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domingo, 8 de dezembro de 2013

Opinião: "Jesus Cristo bebia cerveja"

www.wook.pt/ficha/jesus-cristo-bebia-cerveja/a/id/13998501?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor: Afonso Cruz
Editor: Alfaguara
Edição/reimpressão: Abril de 2012
ISBN:  9789896721336
Páginas: 252

Sinopse: Uma pequena aldeia alentejana transforma-se em Jerusalém graças ao amor de uma rapariga pela sua avó, cujo maior desejo é visitar a Terra Santa. Um professor paralelo a si mesmo, uma inglesa que dorme dentro de uma baleia, uma rapariga que lê westerns e crê que a sua mãe foi substituída pela própria Virgem Maria, são algumas das personagens que compõem uma história comovente e irónica sobre a capacidade de transformação do ser humano e sobre as coisas fundamentais da vida: o amor, o sacrifício, e a cerveja.

Jesus Cristo bebia cerveja é o novo e esperado romance de uma das vozes mais fortes e originais da literatura portuguesa actual, a que é impossível ficar indiferente.

A minha opinião: Depois de ter lido, no ano passado, A Boneca de Kokoschka, percebi que não tardaria muito a voltar a ler Afonso Cruz... E, agora que terminei Jesus Cristo bebia cerveja, cheguei à conclusão que o autor é o meu autor português contemporâneo preferido e os seus livros passaram a ser compras obrigatórias daqui em diante.

A história de Jesus Cristo bebia cerveja é contemporânea, mas, ao mesmo tempo, é intemporal, e podia passar-se tanto no passado como no futuro, num Alentejo "Enterior Desquecido e Ostracizado", onde a pobreza e a solidão engolem as pessoas, removendo-lhes a esperança e a vontade.

A acção da história tem um compasso lento, como lento é o passar do tempo naquela aldeia alentejana imaginada pelo autor. Rosa e a avó vivem sozinhas num monte, marcadas por um passado triste e trágico, e sem esperança de uma vida melhor. A avó, cada vez mais velha e doente, tem como sonho visitar a Terra Santa e é o professor Borja que, encantado com Rosa, formula o plano de transformar a aldeia da inglesa em Jerusalém, por forma a proporcionar à avó o concretizar do seu sonho antes de morrer. Inacreditavelmente, o que parecia uma ideia completamente disparatada, acaba por ser bem recebida por (quase) todos e o plano é posto em prática. Mas até os melhores planos nem sempre correm como se espera, e este tem um final, sem dúvida, surpreendente.

Ao longo de toda a história são referidos os westerns que Rosa adora ler e o autor incluiu um pequeno conto que é o western preferido de Rosa e que acaba por explicar o final de Jesus Cristo bebia cerveja. Um pormenor que achei delicioso!

Classificação: 5

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Este livro conta para o Desafio Book Bingo 2013 (autor português).

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Opinião: "O filho de mil homens"

Autor: Valter Hugo Mãe
Editor: Alfaguara
Edição/reimpressão: Outubro de 2011
ISBN: 9789896721077
Páginas: 260

Sinopse: Esta é a história de Crisóstomo que, chegando aos quarenta anos, lida com a tristeza de não ter tido um filho. Do sonho de encontrar uma criança que o prolongue e de outros inesperados encontros, nasce uma família inventada, mas tão pura e fundamental como qualquer outra.
As histórias do Crisóstomo e do Camilo, da Isaura, do Antonino e da Matilde mostram que para se ser feliz é preciso aceitar ser o que se pode, nunca deixando contudo de acreditar que é possível estar e ser sempre melhor. As suas vidas ilustram igualmente que o amor, sendo uma pacificação com a nossa natureza, tem o poder de a transformar.
Tocando em temas tão basilares à vida humana como o amor, a paternidade e a família, O filho de mil homens exibe, como sempre, a apurada sensibilidade e o esplendor criativo de Valter Hugo Mãe.

A minha opinião: Este foi o primeiro livro que li de Valter Hugo Mãe e, se não fosse o livro escolhido para a próxima sessão da Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal, não me teria estreado neste autor tão cedo. Mas não me arrependo nada! 

O filho de mil homens é uma história composta de várias histórias que se cruzam de forma magistral. No fundo, é a história de uma série de personagens infelizes que por força do destino ou das circunstâncias, vêm as suas vidas interligadas e, juntas, formam a mais improvável das famílias e conseguem, finalmente, ser felizes.

O quarentão que queria um filho, o filho da anã que fica órfão, a mulher enjeitada, o maricas, a mãe do maricas e a cria são a família improvável que se forma ao longo das páginas deste livro e cujos destinos nos prendem à sua leitura sempre na expectativa de saber o que irá acontecer a seguir.

Estranhei um pouco a escrita do autor, apesar do livro estar recheado de citações maravilhosas, mas do que já li sobre a sua obra, parece que este é um dos livros de leitura mais fácil. Talvez tenha sido o livro ideal para me estrear na leitura de Valter Hugo Mãe e fiquei com curiosidade para ler mais livros do autor.

Classificação: 4