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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Opinião: "Ligeiramente Indecente"

Título original: Slightly Sinful
Autor: Mary Balogh
Série: Bedwyn Saga #5
Tradutor: Ana Álvares
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Março de 2016
ISBN: 9789892334530
Páginas: 336


Sinopse: É no campo da Batalha de Waterloo, entre os soldados feridos, que Rachel York espera encontrar a salvação para si e para as suas amigas. Ludibriadas por um falso pretendente, as quatro encontram-se agora longe de casa, na penúria e obrigadas a viver num bordel.
Mas Rachel é uma jovem cheia de recursos e não se dá por vencida. A solução para todos os seus problemas – pensa – está num belo soldado moreno que perdeu a memória.
Pois para poder receber uma avultada herança, Rachel precisa de um marido. Basta convencer o soldado desconhecido a alinhar no jogo. O que ninguém sabe é que o jovem é nada menos que Lord Alleyne, o benjamim da família Bedwyn. Mas, por muita boa vontade que ele tenha, nada corre como planeado ao chegarem a Inglaterra. E a situação complica-se – quanto mais não seja pela crescente atração entre os falsos noivos, numa farsa que parece ser ligeiramente... indecente.


A minha opinião: Ligeiramente Indecente começa em simultâneo com os acontecimentos do livro anterior, Ligeiramente Tentador: com a batalha de Waterloo. Após a batalha, Rachel York e as suas amigas (quatro prostitutas que foram enganadas pelo noivo de Rachel que fugiu com as poupanças delas e também todo o dinheiro de Rachel) resolvem ir para o campo de batalha e pilhar os cadáveres.

Contudo, a teoria é bastante diferente da prática e, quando lá chega Rachel descobre que não é capaz de o fazer... Mas acaba por descobrir um homem jovem e completamente nu que, embora gravemente ferido, não está ainda morto. Começa a pedir ajuda, mas quando ninguém faz caso dela, diz que o homem ferido é o seu marido. E um sargento, também ele ferido, prontifica-se para os ajudar.

E é assim, que, ao invés de ajudar as amigas, que só se encontram naquela situação por causa dela, Rachel acaba por as sobrecarregar ao levar para a casa delas (onde se encontra a viver), um homem inconsciente e a lutar pela vida e um ex-soldado cego de uma vista.

Esse homem é, obviamente, Alleyne Bedwin, que foi presumido morto no livro anterior. Ele foi alvejado na coxa e, ao cair do cavalo bateu com a cabeça. Com o cuidado de Rachel e das outras mulheres, ele acaba por recuperar, mas não tem memória de quem é, nem do que estava a fazer no campo de batalha.

Quando percebe onde se encontra, assume que Rachel também é uma prostituta e ela não o corrige... Afinal, a atracção entre eles é intensa e ela já não tem nada a perder...

Mas elas não podem ficar em Bruxelas para sempre, e o que mais desejam é apanhar o pulha que as enganou, por isso engendram um plano. Rachel tem direito a uma herança ao casar, por isso vão viajar para Inglaterra e apresentar Jonathan (que é como chamam a Alleyne) como o marido dela. Depois de receber a herança, Jonathan pode partir em busca de respostas sobre que é e elas irão em busca de vingança... Mas o que acontecerá quando Rachel perceber que o tio não é o monstro que pensava? E será Alleyne capaz de partir quando ela já não precisar dele?

Gostei muito da história do Alleyne... Adorei o facto de ter sido ao perder a memória que percebeu realmente quem é e o que quer da vida. E a relação dele com a Rachel é fantástica! Também adorei as quatro senhoras do bordel que são espectaculares, especialmente quando abraçam tão convincentemente os seus papéis na farsa para o tio da Rachel! E o sargento Strickland também é uma personagem notável!

Já só me falta saber o que a autora reservou para o irmão mais velho, Wulfric Bedwyn, o Duque de Bewcastle. Aposto que vai ser bom!


Classificação: 4

Fonte

domingo, 28 de julho de 2019

Opinião: "Os Bridgerton Felizes Para Sempre"

Título original: The Bridgertons: Happily Ever After
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #9
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Outubro de 2016
ISBN: 9789892336732
Páginas: 304


Sinopse: ERA UMA VEZ UMA FAMÍLIA MUITO ESPECIAL…

Sob a batuta de uma matriarca formidável, os Bridgerton são mais do que uma família, eles são uma força da natureza. Ao longo de oito romances, leitores de todo o mundo riram à gargalhada, emocionaram-se, choraram e apaixonaram-se por estes oito irmãos, pelos seus tios e tias, sogras, sobrinhos e amigos (sem esquecer o cão obeso). De tal forma que, no final, todos os leitores ansiaram por mais.

E perguntaram à autora…

E agora? O que acontece a seguir? O Simon lê as cartas do pai? A Francesca e o Michael têm filhos? Quem consegue a desforra no jogo de palamalho?

Será que o “Fim” tem mesmo de ser o fim?

Também Julia Quinn ansiava responder a estas e outras questões. Por isso, decidiu continuar. Tudo o que ficou por contar é agora revelado em Os Bridgerton: Felizes Para Sempre… até mesmo a história secreta por detrás do amor perfeito de Violet Bridgerton.

Até sempre, Bridgertons!


A minha opinião: Depois de acompanharmos os amores e desamores dos oito irmãos Bridgerton, Julia Quinn resolveu dar aos seus fãs um miminho sob a forma de oito segundos epílogos, um para cada um dos livros da série, bem como uma pequena novela sobre os pais Bridgerton, Violet e Edmund.

Gostei muito de os ler, se bem que o meu preferido foi mesmo a novela sobre a história de amor que deu início a tudo, a história de Violet e Edmund.

Crónica de Paixões & Caprichos - ficamos a saber o conteúdo das cartas do pai de Simon, e porque motivo ele resolveu lê-las. Gostei muito de rever o Simon e a Daphne, bem como a sua prole. Também temos um vislumbre do Colin e da Penelope e dos filhos deles.

Peripécias do Coração - quem não se lembra do infame jogo de palamalho? Pois bem, não é por estarem casados e se amarem que Anthony e Kate deixaram de ser competitivos... Aliás, o jogo, com todos os jogadores originais, é agora um acontecimento anual. E continua tão divertido como o original!

Amor e Enganos - nesta versão da Cinderela, apenas uma das irmãs era malvada. Posy não só era boa, como foi fundamental para o final feliz de Benedict e Sophie. Por isso a autora achou que também ela merecia um final feliz. Eu também acho. E gostei muito de o ler.

A Grande Revelação - o título em Português diz tudo: neste livro é revelada a identidade da infame Lady Whistledown. Contudo, porque a revelação só é feita no final do livro, nunca assistimos à reacção de Eloise ao saber. E é isso que a autora nos dá neste epílogo.

Para Sir Phillip, Com Amor - quando casou com Phillip, Eloise tornou-se madrasta dos gémeos Amanda e Oliver. Adversários à altura dela, se alguém lhes iria conseguir dar a volta, seria Eloisa. Conseguiu, e bem. Aqui acompanhamos Amanda, na primeira pessoa, e já adulta, enquanto esta se apaixona.

A Bela e o Vilão - o meu livro preferido da série só poderia ter um segundo epílogo que respondesse à questão que motivou a sua história: conseguiria Francesca ter, finalmente, o filho que tanto desejava? Este deixou-me de coração apertadinho... Mas fiquei tão feliz pela Francesca e pelo Michael no final!

Aquele Beijo - Hyacinth e Gareth juntam-se porque buscam diamantes escondidos na casa dele. No final, é a filha deles que os encontra, mas volta a escondê-los onde os encontrou nunca tendo revelado que os encontrara. Neste segundo epílogo ficamos a saber que Hyacinth nunca desistiu de os procurar...

A Caminho do Altar - o segundo epílogo começa onde o primeiro termina: com Lucy a dar à luz pela última vez. São gémeas e o parto é difícil. E se as meninas nascem saudáveis, Lucy tem complicações pós-parto. Felizmente Hyacinth está lá para apoiá-la e a Gregory. Obviamente que o final é feliz, mas o percurso é complicado.

O Amor Perfeito de Violet - a história de como Violet e Edmund Bridgerton se conheceram e se apaixonaram. Também assistimos à morte precoce de Edmund, o nascimento de Hyacinth, temos um vislumbre do baile onde Benedict conhece Sophie (e onde percebemos que os irmãos Bridgerton são tão protectores da mãe como eram das irmãs) e uma cena final onde Violet confidencia a Daphne que, embora tenha sentido sempre a falta do marido, foi e continua a ser feliz, com os filhos e os muitos netos!


Classificação: 4

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Opinião: "Ligeiramente Tentador"

Título original: Slightly Tempted
Autor:
Bedwyn Saga #4
Tradutor: Maria do Carmo Romão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Julho de 2015
ISBN: 9789892331744
Páginas: 336


Sinopse: Vingança. É essa a palavra que paira na mente de Gervase Ashford, conde de Rosthorn, ao conhecer a bela Lady Morgan Bedwyn. Em circunstâncias normais, o jovem aristocrata não lhe teria dispensado mais do que um breve olhar de apreciação. Mas esta é uma situação em tudo excecional pois Morgan é irmã do seu pior inimigo. Na cabeça de Gervase começa a delinear-se um plano ligeiramente tentador…
Liberdade. À boa maneira da família Bedwyn, é esse o desejo de Lady Morgan. Há muito que a jovem acalenta o sonho de casar por amor, e está tudo menos disposta a ser um peão no jogo do conde. Mais, ela está decidida a mostrar-lhe que se meteu com a pessoa errada. Mas quando dá por si perdida em plena batalha de Waterloo, é em Gervase que encontra o tão desejado ombro amigo.

Para o conde, a situação revela-se perfeita. Entre ele e a realização do seu plano, existe apenas um obstáculo: a voluntariosa, obstinada e irresistível Morgan Bedwyn.


A minha opinião: Ligeiramente Tentador é diferente dos primeiros livros da série. O contexto histórico é muito desenvolvido e muito importante para a história. De facto, é fundamental para que o romance aconteça.

Morgan Bedwin está em Bruxelas com a família de uma amiga e, pela primeira vez, sente-se independente. Afinal, apenas o seu irmão Alleyne se encontra também lá, mas em trabalho, por isso ela tem mais liberdade do que alguma vez teve.

Gervase Ashford, conde de Rosthorn, está exilado no continente há nove anos. E o culpado é Wulfric Bedwin, conde de Bewcastle, e o irmão mais velho de Morgan. Por isso, quando Gervase descobre que a irmã mais nova dele está no mesmo baile que ele, resolve usá-la para se vingar. O seu plano é simples: seduzir Morgan e arruinar-lhe a reputação.

Mas Morgan não se revela fácil de seduzir, já que, mesmo sem saber quem Gervase é, nem qual o seu plano, desconfia do seu súbito interesse nela. E resiste à sua sedução, o que só o faz tentar mais... Apesar disso, acabam por desenvolver uma amizade. E quando as tropas de Napoleão avançam em direcção a Bruxelas, essa amizade fortalece-se ainda mais.

Alleyne insiste que a irmã regresse a Inglaterra, mas o filho da família com quem ela está é capitão no exército e esta insiste em ficar, pois não acredita que seja possível que as tropas de Napoleão alguma vez cheguem à cidade... Tudo se precipita na noite do baile da duquesa de Richmond. Todos os oficiais aí presentes recebem ordens de marcha e, de repente, toda a cidade tem de lidar com as consequências da batalha.

Mesmo depois da derrota de Napoleão em Waterloo, há que lidar com os mortos, os feridos e os desaparecidos. Um desses desaparecidos é Alleyne e é por isso que Morgan se recusa a partir para Inglaterra. Fica em casa da mulher de um oficial onde ajuda a cuidar dos soldados feridos que aí são acolhidos. O seu único amigo é Gervase e é a ele que recorre quando recebe a notícia de que o seu irmão foi presumido como morto, apesar do seu corpo não ter sido recuperado.

Gervase tenta ser um ombro amigo, mas quando ela procura o seu contacto humano como forma de afogar as mágoas, ele não consegue negá-la. Ele quer fazer a coisa certa, mas ela recusa-se. Regressam juntos a Inglaterra, o que só mancha ainda mais a reputação dela. Por isso, chegam a um acordo: fingirão um noivado que ela depois irá romper. Nesta altura já ele está caídinho por ela e resolve usar o noivado falso para lhe fazer uma corte a sério. Conseguirá ele conquistá-la?

Gostei bastante de Ligeiramente Tentador. O contexto histórico dá-lhe uma certa profundidade, mas também o torna mais pesado. Ler sobre o após-batalha em Bruxelas foi difícil, pois decerto, foi mesmo assim que tudo se passou. A Morgan e o Gervase fazem um par perfeito e adorei ver como toda a família dela se uniu para a apoiar quando ela precisou. E a família dele também!

Mal posso esperar por ler o próximo. Acho que será uma das minhas primeiras leituras de 2019!


Classificação: 4

Fonte

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Opinião: "A Caminho do Altar"

Título original: On the Way to the Wedding
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #8
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Maio de 2016
ISBN: 9789892335292
Páginas: 400


Sinopse: Gregory Bridgerton procura a sua alma gémea. Acredita fervorosamente no amor verdadeiro, por isso não tem dúvidas de que saberá reconhecer a mulher da sua vida com facilidade. E, de facto, ao conhecer Hermione Watson, o jovem fica rendido.

Mas, oh... que tragédia!, a estonteante Hermione está apaixonada por outro. É aí que entra Lucy Abernathy, a melhor amiga dela, sempre disposta a ajudar. Mesmo quando percebe que ela própria sucumbiu ao incurável romantismo de Gregory.

Infelizmente, existe um outro “mas”... Pois Lucy está noiva, e tenciona colocar a honra acima dos seus sentimentos. Quanto a Gregory, no momento em que finalmente compreende que os desígnios do coração são mais intrincados do que pensava, já a sua amada vai a caminho do altar. Será que é demasiado tarde?

A Caminho do Altar é o oitavo volume da deliciosa série protagonizada pela família Bridgerton.


A minha opinião: Depois de ver os seus sete irmãos apaixonarem-se perdidamente, Gregory Bridgerton sabe que, mais tarde ou mais cedo, irá encontrar a mulher da sua vida. E, ao contrário dos irmãos Anthony e Colin, que lutaram afincadamente contra o destino, Gregory mal pode esperar por encontrar o amor. E agora, finalmente, encontrou-o. Assim que vê Hermione Watson sabe que encontrou a mulher com quem irá casar...

Mas Hermione tem muitos pretendentes e trata-o com a mesma indiferença com que trata os outros. Contudo, a melhor amiga dela, Lucy Abernathy, reconhece as qualidades de Gregory e oferece-se para o ajudar a cortejar Hermione. Lucy é uma rapariga prática que não acredita no amor. O que é bom, porque o tio lhe arranjou um noivado com um conde dez anos mais velho... Mas o romantismo de Gregory parece ser contagioso e a verdade é que, quanto mais tempo passa com ele enquanto planeiam aproximá-lo de Hermione, mais ela começa a questionar o seu futuro...

Hermione, no entanto, parecia só estar à espera do pretendente certo e, quando ele aparece, acaba por ser apanhada numa situação compremetedora... O que significa que as ilusões de Gregory são, para sempre, estilhaçadas. Mas, então, porque é que ele não se sente pior? Será que a mulher certa para ele é, afinal, Lucy? Ela retribui os seus sentimentos, porém, está comprometida com outro, e Lucy sempre foi uma mulher honrada. Conseguirá Gregory convencê-la a dar uma oportunidade a ele e ao amor?

Uma história com os Bridgerton é sempre boa, mas confesso que os livros do Gregory e da Hyacinth não me satisfizeram tanto como os anteriores. Talvez porque, como são os mais novos, sempre que apareciam nos livros dos irmãos eram ainda crianças e eu sinto que não os conheço tão bem...


Fonte

Tenho de fazer um reparo à capa da edição portuguesa: depois de terem usado uma modelo loura para a capa do anterior, agora que realmente faria sentido uma loura, já que é essa a cor do cabelo da Lucy, puseram uma morena...


Classificação: 5

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Opinião: "Ligeiramente Escandalosa"

Título original: Slightly Scandalous
Autor:
Bedwyn Saga #3
Tradutor: Ana Sofia Pereira
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Novembro de 2014
ISBN: 9789892328805
Páginas: 368


Sinopse: Crescer no seio da família Bedwyn não é tarefa fácil; que o diga a jovem Freyja Bedwyn. Tendo passado a infância rodeada por quatro rapazes, habituou-se desde cedo a igualá-los em ousadia e independência. 
Mas o atrevimento - tolerável numa menina - é considerado inaceitável numa mulher. 

Quando, a meio de uma viagem a Bath, o quarto em que Freyja está hospedada é invadido por um atraente fugitivo, a jovem não tem meias-medidas e esmurra-o. Ele é Joshua Moore, o petulante marquês de Hallmere. Nessa noite mal adivinham que, dias depois, estarão... noivos. Para duas pessoas que anseiam por liberdade e parecem detestar-se, esta reviravolta é, no mínimo, inexplicável.

Entre o choque e a admiração, a alta sociedade não se cansa de especular sobre a origem de uma relação tão enigmática, excessiva, e ligeiramente escandalosa...


A minha opinião: A heroína de Ligeiramente Escandalosa é Freyja Bedwyn, que já conhecia de livros anteriores. E, para ser sincera, não gostava lá muito dela. Mas a autora faz um bom trabalho a explicar o porquê dela ser assim e, ainda que nunca venha a ser uma das minhas protagonistas preferidas, fiquei a gostar um bocadinho dela...

Em Ligeiramente Escandalosa, Freyja parte para Bath para evitar estar em casa quando o primeiro filho do vizinho (e o seu grande amor da adolescência) nascer. Embora tente convencer-se a si própria que não é inveja nem despeito o que sente, a verdade é que são ambos, portanto o melhor é estar bem longe de toda a felicidade vizinha.

Durante a viagem, Freyja tem de pernoitar numa estalagem duvidosa e, durante a noite, vê o seu quarto invadido por um homem que se esconde no seu armário e lhe pede para fingir que não o viu. Ela nem tem tempo de reagir pois os homens que o procuram surgem logo de seguida e, quando a tratam desrespeitosamente, ela expulsa-os do quarto. O homem resolve agradecer-lhe com um beijo e ela dá-lhe um murro no nariz e expulsa-o também.

O homem é Joshua Moore, marquês de Hallmere, e volta a ser esmurrado por Freyja, no dia seguinte, já em Bath, quando se voltam a encontrar. Ela causa uma cena, mas quando percebe que afinal foi um mal-entendido, passa pela humilhação de ter de se desculpar a ele.

Eventualmente os dois desenvolvem uma amizade muito baseada em ele meter-se com ela e ela ameaçar esmurrá-lo (e, ocasionalmente, tentar, de facto). E quando a tia dele chega a Bath determinada em casá-lo com a filha dela, ele propõe a Freyja que o ajude fingindo ser noiva dele. Mas o que era suposto ser uma situação temporária parece não ter fim à vista e nenhum deles parece ter pressa de romper o noivado...

Como já disse, a Freyja não é uma das minhas heroínas favoritas, mas gostei muito do Joshua. Ele é muito mais do que parece e passou por muito, mas não se tornou numa pessoa amarga, bem pelo contrário, é alegre e brincalhão e era precisamente disso que a Freyja precisava.

Não foi o meu favorito da série, mas eu gosto sempre de um falso noivado...


Classificação: 4

sábado, 14 de julho de 2018

Opinião: "Aquele Beijo"

Título original: It's In His Kiss
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #7
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Agosto de 2015
ISBN: 9789892332093
Páginas: 352


Sinopse: Gareth St.Clair vive momentos difíceis. Após a morte do irmão, passa a ser o único herdeiro da fortuna do pai. Infelizmente, o ódio deste por Gareth é tanto que prefere desbaratar o seu património a vê-lo nas mãos do filho. Resta-lhe como legado um velho diário, escrito pela avó paterna, que poderá conter os segredos do seu passado e a chave para o seu futuro. O único problema é que… o diário foi escrito em italiano, uma língua que o jovem não domina de todo.
Por um golpe de sorte, Gareth conhece Hyacinth Bridgerton, a mais jovem menina do conhecido clã, que nunca recusa um desafio, embora o seu italiano deixe muito a desejar. Além disso, Gareth intriga-a, pois parece estar sempre a rir-se dela. Juntos, embrenham-se nas páginas do velho diário, mas aquilo que vão descobrir transcende as palavras escritas em papel, e manifesta-se sob a forma de um simples - mas inesquecível - beijo…


A minha opinião: Não é fácil ser a irmã mais nova dos Bridgerton. Que o diga Hyacinth Bridgerton... Não só é a mais nova de oito irmãos, como quatro deles são homens... Ainda por cima nunca conheceu o pai, já que a mãe estava grávida dela quando ele morreu. Hyacinth cresceu, assim, superprotegida por toda a família, mas isso não a impediu de herdar a famosa rebeldia dos Bridgerton...

Tal como a sua irmã Eloise, Hyacinth é inteligente, obstinada, desbocada e irrequieta, tudo qualidades que a colocam firmemente fora da lista de noivas potenciais para os lordes em busca de mulher. Contudo, Hyacinth herdou também a bondade da família e Lady Danbury é, para além da sua família, uma das suas pessoas favoritas. E é por isso que a vai visitar todas as semanas para lhe ler. E é numa dessas visitas que conhece o neto dela, Gareth St.Clair.

Gareth sempre teve uma relação difícil com o pai, mas agora que o seu irmão morreu e ele passou a ser o único herdeiro, essa relação complicou-se ainda mais. Tendo herdado o diário da sua avó paterna, tem esperança de encontrar nele a resposta para segredos do passado e, talvez também para o seu futuro. O problema é que o diário foi escrito em italiano, língua que ele não domina. E é quando visita a avó materna, Lady Danbury, que conhece Hyacinth que, nunca voltando costas a um desafio, aceita traduzir-lhe o diário. Só há um pequeno senão... Hyacinth não é tão fluente a italiano como deu a entender...

A tradução do diário converte-se numa caça ao tesouro o que força Gareth e Hyacinth a conviverem fora dos normais círculos sociais. E a verdade é que Gareth intriga Hyacinth, pois ele não parece intimidado pela inteligência e perspicácia dela. Aliás, parece até apreciar tanto essas qualidades nela como aprecia uma boa troca de comentários mordazes entre ambos. E é o primeiro homem capaz de a deixar sem palavras...

Gareth tem a reputação de ser tão bonito quanto é perverso e, certamente, não está à procura de mulher. Mas Hyacinth não é como nenhuma mulher que já conheceu. Ela não finge ser quem não é para tentar arranjar marido, pelo contrário, ela diz o que tem a dizer quando o tem a dizer, sendo completamente desprovida de filtro. E é tão bela quanto inteligente e Gareth adora quando consegue provocá-la e deixá-la sem resposta...

Julia Quinn não desaponta e Aquele Beijo, como os anteriores da série, é um livro fantástico. Mas é também, pelo menos até aqui, o livro mais leve. Nem Hyacinth nem Gareth são personagens particularmente atormentados e não há propriamente uma grande dificuldade que tenham de ultrapassar. São ambos jovens que se apaixonam no decorrer de uma aventura e foi divertido acompanhá-los.

Agora só me resta saber o que a autora reservou para o Gregory...

Fonte

Uma nota final para capa da edição portuguesa: quem é que é suposto ser a loura da capa? É que a Hyacinth, como todos os seus irmãos, tem cabelo castanho... E não me lembro de ela ter um cão...


Classificação: 5

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Opinião: "A Tábua de Flandres"

https://www.wook.pt/livro/a-tabua-de-flandres-arturo-perez-reverte/2990597?a_aid=4e767b1d5a5e5
Título original: La tabla de Flandes
Autor: Arturo Pérez-Reverte
Tradutor: Maria do Carmo Abreu
Editor: Asa
Edição/reimpressão: Janeiro de 2016
ISBN: 9789892306711
Páginas: 336

Sinopse: No final do século XV, um velho mestre flamengo introduz num dos seus quadros um enigma que pode mudar a história da Europa. No quadro, o duque de Ostenburgo e o seu cavaleiro estão embrenhados numa partida de xadrez enquanto são observados por uma misteriosa dama vestida de negro. Todavia, à época em que o quadro foi pintado, um dos jogadores já havia sido assassinado.
Cinco séculos depois, uma restauradora de arte encontra a inscrição oculta: uis necavit equitem? (Quem matou o cavaleiro?) Auxiliada por um antiquário e um excêntrico jogador de xadrez, a jovem decide resolver o enigma. A investigação assumirá contornos muito singulares: o seu êxito ou fracasso será determinado, jogada a jogada, através de uma partida de xadrez constantemente ameaçada por uma sucessão diabólica de armadilhas e equívocos.

Livro fundamental para os amantes do mistério, A Tábua de Flandres foi a obra que tornou Arturo Pérez-Reverte no escritor espanhol contemporâneo mais lido em todo o mundo. Já adaptado ao cinema, é um apaixonante puzzle que o autor encadeia com uma destreza absolutamente excepcional.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Opinião: "A Bela e o Vilão"

Título original: When He Was Wicked
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #6
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Março de 2015
ISBN: 9789892329239
Páginas: 352

Sinopse: Libertino. Devasso. Debochado. Três adjetivos que podiam descrever Michael Stirling na perfeição. Bem conhecido nas festas londrinas, quer desempenhasse o papel de sedutor ou o papel de seduzido, uma coisa era certa: nunca entregava o coração. Ele teria até acrescentado a palavra “pecador” ao seu cartão de visita se não achasse que isso mataria a pobre mãe.
Mas ninguém é imune ao amor. Quando a seta de cupido atinge Michael, dá início a uma longa e tortuosa paixão – pois o alvo dos seus afetos, Francesca Bridgerton, tem casamento marcado com o seu primo.
Mas isso foi antes. Agora, Francesca está novamente livre. Infelizmente, ela vê Michael apenas como um ombro amigo – até à fatídica noite em que lhe cai inocentemente nos braços, e a paixão se revela mais poderosa e intensa do que o mais perverso dos segredos…

A minha opinião: E heis que tenho um novo favorito nesta série! A Célia do Estante de Livros já me tinha dito que eu ia gostar, e não estava enganada...

Por isso, vou já despachar os reparos à edição portuguesa para poder passar a fangirlar:
  1. Mas que raio de título é este? É suposto o Michael ser o vilão? Porque não é. Nem sequer faz sentido usar essa palavra no contexto da história... Qual era o mal de "Quando Ele Era Perverso?"
  2. A capa é bonita, mas seria mais adequada a um romance contemporâneo. Mas não é a pior...
A história tem início depois dos eventos de Amor e Enganos. Francesca casou-se com o homem que ama, John Stirling, o Conde de Kilmartin. E foi nessa noite que Michael Sterling, o primo de John, conheceu a mulher por quem se apaixonou. Infelizmente, essa mulher é Francesca... E assim começa o tormento de Michael, que adora o primo e usa outras mulheres para tentar esquecer Francesca, mas sem sucesso. Os três acabam por formar um trio inseparável e Francesca e Michael tornam-se grandes amigos. Mas apenas dois anos depois de casarem, John morre durante o sono.

Francesca está grávida, mas perde a criança, o que significa que Michael é agora o Conde de Kilmartin... Mas quando todos esperam que ele ocupe o lugar do primo, inclusive Francesca, o peso da culpa por estar a roubar a vida do primo é demasiado e ele foge para a Índia.

Quatro anos depois, Michael regressa a Londres e descobre que nem o tempo nem a distância foram suficientes para diminuir o seu amor por Francesca. Mas quando ela lhe comunica a sua intenção de voltar a casar, pois quer ter filhos, Michael percebe que o seu pesadelo está só a começar...

Francesca sentiu a falta de Michael. Afinal, ela não perdeu só o marido, perdeu também o melhor amigo. E nunca percebeu porquê... E agora que ele está de volta ela começa a reparar nele de uma forma que nunca antes tinha feito. Mas ela não pode pensar no primo do falecido marido dessa forma, pois não?

E é precisa uma ajudinha do mais improvável dos cupidos, Colin Bridgerton, que por esta altura está com os seus próprios problemas (a acção é simultânea à de A Grande Revelação), para que estes tolinhos finalmente se entendam.

Adorei tanto esta história! O Michael é um protagonista fantástico que na verdade nunca faz justiça à sua reputação de perverso (tirando, talvez, na cama) e a Francesca é uma mulher forte, apaixonada e decidida, que adora a família, mas tem noção de que é diferente. Eles entendem-se tão bem e complementam-se de uma forma fantástica. Eu adoro histórias de amor entre amigos, e esta definitivamente vai para o top!

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Opinião: "Anjos Rebeldes"

Título original: Rebel Angels
Autor: Libba Bray
Série: Gemma Doyle #2
Tradutor:
Editor: Asa
Edição/reimpressão: Junho de 2014
ISBN: 9789892327624
Páginas: 480

Sinopse: Ah, o Natal! Gemma Doyle está desejosa das férias fora da Academia Spence, de passar o tempo com as amigas na cidade, de ir a bailes elegantes e, numa nota sombria, de cuidar do pai doente. Quando se prepara para entrar no Ano Novo de 1896, um jovem bonito, Lorde Denby, parece estar interessado em conquistar Gemma. No entanto, no meio das distrações de Londres, as visões de Gemma intensificam-se - visões de três raparigas vestidas de branco, a quem algo terrível aconteceu, algo que só os reinos podem explicar...

A atração é forte, e em pouco tempo, Gemma, Felicity e Ann estão a transformar flores em borboletas no mundo encantado dos reinos a que só Gemma pode levá-las. Para grande alegria delas, a sua querida Pippa também está lá, ansiosa por completar o círculo de amizade.

Mas nem tudo está bem nos reinos - ou fora dele. O misterioso Kartik reapareceu, dizendo a Gemma que ela deve encontrar o Templo e vincular a magia, ou algo terrível irá acontecer-lhe. Gemma está disposta a fazer-lhe a vontade, apesar dos perigos que isso acarreta, pois isso significa que irá encontrar-se com a maior amiga da sua mãe - e agora sua inimiga, Circe. Até Circe ser destruída, Gemma não pode viver o seu destino. Mas encontrar Circe revela-se uma tarefa muito perigosa.

A minha opinião: (Contém spoilers para os livros anteriores da série) Passaram dois meses desde os acontecimentos de Uma Grandiosa e Terrível Beleza. As férias de Natal aproximam-se e Gemma mal pode esperar. Não só está desejosa por rever a família, mas também por deixar a Academia Spence durante algumas semanas. Se ao menos se conseguisse livrar dos pesadelos...

Mas também Felicity e Ann a pressionam para voltar aos reinos e depois Kartik diz-lhe que quando ela quebrou as Ruínas do Oráculo para libertar a mãe, quebrou também o vínculo da Ordem que mantinha a magia presa nos reinos. E que a única forma de voltar a vincular a magia é reclamá-la no Templo. O problema é que ninguém sabe onde o Templo fica...

Quando finalmente regressam aos reinos, as amigas ficam radiantes ao ver que Pippa ainda lá está, mais linda do que nunca! Mas Gemma não consegue afastar a sensação de que Pippa deveria ter atravessado, tal como a sua mãe fez. E à medida que o tempo passa e que Pippa tem comportamentos cada vez mais estranhos, mais forte essa sensação se torna.

Entretanto têm ainda que lidar com as respectivas famílias e com os eventos sociais que é suposto frequentarem. O pai de Gemma está cada vez pior e o seu irmão desespera para o ajudar. Felicity parece ter uma família ideal, mas as aparências podem iludir. E Ann alinha na ideia maluca de Felicity de fingir ter descoberto ser descendente da nobreza russa, o que só pode acabar mal...

Quando Gemma começa a ter visões e a nova professora da Spence aparece em Londres e parece muito interessada na antiga vítima de Circe que está internada em Bethlem e que pode ser a chave para encontrar o Templo, Gemma recorre ao único adulto em que pode confiar: a professora Moore.

E como se não bastasse, os Rakshana, ordem da qual Kartik é membro, parecem ter motivos ocultos... 

O peso da responsabilidade está a começar a afectar Gemma, ainda para mais quando tem o vislumbre de um futuro normal, já que Lorde Simon Denby parece interessado nela. Mas será mesmo um futuro normal o que está destinado para ela?

Mal posso esperar por ler o último livro desta trilogia, mas posso ter de o ler em inglês, já que não está ainda publicado em português. Agora que a identidade de Circe foi desvendada e que o confronto entre ela e Gemma é não só inevitável, mas também iminente, quero muito saber o que vai acontecer... Para além do mais o futuro das três amigas preocupa-me, afinal não era fácil ser uma mulher no final do século XIX...

E OMD, quero tanto saber como vai ficar a relação entre a Gemma e o Kartik. Por um lado, quero tanto que eles fiquem juntos! Por outro lado, já dei milhentas voltas à cabeça e não consigo conceber um cenário credível que permita que isso aconteça e isso parte-me o coração... Também quero muito que a Felicity e a Ann tenham um final feliz. Elas merecem, caraças! Deixa-me lá ir mandar um mail à Asa para ver se vale a pena esperar pela tradução portuguesa ou não...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Opinião: "Ligeiramente Perverso"

Título original: Slightly Wicked
Autor:
Bedwyn Saga #2
Tradutor: Ana Sofia Pereira
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Março de 2014
ISBN: 9789892325682
Páginas: 368

Sinopse: A família Bedwyn está de volta. Estes seis irmãos e irmãs são capazes de tudo para concretizarem os seus sonhos… até de mandar às urtigas as normas rígidas da alta sociedade britânica, na qual continuam a fazer os possíveis por não ferir demasiado os sentimentos alheios.

É difícil resistir a Lord Rannulf Bedwyn. Para Judith Law, ele é um sonho tornado realidade. É com este belo desconhecido que a jovem decide passar a única noite de paixão da sua vida. Na manhã seguinte, ela submete-se resignadamente ao deprimente papel de dama de companhia de uma tia rica. Judith nunca pensou voltar a ver o homem a quem se entregou de forma tão arrebatada... e imprópria, muito menos encontrá-lo sob o mesmo teto e a cortejar a sua prima. Só que as aparências iludem. Rannulf não esqueceu a noite que passaram juntos. E Judith luta consigo mesma e com essa memória, à qual não pode ceder sob pena de perder a proteção da tia, o seu único sustento após a ruína da família. Quando um escândalo ameaça destruir a sua já frágil existência, Rannulf não hesita em recorrer ao poder e influência dos Bedwyn para a salvar. Os sentimentos de ambos estão ao rubro. Mas qual o futuro de uma relação que começou com uma paixão despudorada e culminou em humilde gratidão? Poderá o verdadeiro amor nascer de algo ligeiramente perverso?

A minha opinião: Judith Law sempre se sentiu deslocada na sua própria família. Mas sentia-se satisfeita com a vida que tinha. Infelizmente, porque o seu irmão desfalcou as finanças da família, ela vê-se agora forçada a abandonar o lar para servir de dama de companhia da sua tia rica. Uma das coisas que a torna tão diferente da família é o facto de ser sonhadora e é por isso que, quando a diligência na qual segue descarrila enquanto ela sonha com salteadores, e um cavalheiro se aproxima a cavalo e se oferece para a levar consigo e procurar ajuda, ela aceita.

Rannulf Bedwyn encontrava-se a caminho da propriedade da avó quando se deparou com a diligência acidentada. E a sua intenção era apenas certificar-se de que não haviam feridos e seguir em busca de auxílio. Mas uma certa passageira ruiva mexe com ele e não resiste a oferecer-lhe boleia.

Judith resolve aproveitar esta última oportunidade do destino para uma aventura antes de passar o resto da vida em casa da tia e apresenta-se como Claire Campbell, uma actriz de teatro da província. Mas também Rannulf se apresenta com um nome falso, Ralf Bedard, e encanta-se com ela de tal forma que lhe sugere que partilhem um quarto quando chegarem à estalagem, até porque ela lhe confessa não ter dinheiro para pagar um quarto.

Judith sabe que não o devia fazer, mas também sabe que esta é a sua única oportunidade para experimentar uma noite de paixão antes de se resignar a uma existência invisível e sem ocorrências. E aceita. Mas a tempestade continua e a noite acaba por se prolongar por mais um dia e uma noite e quando Ralf lhe anuncia que pretende seguir viagem com ela e prolongar a relação até que ambos estejam satisfeitos, Judith não tem outro remédio senão fugir e apanhar uma nova diligência. E Ralf segue para casa da avó.

Aí a avó comunica-lhe que o quer ver casado antes de morrer, o que o assusta porque é bastante visível que a saúde da avó se está a deteriorar. E acaba por lhe prometer considerar cortejar a jovem que ela escolheu, Julianne Effingham. Que é só a prima da Judith...

Quando ele finalmente a vê em casa da tia, embora não a tivesse reconhecido imediatamente, já que a tia é uma megera e a faz usar vestidos sem forma e o cabelo coberto, percebe que foi enganado. Mas também percebe porquê. E, embora saiba que é a prima quem deve cortejar, é Judith o alvo das suas atenções...

Gostei tanto de voltar a conviver com esta família. Gosto tanto deles... A Judith e o Ralf são um casal fantástico e a forma como ele a faz perceber que é bela e talentosa é tão querida. E as avós, OMD, eu lia um livro só sobre elas! Espero não voltar a demorar tanto tempo para conviver novamente com os Bedwyn...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2016 e Mount TBR 2016.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Opinião: "Os Pecados de Lord Easterbrook"

www.wook.pt/ficha/os-pecados-de-lord-easterbrook/a/id/9624002?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9Título original: The Sins of Lord Easterbrook
Autor: Madeline Hunter
Série: Rothwell Brothers #4
Tradutor: Ana Nereu Reis
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Outubro de 2010
ISBN: 9789892310176
Páginas: 304

Sinopse: Christian é excêntrico, enigmático, o mais famoso recluso da aristocracia inglesa. Vive isolado, não tem amigos e o seu coração nunca foi tomado por ninguém... com excepção de Leona, uma mulher determinada, exótica, belíssima. Mas isso aconteceu em Macau, naquela que parece ter sido uma outra vida. Agora, as notícias da chegada de Leona a Londres deixam-no aturdido. Christian decide então que nada o impedirá de finalmente a possuir. Não podia saber que entre as famílias de ambos pulsam segredos impossíveis de ignorar... e que o grande amor da sua vida acalenta um mortal desejo de vingança!

Uma viagem no tempo até uma era marcada por escândalos, intriga e desejos secretos, no novo e sensual romance de Madeline Hunter: a história de um homem capaz de arriscar tudo pela mulher que ama... até a revelação do seu mais secreto pecado.

A minha opinião: E finalmente ficamos a saber o porquê de Christian, Lord Easterbrook, ser como é... Nem os seus irmãos sabem o que lhe aconteceu quando viajou para parte incerta após a morte do pai, evitando a responsabilidade de ser o novo Lord Easterbrool, e porque é que voltou intratável, anti-sociável, um verdadeiro eremita irascível. Mas a verdade é que pudemos antever nele, nos livros anteriores da série, lampejos de bondade e preocupação com os irmãos (e com a prima), bem como com as cunhadas e até com a prima da sua cunhada.

Não vou desvendar aqui o porquê do seu desaparecimento misterioso (mas está relacionado com a turbulenta relação dos seus pais, da qual também já nos tinham sido revelados alguns pormenores anteriormente), mas foi a sua passagem por Macau que mais o marcou...

E agora o passado regressou, sobre a forma da mulher por quem se apaixonou em Macau há sete anos, Leona Montgomery. Leona está em Londres com o pretexto de desenvolver contactos que permitam ao irmão expandir a companhia de comércio que tem em Macau, mas o verdadeiro motivo é descobrir quem esteve por detrás da conspiração para calar o seu pai, arruinando-o e, ultimamente, causando-lhe uma morte prematura.

Quando descobre que Leona está em Londres, Christian resolve terminar o que começou em Macau e seduzi-la até que ela se renda a ele. E quando descobre o verdadeiro motivo para a sua presença em Londres, tenta a todo o custo distraí-la e afastá-la da verdade, pois Christian sabe mais do que admite e sabe que insistir em desenterrar o passado apenas a colocará em perigo.

Leona sabe que não deve confiar em Christian, mas não consegue deixar de o fazer. Contudo, não consegue manter-se afastada como ele lhe pede, pois o desejo de vingar o pai é simplesmente demasiado forte. À medida que o sentimento entre ambos refloresce, e quando se torna evidente o preço que Christian terá de pagar para proteger a mulher que ama, conseguirá ele pôr o amor à frente da lealdade familiar?

Não tendo sido o meu livro preferido da série, ainda assim gostei bastante, particularmente porque tinha muito curiosidade com a história do Christian... E a Leona é fantástica, capaz de o enfrentar sem temer o seu mau feitio, ou não tivesse ela sangue português!

Gostei muito de acompanhar os irmãos Rothwell e as mulheres que lhes dão volta à cabeça e foi muito bom rever os protagonistas dos livros anteriores e ver como se estão a dar com a vida de casados. Vou ter saudades deles...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2015, Mount TBR 2015 e Monthly Motif Challenge 2015 (Oldie but Goodie)

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Opinião: "Tragédia em três actos"

www.wook.pt/ficha/tragedia-em-tres-actos/a/id/170470?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Three-Act Tragedy
Autor: Agatha Christie  
Tradutor: Isabel Alves
Colecção: Obras de Agatha Christie nº33
Editor: Edições Asa  
Edição/reimpressão: Abril de 2008
ISBN: 9789724143651
Páginas: 208

Sinopse: São treze os convidados para um jantar que virá a ser particularmente infeliz para um deles: o reverendo Stephen Babbington, que se engasga com um cocktail e acaba por morrer. Quando o seu copo de Martini é enviado para análise, não há quaisquer vestígios de veneno – tal como Poirot previra. Mas para o grande detective belga, mais preocupante ainda é o facto de não existir absolutamente nenhum motivo para o crime...

Tragédia em Três Actos (Three-Act Tragedy), de 1935, foi publicado nos Estados Unidos com o título Murder in Three Acts. A versão televisiva, de 1986, contou com Peter Ustinov no papel de Poirot.

A minha opinião: O título do livro é Tragédia em três actos, e o título não engana, pois a história desenrola-se mesmo em três actos.

No primeiro acto, temos a primeira morte. Num jantar em casa de Sir Charles Cartwright, um actor reformado e a viver no campo, para o qual o número de participantes totaliza 13 (motivo pelo qual a secretária de Sir Charles se encontra também presente nessa noite), o reverendo Babbington morre depois de beber o seu cocktail. Sir Charles imediatamente lança a suspeita de que a morte do reverendo não foi natural, mas quando o copo é analisado, nada é encontrado para além da bebida. E o próprio Hercule Poirot, um dos convidados do jantar, não parece convencido que se tenha tratado de algo mais do que morte natural...

O segundo acto tem início em Monte Carlo, local para onde Sir Charles se mudou, por achar que a jovem por quem se apaixonou, Egg Lytton Gore, está apaixonada por um rapaz da sua idade, quando este e o seu amigo Mr. Satterhwaite lêem no jornal a notícia da morte de outro amigo de Sir Charles, o médico Sir Strange. Sir Strange morreu envenenado por uma bebida quando dava um jantar em sua casa. Mas as coincidências não se ficam por aí, porque a lista de convidados é bastante semelhante à do jantar em casa de Sir Charles. Na verdade, exceptuando a mulher do reverendo Babbington, Sir Charles, Mr. Satterhwaite e Poirot, todos os outro convidados estavam presentes em ambos os jantares. E, por coincidência, também Poirot se encontra em Monte Carlo nesse momento e, desta vez, a sua curiosidade é espicaçada...

O terceiro e último acto consiste na investigação dos crimes por parte de Sir Charles, Mr. Satterhwaite e Miss Gore. Com uma ajudinha de Poirot, claro está! Parece impossível que um assassino utilize um método tão arbitrário como envenenar um copo quando não tem forma de saber quem o beberá, a não ser que se tratem de assassinatos aleatórios... Mas Poirot não está convencido disso e põe as suas celulazinhas cinzentas a trabalhar por forma a desvendar a identidade deste assassino diabólico!

Não foi o meu livro preferido daquele que é o meu detective favorito, mas mesmo assim foi uma leitura que valeu muito a pena. Julgo que o meu maior problema com a história está no facto de Poirot ter quase um papel secundário na acção. Gosto muito mais de acompanhar as suas investigações e deduções, o que praticamente não acontece aqui. Como já referi não é um dos meus preferidos da série, mas não posso deixar de o recomendar...

Classificação: 3

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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Opinião: "Encontro com a morte"

www.wook.pt/ficha/encontro-com-a-morte/a/id/40967?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9 Título original: Appointment with Death
Autor: Agatha Christie  
Tradutor: José A. Lourenço
Colecção: Obras de Agatha Christie nº7
Editor: Edições Asa  
Edição/reimpressão: Agosto de 2007
ISBN: 9789724128153
Páginas: 208

Sinopse: Por entre as ruínas antigas de Petra, na Jordânia, jaz morto o corpo de Mrs. Boynton. Uma pequena marca no pulso é o único vestígio da injecção que a matou. 
Com apenas vinte e quatro horas para descobrir o assassino, Hercule Poirot relembra um comentário que ouvira por acaso, ainda em Jerusalém: “Compreendes que ela tem de ser morta, não compreendes?”. Profundamente odiada, principalmente pela sua própria família, Mrs. Boynton era uma mulher cruel e a sua morte é um alívio para todos os que viviam subjugados pelo seu poder.
Os familiares sentem-se finalmente livres e pedem a Poirot para não iniciar a investigação. O detective terá de lutar contra o tempo e a vontade de todos, para resolver o mistério da morte de uma das pessoas mais detestáveis de que alguma vez ouvira falar.

A minha opinião: A acção de Encontro com a morte tem inicio num hotel em Jerusalém. Hercule Poirot é um dos hóspedes do hotel na altura e, uma noite, ouve a seguinte frase pela janela: “Compreendes que ela tem de ser morta, não compreendes?”. Naturalmente assume que se trata de algo perfeitamente inocente, como a escrita de uma peça ou de um livro. E não volta a pensar nela até que, mais tarde, a frase faz perfeito sentido...

Do hotel são também hóspedes uma jovem inglesa bacharel em Medicina, um médico francês com trabalhos publicados no âmbito da doença mental e uma estranha família americana. Estranha porque, apesar de composta por uma mãe e quatro filhos, dois homens e duas raparigas, e a mulher do filho mais velho, todos eles parecem girar à volta da matriarca, cumprindo todas as suas vontade e obliterando-se no processo. Ah, e há ainda o antigo pretendente da nora, que também ali se encontra hospedado.

Rapidamente se torna perceptível que ninguém gosta verdadeiramente da velha Mrs. Boynton, mas todos eles parecem incapazes de escapar ao seu jugo... Por isso, quando o grupo, incluindo uma Lady inglesa activamente envolvida nas lides políticas do seu país e uma antiga perceptora também inglesa, se encontra nas ruínas de Petra e a velha Mrs. Boynton acaba por aparecer morta, suspeitos não faltam... Mas a verdade é que a morte da senhora teria sido classificada como natural não fosse pela suspeita do doutor Gerard que teria sido assassinada. E quando Poirot (que não se encontrava em Petra na altura) é convidado a desvendar a verdade e se recorda da frase ouvida pela janela, as suspeitas de crime tornam-se muito mais fortes...

Mais um excelente mistério escrito pela mestre do género. Embora não tenha desvendado quem foi o assassino, foi fácil eliminar quem não era. E apanhei várias das pistas, ainda que não as tenha conseguido juntar como Poirot fez. Certamente faltam-me celulazinhas cinzentas...

Classificação: 4

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Opinião: "Jogos de Sedução"

www.wook.pt/ficha/jogos-de-seducao/a/id/1897110?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Secrets of Surrender
Autor: Madeline Hunter
Série: Rothwell Brothers #3
Tradutor:
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Junho de 2009
ISBN: 9789892304847
Páginas: 304

Sinopse: Numa sala repleta de convivas, os seus olhares cruzam-se com uma intensidade invulgar… mas os seus mundos vão colidir violentamente. Ela é Roselyn Longworth e, antes de a noite terminar, vai ser leiloada. Ele é Kyle Bradwell, o homem que lhe dará a conhecer o Inferno.

Todavia, quando vence o leilão, Kyle trata Roselyn com uma delicadeza a que ela não está habituada desde que um escândalo familiar arruinou a sua reputação. E quando finalmente descobre o que o motivou a salvá-la do seu terrível passado, é já demasiado tarde: Roselyn está perdidamente apaixonada pelo homem que sabe os seus mais íntimos segredos. Agora, ele surpreende-a com um pedido de casamento - o primeiro passo num jogo de sedução que exigirá nada menos que a sua completa rendição…

A minha opinião: A protagonista de Jogos de Sedução não é uma personagem desconhecida, ela já surgiu nos dois livros anteriores da série, e trata-se de Roselyn Longworth, prima de Alexia. Rose é uma personagem amargurada e revoltada com o destino. Após os eventos dos livros anteriores, e de descobrir que o seu irmão afinal não é tão inocente como ela pensava, Rose convence-se que deverá capitalizar o único bem que lhe resta, a sua beleza.

E é assim que se vê na enrascada em que a encontramos no início do livro. Tendo aceitado tornar-se amante de Lord Norbury, encontra-se agora presa na sua propriedade de campo, numa festa para a qual cada um dos convidados de Norbury se fez acompanhar de uma prostituta. E Norbury levou-a a ela...

Norbury parece retirar um prazer especial da sua mortificação e resolve humilhá-la ainda mais leiloando-a aos cavalheiros presentes. E as licitações não tardam, já que a beleza de Rose é lendária. Mas a licitação vencedora surge de onde menos se espera, de Kyle Bradwell.

Kyle foi à propriedade para relatar a Norbury o andamento do projecto de urbanização de uma das propriedades do pai deste que Kyle, que é arquitecto, está a planear. Não esperava ver-se envolvido na cena sórdida que se desenrolou ao jantar para o qual não pôde declinar o convite...

Ele já conhecia Rose de vista, e não ficou indiferente à sua beleza, mas ele não é um cavalheiro, pelo que sempre soube que ela estava fora da sua liga. Mas é incapaz de se manter impávido e sereno ao vê-la ser humilhada daquela forma. E faz a licitação vencedora.

Todavia, e ao contrário do que Roselyn crê, Kyle não tem qualquer intenção de se aproveitar dela. Por mais que se sinta tentado pela sua beleza, Kyle pode não ser um cavalheiro em título, mas é-o em honra, e nunca se aproveitaria da desgraça dela. E por isso deixa-a em segurança em casa do marido da sua prima.

Rose sabe que apesar da bondade de Kyle a sua reputação está arruinada e enclausura-se na casa de campo da família que milagrosamente escapou aos credores do irmão e está determinada a viver em solidão, sem contacto com a irmã ou a prima, para não as prejudicar, até que consiga juntar-se ao irmão, fugido no continente.

Kyle foi um dos homens enganado nos esquemas do irmão de Rose, e um dos poucos que se recusaram a aceitar a restituição proposta por Hayden e, pelo contrário, se juntaram e contractaram um detective para descobrir o paradeiro dele. Mas quando Kyle é convocado à presença de Lord Easterbrook, e este lhe faz uma tentadora proposta, de repente levar o irmão de Kyle à justiça deixa de ser uma prioridade...

Gostei bastante da história da Rose e do Kyle, tão perfeitos um para o outro, mas que na verdade nunca teria acontecido se não fosse pela desgraça de Rose. O Kyle pode não ter um título, mas é um homem de honra e essa é uma das lições deste livro. E a Rose finalmente deixa o rancor e a amargura e aceita que Kyle a ama pelo que ela é, não apenas pela sua beleza, nem por qualquer potencial benefício financeiro.

Cada vez gosto mais desta série e destes personagens aos quais me afeiçoei e que adorei rever, a Alexia e o Hayden, a Phaedra e o Elliot, o Lord Easterbrook que cada vez mais prova ser o mestre das marionetes e a maluca da tia Henrietta... Mal posso esperar por saber o que a autora reservou para Easterbrook...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2015 e Mount TBR 2015.  

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Opinião: "Para Sir Phillip, Com Amor"

www.wook.pt/ficha/para-sir-phillip-com-amor/a/id/15840317?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: To Sir Phillip, With Love
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #5
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Julho de 2014
ISBN: 9789892327785
Páginas: 336

Sinopse: Sir Phillip sabia que Eloise Bridgerton tinha 28 anos e era, pois claro, uma solteirona. Foi por isso mesmo que pediu a sua mão em casamento. Sir Phillip partiu do princípio de que Eloise estaria desesperada por casar e não seria exigente ou caprichosa. Só que… estava enganado. No dia em que ela lhe aparece à porta, torna-se óbvio que é tudo menos modesta e recatada. E quando Eloise finalmente pára de falar, ele percebe, rendido, que o que mais deseja é… beijá-la.
É que, quando recebeu a tão inesperada proposta, Eloise ficou perplexa. Afinal, nem sequer se conheciam pessoalmente. Mas depois… o seu coração levou a melhor e quando dá por si está numa carruagem alugada, rumo àquele que pensa poder ser o homem dos seus sonhos. Só que… estava enganada. Embora Sir Phillip seja atraente, é certo, é também um bruto, o oposto dos gentis cavalheiros que a cortejam em Londres. Mas quando ele sorri… e quando a beija… o resto do mundo evapora-se e Eloise não consegue evitar a pergunta: será que este pesadelo de homem é, afinal, o homem dos seus sonhos?

A minha opinião: E depois da forma como o livro anterior da série termina, não podia esperar muito tempo até ler o seguinte...

Uma vez mais, começo com os reparos que, desta feita, até são bastante positivos:
  1. Pela primeira vez o título está bem traduzido! E não é tão lindo?
  2. Adoro a capa! Não sendo a minha capa favorita de sempre é, sem dúvida, a minha capa favorita da série. É bonita, elegante e ajusta-se à época na qual se passa a história.
  3. Infelizmente, e como já tinha referido na minha opinião do livro anterior, foi sol de pouca dura...

A história tem início imediatamente após o final de A Grande Revelação, no qual ficamos a saber que Eloise está desaparecida. E sabemos agora o que lhe aconteceu e porque motivo andava tão misteriosa... A verdade é que o casamento da sua melhor amiga Penelope com o seu irmão Colin forçou Eloise a repensar seriamente a sua vida e o seu futuro. Tendo rejeitado oito propostas de casamento, e aos 28 anos, Eloise estava de certo modo conformada com o seu destino de solteirona. Mas sempre imaginou esse futuro partilhado com Penelope e agora percebe que terá, afinal, de o enfrentar sozinha, o que não lhe agrada mesmo nada.

A solução surge no inesperado pedido de casamento por parte de Sir Phillip Crane, o viúvo da prima de Eloise, e com o qual ela se começou a corresponder há um ano, quando lhe escreveu a dar as condolências. Progressivamente a correspondência entre ambos passou a ser mais pessoal e, de certa forma, Sir Phillip fez a corte a Eloise através das suas cartas. Embora não se conheçam pessoalmente, Eloise decide que um casamento assente em companheirismo e respeito mútuo é melhor que nada e parte em segredo para o Gloucestershire, para a propriedade de Sir Phillip, para averiguar se quer ou não aceitar a proposta dele.

Sir Phillip já teve um casamento sem amor e agora pretende apenas encontrar uma mãe para os seus filhos e alguém que lhe governe a casa e foi nesse sentido que propôs casamento a Eloise. Nunca lhe passou pela cabeça que esta lhe aparecesse em casa sem avisar que vinha, nem que fosse tão directa e desbocada. E muito menos que se sentisse tão atraído por ela...

Também Eloise se sente atraída por Sir Phillip, ainda que este não corresponda em nada à versão que havia idealizado dele. Para começar tem dois filhos gémeos que nunca havia mencionado nas suas cartas. Não que isso importe muito, Eloise gosta de crianças e está habituada aos seus sobrinhos, mas pertencendo a uma família amorosa, não deixa de estranhar a relação fria e distante de Phillip com os filhos. Que, obviamente, tem uma explicação, mas que Phillip insiste em não fornecer imediatamente.

Os planos de Eloise de descobrir por ela se o casamento com Phillip é algo que pretende ou não fazer são gorados quando os quatro manos Bridgerton invadem a propriedade de Phillip e, bem, podem imaginar o caos que se segue, não é?

Gostei bem mais deste livro do que do anterior, embora não tenha destronado os meus favoritos. Mas gostei de ver a Eloise a ter o seu final feliz, gostei da personagem do Phillip e adorei os seus filhos. E fiquei a gostar ainda mais da Violet, a matriarca da família Bridgerton, por quem tenho agora ainda mais admiração e respeito!

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2015 e Mount TBR 2015.

domingo, 24 de maio de 2015

Opinião: "Um Gato entre os Pombos"

www.wook.pt/ficha/um-gato-entre-os-pombos/a/id/10918159?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Cat Among the Pigeons
Autor: Agatha Christie
Tradutor: John Almeida
Colecção: Obras de Agatha Christie nº66
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Maio de 2011
ISBN: 9789892314068
Páginas: 288

Sinopse: Um novo ano lectivo começa em Meadowbank, um prestigiado colégio feminino. Entre as estudantes, todas elas oriundas de famílias ricas e poderosas, destacam-se Shaista, uma princesa do Médio Oriente; a bem-intencionada mas infantil Julia, e a sua melhor amiga, Jennifer, que vive para jogar ténis. E será entre as raquetas de ténis e os tacos de lacrosse que uma professora vai ser encontrada, morta com um tiro à queima-roupa. À medida que a investigação avança, torna-se claro que o assassino não é uma pessoa de fora. Num cenário em que ninguém é o que aparenta ser, Poirot terá de descobrir quem é quem, e, mais importante ainda, proteger a indomável Julia, que pode muito bem ser a próxima vítima…

A minha opinião: A acção de Um Gato entre os Pombos passa-se em Meadowbank, um colégio feminino frequentado por meninas de boas famílias, no início do terceiro período. Para além de algumas alunas novas, há também novas professoras, uma nova secretária da directora do colégio e até um novo jardineiro...

Mas antes de acompanharmos o início do novo período lectivo, ficamos a saber o que aconteceu em Ramat, dois meses antes. Jennifer Sutcliffe, uma das novas alunas de Meadowbank, encontrava-se lá de férias com a mãe quando se deu uma revolução que retirou a família real do poder. Também o seu tio Bob lá estava e acabou por morrer ao tentar salvar o patrão e amigo Ali Yusuf, príncipe herdeiro do trono de Ramat. Contudo, antes de partir no voo que se revelaria mortal, Bob visitou o quarto de hotel da irmã e aí escondeu algo que o príncipe lhe confiou para que fosse transportado em segurança para Inglaterra. O problema é que alguém assistiu a tudo do quarto contíguo...

De regresso a Inglaterra, a casa dos Sutcliffe é misteriosamente assaltada, mas nada foi roubado, e a mãe de Jennifer é visitada por um membro do governo que a interroga sobre a possibilidade de que o seu irmão tivesse escondido algo na sua bagagem, mas nada é encontrado numa busca minuciosa.

Em Meadowbank, e completamente alheia a estes acontecimentos, Jennifer apenas se preocupa com o ténis e com a sua nova amiga Julia. E é precisamente junto das raquetes de ténis que ocorre o primeiro assassinato: a nova professora de Desporto, que é assassinada a tiro no novo pavilhão desportivo.

A polícia é chamada, mas apesar de ninguém gostar particularmente da professora, ninguém parece ter motivo para a matar... E o que parecia ser uma acontecimento isolado pode não o ser de todo quando uma aluna é raptada e uma outra professora é assassinada no pavilhão. Mas a chave para a resolução do caso pode estar na jovem Julia que recorre à ajuda de Poirot. 

Este é um dos pontos fracos da história, para mim. É que Poirot só surge em cena na página 199... E embora compreenda o porquê do detective só surgir na história tão tardiamente, não pude deixar de lhe sentir a falta...  E assim que ele entra em cena, rapidamente as peças começam a encaixar e não precisa de muito tempo para identificar o assassino.

Mais um bom mistério de Agatha Christie, em que Poirot volta a brilhar. Gostei do cenário académico aliado às intrigas de espiões, diferente dos cenários a que estou acostumada. E adorei a última revelação, que não esperava. 

Classificação: 4

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Opinião: "Uma Vida ao Teu Lado"

www.wook.pt/ficha/uma-vida-ao-teu-lado/a/id/15222133?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: The Longest Ride
Autor: Nicholas Sparks
Tradutor: Mário Dias Correia  
Editor: Asa
Edição/reimpressão: Setembro de 2013  
ISBN: 9789892324418  
Páginas: 448

Sinopse:
Quando Sophia Danko conhece Luke, algo dentro dela muda para sempre.
 
Devotado aos cavalos e à natureza, Luke é muito diferente dos homens ricos e privilegiados que a rodeiam. Através dele, Sophia conhece um mundo mais genuíno e puro do que o seu, mas também mais implacável. Ela tem uma vida protegida. Ele vive no limite. À medida que se descobrem e apaixonam, Sophia encara a possibilidade de um futuro diferente do que tinha imaginado. Um futuro que Luke tem o poder de reescrever... se o segredo que o atormenta não os destruir a ambos.

Não muito longe, algures numa estrada escura, um desconhecido está em apuros. 
 
Ira Levinson tem noventa anos, está sozinho no mundo e acabou de sofrer um acidente de carro. Enquanto tenta manter-se consciente, Ira sente a presença de Ruth, a sua adorada mulher que morreu há nove anos, materializar-se a seu lado. Ela encoraja-o a lutar pela vida, relembrando a sublime história de amor que os uniu e que nem a morte interrompeu. Ira sabe que Ruth não pode estar no carro com ele mas agarra-se às suas delicadas memórias, revivendo as tristezas e alegrias que definiram a sua paixão.

Ira e Ruth. Sophia e Luke. Dois casais com pouco em comum, cujas vidas vão cruzar-se com uma intensidade inesperada nesta celebração do poder do amor e da memória. Uma viagem extraordinária aos limites mais profundos do coração humano pela mão de Nicholas Sparks.

A minha opinião: O motivo que me levou a ler este livro agora foi a iminente estreia da sua adaptação a filme (e obrigadinha cinema local por teres estreado antes o filme com o Hugh Grant...), mas o facto de o seu título original conter uma das palavras possíveis para o desafio Monthly Key Word de Abril também ajudou...

E vou começar já pelo título, já que a capa deste livro até nem me chateia muito (apesar da moça da foto não ter nada a ver com a Sophia...). Não sei em que mundo é que The Longest Ride se traduz em Uma Vida ao Teu Lado, mas o que mais me chateou foi a quantidade de vezes que surge a expressão "a mais longa de todas as viagens" no livro... A sério, se o reler algum dia, vou dar-me ao trabalho de contar... Portanto, desta vez não há a desculpa de não dar para traduzir ou de não soar bem em português e nem sequer há a desculpa de não ser sentimentalão o suficiente, porque convenhamos que era... Enfim, nunca irei perceber estas opções editoriais, mas vou continuar, sempre, a reclamar delas...

Quanto à história, é uma história à Nicholas Sparks, que é o que eu esperava. Não há apenas uma história de amor, há duas. A primeira é-nos contada pelas memórias e alucinações com a mulher morta de Ira, um idoso que teve um acidente devido ao gelo na estrada e está preso no carro à espera de um socorro que não sabe se chegará a tempo. A segunda é a de Luke e Sophia, que se conhecem quando Sophia, por insistência da melhor amiga, vai assistir a um rodeo no qual Luke participa. Dão-se bem de imediato e, à medida que se vão conhecendo melhor, a atracção que sentem um pelo outro também aumenta, mas, para além do facto de serem de mundos diferentes, há uma série de problemas a ultrapassar e compromissos a atingir e que não são fáceis para nenhum dos dois...

Apesar de ter gostado muito da história do Luke e da Sophia (e como fiquei com o coração apertadinho quando calha ao Luke montar o Bicho Grande, que com este autor já se sabe que tudo pode acontecer...), gostei ainda mais da história do Ira e da Ruth e principalmente da enorme prova de amor que ele lhe faz no final. Sim, é verdade que foi muito conveniente, mas eu gostei.

Agora só me resta preparar para a inevitável decepção com a adaptação cinematográfica, até porque vi o anúncio na televisão e, do que vi, estava tudo diferente... *revira os olhinhos e suspira profundamente*

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2015, Mount TBR 2015 e Monthly Key Word Challenge 2015 (Long).

quinta-feira, 26 de março de 2015

Opinião: "A Grande Revelação"

www.wook.pt/ficha/a-grande-revelacao/a/id/15424313?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Romancing Mister Bridgerton
Autor: Julia Quinn
Série: Bridgertons #4
Tradutor: Helena Ruão
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Janeiro de 2014
ISBN: 9789892325279
Páginas: 376

Sinopse: O coração de Penelope Featherington sofre por Colin Bridgerton há… não pode ser!?? ...mais de dez anos?

Sim, essa é a triste verdade. Dez anos de uma vida solitária e enfadonha, animada apenas por devaneios apaixonados. Dez ingénuos anos em que julga conhecer Colin na perfeição. Mal ela sabe que o segredo que o seu amado esconde é a prova do quanto ele é muito (mesmo muito) mais do que aparenta…

Por seu lado, Colin está cansado da sua fama de mulherengo e irritado por ver o seu nome surgir constantemente na coluna de mexericos de Lady Whistledown. De regresso a Londres após uma temporada no estrangeiro, ele está decidido a mudar as coisas. Mas vai ser a realidade (ou melhor, Penelope) a surpreendê-lo… e de que maneira! Simultaneamente intimidado e atraído, Colin terá de perceber se ela é a sua maior ameaça ou o seu final feliz.

ps: sustenham a respiraçã, caras leitoras, este livro contém a chave do segredo mais bem guardado da sociedade londrina.

A minha opinião: Para não fugir do normal com esta série, começo já com os desabafos, para poder passar às partes boas:
  1. O título melhorou bastante em relação aos anteriores. Está apropriado, sim senhor. Mas mesmo assim não gosto. Acaba por dar logo a perceber de que revelação se trata assim que começamos a ler e isso não acontece com o título original. E não era tão mais bonito "Romanceando Mister Bridgerton"?
  2. Continuo a não ser fã das capas. Ainda que desta vez tenham acertado com a cor de cabelo da protagonista, não consigo ver a Penelope naquela modelo...
E agora cito o que escrevi na minha opinião do livro anterior:
Felizmente, e a julgar pela edição recente do quinto livro da série, fez-se luz na editora. Esperemos que seja para continuar...
Pois, parece que não porque já saiu o sexto livro da série e parece que voltámos ao mesmo...

A história tem início sensivelmente sete anos depois de Amor e Enganos. Penelope e Eloisa são agora consideradas solteironas e já não se espera delas que venham a arranjar marido. O que não incomoda minimamente Penelope já que esta sempre soube que o único homem com quem se poderia casar é o homem por quem se apaixonou aos dezasseis anos: Colin Bridgerton. E ele sempre a tratou como uma irmã...

Colin tem viajado pelo mundo nesses sete anos e só muito raramente regressa a casa e sempre por breves períodos de tempo. Neste momento está de regresso e, na primeira vez que se reencontram, numa festa em Bridgerton House, rapidamente constatam que a amizade entre ambos continua forte. E é nessa mesma festa que Lady Danbury se lembra de lançar o desafio de oferecer mil libras à pessoa que desmascarar Lady Whistledown (a autora das Crónicas da Sociedade que iniciam cada um dos capítulos).

A partir daí instala-se a loucura na sociedade londrina, com todos a tentarem perceber quem é, na verdade, Lady Whistledown. E, no meio de toda essa loucura, e incentivada por Lady Danbury, Penelope começa a sair da casca e a tornar-se mais assertiva e sem rodeios. E Colin começa a reparar que há muito mais em Penelope do que aquilo em que havia reparado... E que lhe é impossível parar de reparar nela e de a admirar. E não pode deixar de se perguntar como é que demorou tanto tempo a reparar no que sempre esteve à sua frente?

Do que tenho lido por aí, este é o livro preferido da série para muita gente, mas não é o meu. Não que não tenha gostado, adorei (o pior livro de Julia Quinn continua a ser melhor que a maioria...), mas o meu preferido, até agora, continua a ser Peripécias do Coração. Mas percebo porque tanta gente o adora, Colin e Penelope são um casal tão fofinho e a mudança no Colin é suficiente para pôr qualquer uma a suspirar... Contudo, apesar de ser um romance apaixonado, achei-o pouco sensual, pois só tem uma cena mais caliente e eu gostava que tivesse mais.

Mais uma vez a autora dá-nos um cheirinho do que aí vem e mal posso esperar para conhecer a história de Eloise...

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios TBR Pile 2015 e Mount TBR 2015.