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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Prémio Nobel da Literatura 2021

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O Prémio Nobel da Literatura 2021 foi atribuído ao romancista tanzaniano Abdulrazak Gurnah "pela sua penetração descomprometida e compassiva dos efeitos do colonialismo e do destino dos refugiados no espaço entre culturas e continentes".

Abdulrazak Gurnah nasceu em Zanzibar, mas chegou ao Reino Unido nos anos 60 com o estatuto de refugiado. As suas histórias, que escreve em Inglês, embora a sua primeira língua seja o Suaíli, focam-se em temas relacionados com os refugiados.

Embora um dos seus livros, "Junto ao Mar", tenha sido editado em Portugal, não se encontra actualmente disponível, pois foi editado pela extinta Difel.


Notícia adaptada de: RTPJN e Expresso.


quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Prémio Nobel da Literatura 2020

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O Prémio Nobel da Literatura 2020 foi atribuído à poeta norte-americana Louise Glück, "pela sua voz poética inconfundível, que com beleza austera, faz universal a existência individual". A academia sueca salienta ainda que não se deve encarar Louise Glück como uma "poeta confessional", na medida em que “procura a universalidade e inspira-se também em mitos e temas clássicos".

Não tem obra publicada em Portugal, mas está representada na coletânea "Rosa do Mundo - 2001 Poemas para o Futuro", da Assírio & Alvim (2001), com o poema "O Poder de Circe".


Notícia adaptada de: JN e Expresso.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Prémio Nobel da Literatura 2018 e 2019

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Depois de não ter sido atribuído no ano passado, devido ao escândalo de corrupção e assédio sexual, a Academia Sueca atribuiu ontem o Prémio Nobel da Literatura 2018 e 2019 respectivamente, a Olga Tokarczuk e Peter Hadke.

A Academia justifica a atribuição do prémio à polaca Olga Tokarczuk por esta ter "uma narrativa imaginativa que com paixão enciclopédica representa a travessia das fronteiras como uma forma de vida" e ao austríaco Peter Hadke pelo seu "trabalho influente que, com criatividade linguística, explorou a periferia e a especificidade da experiência humana”.

Ambos estão publicados em Portugal, mas nunca li nenhum dos seus livros.

Notícia adaptada de: DNPúblico e Expresso.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Prémio Nobel da Literatura 2017

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A Academia Sueca atribuiu hoje o Prémio Nobel da Literatura 2017 ao autor nipo-britânico Kazuo Ishiguro, escolhido pela força das suas palavras e devido a ter "nos seus romances uma força emocional muito grande, e ter revelado o abismo entre o sentido do ilusório e a sua ligação ao mundo". Para Sara Danius, secretária permanente da Academia Sueca, "Ishiguro é um autor de grande integridade e absolutamente brilhante, com um universo estético muito próprio".

Apesar de ter nascido em Nagasaki, vive em Inglaterra desde novo devido aos seus pais terem emigrado para esse país, motivo pelo qual é considerado um autor nipo-britânico. Queria ser músico, mas acabou por se dedicar à escrita depois de nenhuma editora ter aceite as suas composições.

Com livros traduzidos em mais de 30 países, é um dos mais importantes escritores Britânicos desde há várias décadas. Foi nomeado para os prémios Man Booker quatros vezes e venceu em 1989 com o romance Os Despojos do Dia. Dois dos seus livros (Os Despojos do Dia e Nunca me Deixes) foram adaptados ao cinema.

Em Portugal tem publicados sete livros: O Gigante Enterrado, Nocturnos, Quando Éramos Órfãos, Nunca Me Deixes, Os Inconsolados e Os Despojos Do Dia pela Gradiva (os últimos três estão esgotados, mas prevejo reedições muito em breve) e As Colinas de Nagasaki pela Relógio D’Água.

Nunca li nenhum livro do autor, nem tenho nenhum em casa para ler. Mas se por acaso tiver sido um dos autores escolhidos para a Comunidade de Leitores deste ano, vou aproveitar a oportunidade para o ler.

Notícia adaptada de: DN e Máxima.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Prémio Nobel da Literatura 2016

Fonte

A Academia Sueca atribuiu ontem o Prémio Nobel da Literatura 2016 ao músico norte-americano Bob Dylan "por ter criado novas expressões poéticas na grande tradição da canção americana". Sara Danius, secretária permanente da Academia Sueca, reconhece a potencialidade para a controvérsia que a distinção de alguém cujo ofício é o das canções tem, mas afirma que Bob Dylan "pode ser lido e deve ser lido. É um grande poeta na tradição inglesa, na grande tradição poética inglesa.”

Em Portugal tem publicado, pela Relógio D’Água, as suas Canções: 1962-2001, em dois volumes (Canções - Volume I (1962-1973) e Canções - Volume 2 (1974-2001)); pela Ulisseia, Crónicas - Volume I, o primeiro volume da sua autobiografia; e pela Quasi, Tarântula, o primeiro livro de Bob Dylan, escrito numa prosa poética de carácter fortemente experimental, provavelmente influenciada por autores da beat generation, como Jack Kerouac, William S. Burroughs ou Allen Ginsberg.

Pessoalmente sinto-me um bocado dividida. Por um lado acho que é uma justa homenagem à poesia que existe nas letras das músicas. Por outro, não deixo de pensar que a escolha foi motivada pelo facto do júri não ter chegado a acordo em relação a nenhum dos outros nomeados... Também não ajuda o facto de, apesar de gostar de algumas das suas músicas, não ser propriamente fã do músico. É que isto na música, tal como na literatura, é sempre uma questão de gosto...*

Agora a ver se legalizam as casas de apostas em Portugal que, pelo rumo que isto leva, vou apostar que para o ano ganham o Frank Miller ou o Alan Moore...**

Notícia adaptada de: Público e DN

* Tivesse o prémio sido entregue ao Eddie Vedder e iam ver a festa que eu fazia...
** E seria justo.

sábado, 10 de outubro de 2015

Prémio Nobel da Literatura 2015

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A Academia Sueca atribuiu na passada quinta-feira o Prémio Nobel da Literatura 2015 à jornalista de investigação bielorrussa Svetlana Alexievich, destacando a sua “obra polifónica”, descrevendo-a como “um memorial ao sofrimento e à coragem na nossa época" e referindo que a escritora inventou “um novo género literário”, que “funde literatura e jornalismo”, e “criou uma história das emoções, uma história da alma”.

Alexievich torna-se, assim, a 14ª mulher a receber o Prémio Nobel da Literatura (e a segunda desde que iniciei o blogue, em 2010 - estaremos a assistir a uma mudança?).

Em Portugal, tem apenas um livro, O Fim do Homem Soviético, recentemente editado pela Porto Editora, mas foi já anunciada a publicação de Vozes de Chernobyl (título provisório), pela editora Elsinore em 2016, assinalando os 30 anos do desastre nuclear que ocorreu em Abril de 1986, e coincidindo com a estreia da adaptação cinematográfica do mesmo realizada por Pol Crutchen.

Fonte: Público

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Prémio Nobel da Literatura 2014

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A Academia Sueca atribuiu hoje o Prémio Nobel da Literatura 2014 ao escritor francês Patrick Modiano, destacando o modo como a sua “arte da memória evoca os mais inefáveis destinos humanos e desvela o mundo da ocupação”.

Apesar de ter nascido já depois da II Guerra Mundial, é a memória da mesma que desvela nos seus livros, tendo hoje revelado que tem “a sensação de estar sempre a escrever o mesmo livro”.

Em Portugal, já teve seis dos seus livros publicados, mas tem, de momento, apenas dois livros disponíveis (na altura do anúncio eram três, mas um deve ter, entretanto, esgotado): Na Rua das Lojas Escuras e O Horizonte

Fonte: Público

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Prémio Nobel da Literatura 2013

Fonte
A Academia Sueca atribuiu hoje o Prémio Nobel da Literatura 2013 à escritora canadiana Alice Munro, "mestre do conto contemporâneo".

Nascida em 1931, Munro é considerada uma das maiores contistas da actualidade.

Em Portugal, Munro tem seis livros editados pela Relógio d'Água: Amada Vida, Fugas, Demasiada Felicidade, O Amor de Uma Boa Mulher, A Vista de Castle Rock e O Progresso do Amor.

Fontes: Nobel Prize e Público.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Prémio Nobel da Literatura 2012

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A Academia Sueca atribuiu hoje o Prémio Nobel da Literatura 2012 ao escritor chinês Mo Yan "que, com realismo alucinatório funde contos populares, a história e o contemporâneo".

O escritor de 57 anos é apontado como um escritor do regime chinês, e pouco crítico do mesmo.

Em Portugal, Mo Yan tem apenas um livro editado, "Peito Grande, Ancas Largas", pela Ulisseia, mas segundo a Wook, está esgotado.

Fontes: Nobel Prize e RTP.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Prémio Nobel da Literatura 2011

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A Academia Sueca atribuiu hoje o Prémio Nobel da Literatura 2011 ao poeta e tradutor sueco Tomas Tranströmer porque "através das suas imagens translúcidas e condensadas, ele dá-nos um novo acesso à realidade".

O poeta de 80 anos, psicólogo de formação, sofreu um AVC em 1990, na sequência do qual perdeu as faculdades motoras e não consegue falar. Contudo Peter Englund (secretário da Academia) disse à televisão sueca que falou com o laureado e ele se mostrou surpreendido pelo prémio.

Apesar de ser um poeta com uma produção pequena, é o poeta sueco mais traduzido no mundo.

Em Portugal, Tomas Transtroemer está representado na colectânea "21 poetas suecos", editada pela Vega, em 1981. Nesta obra surge o poema «Lisboa», onde o poeta sueco destaca elementos típicos das zonas históricas da capital portuguesa.

Uma passagem pelo Funchal também inspirou Tomas Transtroemer, dedicando-lhe um verso onde destaca o mar, a receita atlântica do peixe com tomate e a «língua estranha».


Notícia adaptada de: Público, DN e tvi24.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Mário Vargas Llosa

Depois de ler o seu discurso de aceitação do Prémio Nobel de Literatura 2010, fiquei ainda com mais vontade de ler um dos seus livros. Vale a pena ler todo o discurso, mas destaco o seguinte:

Like writing, reading is a protest against the insufficiencies of life. When we look in fiction for what is missing in life, we are saying, with no need to say it or even to know it, that life as it is does not satisfy our thirst for the absolute – the foundation of the human condition – and should be better. We invent fictions in order to live somehow the many lives we would like to lead when we barely have one at our disposal.
"Mario Vargas Llosa - Nobel Lecture". Nobelprize.org. 9 Dec 2010 http://nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/2010/vargas_llosa-lecture_en.html

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Prémio Nobel da Literatura 2010

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A Academia Sueca atribuiu hoje o Prémio Nobel da Literatura 2010 ao escritor peruano Mario Vargas Llosa. Aos 74 anos, Mario Vargas Llosa é um dos mais premiados autores da América Latina pelo seu trabalho como romancista, ensaísta e dramaturgo.

Vargas Llosa encontrava-se há muito na lista dos candidatos ao Nobel, e este ano a Academia Sueca decidiu coroar a sua vasta obra atribuindo-lhe o maior galardão mundial para a literatura, pela "cartografia das estruturas do poder e pelas imagens mordazes da resistência, revolta e dos fracassos do indivíduo".

Da sua vasta bibliografia destacam-se "A Casa Verde" (1967), "Conversa na Catedral" (1969), "Pantaleão e as Visitadoras" (1973), "A Tia Júlia e o Escrevedor" (1977) e "A Guerra do Fim do Mundo" (1981), "História de Mayta" (1984), "Quem Matou Palomino Molero?" (1986), "O Falador" (1987), "Elogio da Madrasta" (1988), "Como Peixe na Água" (1993), "Os Cadernos de Dom Rigoberto" (1997), "Cartas a Um Jovem Romancista" (1997), "A Festa do Chibo" (2000), o "Paraíso na Outra Esquina" (2003), "Travessuras da menina má" (2006), e "Diário do Iraque" (2007).

Foi galardoado, entre outros, com o Prémio Rómulo Gallegos (1967), o Prémio Cervantes (1994), o Prémio Nacional de Novela do Peru (1967), o Prémio Príncipe das Astúrias de Letras Espanha (1986) e o Prémio da Paz de Autores da Alemanha, concedido na Feira do Livro de Frankfurt (1997).

O autor foi surpreendido pela notícia: “Foi divertido, porque, olha, estava a trabalhar, a ler desde muito cedo. Começo a ler muito cedo, às 5h, 5h30. E de repente uma chamada, atendeu a minha mulher. E disse-me: olha, estão a ligar mas não percebi muito bem do que se trata. Quando te ligam a estas horas fica-se sempre um pouco nervoso, porque pensas que é alguma má notícia. Quando voltei a atender era o secretário-geral da Academia sueca, e disse-me. E eu fiquei a pensar se não seria brincadeira de um amigo. Mas confirmou-se, estou muito contente, mas continuo atordoado com a notícia”, contou Llosa ao El Mundo, pouco depois de conhecer a notícia.


Notícia adaptada de: JNionlineRTP



Tenho dois livros do autor, mas ainda não li nenhum. Já alguém leu? O que acham?