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domingo, 24 de junho de 2012

Balanço final do desafio Spring Reading Thing 2012


This post will be written in Portuguese and English.

Chega o Verão e termina o Spring Reading Thing... Este ano portei-me muito bem, dos 8 livros que me propus ler, só não li um e li mais 3 que não estavam na lista, para um total de 10 livros!

Esta é a lista de livros que li para o desafio (cliquem no título para ler a minha opinião):
O Mistério de Battersea, de Dorothy L. Sayers (terminar)
A Boneca de Kokoschka, de Afonso Cruz
Naked Heat, de Richard Castle
Mão Direita do Diabo, de
Filha da Fortuna, de Isabel Allende
As Serviçais, de Kathryn Stockett
Diz-me Quem És, de Jessica Bird
Promessas de Amor, de

Os livros de que mais gostei foram O Segredo da Casa de Riverton e As Serviçais. Mas tenho de fazer uma menção honrosa a A Boneca de Kokoschka, de um jovem autor português que não conhecia, mas cuja carreira irei acompanhar!

O livro de que menos gostei foi de . A escrita e a forma de contar a história não me cativaram, ainda que a história em si me tenha parecido interessante.

Obrigada à Katrina por mais uma vez organizar este desafio e até ao Outono!


The arrival of Summer means the end of the Spring Reading Thing challenge. This year I did good and of the 8 books I had challenged myself to read, only one remains unread, and I ended up reading 3 more books that weren't on the list. The grand total for this Spring is 10 books!

These were the books I read for this challenge (click on the titles to read my reviews - in portuguese): 
Whose Body?, by Dorothy L. Sayers (finish)
A Boneca de Kokoschka, by Afonso Cruz
Naked Heat, by Richard Castle
Devil's Right Hand, by
The House at Riverton, by
The Mystery of the Yellow Room, by
Daughter of Fortune, by Isabel Allende
The Help, de Kathryn Stockett
An Unforgettable Lady, de Jessica Bird
His At Night, de

My favorites were, The House at Riverton and The Help. But I need to refer A Boneca de Kokoschka, by a young portuguese author I didn't know but whose career I will be following from now on.

My least favorite book was . The writing and the way the story is told didn't appeal to me, even if the story did.

Thanks to Katrina for, once again, organizing this challenge. I'll see you in the Fall!

Opinião: "Promessas de Amor"

Título original: His At Night
Autor:
Tradutor: Maria João da Rocha Afonso
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Maio de 2012
ISBN: 9789898228956
Páginas: 372
Fonte: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: Elissande Edgerton é uma mulher desesperada, uma prisioneira na casa do tio tirano. Apenas através do casamento pode ela reivindicar a liberdade por que anseia. Mas como encontrar o homem perfeito?
Lorde Vere está habituado a armadilhas irresistíveis. Como agente secreto do governo, localizou alguns dos criminosos mais tortuosos em Londres, enquanto mantém a sua fachada de solteirão idiota e inofensivo. Mas nada pode prepará-lo para o escândalo de ser apanhado por Elissande.
Forçados a um casamento de conveniência, Elissande e Vere estão prestes a descobrir que não são os únicos com planos secretos. Com a sedução como única arma - e um segredo obscuro do passado a pôr em risco as vidas de ambos - poderão eles aprender a confiar um no outro, mesmo enquanto se entregam a uma paixão que não pode ser negada?

A minha opinião: Devo confessar que o que primeiro me atraiu neste livro foi a capa. É lindíssima, das mais bonitas do ano! Porém, desculpem lá, eu sei que sou chata, mas mais uma vez a cor do cabelo da modelo da capa não corresponde à da protagonista - a Elissande tem o cabelo louro-arruivado e não preto - e isso sinceramente irrita-me...

Mas gostei bastante da história. Lord Vere é um agente secreto do governo que finge ser tolo para que não desconfiem dele. A sua missão actual pressupõe que consiga entrar na casa de Douglas, tio de Elissande (que rapidamente percebemos ser mau como as cobras). Para isso, engendra o plano de causar uma infestação de ratos na casa que Lady Kingsley, também ela agente secreta, havia alugado junto à casa de Douglas. Deste modo, esta ver-se-á forçada a pedir abrigo a Elissande (uma vez que o seu tio se encontra fora), para si e para os seus convidados (onde se inclui Vere), o que lhes permitirá revistar a casa.

Cabe então a Elissande a decisão de albergar ou não o grupo em casa. Quando Lady Kingsley refere que no grupo se encontra um marquês, Elissande vê uma oportunidade para fugir à vida miserável que leva e para salvar a tia do jugo do tio. Para isso só terá de conquistar e casar com o marquês em três dias. Fácil, certo?

E a partir daqui há toda uma série de situações bastante divertidas que culminam no casamento forçado entre Vere e Elissande. E depois, é o que se espera de um livro destes, Elissande começa a perceber que o marido não é o tolo que aparenta ser e a gratidão que sente por ele começa a tranformar-se em amor. Quanto a Vere, encanta-se por Elissande à primeira vista, mas desencanta-se quando percebe o seu esquema, e resiste até ao fim à atracção que sente por ela.

As cenas mais quentes são apenas mornas, mas são também bastante divertidas.

Foi uma leitura rápida e compulsiva, perfeita para as tardes longas e quentes de Verão. Sherry Thomas é uma autora que irei continuar a seguir.

Classificação: 4

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Este livro conta para o Desafio Spring Reading Thing 2012.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Opinião: "O Mistério do Quarto Amarelo"

Título original: Le mystère de la chambre jaune
Autor:
Série: Joseph Rouletabille #1
Tradutor: Pilar Delvaux
Colecção: Livros de Bolso Europa-América
Editor: Europa-América
Edição/reimpressão: Maio de 2004
ISBN: 9721053880
Páginas: 224 

Sinopse: A porta do quarto amarelo estava trancada por dentro, a janela também, não havia nenhuma lareira com chaminé. No entanto, Mathilde Stangerson foi encontrada agonizante, prostrada no chão do quarto.
Quem a tentou assassinar e, sobretudo, por onde terá fugido o assassino?
Caberá ao jovem repórter e detective amador Rouletabille, ao fim de uma complicada investigação, desvendar o mistério do quarto amarelo.

A minha opinião: Já tinha visto o filme baseado neste livro há alguns anos e gostei tanto que acabei por comprar o livro. Claro que não o li logo e agora estou contente por não o ter feito. É que já não me lembrava quem era o assassino e não é que nunca consegui descobrir? Acho que este será o melhor elogio que posso fazer a este livro, apesar de, para todos os efeitos já saber a história (apesar de já não me lembrar bem), o autor conseguiu criar um enredo suficientemente intricado para me deixar completamente à nora...

Quer dizer, não completamente à nora que lembrava-me da solução do mistério do quarto amarelo e também de certos pormenores sobre o assassino que não posso revelar sem entrar em spoilers.

Mas em relação à história, esta centra-se no ataque à menina Matilde quando esta se encontrava no quarto amarelo. Ora o quarto amarelo só tinha uma porta, que se encontrava trancada por dentro, e atrás da mesma encontrava-se o pai de Matilde; e uma janela, também trancada por dentro. A porta é derrubada e Matilde encontrada inconsciente e sozinha no quarto. Mas, então, por onde saiu o assassino? Essa é a questão para a qual ninguém parece ter resposta...

É então que surge o jornalista Rouletabille, atraído pelo destaque que o caso mereceu na imprensa e que se dirige imediatamente para o local. Rapidamente percebe que o caso tem mais que se lhe diga do que parece, especialmente quando o assassino volta a atacar e anuncia solenemente que será ele, Rouletabille, quem irá solucionar o caso.

Rouletabille, de certo modo, lembrou-me Poirot, pois também ele dá primazia à razão sobre a ciência, mas ao invés de utilizar as célulazinhas cinzentas, utiliza a boa extremidade da sua razão.

Um mistério interessante, acolhedor e, de certa forma, diferente dos demais. Recomendado para fãs do género cosy mysteries.

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Spring Reading Thing 2012, Mount TBR 2012, Color Coded 2012 (amarelo), Cruisin' thru the Cozies 2012, Mystery & Suspense 2012 e Vintage Mystery Reading 2012.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Opinião: "Diz-me Quem És"

Título original: An Unforgettable Lady
Autor: Jessica Bird
Série: An Unforgettable Lady #1 
Tradutor: Ana Paula Florindo
Editor: Quinta Essência
Edição/reimpressão: Abril de 2012
ISBN: 9789898228918
Páginas: 404
Fonte: Oferecido pela editora em troca de uma opinião honesta

Sinopse: Grace Hall é uma socialite deslumbrante, rodeada de glamour, privilégio e riqueza, mas a sua fortuna fez dela o alvo de um louco que anda a matar as mulheres mais influentes de Manhattan. Para se proteger, Grace exige o melhor dos guarda-costas - e depara com muito mais do que esperava.
John Smith é um especialista em segurança intransigente e frio que é tão dedicado ao seu trabalho como é mortífero. Mudar-se para o luxuoso apartamento de cobertura de Grace é a última coisa que deseja, mas é impossível dizer-lhe que não. Quando explica as regras à sua nova cliente, surgem entre eles faíscas, bem como um desejo incendiário. Com Grace nos braços, John dá por si a baixar as próprias defesas. À medida que as noites amenas se tornam escaldantes e o assassino se aproxima, Grace e Smith enfrentam uma escolha crucial: seguir as regras ou seguir os seus corações.

A minha opinião: Este livro foi-me recomendado como sendo do mesmo género dos de Sandra Brown, que adoro. Não é bem, mas mesmo assim gostei.

Apesar de ambas as autoras aliarem mistério ao romance, Jessica Bird (aliás J.R. Ward) dá o enfoque predominante ao romance, sendo o mistério muito secundário na história. De facto, praticamente toda a acção do livro gira à volta da atracção e do quero/afinal não quero entre os protagonistas que só de vez em quando parecem lembrar-se que há um assassino em série atrás da protagonista.

Mas como já disse, gostei do livro. Rapidamente percebi que se tratava mais de romance sensual do que propriamente de um mistério (aliás, a identidade do assassino é ridiculamente fácil de adivinhar) e a partir daí tornou-se uma leitura compulsiva. Isto porque a autora consegue tornar credível a imensa atracção entre Grace e John, mas não cai na asneira de os fazer cair nos braços um do outro à primeira vista. Aliás, o que eles penam (e nós com eles...) até finalmente cederem à tentação! A sério, estava a começar a ficar frustrada com a quantidade de vezes que "ia sendo, mas não fondo"...

Um livro que se lê rapidamente e que entretém. Uma leitura quente para o Verão que se aproxima!

Um apontamento final em relação à capa. Apesar de a achar muito bonita, porque carga d'água é que a modelo da capa é morena? A Grace é loura! LOURA! Será assim tão difícil fazer corresponder as modelos das capas às personagens? Pronto já desabafei...

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Spring Reading Thing 2012 e Mystery & Suspense 2012.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Opinião: "As Serviçais"

Título original: The Help
Autor: Kathryn Stockett
Tradutor: Fernanda Semedo
Editor: Saída de Emergência
Edição/reimpressão: Setembro de 2010
ISBN: 9789896372545
Páginas: 464

Sinopse: Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade. Pode ter uma licenciatura, mas estamos em 1962, no Mississippi, e a sua mãe só a irá deixar em paz quando a vir com uma aliança no dedo. Provavelmente a jovem encontraria conforto junto da sua adorada Constantine, a empregada negra que a criou, mas esta foi embora e ninguém lhe diz para onde.

Aibileen é uma empregada negra que criou dezassete crianças brancas. Mas desde que o seu próprio filho morreu, algo mudou dentro de si. Quem a conhece sabe que tem um grande coração e uma história ainda maior para contar.

Minny, a melhor amiga de Aibileen, é a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego... até ao momento em que encontra uma nova e insólita patroa.

Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto clandestino que as vai colocar a todas em perigo. E porquê? Porque estão a sufocar com as barreiras que definem a sua cidade, o seu tempo e as suas vidas.

A minha opinião: Este livro despertou a minha curiosidade desde que foi lançado em Portugal. Tinha o pressentimento que o iria adorar e, felizmente, não estava enganada!

A história é-nos contada na perspectiva de três personagens, Skeeter, Aibileen e Minny, e passa-se na cidade de Jackson, estado do Mississipi, em 1962. Ou seja, numa época em que a segregação racial ainda era algo muito real. Havia lojas, escolas, hospitais e até casas de banho só para os negros, e consequências terríficas para quem tentava alterar a situação.

Foi uma época de grande hipocrisia porque, por um lado, os brancos não queriam misturas com os negros, mas por outro, já não se importavam que fossem os negros a criar os seus filhos, a limpar as suas casas e a preparar a sua comida...

Quanto à história propriamente dita, esta tem início com a readaptação de Skeeter à sua terra natal, depois de terminada a universidade. Ao contrário das outras raparigas da sua idade, Skeeter não sonha em casar e constituir família. O seu sonho é viver da escrita, de preferência em Nova Iorque. Skeeter resolve procurar emprego no jornal local, mas a única oferta que lhe fazem é para escrever a coluna de conselhos domésticos. E é aqui que Skeeter se vai aproximar de Aibileen, a criada negra de uma das suas melhores amigas, e a quem pede ajuda para escrever a coluna, já que nada sabe sobre gestão doméstica.

Aibileen toda a vida criou os filhos dos brancos, mas quando o seu próprio filho morre, algo morre também dentro dela. Torna-se particularmente atenta à negligência da patroa em relação à filha, Mae Mobley, de quem Aibileen gosta como se fosse a sua própria filha.

Quando Skeeter aborda Aibileen com uma ideia totalmente louca, está a colocar-se a si própria e a Aibileen em perigo. Mas Aibileen, apesar de dolorosamente consciente dos riscos, aceita ajudar. E acaba por convencer Minny a ajudar também.

Cedo percebemos que Skeeter não é como as outras raparigas brancas da sua idade, porque se apercebe das injustiças cometidas em relação aos negros. E a convivência com Aibileen e, mais tarde, com Minny, vão torná-la cada vez mais consciente da realidade ao seu redor.

Minny é hilariante. Completamente desbocada, é incapaz de manter um emprego por muito tempo porque acaba sempre por falar de mais. Mas desta vez, não foi por culpa dela que perdeu o emprego, foi a filha da sua patroa, Hilly, que a caluniou por toda a cidade impossibilitando-lhe arranjar um novo emprego. Mas porque não eram apenas os negros que eram desprezados naquele tempo, também os brancos de origens humildes eram olhados de lado, Minny acaba por encontrar uma nova patroa, Celia, que é rejeitada pelas outras mulheres da cidade e revela-se uma patroa diferente de todas as outras que Minny já tinha tido...

E pronto não vou contar mais porque daqui a pouco conto a história toda. Desculpem o entusiasmo, mas de facto o ponto forte deste livro, para mim, foram as personagens. A forma como as mesmas evoluem à medida que vamos lendo é notória. Gostei das três personagens principais, mas destaco a Skeeter, pois é nela que a evolução é mais notória, passa de alguém que se apercebe vagamente de que algo está errado e inicia um projecto com vista a obter proveito próprio, para alguém cuja vida se vê completamente virada do avesso, mas que tenta mudar as coisas independentemente das consequências para si própria.

Mas não são só as personagens principais que se destacam. Hilly é uma personagem completamente odiosa, cuja maldade se vem desvendado à medida que avançamos na história e cujo fim, apesar de ter algo de justiça poética, é muito leve para aquilo que merecia. Celia é uma personagem que tive pena de não ter sido mais explorada, pois penso que havia mais complexidade nela do que aquela que nos é mostrada.

Também tive pena que a autora não tivesse desenvolvido mais certos aspectos da história, mas compreendo que, para o fazer, provavelmente precisaria do dobro das páginas.

Enfim, já perceberam que adorei, não é? Agora só me falta ver a adaptação cinematográfica, mas suspeito que não seja possível estar ao nível do livro. Também vou ler em breve Mataram a Cotovia de Harper Lee, um livro que é referido em As Serviçais e que tenho bastante curiosidade em ler.

Classificação: 5

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Este livro conta para o Desafio Spring Reading Thing 2012.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Opinião: "O Segredo da Casa de Riverton"

Título original: The House at Riverton
Autor: Kate Morton
Tradutor: Vítor Guerreiro
Editor: Porto Editora
Edição/reimpressão: Outubro de 2008
ISBN: 9789720041609
Páginas: 480

Sinopse: Como sobrevivem os que presenciam a tragédia?

Verão de 1924
Na noite de um glamoroso evento social, um jovem poeta perde a vida junto ao lago de uma grande casa de campo inglesa. Depois desse trágico acontecimento, as suas únicas testemunhas, as irmãs Hannah e Emmeline Hartford, jamais se voltariam a falar.

Inverno de 1999
Grace Bradley, de noventa e oito anos de idade, antiga empregada da casa de Riverton, recebe a visita de uma jovem realizadora que pretende fazer um filme sobre a morte trágica do poeta.
Memórias antigas e fantasmas adormecidos, há muito remetidos para o esquecimento, começam a ser reavivados. Um segredo chocante ameaça ser revelado, algo que o tempo parece ter apagado mas que Grace tem bem presente.
Passado numa Inglaterra destroçada pela primeira guerra e rendida aos loucos anos 20, O Segredo da Casa de Riverton é um romance misterioso e uma emocionante história de amor.

A minha opinião: Geralmente gosto de escrever as minhas opiniões logo quando termino os livros e, de preferência, antes de começar a leitura seguinte. Mas com O Segredo da Casa de Riverton não fui capaz e não sei bem porquê...

Quero começar por dizer que esta autora me foi recomendada pela Célia após ter lido e adorado O Décimo Terceiro Conto e, mais tarde, o livro passou a ser sugestão frequente nas recomendações do Goodreads. Muito obrigada Célia, pela recomendação, já tenho os restantes livros da Kate Morton e vou, sem dúvida, continuar a acompanhar esta autora.

Quanto à história propriamente dita, e sem revelar muito, trata-se de um dos meus géneros favoritos, drama familiar histórico (não sei se esta categoria existe mesmo, mas é assim que o classifico) que alterna entre o presente (1999) e o passado (período entre as duas guerras mundiais). A história é-nos contada do ponto de vista de Grace, actualmente com 98 anos, que começa a relembrar a sua vida (inevitavelmente entrelaçada com a vida da família Hartford, para quem trabalhou), a propósito do contacto de uma jovem realizadora que está a fazer um filme sobre a família Hartford (particularmente sobre as irmãs Hannah e Emmeline) e o seu envolvimento numa tragédia que só nos é revelada mesmo no final. A realizadora pretende tentar desvendar melhor o passado e a vida das duas irmãs, uma vez que Grace é a única sobrevivente daquela época.

E cedo percebemos que Grace sabe muito mais do que alguma vez contou... Mas a inevitabilidade da morte e a vontade de se reconectar com o neto levam-na a contar toda a história em cassetes que grava e envia para o neto. E é assim que também nós ficamos a saber toda a verdade sobre a tragédia daquela noite de Verão e tudo o que anteriormente se passou e que conduziu as personagens àquele final.

Gostei muito desta história, da relação entre os três irmãos, da relação entre Hannah e Grace, de como em tão poucos anos a sociedade mudou radicalmente a forma como encarava a mulher e o seu comportamento em sociedade (e que podemos constatar no contraste entre a situação de Hannah e a situação de Emmeline) e, principalmente de como uma mentira perfeitamente inocente pode ter resultados tão avassaladores anos mais tarde.

No final há um pormenor que achei escusado e que penso não fazer muito sentido em termos cronológicos, mas acho que é o único reparo que tenho a fazer.

Classificação: 5

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2012, What's in a Name 5 (tipo de casa) e Spring Reading Thing 2012.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Opinião: "A Costa dos Murmúrios"

Autor: Lídia Jorge
Colecção: Mil Folhas nº10
Editor: Público
Edição/reimpressão: Julho de 2002
ISBN: 8493264512
Páginas: 224

Sinopse: A Costa dos Murmúrios, publicado em 1988, é o mais famoso romance de Lídia Jorge, tanto em Portugal como no estrangeiro. O seu aparecimento foi um êxito desde o primeiro momento, tendo chegado a vender cerca de 50.000 exemplares em menos de um ano. A obra é produto da experiência que a autora viveu em África e, particularmente, dos seus três anos em Moçambique, imediatamente antes da queda do regime de ditadura em 1974. Com a nova ordem política, Portugal aceita a autonomia da sua colónia, que em Junho de 1975 obtém a independência plena. O romance reflecte a época da luta colonial segundo as recordações da autora, mas o fio condutor da trama é a traumática história de amor de Eva Lopo e Luís Alex, combatente ao serviço do projecto imperial salazarista. O romance abre com um conto relatado na terceira pessoa sobre o casamento de Eva e Luís. Mas, seguidamente, é Eva que assume a voz da narração e evoca os últimos vinte anos de vertiginosas transformações. Entre elas, é particularmente dolorosa a do seu marido, que se converte num repressor sanguinário, o que conduz Eva a manter, por despeito, uma relação amorosa com um jornalista mulato. Para além do seu vigoroso conteúdo como personagem de carne e osso, Luís é igualmente símbolo de um regime incapaz de gerar futuro algum e que tenta defender-se pela força. O balanço da evocação é tão lamentável e desolador como a própria guerra.

A minha opinião: A Costa dos Murmúrios não foi uma leitura fácil. A autora tem uma escrita bastante particular e, por vezes pareceu-me que era suposto ter inferido algo que não atingi... Talvez por a realidade retratada no livro me ser, felizmente, desconhecida. Não sei, mas fiquei com a sensação de que me falhou alguma coisa.

O livro começa com um conto sobre o casamento de Eva e Luís intitulado Os Gafanhotos. De seguida, Eva começa a contar a sua história, estabelecendo paralelos com o conto. E a sua história começa com a sua chegada a Moçambique para o seu casamento com o alferes Luís. Mas a história idealizada em Os Gafanhotos não corresponde à realidade pois, como Eva irá descobrir, Luís não é o mesmo homem por quem se apaixonou, a guerra mudou-o, desprovendo-o da sua personalidade e tornando-o uma espécie de autómato, uma triste cópia do seu capitão que admira cegamente. Este foi, para mim, um dos pontos fortes do livro, a descrição dos efeitos da guerra num jovem que, antes da guerra era curioso e ambicioso e que, durante a guerra mudou radicalmente na forma de pensar e de agir, como se tivesse sofrido uma lavagem cerebral, tornando-se irreconhecível para a mulher que o amava.

Mas A Costa dos Murmúrios não aborda apenas os efeitos da guerra nos homens que a combateram. Também foca os seus efeitos nas suas mulheres que ficavam para trás, esperando e desesperando pelo seu regresso, de preferência sãos e salvos.

É um livro sobre a estupidez e atrocidade da guerra contado na perspectiva da mulher de um combatente, o que julguei ser uma perspectiva bastante interessante. Julgo que foi mesmo o estilo da escrita que me impossibilitou ter gostado mais da história. Curiosamente, quando comecei a ler não tinha lido a sinopse por isso pensei que o estilo do livro seria o estilo do conto inicial e estava a gostar bastante do mesmo....

Classificação: 2

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Este livro conta para os Desafios Mount TBR 2012, What's in a Name 5 (acidente geográfico) e Spring Reading Thing 2012.

domingo, 6 de maio de 2012

Opinião: "Mão Direita do Diabo"

Autor: Dennis McShade
Série: Peter Maynard #1
Colecção: 9mm nº18
Editor: Público
Edição/reimpressão: Junho de 2005
ISBN: 8498192943
Páginas: 192

Sinopse: Dennis McShade é o pseudónimo de Dinis Machado, o único escritor português da colecção. Autor do célebre romance "O Que Diz Molero" e verdadeiro devorador da literatura policial americana de onde destaca Chandler, o autor de "Mão Direita do Diabo" (1968) conta com o detectiva Peter Maynard para desvendar um caso onde a presença do Diabo parece não andar longe...

A minha opinião: Vou começar a minha opinião com uma breve contextualização (podem encontrar mais informação aqui). Mão Direita do Diabo surgiu publicado, em 1968, pela primeira vez, na colecção Rififi, e foi escrito por Dinis Machado sob o pseudónimo anglo-saxónico Dennis McShade. A Rififi foi uma colecção de livros policiais publicada nos anos 50 e 60 e Dinis Machado não foi o único a recorrer ao pseudónimo para publicar obras, outros autores portugueses também o utilizaram para publicar as suas obras policiais.

O uso de pseudónimos justificava-se, não só porque era mais fácil escapar à censura se fingissem tratar-se de traduções de livros estrangeiros, mas também pela crença de que livros policiais de autores portugueses não teriam procura. Deste modo, para além da utilização do pseudónimo anglo-saxónico, as histórias tinham protagonistas estrangeiros e a acção também se passava no estrangeiro. 

Dinis Machado era um fã dos policiais negros americanos, como os de Raymond Chandler, e nota-se. Tendo lido À Beira do Abismo no início deste ano, foi muito fácil encontrar semelhanças entre ambos. O protagonista de moral duvidosa, mas com um fortíssimo sentido de honra e a depreciação da mulher que serve apenas de escape e porto seguro ao protagonista são apenas dois exemplos de semelhanças que encontrei entre os dois livros.

Mas nem tudo são semelhanças. Em Mão Direita do Diabo, o herói é Peter Maynard, um assassino profissional, contratado para vingar um pai cuja filha se suicidou após ter sido violada por quatro homens, matando esses quatro homens. Uma missão de rotina no início, acaba por se complicar ao ponto de Maynard correr risco de vida. Isto porque o Sindicato (a máfia de Nova Iorque) acaba por se meter ao barulho e o equilíbrio precário entre as actividades do Sindicato e as actividades de Maynard deixa de existir. Mas Maynard tem um sentido de honra muito próprio, e mesmo perseguido pelo Sindicato, insiste em cumprir o contracto até ao fim.

Como já tinha dito a respeito de À Beira do Abismo, não sou particularmente fã dos policiais americanos dos anos 50/60. Contudo, gostei da personagem de Maynard, atormentado por uma úlcera que o força a beber leite constantemente, que lê e cita autores com frequência e fiel às suas convicções. Também gostei do facto de não haver femmes fatales, de que não gosto particularmente...

Em suma, achei uma história interessante e até tinha curiosidade em ler os restantes livros da série, mas como não estão disponíveis na biblioteca, e não me parece que os vá comprar, serão leituras adiadas até uma próxima oportunidade.

Classificação: 2

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domingo, 22 de abril de 2012

Opinião: "Naked Heat"

Autor: Richard Castle
Editor: Hyperion
Série: Kikki Heat #2
Edição/reimpressão: 2011
ISBN: 9780786891368
Páginas: 408

Sinopse: When New York’s most vicious gossip columnist, Cassidy Towne, is found dead, Heat uncovers a gallery of high-profile suspects, all with compelling motives for killing the most feared muckraker in Manhattan. But Heat’s murder investigation is complicated by her surprise reunion with superstar magazine journalist Jameson Rook. In the wake of their recent breakup, Nikki would rather not deal with their raw emotional baggage. But the handsome, wise-cracking writer’s personal involvement in the case forces her to team up with Rook anyway. The residue of their unresolved romantic conflict and crackling sexual tension fills the air as Heat and Rook embark on the search for a killer among celebrities and mobsters, singers and hookers, pro athletes and shamed politicians. This new, explosive case brings on the heat in the glittery world of secrets, cover-ups, and scandals.  

A minha opinião: Gostei bastante mais de Naked Heat do que de Heat Wave. Talvez porque as personagens estejam cada vez mais desenvolvidas, mas talvez também pelo caso em si que achei mais interessante do que o primeiro.

Mais uma vez a vítima parece ser odiada por todos e, por isso mesmo, todos têm motivos para a querer morta. Afinal, Cassidy Towne era a colunista de cusquices com a língua mais afiada de Nova Iorque. E ao longo da investigação, Heat e Rook descobrem vários podres das celebridades da cidade. Mas qual delas seria capaz de matar para proteger o seu segredo?

A relação entre Heat e Rook também se solidifica neste segundo livro, embora a provocação mútua continue.

Agora é esperar pelo terceiro livro...

Classificação: 4

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Este livro conta para os Desafios Spring Reading Thing 2012, Mystery & Suspense 2012 e Mount TBR 2012.

domingo, 1 de abril de 2012

Opinião: "A Boneca de Kokoschka"

Autor: Afonso Cruz
Editor: Quetzal
Edição/reimpressão: Outubro de 2010
ISBN: 9789725649039
Páginas: 244

Sinopse: O pintor Oskar Kokoschka estava tão apaixonado por Alma Mahler que, quando a relação acabou, mandou construir uma boneca, de tamanho real, com todos os pormenores da sua amada. A carta à fabricante de marionetas, que era acompanhada de vários desenhos com indicações para o seu fabrico, incluía quais as rugas da pele que ele achava imprescindíveis. Kokoschka, longe de esconder a sua paixão, passeava a boneca pela cidade e levava-a à ópera. Mas um dia, farto dela, partiu-lhe uma garrafa de vinho tinto na cabeça e a boneca foi para o lixo. Foi a partir daí que ela se tornou fundamental para o destino de várias pessoas que sobreviveram às quatro toneladas de bombas que caíram em Dresden durante a Segunda Guerra Mundial.

A minha opinião: Este livro também foi lido para a Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal, mas, ao contrário do anterior gostei bastante de A Boneca de Kokoschka.

Pela sinopse esperava algo de diferente, esperava uma história em que a vida de várias personagens fosse tocada pela boneca. Mas na verdade a boneca só surge, e brevemente, a mais de meio do livro. A experiência da guerra é o fio condutor das várias personagens que Afonso Cruz criou. Aliás, o fantasma da guerra está presente ao longo de toda a narrativa e molda o carácter e personalidade das personagens.

O livro está dividido em três partes. A primeira parte passa-se em Dresden em plena Segunda Guerra Mundial e é protagonizada por Isaac Dresner e pelo Sr. Vogel. Isaac esconde-se na cave da loja do Sr. Vogel e fala com ele, o que faz com que o Sr. Vogel pense estar a ouvir vozes que lhe chegam do chão.

A segunda parte passa-se em Paris, no pós guerra. Isaac vive com a sua mulher e com o Sr. Vogel (um pai que trata como a um filho) e tem uma pequena editora. Ouve falar de um escritor que nunca conseguiu o sucesso e, atraído pela sua história, contacta-o e mostra-se interessado em publicar um dos seus livros. É aqui que ficamos a conhecer a história da boneca de Kokoschka, mas também a história da família Varga.

Na terceira e última parte surge-nos uma nova personagem, Miro Korda, e a história passa também por Portugal. No final percebemos como todas as personagens se interligam, e na ficção tal como na realidade, percebemos como as vidas se entrelaçam e influenciam, mesmo que não nos apercebamos. E também como a história dos nossos antepassados, pais e avós, condiciona a nossa própria história.

A participação na Comunidade de Leitores tem sido uma óptima experiência a vários níveis, mas talvez um dos principais seja o facto de me permitir descobrir novos autores portugueses que me estavam a passar ao lado... Afonso Cruz é um autor que vou querer continuar a ler.

ADENDA:  Fiquei curiosa e pesquisei no Google o nome Kokoschka. Fiquei a saber que, não só o pintor Oskar Kokoschka existiu mesmo, também a sua paixão por Alma Mahler e todo o episódio da boneca são reais. Gosto quando um autor parte de um acontecimento verídico para criar uma obra de ficção e Afonso Cruz foi exímio a fazê-lo. Apesar de a boneca aparecer pouco, é crucial para a história, por motivos que não posso explicar sem cair em spoilers. Mas agora que sei que a boneca foi real, toda a história ganha uma nova dimensão para mim. Só tenho pena que o autor não indique a autenticidade deste episódio no livro, julgo que seria benéfico para o leitor.

Classificação: 4

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Este livro conta para o Desafio Spring Reading Thing 2012.

sábado, 31 de março de 2012

Opinião: "O Mistério de Battersea"

Título original: Whose Body?
Autor: Dorothy L. Sayers
Série: Lord Peter Wimsey #1
Tradutor: Luís Manuel Bernardes
Colecção: Alibi - Os Clássicos do Policial nº34
Editor: Edições 70
Edição/reimpressão: Janeiro de 1992
ISBN: 9724408388
Páginas: 176

Sinopse: O corpo depositado na banheira do arquitecto Thipps pertencia a um homem de meia idade. Como única peça de vestuário tinha um pince-nez. Quem era ele e como fora lá parar?

Para o inspector Sugg, tratava-se de Sir Reuben Levy, o financeiro da City, desaparecido no mesmo dia.

Mas a verdade era bem diferente e bem mais sinistra... coube a Lord Peter Wimsey enfrentá-la.

A minha opinião: O corpo de um homem aparece completamente nú, excepto por um pince-nez, na banheira do arquitecto Thipps. Na véspera, o rico financeiro Sir Reuben Levy desaparece misteriosamente de sua casa também supostamente nú e descalço.

Será possível que o cadáver na banheira seja Sir Reuben Levy? É o que pensa o responsável pela investigação, o inspector Sugg. Afinal o cadáver até tem parecenças com Sir Reuben Levy... Mas Lord Peter Wimsey, atraído para o caso por um telefonema da sua mãe, a Duquesa de Denver, não acredita, apesar de achar que ambos os casos estão relacionados.

Já tinha lido um mistério protagonizado por Lord Peter Wimsey, O Crime Exige Propaganda, e tinha muita curiosidade em ler mais livros desta série. Mas não gostei tanto deste O Mistério de Battersea como gostei do anterior. Penso que se deva ao facto deste ser o primeiro livro da série e, por isso, as personagens não se encontrarem tão desenvolvidas.

O Lord Peter Wimsey de O Mistério de Battersea não me impressionou tanto como havia impressionado em O Crime Exige Propaganda, mas há nele algo que me lembra o Patrick Jane da série O Mentalista. Ambos são ricos, muito inteligentes e intuitivos, e gostam de recorrer a truques e armar ciladas para provar as suas teorias.

O Mistério de Battersea não será o meu favorito da série, mas tenciono continuar a ler os livros, até porque sei que Lord Peter Wimsey irá crescer como personagem. Não será é muito fácil encontrar os livros em português porque julgo que já não são editados.

Um pormenor que achei curioso e que encontrei enquanto pesquisava mais informação sobre a obra, é que a autora era bastante arrojada para a época. No manuscrito original que submeteu para publicação, Lord Peter Wimsey identificava positivamente o cadáver como não sendo Sir Reuben Levy porque este é judeu e o cadáver não se encontra circuncidado. O seu editor considerou esta identificação demasiado franca e na versão publicada a identificação é feita pelo facto das mãos do cadáver não serem as de um financeiro por se encontrarem calejadas.

Classificação: 3

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Este livro conta para os Desafios Spring Reading Thing 2012, Mount TBR 2012Cruisin' thru the Cozies 2012, Mystery & Suspense 2012 e Vintage Mystery Reading 2012.

terça-feira, 20 de março de 2012

Desafio Spring Reading Thing 2012


This post will be written in Portuguese and English.

O desafio Spring Reading Thing é organizado pelo blog Callapidder Days e consiste, basicamente, em ler na Primavera (de 20 de Março a 20 de Junho). As regras são muito simples e este ano vou aproveitar este desafio para adiantar os outros desafios em que me inscrevi...

Nesta Primavera proponho-me ler 7 livros e terminar o que estou a ler neste momento. Tal como pedem as regras, aqui fica a lista:
O Mistério de Battersea, de Dorothy L. Sayers (terminar) - terminado
A Boneca de Kokoschka, de Afonso Cruz - terminado
Naked Heat, de Richard Castle - terminado
O Segredo da Casa de Riverton, de - terminado
Filha da Fortuna, de Isabel Allende
Mão Direita do Diabo, de - terminado
O Mistério do Quarto Amarelo, de - terminado
- terminado

Esta lista é apenas provisória e poderá ser alterada ao longo do desafio.


The Spring Reading Thing challenge is hosted by Callapidder Days and it consists, basicaly of reading in the Spring (March 20th, through June 20th). The rules are very simple and this year I'm going to use this challenge to advance on the other challenges I signed up for...

This Spring I challenged myself to read 7 books and finish the one I'm currently reading. As stated by the rules, here is the list of books I plan to read:

Whose Body?, by Dorothy L. Sayers (finish) - finished
A Boneca de Kokoschka, by Afonso Cruz - finished
Naked Heat, by Richard Castle - finished
The House at Riverton, by - finished
Daughter of Fortune, by Isabel Allende
Devil's Right Hand, by - finished
The Mystery of the Yellow Room, by - finished
- finished

This list can be altered throughout the challenge.