quinta-feira, 3 de julho de 2014

Mount TBR 2014 Checkpoint #2


1. Tell us how many miles you've made it up your mountain (# of books read). If you're really ambitious, you can do some intricate math and figure out how the number of books you've read correlates to actual miles up Pike's Peak, Mt. Ararat, etc. And feel free to tell us about any particularly exciting adventures you've had along the way.
I'm not sure how it happened but, somehow, I've managed to complete this challenge already. I've signed up for Pike's Peak level - 12 books - and that's how many I've read so far!

These are the books I've read so far (and all books counted for other challenges):
The Distant Hours, by Kate Morton
The Great Gatsby, by F. Scott Fitzgerald 
A Kiss at Midnight, by Eloisa James
Purple Hibiscus, by Chimamanda Ngozi Adichie
Poirot Investigates, by Agatha Christie 
The Ice Princess, by Camilla Läckberg 
The Book Thief, by Markus Zusak
Lord Edgware Dies, by Agatha Christie 
Perfume: The Story of a Murderer, by Patrick Süskind 
Carmilla, by Sheridan Le Fanu 
Paper Towns, by John Green 

Since I have six months left, I'm going to try and unofficially climb Mount Blanc. No pressure, as far as I'm concerned, I've already completed the challenge, but I would love to be able to read 12 more books from my TBR pile...

2. Complete ONE (or more if you like) of the following:
A. Choose two titles from the books you've read so far that have a common link. You decide what the link is--both have strong female lead characters? Each focuses on a diabolical plot to take over the world? Blue covers? About weddings? Find your link and tell us what it is.
Lord Edgware Dies, by Agatha Christie and Perfume: The Story of a Murderer, by Patrick Süskind. They both have a direct reference to death in the title.

B. Tell us about a book on the list that was new to you in some way--new author, about a place you've never been, a genre you don't usually read...etc.
Purple Hibiscus was from a new to me author and, as far as I remember, it was also the first book by an african author I've ever read. I loved the author's style and I'll be reading her other books.

C. Which book (read so far) has been on your TBR mountain the longest? Was it worth the wait? Or is it possible you should have tackled it back when you first put it on the pile? Or tossed it off the edge without reading it all?
The book that has been the longest on my shelf is still Midnight in the Garden of Good and Evil, a resident since May 2010.

D. Use titles from your list to complete as many of the following as you can. If you haven't read enough books to give you good choices, then feel free to use any books yet to be read from your piles. I've given my answers as examples. Feel free to add words (such as "a" or "the" or others that clarify) as needed.
My Day in Books

I began the day with A Kiss at Midnight
before breakfasting on Dexter is Delicious.
On my way to work I saw [a] Purple Hibiscus
and walked by [the] Paper Towns
to avoid Midnight in the Garden of Good and Evil
but I made sure to stop at The Great Gatsby.

In the office, my boss said, Lord Edgware Dies?
and sent me to research The Ice Princess .

At lunch with Carmilla
I noticed The Book Thief
playing a game of The Rules of Seduction.

When I got home that night,
I studied Perfume: The Story of a Murderer
because I'm interested in The Distant Hours
and I decided that Poirot Investigates.

I only had 12 titles, so borrowed two that are on top of the TBR pile to be read during the summer...

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Opinião: "Cidades de Papel"

www.wook.pt/ficha/cidades-de-papel/a/id/15692826?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Paper Towns
Autor: John Green
Tradutor: António Carlos Andrade
Colecção: Noites Claras nº 16
Editor: Editorial Presença
Edição/reimpressão: Fevereiro de 2013
ISBN: 9789722349963
Páginas: 344

Sinopse: Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. As suas personalidades não podiam ser mais opostas, e foram justamente a irreverência e o espírito de aventura de Margo que sempre seduziram um Quentin muito mais tímido e reservado. Agora que se reencontraram, nas vésperas do baile de finalistas da escola que ambos frequentam, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot. Um romance entusiasmante, sobre a liberdade, o amor e o fim da adolescência.

A minha opinião: Cidades de Papel foi a minha estreia com o autor John Green e tinha muita curiosidade em ler algo dele, sobretudo porque o sigo no twitter e no tumblr e ele tem um sentido de humor fantástico. Que, felizmente, transparece nesta história.

A história é-nos contada na primeira pessoa, e sempre na perspectiva de Quentin Jacobsen, Q para os amigos, e começa quando ele e a sua vizinha e amiga Margo Roth Spiegelman têm ambos 9 anos e, ao deambularem pelas ruas da urbanização onde vivem, encontram um cadáver, de um homem que se havia suicidado. Este é um acontecimento que os marca e os define, como se prova adiante.

No presente, Q é finalista do secundário e já entrou na faculdade e no curso que queria. Actualmente dá-se com os miúdos da Banda, pese embora não pertença à mesma, mas já não se dá com Margo Roth Spiegelman, que é agora uma das miúdas fixes. Claro que, para Q, ela é A miúda, pois o fraquinho que tinha por ela em miúdo não diminuiu nem um bocadinho com o passar do tempo.

Numa noite como tantas outras, Margo Roth Spiegelman surge à janela do quarto de Q, como costumava fazer quando eram miúdos, e pede-lhe que lhe dê boleia pois tem uma lista de 11 coisas a fazer essa noite e o seu pai tirou-lhe a chave do carro. Q acaba por concordar e acompanha Margo Roth Spiegelman no concretizar de uma série de tarefas cujo objectivo vai da vingança ao perdão, passando por um reconectar com Q, principalmente quando o leva ao topo de um edifício de onde têm uma vista privilegiada das cidades de papel, que é como Margo Roth Spiegelman chama às urbanizações que pululam por todo o lado nos subúrbios das cidades. Ao final da noite, Q têm esperança que o pouco tempo de secundário que lhes resta será diferente.

Mas, no dia seguinte, Margo Roth Spiegelman desapareceu. E se, ao início, ninguém parece dar muita importância ao facto (até porque já o havia feito várias vezes antes), a última noite que passou com ela e que, agora, começa a parecer-se bastante com a noite em que resolveu os seus assuntos inacabados, faz com que Q tema que Margo Roth Spiegelman tenha desaparecido para se suicidar. E, porque esta deixou pistas sobre o seu paradeiro, fica obcecado em encontrá-la.

Nessa sua cruzada, acaba por, inadvertidamente, destruir o fosso entre miúdos fixes e miúdos não fixes e por perceber muito sobre Margo Roth Spiegelman, sobre os seus amigos e sobre si próprio.

Gostei bastante da história, mas gostei ainda mais da escrita do autor. Os diálogos são fantásticos, assim como fantásticos são também alguns dos monólogos interiores de Q. É uma história sobre crescer, aceitar e lidar com a mudança, mas é sobretudo, a meu ver, uma história sobre amizade. Pois embora os supostos amigos de Margo Roth Spiegelman se tenham vindo a revelar completamente falsos (com uma excepção), os amigos de Q estiveram sempre lá para ele, ajudando-o na sua busca, mesmo que por vezes não a compreendessem. Por que é isso que os amigos fazem, ajudam-se uns aos outros, mesmo que às vezes não compreendam o porquê.

Uma nota final só para dizer que achei a revelação final do que são as cidades de papel completamente deliciosa, até porque a desconhecia. E fiquei curiosa por saber se em Portugal também existirão cidades de papel...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2014, TBR Pile 2014 e Monthly Motif Challenge 2014 (A Long Journey).

terça-feira, 1 de julho de 2014

Balanço Mensal (Junho 2014)

Fonte
Em Junho baixei um pouquinho o rendimento, e li apenas cinco livros, dois ebooks e três livros em papel. A diferença é ainda mais notória considerando que um dos livros é um conto com menos de 100 páginas... Também me aconteceu algo que já não acontecia há bastante tempo: desisti de uma leitura. Não de vez, mas por agora. Hei-de regressar a Revolutionary Road um dia, mas, definitivamente, ter tentado ler duas histórias de seguida sobre a vida nos subúrbios americanos provou não ser uma boa ideia...

Aqui ficam, então, as minhas leituras de Junho: Hot and Bothered de Kate Meader, O Perfume - História de um Assassino de Patrick Süskind, Carmilla de Sheridan Le Fanu, Cidades de Papel de John GreenOne More Day de Fabio Volo.

Não houve nenhum livro que se destacasse pela negativa este mês, nem nenhum com classificação máxima, e apenas um teve classificação 4, o que faz dele o melhor do mês:


Quanto às aquisições, para além das da Feira do Livro, voltei a descontrolar-me no NetGalley... Scarlet ganhei num passatempo e estou muito curiosa com ele, Ave de Mau Agoiro comprei aproveitando uma promoção da Wook, O Olhar do Amor e A Bibliotecária são os primeiros volumes da colecção que está a sair com o Correio da Manhã, Love Beyond Time estava gratuito na Amazon e os restantes foram requisitados no NetGalley.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

It’s Monday! What Are You Reading? (24)

http://bookjourney.wordpress.com/
Esta rubrica é uma iniciativa do blogue Book Journey e, no fundo, consiste num apanhado semanal, não só do que estou a ler e do que li na semana que passou, mas também do que publiquei no blogue nessa semana. É possível também que destaque artigos, sempre que algum me chame a atenção.

Na semana passada comecei Revolutionary Road, de Richard Yates, mas acabei por desistir dele por agora. Não estava a conseguir ligar-me à história e julgo que não ajudou o facto de a minha leitura anterior já ter sido sobre a vida nos subúrbios americanos... Mas não desisti dele de vez, este apenas não era o momento certo para eu o ler e, mais tarde, conto voltar a dar-lhe uma oportunidade

Por isso, comecei One More Day, de Fabio Volo, mas também não está a ser uma leitura fantástica... Acho a premissa muito interessante, (e por vezes até me faz lembrar o Antes do Amanhecer), mas está a faltar qualquer coisa na execução.

Já li mais de metade e continuo a achá-lo um bocado aborrecido, mas não o suficiente para desistir dele.
Fonte
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As opiniões estão quase em dia (\o/), esperemos que consiga manter o ritmo...

Na semana passada, no blog:

domingo, 29 de junho de 2014

Opinião: "Carmilla"

www.wook.pt/ficha/carmilla/a/id/174586?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Carmilla
Autor: Sheridan Le Fanu
Tradutor: Mafalda Silva
Colecção: Biblioteca de Verão nº16
Editor: QuidNovi
Edição/reimpressão: Agosto de 2010
ISBN: 9789895547555
Páginas: 96

Sinopse: Para os amantes do vampirismo, esta história escrita 30 anos antes do Drácula, contém ricos ingredientes: uma vampira sedutora e cruel, o dilema da imortalidade e o ambiente gótico.
A relação entre Laura, filha do General von Spielsdorf*, com a estranha, Carmilla, numa altura em que os camponeses começam a adoecer, torna o enredo angustiante.

*A sinopse está incorrecta, embora o General von Spielsdorf seja uma personagem importante, Laura não é sua filha e o nome do seu pai nunca é mencionado.

A minha opinião: Carmilla é mais um dos contos que saíram com o DN/JN no Verão de 2010 e que estão quase todos ainda por ler... Foi o livro sorteado para o Random Reads de Junho, pelo que saltou à frente de todos os outros na pilha TBR.

É uma história de vampiros ou, neste caso, de uma vampira, Carmilla, mas é muito subtil. Os ataques são contados sempre numa perspectiva em que a realidade se mistura com o sonho, pelo que, embora já calculemos o que se está a passar, nunca o presenciamos verdadeiramente.

Gostei do conto, mas esteve longe de ser angustiante. Compreendo que o fosse na época em que foi escrito (1871), mas actualmente não o é. Mas está bem escrito e o ambiente gótico é bem conseguido.

Algumas coisas ficaram por explicar, nomeadamente, gostava que o autor tivesse explicado melhor quem era a suposta mãe da Carmilla e o porquê de a ajudar, e como é que a Carmilla se transformou numa vampira.

Há também uma sugestão de lesbianismo (que imagino que fosse algo muito à frente na época), resultante do poder de sugestão da vampira (que só ataca jovens mulheres), mas que também nunca é concretizado.

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2014 e TBR Pile 2014.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Wicked Wildfire Read-A-Thon 2014 - Sign-up Post

http://www.myshelfconfessions.com/wwreadathon/

I participated in this read-a-thon last year and it was a lot of fun, so I'm participating again this year!

It's hosted by My Shelf Confessions and here are the basics:
The  Wicked Wildfire Read-A-Thon is a time when we all get together to dedicate the days of July 14-24 to as much reading as possible. You read as much as you can in order to get yourself a little further through that huge to-read pile! We know real life gets in the way and even if you can’t participate more than one day, you’re welcome to join in on the fun!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Opinião: "O Perfume - História de um assassino"

www.wook.pt/ficha/o-perfume/a/id/45978?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Das Parfum: Die Geschichte eines Mörders
Autor: Patrick Süskind
Tradutor: Maria Emília Ferros Moura
Colecção: Grandes Narrativas nº 12
Editor: Editorial Presença
Edição/reimpressão: Abril de 2007
ISBN: 9789722314480
Páginas: 276

Sinopse: Esta estranha história passa-se no século XVIII e é fruto de um extraordinário trabalho de reconstituição histórica que consegue captar plenamente os ambientes da época tal como as mentalidades. O protagonista é um artesão especializado no ofício de perfumista, e essa arte constitui para ele – nascido no meio dos nauseabundos odores de um mercado de rua – uma alquímica busca do Absoluto. O perfume supremo será para ele uma forma de alcançar o Belo e, nessa demanda nada o detém, nem mesmo os crimes mais hediondos, que fazem dele um ser monstruoso aos nossos olhos. Jean-Baptiste Grenouille possui no entanto uma incorrupta pureza que exerce um forte fascínio sobre o leitor. O Perfume, publicado em 1985, de um autor então quase desconhecido, foi considerado um dos mais importantes romances da década e nunca mais deixou de ser reeditado desde então, totalizando os 4 milhões de exemplares vendidos, só na Alemanha, e 15 milhões em países estrangeiros. Foi traduzido em 42 línguas. Este fenómeno transformou-o num dos mais importantes livros de culto de sempre. Em 2006, O Perfume passa a ser uma longa-metragem inspirada no romance de Patrick Süskind.

A minha opinião: Esta leitura foi o perfeito exemplo do perigo das expectativas... É que eu tinha muitas em relação a este livro, mas estas não se cumpriram. É que a história que eu tinha idealizado não correspondeu à história do livro, e não pude deixar de me sentir um pouquinho desiludida. E sim, eu sei que a culpa é inteiramente minha, mas não posso  fazer nada para mudar isso...

Acho que a melhor forma de falar sobre o livro é comentando cada uma das quatro partes em que se divide. A primeira foi a minha favorita, posso mesmo afirmar que estava a adorar conhecer o protagonista, Grenouille, uma criatura repugnante, altamente manipuladora, com um sentido de olfacto apuradíssimo, assim como apurado é o seu instinto de sobrevivência que faz com que se adapte aquilo que dele é esperado na altura. O pormenor do rasto de morte que o segue sempre que alguém deixa de lhe ser útil (sempre nas situações mais caricatas, mas sem que tenha tido qualquer participação directa nas mortes) é fantástico, e a forma como explora a cidade de Paris através do seu olfacto é tão perturbadora quanto maravilhosa (como devem imaginar, Paris no século XVIII não cheirava propriamente a rosas...). E depois há a descoberta d'O Perfume, que é emanado por uma jovem ruiva e cuja busca e posse passa a ser o seu objectivo de vida. Claro que, sendo ele uma criatura perfeitamente amoral, recorrer ao homicídio para atingir esse objectivo nem sequer o faz pensar duas vezes...

E a primeira coisa a fazer, na perseguição da sua demanda, é aprender a arte da extracção de perfumes, o que consegue tornando-se aprendiz de um famoso perfumista parisiense. A primeira parte da história termina quando Grenouille parte para Grasse com o objectivo de aprender outras formas de extracção de perfumes. E até aqui estava mesmo a adorar, mas eis que começa a segunda parte e parece que estou a ler um livro completamente diferente... É que, à medida que se afasta de Paris e se embrenha no campo, começa a experienciar a ausência dos cheiros humanos e acaba a viver sete anos numa montanha, isolado de tudo e de todos, a alimentar-se de répteis e a lamber água de uma rocha. E foi aqui que a história se perdeu para mim... Não consegui perceber o porquê desta interrupção, nem das revelações que teve, até porque a sua missão já estava definida. A sério, nada contra histórias com experiências de isolamento, em que os personagens se redefinem e voltam a encontrar um propósito na vida, mas não achei que, nesta história em concreto, fosse necessário. E teve o condão de me ter irritado de tal forma, que já não consegui "reentrar" na história de forma satisfatória...

Ora bem, depois desta pausa de sete anos (completamente desnecessária, na minha humilde opinião...), o que é que o protagonista faz? Retoma o objectivo que tinha quando saiu de Paris, tornar-se aprendiz em Grasse (estão a ver porque é que digo que a pausa foi desnecessária?) e aí aprender a extrair os perfumes mais delicados. E é também aí que volta a sentir O Perfume, o que o leva a cometer uma série de assassinatos, nos quais extrai a essência dos cadáveres de jovens mulheres, por forma a conseguir possuí-lo finalmente. Também nesta parte fiquei um pouquinho desapontada, pois gostaria que os assassinatos e o ritual da extracção do perfume tivessem sido descritos com mais pormenor, mas, na maioria dos casos, o autor limita-se a referir que mais uma rapariga apareceu morta...

Em jeito de conclusão, adorei a primeira parte, todas as descrições dos cheiros e dos perfumes são deliciosas (mesmo quando descrevem cheiros nauseabundos), adorei a ideia da demanda pela posse d'O Perfume, mas achei a segunda parte completamente desnecessária, e gostava que tivesse havido mais pormenor na descrição das mortes. Quando a história finalmente retoma o rumo, já não me entusiasmou da mesma forma, apesar de ter gostado também do final.

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2014 e TBR Pile 2014.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Top Ten Tuesday - Coisas que gosto/não gosto nas capas

Top Ten Tuesday é uma rubrica original do site The Broke and the Bookish, na qual, cada semana, nos é dado um tema para o qual devemos fazer uma lista.

Esta semana é-nos pedido que indiquemos as coisas que mais gostamos nas capas dos livros ou, em alternativa, as que menos gostamos. Resolvi dividir a lista e fazer cinco de cada.

Top 5 de coisas que gosto nas capas de livros:
  1. Vestidos bonitos - eu sei que esta é uma moda que chateia muita gente, mas eu adoro uma capa com um vestido magnífico.
  2. Corpetes - uma moda que surgiu associada aos romances eróticos. Adoro e são meio caminho andado para me chamar a atenção.
  3. Ilustrações - em Portugal não há muito, infelizmente, o hábito de editar capas ilustradas, geralmente recorre-se sempre à fotografia, o que é uma pena, pois já tenho visto autênticas obras de arte na forma de capas de livros.
  4. Casas com aspecto misterioso - claro que convém que haja uma casa de aspecto misterioso na história, mas adoro essas capas que, imediatamente, me remetem para ficção histórica com um toque de mistério.
  5. Paisagens - gosto quando as capas retratam o local onde a história se passa, especialmente se for mesmo exemplificativa de um sítio onde se passa algo de relevante para a história.
Top 5 de livros que achei que ia gostar menos:
  1. Que a capa não reflicta o conteúdo - Odeio quando uma capa remete para um certo género, mas a história é de um género diferente. Um exemplo perfeito é o da edição portuguesa de O Segredo de Sophia. A sério, não se deixem enganar por aquela capa que não tem mesmo nada a ver com o conteúdo... Mas também pode ser a história ser um romance de época e a foto da capa remeter para contemporâneo (e não, meter a mansão ao fundo não resolve a situação).
  2. Que o modelo da capa não reflicta o personagem do livro - acaba por estar, de certo modo, relacionado com o anterior, mas detesto que a capa tenha uma modelo loura, quando o autor se dá a tanto trabalho para nos descrever a beleza do cabelo negro da personagem...
  3. Máscaras, algemas ou chicotes - e todas as outras que vieram por acréscimo ao fenómeno de As Cinquenta Sombras de Grey. Não acho bonitas e, definitivamente, não acho sexy.
  4. Cabeças cortadas - a sério, qual é a piada de ter uma pessoa decapitada na capa do livro? Ou, pior ainda, com os olhos cortados?
  5. Que a mesma imagem seja utilizada em meia dúzia de livros diferentes, apenas com uma ou outra alteração - pessoalmente, chateia-me quando começo a ver a mesma imagem em dois ou três livros diferentes, parece que se trata do mesmo livro, mas não... Felizmente não me chateia só a mim, que até há uma lista no goodreads (se votarem não editem para remover capas duplicadas senão estragam tudo...).

segunda-feira, 23 de junho de 2014

It’s Monday! What Are You Reading? (23)

http://bookjourney.wordpress.com/
Esta rubrica é uma iniciativa do blogue Book Journey e, no fundo, consiste num apanhado semanal, não só do que estou a ler e do que li na semana que passou, mas também do que publiquei no blogue nessa semana. É possível também que destaque artigos, sempre que algum me chame a atenção.

Na semana passada terminei Carmilla de Sheridan Le Fanu e li Cidades de Papel de John Green. Gostei do primeiro, embora me faça sempre confusão quando as personagens insistem em não ver o que está mesmo debaixo dos seus narizes...


Do Cidades de Papel gostei bastante, embora tenha tido alguma dificuldade em identificar-me com os personagens (adolescentes norte-americanos). Mas adorei a escrita do autor, todo o livro está repleto de citações fantásticas, e não resisti a procurar algumas na net:
Fonte
Fonte
Fonte

 

Hoje comecei a ler Revolutionary Road, de Richard Yates.

Não sei muito sobre a história, só o que me lembro de ver quando foi adaptado ao cinema, mas espero gostar.

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As opiniões continuam em atraso, mas devagarinho, lá vão surgindo... Mais uma vez, apenas três posts na semana passada:
E, porque me parece que o S. Pedro está a precisar de ser relembrado que já estamos no Verão, resolvi mudar a aparência do blogue.

domingo, 22 de junho de 2014

Opinião: "Hot and Bothered"

www.wook.pt/ficha/hot-and-bothered/a/id/16051113?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Autor: Kate Meader
Série: Hot in the Kitchen #3
Editor: Forever
Edição/reimpressão: Março de 2014
ISBN: 9781455599653
Páginas: 384
Origem: Requisitado no NetGalley

Sinopse: Although her baby boy keeps her plate full, Jules Kilroy is ready to take her love life off the back burner. Despite a bevy of eligible bachelors, it's her best friend, Taddeo DeLuca, who is fueling her hormones with a generous serving of his mouth-watering Italian sexiness. But Jules learned her lesson once before when she went in for a kiss, only to have Tad reject her. She's vowed never to blur the lines again . . .

After a lifetime of excuses and false starts, Tad has finally opened a wine bar, a deal made even sweeter when Jules joins his staff. Lovers come and go, and he's had his share, but friendships like theirs last forever. Still, ever since he tasted her luscious lips, he can't stop fantasizing about what could be. Then she joins an online dating site-and the thought of his Jules with another man makes Tad's blood boil. Even if he gets burned, Tad can't stop himself from turning up the heat this time.

A minha opinião: Depois de ter lido All Fired Up, não pude resistir a ler a continuação, Hot and Bothered, o terceiro livro da série, e que é focado em Jules e Tad. Jules é meia-irmã de Jack e reapareceu na sua vida no primeiro livro, Feel the Heat, grávida e desesperada. Como não li esse livro, estava convencida que a autora já tinha explicado toda a história por detrás da gravidez e do reaparecimento de Jules, mas afinal só o ficamos a saber neste livro.

No livro anterior a autora já tinha insinuado um clima entre Jules e Tad, e que se tinha passado alguma coisa entre os dois que não tinha corrido pelo melhor, e agora ficamos a saber o que foi: Jules beijou-o e ele rejeitou-a. Não foi fácil ultrapassar a estranheza da situação, mas agora a amizade foi retomada e foi tudo esquecido. Mas será que foi mesmo esquecido?

É que, desde esse episódio, nenhuma outra mulher foi capaz de interessar a Tad e Jules, bem, ela tem sido celibatária desde que chegou a Chicago e o único homem por quem se interessou foi Tad... Mas agora Jules está determinada a alterar isso, e se Tad não está interessado, então só tem de encontrar quem esteja... E é aí que Cara e Lili entram, sugerindo-lhe que se inscreva num site de encontros. Claro que Cara, eficiente como só ela, não perde tempo e cria ela própria o perfil de Jules.

Tad é primo de Cara e Lili e encontra-se prestes a abrir o seu próprio bar de vinhos. Tudo parece correr mal, mas Jules está sempre pronta a ajudar. Mas passar cada vez mais tempo com Jules e ficar a saber que ela vai recomeçar a sair em encontros torna as coisas cada vez mais complicadas. É que Tad sente-se muito atraído por Jules, mas sabe que ceder à atracção pode estragar tudo e não quer arriscar perder a amizade que os une. Isto porque Tad tem um trauma familiar e, por isso não tem relações sérias, e sabe que é disso que Jules anda à procura, até porque tem um filho pequeno em que pensar.

Gostei desta história, até porque já conhecia os protagonistas e simpatizava com eles. Os motivos do trauma do Tad são credíveis e não é difícil de acreditar que alguém que passasse pela mesma situação tivesse a mesma reacção. A Jules é uma mulher forte, que põe o filho sempre acima de tudo e todos, mas que não se anula por ser mãe. Ela sabe o que quer e vai atrás do que precisa, mas se o Tad tem muito que ultrapassar, também a Jules tem de aprender a lutar as suas batalhas, a fazer valer a sua opinião e a não se submeter à vontade dos homens na sua vida.

É muito giro ver as reacções do Tad quando a Jules começa a sair com outros homens e também do Jack que é completamente protector da sua irmã mais nova. Foi muito giro rever os protagonistas dos livros anteriores, especialmente a Cara e o Shane, cuja relação continua completamente apaixonada, e tem alturas em que se torna completamente hilariante... E foi muito giro rever também o pequeno Evan, o filho da Jules, e testemunhar a relação ternurenta dele com Tad e a luta interior deste para conseguir ser mais que um amigo para Jules e um tio para Evan....

Uma série que gostei bastante de ler, sobre uma família muito unida e em que todos estão lá sempre uns para os outros. Gosto muito de histórias sobre famílias unidas e esta não foi excepção.

Classificação: 3

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Este livro conta para o Desafio 2014 Netgalley & Edelweiss Reading.

sábado, 21 de junho de 2014

Opinião: "A morte de Lorde Edgware"

www.wook.pt/ficha/a-morte-de-lorde-edgware/a/id/40866?a_aid=4e767b1d5a5e5&a_bid=b425fcc9
Título original: Lord Edgware Dies
Autor: Agatha Christie
Série: Hercule Poirot #9
Tradutor: Tânia Ganho
Colecção: Obras de Agatha Christie nº3
Editor: Edições Asa
Edição/reimpressão: Abril de 2008
ISBN: 9789724126548
Páginas: 240

Sinopse: Poirot estava presente quando Jane Wilkinson manifestou o desejo de se livrar do marido, o aristocrata Lorde Edgware, e terminar um casamento há muito fracassado. Foi também na presença de Poirot, que o próprio confirmou o desejo de conceder o divórcio a Jane. Tudo isto não passaria de um episódio meramente passional se não envolvesse um homicídio. Agora que o corpo de Edgware é encontrado sem vida na sua própria biblioteca, todos os olhares recaem sobre a viúva e a Scotland Yard não vai descansar enquanto não resolver a questão.
Mas, para Poirot, os factos não são assim tão fáceis de explicar e, por uma só vez, o detective belga sente-se ludibriado. Afinal, como poderia Jane ter assassinado Lorde Edgware e, ao mesmo tempo, jantar com amigos? E qual poderia ser o seu motivo, já que o aristocrata concordara finalmente com o divórcio?


A minha opinião: Quando eu penso que Agatha Christie já não me vai conseguir surpreender, eis que ela me prova como estava enganada...

A história tem início na noite em que Poirot e Hastings assistem ao espectáculo de Carlotta Adams, uma actriz talentosa e popular, e que termina com uma série de imitações, inclusive a da actriz Jane Wilkinson que, curiosamente, se encontra também nessa noite a assistir ao espectáculo. De facto, Jane fica tão impressionada com o espectáculo que convida Carlotta e também Poirot e Hastings para a sua suite onde se junta um curioso grupo de pessoas.

E aí tem uma conversa em privado com Carlotta (que não presenciamos) e pede a Poirot que a ajude a conseguir o divórcio. Isto porque Jane é, na verdade, Lady Edgware, mas quer desesperadamente divorciar-se para poder casar novamente, desta vez com um duque...

Embora relutante de início, Poirot acaba por aceitar o pedido de Jane e ao visitar Lorde Edgware, fica a saber que este está de acordo em conceder o divórcio à mulher. No dia seguinte, Lorde Edgware está morto e a principal suspeita é a sua mulher... Há testemunhas que a viram nessa noite em casa de Lorde Edgware e a reunir-se com ele, mas esta tem um álibi. Nessa noite esteve presente num jantar e tem várias testemunhas. Imediatamente a suspeita recai sobre Carlotta, mas antes que Poirot consiga falar com ela, também ela aparece morta...

Este não é um caso fácil de deslindar, nem mesmo para Poirot, já que a principal suspeita tem um álibi e a outra suspeita, para além de morta (e portanto sem forma de apresentar uma explicação), parece não ter qualquer motivo... E que motivo poderia ter Jane, já que o marido havia aceitado o divórcio? Mas pessoas com motivo para querer matar Lorde Edgware é coisa que não falta, contudo a identificação de Jane como a assassina parece apontar para que apenas ela (ou alguém fazendo-se passar por ela) tenha tido oportunidade... Felizmente que Poirot e as suas célulazinhas cinzentas não brincam em serviço e acaba por desvendar todo o caso. E confesso que não estava nada à espera daquela explicação...

Mais um excelente mistério da rainha do policial. Um dos meus favoritos!

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Vintage Mystery BINGO 2014 (Man in the Title), Cruisin' thru the Cozies 2014, TBR Pile 2014, Mount TBR 2014, Monthly Key Challenge 2014 (death) e Monthly Motif Challenge 2014 (Mystery, Murder, & Mayhem).

terça-feira, 17 de junho de 2014

Top Ten Tuesday - Livros no topo da minha lista TBR de Verão

Top Ten Tuesday é uma rubrica original do site The Broke and the Bookish, na qual, cada semana, nos é dado um tema para o qual devemos fazer uma lista.

Esta semana o tema é Livros no topo da minha lista TBR de Verão. Da lista do ano passado, só um ainda está por ler, apesar de nem todos terem sido lidos no Verão... Eu sou mesmo péssima com estes planeamentos, mas não resisto a fazê-los...

Aqui fica então o meu Top 10 de livros para ler neste Verão (os quatro primeiros vão ser lidos para desafios, os outros seis são livros que quero mesmo muito ler...):


1. Dexter is Delicious de Jeff Lindsay

2. A Última Fugitiva de Tracy Chevalier

3. Living Dead in Dallas de Charlaine Harris

4. As Dez Figuras Negras de Agatha Christie

5.Amor e Enganos de Julia Quinn

6.Paixão Sublimede Lisa Kleypas

7. As Regras da Sedução de Madeline Hunter

8. Prazeres Proibidos de Laura Lee Guhrke

9. O Fruto Proibido de Sherry Thomas

 10. Filha da Fortuna de Isabel Allende