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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Prémio Nobel da Literatura 2021

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O Prémio Nobel da Literatura 2021 foi atribuído ao romancista tanzaniano Abdulrazak Gurnah "pela sua penetração descomprometida e compassiva dos efeitos do colonialismo e do destino dos refugiados no espaço entre culturas e continentes".

Abdulrazak Gurnah nasceu em Zanzibar, mas chegou ao Reino Unido nos anos 60 com o estatuto de refugiado. As suas histórias, que escreve em Inglês, embora a sua primeira língua seja o Suaíli, focam-se em temas relacionados com os refugiados.

Embora um dos seus livros, "Junto ao Mar", tenha sido editado em Portugal, não se encontra actualmente disponível, pois foi editado pela extinta Difel.


Notícia adaptada de: RTPJN e Expresso.


quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Prémio Nobel da Literatura 2020

Fonte

O Prémio Nobel da Literatura 2020 foi atribuído à poeta norte-americana Louise Glück, "pela sua voz poética inconfundível, que com beleza austera, faz universal a existência individual". A academia sueca salienta ainda que não se deve encarar Louise Glück como uma "poeta confessional", na medida em que “procura a universalidade e inspira-se também em mitos e temas clássicos".

Não tem obra publicada em Portugal, mas está representada na coletânea "Rosa do Mundo - 2001 Poemas para o Futuro", da Assírio & Alvim (2001), com o poema "O Poder de Circe".


Notícia adaptada de: JN e Expresso.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Prémio Nobel da Literatura 2018 e 2019

Fonte

Depois de não ter sido atribuído no ano passado, devido ao escândalo de corrupção e assédio sexual, a Academia Sueca atribuiu ontem o Prémio Nobel da Literatura 2018 e 2019 respectivamente, a Olga Tokarczuk e Peter Hadke.

A Academia justifica a atribuição do prémio à polaca Olga Tokarczuk por esta ter "uma narrativa imaginativa que com paixão enciclopédica representa a travessia das fronteiras como uma forma de vida" e ao austríaco Peter Hadke pelo seu "trabalho influente que, com criatividade linguística, explorou a periferia e a especificidade da experiência humana”.

Ambos estão publicados em Portugal, mas nunca li nenhum dos seus livros.

Notícia adaptada de: DNPúblico e Expresso.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Prémio Nobel da Literatura 2017

Fonte

A Academia Sueca atribuiu hoje o Prémio Nobel da Literatura 2017 ao autor nipo-britânico Kazuo Ishiguro, escolhido pela força das suas palavras e devido a ter "nos seus romances uma força emocional muito grande, e ter revelado o abismo entre o sentido do ilusório e a sua ligação ao mundo". Para Sara Danius, secretária permanente da Academia Sueca, "Ishiguro é um autor de grande integridade e absolutamente brilhante, com um universo estético muito próprio".

Apesar de ter nascido em Nagasaki, vive em Inglaterra desde novo devido aos seus pais terem emigrado para esse país, motivo pelo qual é considerado um autor nipo-britânico. Queria ser músico, mas acabou por se dedicar à escrita depois de nenhuma editora ter aceite as suas composições.

Com livros traduzidos em mais de 30 países, é um dos mais importantes escritores Britânicos desde há várias décadas. Foi nomeado para os prémios Man Booker quatros vezes e venceu em 1989 com o romance Os Despojos do Dia. Dois dos seus livros (Os Despojos do Dia e Nunca me Deixes) foram adaptados ao cinema.

Em Portugal tem publicados sete livros: O Gigante Enterrado, Nocturnos, Quando Éramos Órfãos, Nunca Me Deixes, Os Inconsolados e Os Despojos Do Dia pela Gradiva (os últimos três estão esgotados, mas prevejo reedições muito em breve) e As Colinas de Nagasaki pela Relógio D’Água.

Nunca li nenhum livro do autor, nem tenho nenhum em casa para ler. Mas se por acaso tiver sido um dos autores escolhidos para a Comunidade de Leitores deste ano, vou aproveitar a oportunidade para o ler.

Notícia adaptada de: DN e Máxima.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Prémio Nobel da Literatura 2016

Fonte

A Academia Sueca atribuiu ontem o Prémio Nobel da Literatura 2016 ao músico norte-americano Bob Dylan "por ter criado novas expressões poéticas na grande tradição da canção americana". Sara Danius, secretária permanente da Academia Sueca, reconhece a potencialidade para a controvérsia que a distinção de alguém cujo ofício é o das canções tem, mas afirma que Bob Dylan "pode ser lido e deve ser lido. É um grande poeta na tradição inglesa, na grande tradição poética inglesa.”

Em Portugal tem publicado, pela Relógio D’Água, as suas Canções: 1962-2001, em dois volumes (Canções - Volume I (1962-1973) e Canções - Volume 2 (1974-2001)); pela Ulisseia, Crónicas - Volume I, o primeiro volume da sua autobiografia; e pela Quasi, Tarântula, o primeiro livro de Bob Dylan, escrito numa prosa poética de carácter fortemente experimental, provavelmente influenciada por autores da beat generation, como Jack Kerouac, William S. Burroughs ou Allen Ginsberg.

Pessoalmente sinto-me um bocado dividida. Por um lado acho que é uma justa homenagem à poesia que existe nas letras das músicas. Por outro, não deixo de pensar que a escolha foi motivada pelo facto do júri não ter chegado a acordo em relação a nenhum dos outros nomeados... Também não ajuda o facto de, apesar de gostar de algumas das suas músicas, não ser propriamente fã do músico. É que isto na música, tal como na literatura, é sempre uma questão de gosto...*

Agora a ver se legalizam as casas de apostas em Portugal que, pelo rumo que isto leva, vou apostar que para o ano ganham o Frank Miller ou o Alan Moore...**

Notícia adaptada de: Público e DN

* Tivesse o prémio sido entregue ao Eddie Vedder e iam ver a festa que eu fazia...
** E seria justo.

sábado, 10 de outubro de 2015

Prémio Nobel da Literatura 2015

Fonte

A Academia Sueca atribuiu na passada quinta-feira o Prémio Nobel da Literatura 2015 à jornalista de investigação bielorrussa Svetlana Alexievich, destacando a sua “obra polifónica”, descrevendo-a como “um memorial ao sofrimento e à coragem na nossa época" e referindo que a escritora inventou “um novo género literário”, que “funde literatura e jornalismo”, e “criou uma história das emoções, uma história da alma”.

Alexievich torna-se, assim, a 14ª mulher a receber o Prémio Nobel da Literatura (e a segunda desde que iniciei o blogue, em 2010 - estaremos a assistir a uma mudança?).

Em Portugal, tem apenas um livro, O Fim do Homem Soviético, recentemente editado pela Porto Editora, mas foi já anunciada a publicação de Vozes de Chernobyl (título provisório), pela editora Elsinore em 2016, assinalando os 30 anos do desastre nuclear que ocorreu em Abril de 1986, e coincidindo com a estreia da adaptação cinematográfica do mesmo realizada por Pol Crutchen.

Fonte: Público

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Prémio Nobel da Literatura 2014

Fonte

A Academia Sueca atribuiu hoje o Prémio Nobel da Literatura 2014 ao escritor francês Patrick Modiano, destacando o modo como a sua “arte da memória evoca os mais inefáveis destinos humanos e desvela o mundo da ocupação”.

Apesar de ter nascido já depois da II Guerra Mundial, é a memória da mesma que desvela nos seus livros, tendo hoje revelado que tem “a sensação de estar sempre a escrever o mesmo livro”.

Em Portugal, já teve seis dos seus livros publicados, mas tem, de momento, apenas dois livros disponíveis (na altura do anúncio eram três, mas um deve ter, entretanto, esgotado): Na Rua das Lojas Escuras e O Horizonte

Fonte: Público

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Prémio Nobel da Literatura 2013

Fonte
A Academia Sueca atribuiu hoje o Prémio Nobel da Literatura 2013 à escritora canadiana Alice Munro, "mestre do conto contemporâneo".

Nascida em 1931, Munro é considerada uma das maiores contistas da actualidade.

Em Portugal, Munro tem seis livros editados pela Relógio d'Água: Amada Vida, Fugas, Demasiada Felicidade, O Amor de Uma Boa Mulher, A Vista de Castle Rock e O Progresso do Amor.

Fontes: Nobel Prize e Público.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Prémio Nobel da Literatura 2012

Fonte

A Academia Sueca atribuiu hoje o Prémio Nobel da Literatura 2012 ao escritor chinês Mo Yan "que, com realismo alucinatório funde contos populares, a história e o contemporâneo".

O escritor de 57 anos é apontado como um escritor do regime chinês, e pouco crítico do mesmo.

Em Portugal, Mo Yan tem apenas um livro editado, "Peito Grande, Ancas Largas", pela Ulisseia, mas segundo a Wook, está esgotado.

Fontes: Nobel Prize e RTP.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Novidades (3)


Hoje destaco três livros que me deixaram muito curiosa, sobretudo Filhas.

NOITES DE JASMIM 
Julia Gregson
Asa
PVP 16,90 eur - 554 págs.
1942. Numa Europa devastada pela guerra, a jovem Saba tem uma vida protegida. Demasiado protegida. Ela anseia por liberdade e é suficientemente obstinada para desafiar as convenções e a própria família e perseguir o seu sonho: cantar. Ao atuar num hospital militar britânico, a jovem conhece Dom, um piloto em convalescença. A atração é imediata mas ambos sabem estar perante um amor condenado. Dom debate-se com o trauma das suas cicatrizes de guerra e está decidido a voltar rapidamente ao combate.

Atormentada pelos perigos que o homem que ama está disposto a correr, Saba renuncia aos seus sentimentos e decide partir numa jornada que a levará ao glamour do Cairo e ao calor e opulência de Istambul. Um mundo tumultuoso e decadente de soldados, espiões e agentes duplos. Um mundo onde não há lugar para a inocência e todos buscam mais do que aparentam. Alguns querem apenas desfrutar da sua belíssima voz. Outros, sentir o seu amor. Mas há também quem queira os segredos que só ela, graças ao círculo social em que se move, pode descobrir.

No turbilhão em que se tornou a sua vida, há algo que se mantém inalterado: as suas memórias dos momentos que passou com Dom. Desde então, o mundo mudou irremediavelmente, mas os seus caminhos voltarão a cruzar-se um dia… e da forma mais inesperada.

Filhas
Paulo José Miranda 
Oficina do Livro
220 págs. – PVP 12,90€
Memórias e segredos num ziguezague que intercala o romance histórico e o presente, como o tempo de um jogo de futebol.
1746. O rei D. João V anuncia aos habitantes das ilhas dos Açores que a Coroa concede benefícios a quem decidir emigrar para o litoral sul do Brasil.
Ao embarcar nesta aventura, João Cabral cruza-se com Maria de Fátima, uma mulher fascinante e invulgarmente emancipada para época.
Desta união nasce uma descendência que marcará a saga da família Oliveira Cabral e a origem da colonização do Sul do Brasil, Florianópolis, antiga Ilha do Desterro.
Paulo José Miranda conduz-nos pela intimidade desta família através de uma empolgante viagem pelos laços que unem pai e filhas, Portugal e o Brasil.

UMA CARTA INESPERADA
Barbara Taylor-Bradford 
Asa
PVP 16,90 eur - 432 págs.
Justine Nolan é uma mulher de sucesso com uma carreira artística fulgurante. Mas as memórias que guarda com mais carinho remontam à sua infância, um tempo que recorda como mágico. De visita a casa da mãe, Justine abre inadvertidamente uma carta que vai mudar tudo o que ela julgava saber sobre a sua família e até sobre si própria.

As revelações são tão chocantes que a jovem pede a ajuda e o conforto de Richard, o seu irmão gémeo. Juntos, resolvem descobrir a verdade custe o que custar. Mas para o fazer, ela terá de viajar até Istambul – a vibrante e sedutora cidade onde se cruzam Ocidente e Oriente. É um lugar com os seus próprios segredos e cujo magnetismo aproxima Justine de um homem fascinante que parece saber mais do que aquilo que está disposto a revelar.

E quando os enigmas ocultos durante décadas pareciam finalmente deslindados, Justine recebe um revelador livro de memórias. No coração deste diário reside a sua verdadeira identidade. Esta é a sua grande oportunidade de sarar as feridas de traições do passado e de abraçar um novo amor e uma nova vida.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Isabel Allende vence prémio Hans Christian Andersen

Fotografia © Jonathan Ernst / Reuters (retirada daqui)
Isabel Allende foi a vencedora da segunda edição do prémio Hans Christian Andersen de Literatura "pelas suas qualidades como narradora mágica e pelo seu talento para enfeitiçar o público", sucedendo, assim, a J.K. Rowling.

Não podia concordar mais! :)

Informação retirada daqui

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Prémio Nobel da Literatura 2011

Fonte

A Academia Sueca atribuiu hoje o Prémio Nobel da Literatura 2011 ao poeta e tradutor sueco Tomas Tranströmer porque "através das suas imagens translúcidas e condensadas, ele dá-nos um novo acesso à realidade".

O poeta de 80 anos, psicólogo de formação, sofreu um AVC em 1990, na sequência do qual perdeu as faculdades motoras e não consegue falar. Contudo Peter Englund (secretário da Academia) disse à televisão sueca que falou com o laureado e ele se mostrou surpreendido pelo prémio.

Apesar de ser um poeta com uma produção pequena, é o poeta sueco mais traduzido no mundo.

Em Portugal, Tomas Transtroemer está representado na colectânea "21 poetas suecos", editada pela Vega, em 1981. Nesta obra surge o poema «Lisboa», onde o poeta sueco destaca elementos típicos das zonas históricas da capital portuguesa.

Uma passagem pelo Funchal também inspirou Tomas Transtroemer, dedicando-lhe um verso onde destaca o mar, a receita atlântica do peixe com tomate e a «língua estranha».


Notícia adaptada de: Público, DN e tvi24.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Novo livro de Isabel Allende

O novo livro de Isabel Allende, El Cuaderno de Maya, já se encontra em pré-lançamento. Ao contrário do que a autora nos habituou, não se trata de um romance histórico, mas sim de uma história contemporânea. Deixo aqui a sinopse (em espanhol) para os curiosos:

Tras el éxito de ventas de La isla bajo el mar, la escritora vuelve a novelar la vida de una gran mujer: Maya, una adolescente de una fuerza extraordinaria que después de caer en un oscuro mundo debe enfrentarse a sí misma, a su pasado y a todos sus miedos para cambiar su vida y mirar adelante. Escrita a modo de diario, propone un interesante contrapunto entre el escenario urbano de Las Vegas con el rural de la Isla de Chiloé.
 
Uma vez que a Difel faliu, espero que outra editora portuguesa adquira os direitos das obras de Isabel Allende e o publique em breve.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Daniel Sampaio fala sobre novo livro no Clube de Leitores Bulhosa

O conceituado psiquiatra e especialista em terapia familiar, Daniel Sampaio, é o próximo convidado do Clube de Leitores Bulhosa books & living, que decorre  amanhã, terça-feira, 14 de Dezembro, às 18h30, na loja de Campo de Ourique. Neste encontro os leitores têm a possibilidade de partilhar ideias e experiências com o autor de Memórias do Futuro – narrativa de uma família, o seu novo livro.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Hillary Mantel ganha prémio de autora do ano nos Galaxy National Book Awards

A escritora Hilary Mantel acaba de acrescentar mais um prémio importante à sua carreira: o UK Author of the Year, uma das distinções dos Galaxy National Book Awards. A autora, que venceu o Man Booker Prize 2009 com Wolf Hall, publicado em Abril passado pela Civilização, e que esteve nomeada para a shortlist do Orange Prize 2006 e do Orange Prize 2010, surgiu à frente de autores como Maggie O’Farrell, David Mitchell ou Kate Atkinson.

Um Dia de David Nicholls ganha prémio dos Galaxy National Book Awards

O novo romance de David Nicholls, Um Dia, lançado em Agosto deste ano pela Civilização Editora, acaba de ganhar um dos mais importantes prémios dos Galaxy National Book Awards, o Popular Fiction Book of the Year. O livro tinha por concorrentes títulos de autores tão conceituados como Jilly Cooper, Dorothy Koomson ou Phillippa Greggory – publicada em Portugal também pela Civilização.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Civilização adquire direitos de publicação de 33 Men

A Civilização adquiriu os direitos de publicação da história pungente e inspiradora que mobilizou a opinião pública mundial desde 22 de Agosto de 2010: a operação de resgate dos 33 mineiros chilenos. Contada por um premiado jornalista norte-americano, radicado há mais de quinze anos no Chile, Jonathan Franklin teve um acesso ímpar aos homens soterrados a mais de 700 metros do nível do solo, às suas famílias e às equipas de salvamento. O lançamento mundial do livro está agendado para Fevereiro de 2011.
 
33 Men é um relato absorvente e rigoroso do mais longo e profundo enterramento humano de sempre, acompanhado de perto por Jonathan Franklin, o jornalista que começou a seguir a história a 5 de Agosto, o dia em que a terra tremeu e deixou 33 homens presos no interior de uma mina de cobre em São José, um lugar perdido a mais de 800 quilómetros da capital Santiago. Na altura, o mundo ainda não sabia da existência destes homens, o que viria a acontecer algumas semanas mais tarde, a 22 do mesmo mês, quando uma sonda revelou que estavam vivos.

 
Durante um mês, o autor de 33 Men viveu na encosta onde fora montado o centro de operações de salvamento. E, enquanto os homens se mantinham reféns dos setecentos metros de terra acima deles, Franklin arranjou uma forma rudimentar de falar com eles ao telefone, de pô-los em contacto com o mundo. Assim que foram resgatados das entranhas da terra, a 13 de Outubro, o autor conduziu uma série de entrevistas com os mineiros, que se encontravam no recobro do hospital de campanha.

 
Jonathan Franklin afirmou: “É um milagre que estes mineiros tenham sobrevivido ao colapso inicial e que, após várias semanas sem praticamente nenhuma comida, tenham conseguido resistir tendo apenas para beber a água com óleo dos radiadores dos tractores. Este livro conduz os leitores ao mundo dos mineiros – uma caverna escura, húmida, com discussões e lutas, drogas e receios de canibalismo e, ao mesmo tempo, um mundo onde os homens rezavam juntos e tomavam decisões em comunidade e sobreviviam devido a uma determinação feroz de viver”.

 
Por outro lado, acrescenta o autor, “enquanto dois mil jornalistas se encontravam limitados às barreiras policiais, o meu passe de “equipa de resgate” permitiu-me viver de perto as últimas seis semanas deste milagroso salvamento. Foi um privilégio assistir ao desenrolar deste drama, nos seus diversos momentos de beleza e coragem e comédia; e ver, em primeira-mão, a profunda unidade que permitiu que toda esta operação fosse um sucesso”.

 
O enfoque do livro incide, não apenas no drama vivido pelos mineiros, mas também na parte logística e humana relacionada com toda a operação de salvamento, do operador da máquina de perfuração (um americano do Colorado) ao chefe dos médicos e ao psicólogo responsável pelo apoio aos familiares dos mineiros. Jonathan Franklin analisa ainda o jogo do interesses que tornou esta situação inevitável, numa mina de cobre particularmente perigosa e mortífera.

 
Baseado em mais de 75 entrevistas com os mineiros, as suas famílias e a equipa de resgate, o autor combina o olhar do especialista no detalhe e no diálogo com a história profundamente tocante e extraordinária destes mineiros, em luta pela sobrevivência num ambiente de extrema adversidade.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Civilização assegura exclusividade da obra de Roald Dahl

A Civilização acaba de garantir a publicação em exclusivo da obra de Roald Dahl, falecido há exactamente 20 anos (a 23 de Novembro). Sendo um dos maiores escritores de sempre da literatura juvenil, vendeu mais de 100 milhões de livros – em 45 línguas. O livro Charlie e a Fábrica de Chocolate, com duas adaptações ao cinema (a última das quais por Tim Burton, em 2005) e um sucesso absoluto de vendas, com mais 13 milhões de cópias vendidas, será lançado em Março de 2011.

O Fantástico Senhor Raposo, adaptado ao cinema em 2009 por Wes Anderson, numa versão animada com as vozes de George Clooney e Meryl Streep nos papéis de Senhor e Senhora Raposo, é o título seguinte com a chancela Civilização, a publicar em Junho do próximo ano. Segue-se James e o Pêssego Gigante, em Outubro.


Roald Dahl começou a escrever em 1942 e o seu primeiro livro para crianças, género em que se notabilizou, foi Gremlins. Foi também o autor de mais de sessenta contos para adultos, de onde se destaca The Smoker (ou Man from the South), que viria a ser filmado como um episódio da série televisiva Alfred Hitchcock Apresenta e mais tarde adaptado ao cinema por Quentin Tarantino (Quatro Quartos, 1995).


Regista-se ainda a breve incursão pelo cinema, adaptando à tela, entre outros, um dos romances de Ian Fleming sobre o mítico James Bond, Só Se Vive Duas Vezes, e escrevendo um primeiro esboço do seu bestseller, A Fantástica Fábrica de Chocolate, reescrito por David Seltzer e usado no filme de 1971.


Nascido a 13 de Setembro de 1916 e falecido a 23 de Novembro de 1990, Roald Dahl (1916-1990) nasceu no País de Gales, filho de pais noruegueses. Durante a II Guerra Mundial foi piloto da RAF (Royal Air Force). Foi casado duas vezes e teve 5 filhos. Fundou a Roald Dahl’s Marvellous Children’s Charity para investigação nos campos da neurologia e hematologia. Em 2008, foi inaugurado o The Roald Dahl Funny Prize, prémio anual para autores de ficção humorística infantil. Roald Dahl é um dos escritores mais vendidos do mundo e, entre alguns dos prémios e distinções recebidos, conta-se o prestigiado Blue Peter Book Award.
 
Mais informações em http://www.roalddahl.com

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Prémio Nobel da Literatura 2010

Fonte
A Academia Sueca atribuiu hoje o Prémio Nobel da Literatura 2010 ao escritor peruano Mario Vargas Llosa. Aos 74 anos, Mario Vargas Llosa é um dos mais premiados autores da América Latina pelo seu trabalho como romancista, ensaísta e dramaturgo.

Vargas Llosa encontrava-se há muito na lista dos candidatos ao Nobel, e este ano a Academia Sueca decidiu coroar a sua vasta obra atribuindo-lhe o maior galardão mundial para a literatura, pela "cartografia das estruturas do poder e pelas imagens mordazes da resistência, revolta e dos fracassos do indivíduo".

Da sua vasta bibliografia destacam-se "A Casa Verde" (1967), "Conversa na Catedral" (1969), "Pantaleão e as Visitadoras" (1973), "A Tia Júlia e o Escrevedor" (1977) e "A Guerra do Fim do Mundo" (1981), "História de Mayta" (1984), "Quem Matou Palomino Molero?" (1986), "O Falador" (1987), "Elogio da Madrasta" (1988), "Como Peixe na Água" (1993), "Os Cadernos de Dom Rigoberto" (1997), "Cartas a Um Jovem Romancista" (1997), "A Festa do Chibo" (2000), o "Paraíso na Outra Esquina" (2003), "Travessuras da menina má" (2006), e "Diário do Iraque" (2007).

Foi galardoado, entre outros, com o Prémio Rómulo Gallegos (1967), o Prémio Cervantes (1994), o Prémio Nacional de Novela do Peru (1967), o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras Espanha (1986) e o Prémio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na Feira do Livro de Frankfurt (1997).

O autor foi surpreendido pela notícia: “Foi divertido, porque, olha, estava a trabalhar, a ler desde muito cedo. Começo a ler muito cedo, às 5h, 5h30. E de repente uma chamada, atendeu a minha mulher. E disse-me: olha, estão a ligar mas não percebi muito bem do que se trata. Quando te ligam a estas horas fica-se sempre um pouco nervoso, porque pensas que é alguma má notícia. Quando voltei a atender era o secretário-geral da Academia sueca, e disse-me. E eu fiquei a pensar se não seria brincadeira de um amigo. Mas confirmou-se, estou muito contente, mas continuo atordoado com a notícia”, contou Llosa ao El Mundo, pouco depois de conhecer a notícia.


Notícia adaptada de: JNionlineRTP



Tenho dois livros do autor, mas ainda não li nenhum. Já alguém leu? O que acham? 

terça-feira, 6 de julho de 2010

RIP Matilde Rosa Araújo


A escritora Matilde Rosa Araújo faleceu hoje, aos 89 anos, no Porto, não sendo ainda conhecidas as causas do óbito. 

Destacou-se com obras para crianças, tendo dedicado a sua vida aos seus problemas e aos seus direitos, temáticas que reflectiu na sua obra. Mas a sua obra não se limitou a livros infantis, tendo escrito também, contos e poesia para adultos.
Recebeu vários prémios, incluindo o prémio para o melhor livro para a Infância publicado no biénio 1994-1995, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian, em 1996, com o livro de poemas "Fadas Verdes"; o Grande Prémio de Literatura para Criança da Fundação Calouste Gulbenkian, “ex-aequo” com Ricardo Alberty, em 1980; e o prémio para o melhor livro estrangeiro, com "O Palhaço Verde", atribuído pela associação Paulista de Críticos de Arte de São Paulo, Brasil, em 1991. Matilde Rosa Araújo recebeu, também, o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em Maio de 2004.

Adaptado de Jornal de Notícias.