo Abreu
Editor: Asa
Edição/reimpressão: Janeiro de 2016
ISBN: 9789892306711
Páginas: 336

Sinopse: No final do século XV, um velho mestre flamengo introduz num dos seus quadros um enigma que pode mudar a história da Europa. No quadro, o duque de Ostenburgo e o seu cavaleiro estão embrenhados numa partida de xadrez enquanto são observados por uma misteriosa dama vestida de negro. Todavia, à época em que o quadro foi pintado, um dos jogadores já havia sido assassinado.
Cinco séculos depois, uma restauradora de arte encontra a inscrição oculta: uis necavit equitem? (Quem matou o cavaleiro?) Auxiliada por um antiquário e um excêntrico jogador de xadrez, a jovem decide resolver o enigma. A investigação assumirá contornos muito singulares: o seu êxito ou fracasso será determinado, jogada a jogada, através de uma partida de xadrez constantemente ameaçada por uma sucessão diabólica de armadilhas e equívocos.

Livro fundamental para os amantes do mistério, A Tábua de Flandres foi a obra que tornou Arturo Pérez-Reverte no escritor espanhol contemporâneo mais lido em todo o mundo. Já adaptado ao cinema, é um apaixonante puzzle que o autor encadeia com uma destreza absolutamente excepcional.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Opinião: "A Bela e o Vilão"

Título original: When He Was Wicked
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #6
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Março de 2015
ISBN: 9789892329239
Páginas: 352

Sinopse: Libertino. Devasso. Debochado. Três adjetivos que podiam descrever Michael Stirling na perfeição. Bem conhecido nas festas londrinas, quer desempenhasse o papel de sedutor ou o papel de seduzido, uma coisa era certa: nunca entregava o coração. Ele teria até acrescentado a palavra “pecador” ao seu cartão de visita se não achasse que isso mataria a pobre mãe.
Mas ninguém é imune ao amor. Quando a seta de cupido atinge Michael, dá início a uma longa e tortuosa paixão – pois o alvo dos seus afetos, Francesca Bridgerton, tem casamento marcado com o seu primo.
Mas isso foi antes. Agora, Francesca está novamente livre. Infelizmente, ela vê Michael apenas como um ombro amigo – até à fatídica noite em que lhe cai inocentemente nos braços, e a paixão se revela mais poderosa e intensa do que o mais perverso dos segredos…

A minha opinião: E heis que tenho um novo favorito nesta série! A Célia do Estante de Livros já me tinha dito que eu ia gostar, e não estava enganada...

Por isso, vou já despachar os reparos à edição portuguesa para poder passar a fangirlar:
  1. Mas que raio de título é este? É suposto o Michael ser o vilão? Porque não é. Nem sequer faz sentido usar essa palavra no contexto da história... Qual era o mal de "Quando Ele Era Perverso?"
  2. A capa é bonita, mas seria mais adequada a um romance contemporâneo. Mas não é a pior...
A história tem início depois dos eventos de Amor e Enganos. Francesca casou-se com o homem que ama, John Stirling, o Conde de Kilmartin. E foi nessa noite que Michael Sterling, o primo de John, conheceu a mulher por quem se apaixonou. Infelizmente, essa mulher é Francesca... E assim começa o tormento de Michael, que adora o primo e usa outras mulheres para tentar esquecer Francesca, mas sem sucesso. Os três acabam por formar um trio inseparável e Francesca e Michael tornam-se grandes amigos. Mas apenas dois anos depois de casarem, John morre durante o sono.

Francesca está grávida, mas perde a criança, o que significa que Michael é agora o Conde de Kilmartin... Mas quando todos esperam que ele ocupe o lugar do primo, inclusive Francesca, o peso da culpa por estar a roubar a vida do primo é demasiado e ele foge para a Índia.

Quatro anos depois, Michael regressa a Londres e descobre que nem o tempo nem a distância foram suficientes para diminuir o seu amor por Francesca. Mas quando ela lhe comunica a sua intenção de voltar a casar, pois quer ter filhos, Michael percebe que o seu pesadelo está só a começar...

Francesca sentiu a falta de Michael. Afinal, ela não perdeu só o marido, perdeu também o melhor amigo. E nunca percebeu porquê... E agora que ele está de volta ela começa a reparar nele de uma forma que nunca antes tinha feito. Mas ela não pode pensar no primo do falecido marido dessa forma, pois não?

E é precisa uma ajudinha do mais improvável dos cupidos, Colin Bridgerton, que por esta altura está com os seus próprios problemas (a acção é simultânea à de A Grande Revelação), para que estes tolinhos finalmente se entendam.

Adorei tanto esta história! O Michael é um protagonista fantástico que na verdade nunca faz justiça à sua reputação de perverso (tirando, talvez, na cama) e a Francesca é uma mulher forte, apaixonada e decidida, que adora a família, mas tem noção de que é diferente. Eles entendem-se tão bem e complementam-se de uma forma fantástica. Eu adoro histórias de amor entre amigos, e esta definitivamente vai para o top!

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Opinião: "Anjos Rebeldes"

Título original: Rebel Angels
Autor: Libba Bray
Série: Gemma Doyle #2
Tradutor:
Editor: Asa
Edição/reimpressão: Junho de 2014
ISBN: 9789892327624
Páginas: 480

Sinopse: Ah, o Natal! Gemma Doyle está desejosa das férias fora da Academia Spence, de passar o tempo com as amigas na cidade, de ir a bailes elegantes e, numa nota sombria, de cuidar do pai doente. Quando se prepara para entrar no Ano Novo de 1896, um jovem bonito, Lorde Denby, parece estar interessado em conquistar Gemma. No entanto, no meio das distrações de Londres, as visões de Gemma intensificam-se - visões de três raparigas vestidas de branco, a quem algo terrível aconteceu, algo que só os reinos podem explicar...

A atração é forte, e em pouco tempo, Gemma, Felicity e Ann estão a transformar flores em borboletas no mundo encantado dos reinos a que só Gemma pode levá-las. Para grande alegria delas, a sua querida Pippa também está lá, ansiosa por completar o círculo de amizade.

Mas nem tudo está bem nos reinos - ou fora dele. O misterioso Kartik reapareceu, dizendo a Gemma que ela deve encontrar o Templo e vincular a magia, ou algo terrível irá acontecer-lhe. Gemma está disposta a fazer-lhe a vontade, apesar dos perigos que isso acarreta, pois isso significa que irá encontrar-se com a maior amiga da sua mãe - e agora sua inimiga, Circe. Até Circe ser destruída, Gemma não pode viver o seu destino. Mas encontrar Circe revela-se uma tarefa muito perigosa.

A minha opinião: (Contém spoilers para os livros anteriores da série) Passaram dois meses desde os acontecimentos de Uma Grandiosa e Terrível Beleza. As férias de Natal aproximam-se e Gemma mal pode esperar. Não só está desejosa por rever a família, mas também por deixar a Academia Spence durante algumas semanas. Se ao menos se conseguisse livrar dos pesadelos...

Mas também Felicity e Ann a pressionam para voltar aos reinos e depois Kartik diz-lhe que quando ela quebrou as Ruínas do Oráculo para libertar a mãe, quebrou também o vínculo da Ordem que mantinha a magia presa nos reinos. E que a única forma de voltar a vincular a magia é reclamá-la no Templo. O problema é que ninguém sabe onde o Templo fica...

Quando finalmente regressam aos reinos, as amigas ficam radiantes ao ver que Pippa ainda lá está, mais linda do que nunca! Mas Gemma não consegue afastar a sensação de que Pippa deveria ter atravessado, tal como a sua mãe fez. E à medida que o tempo passa e que Pippa tem comportamentos cada vez mais estranhos, mais forte essa sensação se torna.

Entretanto têm ainda que lidar com as respectivas famílias e com os eventos sociais que é suposto frequentarem. O pai de Gemma está cada vez pior e o seu irmão desespera para o ajudar. Felicity parece ter uma família ideal, mas as aparências podem iludir. E Ann alinha na ideia maluca de Felicity de fingir ter descoberto ser descendente da nobreza russa, o que só pode acabar mal...

Quando Gemma começa a ter visões e a nova professora da Spence aparece em Londres e parece muito interessada na antiga vítima de Circe que está internada em Bethlem e que pode ser a chave para encontrar o Templo, Gemma recorre ao único adulto em que pode confiar: a professora Moore.

E como se não bastasse, os Rakshana, ordem da qual Kartik é membro, parecem ter motivos ocultos... 

O peso da responsabilidade está a começar a afectar Gemma, ainda para mais quando tem o vislumbre de um futuro normal, já que Lorde Simon Denby parece interessado nela. Mas será mesmo um futuro normal o que está destinado para ela?

Mal posso esperar por ler o último livro desta trilogia, mas posso ter de o ler em inglês, já que não está ainda publicado em português. Agora que a identidade de Circe foi desvendada e que o confronto entre ela e Gemma é não só inevitável, mas também iminente, quero muito saber o que vai acontecer... Para além do mais o futuro das três amigas preocupa-me, afinal não era fácil ser uma mulher no final do século XIX...

E OMD, quero tanto saber como vai ficar a relação entre a Gemma e o Kartik. Por um lado, quero tanto que eles fiquem juntos! Por outro lado, já dei milhentas voltas à cabeça e não consigo conceber um cenário credível que permita que isso aconteça e isso parte-me o coração... Também quero muito que a Felicity e a Ann tenham um final feliz. Elas merecem, caraças! Deixa-me lá ir mandar um mail à Asa para ver se vale a pena esperar pela tradução portuguesa ou não...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Opinião: "Ligeiramente Perverso"

Título original: Slightly Wicked
Autor:
Bedwyn Saga #2
Tradutor: Ana Sofia Pereira
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Março de 2014
ISBN: 9789892325682
Páginas: 368

Sinopse: A família Bedwyn está de volta. Estes seis irmãos e irmãs são capazes de tudo para concretizarem os seus sonhos… até de mandar às urtigas as normas rígidas da alta sociedade britânica, na qual continuam a fazer os possíveis por não ferir demasiado os sentimentos alheios.

É difícil resistir a Lord Rannulf Bedwyn. Para Judith Law, ele é um sonho tornado realidade. É com este belo desconhecido que a jovem decide passar a única noite de paixão da sua vida. Na manhã seguinte, ela submete-se resignadamente ao deprimente papel de dama de companhia de uma tia rica. Judith nunca pensou voltar a ver o homem a quem se entregou de forma tão arrebatada... e imprópria, muito menos encontrá-lo sob o mesmo teto e a cortejar a sua prima. Só que as aparências iludem. Rannulf não esqueceu a noite que passaram juntos. E Judith luta consigo mesma e com essa memória, à qual não pode ceder sob pena de perder a proteção da tia, o seu único sustento após a ruína da família. Quando um escândalo ameaça destruir a sua já frágil existência, Rannulf não hesita em recorrer ao poder e influência dos Bedwyn para a salvar. Os sentimentos de ambos estão ao rubro. Mas qual o futuro de uma relação que começou com uma paixão despudorada e culminou em humilde gratidão? Poderá o verdadeiro amor nascer de algo ligeiramente perverso?

A minha opinião: Judith Law sempre se sentiu deslocada na sua própria família. Mas sentia-se satisfeita com a vida que tinha. Infelizmente, porque o seu irmão desfalcou as finanças da família, ela vê-se agora forçada a abandonar o lar para servir de dama de companhia da sua tia rica. Uma das coisas que a torna tão diferente da família é o facto de ser sonhadora e é por isso que, quando a diligência na qual segue descarrila enquanto ela sonha com salteadores, e um cavalheiro se aproxima a cavalo e se oferece para a levar consigo e procurar ajuda, ela aceita.

Rannulf Bedwyn encontrava-se a caminho da propriedade da avó quando se deparou com a diligência acidentada. E a sua intenção era apenas certificar-se de que não haviam feridos e seguir em busca de auxílio. Mas uma certa passageira ruiva mexe com ele e não resiste a oferecer-lhe boleia.

Judith resolve aproveitar esta última oportunidade do destino para uma aventura antes de passar o resto da vida em casa da tia e apresenta-se como Claire Campbell, uma actriz de teatro da província. Mas também Rannulf se apresenta com um nome falso, Ralf Bedard, e encanta-se com ela de tal forma que lhe sugere que partilhem um quarto quando chegarem à estalagem, até porque ela lhe confessa não ter dinheiro para pagar um quarto.

Judith sabe que não o devia fazer, mas também sabe que esta é a sua única oportunidade para experimentar uma noite de paixão antes de se resignar a uma existência invisível e sem ocorrências. E aceita. Mas a tempestade continua e a noite acaba por se prolongar por mais um dia e uma noite e quando Ralf lhe anuncia que pretende seguir viagem com ela e prolongar a relação até que ambos estejam satisfeitos, Judith não tem outro remédio senão fugir e apanhar uma nova diligência. E Ralf segue para casa da avó.

Aí a avó comunica-lhe que o quer ver casado antes de morrer, o que o assusta porque é bastante visível que a saúde da avó se está a deteriorar. E acaba por lhe prometer considerar cortejar a jovem que ela escolheu, Julianne Effingham. Que é só a prima da Judith...

Quando ele finalmente a vê em casa da tia, embora não a tivesse reconhecido imediatamente, já que a tia é uma megera e a faz usar vestidos sem forma e o cabelo coberto, percebe que foi enganado. Mas também percebe porquê. E, embora saiba que é a prima quem deve cortejar, é Judith o alvo das suas atenções...

Gostei tanto de voltar a conviver com esta família. Gosto tanto deles... A Judith e o Ralf são um casal fantástico e a forma como ele a faz perceber que é bela e talentosa é tão querida. E as avós, OMD, eu lia um livro só sobre elas! Espero não voltar a demorar tanto tempo para conviver novamente com os Bedwyn...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Opinião: "Os Pecados de Lord Easterbrook"

www.wook.pt/ficha/os-pecados-de-lord-easterbrook/a/id/9624002?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9Título original: The Sins of Lord Easterbrook
Autor: Madeline Hunter
Série: Rothwell Brothers #4
Tradutor: Ana Nereu Reis
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Outubro de 2010
ISBN: 9789892310176
Páginas: 304

Sinopse: Christian é excêntrico, enigmático, o mais famoso recluso da aristocracia inglesa. Vive isolado, não tem amigos e o seu coração nunca foi tomado por ninguém... com excepção de Leona, uma mulher determinada, exótica, belíssima. Mas isso aconteceu em Macau, naquela que parece ter sido uma outra vida. Agora, as notícias da chegada de Leona a Londres deixam-no aturdido. Christian decide então que nada o impedirá de finalmente a possuir. Não podia saber que entre as famílias de ambos pulsam segredos impossíveis de ignorar... e que o grande amor da sua vida acalenta um mortal desejo de vingança!

Uma viagem no tempo até uma era marcada por escândalos, intriga e desejos secretos, no novo e sensual romance de Madeline Hunter: a história de um homem capaz de arriscar tudo pela mulher que ama... até a revelação do seu mais secreto pecado.

A minha opinião: E finalmente ficamos a saber o porquê de Christian, Lord Easterbrook, ser como é... Nem os seus irmãos sabem o que lhe aconteceu quando viajou para parte incerta após a morte do pai, evitando a responsabilidade de ser o novo Lord Easterbrool, e porque é que voltou intratável, anti-sociável, um verdadeiro eremita irascível. Mas a verdade é que pudemos antever nele, nos livros anteriores da série, lampejos de bondade e preocupação com os irmãos (e com a prima), bem como com as cunhadas e até com a prima da sua cunhada.

Não vou desvendar aqui o porquê do seu desaparecimento misterioso (mas está relacionado com a turbulenta relação dos seus pais, da qual também já nos tinham sido revelados alguns pormenores anteriormente), mas foi a sua passagem por Macau que mais o marcou...

E agora o passado regressou, sobre a forma da mulher por quem se apaixonou em Macau há sete anos, Leona Montgomery. Leona está em Londres com o pretexto de desenvolver contactos que permitam ao irmão expandir a companhia de comércio que tem em Macau, mas o verdadeiro motivo é descobrir quem esteve por detrás da conspiração para calar o seu pai, arruinando-o e, ultimamente, causando-lhe uma morte prematura.

Quando descobre que Leona está em Londres, Christian resolve terminar o que começou em Macau e seduzi-la até que ela se renda a ele. E quando descobre o verdadeiro motivo para a sua presença em Londres, tenta a todo o custo distraí-la e afastá-la da verdade, pois Christian sabe mais do que admite e sabe que insistir em desenterrar o passado apenas a colocará em perigo.

Leona sabe que não deve confiar em Christian, mas não consegue deixar de o fazer. Contudo, não consegue manter-se afastada como ele lhe pede, pois o desejo de vingar o pai é simplesmente demasiado forte. À medida que o sentimento entre ambos refloresce, e quando se torna evidente o preço que Christian terá de pagar para proteger a mulher que ama, conseguirá ele pôr o amor à frente da lealdade familiar?

Não tendo sido o meu livro preferido da série, ainda assim gostei bastante, particularmente porque tinha muito curiosidade com a história do Christian... E a Leona é fantástica, capaz de o enfrentar sem temer o seu mau feitio, ou não tivesse ela sangue português!

Gostei muito de acompanhar os irmãos Rothwell e as mulheres que lhes dão volta à cabeça e foi muito bom rever os protagonistas dos livros anteriores e ver como se estão a dar com a vida de casados. Vou ter saudades deles...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2015, Mount TBR 2015 e Monthly Motif Challenge 2015 (Oldie but Goodie)