segunda-feira, 14 de maio de 2012

Opinião: "A Costa dos Murmúrios"

Autor: Lídia Jorge
Colecção: Mil Folhas nº10
Editor: Público
Edição/reimpressão: Julho de 2002
ISBN: 8493264512
Páginas: 224

Sinopse: A Costa dos Murmúrios, publicado em 1988, é o mais famoso romance de Lídia Jorge, tanto em Portugal como no estrangeiro. O seu aparecimento foi um êxito desde o primeiro momento, tendo chegado a vender cerca de 50.000 exemplares em menos de um ano. A obra é produto da experiência que a autora viveu em África e, particularmente, dos seus três anos em Moçambique, imediatamente antes da queda do regime de ditadura em 1974. Com a nova ordem política, Portugal aceita a autonomia da sua colónia, que em Junho de 1975 obtém a independência plena. O romance reflecte a época da luta colonial segundo as recordações da autora, mas o fio condutor da trama é a traumática história de amor de Eva Lopo e Luís Alex, combatente ao serviço do projecto imperial salazarista. O romance abre com um conto relatado na terceira pessoa sobre o casamento de Eva e Luís. Mas, seguidamente, é Eva que assume a voz da narração e evoca os últimos vinte anos de vertiginosas transformações. Entre elas, é particularmente dolorosa a do seu marido, que se converte num repressor sanguinário, o que conduz Eva a manter, por despeito, uma relação amorosa com um jornalista mulato. Para além do seu vigoroso conteúdo como personagem de carne e osso, Luís é igualmente símbolo de um regime incapaz de gerar futuro algum e que tenta defender-se pela força. O balanço da evocação é tão lamentável e desolador como a própria guerra.

A minha opinião: A Costa dos Murmúrios não foi uma leitura fácil. A autora tem uma escrita bastante particular e, por vezes pareceu-me que era suposto ter inferido algo que não atingi... Talvez por a realidade retratada no livro me ser, felizmente, desconhecida. Não sei, mas fiquei com a sensação de que me falhou alguma coisa.

O livro começa com um conto sobre o casamento de Eva e Luís intitulado Os Gafanhotos. De seguida, Eva começa a contar a sua história, estabelecendo paralelos com o conto. E a sua história começa com a sua chegada a Moçambique para o seu casamento com o alferes Luís. Mas a história idealizada em Os Gafanhotos não corresponde à realidade pois, como Eva irá descobrir, Luís não é o mesmo homem por quem se apaixonou, a guerra mudou-o, desprovendo-o da sua personalidade e tornando-o uma espécie de autómato, uma triste cópia do seu capitão que admira cegamente. Este foi, para mim, um dos pontos fortes do livro, a descrição dos efeitos da guerra num jovem que, antes da guerra era curioso e ambicioso e que, durante a guerra mudou radicalmente na forma de pensar e de agir, como se tivesse sofrido uma lavagem cerebral, tornando-se irreconhecível para a mulher que o amava.

Mas A Costa dos Murmúrios não aborda apenas os efeitos da guerra nos homens que a combateram. Também foca os seus efeitos nas suas mulheres que ficavam para trás, esperando e desesperando pelo seu regresso, de preferência sãos e salvos.

É um livro sobre a estupidez e atrocidade da guerra contado na perspectiva da mulher de um combatente, o que julguei ser uma perspectiva bastante interessante. Julgo que foi mesmo o estilo da escrita que me impossibilitou ter gostado mais da história. Curiosamente, quando comecei a ler não tinha lido a sinopse por isso pensei que o estilo do livro seria o estilo do conto inicial e estava a gostar bastante do mesmo....

Classificação: 2

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2012, What's in a Name 5 (acidente geográfico) e Spring Reading Thing 2012.

domingo, 13 de maio de 2012

Aquisições da Feira do Livro 2012


Estava a ver que este ano não ia conseguir ir à feira do livro, mas ontem lá acabei por ir. Fui cedo, à hora de almoço, o que acabou por se revelar um erro, pois estava um calor abrasador... Acabei por vir embora mais cedo do que previa e hoje apercebi-me que houve stands que acabei por não ver.

Mas quanto às aquisições, este ano controlei-me e comprei apenas 4 livrinhos:
 - Silver Bay - A Baía do Desejo, de Jojo Moyes era livro do dia na Porto Editora e estava a 8,30€. Este livro está na minha wishlist há muito tempo, por isso não consegui resistir.
- Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas foi uma compra de impulso no stand da book.it. Há imenso tempo que quero ler este livro, mas a outra edição existente, da Europa-América, tem um preço simplesmente proibitivo. Por isso não resisti a trazer este livrinho para casa, já que estava a 6,90€. Só tenho pena da capa ser a da adaptação cinematográfica mais recente, gostava muito mais de ter na capa o Kiefer Sutherland, o Charlie Sheen, o Oliver Platt e o Chris O'Donnell...
- Mataram a Cotovia, de Harper Lee é mais um livro que há bastante tempo quero ler. Fiquei muito contente quando li que a Relógio D'Água ia reeditá-lo e aproveitei a feira para adquiri-lo a 13€.
- Para Ti, Uma Vida Nova, de Tiago Rebelo era livro do dia na Leya. Ainda não tinha este livro do autor e o preço, 7,30€, era demasiado apelativo para desperdiçar.

O balanço final é de 35,50€. Não foi assim muito mau, pois não?

Para o ano há mais. Esperemos é que o S. Pedro seja mais simpático e mande uns diazitos soalheiros, mas não demasiado quentes.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Theme Thursday - Bebidas

Theme Thursdays é uma rubrica semanal, que funciona de quinta a quinta, organizada pela kavyen do blog Reading between Pages.

Todos podem participar! Estas são as regras:
  • Um tema será colocado online todas as semanas (à quinta)
  • Pegar no livro que estamos a ler e escolher uma conversa/fragmento/frase
  • Mencionar o autor e o título do livro no post
  • É importante que o tema seja mencionado na frase (embora esta não tenha, necessariamente, de conter a palavra)

O tema desta semana é - BEBIDAS

"A palavra ficou suspensa entre ambas: langorosa, pesada, cheia, e esperei por uma conclusão que não chegou. Não me lembrava de nada para dizer, pelo que fiz o que sabia melhor. Fiquei em silêncio e verti o que restava da limonada no copo de Hannah."

~ p. 167, “O Segredo da Casa de Riverton" de Kate Morton

Top Ten Tuesday - Citações Favoritas

Já há algum tempo que vejo esta rubrica em alguns sites nacionais e internacionais e por várias vezes estive quase para participar... Esta semana vi o tema no Cuidado com o Dálmata e não resisti...
 
Top Ten Tuesday é uma rubrica original do site The Broke and the Bookish, na qual, cada semana, nos é dado um tema para o qual devemos fazer uma lista.

O tema desta semana é Citações Favoritas. Ora, não se pode dizer que seja propriamente fã de citações, mas há alguns livros cujas frases me marcaram... Assim, aqui fica o meu top 10 de citações favoritas (até agora, claro!).

Fonte
10. “There is no fair in life and death. If it were, no good men would die young.”
Mitch Albom, The Five People You Meet in Heaven 
Embora não tivesse achado o livro nada de especial, achei algumas citações bastante memoráveis. E acho esta uma grande verdade...

Fonte
 9. “If you want to know what a man's like, take a good look at how he treats his inferiors, not his equals.”
J.K. Rowling, Harry Potter and the Goblet of Fire
 Mais uma grande verdade...

Fonte
8. “Last night I dreamt I went to Manderley again.”
Daphne du Maurier, Rebecca
É a frase inicial do livro e, de tão simples, é completamente memorável! Principalmente porque nos deixa com a dúvida (que só é desvendada no final) de porque é que ela nunca mais voltou a Manderley.

7. “There is no death, daughter. People die only when we forget them,' my mother explained shortly before she left me. 'If you can remember me, I will be with you always.”
Isabel Allende, Eva Luna: A Novel
 Não é o meu livro favorito de Isabel Allende, mas gosto bastante desta citação.

Fonte
6. "You gave to much rein to your imagination. Imagination is a good servant, and a bad master. The simplest explanation is always the most likely.”
Agatha Christie, The Mysterious Affair at Styles
 Mais certainement, non? Não podia deixar de citar o meu detective preferido.

Fonte
5. “I declare after all there is no enjoyment like reading! How much sooner one tires of any thing than of a book! -- When I have a house of my own, I shall be miserable if I have not an excellent library.”
Jane Austen, Pride and Prejudice 
Podia ter escolhido muitas citações deste livro, mas como disse o mesmo tantas vezes (quando tiver uma casa, vou ter muitas prateleiras e enchê-las de livros!), esta acabou por ser a escolhida.

4. “I have always been a reader; I have read at every stage of my life, and there has never been a time when reading was not my greatest joy. And yet I cannot pretend that the reading I have done in my adult years matches in its impact on my soul the reading I did as a child. I still believe in stories. I still forget myself when I am in the middle of a good book. Yet it is not the same. Books are, for me, it must be said, the most important thing; what I cannot forget is that there was a time when they were at once more banal and more essential than that. When I was a child, books were everything. And so there is in me, always, a nostalgic yearning for the lost pleasure of books. It is not a yearning that one ever expects to be fulfilled.”
Diane Setterfield, The Thirteenth Tale
Mais um livro do qual foi difícil escolher apenas uma citação. Acabei por escolher uma com que também me identifico bastante...
 
Fonte
3. “Do you think I am an automaton? — a machine without feelings? and can bear to have my morsel of bread snatched from my lips, and my drop of living water dashed from my cup? Do you think, because I am poor, obscure, plain, and little, I am soulless and heartless? You think wrong! — I have as much soul as you — and full as much heart! And if God had gifted me with some beauty and much wealth, I should have made it as hard for you to leave me, as it is now for me to leave you. I am not talking to you now through the medium of custom, conventionalities, nor even of mortal flesh: it is my spirit that addresses your spirit; just as if both had passed through the grave, and we stood at God's feet, equal — as we are!”
Charlotte Brontë, Jane Eyre
Ai, ai, quando a Jane finalmente explode e volta a ser a Jane que era antes de ir para o colégio... Adorei. E adorei esta cena também.

Fonte
2. “Long ago, men went to sea, and women waited for them, standing on the edge of the water, scanning the horizon for the tiny ship. Now I wait for Henry. He vanishes unwillingly, without warning. I wait for him. Each moment that I wait feels like a year, an eternity. Each moment is as slow and transparent as glass. Through each moment I can see infinite moments lined up, waiting. Why has he gone where I cannot follow?”
Audrey Niffenegger, The Time Traveler's Wife

1. “Clare, I want to tell you, again, I love you. Our love has been the thread through the labyrinth, the net under the high-wire walker, the only real thing in this strange life of mine that I could ever trust. Tonight I feel that my love for you has more density in this world than I do, myself: as though it could linger on after me and surround you, keep you, hold you.”
Audrey Niffenegger, The Time Traveler's Wife
O que dizer? A história de amor destes dois é memorável. E arranca-me suspiros sempre que leio estas citações.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Teaser Tuesday (63)

Teaser Tuesdays é uma rubrica semanal organizada pela MizB do blog Should Be Reading.

Todos podem participar! Estas são as regras:
  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página ao calhas
  • Partilhar duas frases dessa página. CUIDADO PARA NÃO INCLUIR SPOILERS!
  • Partilhar o título e o autor do livro, para que os outros participantes o possam adicionar às suas listas TBR (To Be Read). 

O meu teaser esta semana:
"Sorri, senti-me divagar.
 Tarde demais, estou em casa. Estou de volta."

~ p. 24, “O Segredo da Casa de Riverton” de Kate Morton

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A capa mais bonita (44)

A capa mais bonita é uma rubrica semanal do Tantos Livros Tão Pouco Tempo (inspirada na rubrica Cover Vs Cover do blog Library Mosaic) na qual cada semana é escolhido um livro e são comparadas a capa da edição original (sempre que possível) e a capa da edição portuguesa e, através de uma votação, é elegida a capa mais bonita.

Depois de uma pausa de quase dois meses (pela qual peço desde já desculpa), A capa mais bonita está de volta! Na última edição, a capa vencedora foi a capa portuguesa de Rostos na Multidão com 7 votos contra 3.

Esta semana comparamos as edições original (de 1988) e a mais recente de A Costa dos Murmúrios de Lídia Jorge. A capa mais recente tem uma fotografia da adaptação cinematográfica de 2004, mas prefiro-a à original (apesar de gostar do pormenor da nuvem de gafanhotos...). E vocês, qual a capa que consideram mais bonita?

Capa Original
Capa Mais Recente
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Qual a capa mais bonita?
  
pollcode.com free polls 

domingo, 6 de maio de 2012

Opinião: "Mão Direita do Diabo"

Autor: Dennis McShade
Série: Peter Maynard #1
Colecção: 9mm nº18
Editor: Público
Edição/reimpressão: Junho de 2005
ISBN: 8498192943
Páginas: 192

Sinopse: Dennis McShade é o pseudónimo de Dinis Machado, o único escritor português da colecção. Autor do célebre romance "O Que Diz Molero" e verdadeiro devorador da literatura policial americana de onde destaca Chandler, o autor de "Mão Direita do Diabo" (1968) conta com o detectiva Peter Maynard para desvendar um caso onde a presença do Diabo parece não andar longe...

A minha opinião: Vou começar a minha opinião com uma breve contextualização (podem encontrar mais informação aqui). Mão Direita do Diabo surgiu publicado, em 1968, pela primeira vez, na colecção Rififi, e foi escrito por Dinis Machado sob o pseudónimo anglo-saxónico Dennis McShade. A Rififi foi uma colecção de livros policiais publicada nos anos 50 e 60 e Dinis Machado não foi o único a recorrer ao pseudónimo para publicar obras, outros autores portugueses também o utilizaram para publicar as suas obras policiais.

O uso de pseudónimos justificava-se, não só porque era mais fácil escapar à censura se fingissem tratar-se de traduções de livros estrangeiros, mas também pela crença de que livros policiais de autores portugueses não teriam procura. Deste modo, para além da utilização do pseudónimo anglo-saxónico, as histórias tinham protagonistas estrangeiros e a acção também se passava no estrangeiro. 

Dinis Machado era um fã dos policiais negros americanos, como os de Raymond Chandler, e nota-se. Tendo lido À Beira do Abismo no início deste ano, foi muito fácil encontrar semelhanças entre ambos. O protagonista de moral duvidosa, mas com um fortíssimo sentido de honra e a depreciação da mulher que serve apenas de escape e porto seguro ao protagonista são apenas dois exemplos de semelhanças que encontrei entre os dois livros.

Mas nem tudo são semelhanças. Em Mão Direita do Diabo, o herói é Peter Maynard, um assassino profissional, contratado para vingar um pai cuja filha se suicidou após ter sido violada por quatro homens, matando esses quatro homens. Uma missão de rotina no início, acaba por se complicar ao ponto de Maynard correr risco de vida. Isto porque o Sindicato (a máfia de Nova Iorque) acaba por se meter ao barulho e o equilíbrio precário entre as actividades do Sindicato e as actividades de Maynard deixa de existir. Mas Maynard tem um sentido de honra muito próprio, e mesmo perseguido pelo Sindicato, insiste em cumprir o contracto até ao fim.

Como já tinha dito a respeito de À Beira do Abismo, não sou particularmente fã dos policiais americanos dos anos 50/60. Contudo, gostei da personagem de Maynard, atormentado por uma úlcera que o força a beber leite constantemente, que lê e cita autores com frequência e fiel às suas convicções. Também gostei do facto de não haver femmes fatales, de que não gosto particularmente...

Em suma, achei uma história interessante e até tinha curiosidade em ler os restantes livros da série, mas como não estão disponíveis na biblioteca, e não me parece que os vá comprar, serão leituras adiadas até uma próxima oportunidade.

Classificação: 2

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Friday's Photo (63)

Fonte
Bom fim de semana e boas leituras!

Theme Thursday - Acordo

Theme Thursdays é uma rubrica semanal, que funciona de quinta a quinta, organizada pela kavyen do blog Reading between Pages.

Todos podem participar! Estas são as regras:
  • Um tema será colocado online todas as semanas (à quinta)
  • Pegar no livro que estamos a ler e escolher uma conversa/fragmento/frase
  • Mencionar o autor e o título do livro no post
  • É importante que o tema seja mencionado na frase (embora esta não tenha, necessariamente, de conter a palavra)

O tema desta semana é - ACORDO

"Ela levantou-se quando acenei afirmativamente e afastou-se de mim, na direcção da escrivaninha, passando ligeiramente a mão pelas costas da cadeira"

~ p. 28, “O Segredo da Casa de Riverton" de Kate Morton

terça-feira, 1 de maio de 2012

Teaser Tuesday (62)

Teaser Tuesdays é uma rubrica semanal organizada pela MizB do blog Should Be Reading.

Todos podem participar! Estas são as regras:
  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página ao calhas
  • Partilhar duas frases dessa página. CUIDADO PARA NÃO INCLUIR SPOILERS!
  • Partilhar o título e o autor do livro, para que os outros participantes o possam adicionar às suas listas TBR (To Be Read). 

O meu teaser esta semana:
"Não. Fui intransigente. Aquela carta não teria resposta.
  E assim foi."
~ p. 13, “O Segredo da Casa de Riverton” de Kate Morton

Balanço Mensal (Abril 2012)

Fonte
Em Abril li 3 livros: Naked Heat de Richard Castle, Mão Direita do Diabo de e A Costa dos Murmúrios de Lídia Jorge; 3 contos: Harry Potter: The Prequel de J.K. Rowling, Snaring the Huntress e A Dark Kiss of Rapture, ambos de Sylvia Day; e ouvi o áudio livro Harry Potter and the Prisoner of Azkaban de J.K. Rowling e narrado por Stephen Fry.

Quanto às aquisições, consegui controlar-me e só comprei 3 livros para mim (um veio de oferta na compra do outro), um para oferecer e o último ganhei num passatempo.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Theme Thursday - Sim!!!

Theme Thursdays é uma rubrica semanal, que funciona de quinta a quinta, organizada pela kavyen do blog Reading between Pages.

Todos podem participar! Estas são as regras:
  • Um tema será colocado online todas as semanas (à quinta)
  • Pegar no livro que estamos a ler e escolher uma conversa/fragmento/frase
  • Mencionar o autor e o título do livro no post
  • É importante que o tema seja mencionado na frase (embora esta não tenha, necessariamente, de conter a palavra)

O tema desta semana é - SIM!!!

"«Nunca ouvi nada.»
 «Nem uma palavra?»
 «Sim, ouvi - mentira, mentira, tens demasiadas horas de voo...»"

~ p. 98, “A Costa dos Murmúrios" de Lídia Jorge

Lançamento de "Sou Mercúrio, Já Fui Água"

Leya em Lisboa

No âmbito da 82ª edição da Feira do Livro de Lisboa, a Leya, em conjunto com o GEM (Grupo de Espeleologia e Montanhismo), vai organizar o primeiro Leya em Lisboa, um desafio que decorrerá nos próximos dias 28 de abril, 5 e 12 de maio, pela cidade de Lisboa, dirigido a toda a família. Trata-se de um percurso literário pela cidade em formato de “peddy paper” e que, no fim, dará prémios às equipas vencedoras.

Cada dia de competição é dedicado a um tema. Lisboa Livrarias será o tema do primeiro dia de prova, a 28 de abril, e as perguntas centrar-se-ão em torno das várias livrarias Leya e parceiras e de outras livrarias históricas da cidade. A prova de 5 de maio será em torno do tema Lisboa Autores,  inspirada na vida e obra dos autores Leya. Finalmente, no dia 12 de maio, o tema da prova será Lisboa Histórica, levando os concorrentes a alguns dos locais mais emblemáticos da cidade através de pistas relacionadas com a Leya, com a Feira do Livro e com a própria cidade.

O percurso do Leya em Lisboa vai se alterando consoante a prova, tendo sempre início numa das livrarias LeYa. No dia 28 de abril, a Leya na Buchholz será o ponto de partida; Dia 5 de maio, será a LeYa no Rossio 11; e, no dia 12 de maio, o percurso irá começar na LeYa no Rossio 23. A primeira prova terá início às 12h30 e as restantes duas começam às 13h30, sendo que todas terminam ao final do dia  na Praça Leya na Feira do Livro, Parque Eduardo VII.

Cada equipa será formada por dois elementos e a vencedora arrecadará dois GPS’s Nuvi 30. As equipas que se classifiquem em 2º e 3º lugar ganharão uma selecção de livros LeYa.

Para mais informações poderá consultar as páginas de facebook da Leya na Feira do Livro e do GEM (grupo de espeleologia e montanhismo).

As inscrições para cada prova são limitadas a 50 equipas e deverão ser feitas para o e-mail leya.em.lisboa@gmail.com com a indicação do nome dos participantes, idades (superior a 12 anos), número de contacto e endereço de e-mail.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Teaser Tuesday (61)

Teaser Tuesdays é uma rubrica semanal organizada pela MizB do blog Should Be Reading.

Todos podem participar! Estas são as regras:
  • Pegar no livro que estamos a ler
  • Abrir numa página ao calhas
  • Partilhar duas frases dessa página. CUIDADO PARA NÃO INCLUIR SPOILERS!
  • Partilhar o título e o autor do livro, para que os outros participantes o possam adicionar às suas listas TBR (To Be Read). 

O meu teaser esta semana:
"Percebia também que ninguém falava em guerra com seriedade. O que havia ao Norte era uma revolta e a resposta que se dava era uma contra-revolta. Ou menos do que isso - o que havia era banditismo, e a repressão do banditismo chamava-se contra-subversão. Não guerra."
~ p. 62, “A Costa dos Murmúrios” de Lídia Jorge

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Opinião: "A Dark Kiss of Rapture"

Autor: Sylvia Day
Edição/reimpressão: Outubro de 2011
ISBN: 9780982857175
Páginas:46
Smashwords Edition (Ebook gratuito)

Sinopse: Of all the Fallen, Raze's hungers are some of the darkest and most insatiable. His brazen seductions cost him his wings, leaving him soulless and immortal, the most dangerous of seducers. He has roamed the earth for eons, hunting the rogues of his kind and protecting the humans who provide him with blood and sex. He is content with his life and the transient pleasures that flow through it... until one night and one woman change everything.

Kimberly McAdams is smart, beautiful, and wealthy. She can have any man she wants, but the moment she sets eyes on the lethally stunning Raze she knows he's the man she needs. As one searingly erotic night burns into something deeper and far more vital than either of them expected, an adversary from Raze's past sees a chance for revenge. Twisted by hatred, she will take from Raze what was taken from her—the precious gift of love.

 
A minha opinião: Depois de ter lido um conto de Sylvia Day e ter gostado da sua escrita, não resisti a ler outro dos seus contos gratuitos. A Dark Kiss of Rapture é uma prequela de uma série da autora sobre anjos caídos. Neste conto ficamos a saber que os Fallen são anjos que, por se terem apaixonado por humanos e se terem reproduzido, perdem as asas e a alma e são condenados a viver como vampiros na Terra. Também ficamos a saber que há dois tipos de Fallen, os "bons" que aceitam o castigo e trabalham com os anjos no policiamento dos "maus" que acreditam que terem sido transformados em vampiros foi uma oportunidade e que querem formar um exército de humanos transformados em vampiros (minions) para combater os anjos e, assim, sair do seu jugo.

Este conto em particular conta-nos a história de Raze que, ao contrário dos seus amigos Fallen, nunca se apaixonou. Ou seja, o motivo para a queda de Raze foi a luxúria e não o amor. Até que uma noite, num bar, conhece Kim e tudo muda. E é aqui que o conto falha, para mim. Raze e Kim apaixonam-se de forma demasiado rápida e avassaladora para que seja credível.

Gostei bastante do wordbuilding e fiquei até com curiosidade para ler o primeiro livro da série, A Touch of Crimson (que conta a história de Adrian, o anjo que chefia a equipa encarregue de policiar os Fallen), mas este conto desiludiu-me por pretender que acredite que, após uma noite e um dia juntos, o que os protagonistas sentem um pelo outro é amor...

O conto tem um final em aberto pelo que suspeito que a história destes dois ainda seja desenvolvida nos livros.

Classificação: 3

Lançamento de "O Dom do Dinis"


Dia Mundial do Livro

Fonte
“Books are the quietest and most constant of friends; they are the most accessible and wisest of counselors, and the most patient of teachers.”
Charles William Eliot