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domingo, 1 de dezembro de 2013

Opinião: "O Signo dos Quatro"

www.wook.pt/ficha/o-signo-dos-quatro/a/id/12964011?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: The Sign of Four
Autor: Sir Arthur Conan Doyle
Série: Sherlock Holmes #3
Colecção: Colecção Sherlock Holmes #9
Editor: Global Notícias
Edição/reimpressão: 2009
ISBN: 9789895545667
Páginas: 120

Sinopse: O Signo dos Quatro é um romance escrito por Sir Arthur Conan Doyle, publicado originalmente pela Lippincott's Magazine em Fevereiro de 1890, sendo a primeira edição em formato de livro publicada em Outubro do mesmo ano. É a segunda história da saga do célebre detective Sherlock Holmes. Mary Morstan pede auxílio a Holmes para descobrir o que aconteceu ao seu pai, que morrera dez anos antes. Quatro anos após a morte do pai, ela começou a receber anualmente uma pérola de grande valor. Até que um dia recebeu um bilhete a marcar um encontro.

A minha opinião: Já antes tinha lido dois livros de Sir Arthur Conan Doyle (embora um fosse de contos), mas não gostei tanto como estava à espera... Mas porque adoro a série Sherlock, e porque a terceira temporada está quase, quase a estrear, e esta história será adaptada num dos episódios, resolvi lê-la agora. E devo dizer que gostei bastante mais do que dos anteriores.

A história começa com o pedido de auxílio de Mary Morstan, órfã à dez anos, e que há seis anos recebe misteriosamente, cada ano, uma pérola bastante valiosa. Sempre se interregou sobre quem e porquê lhe mandava as pérolas, mas agora que recebeu uma carta da pessoa que as envia, a marcar um encontro, Mary recorre a Sherlock para que a acompanhe e ajude a desvendar o mistério.

Sherlock descobre que o mistério está relacionado com Bombaim, local onde o pai de Mary esteve destacado, e com um dos seus colegas que, por coincidência ou não, morreu uma semana depois do pai de Mary. Depois de mais uma morte, Sherlock terá de desvendar qual o significado de O Signo dos Quatro, frase escrita no bilhete encontrado junto ao corpo.

Gostei da história e dos personagens principais, Holmes e Watson, e estou muito curiosa por saber que volta vão dar os autores da série para a adequarem aos tempos de hoje. Sem dúvida vou ler mais livros desta série muito em breve.

Classificação: 4

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Opinião: "Um Corpo na Biblioteca"

www.wook.pt/ficha/um-corpo-na-biblioteca/a/id/41249?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: The Body in the Library
Autor: Agatha Christie
Série: Miss Marple #3
Tradutor: Isabel Alves
Colecção: Obras de Agatha Christie nº16
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Maio de 2003
ISBN: 9789724133485
Páginas: 176

Sinopse: Ela era jovem, loura e usava demasiada maquilhagem. O coronel Bantry e a mulher, Dolly, nunca a tinham visto antes... de a encontrarem morta no tapete da sua biblioteca!
Quem é ela? Como é que foi ali parar? E qual a sua relação com outra jovem assassinada, cujo cadáver será posteriormente descoberto num carro incendiado? O respeitável casal Bantry convida a pessoa mais eficiente que conhece no que a mistérios diz respeito: Miss Jane Marple. E quando o enigma se adensa e a investigação aponta para vários suspeitos possíveis, a astuta solteirona faz jus à sua fama de implacável bisbilhoteira.


A minha opinião: Este é o segundo livro de Agatha Christie com Miss Marple como protagonista que leio e posso dizer que foi o que mais gostei. Porque finalmente consegui perceber aquilo que a distingue dos outros detectives amadores: o facto de saber tudo o que se passa na sua aldeia e utilizar esse conhecimento do comportamento humano aplicando-o ao caso em questão. Miss Marple tem sempre uma pequena história sobre um dos seus amigos ou conhecidos para ilustrar um ponto que quer provar, o que achei delicioso. Também adorei as estratégias que utiliza para levar as pessoas a desabafarem com ela, contando-lhe o que querem e o que não querem, sem mesmo se aperceberem de que o estão a fazer...

O crime é insólito. Uma jovem aparece morta na biblioteca dos Bantry, mas nem eles, nem ninguém na aldeia parece reconhecê-la. A investigação policial acaba por conduzir a um hotel da região, o Hotel Majestic, onde se encontra hospedado um velho amigo dos Bantry, Conway Jefferson, que não só conhecia a vítima, como acaba por fornecer um possível motivo para a sua morte. Terá sido pela sua ligação a Jefferson que o assassino escolheu a biblioteca dos Bantry para deixar o corpo? E qual a ligação deste crime com o corpo da jovem escuteira descoberto incinerado num carro roubado?

Jane Marple é chamada a investigar o caso por Mrs. Bantry que antevê, e bem, que numa aldeia pequena como St. Mary's Mead, se o caso não for resolvido rapidamente, a suspeita cairá para sempre sobre o coronel Bantry. E é aplicando o seu conhecimento da vida numa aldeia que Miss Marple desvenda, por fim, quem assassinou as duas jovens e porquê. Um bom mistério "aconchegante" ideal para ler nestes dias frios que temos tido.

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Vintage Mystery Reading 2013 (Scene of the Crime), Cruisin' thru the Cozies 2013, Mystery/Crime 2013 e Mount TBR 2013.

sábado, 23 de novembro de 2013

Opinião: "Morto Duas Vezes"

www.wook.pt/ficha/morto-duas-vezes/a/id/164697?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: The Case of the Late Pig 
Autor:
Série: Albert Campion #8
Tradutor: Maria Adelaide Namorado Freire
Colecção: 9mm nº19
Editor: Público
Edição/reimpressão: Setembro de 2005
ISBN: 8498194008
Páginas: 160

Sinopse: Primeiro fora a carta anónima e, logo a seguir o anúncio inserido em The Times informando que R. I. Peters, de 37 anos de idade, falecera. Albert Champion, o célebre e desenvolto detective recordava-se bem dele pois tinham sido colegas de escola, onde o tratavam carinhosamente por "Pig" Peters. No funeral encontrava-se outro ex-colega, Gilbert Whippet, que também recebera uma carta anónima idêntica à de Champion, ambas escritas na mesma máquina, mas.. com que finalidade? A resposta começou a surgir cinco meses depois quando o detective foi chamado a investigar um caso de assassínio ocorrido há poucas horas. É que o corpo da vítima era, sem dúvida nenhuma, o do já falecido "Pig" Peters!
Sinopse retirada daqui

A minha opinião: Gosto muito desta colecção que saiu com o Público em 2005, mas acho inaceitável o que se passou com este livro. É que até ter iniciado esta opinião, estava convencida que tinha lido o 13º livro da série More Work for the Undertaker, porque é esse o título original indicado. Contudo, ao começar a copiar a sinopse (tenho por hábito não a ler antes de iniciar a leitura), verifiquei que a mesma não correspondia à história que li. Graças ao Goodreads lá descobri que a história que li foi, afinal, The Case of the Late Pig, 8º livro da série. Por mais que tente, não consigo descobrir como raio é que este engano aconteceu, nem como é que ninguém deu por ele antes da impressão, mas enfim, aqui fica o devido aviso.

Este foi o primeiro livro desta autora que li, e posso dizer que gostei bastante e fiquei com vontade de ler mais livros com Albert Campion como protagonista. Relembrou-me o protagonista dos livros de Dorothy L. Sayers, Lord Peter Wimsey, na medida em que, tal como ele, também Albert Campion é um membro proeminente da sociedade londrina que utiliza as suas capacidades (inteligência, intuição e dedução) na resolução de mistérios.

A história tem início com a notícia da morte de um antigo colega de escola de Campion, Pig Peters, um rufião que lhe infernizou a vida a ele e aos seus colegas. Intrigado pela notícia e por um estranho bilhete anónimo, Campion acaba por ir ao funeral, onde encontra um outro colega de escola, Gilbert Whippet, também ele atraído ali por um bilhete anónimo.

Cerca de cinco meses mais tarde, Campion é contactado por Janet Pursuivant, que lhe pede que vá de imediato para Highwaters, pois ocorreu um crime. Aí chegado, encontra-se com o pai de Janet, o coronel Sir Leo Pursuivant, chefe da polícia da região, que o leva de imediato a ver o corpo. E qual não é o seu espanto quanto vê que o corpo em questão se trata de Pig Peters. Mas se Pig Peters morreu no dia anterior, quem foi enterrado há cinco meses?

Rapidamente Campion fica a saber que os anos em nada melhoraram o feitio de Pig Peters que, no fundo, continuava o mesmo rufião de sempre, coleccionando inimizades por onde passava. Ninguém parecia gostar dele, e há uma abundância de pessoas com motivo para o matar... E há ainda a questão do homem e da mulher que tinham estado no funeral e que agora estão em Highwaters. Saberão eles mais do que dizem? Há ainda um novo bilhete anónimo, recebido também, mais uma vez, por Whippet, que também se desloca a Highwaters.

Campion terá de resolver, não só o mistério da morte de Pig, mas também o mistério da morte de há cinco meses (nomeadamente de quem era o corpo e se se tratou de uma morte natural ou de crime), descobrir o autor dos bilhetes anónimos e evitar ser mais uma vítima do assassino.

Apesar de ter conseguido perceber quem era o assassino, houve alguns pormenores que me escaparam e, como gostei da escrita e do protagonista, vou tentar ler os livros anteriores da série. Até porque dá para perceber que Sir Leo e Janet já foram personagens de livros anteriores e fiquei curiosa de saber o que se passou entre Albert e Janet...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Vintage Mystery Reading 2013 (Dangerous Beasts), Cruisin' thru the Cozies 2013, Mystery/Crime 2013 e Mount TBR 2013.

domingo, 17 de novembro de 2013

Opinião: "A Festa das Bruxas"

www.wook.pt/ficha/a-festa-das-bruxas/a/id/9596235?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Hallowe'en Party
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #36
Tradutor: John Almeida
Colecção: Obras de Agatha Christie nº63
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2011
ISBN: 9789892310046
Páginas: 208

Sinopse: A famosa escritora de policiais Ariadne Oliver prepara-se para celebrar a Noite das Bruxas em casa de uma amiga. Outra das convidadas é Joyce, uma jovem fã de livros policiais, que confessa ter já assistido a um assassinato. Mas a sua fama de contadora de histórias mirabolantes faz com que ninguém lhe preste atenção. Porém, quando Joyce é encontrada morta nessa mesma noite, Mrs. Oliver questiona se esta última história seria mesmo fruto da sua imaginação. Quem de entre os convidados quereria silenciá-la? Mrs. Oliver não conhece ninguém melhor do que o seu amigo Hercule Poirot para responder a esta questão. Mas nem mesmo para o grande detective será fácil desmascarar o assassino...

A Festa das Bruxas (Hallowe'en Party) foi originalmente publicado em 1969 na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Foi adaptado para a televisão em 2010, com David Suchet no papel de Hercule Poirot. 

A minha opinião: Ariadne Oliver já não acha os assassinatos divertidos, mas isso não significa que esteja livre deles... Mais uma vez vê-se envolvida num assassinato e recorre a Poirot para tentar descobrir quem foi que matou a jovem Joyce. É que pouco antes de morrer, Joyce anunciou que tinha testemunhado um assassinato e Mrs. Oliver pensa que poderá ter sido esse o motivo pelo qual foi assassinada.

Poirot começa a sua investigação e rapidamente percebe que ninguém levava Joyce muito a sério, já que tinha o hábito de inventar histórias para ganhar protagonismo, e ninguém parece acreditar que tivesse mesmo testemunhado um assassinato. Mas se era só uma história inventada, porque foi Joyce assassinada? E se era verdade, quem foi que Joyce viu ser assassinado? É isso que Poirot terá de descobrir e, depois de mais um corpo surgir, terá de ser rápido para evitar mais uma morte.

Gosto bastante da Mrs. Oliver, mas neste livro nota-se que estar envolvida em tantos crimes na vida real começa a desgastá-la e, por isso, surge mais apagada, e até um pouco derrotada. Poirot é muito competente, como sempre, e no final tudo acaba por fazer sentido, mas não foi uma história que me deslumbrasse. O que não significa que não a recomende a fãs da autora e do detective das célulazinhas cinzentas... 

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios What's in a Name 6 (festa/celebração), Cruisin' thru the Cozies 2013, Mystery/Crime 2013 e Mount TBR 2013.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Opinião: "Mrs. McGinty está morta"

Título original: Mrs. McGinty's Dead
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #28
Tradutor: Isabel Alves
Colecção: Obras de Agatha Christie nº57
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Junho de 2009
ISBN: 9789892304786
Páginas: 224

Sinopse: Mrs. McGinty está morta. 
                    Como é que ela morreu? 
                                                                       De joelhos como eu. 

Assim reza um jogo infantil… infelizmente para a verdadeira Mrs. McGinty, o que deveria ser apenas uma brincadeira de crianças assumiu contornos bem reais. Foi encontrada morta, os seus aposentos destruídos. O assassino procurava algo com tal desespero que chegou a levantar as tábuas do soalho. O que terá motivado tão bárbaras acções?

Poderá a resposta estar num recorte de jornal que a vítima guardara dois dias antes da sua morte? Com um assassino desesperado à solta, Hercule Poirot terá de se manter vivo a todo o custo para descobrir…

Mrs. McGinty Está Morta (Mrs. McGinty’s Dead) foi originalmente publicado em 1952 na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.  

A minha opinião: Poirot é contactado pelo comissário Spence que lhe pede auxílio pois está convencido que ajudou a condenar um homem inocente. O caso parece muito simples, e todas as provas parecem apontar para a culpa de James Bentley, mas Spence não acredita e quer evitar a sua execução.

Assim, Poirot desloca-se a Broadhinny, o local do crime e onde morava a vítima, Mrs. McGinty. Para além do rendimento que obtinha ao alugar um quarto a Bentley, Mrs. McGinty trabalhava como mulher-a-dias em várias casas da aldeia. No decurso das suas investigações, Poirot descobre que a chave do caso poderá estar num recorde de jornal que Mrs. McGinty tinha guardado dois dias antes de morrer. O dito recorte era uma retrospectiva sobre quatro mulheres vítimas de tragédias passadas. Teria Mrs. McGinty reconhecido alguma das mulheres e sido assassinada antes que pudesse falar? E teria o assassino incriminado James Bentley? Conseguirá Poirot descobrir a verdade a tempo de evitar outra morte?

Eu sou suspeita, mas ainda não li um livro de Agatha Christie de que não tivesse gostado. E gostei de Mrs. McGinty Está Morta, apesar de não ser dos meus preferidos. A autora é, mais uma vez, exímia a fazer-nos suspeitar de tudo e de todos e a pensar que todas as mulheres da aldeia poderão ser uma das quatro mulheres referidas no recorte de jornal. Um bom mistério para fãs do género como eu. 

Classificação: 4 

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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Opinião: "Os Trabalhos de Hércules"

Título original: The Labours of Hercules
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #26
Tradutor: John Almeida
Colecção: Obras de Agatha Christie nº61
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Maio de 2010
ISBN: 9789892308142
Páginas: 272

Sinopse: Hercule Poirot está a pensar muito seriamente em reformar-se e dar por terminada a sua brilhante carreira detectivesca. A verdade é que o talentoso belga acalenta um sonho: cultivar abóboras-meninas. Todavia, quando um amigo o compara a Hércules, o herói grego, o grande detective fica perplexo mas acaba por considerar que têm, sim, algo em comum: foram ambos responsáveis por livrar a sociedade de alguns dos seus mais temíveis monstros. Poirot decide então despedir-se em grande e aceitar apenas mais doze trabalhos, doze casos que correspondam em magnificência aos doze trabalhos de Hércules. Cada um deles ficará nos anais do crime como um feito heróico de dedução.

Considerada a melhor colecção de contos de Agatha Christie, Os Trabalhos de Hércules usa um tema unificador para mostrar doze exemplos das capacidades formidáveis das "celulazinhas cinzentas"de Hercule Poirot.

Os Trabalhos de Hércules (The Labours of Hercules) foi originalmente publicado em 1947 na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. 
 
A minha opinião: Numa altura em que começa a contemplar a hipótese de se reformar muito em breve, Poirot é comparado, por um amigo, a Hércules. E é assim que lhe surge uma idéia que rapidamente se torna num plano: tal como Hércules teve que ultrapassar doze trabalhos, também Hercule resolverá mais doze casos e só então se reformará.

Confesso que não me recordo muito bem de todos os trabalhos de Hércules, mas é bastante óbvio que os doze casos de Poirot têm todos semelhanças com os mesmos. Vou fazer uma breve referência a cada um deles:
  1. O Leão de Nemeia - Poirot é contratado para investigar um estranho caso de rapto de cães pequineses. Os cães são sempre raptados na presença de testemunhas e devolvidos depois de pago o resgate pedido. Como consegue o raptor desaparecer com os cães no meio de tantas pessoas e qual o verdadeiro motivo por detrás dos raptos é o que Poirot irá descobrir.
  2. A Hidra de Lerna - um homem desesperado recorre a Poirot para que o ajude. Na sua pequena aldeia corre o boato de que assassinou a sua mulher, que morreu há um ano. O homem garante que a sua mulher morreu de causas naturais e Poirot viaja até à aldeia e lança alguns boatos também para forçar a Hidra a mostrar a sua cabeça central.
  3. A Corça de Arcádia - um jovem mecânico bem apessoado relembra a Poirot um jovem pastor em Arcádia e quando este lhe pede que descubra o paradeiro da jovem por quem se apaixonou e que desapareceu misteriosamente, Poirot inicia a busca da bela "corça".
  4. O Javali de Erimanto - numa estância suiça, cujo acesso se faz apenas por um funicular que misteriosamente se avaria, Poirot tem de descobrir qual dos hóspedes ou dos funcionários é um perigoso assassino, um javali, em fuga da justiça.
  5. Os Estábulos de Augias - o jovem, e recentemente nomeado primeiro-ministro, vê o início do seu mandato ameaçado por revelações acerca do seu sogro, o anterior e demissionário primeiro-ministro, que irão ser publicadas num jornal. Poirot terá de adaptar e modernizar a solução de Hércules para conseguir limpar estes estábulos modernos.
  6. As Aves de Estinfália - novamente num hotel, desta feita na fictícia Herzoeslováquia, Poirot ajuda um cavalheiro inglês, envolvido numa situação muito desagradável precisamente devido ao seu cavalheirismo. E prova que, por vezes, as aves de mau agoiro não são bem aquelas de quem desconfiamos.
  7. O Touro de Creta - uma jovem abandonada pelo noivo pede ajuda a Poirot para que o faça mudar de ideias. É que o jovem está convencido que está a enlouquecer e pretende cortar todos os laços com a noiva para a poupar, mas ela não acredita na sua loucura. Será Poirot a descobrir a verdade e a livrar a aldeia do seu próprio touro de Creta.
  8. As Éguas de Diomedes - Poirot é contactado por um jovem médico que se deparou com uma festa na qual os convidados consumiram cocaína. Contudo, o médico não quer recorrer à polícia para proteger uma das convidadas. A jovem em causa, tal como as suas três irmãs, tem a fama de ser estouvada, justificável pelo facto de terem sido criadas apenas pelo pai. Cabe a Poirot a tarefa de descobrir o fornecedor da droga e parar a destruição que estas estão a causar.
  9. O Cinturão de Hipólita - um quadro de Rubens é roubado, em plena luz do dia e na presença de testemunhas, da galeria onde se encontrava exposto. E é por se encontrar a investigar esse caso que Poirot acaba a investigar também o caso de uma colegial desaparecida no comboio que a levaria à nova escola e que mais tarde reaparece, mas sem qualquer memória do que se passou. Conseguirá Poirot resolver ambos os casos?
  10. O Gado de Gerião - uma personagem da primeira história reaparece e pede ajuda a Poirot porque está preocupada com uma sua amiga envolvida numa seita cujos membros têm o curioso hábito de morrer depois de deixarem toda a sua fortuna à seita. Serão essas mortes apenas estranhas coincidências, ou haverá mão criminosa?
  11. As Maçãs das Hespérides - Poirot é contratado para recuperar o famoso e infame cálice do Papa Bórgia, roubado ao seu legítimo dono há dez anos.
  12. A Captura de Cérbero - Poirot reencontra em Londres a condessa Vera Rosakoff, agora gerente do bar nocturno da moda, o Inferno, decorado a rigor com direito ao cão Cérbero de guarda à entrada. Quando começa a frequentar o clube, Poirot apercebe-se que há negócios obscuros a ocorrer no Inferno e cabe a ele revelá-los.

Já aqui disse que não propriamente fã de contos, mas até apreciei estes, não só porque são todos protagonizados por Hercule Poirot, o meu detective preferido, mas também porque acaba por haver um fio condutor que os liga. Julgo que os teria apreciado bastante mais se me lembrasse melhor da mitologia grega... 

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Vintage Mystery Reading 2013 (Repeat Offenders), Cruisin' thru the Cozies 2013, Mystery/Crime 2013, Mount TBR 2013 e Book Bingo 2013 (contos).

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Opinião: "Keeper of the Moon"

www.wook.pt/ficha/keeper-of-the-moon-mills-boon-nocturne-the-keepers/a/id/14949210?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor:
Série: The Keepers: L.A. #2
Colecção: Harlequin Nocturne
Editor: Harlequin
Edição/reimpressão: Março de 2013
ISBN: 9780373885657
Páginas: 304
Origem: Requisitado no NetGalley

Sinopse: In their new Keeper roles, these extraordinary women must balance the fate of the world with their desires...
Lust. Elven Keeper Sailor Gryffald's body quivers with it, but is it a symptom of the deadly Scarlet Pathogen coursing through her bloodstream or the proximity of shifter Keeper Declan Wainwright?
Sailor and Declan have had an uneasy relationship ever since they met, and now things are about to get a lot more complicated. A killer is stalking Los Angeles, intentionally infecting Elven with the deadly virus, and now Sailor and Declan must work to keep the supernatural peace while bringing the murderer to justice. But, in doing so, these powerful denizens of the Otherworld find themselves straddling a fine line between lust...and love.

A minha opinião: Se eu tivesse guilty pleasures, esta série seria um deles, sem dúvida! Mas como não tenho (porque não me envergonho de nada do que leio...), caracterizo esta série como uma que me proporciona horas de leitura bastante agradáveis e que pretendo continuar a ler.

Keeper of the Moon é o segundo livro desta série focada em três primas que herdaram dos respectivos pais o papel de guardiãs das espécies sobrenaturais inseridas incognitamente na nossa sociedade. Este segundo livro foca-se em Sailor Gryffald, a guardiã dos elfos do Canyon, que já conhecia do livro anterior. A história começa com Sailor a ser atacada por uma criatura sobrenatural (metamorfo ou vampiro) que a infecta com um veneno mortal para elfos. Sailor torna-se, assim, na mais recente vítima de um serial killer que assassinou já quatro elfas. Por sorte, o facto de Sailor ter ADN humano bem como elfo, faz com que o veneno não a mate, apesar de ter algums efeitos bastante interessantes... Será que o ataque a Sailor pretendia mesmo matá-la ou seria um aviso? E conseguirá ela descobrir e parar o assassino antes que este volte a atacar?

Confesso que gostei bastante mais da Sailor neste livro, já que no anterior me tinha parecido um bocadinho tolinha... E gostei do seu par romântico, Declan Wainwright, guardião dos metamorfos, bem como da relação entre ambos que evolui ao longo da leitura e se torna bastante ternurenta.

Apesar de ter conseguido perceber desde cedo quem estava por trás dos ataques às elfas, nem por isso deixei de gostar deste livro. Continuo a gostar bastante deste mundo alternativo e das personagens. Desta feita, as cenas entre a Sailor e o Declan são um pouquinho mais escaldantes do que as entre a Rhiannon e o Brodie no livro anterior, mas, mesmo assim, teria gostado de um pouquinho mais...

Já me tinha acontecido no anterior, mas desta vez notei ainda mais porque agora são ambos personagens secundárias: tenho dificuldade em distinguir os personagens Brodie e Barrie por os nomes serem tão semelhantes. Não é nada de mais, mas por vezes tinha de parar um bocado e reler para perceber de quem a autora estava a falar.

Espero, em breve, ler o próximo livro, Keeper of the Shadows, centrado agora em Barrie Gryffald, a guardiã dos metamorfos. Desta feita não há qualquer pista sobre quem será o seu par romântico, mas o facto da personagem ser jornalista já me faz antever um mistério divertido.

Só uma nota final para realçar o facto de que cada um dos livros da série é escrito por uma autora diferente. Nunca tinha lido uma série assim, mas parece que não é assim tão incomum com séries da Harlequim. Acaba por se notar uma diferença no estilo, mas, uma vez que os protagonistas mudam de livro para livro, penso que resulta.
Classificação: 4

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Este livro conta para o Desafio Mystery/Crime 2013.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Opinião: "Matar é Fácil"

Título original: Murder Is Easy
Autor: Agatha Christie
Série: Superintendent Battle #4
Tradutor: Carlos Afonso Lobo
Colecção: Obras de Agatha Christie nº28
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Novembro de 2005
ISBN: 9789724140469
Páginas: 218 

Sinopse: Luke Fitzwilliam não deu qualquer importância àquilo que, para ele, não passava de um fantasioso produto da imaginação de Miss Lavinia Pinkerton, a quem acabara de conhecer no comboio e cuja teoria a levava a dirigir-se à Scoland Yard. Segundo a velhinha, as mortes que assolaram a pacata aldeia onde vivia deviam-se à acção de um assassino em série. Mas Lavinia não se ficava por aqui e acreditava conhecer a identidade da próxima vítima: Dr. Humbleby, o médico local.
Algumas horas depois, Miss Pinkerton morre vítima de atropelamento. Mera coincidência? Luke sentia-se inclinado a acreditar que sim… até que ao ler o The Times se depara com a notícia da inesperada morte do Dr. Humbleby…

Matar é Fácil (Murder Is Easy) foi originalmente publicado na Grã-Bretanha em 1939, ano em que seria igualmente publicado nos Estados Unidos, com o título Easy to Kill. O romance foi, em 1981, adaptado para televisão. 

A minha opinião: Em primeiro lugar tenho de referir que não percebo muito bem porque é que este livro está integrado na série Superintendent Battle, uma vez que o superintendente só aparece no penúltimo capítulo e nem sequer é ele a desvendar o caso...

O verdadeiro detective (ainda que não muito eficaz) desta história é Luke Fitzwilliam, que se desloca a Wychwood-under-Ashe infiltrado para desmascarar um possível assassino em série. Luke acaba de chegar a Inglaterra, depois de se reformar da polícia britânica no Oriente, e no comboio para Londres conhece uma velhinha simpática, Miss Pinkerton, que lhe conta que o motivo pelo qual vai a Londres é para se deslocar à Scoland Yard e desmascarar um assassino que já fez várias vítimas na sua aldeia. Embora nunca lhe chegue a revelar a identidade do assassino, revela-lhe a identidade da sua próxima vítima: o Dr. Humbleby.

Claro que Luke não dá a mínima importância à história da velhinha até que lê no jornal, não só a notícia do atropelamento mortal de Miss Pinkerton, como também, alguns dias depois, a notícia da morte do Dr. Humbleby. É claro que pode não passar tudo de uma estranha coincidência, mas Luke fica suficientemente intrigado para resolver investigar por conta própria. Por sorte, Luke tem um amigo que tem uma prima que vive na aldeia, Bridget Conway, e que fornece a Luke a desculpa perfeita para aí se deslocar, fingindo ser seu primo.

Rapidamente Luke percebe que há vários suspeitos que podem ser o assassino e tudo se resume a tentar descobrir o que une as diferentes vítimas, qual o motivo para os assassinatos e se cada um dos suspeitos teve oportunidade para cometer os crimes. E, é claro, impedir que o assassino volte a atacar...

Gostei bastante desta história e do protagonista, Luke, embora ache que, para um polícia reformado, não era lá grande detective... Mas a verdade é que a autora nunca nos revela que tipo de polícia ele era. E ainda para mais, durante a investigação, o homem acaba por se apaixonar, o que é sempre coisa para distrair uma pessoa...

Mas gosto destas histórias isoladas de Agatha Christie, pois são sempre bastante diferentes das de Poirot ou Miss Marple e porque já sabemos, à partida, que são histórias com princípio, meio e fim, sem continuidade. Agora quero muito ver a adaptação da BBC que, curiosamente, parece que adaptou a história para ser um mistério de Miss Marple, o que, sem dúvida, terá tirado protagonismo a Luke. Estou curiosa com o resultado.

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Vintage Mystery Reading 2013 (Jolly Old England), Cruisin' thru the Cozies 2013 e Mystery/Crime 2013.

domingo, 25 de agosto de 2013

Opinião: "Cai o pano - O último caso de Poirot"

Título original: Curtain: Poirot's last case
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #39
Tradutor: Salvador Guerra
Colecção: Obras de Agatha Christie nº76
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Maio de 2013
ISBN: 9789892323442
Páginas: 224
Origem: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: Hercule Poirot regressa à mansão de Styles, palco do seu primeiro caso. Na casa está reunido um grupo que muito agrada ao Capitão Hastings. O seu choque é, pois, imenso quando Poirot anuncia que, entre eles, se encontra um assassino implacável. Nenhum dos convidados tem perfil de criminoso, muito pelo contrário. Com o passar dos anos, a saúde do detetive deteriorou-se. Será que as suas célebres celulazinhas cinzentas vão desapontá-lo pela primeira vez?

Cai o pano: O último caso de Poirot (Curtain: Poirot’s last case) foi originalmente publicado em 1975 na Grã-Bretanha, tendo sido editado no mesmo ano nos Estados Unidos.

A minha opinião: Cai o pano: O último caso de Poirot é, tal como o nome indica, o último caso de Poirot. E nele encontramos um Poirot muito envelhecido e debilitado pela doença, um Poirot que aceitou a sua iminente mortalidade, mas que nem por isso aceita deixar um assassino escapar impune...

É que, apesar do seu corpo se encontrar em rápido e evidente declínio, o seu cérebro continua a 100% e, por isso, Poirot recorre à ajuda do seu velho amigo Capitão Hastings e pede que este se junte a ele no local onde tudo começou, a mansão de Styles. Styles foi transformada numa hospedaria e é aí que Poirot informa Hastings que um dos hospedes de Styles é um assassino em série. E pede a Hastings que o ajude, sendo os seus olhos e ouvidos na casa, uma vez que Poirot está praticamente confinado à cama e já só se move numa cadeira de rodas. Contudo, recusa-se a revelar a identidade do assassino, o que faz com que Hastings acabe por desconfiar de tudo e de todos...

Será Hastings capaz de auxiliar Poirot a capturar o assassino antes que este reclame a sua próxima vítima? Mas como, se nem sabe de quem se trata? A situação torna-se ainda mais desesperante para o pobre Capitão Hastings porque a sua filha é uma das hóspedes de Styles...

Gostei de regressar a Styles, quase como se, ao terminar a história de Poirot onde a mesma começou, fosse o completar de um círculo, de uma jornada que, felizmente, ainda continuo a acompanhar (porque não estou a ler os livros por ordem...). A mansão volta a ser uma espécie de personagem, com o seu ambiente opressivo e maligno a impregnar os seus habitantes. Tenho um fraquinho por velhas mansões inglesas, já se sabe!

O mistério está muito bem construído e explicado, mas outra coisa não seria de esperar de Agatha Christie e foi uma leitura bastante agradável. Só não lhe dou 5 porque acaba por ter pouco Poirot, mas neste caso não havia outra forma possível... 

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Book Bingo 2013 (clássico), Cruisin' thru the Cozies 2013 e Mystery/Crime 2013.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Opinião: "Letal"

Título original: Lethal
Autor: Sandra Brown
Tradutor: Lídia Geer
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2013
ISBN: 9789897260407
Páginas: 456

Sinopse: Quando a filha de quatro anos lhe diz que está um homem doente no seu jardim, Honor Gillette corre a ajudá-lo. Mas esse «doente» revela ser Lee Coburn, o homem acusado de assassinar sete pessoas na noite anterior. Perigoso, desesperado e armado, ele promete a Honor que ela e a filha não irão magoar-se se ela fizer tudo o que ele lhe pedir. Honor não tem alternativa a não ser aceitar a sua palavra.
Em breve Honor descobre que nem as pessoas mais próximas de si são de confiança. Coburn afirma que o seu falecido marido possuía algo extremamente valioso que coloca Honor e a filha em perigo. Coburn está ali para levar consigo esse objeto - a qualquer custo. Dos escritórios do FBI em Washington D.C. a um velho barco no litoral da Louisiana, Coburn e Honor fogem das pessoas que juraram protegê-los e desvendam uma teia de corrupção e depravação que os ameaça não só a eles, mas à própria sociedade.

A minha opinião: E mais uma vez, Sandra Brown não desiludiu! Letal é um thriller de acção rápida, como a autora já nos habituou, e onde desconfiamos constantemente de tudo e de todos...

Honor Gillette é uma jovem viúva que encontra um homem ferido no seu jardim. Mas esse homem, Lee Coburn, está em fuga e é acusado da morte de sete pessoas e não é por acaso que foi à sua casa. Coburn acredita que o marido de Honor escondeu algo que precisa desesperadamente de encontrar e não se coíbe de ameaçar a filha de Honor para que esta colabore consigo.

Como é típico nos livros da autora, as coisas nunca são o que parecem e Honor acaba por se aliar a Coburn na sua busca enquanto, ao mesmo tempo, luta por sobreviver e proteger os que mais ama. E na sua fuga alucinante, dá por si a desconfiar das pessoas que conhece desde sempre e a confiar num completo estranho.

Embora o romance esteja mais uma vez presente, achei-o mais morno do que nos outros livros que já li da autora. O que não significa que não me tenha agradado, achei as cenas românticas doces, mas não tão quentes como esperava.

Não sendo o meu preferido, não posso deixar de o recomendar aos fãs de Sandra Brown como eu!

Uma nota final para a capa. Embora a doca seja apropriada à história, a mãe e a filha da imagem não se adequam mesmo nada, uma vez que Emily, a filha de Honor, tem apenas 4 anos...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Mystery/Crime 2013 e Book Bingo 2013 (autor favorito).

domingo, 28 de julho de 2013

Opinião: "Em Parte Incerta"

Título original: Gone Girl
Autor: Gillian Flynn
Tradutor: Fernanda Oliveira
Editor: Bertrand Editora
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2013
ISBN: 9789722525572
Páginas: 520

Sinopse: O casamento pode dar cabo de uma pessoa...
Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o 5º aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas…
Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo - mas será mesmo um assassino?
Entretanto, todos os casais da cidade já se perguntam, se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa de prata escondida atrás do armário de Amy?
Com uma escrita incisiva e a sua habitual perspicácia psicológica, Gillian Flynn dá vida a um thriller rápido e muito negro que confirma o seu estatuto de uma das melhores escritoras do género.

A minha opinião: Este livro é verdadeiramente o chamado mindfuck. Confesso que não estava preparada para o murro no estômago que constituiu esta leitura, que é tão mais perturbadora quanto percebemos que a realidade que descreve não é necessariamente ficção...

Ainda que a sinopse contenha imprecisões (claramente foi mal traduzida, mas podem encontrar o original aqui) não quero escrever muito sobre a história porque isso seria negar o prazer da sua descoberta a quem ainda não o leu. Posso dizer que, para mim, este é um dos casos em que o hype que se gerou à volta deste livro é perfeitamente justificado e percebo perfeitamente o porquê de ter sido tão falado e destacado e de ter ganho tantos prémios.

Uma história contemporânea sobre casais e relações, que nos deixa a pensar até que ponto é verdadeiramente possível conhecer a pessoa com quem partilhamos uma vida, com quem dormimos todas as noites, aquela que, supostamente, será a nossa alma gémea.

Até agora, esta é a minha leitura do ano, e estará, sem dúvida, no meu top 10 dos melhores livros lidos em 2013. Fico a aguardar ansiosamente pela adaptação cinematográfica... E vou querer ler mais livros desta autora!

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Book Bingo 2013 (mistério) e Mystery/Crime 2013.

domingo, 30 de junho de 2013

Opinião: "Morte na Praia"

Título original: Evil Under the Sun
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #23
Tradutor: José Lourenço
Colecção: Obras de Agatha Christie nº5
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Abril de 2008
ISBN: 9789724127651
Páginas: 192

Sinopse: Numa ilha da costa de Devon, em plena época balnear, desenham-se os contornos de um triângulo amoroso. Por uma (in)feliz coincidência, Poirot encontra-se bem perto do desenrolar da acção. De férias e decidido a aproveitar ao máximo (ou tanto quanto o detective belga se permite) os efeitos benéficos do sol e do ar marítimo, Poirot cedo abdica desses propósitos para dedicar toda a sua atenção ao excêntrico grupo que com ele partilha o hotel. Mas escondem-se motivos sombrios por detrás da aparente frivolidade destas relações sociais, e nada nem ninguém parece conseguir demover o assassino das suas sinistras intenções.

A minha opinião: A acção de Morte na Praia fez-me lembrar uma tragédia grega. O ambiente de desgraça iminente é rapidamente perceptível, inclusivé por Poirot que o admite a certa altura. É referido logo no primeiro capítulo que "o mal está debaixo do Sol" (a tradução literal do título original) e Poirot dá o mote quando exemplifica que todas as pessoas ali presentes têm um motivo para ali se encontrarem, por estarem de férias, por ser Agosto e por em Agosto as pessoas de férias irem para a beira-mar, o que por si só constituiria um álibi para alguém que quisesse assassinar um inimigo que soubesse que ali se encontraria.

E o mal acaba por acontecer debaixo do Sol... Uma antiga actriz, que apesar de casada, continuava a cultivar paixões, aparece morta. Ninguém parecia gostar dela, nem o marido, nem a enteada, nem a sua mais recente conquista. E a juntar a esta lista de suspeitos há ainda a amiga de infância do marido que sempre o amou, a mulher do seu amante e um reverendo fanático, entre outros. Suspeitos não faltam, e motivos também não, mas só Poirot conseguirá ver para lá das ilusões e descobrirá a verdade!

Apesar de não ser um dos meus favoritos, Morte na Praia é um mistério muito competente, em que todas as pontas são atadas e onde Poirot, desta feita a solo, se encontra em grande forma.

Classificação: 4

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Opinião: "Clouds of Witness"

Autor: Dorothy L. Sayers
Série: Lord Peter Wimsey #2
Editor: Open Road
Edição/reimpressão: Julho de 2012
ISBN: 9781453262467
Páginas: 252
Origem: Requisitado no NetGalley

Sinopse: When blood stains his family name, Lord Peter fights to save what he holds most dear

After three months in Corsica, Lord Peter Wimsey has begun to forget that the gray, dangerous moors of England ever existed. But traveling through Paris, he receives a shock that jolts him back to reality. He sees it in the headlines splashed across every English paper-his brother Gerald has been arrested for murder.

The trouble began at the family estate in Yorkshire, where Gerald was hunting with the man soon to be his brother-in-law, Captain Denis Cathcart. One night, Gerald confronts Cathcart with allegations about his unsavory past, leading the captain to call off the wedding. Just a few hours later, Cathcart is dead, with Gerald presumed to be the only one who could have fired the fatal shot. The clock is ticking, and only England's premier sleuth can get to the bottom of this murky mystery.

This ebook features an illustrated biography of Dorothy L. Sayers including rare images from the Marion E. Wade Center at Wheaton College.

A minha opinião: Quando Lord Peter Wimsey tem conhecimento da tragédia que atingiu a sua família, não hesita em regressar imediatamente a Inglaterra e não descansa enquanto não descobre toda a verdade sobre o que aconteceu naquela noite fatal. O caso parece bastante simples para a polícia: Gerald, o irmão de Peter, é acusado do assassinato de Denis Cathcart, o noivo da irmã de ambos, Mary. Peter não acredita na culpa do irmão, mas o facto de ter tido uma discussão prévia com Cathcart e de ter sido encontrado por Mary tombado sobre o corpo, parecem ser todas as provas de que a polícia precisa para o acusar... E as declarações de Mary no momento da descoberta do corpo parecem reforçar a sua culpabilidade.

Mas certamente que Mary não acredita na culpa do seu próprio irmão, certo? E o que se passa com ela que se encontra permanentemente indisposta e incapaz de falar? E porque é que Gerald se recusa a revelar onde se encontrava à hora do crime? Que segredos escondia o noivo assassinado e quem mais teria motivos para querer a sua morte? Estas são algumas das questões que Lord Peter se propõe responder, contando, para isso, com a sempre preciosa ajuda do Inspector Parker.

Gostei bastante do puzzle e da sua resolução, mas devo admitir que o processo de resolução do mesmo foi um pouquinho entediante. E talvez por isso tenha demorado tanto tempo (quase um mês) a ler um livro tão pequeno. Também a forma que a autora escolheu para nos contar a história, recorrendo a uma notícia de jornal para nos descrever o crime inicialmente e a uma carta para desvendar o final, não é das minhas preferidas, prefiro quando a acção nos é descrita no presente e a podemos vivenciar mais intensamente.

Isto não significa que vá desistir da série porque tenciono continuar a acompanhar os casos desvendados por este charmoso detective amador.

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Book Bingo 2013 (e-book), Cruisin' thru the Cozies 2013, Mystery/Crime 2013Vintage Mystery Reading 2013 (Criminosos de Casa de Campo) e Spring Reading Thing 2013.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Opinião: "Keeper of the Night"

www.wook.pt/ficha/keeper-of-the-night-mills-boon-nocturne-/a/id/14834870?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor: Heather Graham
Série: The Keepers: L.A. #1
Colecção: Harlequin Nocturne
Editor: Harlequin
Edição/reimpressão: Janeiro de 2013
ISBN: 9780373885619
Páginas: 304
Origem: Requisitado no NetGalley

Sinopse: In their new Keeper roles, these extraordinary women must balance the fate of the world with their desires…

New Keeper Rhiannon Gryffald has her peacekeeping duties cut out for her—because in Hollywood, it’s hard to tell the actors from the werewolves, bloodsuckers and shape-shifters. Then Rhiannon hears about a string of murders that bear all the hallmarks of a vampire serial killer, and she must confront her greatest challenge yet. Together with Elven detective Brodie McKay, they head to Laurel Canyon, epicenter of the danger, where they uncover a plot that may forever alter the face of human-paranormal relations.

A minha opinião: Keeper of the Night é o primeiro livro de uma série que se foca em três primas que herdaram dos respectivos pais o papel de guardiãs das espécies sobrenaturais. Isto porque, no mundo alternativo que nos é apresentado neste livro, não só existem espécies sobrenaturais (vampiros, lobisomens, metamorfos, elfos, etc.) como estas espécies estão perfeitamente inseridas na nossa sociedade (embora finjam ser humanos). Este primeiro livro foca-se em Rhiannon Gryffald, a guardiã dos vampiros do Canyon (uma área de Los Angeles), que, na sua primeira semana em funções, se vê a braços com um assassino em série cujas vítimas apresentam sinais de terem sido atacadas por um vampiro. Rhiannon acaba por se juntar a Brodie McKay, o detective elfo encarregado de investigar o caso. A atracção entre ambos é imediata e forte e, à medida que investigam o caso e passam cada vez mais tempo juntos, impossível de resistir...

Gostei deste mundo alternativo e gostei das personagens. Tive pena que as cenas entre a Rhiannon e o Brodie não tivessem sido mais escaldantes, porque assistimos a um aumento progressivo da tensão entre eles que, quando culmina, sabe a pouco.

Uma coisa em que tive alguma dificuldade foi em fixar as diferentes personagens secundárias, nomeadamente associar o seu nome à sua espécie e à sua função. Talvez tenha sido por existirem tantas espécies diferentes...

Mas fiquei curiosa para ler o próximo livro da série, Keeper of the Moon (curiosamente escrito por outra autora), que se centra em Sailor Gryffald, a guardiã dos elfos. E fiquei contente por confirmar que vai fazer par romântico com a personagem que já suspeitava. Eu sabia que aquela história de "não gosto dele porque ele claramente não gosta de mim" trazia água no bico...
Classificação: 3

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Este livro conta para o Desafio Mystery/Crime 2013.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Opinião: "What's a Witch to Do?"

www.wook.pt/ficha/what-s-a-witch-to-do-/a/id/14595762?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor: Jennifer Harlow
Série: A Midnight Magic Mystery #1
Editor: Midnight Ink Books
Edição/reimpressão: Março de 2013
ISBN: 9780738735146
Páginas: 336
Origem: Requisitado no NetGalley

Sinopse: A suspenseful brew with a dash of passion
High Priestess might sound like an ’80s hair band, but its Mona McGregor’s life. She runs the Midnight Magic shop in Goodnight, Virginia, and leads a large coven. She’s also raising two nieces and hasn’t been with a man for fifteen years…until a handsome doctor takes an interest in her. But Mona’s life really heats up when Adam Blue, a sexy werewolf, arrives at her door. Adam informs her that someone wants her dead and he is there to protect her. Hell’s bells! When a demon begins stalking her, Mona has to suspect her coven members, and even her family.

With two handsome men and a determined demon after her, Mona teams up with Adam to find out who really wants her dead . . . and who really wants her.

A minha opinião: Opá, gostei tanto deste livro! É a mistura perfeita de romance, mistério e humor. As personagens são memoráveis e simplesmente adoráveis e a história é tão doce e engraçada. Não estava à espera de gostar tanto como gostei e agora só me apetece propagandá-lo a toda a gente, porque acho que este livro merece mesmo ter muito sucesso!
Conta-nos a história de Mona McGregor, uma mulher de 35 anos, solteira e bruxa, que dedicou a sua vida à sua família, às suas responsabilidades e ao seu trabalho. Não admira que se tenha esquecido de realmente viver a vida... Ela é a Alta Sacerdotisa do seu clã, o que significa que é também membro da Preternatural CoOp, uma organização criada com o objectivo de colocar diferentes criaturas sobrenaturais, vampiros, lobisomens e bruxas, a trabalhar juntos e em entre-ajuda. Ela também gere a loja de magia Midnight Magic e está a criar as duas sobrinhas, que a sua irmã rebelde abandonou à sua guarda. Com tanto peso nos ombros, não admira que Mona não tenha tempo para “get a life”. Ela já perdeu a esperança de algum dia mudar o estado civil, mas parece que isso está prestes a mudar, uma vez que o novo (e bastante jeitoso) médico da cidade parece ter reparado nela de repente.
Como se a sua vida não fosse já normalmente complicada, esta semana ela tem de gerir a loja e preparar as encomendas, participar num leilão, ajudar a organizar um festival, organizar uma reunião do clã, ser a anfitriã da reunião anual da Preternatural CoOp e a sua irmã mais nova vai-se casar... Portanto, a última coisa que ela precisa é encontrar um lobisomem ferido à porta que lhe diz que alguém do seu clã a quer matar.
O Adam é o Beta da sua matilha, o que significa que é o segundo no comando. Adam e Mona conhecem-se há 18 anos, desde que ela assumiu o lugar da sua avó na co-op, e ela sempre achou que ele não a gramava. Afinal de contas, ele evitava-a a todo o custo... O que torna ainda mais estranho o facto de ele declarar que está ali para a proteger.
Ora então, para além de todos os outros compromissos na sua agenda, Mona tem também de descobrir quem a quer morta, evitando morrer no processo. E ainda terá tempo para se apaixonar...
Eu adorei a Mona e o Adam. Admito que me revi na Mona porque, afinal, sou como ela em tantos aspectos. É por isso que estava mesmo a torcer para que ela tivesse um final feliz. Ela dedicou-se completamente à sua vocação/trabalho e à sua família, tem excesso de peso, não se apaixona facilmente e ainda é solteira (melhor só do que com alguém que não ama) e está sempre a fazer listas de coisas para fazer. É, relembra-me vagamente alguém que conheço...
Mas o Adam... OMD, o Adam. Ele é como a versão lobisomem do Mr. Darcy! Não vou elaborar muito porque não quero revelar demasiado, mas basta dizer que ele entrou para a minha pequena lista de homens fictícios que gostaria que fossem reais e reparassem em mim. Sim, eu quero um Adam só para mim. Nem sequer quero saber que seja um lobisomem. E eu tenho fobia a cães, e acho que isso diz tudo.
Não posso terminar sem mencionar as sobrinhas da Mona, duas miúdas que ainda estão a lidar com os traumas a que a sua mãe as sujeitou, mas que finalmente começaram a desabrochar ao viver uma vida normal de miúdas com a tia. Que amam e que as ama também. E se, ao início, a presença do Adam lá em casa é encarada com suspeita, gradualmente ele começa a conectar com as miúdas e parece ter um talento especial para interagir com elas.
E para além do mais, é sexy como tudo. Portanto, agora a Mona passou de nenhum pretendente, para dois pretendentes. Não há escapatória, mesmo que ela consiga sobreviver à assassina, não sobreviverá à semana.
E sim, vou ler o próximo livro da série, e mais que a autora resolva escrever porque, sinceramente, já tenho saudades das personagens e de toda a cidade de Goodnight. 
Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Mystery/Crime 2013 e Book Bingo 2013 (ARC).

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Opinião: "Edge of Black"

www.wook.pt/ficha/edge-of-black/a/id/15141534?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor: J.T. Ellison
Série: Dr. Samantha Owens #2
Editor: Harlequin
Edição/reimpressão: Novembro de 2012
ISBN: 9780778313724
Páginas: 368
Origem: Requisitado no NetGalley

Sinopse: The path of the righteous man is beset on all sides...

Dr. Samantha Owens is starting over: new city, new job, new man, new life. She’s trying to put some distance between herself and the devastating loss of her husband and children—but old hurts leave scars.

Before she’s even unpacked her office at Georgetown University’s forensic pathology department, she’s called to consult on a case that’s rocked the capital and the country. An unknown pathogen released into the Washington Metro has caused nationwide panic. Three people died—just three.

A miracle and a puzzle...

Amid the media frenzy and Homeland Security alarm bells, Sam painstakingly dissects the lives of those three victims and makes an unsettling conclusion. This is no textbook terrorist causing mayhem with broad strokes, but an artist wielding a much finer, more pointed instrument of destruction. An assassin, whose motive is deeply personal and far from understandable.

Xander Whitfield, a former army ranger and Sam’s new boyfriend, knows about seeing the world in shades of gray. About feeling compelled to do the wrong thing for the right reasons. Only his disturbing kinship with a killer can lead Sam to the truth...and once more into the line of fire.

A minha opinião: Há muito tempo que um thriller não me enchia as medidas como Edge of Black. Este é o segundo livro de uma série, e fiquei com vontade de ler o primeiro, até porque conta como os protagonistas se conheceram.
Os protagonistas são a Dra. Samantha Owens, médica patologista, e Xander Whitfield, um antigo ranger do exército. À primeira vista não podiam ser mais diferentes, mas o facto é que ambos têm passados trágicos de perda e dor que os unem de uma forma inesperada.
Após o que aparenta ser um ataque terrorista no metro de Washington, Sam é chamada para ajudar nas autópsias das três vítimas mortais. E esse é um dos primeiros pontos que despertam a curiosidade de Sam. Porquê apenas três mortos? Sam começa então a investigar as vítimas e descobre uma ligação insuspeita entre elas...
Entretanto Xander apercebe-se de que talvez o assassino se mova em círculos que não lhe são desconhecidos e parte na sua peugada. Mas conseguirão eles chegar ao assassino antes que este volte a atacar?
Gostei imenso deste thriller, o ritmo é perfeito, nem demasiado rápido, nem demasiado lento. A história é credível e emocionante e não ficam pontas soltas nem pormenores por explicar. Também gostei bastante das personagens principais e da sua interacção. J.T. Ellison é, sem dúvida, uma autora a repetir.
Classificação: 5

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Este livro conta para o Desafio Mystery/Crime 2013.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Opinião: "Deadly Sight"

www.wook.pt/ficha/deadly-sight-mills-boon-intrigue-code-x-book-3-/a/id/14893729?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor: Cindy Dees
Série: Code X #3
Colecção: Harlequin Romantic Suspense
Editor: Harlequin
Edição/reimpressão: Dezembro de 2012
ISBN: 9780373278077
Páginas: 283
Origem: Requisitado no NetGalley

Sinopse: "I have no idea what I'm supposed to do with you."
Since Grayson Pierce's family was murdered, loyalty to Code X-and a death wish-is all that keeps him going. But now the hardened agent is facing his riskiest assignment yet.

"Sam," a distractingly sexy operative with supersensitive vision, will need Gray's nearness more than she's willing to admit. But will their combustible chemistry compromise their mission?

It will take all of Grayson's training to stay focused as he and Sam uncover a dangerous high-tech conspiracy. Because he can't risk the consequences to national security...or the woman who's jump-started his will to live. 

A minha opinião: Deadly Sight é o terceiro livro de uma série, mas é perfeitamente possível lê-lo isoladamente, pois não achei que algo importante estivesse em falta.
Grayson é um homem sem nada porque viver, pelo que vive um dia de cada vez, e dá tudo o que tem ao seu trabalho. E neste momento o seu trabalho é perceber o que se passa na NRQZ (Zona Nacional de Silêncio Rádio – uma zona real onde a tecnologia está banida e as pessoas vivem uma vida muito próxima da dos anos 50), onde o seu amigo Jeff, o dono da Winston Enterprises, tem um homem infiltrado que falhou o contacto. Entram então em acção Gray e Sam, uma empregada de Jeff e sujeito de teste no projecto HIVE (Melhoria Humana Via Engenharia). Sam foi melhorada geneticamente e possui agora super-visão, um talento que prova ser muito útil num local onde não é possível utilizar tecnologia para vigilância. A sua missão é descobrir o que aconteceu ao infiltrado e tentar descobrir o que se passa na seita de aparentemente inocentes hippies, mas que Jeff suspeita estarem envolvidos em actividades duvidosas.
Gostei bastante da Sam porque, apesar do seu passado trágico, mantém uma atitude positiva sobre a vida. É uma mistura de miúda dura com raio de sol. Imaginei-a como uma versão ruiva da Abby Sciuto da série televisiva Mentes Criminosas.
Gray tem um dos passados mais trágicos que alguma vez li num livro e consegui compreender o esforço diário que consistia, para ele, continuar a viver. E gostei que a autora não tivesse escolhido “apagar” o seu passado com o seu final feliz.
Achei a química entre Gray e Sam bastante convincente e gostei do facto de nunca terem perdido a perspectiva daquilo que tinham que fazer. Achei o romance e o suspense bem equilibrados e gostava de ler os outros livros da série.
Classificação: 3

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Este livro conta para o Desafio Mystery/Crime 2013.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Desafio de Leitura Mystery/Crime 2013

ATTENTION: This post will be writen in Portuguese and English.

E pronto, este vai ser o último desafio para 2013. É organizado pelo blog The Crafty Book Nerd e consiste em ler livros que se enquadrem no género mistério e crime.

Há vários níveis para escolher e vou inscrever-me no terceiro nível: Tenente - 15 livros.

Também podem ser lidos contos (com menos de 100 páginas), sendo que 5 contam como um livro lido. Haverá posts mensais para mostrarmos o nosso progresso.

Para mais informações, ou se estiverem interessados em participar, cliquem na imagem à direita no blog.


This will be my last challenge for 2013. It's organized by The Crafty Book Nerd and it consists of reading books of the mystery and crime genre.

There's various levels to choose from and I'm signing up for the Lieutenant level - 15 books.

We can also read short storys (less than 100 pages) but we'll have to read 5 short stories to count as 1 novel. There will be monthly posts to show our progress.

For more informations, or to join in, check the button on the right.